Caldeirão da Bolsa

Médicos: controlo da assiduidade

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por Pata-Hari » 30/12/2006 1:50

Lema de, pelo menos, o centro de saúde de sete rios:

Imagem :mrgreen: .

Alternativamente: "se quiser morrer, estamos cá para ajudar" :mrgreen:
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por jotabil » 30/12/2006 1:26

Sim...vi o ano novo.....era verde....a cor da tua esperança...e que sejam realidades ...bonitas realidades.....eheheh!!!!

Um beijo e que o ano seja feliz para ti.....e para o teu universo familiar...e para todos..sportingueiros incluídos.
Se naufragares no meio do mar,toma desde logo, duas resoluções:- Uma primeira é manteres-te à tona; - Uma segunda é nadar para terra;
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por scpnuno » 30/12/2006 1:06

Ohhh seu..seu ...seu...pindérico!!!

Isso é maneira de acabar o ano, a chamar pindéricos aos colegas?

E se eu te chamar "reticêncio", que me dizes?

Olha, vai ver se 2007 já está aí a espreitar a tua janela....

Abraço amigo
Esta é a vantagem da ambição:
Podes não chegar á Lua
Mas tiraste os pés do chão...
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por jotabil » 30/12/2006 0:58

Um acto médico...é uma acçção complexa que não se adequa a horários....já viste um cirurgião...parar o bisturi às cinco da tarde.....ou outra acção médica sujeita a horário.....pois ... e depois o nosso sistema de saúde coloca um médico a atender cem utentes por dia.....eu não queria ser o centésimo...teria de ser eu a amparar o médico....quem diz médico...diz enfermeiro...diz técnico de diagnóstico....penso também que não existe da nossa parte um esforço para racionalizarmos tudo isto.....como te disse, li aqui referências a "cunhas" para marcar consultas....sinal sintomático de que não estamos de boa fé...somos uns pindéricos....com todo o respeito o digo.

cumps
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por jotabil » 30/12/2006 0:16

Caro br@

Não retires ilacções daquilo que digo para argumentares...diagnosticar uma doença...ou operar um pessoa ...não é a mesma coisa que fazer sapatos....oh eras!!!....tens de pagar mais caro porque os agentes são mais elaborados...ora essa!...porque será que fica mais barato formar um operador de máquinas de sapatos do que um cirurgião?....se achas que é a mesma coisa porque faltam médicos?....ou é tão moroso formá-los na eficiência que todos exigimos?
Deixemo-nos de demagogia...o assunto é sério e merece a melhor reflexão.
Sabes qual o desgaste de um cirurgião depois de uma operação?....desgaste físico e psicológico?...Vamos exigir horários tabelados....e depois exigimos um exercício sem falhas....e depois julgamos tudo....aqui no descanso da nossa cadeira e computador.
Ná... meu amigo!! isto merece a melhor ponderação e não concordo que o ministro dite deste modo atabalhoado...para isso, como disse, bastaria um capataz.....ele é ministro e tem de saber como deve fazer a norma sem ferir a dignidade das pessoas...isto não se resolve com geraldinas...e às cegas...atacadamente....Deus nos livre!!!!

cumps
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por br@instock » 29/12/2006 23:25

Jotabil, queres tu dizer que se eu exigir o mesmo a um sapateiro, ou seja se eu tiver uma empresa de arranjo de sapatos e exigir controlar o numero de horas semanais dos meus empregados, para estes não seria uma desonra, nem teriam a legitimidade de se indignar?

Jotabil, que eu saiba vivemos num estado que visa igualdade de direitos entre todos os cidadãos... a saúde é preciosa sim senhor, mas não é por isso que temos que colocar os profissionais de saude num pedestal intocavel.
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por jotabil » 29/12/2006 22:31

O tempo de cada especialidade da função pública tem uma densidade específica. O de um médico cirurgião é naturalmente diferente do de um médico de familia no exercício da necessária triagem e encaminhamento dos seus utentes pelo diversos níveis do sistema de saúde. E sendo assim parece ser inadequado usar um sistema horário que não respeite essa especificidade.
Isto não pode ser tratado a granel e por atacado temos que ser mais sensíveis na elaboração das normas que tratam realidades tão melindrosas como a saúde....não é a mesma coisa que fazer sapatos...a não ser que queiramos comparar o nosso corpo a uma mera máquina sem alma.
Daqui podemos aquilatar a legítima indignação dos directires de serviço de um hospital quando lhe colocam um livro de ponto à frente...eticamente é uma desonra.....e uma dúvida insanável da sua dignidade....temos de compreender isto como um facto que tb pode atingir a dignidade do nosso julgamento.
O ministro de saúde está a usar pouca politica na sua acção....para isso bastava apenas que fosse um encarregado....mas não...ele é um ministro e tem de ter a dimensão real da grossura da sua acção.
Vamos ver o que é necessário compor.

cumps
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por br@instock » 29/12/2006 22:29

JAS, podes fazê-lo... podes falar da realidade que tão bem dizes conhecer, acredita que também estou à vontade para argumentar, concordar ou discordar.

Alvo, a questão de relacionares o desemprego com a confirmação de existencia de falta ou não de médicos não é tão real quanto isso, uma vez que muitas vezes a administração dos hospitais públicos "obriga" a que o trabalho que deveria ser feito por 2 seja feito por 1.

ChicoAtento, em portugal em média a carga horária semanal é de 35 horas, ainda sobra muita hora para acumular no privado... não é por aí. E já que referes que eles estão é mal distribuidos, como explicas e existência cada vez maior de médicos e outros profissionais de saúde estrangeiros nos hospitais de grandes centros urbanos? Se fosse como defendes este estariam unicamente nas periferias onde há falta de médicos. Ah e dizer que a classe médica é das que melhor trabalha em portugal parece-me extremamente ousado e desprestigiante para as outras profissões. Em todos os ramos há quem trabalhe "bem" e quem trabalhe "mal".
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por jotabil » 29/12/2006 22:07

Caros

No meio de tudo isto ainda li num post ou noutro referências a "cunhas" para marcar consultas. Só depeois não entendi os mesmos, a reclamarem a sua indómita revolta contra o sistema. Fica-se assim no escarninho do nosso espanto.
Temos de ajudar os médicos dos centros de saúde a tornar o sistema mais eficiente....eles não são ou não devem ser, gestores em matérias que não são do seu âmbito, deles apenas se pede que saibam gerir a saúde e o bem estar físico do nosso corpo. Não podemos culpá-los pelas distorções do sistema de saúde onde eles apenas actuam como elementos integrantes.
Todos sabemos que existem médicos que se fazem pagar caro pela sua essencialidade num exercício egoísta da sua especialidade...mas isso serve tb para um rateio de necessidades e seleccionar os casos mais candentes....a que o sistema deve acudir oportunamente.
Ainda existem centros de saúde que ou não possuem meios informáticos ou não têm técnicos informáticos para o preenchimento dos dados.Outras deficiências mais gritantes haverá que não serão, presumivelmente, atribuíveis à reponsabilidades dos clinicos e outros técnicos de saúde. Talvez a responsabilidade nos caiba a nós tb....e daí não entender a tanta sanha que nos invade....apesar das "cunhas" aqui tão notóriamente referidas.


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por semog » 29/12/2006 21:45

Pata-Hari Escreveu:Mas eu não estou a falar de médicos... e concordo também que os abusadores são as excepções. Estou a falar de mais uma porcaria de um sistema montado para não funcionar (tal como o sistema escolar).

Perfeitamente de acordo quando diz que o sistema montado não funciona.
Só haverá qualidade quando houver concorrência.
No sistema público premeia-se a ineficiência,quanto pior melhor.Quando há médicos que querem puxar pelo sistema para que ele funcione há uma série de entraves que os desmoraliza.
 
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Re: quase...

por Alvo » 29/12/2006 21:30

br@instock Escreveu:ChicoAtento, posso dizer que concordo em grande parte em tudo o que disse, excepto num aspecto:

Salvo situações pontuais é falso que haja défice de médicos ou enfermeiros.



Em que se prende para dizer isso... arriscaria mesmo a dizer que quem diz isto só pode estar fora da realidade que se vive num hospital.


Quem sabe um pouco de Economia sabe que, enquanto não houver um unico médico no desemprego não há médicos que cheguem!
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Re: quase...

por JAS » 29/12/2006 20:59

br@instock Escreveu:ChicoAtento, posso dizer que concordo em grande parte em tudo o que disse, excepto num aspecto:

Salvo situações pontuais é falso que haja défice de médicos ou enfermeiros.



Em que se prende para dizer isso... arriscaria mesmo a dizer que quem diz isto só pode estar fora da realidade que se vive num hospital.


Tu podes dizer que existe carência de "horas x médico" mas isso tanto pode resultar da falta de médicos como da falta de horários...
E dá-me ideia que temos mais falta de horários do que de médicos.

Não vou entrar no campo "da realidade dos hospitais públicos portugueses" mas podes crer que estaria muito à vontade para o fazer.

Um abraço,
JAS
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Abaixo-assinado

por Arturian Gray » 29/12/2006 20:59

Bem, resolvi fazer este site:http://portugalpodre.wordpress.com/2006/12/29/assiduidademedica/.

Basicamente é um abaixo assinado a favor do controlo da assiduidade dos profissionais de saúde. Quem estiver interessado que participe e divulgue.
Abraço e Bons Negócios.
 
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por ChicoAtento » 29/12/2006 20:50

br@instock existem ratios que permitem constactar que não há, de um modo geral, défice de médicos em Portugal, até porque muitos deles exercem em duplicado (público e privado). Estão é mal distribuídos e há falta de patrão no verdadeiro sentido da palavra: o que premeia ou penaliza consoante os casos.
Também não tenho dúvdas de que a classe médica é das que melhor trabalha em Portugal: maior tempo de formação tutelada (para se ser especialista na maioria dos casos são necessários 12 anos de formação com exames), igual responsabilzação (para não dizer maior), grande % de utentes satisfeitos e, não se esqueçam, os médicos foram "programados" para ajudarem as pessoas quando deles necessitam e fazem-no. Claro que muitos dão grande impotância à vertente económica da profissão; mas quem não dá ?!
 
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por Pata-Hari » 29/12/2006 20:36

Mas eu não estou a falar de médicos... e concordo também que os abusadores são as excepções. Estou a falar de mais uma porcaria de um sistema montado para não funcionar (tal como o sistema escolar).
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por br@instock » 29/12/2006 20:33

semog, dá-me exemplos do que se diz aqui que não tem fundamento...
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por 1963 » 29/12/2006 20:32

Eu também considero que é uma verdadeira vergonha aquilo que ALGUNS médicos fazem. Podem até estar em minoria, por acaso penso que não, mas é esse tipo de atitudes que vai denegrir uma classe profissional. Por isso, penso que os médicos cumpridores devem estar satisfeitos com esta medida pois dessa forma talvez se possa distinguir o "trigo do joio".
A minha experiência mostra que muitos médicos preocupam-se unica e exclusivamente em encher o bolso, esquecem, se é que alguma vez os souberam, valores como a humanismo, a solidariedade, etc.
Concluindo, 100% de acordo com a vossa indignação em geral e com a da Pata em particular.
JN
 
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por semog » 29/12/2006 20:24

Pata-Hari Escreveu:Obrigado, Chicoatento :). Se alguém quiser criar o que quer que seja, eu ajudo, eu dou tempo, eu dou trabalho, dou o que tiver. Se não formos nós a fazer pelo que é nosso, ninguém fará.

Depois de tanto se ter escrito sobre os médicos e da sua falta de honestidade não podia deixar de falar sobre o inquerito efectuado o ano passado sobre qual a classe que merecia a maior condireração e respeito, o mesmo foi conclusivo em dizer que a classe médica foi colocada em primeiro lugar.
Não quero com isto dizer que toda a gente é honesta.
Muito do que aqui se diz não tem o minimo de fundamento.
 
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quase...

por br@instock » 29/12/2006 20:23

ChicoAtento, posso dizer que concordo em grande parte em tudo o que disse, excepto num aspecto:

Salvo situações pontuais é falso que haja défice de médicos ou enfermeiros.



Em que se prende para dizer isso... arriscaria mesmo a dizer que quem diz isto só pode estar fora da realidade que se vive num hospital.
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por Pata-Hari » 29/12/2006 20:11

Obrigado, Chicoatento :). Se alguém quiser criar o que quer que seja, eu ajudo, eu dou tempo, eu dou trabalho, dou o que tiver. Se não formos nós a fazer pelo que é nosso, ninguém fará.
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por ChicoAtento » 29/12/2006 20:08

Hoje estou com paciência e tempo...
Para colocar os centros de saúde e hospitais a funcionar seria necessário, no mínimo:
1- políticos capazes de gerir (nem digo investir...)
2- informatizar todos os serviços prestados pelo estado (começar pelas finanças para que haja "massa" para os investimentos necessários).
Uma vez adequadamente informatizados os diversos departamentos da saúde, confrontar os políticos e a população com a situação encontrada. É fácil de ver que existem funcionários a mais (produtividade a menos) fruto do "papel" social empregador do estado.
Salvo situações pontuais é falso que haja défice de médicos ou enfermeiros.
Expurguem os gastos supérfluos em mil e uma coisas. Nisto, um bom sistema informático relancionando os gastos aos seus efectores permitiria confrontar os esbanjadores e preguiçosos com números e, assim, em vez de ser " a floresta" a assumir com as culpas seriam os verdadeiros culpados... Por experiência sei que a melhor maneira de corrigir "anomalias" é confrontar as pessoas com "números" e não com "divagações"... Os números são crueis... mas necessários para que haja eficiência.
A promiscuidade público/privado existe porque os políticos assim o querem. Ousaria mesmo dizer que estão interessados em que os médicos possam disfrutar de pouco controle no seu horário de trabalho... Vejamos: um doente operado na privada é uma excelente fonte de receita para o estado (IRSs de todo o pessoal envolvido + IVAs do material + IRC ...) enquanto que no público ele não só não daria "lucro" como faria despesa...
Já vou longo e muito mais há a considerar. Apenas lembro que o patrão de tudo o que se faz (bom ou mal) na função pública é da inteira (mas não única) responsabilidade dos políticos.
 
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Re

por JAS » 29/12/2006 19:56

vitor79 Escreveu:Mas existem falta de médicos (esta é na verdade a sua grande arma)

É verdade que sim mas o maior problema é que todos querem ficar em Lisboa e poucos estão dispostos a ir para a província.

De qualquer forma é evidente que a maior parte deles não cumpre os horários que estão estabelecidos.
Nós temos a noção que há carência de médicos.hora mas isso tanto pode resultar da falta de médicos como da falta de horas...

Se existirem fe facto falta de médicos a culpa continua a ser do governo porque não criarem vagas suficientes nas universidades.
As médias altissimas para entrar em Medicina são prova evidente disso.


Por outro lado continuamos com uma legislação laboral antiquada que torna caríssimos os turnos da noite.
Com tanto desemprego (que dizem que há...) por certo que haveria muito boa gente que não se importaria de trabalhar noutros turnos.
E convém não esquecer que alguns equipamentos sofisticados só são rentáveis se forem utilizados em mais horas/dia.
Porque não utilizar por exemplo os blocos operatórios durante 24 horas (até usam sempre luz artificial...)?
Isso reduziria as listas de espera.


Para mim a grande diferença entre privados e público é que os primeiros ainda têm horários.


JAS
P.S. - victor79, não penses que estou a rebater o teu post, apenas aproveitei uma tua frase...
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qual é o problema?

por lfvc1 » 29/12/2006 19:41

Tanto quanto sei, e sei alguma coisa sobre o assunto... a maioria dos médicos sai dos hospitais por volta da hora do almoço e já não volta de tarde pois vão trabalhar para os privados. Se há médicos que trabalham nos hospitais mais do que as horas estipuladas no seu contrato então devem estar muito contentes neste momento pois o facto de picarem o ponto vai tornar estas situações conhecidas.
 
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por pedras11 » 29/12/2006 19:27

Matosinhos
Hospital Pedro Hispano: Demitiram-se 19 directores de serviço
Dezanove dos 25 actuais directores de serviço do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, apresentaram esta sexta-feira a carta de demissão em protesto à decisão do Conselho de Administração da unidade de saúde em implementar o sistema de controlo de assiduidade por impressão digital, desde o principío do mês, ainda em fase experimental.
O director clínico, Joaquim Pinheiro, não exclui também a possibilidade de apresentar a demissão. "Admito colocar à disposição depois de conversar com a tutela sobre o assunto, mas a decisão não está ainda tomada", afirmou numa conferência de imprensa.

A carta de demissão dos 19 directores de serviço foi recebida pela Direcção Clínica durante a manhã de hoje, altura em que decorria um encontro dos médicos com o bastonário da Ordem dos Médicos no auditório do Hospital para debater precisamente este controlo de assiduidade.

Joaquim Pinheiro informou de imediato a Administração Regional de Saúde (ARS) sobre esta decisão dos clínicos e solicitou uma audiência para discutir o assunto e decidir a sua permanência, ou não, no lugar. "Até lá, está assegurada a continuidade de todos os profissionais demissionários nas suas funções", garantiu o o responsável.
"O desprezo pelo dinheiro é frequente, sobretudo naqueles que não o possuem"

Fonte: "La Philosophie de G. C."
Autor: Courteline , Georges

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por vitor79 » 29/12/2006 18:29

Exitem vários e complexos problemas a este nível.
Pelo que pude estudar dos Estados Unidos - terra dos seguros de Saude o Sistema é bastante pior do que o nosso, e muito mais desumano. (para o cidadão comum, classe média).
Por cá existe o risco de privatização (o que para mim é uma ameça).
O que deveria existir era hospitai privados e hospitais publicos, cada um com o seu pessoal e o seu equipamento.
Mas existem falta de médicos 8esta é na verdade a sua grande arma).
Pois assim podem ameaçar sair do público ir para o privado deixando o público sem medicos sufucientes.
Mas o que é que se passa agora:
Um exemplo que se passou comigo e que ilustra bem como estamos:
eu há uns tempos tive um problea menor, mas precisei de ser visto por um estomatologista.
Se eu fosse via normal pelo IPO teria de esperar pelo menos dois anos, mas havia ua solução.
Então fo a coimbra a uma consulta, onde apenas disse que queria entrar no IPO, e dei-lhe 16 contos, na sexta-fira seguinte estava a ser atendido no IPO.
O Maior problema da saude neste momento penso ser este,promiscuidade publico privado.
Quanto a medida eu acho que ela é positiva, não vejo mal nenhum na medida, antes pelo contrario.
Bom ano a todos, e a ver se formamos mais médicos neste pais que todos preisamos deles.
 
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