Caldeirão da Bolsa

HUSSEIN Executed

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

Re

por JAS » 3/1/2007 4:31

Tens ideias claras e não és de um anti-americanismo puro e simples.
Sendo assim até posso discutir contigo...

ansousa Escreveu:
JAS Escreveu:Guantanamo por acaso é em Cuba...
Nos EUA aquilo não seria possível.

Sim, sei. Mas como deves ter reparado referia-me à sociedade Americana que permite que isso aconteça. Em Cuba e em vários locais do mundo.

A Sociedade americana não permite que "isso" aconteça.
As leis americanas, votadas pela sociedade americana ou pelos representantes da sociedade americana, não permitem que uma "guantanamo" possa existir em solo americano.

Para mim a grande diferença é que deste "guantanamo" nós temos conhecimento e temos notícias.
Isso deve-se à "sociedade americana" que criou e que vive numa democracia indiscutível e onde há, de facto, liberdade de imprensa.
Em muitos outros países existem "guantanamos", melhores ou piores mas existem, e nós nem sabemos. Essa é a grande diferença.


Por outro lado acho que a América tem razão numa coisa: Aos terroristas não se aplica a Convenção de Genebra pois não podem ser classificados como criminosos de guerra.
É uma lacuna da ONU que não criou legislação específica, nem se pode dizer que seja culpa dos americanos.


ansousa Escreveu:
JAS Escreveu:Nas nossas prisões não se "massacra" ninguém, eles suicidam-se sozinhos...


Sabes a q m refiro, ou achas q as informações q vêm sido dadas dessas prisões são falsas (tlvz a tão famosas teorias da conspiração) :? Mas s achas q sao equivalentes os cenários... é a tua opinião, muito contrária da minha.

É evidente que nas nossas prisões não há massacres mas em Guantanamo também não os há.
Segundo julgo haverá por lá uma centena de presos, ou menos, e se "houvesse massacres" já não sobrava nenhum.
Em termos estatíscos é capaz de haver mais suicídios nas nossas prisões do que em Guantanamo.
Mas voltamos à mesma evidência: Se morrer um em Guantanamo vem nos jornais de todo o mundo, e há inquéritos atrás de inquéritos, se morrer um em Portugal foi "suicídio"...


Para terminar, devo dizer que tenho sempre muitas dúvidas sobre os métodos utilizados para arrancar confissões...
Quando leio qualquer coisa do género "interrogado pela polícia, ele confessou o crime" fico sempre a pensar que o tipo, culpado ou inocente, era capaz de confessar.

Nas guerras, em geral, nós só sabemos a versão do vencedor, é ele quem escreve a história.
(alguém tem dúvidas que os aliados também cometeram atrocidades na 2ª guerra mundial?)

Mas a América tem essa virtude, nós sabemos o que lá se passa de bom e de mau.
Nunca sabemos tudo mas, muitas vezes, sabemos muito mais do que conseguimos saber nas democracias europeias.

Um abraço,
JAS

P.S. - Quando leio neste post que foram os americanos que apoiaram o Saddan acho graça porque toda a gente se esquece que os Franceses e os Alemães o apoiaram muito mais...
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por bullsista » 3/1/2007 4:04

MarcoAntonio Escreveu:
bullsista Escreveu:E não vejo a pena de morte como um castigo para o infractor mas sim como uma maneira de libertar a sociedade de algo dispensável. Por isso não acredito na teoria do dar a prisão perpétua a "algo" e fazê-lo sofrer por vingança (sentimento tão mesquinho).


Ponto 1.

Vingança e punição são dois conceitos distintos e tu estás a confundir os dois.


Ponto 2.

A vingança é o sentimento que se identifica com os argumentos apresentados pela generalidade dos defensores da pena de morte (como aliás se pode constatar neste mesmo tópico e não só).



Marco,


Naquilo que dizes no ponto 1, perfeitamente de acordo. São conceitos distintos. Falo em vingança mas como continuação ou intromissão nesta resposta que deste ao rteixe01.


MarcoAntonio Escreveu:
rteixe01 Escreveu:Para finalizar, deixo só aqui umas questões para quem não pensa como eu, se um qualquer individuo matasse sem motivo aparente o vosso filho, filha ou pai ou mãe, que sentiriam sobre essa pessoa? Perdoavam?


Se se tratasse de um homícidio voluntário, não perdoava naturalmente.

Querería que ele ficasse a pagar por isso até ao fim da vida dele, vida que desejaría que fosse o mais penosa possível.

Ficaria muito triste se optassem pela pena de morte pois isso sería um castigo muito breve e rápido, não está à altura da dor e prejuízo que me tería causado a mim e que me iria durar para toda a vida.

Portanto, não perdoaria e quereria que ele ficasse a pagar durante o maior período de tempo possível (como não sou sádico, defendería trabalhos forçados - pesadinho - até ao fim da vida dele ou enquanto lhe fosse humanamente possível dentro dos padrões mínimos de dignidade humana e que essa vida penosa durasse muitos anos, pelo menos tantos quantos os anos que iriam sofrer dessa perda os familiares mais próximos do meu filho).

rteixe01 Escreveu:Acham que a ida para a cadeia vos atenuava a dor da vossa perda? Não queriam vingança?


Mas absolutamente nada atenuaria a minha dor. A dor sería mesma quer ele fosse quer lhe atribuissem uma vida penosa ou optassem por tirar a vida.

A questão não é a minha dor mas o castigo que ele tem e o exemplo que serve para os outros (ou por outras palavras, a eficácia que a medida a lhe aplicar tem na prevenção de outros casos como esse).


Ora, como o importante é o descrito neste segundo parágrafo (dado que para a minha dor não há remédio):

> Castigar com a morte, é um castigo muito pequenino e rápido. Depois de morto que foi, acabou-se o castigo.

> É ineficaz (como demonstram as estatísticas) na prevenção de crimes semelhantes. Simplesmente não funciona do ponto do comportamento social, não resulta (nalguns casos chegam a encarar o castigo com certo regozijo).




Também concordo contigo na inépcia da pena de morte para corrigir ou coagir comportamentos na sociedade. A diferença entre nós é que eu não acredito na redenção e recuperação de determinado tipo de indivíduos. E senão é recuperável, azarito. Vou perder tempo com isso? Porquê e para quê? Não há causas mais nobres a precisarem de atenção? E ao menos cortei o mal... pela raíz (como às ervas daninhas).

Quanto ao ponto 2 que salientas, é verdade aquilo que dizes mas não estás a falar de mim, pois não?
Acredito que decisões deste tipo de coisas não podem ser emotivas, não pode ser a urbe a decidir. Abomino qualquer forma de justiça popular embora às vezes apeteça no caso de algumas decisões políticas. E falando na pureza de mentes, já viste que alguns dos "defensores da vida" neste tópico e não estou a falar de ti, são os que usam expressões mais agressivas?

Há outra coisa que eu queria dizer. Há alguns colegas a dizerem que já deveriam ter bloqueado o tópico. Mas porquê? Acho que a discussão tem sido elevada. Têm sido apresentado argumentos bastante interessantes de parte a parte misturados com alguns momentos menos bons de discussão. É um perfeito off topic mas acho que é uma boa oportunidade de nos conhecermos melhor e crescermos uns com os outros. Não me interessa conhecer gente que pensa e age como eu mas tentar perceber quem tem argumentos diferentes. E isso é sinónimo de evolução. Pensem nisso e lembrem-se, temos sempre de respeitar opiniões diferentes mesmo que contrárias às nossas. É o princípio básico de se viver em sociedade.
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por valves » 3/1/2007 0:57

a questão tem a ver com o valor que se dá á vida humana eu por mim reitero que sou contra a pena de morte em quaisquer circunstancias e não é pelo facto de o acusado defender ou não a pena de morte ou mais importante ainda relativize ou dê muito pouca importancia a vida dos outros que me vai mudar de opinião ...
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e, caro Valves

por mcarvalho » 3/1/2007 0:52

é pena que só a primeira parte o preocupe
 
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por mcarvalho » 3/1/2007 0:49

se eu concordar consigo ... sou igual a si?

concerteza que não .. mas, se isto resolver o seu problema então digo que sim ..
 
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por valves » 3/1/2007 0:48

Colocada: 3/1/2007 0:28 Assunto:

--------------------------------------------------------------------------------

Bem, como isto ainda não rebentou
coloco só duas questões que já não tem nada a ver com o tópico inicial

1º " o Sr Saddam era a favor ou contra a pena de morte?"
2º " Se fosse o sr Saddam a julgar os mesmos crimes que sentença ditaria"

"Então porque é que havemos de estar a contrariar o homem "


Sim senhora essa gostei podemos fazer uma lei em Portugal que preveja a pena de morte apenas para quem concorde com ela ... :roll:
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por ansousa » 3/1/2007 0:47

JAS escreveu
Guantanamo por acaso é em Cuba...
Nos EUA aquilo não seria possível.

Sim, sei. Mas como deves ter reparado referia-me à sociedade Americana que permite que isso aconteça. Em Cuba e em vários locais do mundo.

Nas nossas prisões não se "massacra" ninguém, eles suicidam-se sozinhos...


Sabes a q m refiro, ou achas q as informações q vêm sido dadas dessas prisões são falsas (tlvz a tão famosas teorias da conspiração) :? Mas s achas q sao equivalentes os cenários... é a tua opinião, muito contrária da minha.

Abraço
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por Crash » 3/1/2007 0:39

2º " Se fosse o sr Saddam a julgar os mesmos crimes que sentença ditaria"


... e então, se concordarmos, seriamos iguais a ele... obviamente!

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Re: Só uma pequena frase

por JAS » 3/1/2007 0:38

Crash Escreveu:Só apetece expressar-me com uma pequena frase:

É contra todos os princípios dos direitos humanos e da civilização democrata ocidental, fundada no direito jurídico Romano-Cristão!

Tens que retirar a parte final que não lhe assenta nada bem...

Os romanos crucificaram o Jesus Cristo e também davam uns "criminosos" aos leões.

Os cristãos, além das cruzadas onde fizeram trinta por uma linha, também tiveram a Inquisição e queimavam os "hereges" bem vivinhos.


Ser ou não ser contra a pena de morte não é o problema.
Nos EUA, no Iraque, em Cuba, na China, em muitos países de África, etc, etc, a pena de morte está prevista na lei.

Podemos criticar a lei, podemos tentar mudar a lei, mas não podemos dizer que o julgamento é uma "palhaçada" ou que não é justo quando, afinal de contas, os tribunais se limitam a aplicar a lei que lá existe.

Eu intervim neste post apenas para fazer notar que me parece muito mais grave "aplicar a pena de morte" sem julgamento nenhum e com um simples tiro, uma catanada, uma facada, um bombardeamento contra civis, etc, etc.
Pela simples razão de que nesses casos não há pura e simplesmente julgamento.


O enforcamento do Saddam tem feito correr muito mais tinta do que 1 milhão de mortos em Darfur...

E é lamentável que continuem entretidos a barafustar contra a morte do Saddan e se abstenham de defender esses desgraçadinhos.

JAS
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por mcarvalho » 3/1/2007 0:28

Bem, como isto ainda não rebentou
coloco só duas questões que já não tem nada a ver com o tópico inicial

1º " o Sr Saddam era a favor ou contra a pena de morte?"
2º " Se fosse o sr Saddam a julgar os mesmos crimes que sentença ditaria"

"Então porque é que havemos de estar a contrariar o homem "

Continuamos alegremente distraidos com aquilo que é acessório...
Os velhos a precisarem de ajuda e os miudos a perguntarem donde vêm os meninos (se é que ainda perguntam) e o pessoal aqui a discutir se é o Bush o responsável, se foi o Clinton por andar distraído com o ...che da secretária, se devia morrer ou não
... Sonhos cor de Rosa

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Esqueci

por Crash » 3/1/2007 0:23

Esqueci-me de completar:

... que eu subscrevo na totalidade!

Crash
 
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por MarcoAntonio » 3/1/2007 0:22

Eu percebo o que tu dizes mas não concordo, não concordo de todo.

Porque as prisões não funcionam como provavelmente deveriam ou porque têm um custo (não é estritamente necessário que assim seja e podem-se desenvolver outros modelos), isso não faz da pena de morte a solução.

Parece mais um contornar dos problemas da própria sociedade: estás a reconhecer as falhas da sociedade e a tentar resolver/ultrapassar os problemas dessa mesa sociedade resolvendo-o com a pena de morte. Isto é, um individuo comete um crime passível de um conjunto de várias punições possíveis. Tu optas pela pena de morte argumentando com falhas da sociedade alheias ao crime que ele cometeu.

E o problema disto é que este argumento é tão lato e pode ser utilizado de formas tão distintas que eu não posso aceitar. A importância do direito primário à vida é algo que ultrapassa isso tudo e que só é suspenso quando duas vidas estão em conflito (exemplos são a legítima defesa ou estado de guerra).

Para ti os problemas são os custos das prisões, para os iranianos são a homesexualidade e é afinal o mesmo argumento (um problema da sociedade aos olhos de quem lança o argumento que precisa de ser resolvido) que justificam o recurso à pena de morte. E o problema é que não só não concordo com a lógica de base de tal coisa como ainda, por ineficiência dos sistemas, morrem inocentes.

Para mim, a pena de morte é algo que está totalmente de parte. E seja qual for a razão que levou alguém a decretar a morte de outro alguém, esse acto para mim é sempre um assassínio/homícidio.

Como é óbvio, poderá ter «justificações», «atenuantes», etc. Até poderá ser passível de perdão. Mas é um homicídio voluntário, um assassinato.


Não posso concordar com tal coisa. Não é eficaz e mesmo que concordasse que os culpados fossem assassinados continuava a discordar da medida por causa dos inocentes que também seríam assassinados pelo mesmo processo.
Editado pela última vez por MarcoAntonio em 3/1/2007 0:24, num total de 1 vez.
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1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
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Só uma pequena frase

por Crash » 3/1/2007 0:06

Só apetece expressar-me com uma pequena frase:

É contra todos os princípios dos direitos humanos e da civilização democrata ocidental, fundada no direito jurídico Romano-Cristão!

Crash
 
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por scpnuno » 3/1/2007 0:04

Marquinho
(olha pra mim a dar graxa :oops: )

Eu li a tua posição, nos diversos posts e concordo contigo em muita coisa, apesar de eu concordar com a pena de morte e tu não.
É uma discordancia de "principos" não total. Porque eu até acho justa a interessante a tua ideia de pagar os crimes com trabalho a favor dos que se prejudicou e / ou magoou.
Só que cá neste cantinho, como sabemos, os presos estão nas cadeias a consumirem droga, a tirarem cursos avançados de criminalidade, a "fazer sexo esquisito" e a comerem e beberem á custa de quem produz, de quem não violou a lei e nem sequer foge aos impostos - aliás, o mesmo se passa nos USA.
Tirando os casos de ditaduras, como os campos da Sibéria, os campos de concentração nazis e mais alguns do género, não conheço casos em que os prisioneiros REALMENTE estejam a pagar uma divida á sociedade. A pagar em trabalho. Em algum sofrimento.
Tanto quanto sei, eu, tu e os outros andámos 3 anos a alimentar um pedofilo. Provavelmente ainda andaremos mais alguns. Estás a ver o meu ponto de vista? Eles estão pouco pior do que de férias pagas. Por nós.

Um abraço
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por MarcoAntonio » 2/1/2007 23:53

bullsista Escreveu:E não vejo a pena de morte como um castigo para o infractor mas sim como uma maneira de libertar a sociedade de algo dispensável. Por isso não acredito na teoria do dar a prisão perpétua a "algo" e fazê-lo sofrer por vingança (sentimento tão mesquinho).


Ponto 1.

Vingança e punição são dois conceitos distintos e tu estás a confundir os dois.


Ponto 2.

A vingança é o sentimento que se identifica com os argumentos apresentados pela generalidade dos defensores da pena de morte (como aliás se pode constatar neste mesmo tópico e não só).
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1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
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por Keyser Soze » 2/1/2007 23:18

castelbranco Escreveu:
Keyser Soze Escreveu:
castelbranco Escreveu:bem cada um diz o numero que lhe apetece dizer talvez seja o caso, no entanto tenho filmes e livros que confirmam esses numeros entre civis e militares desses 4 paises que mencionei, os restantes paises somam uma totalidade de 50,000,000 de mortos de 1939 a 1945



que diabo o nº de mortes na 2ª GM está documentado, pode variar um pouco mas nunca passar de 0.5 milhão para 4 milhões sem mais nem menos ?...

nº mais exactos aqui (civil e militar)
http://www.secondworldwar.co.uk/casualty.html



eu não sei caro soze, não estava lá para os contar, essa fonte que dispõe tem tanta credibilidade como a minha talvez por isso não vou passar aqui a noite com troca de numeros cada qual que faça as suas pesquisas para se realmente apurarem os numeros certos, mas mais uma vez digo tenho uma enciclopedia de videos e livros num total de 33 videos e 16 livros em formato de documentario comprados salvo o erro ao circulo de leitores aqui há uns 13 anos cujos autores são Claude Bertin e E.Krieg como tal val o que val não irei insistir com coisa nenhuma



a tua enciclopédia deve tar correcta, tu é que deves ter visto mal os números:

referências e observações no link
http://en.wikipedia.org/wiki/World_War_II_casualties
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Hussein

por Clinico » 2/1/2007 23:10

Meu Caro AA

O que motivou a invasão do Kowait foi o Saddam acreditar que o Kowait era um provincia do Iraque (e foi) e que deveria voltar ao país natal. Assim uma espécie de China e Taiwan...

Penso que o quer dizer com a sua frase que começa com "É lógico que tão grande numero de mortos NÃO foi..." faltou o "não" penso eu pelo sentido da frase.

Não estou a dar rótulos de menoridade a ninguem, estou a falar de causas locais de conflito, que se perdem em tempos imemoriais. Ou o caso dos massacres de Darfur é um caso de menoridade porque não se fala tanto dele?
O ponto é que deixar que se façam crimes contra povos sob a bandeira de não ingerencia, é por si só um crime! Aí da Europa, como diz o JAS, se não fossem os americanos a desembarcar na Normandia...
(E só por curiosidade, o enforcamento dos criminosos nazis julgados em Nuremberga foi filmado e já passou no canal História a altas horas num programa sobre o assunto, em que até se entrevistou o carrasco)

Se há um ponto comum nesta discussão toda é que todos (?) discordamos da política do Bush. O resto é pura retórica. Porque uma vez assente este ponto, seria mais útil perceber o que pensam os participantes sobre como deveria ter sido conduzida a política com o Iraque e qual seria a melhor opção a partir de agora.
Abraço
Clinico
 
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por JAS » 2/1/2007 22:55

ansousa Escreveu:JAS escreveu
Condena-se mais o Bush por ter posto fim ao regime do Saddan do que o próprio Saddan.
As pessoas já começam a achar que o Saddan era um santo...

Na América, com todos os seus defeitos, não se fusilam políticos.
Se fusilassem sabia-se...Essa é grande diferença para muitos outros regimes.



Podem não se fuzilar politicos (imagino q não), apenas massacram centenas de pessoas em prisões como Guantánamo, muitas delas sem qq acusação. Essa é grande diferença da nossa sociedade(portuguesa), para com essas "democracias"

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JAS
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Re: Hussein

por aa » 2/1/2007 22:41

Clinico Escreveu:Pois é Castelbranco. Esse é precisamente o fulcro da questão!

O que eu afirmei é que os problemas sectoriais e tribais do Iraque são tão velhos como o próprio Islão. E com a queda de Saddam, com ou sem americanos, era óbvio que se pegariam todos á pancada. No meio disto, os Curdos a Norte ainda têm sido poupados e há séculos que lutam por um país, que para azar incluiria parte da Turquia!

Tal qual aconteceu na Juguslávia pós Tito. E na Juguslávia até se voltaram a introduzir campos de concentração e assassinatos em massa á boa maneira nazi! E não houve americanos pelo meio!

Pela maneira como as coisas estão, é sair do Iraque o mais depressa possível, porque os 300.000 mortos mencionados são na grande maioria vitimas duma guerra civil, de ódio sectário, que ocorreria com ou sem americanos. Não se atiraram os Iraquianos ao Kowait? e depois ao Irão? com milhares e milhares de mortos? E tambem foi culpa dos americanos?

Eu continuo na minha. Sim senhor, não concordo com a política de Bush, mas não tenho razões para ser anti-americano.
Abraço
Clinico



O nº está errado, são 655,000 mortos e não 300,000 que são mencionados na fonte que é referida.

É lógico que tão grande nº de mortos foi causado exclusivamente pela agressão dos EUA e aliados ao Iraque, directa e também indirectamente com a desagregação do estado e da ordem que existia no Iraque antes da invasão.

Porquê tentar justificar os mortos com rótulos de menoridade e de incapacidade dos Iraquianos, se foi de fora que surgiu a desastibização do país que deu origem a tamanha sangria?

Foi o Iraque que agrediu primeiro o Irão ou foi o contrário? E de que lado estavam os americanos na época?

Sabe o que motivou a invasão do Koweit? Não podia haver milhares de mortos na invasão do Koweit porque
quase não houve tiroteio. Os milhares de mortos, surgiram depois, apenas após o ataque da coligação ao Iraque na sequência dessa invasão.

cps

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por bullsista » 2/1/2007 22:38

Tenho estado um pouco aliado do Caldeirão nesta quadra natalícia mas tenho seguido com interesse este tópico. Os caros colegas têm misturado vários temas (qual deles o mais polémico) mas eu não resisto a dar a minha opinião.

Pena de morte

Os aglomerados populacionais são cada vez maiores. Em Lisboa, que é uma aldeia quando comparada com as grandes metrópoles mundiais verifico todos os dias faltas de respeito de uns pelos outros. Elas são no trânsito, na rua, vizinhos que nem sequer se cumprimentam no elevador, enfim há de tudo. Vivemos numa sociedade cada vez mais brutalizada, mais parca de sentimentos. Em São Paulo, o crime nas suas várias formas atinge graus de violência e de sadismo que chocam o mais insensível. E acreditem, para eu ficar chocado é preciso muito. E o que eu defendo é isto: Se alguêm atenta contra a liberdade de outro, principalmente sob a forma de matar, violar, torturar, mutilar ou raptar deixa de ser alvo de qualquer tipo de simpatia da minha parte para não ser mais do que uma erva daninha. E as ervas daninhas têm de ser exterminadas. Que tipo de pena poderia sentir por alguém que entrou numa escola e matou 15 adolescentes? Que tipo de pena posso sentir por alguém que atirou ácido súlfurico à cara de outro? Toda a gente tem direito a errar. Mas será que toda a gente terá direito a uma segunda oportunidade?
Em Portugal, acho discutível existir pena de morte mas considero-a necessária em países de grandes aglomerados populacionais e por consequência (??) com crimes de extrema violência. E não vejo a pena de morte como um castigo para o infractor mas sim como uma maneira de libertar a sociedade de algo dispensável. Por isso não acredito na teoria do dar a prisão perpétua a "algo" e fazê-lo sofrer por vingança (sentimento tão mesquinho). Estou-me pouco lixando para "essa coisa". Não quero é perder mais tempo e dinheiro (via meus impostos) com "essa coisa".


Saddam Hussein

Que dizer? Mais um ditador. Mais um que como tantos outros foram condenados pela História. Mais um responsável pela morte de milhares de pessoas. Mais um que se dizia representar uma ideía, uma religião e em seu nome praticou dos piores crimes que possamos imaginar. A simpatia que ele granjeia depende dos nossos ideiais. Quanto dos que estão a ler estas palavras defendem que Adolf Hitler era o salvador da pátria, da pureza da raça? Para mim, este tipo de personagens tem de ter outro tipo de tratamento que não o infligido ao serial killer "normal". A "coisa" tinha milhares de seguidores e num meio completamente fanático. A sua morte e a divulgação da maneira como foi executado poderá ter consequências inimagináveis. Estará criado um mártir, mais uma espécie de "santo"? Eu digo que Saddam merecia mil vezes a morte. Mas num caso tão delicado, duvido que tenha sido a atitude mais sensata.

Anti-americanos

Lá vem a p... da política. Os caros colegas foristas foram buscar a m... da política. A História demonstra que ao longo dos tempos, a civilização mais forte sempre tentou subjugar as restantes. Criaram-se pactos, assinaram-se tratados mas continua tudo na mesma. Onde antigamente imperava a frieza das armas agora manda o cinismo e a hipocrisia da diplomacia. Quem é que pode condenar os americanos? Os pequeninos, os invejosos. Eu não defendo os americanos, não concordo com algumas das posições assumidas por eles, tão pouco aprecio o macaco do Bush mas não sou anti-americano. São eles os mais fortes (até ver). Logo são eles que põe e dispõe. Façam figas é para que eles não se lembrem que Portugal é um país importantissimo para a decisão dos destinos do mundo e queiram apontar baterias para cá. É este o mundo que temos. Seria bom que fosse de outra forma mas infelizmente...

Vamos lá mas é a ganhar dinheiro que as bolsas já voltaram e eu já sentia falta desta adrenalina! :mrgreen:

Bom ano para todos!!!!
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por carrancho » 2/1/2007 21:30

Agora vou jantar...

QUE VENÇA A PAZ :!: :!: :!:
Abraço,
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por carrancho » 2/1/2007 21:25

scpnuno Escreveu:Carracho Manuel!!!!

Moçambique não, pá!!!

Por esse eu respondo! O unico sitio onde vi militares americanos em Moçambique foi á porta da Embaixada. Vi por lá de tudo - cubanos, portugueses, italianos, espanhois, russos, etc, etc - americanos, népia.

Tu não me baralhes, que daquela terra perçebo eu!

Abraçoca


Eu tambem não disse que "se viram Americanos em Moçambique", ou em Angola, ou no Irão/Iraque, mas que eles contribuiram e muito isso não tem negação possivel. A contribuição não se faz só com homens no terreno.

Abraçoca para ti tb
Abraço,
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pois é scpnuno...

por mcarvalho » 2/1/2007 21:24

Já pegou o arroz e, agora já nem interessa que o pai
"morra"..

..
não interessa tentar "convencer".. interessa é ganhar a discussão... se alguns que estão para aqui a mandar bitaites tivessem a bomba atómica já a tinham mandado só para provar que o seu ponto de vista estava correcto

bem.. vou para junto da minha Florivelha e volto daqui a pouco .. se não me rebentarem com o computador
 
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por scpnuno » 2/1/2007 21:19

Carracho Manuel!!!!

Moçambique não, pá!!!

Por esse eu respondo! O unico sitio onde vi militares americanos em Moçambique foi á porta da Embaixada. Vi por lá de tudo - cubanos, portugueses, italianos, espanhois, russos, etc, etc - americanos, népia.

Tu não me baralhes, que daquela terra perçebo eu!

Abraçoca
Esta é a vantagem da ambição:
Podes não chegar á Lua
Mas tiraste os pés do chão...
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por valves » 2/1/2007 21:18

Carissima SCP Nuno

se se der ao trabalho de consultar o que foi escrito na altura vai verificar que muita gente já estava contra a intervenção alertando para os perigos da mesma e que não se poderia de maneira nenhuma comparar a mesma com a intervenção no Afeganistão cerca de 1 ano antes. Acho que mesmo naquela altura só Durão Barroso que andou a servir cafés nos açores é que era dos poucos Portugueses que estava a favor mas aqui desculpa-se porque foi um bom alibi para se projectar internacionalmente que era no fundo o que o tipo queria ...
Aqui no Caldeirão no Longo Prazo estamos todos ricos ... no longuissimo prazo os nossos filhos estarão ainda mais ricos ...
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