HUSSEIN Executed
São sempre os mesmos....
Fazem heróis e martires quando lhes convém... que raio de trauma tiveram????
Ou são de uma ingenuidade que até dá dó .. ou fazem parte do esquema!!!!!!!!!!!!!!!!
Ou são de uma ingenuidade que até dá dó .. ou fazem parte do esquema!!!!!!!!!!!!!!!!
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este comentário do governo cubano deve ser para nos fazer rir. (em Cuba ainda há pena de morte)
[quote]
O enforcamento de Saddam «é um absurdo político, um acto ilegal, num país que foi conduzido a uma guerra civil durante a qual milhões de pessoas se exilaram ou perderam a vida», lê-se num comunicado do MNE datado de 31 de Dezembro e hoje difundido pelo jornal oficial Granma.
Reconhecendo que, «por ora, a pena de morte não foi abolida» na ilha, o governo de Havana justifica esse facto pela «guerra brutal imposta pelos Estados Unidos», numa alusão às múltiplas tentativas de derrube do presidente cubano, Fidel Castro.
Apesar disto, diz ainda o comunicado, «Cuba considera ser seu dever moral exprimir o seu ponto de vista sobre o assassínio (de Saddam) cometido pela po tência ocupante».
O MNE cubano denuncia igualmente o facto de a execução ter sido levada a cabo «no próprio dia da festa sagrada dos muçulmanos para o exercício da clemência», em referência ao dia do Sacrifício, Aid Al-Adha.
Sublinha, neste passo, que a execução foi «condenada de maneira quase unânime pelos países muçulmanos e pelas nações ricas e pobres».
Lusa / SOL[/quote]
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O enforcamento de Saddam «é um absurdo político, um acto ilegal, num país que foi conduzido a uma guerra civil durante a qual milhões de pessoas se exilaram ou perderam a vida», lê-se num comunicado do MNE datado de 31 de Dezembro e hoje difundido pelo jornal oficial Granma.
Reconhecendo que, «por ora, a pena de morte não foi abolida» na ilha, o governo de Havana justifica esse facto pela «guerra brutal imposta pelos Estados Unidos», numa alusão às múltiplas tentativas de derrube do presidente cubano, Fidel Castro.
Apesar disto, diz ainda o comunicado, «Cuba considera ser seu dever moral exprimir o seu ponto de vista sobre o assassínio (de Saddam) cometido pela po tência ocupante».
O MNE cubano denuncia igualmente o facto de a execução ter sido levada a cabo «no próprio dia da festa sagrada dos muçulmanos para o exercício da clemência», em referência ao dia do Sacrifício, Aid Al-Adha.
Sublinha, neste passo, que a execução foi «condenada de maneira quase unânime pelos países muçulmanos e pelas nações ricas e pobres».
Lusa / SOL[/quote]
Hussein
Caros Ilustres: Bom Ano a Todos
Hoje acordei bem disposto e como acredito na Medicina Preventiva, só tenho um comentário:
Se os pais destes conhecidos assassinos loucos da História tivessem usado preservativo??
Ou a mãe deles fosse a favor do aborto??
Em vez de perdermos tempo com invasões militares e recursos ao Supremo, não valeria a pena distribuir preservativos gratuitamente por certas áreas geográficas de risco?
O que é certo é que a maioria dos monstros da História escapa á Justiça. Ou porque se suicidam, morrem entretanto ou porque a política precisa deles depois de derrubados (veja-se o caso de nazis com o aparecimento da guerra fria e do próprio Sadam após a guerra do Golfo)
É por isso, que ao contrário da cultura judaico-cristã, um presevativozinho de vez em quando ou um abortozeco aqui e ali, não fariam mal a ninguem
Abraços a todos e não se zanguem... o Ano mal começou
Clinico
Hoje acordei bem disposto e como acredito na Medicina Preventiva, só tenho um comentário:
Se os pais destes conhecidos assassinos loucos da História tivessem usado preservativo??
Ou a mãe deles fosse a favor do aborto??
Em vez de perdermos tempo com invasões militares e recursos ao Supremo, não valeria a pena distribuir preservativos gratuitamente por certas áreas geográficas de risco?
O que é certo é que a maioria dos monstros da História escapa á Justiça. Ou porque se suicidam, morrem entretanto ou porque a política precisa deles depois de derrubados (veja-se o caso de nazis com o aparecimento da guerra fria e do próprio Sadam após a guerra do Golfo)
É por isso, que ao contrário da cultura judaico-cristã, um presevativozinho de vez em quando ou um abortozeco aqui e ali, não fariam mal a ninguem
Abraços a todos e não se zanguem... o Ano mal começou
Clinico
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Pinochet não foi executado, morreu de morte natural.
No seu regime, depois de muitas investigações, concluiu-se que foram mortas e/ou desapareceram cerca de 1300 pessoas.
pois mas provavelmente não terias uma democracia forte no chile se tivessem morto Pinochet. e provavelmente a sociedade do chile tornou-se mais forte e coesa porque soube ser inteligente e perceber que matar aquela pessoa não só não resolveria o que estava para trás como até poderia ser fatal para o proprio chile
Estaline também morreu de morte natural.
Muitos anos mais tarde descobriu-se que tinha havido por lá "goulags" e que tinha havido muitos milhares de mortos.
Mao também morreu de morte natural.
Hoje em dia considera-se que foi responsável pela morte de 80 milhões de chineses mas ainda há quem o considere um deus.
tens que explicar melhor o que escreveste pois dá -me ideia que não cabe no contexto da conversa.
Convém notar que em termos de impacto nos media a morte de 1 pseudo intelectual de esquerda tem a equivalência a "1000 perigosos reaccionários" e a 1 milhão de "pretinhos inocentes".
Os curdos devem ser equivalentes aos pretinhos inocentes pois também são contados ao milhão...
o que se passa em Africa é terrivel porque mostra bem as duplicidades de critérios. neste caso permite-se que os ditadores não só vivam como cometam massacres nojentos onde o desprezo pela vida das pessoas é total. onde para neste o caso o " justice man " ? com isto já não se preocupa ele ?
Condena-se mais o Bush por ter posto fim ao regime do Saddan do que o próprio Saddan.
As pessoas já começam a achar que o Saddan era um santo...
aqui estás a deturpar o sentido daquilo que tem sido escrito ...
Na América, com todos os seus defeitos, não se fusilam políticos.
Se fusilassem sabia-se...Essa é grande diferença para muitos outros regimes.
Para ti um estado de direito é um estado onde não se fusilam politicos ? e então e o facto dos tipos mandarem pessoas para as cadeiras electricas já é desculpavel ? ou seja o iraque é um país repugnavel porque fusila politicos mas se só fusilasse pessoas como os estados unidos aí já era aceitavel
.Nos casos em que é aplicada a pena de morte a criminosos temos que reconhecer que elas são aplicadas por tribunais e que os recursos sobem quase sempre até ao supremo
então porque há recursos até ao supremo torna o acto da pena de morte desculpavel ???
Cumpts
Aqui no Caldeirão no Longo Prazo estamos todos ricos ... no longuissimo prazo os nossos filhos estarão ainda mais ricos ...
Re: Re
JAS Escreveu:Pinochet não foi executado, morreu de morte natural.
Eu referia-me naturalmente ao facto de se achar que o mundo ficou melhor pelo simples facto de ele ter falecido. Ter referido que ele foi executado foi um lapso, como outros pequenos lapsos que se encontram ao longo do meu post mas que não alteram absolutamente nada relativamente à questão central do post...
Quanto ao resto, questões de orientação política de direita ou de esquerda nada têm que ver com o que eu escrevi. Aliás, decorre como óbvio de toda a minha argumentação que não tem, não pode nem deve ter.
FLOP - Fundamental Laws Of Profit
1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Zakaria: America’s Mistakes on Saddam’s Trial
Newsweek
Jan. 8, 2007 issue - The saga of Saddam's end—his capture, trial and execution—is a sad metaphor for America's occupation of Iraq. What might have gone right went so wrong. It is worth remembering that Saddam Hussein was not your run-of-the-mill dictator. He created one of the most brutal, corrupt and violent regimes in modern history, something akin to Stalin's Soviet Union, Mao's China or Kim Jong Il's North Korea. Whatever the strategic wisdom for the United States, deposing him began as something unquestionably good for Iraq.
But soon the Bush administration dismissed the idea of trying Saddam under international law, or in a court with any broader legitimacy. This is the administration, after all, that could see little advantage to a United Nations mandate for its own invasion and occupation. It put Saddam's fate in the hands of the new Iraqi government, dominated by Shiite and Kurdish politicians who had been victims of his reign. As a result, Saddam's trial, which should have been the judgment of civilized society against a tyrant, is now seen by Iraq's Sunnis and much of the Arab world as a farce, reflecting only the victors' vengeance.
This was not inevitable. Most Iraqis were happy to see Saddam out of power. In the months after the American invasion, support for the Coalition Provisional Authority topped 70 percent. This was so even among Iraq's Sunni Arabs. In the first months of the insurgency, only 14 percent of them approved of attacks on U.S. troops. (That number today is 70 percent.) The rebellious area in those early months was not (Sunni) Fallujah but (Shiite) Najaf.
But during those crucial first months, Washington disbanded the Iraqi Army, fired 50,000 bureaucrats and shut down the government-owned enterprises that employed most Iraqis. In effect, the United States dismantled the Iraqi state, leaving a deep security vacuum, administrative chaos and soaring unemployment. That state was dominated by Iraq's Sunni elites, who read this not as just a regime change but a revolution in which they had become the new underclass. For them, the new Iraq looked like a new dictatorship.
Why Washington made such profound moves with such little forethought remains one of the many puzzles of the Bush administration's foreign policy. Some of the decision making was motivated by ideology: Baathism equaled fascism, so every school teacher who joined the Baath Party to get a job was seen as a closet Nazi; state-owned enterprises were bad, the new Iraq needed a flat tax, etc. Some of it was influenced by Shiite exiles who wanted to take total control of the new Iraq. Some of it simply reflected the bizarre combination of ignorance and naivete that has marked the policies of Bush's "tough guys."
The administration has never fully understood the sectarian nature of its policies, which were less "nation building" than they were "nation busting" in their effects. It kept insisting that it was building a national army and police force when it was blatantly obvious (even to columnists) that the forces were overwhelmingly Shiite and Kurdish, mostly drawn from militias with stronger loyalties to political parties than to the state. The answer to these fundamentally political objections was technocratic: more training. But a stronger Shiite Army made—makes—the Sunni populace more insecure and willing to support the insurgency.
Iraq's Sunnis are not the good guys in this story. They have mostly behaved like self-defeating thugs. The minority of Sunnis who support Al Qaeda have been truly barbarous. The point, however, is not their vices but our stupidity. We summarily deposed not just Saddam Hussein but a centuries-old ruling elite and then were stunned that they reacted poorly. In contrast, on coming into power in South Africa, Nelson Mandela did not fire a single white bureaucrat or soldier—and not because he thought that they had been kind to his people. He correctly saw the strategy as the way to prevent an Afrikaner rebellion.
It has now become fashionable among Washington neoconservatives to blame the Iraqis for everything that has happened to their country. "We have given the Iraqis a republic and they do not appear able to keep it," laments Charles Krauthammer. Others invoke anthropologists to explain the terrible dysfunctions of Iraqi culture. There may be some truth to all these claims—Iraq is a tough place—but the Bush administration is not quite so blameless. It thoughtlessly engineered a political and social revolution as intense as the French or Iranian one and then seemed surprised that Iraq could not digest it happily, peaceably and quickly. We did not give them a republic. We gave them a civil war.
URL: http://www.msnbc.msn.com/id/16409404/site/newsweek/
Re
marco antónio Escreveu:O mundo hoje é o mesmo que era antes de Hussein ter sido execudo e é absolutamente o mesmo antes de Pinochet ter sido executado.
Pinochet não foi executado, morreu de morte natural.
No seu regime, depois de muitas investigações, concluiu-se que foram mortas e/ou desapareceram cerca de 1300 pessoas.
Estaline também morreu de morte natural.
Muitos anos mais tarde descobriu-se que tinha havido por lá "goulags" e que tinha havido muitos milhares de mortos.
Mao também morreu de morte natural.
Hoje em dia considera-se que foi responsável pela morte de 80 milhões de chineses mas ainda há quem o considere um deus.
Convém notar que em termos de impacto nos media a morte de 1 pseudo intelectual de esquerda tem a equivalência a "1000 perigosos reaccionários" e a 1 milhão de "pretinhos inocentes".
Os curdos devem ser equivalentes aos pretinhos inocentes pois também são contados ao milhão...
Condena-se mais o Bush por ter posto fim ao regime do Saddan do que o próprio Saddan.
As pessoas já começam a achar que o Saddan era um santo...
Na América, com todos os seus defeitos, não se fusilam políticos.
Se fusilassem sabia-se...Essa é grande diferença para muitos outros regimes.
Nos casos em que é aplicada a pena de morte a criminosos temos que reconhecer que elas são aplicadas por tribunais e que os recursos sobem quase sempre até ao supremo.
Em muitos países, onde não há a pena de morte, os criminosos são pura e simplesmente abatidos a tiro quando apanhados em flagrante delito..."Iam a fugir", "resistiram à polícia", etc, etc.
É mais simples e apenas dá 2 linhas nos jornais...
Bom ano a todos.
JAS
Na Bolsa como no Poker há que ter uma boa mão...
Esperemos que 2007 seja melhor. Boas entradas para todos.
Saddam Hussein’s execution was a stage in the newly-crafted Iraq strategy Bush has promised to unveil in the New Year. The strategy, already in the works, whinged on the cooperation of two key national religious figures: the most revered Shiite cleric, Grand Ayatollah Ali Sistani, and the Sunni cleric with the most influence on the Sunni Arab insurgency and the Baath, Sheik Hares al-Dari, head of the Sunna Scholars Council. The plan as conceived by the US president is not contingent on engaging either Iran or Syria.
The next stage, possibly the toughest, is to bring a form of stability and security to Baghdad, for which an infusion of troops will be required, followed by the partition of Iraq into three semi-autonomous Kurdish, Shiite and Sunni regions. Baghdad will serve as the federal capital. Its key role will be the administration of Iraq’s oil resources. Oil revenue will be distributed equitably to all three regions by a higher oil authority, whose members will not be Iraqis but Iraqi federal government appointees backed by the national army.
These arrangements which depend largely on the continuing cooperation of the two clerics are intended to pave the way for the orderly exit of US forces from Iraq.
As pessoas são tão ingénuas e tão agarradas aos seus interesses imediatos que um vigarista hábil consegue sempre que um grande número delas se deixe enganar.
Niccolò Machiavelli
http://www.facebook.com/atomez
Niccolò Machiavelli
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Esta morto... Esqueçam lá o resto e curtam ao menos a passagem de ano.
Bom 2007
PS. O mundo esta melhor sim, mesmo com menos não sem quantos americanos e xitas... Mas, se calhar para admiração de alguns, NÃO SOU AMERICANO, eles que se danem, SOU PORTUGUÊS!!!
Bom 2007
PS. O mundo esta melhor sim, mesmo com menos não sem quantos americanos e xitas... Mas, se calhar para admiração de alguns, NÃO SOU AMERICANO, eles que se danem, SOU PORTUGUÊS!!!
Vende ao som dos tambores e compra ao som dos canhões...
scpnuno Escreveu:R. Martins Escreveu:A caca é que são os americanos é que decidem o que é bom ou mau…
Os americanos nem para ser Pata-negra, tem classe. Se os entregasse ao Dr. Mira, ele ria e ia-me dizer, que nem para presuntos servem…
São porcos, são americanos, não são, foram da Irlanda, á quase séculos...
Feliz 2007!!!
R.Martins
Colega
Já pensou que pode haver por aqui americanos?
Nunca se esqueça que isto é um forum "virtual", que do outro lado pode haver e há, mulheres, muculmanos, homossexuais, e pasme-se, americanos.
Por sinal, o Marco já uma vez interviu a esse respeito.
Pense só que moral têm os portugueses para acusar - que história brilhante e impoluta temos...
Lamento muito ter lido o que li
Também não sou adepto destes extremismos. A política externa americana não foi pelo caminho desejado com a entrada do Bush para o governo, mas não estão sozinhos em políticas externas reprováveis, antes estivessem. Basta dizer que antes da primeira guerra do Golf, o Iraque era responsável por grande parte das exportações de equipamento militar da França (incluindo o famoso mirage F1), equipamento esse usado contra uma aliança do qual a França veio a muito custo fazer parte.
Arisco-me a dizer que todos os países do mundo têm sangue nas mãos, directamente ou indirectamente com jogos de bastidores. Até nós, pequeninos e à beira mar plantados temos muitos capítulos negros na nossa história.
O autismo que o mundo está a mostrar em relação ao conflito de Darfur, que é tão sangrento ou mais que o Iraque é exemplo disso mesmo, não estão lá os americanos não interessa. Perguntem a voçês mesmos porque ainda não foi feito nada em relação a este conflito. Os "policias do mundo" estão envolvidos no Iraque... E a ONU? E nós? A tão poderosa União europeia? Ainda só morreram meio milhão de pessoas em 3 anos...
Generalizar um país tão grande como o americano e insultar o seu povo muito diverso, é viamente reprovável. E o que mais me choca é a naturalidade com que este tipo de comentários são aceites pelas pessoas em geral. Já viram se alguem aqui dissesse: "São pretos, são porcos"? Não era tão bem aceite e tem a mesma tonalidade de insulto.
Somos muito mais parecidos com o povo americano do que queremos admitir, na europa ocidental vivemos claramente o "american way of life".
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Neste caso em particular do Hussein (relativamente ao qual não tenho qualquer simpatia) há outro aspecto gritante: as imagens degradantes que circularam o mundo relativas à sua execução numa qualquer cave obsvura deste obscuro mundo só a muito custo se distingue de qualquer outro video de uma execução de terroristas... se é que se distingue
é evidente Marco isto é de gritos e teve direito a comentários televisivos de como é que ele se sintia, como é que estava a cara só faltou fazerem-lhe uma entrevistazinha final antes da dita execução. e depois logo a seguir em jeito de remate passam uma noticia de que bush está a dormir na casa branca só faltou dizerem (a dormir o sono dos justos)mas deve ter sido para se subentender ...
Post Scriptum: eu por mim punha o Hussein a fazer trabalhos forçados e a trabalhar até ao fim da vida dele para realmente tornar o mundo um pouco melhor para os outros, para compensar o mal que fez. Isso... teria alguma utilidade.
eu por mim punha -o trabalhar para quem fez mal no passado depois o que fosse fazer seria um caso a ver ...
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R. Martins Escreveu:A caca é que são os americanos é que decidem o que é bom ou mau…
Os americanos nem para ser Pata-negra, tem classe. Se os entregasse ao Dr. Mira, ele ria e ia-me dizer, que nem para presuntos servem…
São porcos, são americanos, não são, foram da Irlanda, á quase séculos...
Feliz 2007!!!
R.Martins
Colega
Já pensou que pode haver por aqui americanos?
Nunca se esqueça que isto é um forum "virtual", que do outro lado pode haver e há, mulheres, muculmanos, homossexuais, e pasme-se, americanos.
Por sinal, o Marco já uma vez interviu a esse respeito.
Pense só que moral têm os portugueses para acusar - que história brilhante e impoluta temos...
Lamento muito ter lido o que li
Esta é a vantagem da ambição:
Podes não chegar á Lua
Mas tiraste os pés do chão...
Podes não chegar á Lua
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Gostaria de deixar aqui a minha opinião sobre tema tão polémico: sou frontal e totalmente contra a pena de morte, seja aplicada a quem for e seja decretada por quem for será sempre um homícidio voluntário com o qual eu não concordo.
E não concordo por inúmeras razões, a começar pela injustiça básica e falta de direito que atribuo a qualquer ser humano para decidir e decretar a morte de outro e a acabar na gritante falta de eficácia de tal medida (que é o mesmo que dizer que não tem efeito absolutamente nenhum a não ser no campo emocional daqueles que vêm essa como uma medida positiva e no próprio condenado mas numa altura em que isso deixou de ser importante e eficaz).
Discordo totalmente de quem diz que o mundo fica um bocadinho melhor depois de ser aplicada a pena de morte nem que seja ao maior facínora que alguma vez já existiu dado que o mundo continua exactamente o mesmo, nem tirar nem por (falo obviamente na pena de morte aplicada por decreto e não numa morte em combate).
Isto porque a pena de morte é aplicada a alguém que já (obviamente) não tem poder para fazer coisa alguma e portanto o mundo é igualzinho na véspera e igualzinho no dia seguinte.
O mundo hoje é o mesmo que era antes de Hussein ter sido execudo e é absolutamente o mesmo antes de Pinochet ter sido executado.
Como é óbvio não tenho qualquer simpatia ou empatia por estas duas personagens e muito menos aprovo o que alguma vez eles fizeram. Mas também como é óbvio (pelo menos para mim) também não é disso que se trata...
Se alguém acha que alguém merece a pena de morte então eu sugiro que se ponha o fulano a fazer algo de que ele não goste, uma vida penosa e indesejável é francamente pior do que vida nenhuma e portanto um castigo mais eficaz também. Além de ser reversível (dado que convém aqui alargar a discussão da pena de morte e salientar que, factualmente, a pena de morte é aplicada inúmeras vezes de forma injusta).
A esse homícidio voluntário por decreto eu passo a chamar (nesses casos) homícidio voluntário por negligência.
Também convém frizar a ironia de que nalguns casos a morte é uma libertação para o condenado havendo casos em que caminham em direcção ao carrasco com um sorriso nos lábios (recordam-se de McVeigh) o que devia deixar aqueles que decretaram a aplicação de tal pena se não teríam sido totalmente idiotas quando a decidiram.
Neste caso em particular do Hussein (relativamente ao qual não tenho qualquer simpatia) há outro aspecto gritante: as imagens degradantes que circularam o mundo relativas à sua execução numa qualquer cave obsvura deste obscuro mundo só a muito custo se distingue de qualquer outro video de uma execução de terroristas... se é que se distingue.
Que mundo este que acha que alguma coisa se resolve desta forma.
Até me arrisco a dizer que se mudou alguma coisa com a execução foi para pior.
Podia continuar, argumentando que os países onde se aplica a pena de morte são degradantes exemplos de alta criminalidade ou de falta de respeito pelos direitos humanos em geral, respectivamente: Estados Unidos e China.
Mas não vale a pena...
Mais vale desejar um 2007 a todos.
Post Scriptum: eu por mim punha o Hussein a fazer trabalhos forçados e a trabalhar até ao fim da vida dele para realmente tornar o mundo um pouco melhor para os outros, para compensar o mal que fez. Isso... teria alguma utilidade.
E não concordo por inúmeras razões, a começar pela injustiça básica e falta de direito que atribuo a qualquer ser humano para decidir e decretar a morte de outro e a acabar na gritante falta de eficácia de tal medida (que é o mesmo que dizer que não tem efeito absolutamente nenhum a não ser no campo emocional daqueles que vêm essa como uma medida positiva e no próprio condenado mas numa altura em que isso deixou de ser importante e eficaz).
Discordo totalmente de quem diz que o mundo fica um bocadinho melhor depois de ser aplicada a pena de morte nem que seja ao maior facínora que alguma vez já existiu dado que o mundo continua exactamente o mesmo, nem tirar nem por (falo obviamente na pena de morte aplicada por decreto e não numa morte em combate).
Isto porque a pena de morte é aplicada a alguém que já (obviamente) não tem poder para fazer coisa alguma e portanto o mundo é igualzinho na véspera e igualzinho no dia seguinte.
O mundo hoje é o mesmo que era antes de Hussein ter sido execudo e é absolutamente o mesmo antes de Pinochet ter sido executado.
Como é óbvio não tenho qualquer simpatia ou empatia por estas duas personagens e muito menos aprovo o que alguma vez eles fizeram. Mas também como é óbvio (pelo menos para mim) também não é disso que se trata...
Se alguém acha que alguém merece a pena de morte então eu sugiro que se ponha o fulano a fazer algo de que ele não goste, uma vida penosa e indesejável é francamente pior do que vida nenhuma e portanto um castigo mais eficaz também. Além de ser reversível (dado que convém aqui alargar a discussão da pena de morte e salientar que, factualmente, a pena de morte é aplicada inúmeras vezes de forma injusta).
A esse homícidio voluntário por decreto eu passo a chamar (nesses casos) homícidio voluntário por negligência.
Também convém frizar a ironia de que nalguns casos a morte é uma libertação para o condenado havendo casos em que caminham em direcção ao carrasco com um sorriso nos lábios (recordam-se de McVeigh) o que devia deixar aqueles que decretaram a aplicação de tal pena se não teríam sido totalmente idiotas quando a decidiram.
Neste caso em particular do Hussein (relativamente ao qual não tenho qualquer simpatia) há outro aspecto gritante: as imagens degradantes que circularam o mundo relativas à sua execução numa qualquer cave obsvura deste obscuro mundo só a muito custo se distingue de qualquer outro video de uma execução de terroristas... se é que se distingue.
Que mundo este que acha que alguma coisa se resolve desta forma.
Até me arrisco a dizer que se mudou alguma coisa com a execução foi para pior.
Podia continuar, argumentando que os países onde se aplica a pena de morte são degradantes exemplos de alta criminalidade ou de falta de respeito pelos direitos humanos em geral, respectivamente: Estados Unidos e China.
Mas não vale a pena...
Mais vale desejar um 2007 a todos.
Post Scriptum: eu por mim punha o Hussein a fazer trabalhos forçados e a trabalhar até ao fim da vida dele para realmente tornar o mundo um pouco melhor para os outros, para compensar o mal que fez. Isso... teria alguma utilidade.
FLOP - Fundamental Laws Of Profit
1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
valves Escreveu:Boas eu também partilho muito a opinião do Afonsinho o proximo presidente vai pensar muito mais numa saída airosa - se houver - do atoleiro Iraquiano do que em mais aventuras fora de portas. os Estados unidos se se quiser pensar em termos de real Politik são os grandes perdedores desta aventura porque tiveram uma entrada de Leão - Operação Choque e Pavor - com uma campanha de Marketing Militar e gestão de Informação forte e depois quando cairam na real perceberam que a superioridade tecnologica não é ainda suficiente para ganhar guerras e claro houve uma clara demonstração de que são muito mais vulneraveis do que se pensaria que fossem e perdem claramente. o Irão ganha claramente porque se apercebe de que provavelmente tem menos a temer do que se pensaria que tivesse e entretanto deve ter aproveitado para molhar a sopa com soldados americanos tão perto de fronteiras pode ter sido dificil resistido á tentação através de grupos armados que controla em território iraquiano. Este é exemplo classico de que são poucas as guerras que tornam o mundo melhor ...
«O próximo presidente vai pensar muito mais numa saída airosa»
Oh valves o que é que tem a ver uma saída airosa do próximo presidente com «atar» uma corda ao pescoço de um individuo que já antes era e foi assassino convicto, com e sem o consentimento dos americanos?...
Em quanto assassinou e os americanos estiveram de acordo com ele, o mesmo podia assassinar e era democrático.
A caca é que são os americanos é que decidem o que é bom ou mau…
Os americanos nem para ser Pata-negra, tem classe. Se os entregasse ao Dr. Mira, ele ria e ia-me dizer, que nem para presuntos servem…
São porcos, são americanos, não são, foram da Irlanda, á quase séculos...
Feliz 2007!!!
R.Martins
Quem não conhece o «CALDEIRÃO» não conhece este mundo
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- Registado: 5/11/2002 9:23
Boas eu também partilho muito a opinião do Afonsinho o proximo presidente vai pensar muito mais numa saída airosa - se houver - do atoleiro Iraquiano do que em mais aventuras fora de portas. os Estados unidos se se quiser pensar em termos de real Politik são os grandes perdedores desta aventura porque tiveram uma entrada de Leão - Operação Choque e Pavor - com uma campanha de Marketing Militar e gestão de Informação forte e depois quando cairam na real perceberam que a superioridade tecnologica não é ainda suficiente para ganhar guerras e claro houve uma clara demonstração de que são muito mais vulneraveis do que se pensaria que fossem e perdem claramente. o Irão ganha claramente porque se apercebe de que provavelmente tem menos a temer do que se pensaria que tivesse e entretanto deve ter aproveitado para molhar a sopa com soldados americanos tão perto de fronteiras pode ter sido dificil resistido á tentação através de grupos armados que controla em território iraquiano. Este é exemplo classico de que são poucas as guerras que tornam o mundo melhor ...
Aqui no Caldeirão no Longo Prazo estamos todos ricos ... no longuissimo prazo os nossos filhos estarão ainda mais ricos ...
O Irão não tem nada a temer, embora até seja um estado perigoso... muito mais do que era e é o iraque. O próximo presidente americano vai ser bastante mais introspectivo, advinham-se tempos difíceis daquele lado do atlântico, embora já se advinhem ha bastante tempo... O próximo vai tentar minimizar as perdas, tentando limpar a face no iraque, dando maior importância aos desiquilibrios estruturais existentes na economia americana.
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A verdade é que a espionagem existe e só sabemos isso mesmo, apenas que existe. Sem nunca a vermos.
Só nos damos conta que existe, quando um ex espião resolve quebrar o silêncio, ou quando acontecem erros imprevisiveis como o que aconteceu ao espião Russo, no caso do Polonium 210.
As provas de armas de destruição em massa no iraque nunca vão aparecer, no entanto Saddam já foi executado. Que interessam agora as provas?
Venha lá o Irão, o Iraque já era.
Só nos damos conta que existe, quando um ex espião resolve quebrar o silêncio, ou quando acontecem erros imprevisiveis como o que aconteceu ao espião Russo, no caso do Polonium 210.
As provas de armas de destruição em massa no iraque nunca vão aparecer, no entanto Saddam já foi executado. Que interessam agora as provas?
Venha lá o Irão, o Iraque já era.
Abraço
Relatório Hutton
A espionagem enganou-se quanto ao arsenal de Saddam?
Pela primeira vez, George W. Bush - que tantas e tantas vezes repetiu o argumento das armas de destruição maciça do Iraque como razão para lançar a guerra - admitiu que talvez nada seja encontrado. Construiu a frase de forma cautelosa: é preciso que os inspectores façam o seu trabalho, "descubram os factos e comparem os factos com o que pensávamos".
"O que pensávamos" - em vez de "o que pensamos", ou "aquilo em que acreditamos". Uma sombra de dúvida, portanto, nas palavras ditas terça-feira pelo Presidente dos Estados Unidos. No domingo, sugerindo que a incerteza começa também a assaltá-lo, Tony Blair, o primeiro-ministro britânico, disse pensar que acabará por surgir "uma explicação" para não terem sido encontradas armas.
O vice-Presidente dos EUA, Dick Cheney, escusou-se ontem no "Financial Times", e também pela primeira vez, a afirmar que o Iraque tinha armas; ficou por uma fórmula idêntica à de Bush: "Ainda há trabalho a fazer para saber exactamente o que lá existe e não estou preparado para fazer um julgamento final até que tenham completado o seu trabalho".
Este discurso de cautela substitui meses e anos de afirmações convictas sobre as capacidades químicas, biológicas e nucleares do Iraque. A mudança, coincidência ou não, seguiu-se à demissão, no fim da semana passada, do inspector-chefe dos EUA no Iraque, David Kay, e às afirmações que tem feito desde então.
Quando foi nomeado o ano passado para chefiar o Grupo de Inspecção no Iraque, como conselheiro especial do director da CIA, George Tenet, Kay estava convencido de que havia armas. Ao fim de meses de busca, já não está. Repetiu-o ontem ao testemunhar na Comissão do Senado para Assuntos de Espionagem.
Também ontem, Kay revelou ao "Washington Post" que os inspectores descobriram, isso sim, que o regime iraquiano destruiu alguns depósitos de armas químicas e biológicas, sem nunca o revelar publicamente. Esta eliminação foi feita em meados da década de 90 e tem sido confirmada, indicou Kay, por documentos e entrevistas.
O que falhou?
Para o perito, houve falhas graves da espionagem cometidas de 1998 em diante, quando os inspectores da ONU se retiraram do Iraque, onde só voltaram quatro anos depois. "É muito evidente que precisamos de capacidades que não temos quanto a espionagem", disse ontem aos senadores. Kay pensa que são as agências de informação que devem uma desculpa ao Presidente, mais do que Bush dever uma desculpa aos norte-americanos.
Nem Bush, nem Blair, nem Cheney tiveram até agora uma palavra mais desagradável para com os serviços de espionagem, que lhes forneceram os relatórios que foram a base para lançar a guerra. Os dirigentes dos EUA e da Grã-Bretanha explicaram várias vezes que as informações provinham de várias fontes e haviam sido partilhadas entre os seus serviços secretos - e os de outros países. Em final de 2002, não eram só Londres e Washington que falavam das armas; os inspectores da ONU ou Jacques Chirac, da França, também, só queriam mais tempo e outros meios, que não a guerra, para desarmar Saddam.
Há erros de espionagem comprovados. Por exemplo, a suposta compra de material nuclear tentada por Saddam no Níger é uma agora comprovada falsidade, mas foi incluída no "caso" de Bush contra o Iraque (a informação terá vindo dos serviços secretos franceses). E o famoso alerta de que o Iraque podia aprontar armas químicas e biológicas em 45 minutos, fornecida por exilados iraquianos, tinha à partida pouca ou nula credibilidade, mas entrou em documentos oficiais britânicos.
Descuidos e enganos
Houve falta de "inteligência humana", descuidos, e mais: entrevistas realizadas nos últimos meses tornam evidente que militares e cientistas iraquianos enganavam o seu ditador, fazendo-o crer que as forças armadas tinham um grau de preparação e equipamento muito longe da realidade; enganado, Saddam também enganava: passava para o exterior a imagem falsa de um exército ameaçador.
Ganha também terreno entre os adversários domésticos de Bush a convicção de que a Administração, como dizia ontem o democrata Howard Dean, "falsificou os livros", ou seja, levou as agências de informação a exagerarem uma ameaça.
Por exemplo, a inverosímil alegação sobre o Níger terá sido incluída em relatórios oficiais contra a vontade do director da CIA, que terá tido violentas discussões sobre o caso com o chefe do Pentágono, Donald Rumsfeld. A alegação mais grave visa precisamente Rumsfeld: no Outono de 2001 terá criado uma nova agência, o Gabinete de Planos Especiais, comandado pelo seu adjunto Paul Wolfowitz, com a missão primeira de "encontrar" provas decisivas sobre armas de destruição maciça e ligações entre o Iraque e a Al-Qaeda. A denúncia, feita o ano passado pelo coronel David Lang, antigo alto funcionário da espionagem do Pentágono, só mereceu desmentidos mornos.
A controvérsia, ainda no princípio, terá um preço político imediato: tornar-se-á a principal arma de arremesso dos democratas contra Bush. E outro estratégico a longo prazo: como poderá uma Administração justificar a opção por uma nova "guerra preventiva" quando a anterior se baseou em informações que nunca puderam ser comprovadas?
João Carlos Silva
02/02/2004
http://dossiers.publico.pt/shownews.asp ... Canal=1124
A espionagem enganou-se quanto ao arsenal de Saddam?
Pela primeira vez, George W. Bush - que tantas e tantas vezes repetiu o argumento das armas de destruição maciça do Iraque como razão para lançar a guerra - admitiu que talvez nada seja encontrado. Construiu a frase de forma cautelosa: é preciso que os inspectores façam o seu trabalho, "descubram os factos e comparem os factos com o que pensávamos".
"O que pensávamos" - em vez de "o que pensamos", ou "aquilo em que acreditamos". Uma sombra de dúvida, portanto, nas palavras ditas terça-feira pelo Presidente dos Estados Unidos. No domingo, sugerindo que a incerteza começa também a assaltá-lo, Tony Blair, o primeiro-ministro britânico, disse pensar que acabará por surgir "uma explicação" para não terem sido encontradas armas.
O vice-Presidente dos EUA, Dick Cheney, escusou-se ontem no "Financial Times", e também pela primeira vez, a afirmar que o Iraque tinha armas; ficou por uma fórmula idêntica à de Bush: "Ainda há trabalho a fazer para saber exactamente o que lá existe e não estou preparado para fazer um julgamento final até que tenham completado o seu trabalho".
Este discurso de cautela substitui meses e anos de afirmações convictas sobre as capacidades químicas, biológicas e nucleares do Iraque. A mudança, coincidência ou não, seguiu-se à demissão, no fim da semana passada, do inspector-chefe dos EUA no Iraque, David Kay, e às afirmações que tem feito desde então.
Quando foi nomeado o ano passado para chefiar o Grupo de Inspecção no Iraque, como conselheiro especial do director da CIA, George Tenet, Kay estava convencido de que havia armas. Ao fim de meses de busca, já não está. Repetiu-o ontem ao testemunhar na Comissão do Senado para Assuntos de Espionagem.
Também ontem, Kay revelou ao "Washington Post" que os inspectores descobriram, isso sim, que o regime iraquiano destruiu alguns depósitos de armas químicas e biológicas, sem nunca o revelar publicamente. Esta eliminação foi feita em meados da década de 90 e tem sido confirmada, indicou Kay, por documentos e entrevistas.
O que falhou?
Para o perito, houve falhas graves da espionagem cometidas de 1998 em diante, quando os inspectores da ONU se retiraram do Iraque, onde só voltaram quatro anos depois. "É muito evidente que precisamos de capacidades que não temos quanto a espionagem", disse ontem aos senadores. Kay pensa que são as agências de informação que devem uma desculpa ao Presidente, mais do que Bush dever uma desculpa aos norte-americanos.
Nem Bush, nem Blair, nem Cheney tiveram até agora uma palavra mais desagradável para com os serviços de espionagem, que lhes forneceram os relatórios que foram a base para lançar a guerra. Os dirigentes dos EUA e da Grã-Bretanha explicaram várias vezes que as informações provinham de várias fontes e haviam sido partilhadas entre os seus serviços secretos - e os de outros países. Em final de 2002, não eram só Londres e Washington que falavam das armas; os inspectores da ONU ou Jacques Chirac, da França, também, só queriam mais tempo e outros meios, que não a guerra, para desarmar Saddam.
Há erros de espionagem comprovados. Por exemplo, a suposta compra de material nuclear tentada por Saddam no Níger é uma agora comprovada falsidade, mas foi incluída no "caso" de Bush contra o Iraque (a informação terá vindo dos serviços secretos franceses). E o famoso alerta de que o Iraque podia aprontar armas químicas e biológicas em 45 minutos, fornecida por exilados iraquianos, tinha à partida pouca ou nula credibilidade, mas entrou em documentos oficiais britânicos.
Descuidos e enganos
Houve falta de "inteligência humana", descuidos, e mais: entrevistas realizadas nos últimos meses tornam evidente que militares e cientistas iraquianos enganavam o seu ditador, fazendo-o crer que as forças armadas tinham um grau de preparação e equipamento muito longe da realidade; enganado, Saddam também enganava: passava para o exterior a imagem falsa de um exército ameaçador.
Ganha também terreno entre os adversários domésticos de Bush a convicção de que a Administração, como dizia ontem o democrata Howard Dean, "falsificou os livros", ou seja, levou as agências de informação a exagerarem uma ameaça.
Por exemplo, a inverosímil alegação sobre o Níger terá sido incluída em relatórios oficiais contra a vontade do director da CIA, que terá tido violentas discussões sobre o caso com o chefe do Pentágono, Donald Rumsfeld. A alegação mais grave visa precisamente Rumsfeld: no Outono de 2001 terá criado uma nova agência, o Gabinete de Planos Especiais, comandado pelo seu adjunto Paul Wolfowitz, com a missão primeira de "encontrar" provas decisivas sobre armas de destruição maciça e ligações entre o Iraque e a Al-Qaeda. A denúncia, feita o ano passado pelo coronel David Lang, antigo alto funcionário da espionagem do Pentágono, só mereceu desmentidos mornos.
A controvérsia, ainda no princípio, terá um preço político imediato: tornar-se-á a principal arma de arremesso dos democratas contra Bush. E outro estratégico a longo prazo: como poderá uma Administração justificar a opção por uma nova "guerra preventiva" quando a anterior se baseou em informações que nunca puderam ser comprovadas?
João Carlos Silva
02/02/2004
http://dossiers.publico.pt/shownews.asp ... Canal=1124
Abraço
?
The Doctor Escreveu:Boas a todos...
Acho que estamos talvez aqui a misturar ideias um pouco distintas...não confundamos o julgamento/pena do saddam, com o objectivo da guerra americana...
Toda a comunidade (minimamente informada) consegue "enxergar" que o principal objectivo da guerra nunca se prendeu com os coitadinhos dos iraquianos oprimidos pelo regime. A américa (e seus aliados), com base neste pretexto criou no Iraque uma verdadeira terra das oportunidades, tudo proveniente do dinheiro do petróleo, e que serviu para pagar militares, logisticas, e outros serviços de apoio ao exercito. Mas todo este processo daria origem a muitos kilómetros de escrita, pois tem muitas pontas por onde pegar...
Já ouvi muita especulação sobre isto, mas nunca duma fonte oficial. Acho principalmente estranho nunca ouvir nada do género vindo da França e Alemanha, que tinham, e acham que ainda têm, visto não haver grandes alaridos, as maiores explorações do Iraque. Na altura do começo da querra ainda me lembro virem dizer (fontes francesas se não estou enganado) que estes acordos prévios à querra tinha de ser respeitados pelos países ocupadores, mas nunca ouvi dizer que não tinham sido respeitados. Expliquem lá isso... em que se baseiam para dizer que os americanos fizeram um "pipeline" (virtual) para o Texas? Há fontes oficiais?
Quanto ao julgamento em si... também achei aquilo muito estranho e triste, embora não seja propriamente contra a pena de morte em certos acaso... não gostei daquilo tudo.
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- Registado: 3/9/2006 1:50
valves Escreveu:Sou a favor da pena de morte neste caso, não da maneira como foi, foi muito soft, deveria ser do estilo morte lenta: 1 tiro no pé esquerdo, 1/2 hora depois 1 tiro no pé direito, 1/2 hora depois 2 tiros na perna esquerda, um em cada 7 minutos e 1/2 e assim sucessivamente, até esse monte de m.... ir para o inferno...
Eu no outro dia li um estudo muito preocupante sobre a saúde mental dos Portugueses e o pior é que as pessoas pura e simplesmente recusam apoio médico ...
Pois... Cada um sabe de si e Deus sabe de todos!!!
Vende ao som dos tambores e compra ao som dos canhões...
Porrrra .
Eu só há bocado me dêi conta que o homem faleceu . Como não vejo muita tv , foi um amigo que me disse . Só vim confirmar no Caldeirão , mas a Pata nem se deu ao trabalho de traduzir aquilo e eu não entendo puto de Inglês , mas a conversa foi básicamente isto , e veio o gajo pra mim :
" eh pá ! já viste o Saddam !?
" atão ..!? " ,
" já foi ..! " ,
" fugiu ?!" ,
"não ..!marou, pá ! " ,
" ah,sim .!? sentou-se ?!"
" sentou-se !?"
"..sim, meu..!naquelas cadeirinha que deitam faiscas, e fazem zzzzt e um gajo fica com os olhos muito abertos e ssái fumo da cabeça e não sêi quê..!"
"ah,..não ! acho que não..."
"atão !? marou de quê !? "
"diz que foi de morte natural ..."
" ai é !? ...atão...?! "
" yá... parece que foi falta de ar ou insuficiência respiratória ..."
" olha o porco !! conseguiu escapar sem ser executado ...!"
"...ya...há gajos com sorte ..."
Há bocado é que eu soube que o gajo ficou preso em qualquer coisa .
Um abraço e um bom 2007 a todos .
The Mechanic
Eu só há bocado me dêi conta que o homem faleceu . Como não vejo muita tv , foi um amigo que me disse . Só vim confirmar no Caldeirão , mas a Pata nem se deu ao trabalho de traduzir aquilo e eu não entendo puto de Inglês , mas a conversa foi básicamente isto , e veio o gajo pra mim :
" eh pá ! já viste o Saddam !?
" atão ..!? " ,
" já foi ..! " ,
" fugiu ?!" ,
"não ..!marou, pá ! " ,
" ah,sim .!? sentou-se ?!"
" sentou-se !?"
"..sim, meu..!naquelas cadeirinha que deitam faiscas, e fazem zzzzt e um gajo fica com os olhos muito abertos e ssái fumo da cabeça e não sêi quê..!"
"ah,..não ! acho que não..."
"atão !? marou de quê !? "
"diz que foi de morte natural ..."
" ai é !? ...atão...?! "
" yá... parece que foi falta de ar ou insuficiência respiratória ..."
" olha o porco !! conseguiu escapar sem ser executado ...!"
"...ya...há gajos com sorte ..."
Há bocado é que eu soube que o gajo ficou preso em qualquer coisa .
Um abraço e um bom 2007 a todos .
The Mechanic
" Os que hesitam , são atropelados pela retaguarda" - Stendhal
"É óptimo não se exercer qualquer profissão, pois um homem livre não deve viver para servir outro "
- Aristoteles
http://theflyingmechanic.blogspot.com/
"É óptimo não se exercer qualquer profissão, pois um homem livre não deve viver para servir outro "
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Carissimos:
Li as mensagens de todos. A vivência de cada um dita a sua forma de pensar.
Fui militar, tropa especial, corri vários continentes. Assisti a guerras, disparei e dispararam sobre mim.
A vida é um bem supremo, e só quem viu companheiros e amigos morrerem sabe dar mais valor.
Como dizia um forense (acho que o chevall:uma, a reacção pessoal ( que lei também deve punir, ainda que com atenuantes), outra, a reacção societária, qe deve ser mais serena e também por isso, mais justa! )
Não sou contra a pena de morte. Mas em vez da pena de morte prefiro que sejam utilizadas sanções mais graves(penas com 20, 30, 40 anos ou até perpétua).
No entanto nalguns casos,(saddam, Atentados terroristas,assassinios com requintes de malvadez etc,) aceito a pena de morte.
Um bom ano a todos e sobretudo com saúde e Paz.
JLC
Li as mensagens de todos. A vivência de cada um dita a sua forma de pensar.
Fui militar, tropa especial, corri vários continentes. Assisti a guerras, disparei e dispararam sobre mim.
A vida é um bem supremo, e só quem viu companheiros e amigos morrerem sabe dar mais valor.
Como dizia um forense (acho que o chevall:uma, a reacção pessoal ( que lei também deve punir, ainda que com atenuantes), outra, a reacção societária, qe deve ser mais serena e também por isso, mais justa! )
Não sou contra a pena de morte. Mas em vez da pena de morte prefiro que sejam utilizadas sanções mais graves(penas com 20, 30, 40 anos ou até perpétua).
No entanto nalguns casos,(saddam, Atentados terroristas,assassinios com requintes de malvadez etc,) aceito a pena de morte.
Um bom ano a todos e sobretudo com saúde e Paz.
JLC
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e por acaso só agora é que consultei noticiários e percebi que tinham pelo menos passado uma parte da execução na televisão com comentários e tudo feitos pela televisão iraquiana para gaudio de uns e raiva de outros sim senhora que lindo espectaculo não há duvida que hoje o mundo ficou um bocadinho melhor também ficou sem 6 soldados americanos mortos por vingança e 37 Xitas mortos também na refrega não restam duvidas de que hoje o mundo ficou um bocadinho melhor 
Aqui no Caldeirão no Longo Prazo estamos todos ricos ... no longuissimo prazo os nossos filhos estarão ainda mais ricos ...
A abolição da pena de morte foi um grande avanço civilizacional, a par da abolição da escravatura e do sufrágio universal.
Claro que em casos como este apetece olhar para o lado e encontrar uma excepção a essa regra para poder executar este animal.
Ninguém ficou chocado com o "julgamento" do Ceaucescu em 89 por exemplo. Os comandos israelitas que apanharam o eichman na Argentina queriam ter resolvido logo o assunto, mas o estado pediu-lhes para o trazer vivo. Essa mãe assassina terá o tratamento devido quando na prisão os guardas olharem um pouco para o lado durante umas horas.
Assusta-me pensar que neste momento uma parte do nosso país seria a favor da reintrodução da pena de morte.
Tudo o resto não interessa nesta questão, anti-Bush, Pro-Bush, matou milhões, pró-aborto, anti-aborto, direita, esquerda, centro, cristão, muçulmano, há tipos piores, há tipos melhores.
Bom 2007 para todos e parabéns por uma discussão bastante civilizada para um forum
Claro que em casos como este apetece olhar para o lado e encontrar uma excepção a essa regra para poder executar este animal.
Ninguém ficou chocado com o "julgamento" do Ceaucescu em 89 por exemplo. Os comandos israelitas que apanharam o eichman na Argentina queriam ter resolvido logo o assunto, mas o estado pediu-lhes para o trazer vivo. Essa mãe assassina terá o tratamento devido quando na prisão os guardas olharem um pouco para o lado durante umas horas.
Assusta-me pensar que neste momento uma parte do nosso país seria a favor da reintrodução da pena de morte.
Tudo o resto não interessa nesta questão, anti-Bush, Pro-Bush, matou milhões, pró-aborto, anti-aborto, direita, esquerda, centro, cristão, muçulmano, há tipos piores, há tipos melhores.
Bom 2007 para todos e parabéns por uma discussão bastante civilizada para um forum
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