Caldeirão da Bolsa

HUSSEIN Executed

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por Keyser Soze » 2/1/2007 14:59

castelbranco Escreveu:
Keyser Soze Escreveu:e acho uma asneira metar aqui o Afeganistão...a guerra do Afeganistão foi autorizada pela ONU e tem o apoio da NATO

mas de 30 paises participaram, ou participam, na guerra no Afeganistão entre eles França, Alemanha, Dinamarca, Turquia....


então se achas uma asneira meter aqui o afganistão e que dizes do iraque? onde estão as tais armas que foram a causa da invasão?



não existem, foi uma "desculpa" para motivar a guerra


....sabes é que eu sempre achei a guerra ao Iraque um erro por tanto tou à vontade para discutir estas coisas


agora o Afeganistão, se fores coerente, não tens por oonde lhe pegar
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por Keyser Soze » 2/1/2007 14:55

castelbranco Escreveu:
Keyser Soze Escreveu:há uma diferença mt grande entre mandar matar inocentes e desencadear acções que possam provocar involuntáriamente mortes inocentes

se não percebes a diferença não vale a pena continuar a discutir



que possam provocar involuntariamente mortes? é claro que quando largo uma bomba sei que não vai matar ninguem porque ela é de papel



e proventura andam a mandar bombas conscientemente sobre alvos civis ?
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por castelbranco » 2/1/2007 14:54

Keyser Soze Escreveu:e acho uma asneira metar aqui o Afeganistão...a guerra do Afeganistão foi autorizada pela ONU e tem o apoio da NATO

mas de 30 paises participaram, ou participam, na guerra no Afeganistão entre eles França, Alemanha, Dinamarca, Turquia....


então se achas uma asneira meter aqui o afganistão e que dizes do iraque? onde estão as tais armas que foram a causa da invasão?
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por Keyser Soze » 2/1/2007 14:52

e acho uma asneira metar aqui o Afeganistão...a guerra do Afeganistão foi autorizada pela ONU e tem o apoio da NATO

mas de 30 paises participaram, ou participam, na guerra no Afeganistão entre eles França, Alemanha, Dinamarca, Turquia....
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por castelbranco » 2/1/2007 14:51

Keyser Soze Escreveu:há uma diferença mt grande entre mandar matar inocentes e desencadear acções que possam provocar involuntáriamente mortes inocentes

se não percebes a diferença não vale a pena continuar a discutir



que possam provocar involuntariamente mortes? é claro que quando largo uma bomba sei que não vai matar ninguem porque ela é de papel
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por Keyser Soze » 2/1/2007 14:49

há uma diferença mt grande entre mandar matar inocentes e desencadear acções que possam provocar involuntáriamente mortes inocentes

se não percebes a diferença não vale a pena continuar a discutir
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por scpnuno » 2/1/2007 14:48

Eu acho que os "milhões" são de dolares...onde é que voçês viram pessoas?

(por favor, estou a fazer um esforço para que vários topicos não descambem - sejam amigos e deem uma ajuda - o Ulisses já encetou negociações para vender o Caldeirão á Julia Pinheiro, por isso, cuidado)

Abraços
Esta é a vantagem da ambição:
Podes não chegar á Lua
Mas tiraste os pés do chão...
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por castelbranco » 2/1/2007 14:47

milhões é uma experessão

mas contem lá os mortos do afeganistão e do iraque que foram causados pelo inicio dos conflitos e digam quantos foram
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por Keyser Soze » 2/1/2007 14:45

castelbranco Escreveu:porque não vão matar o bush que já liquidou milhões desde que está no poder? realmente este mundo está cada vez mais hipocrita


eu detesto o W e espero ansiosamente pelas próximas presidenciais nos states....mas como é que raio vocês fazem as contas ... "o bush que já liquidou milhões" !?
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por @rmando » 2/1/2007 14:42

castelbranco Escreveu: porque não vão matar o bush que já liquidou milhões desde que está no poder?


Não haverá por aí uns zeritos a mais?!... :shock:
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por castelbranco » 2/1/2007 14:31

gostaria de deixar tambem aqui o meu manifesto contra a pena de morte aplicada seja onde for e contra quem for

neste caso particular onde muitos apelam aos milhões que morrem em africa uns de fome outros por efeitos belicos e outros motivos, não seremos nós sociedade ocidental que somos os culpados? esquecemos-nos por completo todo o mal que directa ou indirectamente fazemos todos os dias a essa gente? esquecemos que somos nós os ocidentais que vivemos numa sociedade de consumo desenfreado que vamos todos os dias retirar desde toda ou quase toda a materia prima até ao ao dente do elefante passando pelo abate desenfreado de arvores milenares para apenas satisfazer o capricho de muitos senhores? é mau muito mau que não se pense nisso, é muito mau nós não conseguirmos pensar que ao fazermos isso estamos a causar desiqulibrios tão grandes que levam esses povos á guerra e por consequencia á morte

mas falando em Sadam eu gostaria de dizer apenas isto, resolveram o que com isto? enforcar um individuo que foi acusado de ter morto em 1982 140 civis por terem disparado varios disparos numa tentativa de o liquidarem? mas porque não mataram o pinochet, porque não mataram o presidente chines por ter liquidado 5000 estudantes numa praça? porque não vão matar o bush que já liquidou milhões desde que está no poder? realmente este mundo está cada vez mais hipocrita
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por Keyser Soze » 2/1/2007 13:55

AA Escreveu:Infelizmente, é um pouco a história da humanidade. Os homens desvalorizam os crimes daqueles com quem se identificam e valorizam os crimes dos outros para justificar os primeiros. É a dialética da violência que prevalece.


exacto

apenas uma ligeira observação os capitalistas (aka americanos) matam(ram) mt menos gente que os comunistas
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por aa » 2/1/2007 13:43

Keyser Soze Escreveu:via http://o-lidador.blogspot.com/2007/01/s ... lombo.html

Saddam e bifes de lombo

Só na China são executados mais de 300 indivíduos por dia, alguns deles com bigodes maiores que os do Saddam, e não há notícia de tal proliferação de opiniões indignadas e pesporrentes.


por O-Lidador


Infelizmente, é um pouco a história da humanidade. Os homens desvalorizam os crimes daqueles com quem se identificam e valorizam os crimes dos outros para justificar os primeiros. É a dialética da violência que prevalece.

O que é extraordinário, é a forma como muita gente consegue estabelecer diferenças evidentes de que em sua opinião ninguém pode duvidar, exactamente para o mesmo tipo de crimes conforme estes tenham sido praticados por uns ou por outros.

cps

AA
 
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por Keyser Soze » 2/1/2007 12:42

via http://o-lidador.blogspot.com/2007/01/s ... lombo.html

Saddam e bifes de lombo

A propósito do enforcamento de Saddam, uma chusma de exibicionistas éticos resolveu discorrer do alto da burra, babujando frases do mais bacoco politicamente correcto.
Ele é que a pena de morte não é própria da democracia, ele é que os americanos deveriam ter impedido a execução, ele é que o processo não foi justo, etc., etc.
Parvoíces!

Sejamos claros: todas estas doutas opiniões sobre o enforcamento de Saddam, devem-se, não ao seu farfalhudo bigode, mas porque é possível usar o evento como mais uma arma de arremesso na obsessão de crítica à América.
Só na China são executados mais de 300 indivíduos por dia, alguns deles com bigodes maiores que os do Saddam, e não há notícia de tal proliferação de opiniões indignadas e pesporrentes.

Dito isto, importa dizer que o cu não tem rigorosamente nada a ver com as calças. Há pena de morte em democracias e ditaduras sem pena de norte.
Mesmo nos EUA, o repositório de todos os males do mundo e arredores, há estados que têm pena de morte e outros que não. A escolha, por incrível que pareça, é das respectivas populações.
Democrática portanto!

E em alguns dos países que se masturbam em pretensas superioridades éticas por terem abolido a pena de morte, a medida não foi democrática, mas resultante de imposições de elites.
Fascismo, portanto!

Os que apontam logo para os americanos, revelam ao que vêm: estão-se nas tintas para o Saddam e o “povo iraquiano” e as outras “causas” sobre as quais babam o seu “humanitarismo” de fancaria. Ninguém os vê tão empenhados relativamente ao “povo norte-coreano”, ou a terçar armas pelo Sr. Jiang-Xiao, um dos 10 000/ano, executados a tiro na China.
O seu objectivo é apenas exorcizar a obsessão antiamericana. Criticam-nos por não intervirem, como os criticam por intervir. São relativistas quando lhes interessa e absolutistas quando lhes convém.
São meta-estáveis.
Fazem parte de uma ONG pujante que alguém já baptizou de “Estúpidos Sem Fronteiras”

Quanto à justiça do processo, toda esta marabunta sabe o mesmo que eu, isto é, leu as gordas dos jornais e ouviu as manchetes das televisões.
A diferença é que eu não me sinto habilitado a tecer opinião sobre questões processuais que não conheço, mas a marabunta acha que sabe tudo o que há a saber e tem opinião imperial sobre a questão.
A ignorância é sempre muito convencida.

Enfim, o homem foi abatido.
Pelo que se conhece da sua obra, deitou-se na cama que fez. A sua morte não me aquece nem me arrefece.
Mas não gostei de a ver televisionada. Compreendo que era necessário “provar” aos iraquianos” que o homem estava mesmo morto, mas creio que a maioria das pessoas não gosta de ver este tipo de espectáculos.

A morte, mesmo quando necessária, não é agradável de ver.
É como as vacas: sabermos que têm de morrer para nos afiambramos com os bifes de lombo, mas evitamos fazer sala no matadouro.

Mas atenção:
-Não gostar de ver a morte, não significa que se seja contra ela ou que não se apreciem os seus resultados.
Eu gosto bastante de bife de lombo de boi.

por O-Lidador
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por ansousa » 2/1/2007 10:39

com assuntos destes, é dificil abdicar de dar uma opinião. Li algumas( q respeito naturalmente), mas sinto-me obrigado a dar o meu ponto de vista em algumas:

Marco Antonio escreveu :
nunca se aplicaria a pena de morte segundo o que estás a dizer pois é virtualmente impossível de garantir que o crime foi cometido inequivocamente pela pessoa xis (a lei americana por exemplo diz «para além da dúvida razoável», como sempre vemos em filmes e séries e isto não é por acaso, é porque tu nunca podes garantir para além de qualquer dúvida, nem recorrendo à ciência, nem recorrendo ao ADN, às impressões digitais, testemunhos, etc, é sempre possível que o veredicto esteja errado)


Sabendo disto ( q concordo ), não deveria ser concebivel a possibilidade de execução para o réu. Defendo a prisão perpetua.

Clinico escreveu
Documento interessante meu Caro AA. Pergunto-me se as milhares de vítimas de Saddam ao longo do seu regime, e dos seus brutais filhos, concordam consigo. Mas esses, coitados, já Lá estão e não podem falar...


tlvz, assim como estes 300.000 iraquianos http://www.rtp.pt/index.php?article=256939&visual=16 (10-11-2006)
JAS escreveu
Condena-se mais o Bush por ter posto fim ao regime do Saddan do que o próprio Saddan.
As pessoas já começam a achar que o Saddan era um santo...

Na América, com todos os seus defeitos, não se fusilam políticos.
Se fusilassem sabia-se...Essa é grande diferença para muitos outros regimes.



Podem não se fuzilar politicos (imagino q não), apenas massacram centenas de pessoas em prisões como Guantánamo, muitas delas sem qq acusação. Essa é grande diferença da nossa sociedade(portuguesa), para com essas "democracias"

ps: naturalmente q nao estou a colocar o Saddan num pedestal, apenas acho q por razões diferentes ele o Bush são exactamente iguais.
"O pessimista queixa-se do vento. O optimista espera que ele mude. O realista ajusta as velas."
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por rteixe01 » 2/1/2007 10:13

Marco,

Vamos lá ver uma coisa, quando no meu post inicial levantei aquelas perguntas, como entenderás, eram questõs retóricas. Penso que era evidente. Não tinha de haver resposta. Logo a tua questão é também mera demagogia para mim.
Mas para não pensares que fujo à tua questão, não sou homem para fugir seja ao que for, respondo-te dizendo que não te posso responder à mesma pois o que escreveste é meramente hipotético, não tenho filhos, logo não passei pela situação e ninguém pode dizer o que faria ou pensaria em determinado momento, pois só no instante em que as coisas acontecem é que a nossa pessoa vai reagir, normalmente a quente.

Por fim, mantenho a minha opinião, sou a favor da pena de morte. Deixo alguns exemplos. Quando uma mulher é violada e morre, isso não é inequivoco? Quando alguém dá um tiro noutra pessoa desarmada, isso não é inequivoco? Quando uma pessoa atropela, mata e foge do local do acidente, isso não foi inequivoco?
E escusas de responder, são meras questões retóricas. Só estou a fundamentar quando para mim, uma situação merece a pena de morte.

Abraço
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O ano começa mal

por Col » 2/1/2007 4:02

Com um tema nada agradável, mas também quero meter colherada no assunto.
Pergunto a alguns dos amigos forenses, se os 12.000 civis mortos no Iraque só em 2006 tem alguma relevância pra vocês? Sabem quem está na origem dessas chacinas? Acham normal que o seu causador principal se passeie pelo mundo como o campeão da liberdade?.
Fico perplexo por os Americanos, um povo inteligente, ainda não se terem apercebido que o coveiro dos EUA è americano e chama-se Bush.
 
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por MarcoAntonio » 2/1/2007 2:31

rteixe01 Escreveu:Quanto à tua última questão, se releres o que escrevi desde inicio, eu disse que deveria ficar provado de forma inequivoca para aceitar uma pena de morte.


Isso é impossível e irrealista. Estás a partir de um pressuposto impossível de garantir e logo a tua argumentação cai pela base.

Portanto, a pergunta mantém-se e até a reformulo:

O teu filho foi condenado há 10 anos porque há 10 anos foi considerado inequivoco que ele cometeu determinado crime passível de pena de morte. Hoje descobre-se à luz de um conjunto de novas provas e nova tecnologia (baseada em novo conhecimento, nova ciência e nova técnica) e que originou novas investigações que afinal ele não cometeu esse crime.

O que pensas então agora da pena de morte e o que sentes que deve ser feito para reparar o erro cometido.



Claro que também podemos ver isto da perspectiva inversa: nunca se aplicaria a pena de morte segundo o que estás a dizer pois é virtualmente impossível de garantir que o crime foi cometido inequivocamente pela pessoa xis (a lei americana por exemplo diz «para além da dúvida razoável», como sempre vemos em filmes e séries e isto não é por acaso, é porque tu nunca podes garantir para além de qualquer dúvida, nem recorrendo à ciência, nem recorrendo ao ADN, às impressões digitais, testemunhos, etc, é sempre possível que o veredicto esteja errado).
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1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
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por rteixe01 » 2/1/2007 2:23

Até amanhã a todos!
Não vale a pena estar a perder horas de sonho pelo Saddam.

Abraços a todos.
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por rteixe01 » 2/1/2007 2:19

Marco,

Tal como escrevi, há quem pense de maneira diferente da minha, tu és um deles. Não me importa. Pensa como quiseres. Eu penso à minha maneira.

Quanto à tua última questão, se releres o que escrevi desde inicio, eu disse que deveria ficar provado de forma inequivoca para aceitar uma pena de morte.
Assim e quando escreves "Como te sentirias se o teu filho fosse condenado à morte por um crime que alegadamente cometeu e passados 10 anos da sua execução, devido a novas investigações, a nova tecnologia ou a novas provas se viesse a decobrir que afinal ele era inocente e não tinha cometido o crime pelo qual foi condenado à morte? " penso que deixou de fazer sentido eu dar-te resposta, pois se tivesse sido inequivoco o futuro nãi ia alterar nada.

Inequivoco é sempre inequivoco. Ponto.
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por Nunnus » 2/1/2007 2:13

Este topico vai dar pano para mangas... Vai vai...rsssssssss

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por MarcoAntonio » 2/1/2007 2:08

rteixe01 Escreveu:Para finalizar, deixo só aqui umas questões para quem não pensa como eu, se um qualquer individuo matasse sem motivo aparente o vosso filho, filha ou pai ou mãe, que sentiriam sobre essa pessoa? Perdoavam?


Se se tratasse de um homícidio voluntário, não perdoava naturalmente.

Querería que ele ficasse a pagar por isso até ao fim da vida dele, vida que desejaría que fosse o mais penosa possível.

Ficaria muito triste se optassem pela pena de morte pois isso sería um castigo muito breve e rápido, não está à altura da dor e prejuízo que me tería causado a mim e que me iria durar para toda a vida.

Portanto, não perdoaria e quereria que ele ficasse a pagar durante o maior período de tempo possível (como não sou sádico, defendería trabalhos forçados - pesadinho - até ao fim da vida dele ou enquanto lhe fosse humanamente possível dentro dos padrões mínimos de dignidade humana e que essa vida penosa durasse muitos anos, pelo menos tantos quantos os anos que iriam sofrer dessa perda os familiares mais próximos do meu filho).

rteixe01 Escreveu:Acham que a ida para a cadeia vos atenuava a dor da vossa perda? Não queriam vingança?


Mas absolutamente nada atenuaria a minha dor. A dor sería mesma quer ele fosse quer lhe atribuissem uma vida penosa ou optassem por tirar a vida.

A questão não é a minha dor mas o castigo que ele tem e o exemplo que serve para os outros (ou por outras palavras, a eficácia que a medida a lhe aplicar tem na prevenção de outros casos como esse).


Ora, como o importante é o descrito neste segundo parágrafo (dado que para a minha dor não há remédio):

> Castigar com a morte, é um castigo muito pequenino e rápido. Depois de morto que foi, acabou-se o castigo.

> É ineficaz (como demonstram as estatísticas) na prevenção de crimes semelhantes. Simplesmente não funciona do ponto do comportamento social, não resulta (nalguns casos chegam a encarar o castigo com certo regozijo).


Há ainda duas coisas que eu gostaría de salientar:

> A questão não deve ser analisada em função do que pensam as pessoas afectadas (como por exemplo, não sou eu enquanto pai de uma criança vítima de homícidio - ou infanticídio - que vou definir qual é a pena correcta a aplicar nesses casos);

> A questão não deve ser também analisada em função da religião A ou B, deve partir de pressupostos laicos (ou então estás a impor a religião à sociedade em geral e a estabelecer como unidade de medida jurídica os dogmas religiosos). E abro ainda um parentisis para dizer que enquanto ex-católico defendo que a pena de morte é uma medida «não-católica» (nota: li a maior parte da Bíblia). De qq das formas esta não é uma questão para ser discutida num ambito religioso já que o seu ambito é bastante mais universal e vai ser aplicada a pessoas religiosas e não religiosas e por pessoas religiosas ou não religiosas e mesmo dentro das religiosas (primeiras e segundas), encontraremos várias religiões, crenças e dogmas distintos.


rteixe01 Escreveu:Acredito que há os que a cadeia por si só já ajudasse no payback pelo mal feito, mas a esses apenas recordo que há os outros que isso por si só não bastaria. Eu sou um deles.


Pois, mas como disse, não se pode legislar em função do que acham alguns.

Assim ainda acabamos a decepar os ladrões porque alguns acham que essa é a medida adequada ou a enforcar os que concordam com o partido A ou B ou os que são da religião X ou Y, etc, etc.

Uma questão destas deve ser legislada em função de principios e direitos básicos muito mais abrangentes do que grupos de pensamento (por exemplo, religioso). Devem ainda ser legisladas em função do seu real impacto na sociedade (afinal, o objectivo é prevenir e tornar o mundo melhor e portanto, segundo essa lógica dever-se-á procurar a pena mais eficaz para esse mesmo objectivo).

Como digo, eu aceito e até compreendo que haja quem defenda a pena de morte mas eu não só não a considero eficaz como sinto-me muito mais inclinado a libertar de uma morte injusta alguns dos condenados do que a encaminhar para a morte a maioria dos «correctamente condenados». Isto é, mesmo que eu achasse que a pena de morte era uma medida adequada, o facto de na prática existir um número apreciável de condenações incorrectas levaría a que eu optasse por outro tipo de pena.


Deixo-te portanto também uma questão:

Como te sentirias se o teu filho fosse condenado à morte por um crime que alegadamente cometeu e passados 10 anos da sua execução, devido a novas investigações, a nova tecnologia ou a novas provas se viesse a decobrir que afinal ele era inocente e não tinha cometido o crime pelo qual foi condenado à morte?
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1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
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3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
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por rteixe01 » 2/1/2007 1:32

Bem já agora vou dar a minha opinião mas tentando não mandar mais achas para a fogueira que foi feita com a abertura deste tópico e sem ofender ninguém.
Sou a favor da pena de morte, sim, mas em circunstâncias excepcionais, tais como ser provado de forma inequivoca que a pessoa X ou Y matou outra.
Olho por olho, dente por dente, já estava escrito na Bíblia há muito...e sim sou católico.
Do mesmo modo comprendo os que não são a favor da pena de morte, respeito a sua maneira de pensar da mesma forma que gosto que respeitem a minha.
Ainda bem que somos todos diferentes e com maneiras de pensar distintas.
Do meu ponto de vista, Saddam foi um ditador, um tirano que maltratou muita gente e mandou matar sem apelo nem agravo, sem sequer se preocupar com as familias das vítimas, por tudo isto, do meu ponto de vista, friso, do meu ponto de vista, apenas teve o que merecia.

Agora passando para Portugal, sou também a favor da pena de morte cá, mas lá está, com as tais circunstâncias excepcionais e inequivocas.
Para finalizar, deixo só aqui umas questões para quem não pensa como eu, se um qualquer individuo matasse sem motivo aparente o vosso filho, filha ou pai ou mãe, que sentiriam sobre essa pessoa? Perdoavam? Acham que a ida para a cadeia vos atenuava a dor da vossa perda? Não queriam vingança?

Acredito que há os que a cadeia por si só já ajudasse no payback pelo mal feito, mas a esses apenas recordo que há os outros que isso por si só não bastaria. Eu sou um deles.

Já diz a Biblia e repito, olho por olho, dente por dente.
Apenas referi o meu ponto de vista, mais uma vez repito, respeito a opinião dos que de mim discordam.
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Hussein

por Clinico » 2/1/2007 1:05

Documento interessante meu Caro AA. Pergunto-me se as milhares de vítimas de Saddam ao longo do seu regime, e dos seus brutais filhos, concordam consigo. Mas esses, coitados, já Lá estão e não podem falar...

Concordo que o Bush tem feito asneira sobre asneira, cada uma maior que a outra, como tambem concordo que o Olmert é uma sombra muito pobre (e um pouco asneirenta) de Sharon.
Mas, como dizem vários comentadores políticos, é fashionable ser anti-americano, corrente que cresce na América do Sul em regimes pseudo-réplicas de Cuba dirigidas por cómicos que fazem rir a assistencia quando discursam na ONU...

Chamo a atenção que há uma diferença abismal entre o "anti-americanismo" e o "anti-Bush".
Eu tambem sou anti-Bush, porque, se compreendo a sua reação natural ao 9/11, conduziu tudo muito mal desde aí (até aceito bem o filme do Michael Moore). Tambem se enganou no inimigo, que estava um pouco mais longe, esse sim, com armas de destruição maciça.

Mas não sou anti-americano!

Por outro lado, um facto curioso é que as maiores vitimas de todo este ressurgir de nacionalismos e fundamentalismos e de anti-ocidentalismos são os próprios árabes. A Al-Quaeda nasce dos Irmãos Muçulmanos egípcios e a guerra entre sunitas e shiitas é tão velha quanto o nascimento do Islão. E no meio de tudo isto o Bush é uma migalha insignificante que veio mexer neste caldeirão com séculos de existencia e que estava adormecido. (O marechal Tito tambem não mantinha a Jugoslávia unida? e que tinham eles todos em comum?)

E faça-me um favor: Não compare a situação israelita ao Iraque, nem entre linhas, porque é um perfeito disparate, como aquele que vem num dos seus links sobre quem devia pagar os danos libaneses da última guerra no Líbano. A resposta é tão óbvia que nem merece ser repetida: O Hezzbola, ou alguem tem dúvidas? Não foi o próprio Nasralla que disse que se soubesse o que ía acontecer, não tinha ordenado o rapto de soldados isreilitas?? Agora já sabe! Não é o Hezzbola um estado armado dentro de um Estado democráticamente eleito? - alimentado por outros Bushes como o Assad da Síria (que é médico oftalmologista sabiam?) e o esquizofrénico do Irão? Mas isto é outra conversa e hoje acordei bem disposto :lol:


Um abraço e Bom Ano Novo
Clinico
 
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por aa » 1/1/2007 23:55

O Bush os seus acólitos mentiram e aldrabaram o mundo para justificarem a invasão do Iraque e, ainda que tenham sido sistematicamente desmentidos, fizeram-no sem qualquer pudor e respeito pela opinião da comunidade internacional. Quando estas mentiras caíram, foram-nas substituindo sistematicamente por outras e outras para poder disfarçar os verdadeiros motivos que eram obviamente, ética e politicamente, condenáveis.

Eles já sabiam que o Iraque estava desarmado porque o próprio regime havia destruído o seu arsenal de armas de destruição maciça na esperança de se poderem reabilitar perante a comunidade internacional e eliminarem as “causas” que justificavam a aplicação de sanções económicas. Eles também sabiam que o regime de Saddam estava enfraquecido por cerca de uma década de sanções económicas a que o Iraque tinha sido sujeito. Era a oportunidade para Bush poder desviar as atenções do Mundo do fracasso que estava a ser a guerra contra o terrorismo e simultaneamente poder controlar e aumentar a sua influência numa zona importantíssima a nível mundial na produção de petróleo (esse sim, o grande objectivo dos EUA no Iraque) com um mínimo de esforço de guerra e de baixas por parte das tropas dos EUA.

Quanto às baixas, o Bush enganou-se redondamente porque, se de facto o regime de Saddam não resistiu muito tempo, os Iraquianos têm resistido ao ponto do Iraque se estar a transformar num novo Vietname para os EUA. Não é por acaso que já mais de metade dos americanos acreditam que os EUA estão a perder a guerra no Iraque.

O saque às reservas de petróleo do Iraque define a verdadeira natureza de um país que internamente funciona como uma democracia liberalista mas que externamente não olha a meios nem a qualquer tipo de valores para atingir os seus objectivos. Os EUA apoiam ditaduras, alimentam guerrilhas, impedem sistematicamente países amigos de serem sancionados por resoluções da ONU mesmo quando estão isolados nessas decisões, são contra o TPI para julgamentos de americanos ou de inimigos dos americanos porque simplesmente rejeitam a possibilidade de poder haver uma maior imparcialidade nesses julgamentos, são dos poucos países que ainda não subscreveram o protocolo de Kyoto, etc. Sinceramente, preocupa-me bastante que a maior potencia militar (económica parece que está a caminho de o deixar de ser) do mundo se comporte tão mal.

Os maiores crimes de que Saddam Hussein foi acusado foram perpetuados quando ainda era um aliado dos EUA que por muitos e bons anos esconderam e desvalorizaram esses crimes, tal como ainda hoje o fazem em relação a outros países ditos “amigos”. Ainda estão muito frescas as imagens de dezenas de crianças libanesas bombardeadas pela aviação israelita precisamente com o argumento da “legítima defesa” porque os terroristas se escondiam no meio crianças (vejam só!). Exactamente o mesmo tipo de argumentos utilizados, anos atrás, e com o mesmo nível de legitimidade por Saddam Hussein quando perseguia os “terroristas e traidores” que se escondiam no meio da população civil. O que para uns são efeitos colaterais, para outros é o massacre indiscriminado de vítimas inocentes, conceitos que são utilizados alternadamente, conforme os casos, mas sem qualquer coerência classificativa, a não ser o facto de terem sido os que consideramos serem os BONS a perpetuá-los ou o contrário para demonstrar quem são os MAUS.
Por exemplo, durante a 1ª guerra do Golfo, a 13 de Fevereiro de 1991 o abrigo civil de Amiria foi bombardeado: No subsolo as cisternas desfeitas fizeram a água atingir os 2.000 graus. Apenas cerca de 500 corpos puderam ser identificados. Pela primeira vez os norte-americanos experimentaram a bomba anti-abrigo nuclear. Cerca de 1.800 vítimas civis foram "cirúrgica" e "legalmente" executadas pelo Ocidente "civilizado", um massacre a que os agressores designaram de efeitos colaterais.

É verdade que o Saddam Hussein era um ditador violento que foi culpado de vários crimes hediondos contra a humanidade. Infelizmente, há muitos criminosos na política que ficam impunes sem qualquer castigo e não é necessário ser-se ditador para se ser criminoso nem esse conceito exclui tão pouco os líderes das maiores potências mundiais em detrimento dos de outros países (as pessoas valem pelos seus actos e não pela sua situação social e económica, pais, politica, cor ou religião). Sem excepção, todos aqueles que cometem crimes contra a humanidade, causando a morte de vítimas inocentes, deveriam ser presos, julgados e condenados por isso mesmo....a lei deve ser igual para todos.

Mas de facto, nas circunstâncias em que se é líder de um país que se encontra numa zona estratégica importante para os EUA, Saddam teve o azar de se meter com quem não devia. E a verdade é que assim capturaram Saddam, os americanos entregaram-no aos opositores do seu próprio regime para por eles ser julgado em causa própria. Foi obviamente condenado à morte num julgamento que se veio a evidenciar pela ocorrência de vários incidentes, de testemunhos duvidosos, pela exclusão de um juiz que foi retirado do processo por estar alegadamente a ser demasiado condescendente para com o réu e em que os próprios advogados americanos de Saddam denunciaram o facto do julgamento ter sido uma trágica palhaçada. É pena que assim tenha sido, porque ainda que se tratasse de um ditador sanguinário, Saddam tinha de ter sido julgado por um tribunal internacional e independente. A lisura no processo que conduziu à morte de Saddam atingiu mesmo o seu ponto alto no momento da execução, quando os seus carrascos tiveram oportunidade de lhe gritar vivas ao líder xiita radical Moqtada al-Sadr.


O Iraque está hoje muito pior do que antes da invasão. Em Outubro de 2006, foi divulgado um artigo na revista científica britânica The Lancet sobre a mortalidade no Iraque depois da invasão de 2003 que apresentou conclusões brutais acerca da guerra no Iraque: cerca de 655,000 Iraquianos mortos a uma média de 500 por dia e o que se vislumbra no horizonte é um agravamento crescente das tensões e do número de mortos. Depois vem a estupidez contribuir ainda mais para isso, ou será que alguém duvida que a forma como o julgamento e a execução (divulgada pela TV) de Saddam se processaram só vêem contribuir para transformar Saddam num mártir da causa Sunita e fazer aumentar ainda mais a tensão entre Sunitas e Xiitas?

A invasão do Iraque deu-se sem qualquer respeito pela posição da ONU e da quase totalidade da comunidade internacional. Basta nunca nos esquecermos disto para não nos admiremos do que poderá vir a ser o Mundo num futuro que poderá já não estar assim tão distante.

Links interessantes:

http://resistir.info/tribunal_iraque/de ... pleto.html

http://tribunaliraque.info/pagina/inicio.html

cps

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