Médicos: controlo da assiduidade
Touro, se fores médico e tiveres um doente enviado pelo oncologista do IPO para, com urgencia, lhe passares uma credencial para que o doente possa ser diagnosticado correctamente e tratado com a rapidez que as coisas cancerosas exigem, receberias o doente como? se o sistema de saúde coloca os médicos a tratar de papelada administrativa, a culpa é de quem, do doente? o doente é que tem que ser maltratado?
Se em 6 dias a unica coisa impossivel de fazer é conseguir um papel de um médico de clinica geral de um centro de saúde (enquanto todos especialistas em todos os hospitais se mexem imediatamente), chamas o quê ao serviço de saúde?
Se em 6 dias a unica coisa impossivel de fazer é conseguir um papel de um médico de clinica geral de um centro de saúde (enquanto todos especialistas em todos os hospitais se mexem imediatamente), chamas o quê ao serviço de saúde?
Xii, se a minha conta bancária crescesse como este tópico!
Eu acho que o problema está nas pessoas que comem certas coisas e só reclamam aos amigos e conhecidos.
Como as reclamações são poucas, o governo também pouco faz em relação a isso (já pressionados é o que é).
Como o governo fica quieto, alguns médicos começam a abusar.
Como podem abusar, também podem tentar diminuir ainda mais a quantidade de médicos (já ouvi médicos a dizer que há muitas universidades e que a média está baixa
).
Por isso, acho que o primeiro passo para acabar com isto é reclamar/protestar.
Não tenho muito que reclamar porque costumo ir ao privado. Agora protestar posso! Pode-se p.e. fazer um abaixo-assinado num site por exemplo, pôr o link a correr atraves de um email e já é um começo.
O que é que acham?
Eu acho que o problema está nas pessoas que comem certas coisas e só reclamam aos amigos e conhecidos.
Como as reclamações são poucas, o governo também pouco faz em relação a isso (já pressionados é o que é).
Como o governo fica quieto, alguns médicos começam a abusar.
Como podem abusar, também podem tentar diminuir ainda mais a quantidade de médicos (já ouvi médicos a dizer que há muitas universidades e que a média está baixa
Por isso, acho que o primeiro passo para acabar com isto é reclamar/protestar.
Não tenho muito que reclamar porque costumo ir ao privado. Agora protestar posso! Pode-se p.e. fazer um abaixo-assinado num site por exemplo, pôr o link a correr atraves de um email e já é um começo.
O que é que acham?
Abraço e Bons Negócios.
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As clínicas privadas e os cartões de seguros poderão ser bons para consultas de rotina, ou para doenças ligeiras, mesmo parecendo graves. Todos os seguros existentes são lastimosos.
Aquilo que gostava de ver era seguros que complementassem os sistemas públicos, e não sucedâneos dos mesmos. Seguros que pagassem o médico ou hospital que o cliente escolhesse, e não impor as clínicas os hospitais e os médicos ao cliente.
Quando as pessoas estão mesmo mal indubitavelmente que a regra é ir para um bom hospital público. A qualidade, a massa crítica e o apetrechamento está a milhas daquilo que se verifica nos privados.
Quando se pretende curar um golpe num dedo, concordo que em alguns casos, não em todos, é preferível utilizar o cartão do seguro, caso o tenha. Agora é preciso fazer as contas, porque os prémios pagos à Companhia de Seguros dão para pagar muitas consultas e muitos curativos aos dedos.
Desconta-se de forma obrigatória para o SNS, para quê subscrever seguros facultativos, maus e caros para cobrir um risco que já está coberto? Será uma questão de 'status'?
É certo que alguns centros de saúde funcionam mal, mas não é subscrevendo seguros que se resolve o problema, só o estamos a adiar.
Imaginem-se médicos no SNS e que lhe aparece alguém (disfarçado de paciente) a pretender usá-lo como funcionário administrativo, receberiam esse pretencioso paciente com afabilidade? Se responderem sim, estão a ser falsos.
Para exigirmos ser respeitados, temos também de respeitar. E em muitos casos o Sistema Nacioanal de Saúde não respeita os utentes porque estes também não o respeitam, querem usá-lo apenas numa lógica predadora.
P.S. Não quero ser interpretado como estando a defender um SNS isento de mácula, pelo contrário, tenho conhecimento de situações aflitivas que é preciso resolver urgentemente.
Aquilo que gostava de ver era seguros que complementassem os sistemas públicos, e não sucedâneos dos mesmos. Seguros que pagassem o médico ou hospital que o cliente escolhesse, e não impor as clínicas os hospitais e os médicos ao cliente.
Quando as pessoas estão mesmo mal indubitavelmente que a regra é ir para um bom hospital público. A qualidade, a massa crítica e o apetrechamento está a milhas daquilo que se verifica nos privados.
Quando se pretende curar um golpe num dedo, concordo que em alguns casos, não em todos, é preferível utilizar o cartão do seguro, caso o tenha. Agora é preciso fazer as contas, porque os prémios pagos à Companhia de Seguros dão para pagar muitas consultas e muitos curativos aos dedos.
Desconta-se de forma obrigatória para o SNS, para quê subscrever seguros facultativos, maus e caros para cobrir um risco que já está coberto? Será uma questão de 'status'?
É certo que alguns centros de saúde funcionam mal, mas não é subscrevendo seguros que se resolve o problema, só o estamos a adiar.
Imaginem-se médicos no SNS e que lhe aparece alguém (disfarçado de paciente) a pretender usá-lo como funcionário administrativo, receberiam esse pretencioso paciente com afabilidade? Se responderem sim, estão a ser falsos.
Para exigirmos ser respeitados, temos também de respeitar. E em muitos casos o Sistema Nacioanal de Saúde não respeita os utentes porque estes também não o respeitam, querem usá-lo apenas numa lógica predadora.
P.S. Não quero ser interpretado como estando a defender um SNS isento de mácula, pelo contrário, tenho conhecimento de situações aflitivas que é preciso resolver urgentemente.
Cumprimentos,
Touro
Touro
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é, por acaso o meu também ainda não chegou. Aliás, o facto de eu não ter e só ter um "papelusco" gerou também da funcionária um encolher de ombros e a frase "então não posso fazer nada" como se o problema devesse ser meu e eu perderia por isso o direito a ser assistida.
Entretanto,já sei onde vou passar a minha hora de almoço do próximo dia útil, sempre é o primeiro passo:
Entretanto,já sei onde vou passar a minha hora de almoço do próximo dia útil, sempre é o primeiro passo:
Um livro de reclamações em cada canto
Sumário
O que é e para que serve?
Como funciona?
Como preencher a reclamação?
À vista de todos
Quando algo corre mal
Exija o livro
Desde o início de 2006, o número de fornecedores de bens e prestadores de serviços obrigados a ter livro de reclamações foi alargado.
O que é e para que serve?
O livro de reclamações é um dos meios mais práticos e comuns para o consumidor apresentar queixa. Quando algo não corre bem na prestação de um serviço ou na compra de um produto, o consumidor pode solicitar este livro e reclamar logo nesse local, sem nenhum encargo.
Mesmo que a entidade a quem a queixa é enviada já não possa solucionar o problema, esta forma de reclamar pode ajudar a evitar que outros cidadãos sejam prejudicados pelas mesmas razões.
Como funciona?
A reclamação é registada no livro em triplicado. O responsável do estabelecimento entrega ao cliente o duplicado da queixa e tem cinco dias úteis para enviar a sua cópia à entidade competente para a apreciar. O consumidor pode proceder também ao envio da queixa para aquela entidade, para se assegurar de que esta chega ao destino (ver DINHEIRO & DIREITOS n.º 67, de Janeiro de 2005). Uma terceira cópia da reclamação permanece no livro, não podendo dele ser retirada.
Depois de analisar o que foi escrito, o organismo competente decide se deve ou não penalizar o estabelecimento ou instituição. Se os dados não forem suficientes para avançar com o processo de contra-ordenação, o estabelecimento tem um prazo de 10 dias para apresentar alegações em sua defesa.
Como preencher a reclamação?
Para que tudo corra bem, convém preencher com cuidado. Há algumas regras que não pode esquecer quando tiver o livro nas suas mãos.
Use sempre uma esferográfica (para que a queixa não possa ser apagada) e escreva de forma legível. Se achar necessário, faça um rascunho numa folha à parte, para que a reclamação final seja o mais concisa e objectiva possível.
Depois de indicar qual o estabelecimento ou serviço em causa (nome e morada), identifique-se correctamente (com o seu nome, morada e número de bilhete de identidade ou de passaporte) e refira os motivos que conduziram à reclamação, bem como a data e a hora em que fez a queixa.
Guarde toda a documentação que comprove o objecto da reclamação (tais como facturas, contratos, brochuras, fotografias, etc.), bem como a cópia da queixa a que tem direito. Procure também obter o testemunho de quem possa comprovar aquilo que alega.
À vista de todos
O cartaz “Este estabelecimento dispõe de livro de reclamações” já há muito que deixou de despertar a curiosidade dos frequentadores de cafetarias e restaurantes. A partir de agora, poderá avistá-lo em farmácias, lares, creches ou universidades privadas, entre outros locais abrangidos pela nova lei. A afixação desta frase em local visível é obrigatória em todos os estabelecimentos com livro de reclamações. O nome do organismo competente para apreciar a queixa tem também de ser incluído no cartaz.
Quando algo corre mal
Sempre que o livro de reclamações lhe seja solicitado, o proprietário do estabelecimento não pode exigir a apresentação de qualquer documento de identificação como condição para o apresentar. Se o acesso ao livro lhe for negado e chamar a polícia, para tentar resolver a situação. Depois, numa segunda fase, até pode dirigir duas reclamações escritas à entidade que tutela a actividade ou serviço: a primeira, pelo facto que originou o pedido do livro de reclamações; e a segunda, pela recusa em facultarem-lho.
Se a instituição ou entidade prestadora de bem ou serviço não cumprir as regras relativas ao livro de reclamações, pode incorrer na prática de contra-ordenações. No caso das empresas, a coima pode, em algumas situações, ir até 30 mil euros.
Exija o livro
Até agora, o livro de reclamações estava à disposição, entre outros, nos seguintes estabelecimentos:
empreendimentos turísticos, restaurantes e bares, agências de viagens, turismo rural, espaços de jogo e lazer, campos de férias e termas;
escolas e centros de exames de condução e centros de inspecção automóvel;
clínicas, laboratórios, hospitais e centros de reabilitação privados;
mediadoras imobiliárias e agências funerárias;
instituições privadas de solidariedade social e serviços de apoio social e domiciliário.
Desde 2006, entre outros, também passam a ser obrigados a ter livro de reclamações:
jardins de infância e creches, centros de actividades de tempos livres, lares e instituições com acordos de cooperação com os centros distritais de segurança social (como cantinas sociais, por exemplo);
cabeleireiros, institutos de beleza, estabelecimentos de tatuagens e colocação de pírcingues e ginásios;
prestadores de serviços de transporte, telefone, água, gás, electricidade, acesso à Internet e correios;
lojas de venda a retalho e estabelecimentos de comercialização ou reparação de automóveis;
postos de abastecimento de combustíveis, parques de estacionamento;
farmácias, lavandarias e engomadorias;
recintos de espectáculos;
seguradoras, mediadores e corretores de seguros, instituições de crédito e estabelecimentos do ensino particular e cooperativo.
TheTraveler Escreveu:Continuando na desgraça da saúde, o meu cartão de utente vinha com erro, faltava um nome de 5 letras, pedi nova via a 29 de março de 2006 e fui lá ontem ver se estava pronto, responderam logo que nem valia a pena verificar, que isto demora sempre pelo menos um ano... "Há coisas incríveis, não há?"
O teu ainda chegou com erro. O meu foi pedido em 2001 quando me mudei para Lisboa e hoje ainda ando com uma folha A4 na carteira em substituição do cartão que nunca chegou a ser feito.
Já para não falar que na altura pedi para me transferirem o meu processo para Lisboa e... adivinhem... desapareceu!!! Conseguiram perder o processo.
É incrível como em 2001 enviam-me o processo para Lisboa em papel em vez de enviar um ficheiro por e-mail ou actualizarem a Base de Dados (era bom se tivessem um sistema nacional central de BD).
Que país da treta.
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nada na manga, tudo na mão.
nada na manga, tudo na mão.
Sem me querer alongar muito na medida em que estou em trânsito de férias (ainda às custas da TDU)
, queria dizer duas coisas muito rápidas:
Há cerca de 6 meses dei entrada no Hospital CUF Descobertas em Lisboa (privado e novo) com suspeitas de traumatismo craniano. Fui logo atendido na urgência que me mandou fazer uma TAC.
Estive 2 horas à espera que a médica que me iria fazer o exame se dignasse comparecer.
Sabem o que fiz? Paguei a consulta de urgência (por nada na medida em que a médica só me mandou fazer o exame) e fui embora direitinho ao Hospital de Santa Maria.
Levei lá umas 4 horas para me fazerem o mesmo exame (o que considero positivo comparando o volume de trabalho) mas não consegui ser visto por um neurologista que estava muito ocupado para ver uma TAC.
Resultado? Agarrei na TAC e só por descargo de consciência fui a um neurologista particular, sendo certo que se fosse alguma coisa grave tinha morrido, pelo menos 3 vezes.
Conclusões?
1. O problema não está nos hospitais públicos ou privados;
2. O problema não está nos médicos, está em alguns médicos, tanto no público como no privado há incompetência.
3. A grande verdade: Estamos entregues aos bichos, ou podemos pagar uma consulta particular ou, meus caros, rezem para não terem nenhuma doença grave.
Só mais um conselho: quando tiverem um problema grave de saúde, experimentem ir a Espanha. Mesmo em Badajoz há clínicas privadas com Acordos com seguros de saúde portugueses.
Comparando um e outro serviço acho que em Portugal ao nível da medicina e salvo raríssimas excepções, ainda estamos na Idade Média.
Um abraço e bom ano a todos
Há cerca de 6 meses dei entrada no Hospital CUF Descobertas em Lisboa (privado e novo) com suspeitas de traumatismo craniano. Fui logo atendido na urgência que me mandou fazer uma TAC.
Estive 2 horas à espera que a médica que me iria fazer o exame se dignasse comparecer.
Sabem o que fiz? Paguei a consulta de urgência (por nada na medida em que a médica só me mandou fazer o exame) e fui embora direitinho ao Hospital de Santa Maria.
Levei lá umas 4 horas para me fazerem o mesmo exame (o que considero positivo comparando o volume de trabalho) mas não consegui ser visto por um neurologista que estava muito ocupado para ver uma TAC.
Resultado? Agarrei na TAC e só por descargo de consciência fui a um neurologista particular, sendo certo que se fosse alguma coisa grave tinha morrido, pelo menos 3 vezes.
Conclusões?
1. O problema não está nos hospitais públicos ou privados;
2. O problema não está nos médicos, está em alguns médicos, tanto no público como no privado há incompetência.
3. A grande verdade: Estamos entregues aos bichos, ou podemos pagar uma consulta particular ou, meus caros, rezem para não terem nenhuma doença grave.
Só mais um conselho: quando tiverem um problema grave de saúde, experimentem ir a Espanha. Mesmo em Badajoz há clínicas privadas com Acordos com seguros de saúde portugueses.
Comparando um e outro serviço acho que em Portugal ao nível da medicina e salvo raríssimas excepções, ainda estamos na Idade Média.
Um abraço e bom ano a todos
“Nenhum vencedor acredita no acaso"
Friedrich Wilhelm Nietzsche
1844-1900
Friedrich Wilhelm Nietzsche
1844-1900
Continuando na desgraça da saúde, o meu cartão de utente vinha com erro, faltava um nome de 5 letras, pedi nova via a 29 de março de 2006 e fui lá ontem ver se estava pronto, responderam logo que nem valia a pena verificar, que isto demora sempre pelo menos um ano... "Há coisas incríveis, não há?"
Um cartão que basta chegar a um computador e clicar imprimir... Incrível. Já trabalhei em navios de cruzeiro, há navios de 4000 passageiros, devem ser feitos quase 2000 cartões em menos de duas horas com todos os dados do cliente numa recepçãozeca dum barco, um sistema nacional de saúde demora um ano
Um cartão que basta chegar a um computador e clicar imprimir... Incrível. Já trabalhei em navios de cruzeiro, há navios de 4000 passageiros, devem ser feitos quase 2000 cartões em menos de duas horas com todos os dados do cliente numa recepçãozeca dum barco, um sistema nacional de saúde demora um ano
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- Registado: 10/10/2003 10:04
Ulisses, não foi à classe dos médicos que, em momento nenhum, que me referi. Referi-me aos antros dos centros de saúde. Disse que era absolutamente imperioso acabar com esses centros da morte. Há confusão ou no que eu disse ou na forma como fui interpretada.
Espero que nunca tenham uma doença séria ou uma urgencia que vos faça passar por lá.
Ah, e também disse que fui vista por excelentes especialistas de um cuidado e atenção absolutamente fora de série, que se mostraram disponiveis para me ver no instante em que lhes foi pedido. O primeiro deles, tendo já saído do hospital, esperou que eu chegasse ao hospital, na rua, numa véspera de natal, ao frio. Acho que não sobra nenhuma dúvida acerca da dedicação desse médico. São médicos que trabalham no publico e no privado. A minha passagem pelos "antros da morte dos centros de purgatório" aconteceu por uma pequenissima má informação e porque um deles que pensou que eu precisaria de um papel ao invés de usar simplesmente o meu seguro e me enviou ao famoso centro de saúde.
Ironicamente, o unico lugar onde paguei alguma coisa, foi exactamente no centro de saúde. É o preço da qualidade.
Clínico, agradeço-te, mas como disse, vi todos as pessoas que deveria ter visto em tempo útil. Apenas o médico de clinica geral que deveria passar o papel é que é completamente inacessivel. Desgraçados dos milhares e milhares que têm que o ver antes de serem enviados (se ele estiver virado para aí) para o médico que efectivamente têm que ver. Mas como parece que isso não incomoda ninguémzinho e até gera confusão... o certo é que nada nunca mudará. Aliás, nem isso incomoda nem o facto de sermos nós a pagar para que os fabulosos antros de saúde lá estejam de portas abertas e de modo a garantir que os ordenados daqueles "profissionais" são pagos. Aliás, garantem também que se poupa muito evitando que os doentes cheguem aos cuidados de saúde.
Tenho pena infinita que estas aberrações não mexam convosco de modo a que, em conjunto, se faça algo. Nunca nada mudará até, em conjunto, nos recusemos a "comer" o que nos dão e a pagar por isto.
Ritinha, sabes, isto é como as criancinhas e os pais das criancinhas: se se gosta delas, temos que as repreender, corrigir e ensinar a fazer melhor quando fazem disparates, sobretudo disparates muito graves. Gostar não é sinónimo de as deixar fazer as piores coisas, pelo contrário. Mas como és professora, isso para ti é inato, a tua vocação vem à tona e sabes isso, eu não te estou a ensinar nada. Se não sabes, é grave. É grave porque um dia, um dia muiiito longinquo, corremos o risco do pessoal pagante começar a exigir justificações pelos serviços que lhes são prestados e aí terias um grave problema.
Espero que nunca tenham uma doença séria ou uma urgencia que vos faça passar por lá.
Ah, e também disse que fui vista por excelentes especialistas de um cuidado e atenção absolutamente fora de série, que se mostraram disponiveis para me ver no instante em que lhes foi pedido. O primeiro deles, tendo já saído do hospital, esperou que eu chegasse ao hospital, na rua, numa véspera de natal, ao frio. Acho que não sobra nenhuma dúvida acerca da dedicação desse médico. São médicos que trabalham no publico e no privado. A minha passagem pelos "antros da morte dos centros de purgatório" aconteceu por uma pequenissima má informação e porque um deles que pensou que eu precisaria de um papel ao invés de usar simplesmente o meu seguro e me enviou ao famoso centro de saúde.
Ironicamente, o unico lugar onde paguei alguma coisa, foi exactamente no centro de saúde. É o preço da qualidade.
Clínico, agradeço-te, mas como disse, vi todos as pessoas que deveria ter visto em tempo útil. Apenas o médico de clinica geral que deveria passar o papel é que é completamente inacessivel. Desgraçados dos milhares e milhares que têm que o ver antes de serem enviados (se ele estiver virado para aí) para o médico que efectivamente têm que ver. Mas como parece que isso não incomoda ninguémzinho e até gera confusão... o certo é que nada nunca mudará. Aliás, nem isso incomoda nem o facto de sermos nós a pagar para que os fabulosos antros de saúde lá estejam de portas abertas e de modo a garantir que os ordenados daqueles "profissionais" são pagos. Aliás, garantem também que se poupa muito evitando que os doentes cheguem aos cuidados de saúde.
Tenho pena infinita que estas aberrações não mexam convosco de modo a que, em conjunto, se faça algo. Nunca nada mudará até, em conjunto, nos recusemos a "comer" o que nos dão e a pagar por isto.
Ritinha, sabes, isto é como as criancinhas e os pais das criancinhas: se se gosta delas, temos que as repreender, corrigir e ensinar a fazer melhor quando fazem disparates, sobretudo disparates muito graves. Gostar não é sinónimo de as deixar fazer as piores coisas, pelo contrário. Mas como és professora, isso para ti é inato, a tua vocação vem à tona e sabes isso, eu não te estou a ensinar nada. Se não sabes, é grave. É grave porque um dia, um dia muiiito longinquo, corremos o risco do pessoal pagante começar a exigir justificações pelos serviços que lhes são prestados e aí terias um grave problema.
Editado pela última vez por Pata-Hari em 29/12/2006 13:52, num total de 1 vez.
Re: relato de experiencia e reclamação
p. coelho Escreveu:estou na lista de espera há 1 ano e meio
Pergunta pertinente:
Depois de referendada e aprovada a lei do aborto também haverá listas de espera... Mata-se a criancinha, quando chegar a vez dela, ao fim de ano e meio?
(Será preciso agarrá-la porque já deve andar...)
JAS
Na Bolsa como no Poker há que ter uma boa mão...
relato de experiencia e reclamação
há ano e meio fui a uma consulta de otorrino ao st maria conseguido por cunha e fui atendido por uma medica que me mandou faer exames , marquei nova consulta e nova consulta e no dia cheguei ás 7,30 onde já se encontravam 20 pessoas , ás 9,30 estariam 70 e ás 11 para ai 100 , como a minha consulta era para as 9 vi que não era chamado reclamei o que medisseram que a minha medica estava de banco , fiquei admirado de não terem alterado o dia mas foi-me dito que seria visto por outro medico , pronto aguentei , 9,30 começam a entrar os primeiros medicos que entram ate ás 10.30 , são atendidas 6 pessoas entretanto vemos pelas portas que houve uma reunião entre eles todos não sei de quê e estão a esta hora (11,15) para ai 100 pessoas por atender , depois começaram a ser chamadas e em hora e meia ficou reduzido a 6 pessoas e começam de imediato a sair os ditos , esperei e fui atendido eram 3 da tarde e por sinal muito bem atendido e onde estavam duas medicas os restantes já deviam estar a trabalhar em sitios menos onde deviam , estou na lista de espera há 1 ano e meio , depois disto fiz uma exposição ao ministerio da saude e hospital a relatar isto tudo ao que me foi respondido que não tinha sido detectado nenhuma das anomalias detectadas
pergunto eu será normar trabalhar alguns elementos desta classe 3 horas por dia , fazerem turnos de 24 horas para estarem a dormir no quarto e de manhã se levantarem fresquinhos para ir para o consultorio particular , qual a profissão que isto é possivel sem ser esta que é defendida por uma ordem que mete em sentido o governo .
O problema é que 10 % cumpre o restante brinca , quando devia ser ao contrario
pergunto eu será normar trabalhar alguns elementos desta classe 3 horas por dia , fazerem turnos de 24 horas para estarem a dormir no quarto e de manhã se levantarem fresquinhos para ir para o consultorio particular , qual a profissão que isto é possivel sem ser esta que é defendida por uma ordem que mete em sentido o governo .
O problema é que 10 % cumpre o restante brinca , quando devia ser ao contrario
"O que hoje são recordações amanhã serão novidades!"
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comentário
bem me parecia que a marreqinha tinha um drama próprio.....bem me dizia el corazon!!!!!!
Oh Caro trader!
o médico tem de actualizar-se...podemos exigir que ele cumpra horários mas também exigimos que tenha competência...e no entanto também exigimos que ele seja humano...e que faça o acto médico com toda atenção e cuidado...
Meus caros...não é fácil cumprir estes condicionamentos todos e depois, existem funcionários públicos mais iguais que outros.......a condição humana é assim...ou por acaso desejamos ser enganados?!!!!....ele há cada poeta!!!!!
cumps
Oh Caro trader!
o médico tem de actualizar-se...podemos exigir que ele cumpra horários mas também exigimos que tenha competência...e no entanto também exigimos que ele seja humano...e que faça o acto médico com toda atenção e cuidado...
Meus caros...não é fácil cumprir estes condicionamentos todos e depois, existem funcionários públicos mais iguais que outros.......a condição humana é assim...ou por acaso desejamos ser enganados?!!!!....ele há cada poeta!!!!!
cumps
Se naufragares no meio do mar,toma desde logo, duas resoluções:- Uma primeira é manteres-te à tona; - Uma segunda é nadar para terra;
Sun Tzu
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Ulisses não é grande, é ENORME.
Ulisses, a sua intervenção dirigida a uma Pata indigesta, mal disposta, nada elegante na forma com se refere generalizando.
Uma Pata que valha o Diabo. Tanta crítica a um país e continua vivendo nele. Não lembra a ninguem.
Boa ano para todos e até outra oportunidade.
Desculpem a forma mas pensem só no conteudo.
Ulisses, a sua intervenção dirigida a uma Pata indigesta, mal disposta, nada elegante na forma com se refere generalizando.
Uma Pata que valha o Diabo. Tanta crítica a um país e continua vivendo nele. Não lembra a ninguem.
Boa ano para todos e até outra oportunidade.
Desculpem a forma mas pensem só no conteudo.
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Re
Pata-Hari Escreveu:Durantes as três horas não parei de vomitar.
Eu sempre achei que essa bebidas nórdicas aquecidas te fariam mal...
Chamam-se "gloggi" ou troquei outra vez o nome?
Um Bom Ano para TI!!!
(longe de hospitais, de centros de saúde ou de coisas similares...)
Bjs,
JAS
P.S. - Quem tinha razão era a Leonor Beleza mas correram com ela.
Na Bolsa como no Poker há que ter uma boa mão...
[quote="Ulisses Pereira"]Por que é que os serviços estatais funcionam tão mal?
quote]
Ulisses...É inegavel que toda a gente que trabalha no sector publico não rende o que devia e é tambem inegavel que toda a gente que trabalha no sector publico só quer "mama"... Ponto final... Sendo Médicos, Professores, Funcionários publicos... E quem o nega não é coerente...
Na quarta feira cheguei ao hospital às 22:30h...até às 00:10h chamaram uma pessoa...da 00:10h até à 1:15h chamaram 6 pessoas...hmmmmm....Ahhh, houve mudança de turno à 00:00h.... Estive na consulta uns 7 minutos
Recuando mais um pouco, relato duas experiencias nos dois sectores..
Publico: A jogar futebol abri a lingua em cima e em baixo...Levei cerca de 30 pontos no total, estive 3 horas para me coserem a porcaria da lingua...e só me coseram porque me exaltei com um médico que passou...coseu-me a lingua...era Espanhol o médico... Paguei 7€(ou parecido)...
Privado: A jogar futebol abri o sobrolho, fui para um hospital privado, levei dois pontos logo ali na hora...nem esperei...nada.... Tive direito a um Compal e tudo... Paguei 120€...
Mais...o meu pai necessitou de uma intervenção cirurgica, teria que esperar 2 anos para a fazer pelo publico...mas.....pagando 3000€ num hospital privádo, o mesmo médico que o iria operar dali a 2 anos, efectuou a operação sem qualquer problema....hmmmmm...
É certo que a excepção não é regra....mas azar do caraças toda a gente tem uma (duas, três, quatro...) excepção.
E, são mesmo muito poucos os médicos que chegam a horas a um centro de saúde (alias só conheço um caso, o que o Zé Povinho citou), mas à clinica ou ao seu consultório estão lá a horas...
Todos sabemos que temos excelentes profissionais como médicos, mas que não rendem o que devem, não rendem... Agora qual o problema?! não sei...falta de motivação? Talvez... Outros problemas?! Talvez...
Arranje-se soluções para que no sector publico, consigam estar a horas nos hopitais ou centros de saude, para que dêm a devida atenção aos pacientes, para que não despachem os pacientes com um brufen, para que eles se sintam motivados.......Já que no Privado estão sempre motivados...
Até lá só tenho que os criticar, e interrogar-me porque é que num lado chegam atempadamente...Porque é que nos seus consultórios são extremamente atenciosos e durante toda a consulta está um sorriso esboçado nas suas caras, mas no centro de saude, exclamam arrogantemente "o médico sou eu"...Porque é que pedimos para fazer um exame, se tiver lua cheia, ele pode passar o tal exame, se não tiver, não passa exclamando "Para quê?! Ohhh deixe-se de coisas"...Mas se fosse no consultório dele, passaria com todo gosto... Enfim...
E não me alongo mais.... E discutir este tipo de assuntos é como discutir de futebol ou religão...
Abraços
PS: Um abraço a todos os médicos aqui presentes, precisamos e muito de voces...(infelizmente só no privado
) Brincadeirinha...
Não irei participar mais neste topico...
Bom Ano Novo...
quote]
Ulisses...É inegavel que toda a gente que trabalha no sector publico não rende o que devia e é tambem inegavel que toda a gente que trabalha no sector publico só quer "mama"... Ponto final... Sendo Médicos, Professores, Funcionários publicos... E quem o nega não é coerente...
Na quarta feira cheguei ao hospital às 22:30h...até às 00:10h chamaram uma pessoa...da 00:10h até à 1:15h chamaram 6 pessoas...hmmmmm....Ahhh, houve mudança de turno à 00:00h.... Estive na consulta uns 7 minutos
Recuando mais um pouco, relato duas experiencias nos dois sectores..
Publico: A jogar futebol abri a lingua em cima e em baixo...Levei cerca de 30 pontos no total, estive 3 horas para me coserem a porcaria da lingua...e só me coseram porque me exaltei com um médico que passou...coseu-me a lingua...era Espanhol o médico... Paguei 7€(ou parecido)...
Privado: A jogar futebol abri o sobrolho, fui para um hospital privado, levei dois pontos logo ali na hora...nem esperei...nada.... Tive direito a um Compal e tudo... Paguei 120€...
Mais...o meu pai necessitou de uma intervenção cirurgica, teria que esperar 2 anos para a fazer pelo publico...mas.....pagando 3000€ num hospital privádo, o mesmo médico que o iria operar dali a 2 anos, efectuou a operação sem qualquer problema....hmmmmm...
É certo que a excepção não é regra....mas azar do caraças toda a gente tem uma (duas, três, quatro...) excepção.
E, são mesmo muito poucos os médicos que chegam a horas a um centro de saúde (alias só conheço um caso, o que o Zé Povinho citou), mas à clinica ou ao seu consultório estão lá a horas...
Todos sabemos que temos excelentes profissionais como médicos, mas que não rendem o que devem, não rendem... Agora qual o problema?! não sei...falta de motivação? Talvez... Outros problemas?! Talvez...
Arranje-se soluções para que no sector publico, consigam estar a horas nos hopitais ou centros de saude, para que dêm a devida atenção aos pacientes, para que não despachem os pacientes com um brufen, para que eles se sintam motivados.......Já que no Privado estão sempre motivados...
Até lá só tenho que os criticar, e interrogar-me porque é que num lado chegam atempadamente...Porque é que nos seus consultórios são extremamente atenciosos e durante toda a consulta está um sorriso esboçado nas suas caras, mas no centro de saude, exclamam arrogantemente "o médico sou eu"...Porque é que pedimos para fazer um exame, se tiver lua cheia, ele pode passar o tal exame, se não tiver, não passa exclamando "Para quê?! Ohhh deixe-se de coisas"...Mas se fosse no consultório dele, passaria com todo gosto... Enfim...
E não me alongo mais.... E discutir este tipo de assuntos é como discutir de futebol ou religão...
Abraços
PS: Um abraço a todos os médicos aqui presentes, precisamos e muito de voces...(infelizmente só no privado
Não irei participar mais neste topico...
Bom Ano Novo...
Na Vida tudo é relativo...
Um fio de cabelo na cabeça é pouco...
Na sopa é muito...
Um fio de cabelo na cabeça é pouco...
Na sopa é muito...
Nunca, mas nunca devemos justificar os nossos erros com os erros dos outros...
O sistemas somos todos nós e somos nós que o construimos.
Pata-Hari uma pergunta pertinente: certamente há um gabinete do utente ou pelo menos um meio de fazer uma reclamação nesse estabelecimento publico onde foste atendida, pergunto, fizeste alguma queixa por escrito?
O sistemas somos todos nós e somos nós que o construimos.
Pata-Hari uma pergunta pertinente: certamente há um gabinete do utente ou pelo menos um meio de fazer uma reclamação nesse estabelecimento publico onde foste atendida, pergunto, fizeste alguma queixa por escrito?
Parece-me que anda por aqui grande embrulhada...
Nem todos os profissionais da saúde, médicos ou não, são faltosos nos seus horários.
Que a falta de médicos leva a que estes sejam solicitados por outras instituições e os obrigue a duplo... é verdade.
Que há médicos que têm imensas instituições onde prestam serviço e isto em termos de horários é brutalmente ilegal...
Mas, nisto tudo parece-me que a causa destas situações está no que o Quico apontou.Está cheio de razão.
Mas que há imensos profissionais que trabalham com vontade, interesse e afinco também é verdade.
Por outro lado, Clínico, essa sangria que se verifica actualmente para o Bes não terá tanto significado... é preciso saber quem são, o que os motiva ou desmotiva (queriam ser directores de serviço e não conseguem?... etc) mas, em todo o caso, que fiquem a saber que em termos de tratamentos as clinicas privadas querem o fácil, rápido e isento de complicações. Quando há complicações graves... enviam os doentes da clinica para o público com carta de recomendação dirigida ao Dr. X, (quando não são os mesmos que actuaram no privado e vão apanhar o mesmo doente no público)...
O bom, era quem quer público vai para lá, quem quer privado vai para privado. Agora utilizar o público para crescer como profissional, tornar-se conhecido, ter fama e depois deixar o sistema para ir para outro...deixa que pensar
Nem todos os profissionais da saúde, médicos ou não, são faltosos nos seus horários.
Que a falta de médicos leva a que estes sejam solicitados por outras instituições e os obrigue a duplo... é verdade.
Que há médicos que têm imensas instituições onde prestam serviço e isto em termos de horários é brutalmente ilegal...
Mas, nisto tudo parece-me que a causa destas situações está no que o Quico apontou.Está cheio de razão.
Mas que há imensos profissionais que trabalham com vontade, interesse e afinco também é verdade.
Por outro lado, Clínico, essa sangria que se verifica actualmente para o Bes não terá tanto significado... é preciso saber quem são, o que os motiva ou desmotiva (queriam ser directores de serviço e não conseguem?... etc) mas, em todo o caso, que fiquem a saber que em termos de tratamentos as clinicas privadas querem o fácil, rápido e isento de complicações. Quando há complicações graves... enviam os doentes da clinica para o público com carta de recomendação dirigida ao Dr. X, (quando não são os mesmos que actuaram no privado e vão apanhar o mesmo doente no público)...
O bom, era quem quer público vai para lá, quem quer privado vai para privado. Agora utilizar o público para crescer como profissional, tornar-se conhecido, ter fama e depois deixar o sistema para ir para outro...deixa que pensar
Posso assegurar-vos que o que se passa nos hospitais publicos é uma autentica vergonha.
Andamos todos a pagar para os senhores médicos supostamente trabalharem em 3, 4 e mais hospitais ao mesmo tempo e levarem para casa ao fim do mês 3, 4 e mais ordenados que todos nós pagamos.
Agoram perguntam: como é possível estar a trabalhar ao mesmo tempo em tantos hospitais?
A resposta é: porque não há controlo nos horários.
Conheços vários que se vangloriam de fazer isto.
Só um dos muitos exemplos da vigarice: O hospital (o Estado) paga a 2/3 médicos para fazerem o turno. Fica um deles e o outro vai fazer o turno noutro hospital ou vai dormir para casa.
A Inspecção Geral da Saude deu por isto e em vez de instaurar processos disciplinares a estas pessoas que andam andam a sugar-nos a todos achou por bem fazer a coisa pela calada e propor que se começe a controlar electrónicamente as presenças.
Sendo o caso dos médicos o mais grave, posso afirmar ainda que não se passa só com os médicos.
Esta vergonha anda a acontecer há dezenas de anos e ninguém até hoje teve coragem de desmacarar publicamente estas burlas que deixaram o Ministério da Saude de rastos sempre com enormes buracos orçamentais.
Acredito que nem todos façam isto e concerteza o barrete não serve a todos, mas posso afirmar que serve à maioria.
Não sei quanto a vós mas eu estou farto de andar a pagar sempre cada vez mais impostos para tapar os buracos gerados com este tipo de vigarices na função pública.
Andamos todos a pagar para os senhores médicos supostamente trabalharem em 3, 4 e mais hospitais ao mesmo tempo e levarem para casa ao fim do mês 3, 4 e mais ordenados que todos nós pagamos.
Agoram perguntam: como é possível estar a trabalhar ao mesmo tempo em tantos hospitais?
A resposta é: porque não há controlo nos horários.
Conheços vários que se vangloriam de fazer isto.
Só um dos muitos exemplos da vigarice: O hospital (o Estado) paga a 2/3 médicos para fazerem o turno. Fica um deles e o outro vai fazer o turno noutro hospital ou vai dormir para casa.
A Inspecção Geral da Saude deu por isto e em vez de instaurar processos disciplinares a estas pessoas que andam andam a sugar-nos a todos achou por bem fazer a coisa pela calada e propor que se começe a controlar electrónicamente as presenças.
Sendo o caso dos médicos o mais grave, posso afirmar ainda que não se passa só com os médicos.
Esta vergonha anda a acontecer há dezenas de anos e ninguém até hoje teve coragem de desmacarar publicamente estas burlas que deixaram o Ministério da Saude de rastos sempre com enormes buracos orçamentais.
Acredito que nem todos façam isto e concerteza o barrete não serve a todos, mas posso afirmar que serve à maioria.
Não sei quanto a vós mas eu estou farto de andar a pagar sempre cada vez mais impostos para tapar os buracos gerados com este tipo de vigarices na função pública.
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nada na manga, tudo na mão.
nada na manga, tudo na mão.
É incrível o que se vê em Portugal nos empregos do estado, grande parte não faz nada e os poucos que trabalham é que pagam pelos erros deles.
Eu, quando vou à minha médica de família, marco consulta para uma das primeiras vagas, perto das 8 da manhã, hora a que supostamente a médica deveria chegar, chego lá um pouco antes da hora, espero, espero, espero, por volta das 9h30 chega a médica com cara de sono, passa por nós, entra no gabinete, volta a sair, vai ao café do centro de saúde, demora mais 15 minutos, passa de novo frente a nós, aí é que diz "Bom Dia", e começa a atender os utentes... E não, não estou a exagerar, passou-se nas última 3 consultas que tive nos 3 últimos anos, e os outros utentes que lá vão mais vezes ao ano dizem que é normal...
E está esta gente a reclamar que agora precisam picar o ponto??? Sei que há muita gente a fazer horas a mais na saúde, mesmo muita gente, esses mesmos é que deveriam exigir que se picasse o ponto, para que todos soubessem o que uns fazem a mais e o que outros fazem a menos. A não ser que tenham medo de que quando chegue a vez deles de andar na balda já não o possam fazer... mas estou a tentar não acreditar nisto...
Eu, quando vou à minha médica de família, marco consulta para uma das primeiras vagas, perto das 8 da manhã, hora a que supostamente a médica deveria chegar, chego lá um pouco antes da hora, espero, espero, espero, por volta das 9h30 chega a médica com cara de sono, passa por nós, entra no gabinete, volta a sair, vai ao café do centro de saúde, demora mais 15 minutos, passa de novo frente a nós, aí é que diz "Bom Dia", e começa a atender os utentes... E não, não estou a exagerar, passou-se nas última 3 consultas que tive nos 3 últimos anos, e os outros utentes que lá vão mais vezes ao ano dizem que é normal...
E está esta gente a reclamar que agora precisam picar o ponto??? Sei que há muita gente a fazer horas a mais na saúde, mesmo muita gente, esses mesmos é que deveriam exigir que se picasse o ponto, para que todos soubessem o que uns fazem a mais e o que outros fazem a menos. A não ser que tenham medo de que quando chegue a vez deles de andar na balda já não o possam fazer... mas estou a tentar não acreditar nisto...
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Re: comentário
TraderAT Escreveu:No privado, conforme disse em cima, não me chocam os abusos, agora num Hospital Público ou Centro de Saúde acho que devemos criar formas de evitar esses abusos, sejam eles praticados pelos Médicos, Enfermeiros ou pelo Engenheiro responsável pela Manutenção[/b]
Criando esses mecanismos de controle evitamos os abusos de quem não cumpre, quem cumpre (e serão muitos certamente) não fica a perder pois continuará a cumprir como é o dever de qualquer trabalhador...
Cps
P.S.-Note-se que não me move qualquer tipo de sentimento contra esta classe (na minhas família tenho 5 médicos!!) apenas exprimi aquilo que penso ser a forma mais correcta de moralizar as coisas.
Pensa como pensam os sábios, mas fala como falam as pessoas simples.(Aristóteles)
Médicos
Mas, minha Ilustre Scpnuno: Futuro divorciado??? Já vou na segunda e já estou velho e cansado para a terceira
A primeira, coitada, não aguentou o meus horário de trabalho
A segunda é tratada nas palminhas para eu poder chegar tarde a casa e ainda ter uma sopinha á espera
Caro Ulisses e Pata. Desculpem o desabafo. No hard feelings or offense taken.
Abraços amigos
Clinicos
A primeira, coitada, não aguentou o meus horário de trabalho
Caro Ulisses e Pata. Desculpem o desabafo. No hard feelings or offense taken.
Abraços amigos
Clinicos
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Re: comentário
jotabil Escreveu:Caro Tio patinhas
Esse espirito controleiro não é conforme com o tal hipocrates que exige uma maior grandeza de alma...não podemos tratar o pessoal da saúde desse modo...não pode ser assim....meu amigo, tem de haver um ambiente justo...e sensato.....essa gente deve merecer a nossa maior confiança....
Vamos com calma porque o médico tem de trabalhar num ambiente de confiança.
cumps
Infelizmente temos que tratar o pessoal da Saúde da mesma forma que tratamos os outros funcionários públicos.
No privado, conforme disse em cima, não me chocam os abusos, agora num Hospital Público ou Centro de Saúde acho que devemos criar formas de evitar esses abusos, sejam eles praticados pelos Médicos, Enfermeiros ou pelo Engenheiro responsável pela Manutenção...em última análise esses abusos saem dos Impostos de todos nós!
Cps
Pensa como pensam os sábios, mas fala como falam as pessoas simples.(Aristóteles)
Quando se fala dos professores são todos uns preguiçosos que não qeurem fazer nada. Quando se fala de uns médicos são todos umas bestas. Quando se fala das pessoas que trabalham nas repartições públicas são todos uns mal educados. Quando se fala dos políticos são todos uns vigaristas.
O problema são não apenas as questões educacionais de cada um dos profissionais, mas sobretudo a organização do sector público que não premeia pelo desempenho nem pune quem o merece.
Mas é smepre mais fácil ddizermos que todos são umas bestas incompetentes. Por mais traumáticas que sejam as nossas experiências com alguns serviços públicos, acho que temos que ter o bom senso de fugir a generalizações absolutamente injustas e que mais não serve do que ignorar o que está, de facto errado.
E, querida Marta, denunciares as situações podem contribuir para corrigir o que está mal. Chamar de bestas e palermas todos aqueles que pertencem a uma classe, além de ser tremendamente injusto, faz perder a razão e, sobretudo, faz-nos ignorar a verdadeira discussão necessária: Por que é que os serviços estatais funcionam tão mal?
Mas é mais fácil assim...
O problema são não apenas as questões educacionais de cada um dos profissionais, mas sobretudo a organização do sector público que não premeia pelo desempenho nem pune quem o merece.
Mas é smepre mais fácil ddizermos que todos são umas bestas incompetentes. Por mais traumáticas que sejam as nossas experiências com alguns serviços públicos, acho que temos que ter o bom senso de fugir a generalizações absolutamente injustas e que mais não serve do que ignorar o que está, de facto errado.
E, querida Marta, denunciares as situações podem contribuir para corrigir o que está mal. Chamar de bestas e palermas todos aqueles que pertencem a uma classe, além de ser tremendamente injusto, faz perder a razão e, sobretudo, faz-nos ignorar a verdadeira discussão necessária: Por que é que os serviços estatais funcionam tão mal?
Mas é mais fácil assim...
pvg80713 Escreveu:
Pedras, já estive no seu problema... se quiser mande MP.
No meu caso o problema foi resolvido de forma rápida e felizmente tudo correu bem. MAS como disse anteriormente com recurso a "cunha" de um médico amigo. ISTO não deveria acontecer, uma vez que eu pago impostos, LOGO teria que ser atendido em tempo devido sem recurso a essas cunhas...
"O desprezo pelo dinheiro é frequente, sobretudo naqueles que não o possuem"
Fonte: "La Philosophie de G. C."
Autor: Courteline , Georges
Site porreiro para jogar (carregar em Arcade) : www.gamespt.net
Fonte: "La Philosophie de G. C."
Autor: Courteline , Georges
Site porreiro para jogar (carregar em Arcade) : www.gamespt.net
Médicos
Pois é Ilustre Pata! Rua! É isso que estão a fazer TODOS! só Santa Maria perdeu 60 quadros superiores para o novo hospital do BES! E quem é que fica a tratar dos pobres?? e a ensinar os alunos e os internos? meia dúzia que têm que fazer o trabalho de 100?? É claro que se for mal tratado numa correctora saio MAS não barafusto contra TODAS as correctores como se fossem mafiosos!
Não é justo nem correcto afirmar-se que o sistema público está feito para o doente não atingir o médico! E mais lhe digo:
1 - Se quem tiver seguro de saúde sair dos hospitais públicos, os indigentes têm melhor atendimento e mais rápido e chegam ao médico bem depressa!
2 -Se se investir na formação, como fazem nas vossas empresas, os centros de saúde não me enchiam a consulta com velhotes que ouvem mal! Mandam fazer o audiograma ao hospital e se for o caso mandam por prótese! Tiravam logo 30% da consulta, dando lugar aqueles que realmente tem que ser atendidos por especialidade e com doenças mais sérias!
Ilustre Pata: as situações resolvem-se sempre com calma, incluindo os nossos bons ou maus investimentos! Quem perder a cabeça, perde o jogo!
Se teve uma situação menos feliz, a coisa resolve-se de outra maneira e se precisar, mande-me MP que se for de Lisboa, farei todos os possíveis por ajudá-la com muito carinho e amizade
Abraço
Clinico
Não é justo nem correcto afirmar-se que o sistema público está feito para o doente não atingir o médico! E mais lhe digo:
1 - Se quem tiver seguro de saúde sair dos hospitais públicos, os indigentes têm melhor atendimento e mais rápido e chegam ao médico bem depressa!
2 -Se se investir na formação, como fazem nas vossas empresas, os centros de saúde não me enchiam a consulta com velhotes que ouvem mal! Mandam fazer o audiograma ao hospital e se for o caso mandam por prótese! Tiravam logo 30% da consulta, dando lugar aqueles que realmente tem que ser atendidos por especialidade e com doenças mais sérias!
Ilustre Pata: as situações resolvem-se sempre com calma, incluindo os nossos bons ou maus investimentos! Quem perder a cabeça, perde o jogo!
Se teve uma situação menos feliz, a coisa resolve-se de outra maneira e se precisar, mande-me MP que se for de Lisboa, farei todos os possíveis por ajudá-la com muito carinho e amizade
Abraço
Clinico
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- Registado: 1/6/2003 0:13
Sou profissional de saúde, mas não sou médico. Pretendia dizer algumas coisas para clarificar alguns dados.
1) Ser médico é como ter outra profissão. Não são nem mais nem menos. Têm as suas obrigações e o seu código deontológico. Pelo facto de poderem salvar vidas isso não lhes dá o direito de não entrarem a horas. Quanto às saídas faz-me sentido que o médico não saia antes de terminar uma tarefa importante (cirurgia; observação clínica, etc...).
2) Ao contrário do que se pensa um médico no público não ganha nada bem. Posso dizer-vos que em início de carreira ganham tanto como um professor. Trabalha fins de semana, feriados, de dia e de noite e ganha o mesmo.
3) Trabalham frequentemente (a nível hospitalar) 24 horas ou mais ininterruptamente. Quem é que consegue produzir nestas condições com eficácia, agrado, rapidez e discernimento? Obviamente têm que ter períodos de lazer e distracção. Ninguém é de ferro.
4) Quanto aos comentários do bastonário. Mais valia ter estado calado. Os médicos cumprirem horários nem sequer devia ser uma questão polémica. É uma questão de ética, respeito e igualdade para com outros profissionais de saúde e uma questão de responsabilização para com os clientes (doentes).
5) Critérios de avaliação ou de produtividade. Estes mudam quase todos os anos. Aquilo que avalia um médico é o número de consultas, o número de actos praticados. Quanto à qualidade isso passa para 2º plano. Comparam-se frequentemente alhos com bogalhos. Este hospital teve uma taxa de mortalidade inferior àquele. Que piada! Comparam-se hospitais com valências diferentes em que os doentes apresentam graus diferentes de complexidade. Por favor, não comparem o Prof Manuel Antunes dos HUC com outros hospitais ainda que possa ser na valência dele. Ele selecciona os doentes. Não opera doentes diabéticos descompensados, obesos ou casos que se adivinhem complicados pela sua natureza. Não o critico por isso, pois até concordo com algumas coisas que ele faz (o doente tem que ajudar, se não vai tomar medicação não pode nem deve ser transplantado uma vez que é um despedicio de recursos), mas ele não se pode comparar com ninguém dado que ninguém recusa e selecciona doentes em Portugal como ele.
6) Desenganem-se os que pensam que o privado em Portugal é melhor. Poucos médicos trabalhariam no privado se recebessem bem no público. As melhores condições estão nas unidades de saúde públicas. Cirurgias no privado. Não, obrigado. Prefiro passar uma noite numa maca das urgências do que num quarto privado. Se precisar do médico (num hospital privado)ele está a dormir ou de férias, possivelmente a mais de 200 km de distância. Preciso de um especialista. No público pode estar a dormir numa cama do hospital. No privado está em casa com o telemóvel desligado o fim de semana todo. Tenho ouvido cada aberração sobre um hospital privado na nossa capital que 2 ou 3 casos bem explorados na nossa praça eram suficientes para fechar o hospital, mas realmente o doente pode ver TVcabo no quarto e tem uma bela vista para a rua. Acresce-se ainda que fazem m**** mas não escrevem nada no diário clínico e dão uma desculpa esfarrapada ao doente do tipo, metemos-lhe este tubo para descomprimir qualquer coisa melhor e afinal o que aconteceu foi que fizeram uma lobectomia (retiraram parte de um pulmão) por serem autênticos cepos. Erros acontecem, mas lá acontecem demasiadas vezes. Enfim, palavras para quê?
1) Ser médico é como ter outra profissão. Não são nem mais nem menos. Têm as suas obrigações e o seu código deontológico. Pelo facto de poderem salvar vidas isso não lhes dá o direito de não entrarem a horas. Quanto às saídas faz-me sentido que o médico não saia antes de terminar uma tarefa importante (cirurgia; observação clínica, etc...).
2) Ao contrário do que se pensa um médico no público não ganha nada bem. Posso dizer-vos que em início de carreira ganham tanto como um professor. Trabalha fins de semana, feriados, de dia e de noite e ganha o mesmo.
3) Trabalham frequentemente (a nível hospitalar) 24 horas ou mais ininterruptamente. Quem é que consegue produzir nestas condições com eficácia, agrado, rapidez e discernimento? Obviamente têm que ter períodos de lazer e distracção. Ninguém é de ferro.
4) Quanto aos comentários do bastonário. Mais valia ter estado calado. Os médicos cumprirem horários nem sequer devia ser uma questão polémica. É uma questão de ética, respeito e igualdade para com outros profissionais de saúde e uma questão de responsabilização para com os clientes (doentes).
5) Critérios de avaliação ou de produtividade. Estes mudam quase todos os anos. Aquilo que avalia um médico é o número de consultas, o número de actos praticados. Quanto à qualidade isso passa para 2º plano. Comparam-se frequentemente alhos com bogalhos. Este hospital teve uma taxa de mortalidade inferior àquele. Que piada! Comparam-se hospitais com valências diferentes em que os doentes apresentam graus diferentes de complexidade. Por favor, não comparem o Prof Manuel Antunes dos HUC com outros hospitais ainda que possa ser na valência dele. Ele selecciona os doentes. Não opera doentes diabéticos descompensados, obesos ou casos que se adivinhem complicados pela sua natureza. Não o critico por isso, pois até concordo com algumas coisas que ele faz (o doente tem que ajudar, se não vai tomar medicação não pode nem deve ser transplantado uma vez que é um despedicio de recursos), mas ele não se pode comparar com ninguém dado que ninguém recusa e selecciona doentes em Portugal como ele.
6) Desenganem-se os que pensam que o privado em Portugal é melhor. Poucos médicos trabalhariam no privado se recebessem bem no público. As melhores condições estão nas unidades de saúde públicas. Cirurgias no privado. Não, obrigado. Prefiro passar uma noite numa maca das urgências do que num quarto privado. Se precisar do médico (num hospital privado)ele está a dormir ou de férias, possivelmente a mais de 200 km de distância. Preciso de um especialista. No público pode estar a dormir numa cama do hospital. No privado está em casa com o telemóvel desligado o fim de semana todo. Tenho ouvido cada aberração sobre um hospital privado na nossa capital que 2 ou 3 casos bem explorados na nossa praça eram suficientes para fechar o hospital, mas realmente o doente pode ver TVcabo no quarto e tem uma bela vista para a rua. Acresce-se ainda que fazem m**** mas não escrevem nada no diário clínico e dão uma desculpa esfarrapada ao doente do tipo, metemos-lhe este tubo para descomprimir qualquer coisa melhor e afinal o que aconteceu foi que fizeram uma lobectomia (retiraram parte de um pulmão) por serem autênticos cepos. Erros acontecem, mas lá acontecem demasiadas vezes. Enfim, palavras para quê?
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