Caldeirão da Bolsa

HUSSEIN Executed

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por bullsista » 4/1/2007 23:38

Amigo Chevall,

Não leves a mal o facto de te chamarem ignorante. O próprio até pede desculpa no final do seu post. Se te serve de algum consolo, eu não te considero ignorante. Ignorante serei eu que falo com base naquilo que penso ser comum bom senso e não porque tenho conhecimento de causa sobre determinado tema.

Sinto que o teu último post já se aproxima mais daquilo que eu penso. Só uma pequena provocação: achas mesmo que o Bush foi impelido pelo desejo de vingança quando encetou a guerra ao terrorismo? Ou terá sido apenas um bom pretexto? Há dezenas de teorias da conspiração e cada um acredita naquilo que quiser.

Os teus dois últimos parágrafos são dignos do meu aplauso. :clap:


Caro MozHawk,

Queres avançar mais algo do teu pensamento? É que escreveste muitas palavras mas não vi adiantares nada de novo...
Abraços e bons negócios
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por @rmando » 4/1/2007 23:28

Eu já nem preciso de dizer nada... bastam-me os claps claps claps :wink:


:clap: :clap: :clap:
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por Chevall » 4/1/2007 23:16

Valete Escreveu:Bem o que os Americanos fazem ao mundo já muitos impérios o fizeram antes. Isto é impor a sua hegemonia, mas sempre com um pretexto de modo a não serem mal entendidos. Depois de dez anos sem pretexto, a queda das torres gémeas veio mesmo a calhar, no entanto o pretexto do terrorismo, começa a vacilar na medida em que olhando os números friamente verifica-se que o terrorismo não é uma ameaça global, mais do que alguma vez foi desde os anos 60. O problema não me parece ser o pretexto em si, mas quando esses pretextos começarem a faltar. Porque ninguém duvide que a hegemonia mundial dos Estados Unidos vai acabar. Quando é difícil prever, mas que não será uma transição fácil, isso não será difícil prever.
"

Caro valete,
até parece que as torres cairam sozinhas e não por acção dessa ameaça global chamada terrorismo, na vertente islâmica...

Quando o mundo se confronta com proliferação de ameaça atómica por estados, no minimo, suspeitos, os mesmos que promovem a sustentação de recursos financeiros e bélicos a grupos marcadamente terroristas, pergunto que espécie de facto político necessita a comunidade internacional para encarar de frente esta ameaça latente?

Será preciso um outro atentado em grande escala numa grande metrópole do mundo ocidental para se levar a sério o cocktail explosivo fanatismo-terrorismo-armas de destruição massiva?

Alguém duvida que esse perigo é real e premente, o que aliado à senda fanatista de determinada facção do Islão, com os recursos adequados e vontade política fermentada pode realizar-se mais cedo do que podemos pensar?

Estou plenamente convencido que esta "trégua" nos ataques ao mundo ocidental só se produziu pela acção determinada de combate e feroz perseguição encetada pela administraçã Bush ao terrorismo islâmico. A Al-Qaida perdeu entretanto significativos apoios no terreno por força da pressão político-militar americana. O Terrorismo islâmico centra-se em ataques mais ou menos concertados no Iraque e na Palestina. O mundo, pelo menos nesse aspecto, está um pouco melhor! Cidades como Madrid, Londres ou Nova Iorque podem respirar, agora, um pouco melhor, apesar do forte sentimento claustrofóbico determinadas pelas medidas anti-terrorismo...
"Alea Jactae Est!"
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por Valete » 4/1/2007 22:45

Bem o que os Americanos fazem ao mundo já muitos impérios o fizeram antes. Isto é impor a sua hegemonia, mas sempre com um pretexto de modo a não serem mal entendidos. Depois de dez anos sem pretexto, a queda das torres gémeas veio mesmo a calhar, no entanto o pretexto do terrorismo, começa a vacilar na medida em que olhando os números friamente verifica-se que o terrorismo não é uma ameaça global, mais do que alguma vez foi desde os anos 60. O problema não me parece ser o pretexto em si, mas quando esses pretextos começarem a faltar. Porque ninguém duvide que a hegemonia mundial dos Estados Unidos vai acabar. Quando é difícil prever, mas que não será uma transição fácil, isso não será difícil prever.
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Caro Chevall

por mcarvalho » 4/1/2007 22:04

Muito bem...

um abraço

mcarvalho
 
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por Chevall » 4/1/2007 21:47

O problema neste tipo de tópicos é que aparece sempre alguém que classifica de ignorante todo aquele que não pensa e não age pela sua bitola e matéria de política e ideologia...

Ter-se o desplante de classificar-se de ignorante alguém que mal ou bem emite juizos de opinião pessoais sem se escudar em "sumidades" de análise política internacional, e depois de convidado a emitir a sua genuina opinião nada diz, reflecte bem qual o propósito maniqueísta com que intervém em "posts" como este.

Digo, assumo e reafirmo que sou um partidário desta "realpolitik" do presidente Georg Bush no que concerne à sua estratégia contra o terrorismo internacional. Não concordo, por outro lado, com os fundamentos político-legais que fundamentaram a invasão do Iraque. Não concordo mas compreendo que a sistemática provocação do Saddam Hussein á comunidade internacional só podia degenerar num episódio deste tipo...

É muito fácil ser-se politicamente correcto quando não se teve o seu país à mercê de um bando de terroristas sem escrúpulos, que não olharam a meios para por um país a ferro e fogo e sacrificar a vida de milhares de inocentes. Só quem não viu o Ground Zero ou não esteve no topo do World Trade Center ( e sentir o tremendo acto de desespero que é saltar do seu alto para fugir a uma morte ainda mais horrenda...) pode ter a leviandade de criticar um Presidente que os "teve no sitio" para levar a guerra ao covil do "predador"...

Posso ser acusado de ignorante, de ideologicamente incorrecto ou qualquer outro epiteto com que me queiram classificar, mas eu não renego ao meu quadrante civilizacional nem sou fraco de memória quanto à contribuição dos EUA para a existência deste mundo pós-guerra fria.

Concerteza que foram cometidas muitas arbitrariedades e atrocidades por parte de algumas admnistrações norte-americanas, mas o saldo geral de uma "guerra" tem, necessariamente, baixas, e mais ainda quando se tratou de uma guerra suja e cinica como aquela que foi travada durante 40 anos...

Reconheço que a política é um "negócio" muitas vezes sujo, mas a nossa natureza a isso obriga. Este é um mundo de confrontos civilizacionais como o foi no passado de confronto ideológico, e num jogo de forças, prevalece normalmente a vontade e adetreminação do mais forte!

O mundo podia ser um espaço de maor compreensão e iramandade, mas a história do homem demonstra precisamente o contrário no plano das intenções e concretizações políticas. Assim sendo, e porque este não é um mundo perfeito há que ser realista e defenir o quadrante de actuação e posicionamento de cada um no mundo em que vivemos.
Na época do muro, felizmente estive deste lado do mesmo, fisica e ideologicamente. Desta vez, de igual modo não pretendo vacilar sobre o lado onde se encontram os valores democráticos e os do obscurantismo terrorista!
"Alea Jactae Est!"
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por Keyser Soze » 4/1/2007 20:52

FBI: Workers saw prisoner abuse at Guantanamo
POSTED: 10:59 p.m. EST, January 2, 2007

WASHINGTON (CNN) -- The FBI on Tuesday released documents showing at least 26 of the agency's employees witnessed aggressive mistreatment and harsh interrogation techniques of prisoners by other government agencies or outside contractors at Guantanamo Bay, Cuba.

"On several occasions witnesses saw detainees in interrogation rooms chained hand and foot in fetal position to floor with no chair/food/water; most urinated or defecated on selves and were left there 18, 24 hours or more," according to one FBI account made public.

One FBI witness saw a detainee "shaking with cold," while another noted a detainee in a sweltering unventilated room was "almost unconscious on a floor with a pile of hair next to him (he had apparently been pulling it out through the night)."

Another witness saw a detainee "with a full beard whose head was wrapped in duct tape."

One FBI statement said that an interrogator squatted over the Quran and that a German shepherd dog was ordered to "growl, bark and show his teeth to the prisoner."

Another detainee was draped in an Israeli flag.

The FBI surveyed all 493 FBI personnel who had been assigned to the military prison facility in the aftermath of the September 11, 2001, terrorist attacks and determined no FBI agent or support personnel had participated in any of the controversial practices.

"This thorough internal assessment shows the FBI was not involved in these activities in any way," said chief FBI spokesman Richard Kolko.

The FBI Office of General Counsel in September 2004 ordered the "special inquiry" into any FBI participation or observations of a series of alleged incidents at the prison camp for suspected terrorists and al Qaeda sympathizers, but the results were not made public.

The FBI released the documents in response to a Freedom of Information request by the American Civil Liberties Union, but stressed that most of the findings had already been reported elsewhere.

"Note these documents have been vetted by both DoD [Department of Defense] and FBI, and that FBI believes this or substantially similar information has already been released in this litigation," the FBI said.

Results of the 26 "positive responses" and several more "not purely negative responses" reported by FBI personnel in the internal inquiry were made available Tuesday on the Web site at www.FBI.gov. (Read the reportexternal link)

Other actions FBI personnel reported either witnessing or being told about included:

# Placing a detainee in a darkened cell with the intent of interrogating him for 24 hours straight; the witness reported being told that then-Defense Secretary Donald Rumsfeld had approved this technique.

# Keeping detainees awake for days on end with strobe lights and loud music.

# Dressing as a priest and "baptizing" a detainee.

# Subjecting a detainee to a lap dance by a topless female guard.

# Interrupting detainees' attempts to pray by putting fluid on their faces and telling them it was menstrual blood.

# Beating a detainee who said he had recently undergone abdominal surgery.
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por MozHawk » 4/1/2007 20:46

Realmente Pata, tu gostas de temas quentes! :)

Quanto a Hussein e à sua execução, sou completamente contra a mesma pois não concebo um mundo em que, de forma fria e premeditada, ao abrigo de qualquer enquandramento jurídico-legal, se retire a vida a quem quer que seja. As opções de um castigo duro para o resto dos seus dias eram possíveis, mas os sinais que se pretendiam dar na região e ao mundo sobrepuseram-se.

Ainda quanto a alguns comentários que por aqui vão ficando, apesar da tentativa de roçarem o politicamente correcto, é por demais evidente o que lhes está subjacente. Enfermam de uma análise superficial e enviesada do mundo, das relações internacionais, presentes e passadas, de pseudo-maniqueísmos virtuais e de uma total falta de noção de política internacional e geostratégia. Isto já para não falar do conhecimento do "outro", da "besta", do "monstro" e do papa-criancinhas ao pequeno-almoço.

Um abraço,
MozHawk
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por afonsinho » 4/1/2007 17:42

E continuam-se com as generalizações... eu não gosto do Fidel Castro, mas não sou contra os cubanos.

E já, na minha opinião acho que não faz muito sentido fazerem copy/paste de textos enormes que são altamente politizados. Na internet ha muitos textos, desde os textos de extrema esquerda até aos de neo-conservadorismo republicano. Expressem a vossa opinião... não a dos outros.


P.S Não gosto do Bush, e principalmente da máquina política que está por trás dele, mas acho perigoso o sentimento anti-americano generalizado. Não se fala no Bush, fala-se nos americanos. Quando falo do Fidel, não falo dos cubanos. Até porque como aqui foi dito pelo Chevall, o nosso modo de vida também foi assegurado por muita da política externa deles, mesmo que eles tivessem tido interesses por trás disso, não invalida este facto. Prefiro mil vezes mais estar "deste lado" do muro de berlin.
 
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por Chevall » 4/1/2007 17:38

GriP Escreveu:Infelizmente a ignorância ainda é um problema actual...

Caro Chevall,

Partindo da premissa que todos temos mesmo grau de facilidade no acesso à informação. Aconcelho-te vivamente um trabalho de pesquisa, nem é preciso ser árduo, os acontecimentos estão a vista de quem os procuram e encontram-se facilmente.

Dou-te uma pista para começares a tua pesquisa - Uma conferência de Noam Chomsky http://www.zmag.org/GlobalWatch/chomskymit.htm

Peço desde já desculpa por esta abordagem, mas custa-me a crer como ainda existem pessoas (com o acesso a informação que nós temos) que continuam a querer estar com os olhos vendados.

Um Abraço.



Caro GriP,
Não necessitas de me aconselhar a leitura de Noam Chomsky, porque de há muito conheço o teor das suas ideiais, mas face ao modo como "entraste" neste post, de uma forma tão marcadamente atacante ao nivel da intenção, porque não nos delicias com as tuas próprias ideias sobre o assunto? Talvez a partir daí tenhamos hipóteses de conversar verdeiramente sem estarmos de "olhos vendados"...
"Alea Jactae Est!"
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por bullsista » 4/1/2007 17:19

Surfer Escreveu: Na realidade houve um autentico "assobiar para os lados e mão nos bolsos" de alguns dos países que mais e melhor poderiam contribuir para evitar uma guerra, desde é claro que os seus interesses fossem salvaguardados. Isto sim é a verdade dos factos.


Sim, é uma maneira perfeitamente legítima de ver a coisa. Mas tens dúvidas de onde partiu a ideía? O resto da estória é política.
Abraços e bons negócios
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por GriP » 4/1/2007 17:15

Infelizmente a ignorância ainda é um problema actual...

Caro Chevall,

Partindo da premissa que todos temos mesmo grau de facilidade no acesso à informação. Aconcelho-te vivamente um trabalho de pesquisa, nem é preciso ser árduo, os acontecimentos estão a vista de quem os procuram e encontram-se facilmente.

Dou-te uma pista para começares a tua pesquisa - Uma conferência de Noam Chomsky http://www.zmag.org/GlobalWatch/chomskymit.htm

Peço desde já desculpa por esta abordagem, mas custa-me a crer como ainda existem pessoas (com o acesso a informação que nós temos) que continuam a querer estar com os olhos vendados.

Um Abraço.
 
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Eu,

por mcarvalho » 4/1/2007 15:39

Começo a duvidar.... :shock: :shock:


Se os que dizem tal mal de Bush e Blair não serão
os mesmos que , tal como o sr Saddam e o sr Bin Laeden , se aproveitaram das suas "benesses" e neste momento estão "ressaviados"... ou se "servindo" esses mesmos Bush e Blair são pagos para fazerem o seu jogo :!: :!: :!:
 
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por Surfer » 4/1/2007 15:32

bullsista Escreveu:Ok, vamos concretizar com um exemplo mais real e próximo. Contra tudo e quase contra todos, Bush invadiu o Iraque. Isto é um facto.


Se bem me recordo, os EUA deram inicio á 2ª guerra no Iraque juntamente com uma "pequena" coligação (creio que ao todos foram 10 países envolvidos), não subscrita pela ONU e com oposição de muitos paises, nomeadamente alguns históricos aliados.

Só que se quisermos analisar á distância a floresta em vez da arvore, facilmente se que conclui muita da oposição então encetada na altura não passou de um simples "faz de conta" por parte de alguns dos maiores opositores á guerra.

Estou a lembrar-me nomeadamente da Alemanha e França que na altura só baixaram o tom das criticas á pretensão norte americana depois de saber que os grandes interesses das suas empresas nacionais residentes no Iraque não seriam afectados.

Ou seja dizer que as pretensões e acções norte-americanas foram contra tudo ou quase todos é uma forma de deturpar a verdade.

O que na realidade assistimos foi a uma acção militar fora do abrigo das convenções da ONU comandada pela maior potencial mundial, criticada pela maioria dos países não envolvidos, mas tudo espremido, houve somente mais ruído de manifestos do que vontade em travar uma guerra estratégica "inevitável" dada a falta de soluções.

Na realidade houve um autentico "assobiar para os lados e mão nos bolsos" de alguns dos países que mais e melhor poderiam contribuir para evitar uma guerra, desde é claro que os seus interesses fossem salvaguardados. Isto sim é a verdade dos factos.
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por Alladin » 4/1/2007 15:14

Ainda me preocupa mais uma entrada de Israel na Nato. Porquê?

Se isso acontecer a minima agressão a Israel, será o trigger necessário, para um conflito na zona e para legitimar esse mesmo conflito.

Com Israel na Nato, os ataques seriam em nome da Nato e não em nome dos Estados Unidos.

Mas toda a gente sabe, quem é que manda de facto nessa organização e quem contribui mais para essa organização.

A estratégia de Bush/Blair, pode perfeitamente começar por aí, incluir Israel na NATO para legitimar a sua defesa.

Depois em vez de armas de destruição em massa (como foi no caso do Iraque), vão começar a aparecer consecutivas violações ao estado "intocável" de Israel, que têm de ser travadas e a maneira das travar, é com uma guerra, "preventiva".

Para ajudar neste objectivo de Bush/Blair, está lá o fiel amigo Durão.

Sou muito critico em relação a todos estes jogos politicos e perigosos e equanto este trio se mantiver no poder, não espero coisas boas, na geoestratégia politica para o médio oriente.
Abraço
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por Keyser Soze » 4/1/2007 14:39

Alladin Escreveu:Excelente achado AA.

Na minha opinião, quando está em causa o futuro da humanidade, pouco me importa a esquerda ou a direita, sou do "partido" do bom senso.

E acho que bom senso, é coisa que não abunda nos dias que correm.

PS: Para aqueles que se preocupam com o que está em jogo, sugiro a leitura do post "Lá Irão" do nosso colega Atomez , fica aqui o link:

http://www.caldeiraodebolsa.com/forum/v ... hp?t=53505

ou para quem quiser ler o texto original, fica aqui o link directo:

http://business.timesonline.co.uk/artic ... 13,00.html



não acredito num ataque ao Irão
Vhttp://www.caldeiraodebolsa.com/forum/ ... hp?t=53084


e penso mesmo que Israel já está adaptar-se a esta nova realidade
http://www.caldeiraodebolsa.com/forum/v ... hp?t=53511
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por Alladin » 4/1/2007 14:22

Excelente achado AA.

Na minha opinião, quando está em causa o futuro da humanidade, pouco me importa a esquerda ou a direita, sou do "partido" do bom senso.

E acho que bom senso, é coisa que não abunda nos dias que correm.

PS: Para aqueles que se preocupam com o que está em jogo, sugiro a leitura do post "Lá Irão" do nosso colega Atomez , fica aqui o link:

http://www.caldeiraodebolsa.com/forum/v ... hp?t=53505

ou para quem quiser ler o texto original, fica aqui o link directo:

http://business.timesonline.co.uk/artic ... 13,00.html
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por bullsista » 4/1/2007 14:11

Caro Chevall,




Obviamente que o arrasamento do Vaticano não era mais do que um exemplo nem digo académico. Chamar-lhe-ia absurdo. E neste caso utilizei o absurdo para chocar. Ok, vamos concretizar com um exemplo mais real e próximo. Contra tudo e quase contra todos, Bush invadiu o Iraque. Isto é um facto. Não estou a criticar nem a defender o acto. Se o acto é desprovido de qualquer sentido de ética ou moral ou de interesse unico da administração Americana isso já é muito discutível e levou a alguns posts bastante acalorados neste mesmo tópico.

As alianças políticas, estratégicas, militares ou como quiseres chamar feitas pelos Americanos defendem os seus interesses, concerteza. E se há quem faça alianças com eles é porque há interesses comuns. Mas tens alguma dúvida de quem impoem as condições, de quem é o líder? Mais uma vez é um facto. É a lei do mais forte. E nisso estamos de acordo.

Aquilo que eu não faço é ter sentimentos anti-Americanos por aquilo que eu considero pequenez de raciocínio. Por uma questão de ideais, de modo de vida, pela liberdade de expressão, concerteza que me identifico bastante com os Americanos. Mas se há coisa que não faço é glorificá-los. Eles não são nenhuns anjinhos.
Abraços e bons negócios
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em que ficamos??!!

por mcarvalho » 4/1/2007 13:47

 
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por aa » 4/1/2007 13:36

Não me parece que o facto dos documentos acima postados estarem desactualizados ou os nomes daqueles que o subscreveram serem, mais ou menos, conhecidos tenha alguma relevância prática. Sejamos objectivos, os documentos valem pelo seu conteúdo, pelos factos que descrevem, pelas fontes em que se baseiam e pela fundamentação que, pelos vistos, assenta no direito internacional.

cps

AA
 
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por Keyser Soze » 4/1/2007 13:34

eis um outro caso sintomático da hiprocrisia de muitos

Imagem

19-12-2006 10:16

Líbia condena búlgaras à morte
Cinco enfermeiras e um médico palestiniano acusados de infectar crianças com Sida

Um tribunal da Líbia condenou hoje à morte cinco enfermeiras búlgaras e um médico palestiniano acusados de terem infectado deliberadamente com o vírus da Sida centenas de crianças no país.

Os réus são acusados de, no final da década de 90, terem terem infectado 426 crianças no hospital de Bengahazi com o VIH. A acusação pedia a pena de morte.

Presos há sete anos, os réus tinham sido condenados à morte num primeiro julgamento em Maio de 2004. Mas o Supremo Tribunal da Líbia ordenou um segundo processo, que começou em Maio deste ano.

A sentença de hoje era esperada com expectativa pela comunidade internacional, especialmente pela União Europeia, que considera os réus inocentes e reclama há muito a sua libertação.

George Joffe, um especialista do Magrebe da Universidade de Cambridge, considerou que a sentença de morte hoje decretada era previsível politicamente e “não teve nada a ver com os factos do caso”.

“Não estou surpreendido. Penso que agora vão começar as verdadeiras negociações, para encontrar um meio de compensar as famílias das crianças infectadas ou para perdoar às enfermeiras”.

Segundo o professor, há duas razões para a pena de morte. Por um lado dá ao presidente líbio, Moammar Kaddafi, muito mais poder para negociar as compensações. Em segundo lugar é um modo de satisfazer as famílias de Benghazi.

Agora há um preço a pagar, disse. “Depende do que a comunidade internacional está preparada para pagar. Mas ainda não é claro como será. Poderá ser na forma de compensação humanitária”.

Hoje, à porta do tribunal, uma multidão de familiares mostrava fotografias de crianças mortas ou doentes com sida. Uma mãe, com o retrato da filha, disse aos jornalistas que pretendia justiça e não indemnizações. “Não estamos à venda”, lia-se nalgumas fotografias.

A polícia teve que disparar para o ar para dispersar as pessoas e permitir a entrada no tribunal do advogado de defesa. Um representante do governo da Bulgária também esteve presente no julgamento.

Os réus clamaram inocência quando do primeiro julgamento e dizem que as más condições de higiene foram as verdadeiras causas da epidemia de Sida no hospital de Benghazi. A defesa diz que eles na altura foram vítimas de tortura.

A comunidade científica internacional diz que a aparição do vírus da Sida em Benghazi ocorreu anos antes da chegada dos seis réus e que a epidemia resultou das más condições de higiene.
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por Chevall » 4/1/2007 13:13

Já dizia Monsieur de La Palice que a política é um exercicio de poder....

Normalmente esse exercicio de poder é feito em interesse próprio, pois só assim se equaciona como um acto de natureza política e não de natureza altruístico-divina.

A política visa a prossecução de fins próprios de quem a exerce, e nesse sentido também é aceitável que aos americanos essa faculdade seja circunscrita nos seus devidos contornos. É por isso normal que os americanos, em termos de política externa ajam, primariamente, no seu interesse objectivo e directo.

O que tenho sérias dúvidas é que o façam de uma tal forma descaracterizada, que a mesma se circunscreva a um mero acto de poder sem referências ético-morais ou desfasadas do seu mandato político.

SE bem me lembro, a sociedade política norte americana é daquelas cujo controle institucional e civil é dos mais apertados em todo o globo. Não me esqueço que casos como o Watergate ou Irangate ocorreram em solo norte americano e muito por força e influência da pressão do sociedade civil, nesta caso dos Media...

Esse controle mandatário é a essêcia da Democracia, pois os representados exercem um efectivo controle sobre a acção política dos seus representantes em face da natureza do mandato atribuido. Por isso causa-me uma certa frieira intelectual quando alguém diz que o exercício do mandato político norte americano e termos de política externa é destituído de todo e qualquer conteúdo de natureza estratégica que não passa pela prossecução de interesses únicos e exclusivos da sua administração.

Seguindo este vector de análise onde recaíria toda a política de alianças estratégico-militares que assegura à maior parte dos seus aliados a "segurança americana"? É tão somente no interesse dos americanos que a segurança europeia ou do sudeste asiático se faça com promeninência da capacidade militar norte americana, por exemplo?

Não me parece que o exemplo do arrasamento do Vaticano em nome dos interesses estratégicos exclusivamente norte americanos possa vingar nem mesmo em termos meramente académicos. Aquilo que aproxima os americanos dos europeus e estes daqueles é um vector cultural, histórico e filosófico que traça estruturalmente a relação entre os dois continentes de uma forma umbilical. Por isso, não receio o perigo potencial de um qualquer interesses estratégico norte americano em contraposição a um interesse exclusivo de natureza europeia. O que nos aproxima é incomensuravelmente superior a qualquer diferença de momento, e nesse sentido não concebo que os EUA pensem o mundo sem uma visão centradamente europeia, assim como os europeus não concebem este mundo sem uma propensão naturalmente americana...
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por scpnuno » 4/1/2007 12:41

Credo!!

Lá vão começar as quedas outra vez!!

(os meus comparsas Keyser, afonsinho, Jas, @rmando, chevall, etc, já pensaram que corremos serios riscos de que o direito do contraditório venha a ser exercido e venhamos a ser assombrados pelo fantasma? a meio da noite, envolto num lençol? ainda bem que o meu marido não tem bigode, se não lá assassinava o desgraçado...)

Abraços
P.S. Facto que é facto é que o post lá continua sem sem trancado. Caramba, isto é uma vitória! Nós ainda vamos conseguir deixar de ter posts bloqueados por excessos no Caldeirão.
Esta é a vantagem da ambição:
Podes não chegar á Lua
Mas tiraste os pés do chão...
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por bullsista » 4/1/2007 12:38

Chevall Escreveu:- Sem os Americanos, para mim, o mundo seria um pouco pior. Não só pela sua sociedade civil que é demonstrativa de muitas capacidades e virtudes, mas também pela acção da sua política externa que possibilitou, desde o dealbar da 1ª Guerra Mundial, que a Europa Ocidental não se subalternizasse em prol de outras regiões do mundo. Perdemos desde essa altura a preponderãncia em favor dos americanos, mas ganhámos um novo espaço geo-político de afirmação dos nossos valores e da nossa visão do mundo. Sem os Americanos não seriamos, hoje, tão europeus como somos. Os nossos valores não se poderiam afirmar de pleno como hoje o fazemos, ao ponto de o contrapor, a tempos, aos valores intrisecamente americanos. Pela minha parte, só me resta o agradecimento, se há outros que entendem o contrário, não deixo de os respeitar, até porque essa é uma das conquistas inalienáveis da minha civilização, a Liberdade!



Tal como dei a minha opinião sobre os anti-Americanos também tenho de o fazer sobre o teu comentário. Os Americanos defendem os seus interesses. Nada mais do que isso. Amanhã, se acharem que ganham alguma coisa em deitar abaixo o Papa e arrasar o Vaticano eles estão-se nas tintas para a opinião do resto do mundo. Eles fazem a política do "quero, posso e mando". E acredita, eles podem. E isto não pode ser considerado também uma forma de ditadura? Ditadura para quem se opoem a eles. Só que apoiada numa república. E nós, os ocidentais, aplaudimos. Por uma questão de proximidade ideológica, por medo, ... Na sua essência, o que separa os povos e as pessoas? É esta hipocrisia que me lixa o juízo quando se fala em pena de morte, ditaduras, religião, Bin Ladden, USA e toda a m... que supostamente leva ao confronto das pessoas. Tudo é justificável ... dependendo do ponto de vista e dos nossos interesses.
Abraços e bons negócios
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por Keyser Soze » 4/1/2007 12:35

He's alive !!!

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