Médicos: controlo da assiduidade
Sou da área da saúde (enfermeiro) e concordo no geral com o que tem sido dito. Estou convencido que em termos de horários deve haver médicos que assinam o mesmo horário em várias instituições. Mais, para alguns 24h do dia não chegam!! Vejo cada coisa!
Mas, isso não acontece com os enfermeiros...pelo que conheço! Temos uma facilidade que são as trocas, mas teremos que cumprir o horário.
Eu até defendo que o sistema electrónico a implementar seja um do tipo com que eu trabalho que é digital: Para iniciar o trabalho tenho com putadores onde coloco o meu dedo (impressão digital) e só depois posso entrar. Este modelo poderia ser implementado para controlar a generalidade das entrada e estadas no, durante, o seviço. Se for por cartão eu posso pedir a alguém que passe o cartão... agora o dedinho não deixa hipoteses
este sistema é Português e chama-se Alert.
Mas, isso não acontece com os enfermeiros...pelo que conheço! Temos uma facilidade que são as trocas, mas teremos que cumprir o horário.
Eu até defendo que o sistema electrónico a implementar seja um do tipo com que eu trabalho que é digital: Para iniciar o trabalho tenho com putadores onde coloco o meu dedo (impressão digital) e só depois posso entrar. Este modelo poderia ser implementado para controlar a generalidade das entrada e estadas no, durante, o seviço. Se for por cartão eu posso pedir a alguém que passe o cartão... agora o dedinho não deixa hipoteses
comentário
Caros
Estou de acordo com o comentário sereno do Touro.
Importa considerar que o tempo de um médico merece uma ponderação adequada à exigência da função. Não o podemos esquecer, sob pena de diminuirmos a proficiência implicita ao exercício da uma medicina capaz.
Naturalmente que existem oportunistas sabendo da essencialidade necessária desta profissão...mas não podemos banalizar uma acção que exige acima do comum.
Não concordo com a faca afiada com que a marrequinha corta esta realidade...até parece que existe por ali algum trauma subjectivo. Na profissão da medicina existem, fundamentalmente, três vertentes......a vertente da saúde pública.....a hospitalar.....e a de apoio à família ou ao utente.
A qual delas nos referimos quando elaboramos as nossas críticas?....
Temos de ser criteriosos nas nossas denúncias...nos nossos reparos para que não demonstremos, logo de início, uma má fé reveladora de uma revanche sem bitola e inadequada.
Temos de ser prudentes meus caros.
cumps
Estou de acordo com o comentário sereno do Touro.
Importa considerar que o tempo de um médico merece uma ponderação adequada à exigência da função. Não o podemos esquecer, sob pena de diminuirmos a proficiência implicita ao exercício da uma medicina capaz.
Naturalmente que existem oportunistas sabendo da essencialidade necessária desta profissão...mas não podemos banalizar uma acção que exige acima do comum.
Não concordo com a faca afiada com que a marrequinha corta esta realidade...até parece que existe por ali algum trauma subjectivo. Na profissão da medicina existem, fundamentalmente, três vertentes......a vertente da saúde pública.....a hospitalar.....e a de apoio à família ou ao utente.
A qual delas nos referimos quando elaboramos as nossas críticas?....
Temos de ser criteriosos nas nossas denúncias...nos nossos reparos para que não demonstremos, logo de início, uma má fé reveladora de uma revanche sem bitola e inadequada.
Temos de ser prudentes meus caros.
cumps
Se naufragares no meio do mar,toma desde logo, duas resoluções:- Uma primeira é manteres-te à tona; - Uma segunda é nadar para terra;
Sun Tzu
Sun Tzu
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Ora cá vão algumas "cavacas" para a fogueira:
- Não há falta de médicos em portugal, temos o maior número de médicos da europa por número de habitantes (informação não confirmada) estão é mal distribuidos.
- Um dos problemas mais graves da saúde é que qualquer pessoa com um pequena doença facilmente resolvida pelo médico do centro de saúde recorre sistemáticamente às urgências dos hospitais bloqueando todo o sistema.
- Perante a comunidade europeia não é bonito o estado pagar muitas horas extraordinárias.
- Para contornar isto recorre-se a médicos contratados (prestadores de serviços) e deixa de se contabilizar horas extraordinárias.
- Um médico ganha entre 10 a 15 euros por hora extraordinária num hospital, no entanto o médico contratado para o mesmo hospital e para o mesmo serviço ainda que de graduação mais baixa ganha 25, 30, 35, 40, 45 consoante a vontade do freguês.
- As horas extraordinárias "não" são pagas, pelos menos desde há 5 anos para cá a um familiar meu estando já o estado em tribunal.
O que têm a dizer disto!?!?
- Não há falta de médicos em portugal, temos o maior número de médicos da europa por número de habitantes (informação não confirmada) estão é mal distribuidos.
- Um dos problemas mais graves da saúde é que qualquer pessoa com um pequena doença facilmente resolvida pelo médico do centro de saúde recorre sistemáticamente às urgências dos hospitais bloqueando todo o sistema.
- Perante a comunidade europeia não é bonito o estado pagar muitas horas extraordinárias.
- Para contornar isto recorre-se a médicos contratados (prestadores de serviços) e deixa de se contabilizar horas extraordinárias.
- Um médico ganha entre 10 a 15 euros por hora extraordinária num hospital, no entanto o médico contratado para o mesmo hospital e para o mesmo serviço ainda que de graduação mais baixa ganha 25, 30, 35, 40, 45 consoante a vontade do freguês.
- As horas extraordinárias "não" são pagas, pelos menos desde há 5 anos para cá a um familiar meu estando já o estado em tribunal.
O que têm a dizer disto!?!?
Quico Escreveu:A questão aqui é muito simples:
Existe uma falta de oferta de médicos, face à natural grande procura de cuidados de saúde; esta falta de oferta tem sido provocada pela corporação dos médicos que ao logo de anos e anos têm pressionado para a limitação à abertura de vagas para os cursos superiores de medicina (coisa a que não se assistiu em mais nenhuma área). Tão simples como isso! E todos os males decorrem daqui!
Com isto o Quico disse tudo!
Abusos nos horários existem em muitas áreas no sector Público e sejam Médicos ou outros, há que os travar...
No Privado as empresas e os seus accionistas encarregam-se de garantir o cumprimento do horário de trabalho, no Público (do qual somos todos "accionistas") só podemos ficar satisfeitos com estas medidas.
Cps
Pensa como pensam os sábios, mas fala como falam as pessoas simples.(Aristóteles)
Nos Centros de Saúde do serviço público há do melhor e do pior. As Unidades de Saúde Familiar, sistema para o qual tenderá todo o serviço público de cuidados primários penso eu, funcionam, ao que parece, exemplarmente e com padrões de qualidade ao nível do melhor que há na Europa. Falo com conhecimento de causa.
Agora, como em tudo em Portugal, há o lado negro e retrógrado que está associado ao nosso passado miserável, e que ainda hoje infelizmente perdura. Espero que por mais pouco tempo.
Reconheço que há Centros/Extensões de Saúde que se estivessem fechados faziam, de longe, um melhor serviço aos doentes.
Agora, as coisas são assim más porque os doentes o consentiram até aqui, quer por falta de informação e ingenuidade, em alguns casos, quer por desprezo pelo sistema de saúde público, noutros casos, recorrendo a ele apenas para actos administrativos ('passar pela caixa' exames complementares de diagnóstico prescritos por médicos particulares, baixas médicas, e medicamentos, quando os médicos particulares não podiam prescrever pelo SNS.
Reclamar de forma consequente, dá muito trabalho, mas as coisas resolvem-se. Mas primeiro é preciso acreditar no sistema público de cuidados de saúde primários.
Agora, como em tudo em Portugal, há o lado negro e retrógrado que está associado ao nosso passado miserável, e que ainda hoje infelizmente perdura. Espero que por mais pouco tempo.
Reconheço que há Centros/Extensões de Saúde que se estivessem fechados faziam, de longe, um melhor serviço aos doentes.
Agora, as coisas são assim más porque os doentes o consentiram até aqui, quer por falta de informação e ingenuidade, em alguns casos, quer por desprezo pelo sistema de saúde público, noutros casos, recorrendo a ele apenas para actos administrativos ('passar pela caixa' exames complementares de diagnóstico prescritos por médicos particulares, baixas médicas, e medicamentos, quando os médicos particulares não podiam prescrever pelo SNS.
Reclamar de forma consequente, dá muito trabalho, mas as coisas resolvem-se. Mas primeiro é preciso acreditar no sistema público de cuidados de saúde primários.
Cumprimentos,
Touro
Touro
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Eu alinho com a Pata no que ao por fim a este ESTADO de coisas diz respeito. Estou farto de ser roubado e mal tratado...
"O desprezo pelo dinheiro é frequente, sobretudo naqueles que não o possuem"
Fonte: "La Philosophie de G. C."
Autor: Courteline , Georges
Site porreiro para jogar (carregar em Arcade) : www.gamespt.net
Fonte: "La Philosophie de G. C."
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Re: Não passa atestados no Centro de Saúde
Pataca Escreveu:E quando um médico não passa atestados, para efeito de Carta de Condução, no Centro de Saúde e manda o doente ao seu consultório, a pagar 35 euros.
Isto passou-se com uma pessoa da minha família, que me pediu para não reclamar, porque tinha medo de precisar do médico e sofrer retaliações.
Eles têm a faca e o queijo nas mãos e nós deixamos.
Eu aqui à uns anos quando percisei para o mesmo efeito, fui pagar uma consulta a um consultório privado e como tenho ADSE, aproveitei e paguei a consulta mais barata (algures menos de 5€), quando entro e peço ao médico para me passar esse tal atestado ele diz que não passa a menos que eu pague uma consulta privada total (algures €45~50) !!! Eu fiquei mesmo assim
Enfim...
Cumprimentos
- Mensagens: 384
- Registado: 10/12/2002 0:26
Eu acho que as condições do sistema público são tão vergonhosas a todos níveis que me encontro disponivel para me envolver em QUALQUER projecto que vise acabar com a PORCARIA vergonhosa que se passa neste antro a que chamam país. Estou a falar extremamente a sério, quem quiser alinhavar um projecto para que algo seja feito, nem que implique o sequestro do ministro, secretários do estado e respectivas familias para serem mantidos num centro de saúde à força durante duas semanas, eu alinho
. QUALQUER COISA!!!! simplesmente isto não pode continuar e eu NÂO QUERO dar um tostão para este sistema, para os ******* que atendem as pessoas nos centros de saúde, para as coisas que se chamam "médicos" e que por lá aparecem de vez em quando e quando querem para receber quem querem (sim, ainda ontem me aconteceu que a médica de um centro de saúde onde fui suficientemente idiota para ir, após ter estado de férias vários dias, chegou também duas horas atrasada).
Editado pela última vez por Pata-Hari em 28/12/2006 23:13, num total de 1 vez.
...
asilva Escreveu:Acho muito bem, para acabar com a vergonha que se vive nos centros de saude. Em que os médicos (não digo todos), chegam às 11h e vão embora as 12h, muitas vezes ficando doentes por observar. Isto chega a ser tão rídiculo, que tenho conhecimento de casos, em que as pessoas não são atendidas de manha nos centros de saúde e depois têm que ir aos consultórios privados dos proprios médicos de familia à tarde.
Oh Asilva,
nao és só tu que conheces casos desses pá. Isso é prática corrente ter de ir aos consultórios dos próprios médicos.
Conclusao: subscrevo inteiramente a tua opiniao.
Cumprimentos,
Alex Tomás
Alex Tomás
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- Localização: Lisboa
Não passa atestados no Centro de Saúde
E quando um médico não passa atestados, para efeito de Carta de Condução, no Centro de Saúde e manda o doente ao seu consultório, a pagar 35 euros.
Isto passou-se com uma pessoa da minha família, que me pediu para não reclamar, porque tinha medo de precisar do médico e sofrer retaliações.
Eles têm a faca e o queijo nas mãos e nós deixamos.
Isto passou-se com uma pessoa da minha família, que me pediu para não reclamar, porque tinha medo de precisar do médico e sofrer retaliações.
Eles têm a faca e o queijo nas mãos e nós deixamos.
- Mensagens: 11
- Registado: 30/11/2006 20:26
Quico Escreveu:A questão aqui é muito simples:
Existe uma falta de oferta de médicos, face à natural grande procura de cuidados de saúde;
É mesmo isto! No entanto também acho que a culpa é em parte dos utentes, porque normalmente pôem os médicos num pedestal e raramente fazem uma reclamação mesmo em casos escandalosos.E já vi casos de enfermeiros e auxiliares a serem tratados abaixo de cão por estas pessoas.
Não tenho nada contra os médicos, fazem um trabalho muito importante, mas há alguns que são uma desgraça...
Abraço e Bons Negócios.
- Mensagens: 141
- Registado: 1/9/2006 17:44
A questão aqui é muito simples:
Existe uma falta de oferta de médicos, face à natural grande procura de cuidados de saúde; esta falta de oferta tem sido provocada pela corporação dos médicos que ao logo de anos e anos têm pressionado para a limitação à abertura de vagas para os cursos superiores de medicina (coisa a que não se assistiu em mais nenhuma área). Tão simples como isso! E todos os males decorrem daqui!
Porque é as médias de acesso para medicina disparam, e que todos os putos do liceu querem ir para medicina? Enquanto noutros países a medicina é uma carreira como muitas outras?
Porque, pelo que disse atrás, um médico neste país é um reizinho! Nunca lhe faltará emprego e a ganhar bem! No estado, e na privada; de preferência em simultâneo.
Vejam se em Espanha é assim.
Existe uma falta de oferta de médicos, face à natural grande procura de cuidados de saúde; esta falta de oferta tem sido provocada pela corporação dos médicos que ao logo de anos e anos têm pressionado para a limitação à abertura de vagas para os cursos superiores de medicina (coisa a que não se assistiu em mais nenhuma área). Tão simples como isso! E todos os males decorrem daqui!
Porque é as médias de acesso para medicina disparam, e que todos os putos do liceu querem ir para medicina? Enquanto noutros países a medicina é uma carreira como muitas outras?
Porque, pelo que disse atrás, um médico neste país é um reizinho! Nunca lhe faltará emprego e a ganhar bem! No estado, e na privada; de preferência em simultâneo.
Vejam se em Espanha é assim.
"People want to be told what to do so badly that they'll listen to anyone." - Don Draper, Mad Men
a saúde em portugal...
O que se passa na saúde em portugal é um escandalo... digo-vos eu com toda a legitimidade.
Digamos que os profissionais de saude são um nicho à parte de todos os outros profissionais, tá mal. Não há horas de entrada, não há objectivos que têm que ser alcançados obrigatoriamente, não há regras... mas quem incentiva este tipo de política e comportamento é o próprio estado, ou a gestão dita de topo.
São eles que implementam Sistemas de combate feroz às listas de espera, que quanto a mim servem unica e exclusivamente para enxer os bolsos dos profissionais de saude, e muitas vezes em tempo de serviço. Ou seja, recebem pelas 35 horas semanais pagas pelos nossos impostos + suplementos de programas de produtividade efectuados, muitas vezes dentro das 35 horas semanais.
Estes programas são uma autentica mina de ouro, senão vejamos, que interesse têm os médicos em realizar os objectivos cirurgicos programados se sabem que se não os realizarem estes doentes serão integrados num sistema de combate às listas de espera pago por fora?
E quem controla isto? Ninguém.
Porque será que os hospitais publicos antes da febre das S.A.'s se governavam com 2 ou 3 administradores e agora que passaram a E.P.E. duplicaram ou triplicaram o numero de administradores, com carros topo de gama à disposição, telemóvel e cartão de crédito?
E quem controla isto? Ninguém.
Mas eu acredito que o governo está a tentar por termo à pouca vergonha que se passa na saude, mas aí mexe com muitos lobbys, e em portugal meus senhores, um doutor médico é sempre um doutor, nem que seja da Caixa.
Agora que eles começam a sentir que vão ser controlados, ou melhor começa-se a passar para a opinião publica que eles vão ser controlados, estes senhores vêm com argumentos completamente disparatados de que "em medicina a responsabilidade é para com os doentes e não para com os horários", pura demagogia emocional para tapar olhinhos.
O problema é que eles começam a ter que se levantar da caminha cedo e entrar a horas no hospital, porque os doente a isso o obrigam.
O problema é que eles deixam de poder estar em varios sítios ao mesmo tempo... e dizem vocês hum? sim é verdade, a par de Deus os médicos portugueses têm o dom da omnipresença, conseguem estar em muitos sítios ao mesmo tempo, por exemplo, conseguem estar de urgência num hospital publico a ser pagos pelos nossos impostos e ao mesmo tempo estão a Operar na privada. E quem controla? Ninguém.
O problema é que em Portugal um doutor médico não tem que cumprir regras não senhor, não tem que obdecer a protocolos, não tem que respeitar as outras classes, não tem que se justificar perante os superiores... é uma vergonha.
Peço desculpa a todos os doutores médicos e profissionais de saude que não se enquadram na minha descrição, e para esses o meu respeito e admiração, mas reflictam e digam-me com toda a sinceridade se o que eu digo não é um pouco da verdade, da verdade que se passa nos nossos hospitais.
Digamos que os profissionais de saude são um nicho à parte de todos os outros profissionais, tá mal. Não há horas de entrada, não há objectivos que têm que ser alcançados obrigatoriamente, não há regras... mas quem incentiva este tipo de política e comportamento é o próprio estado, ou a gestão dita de topo.
Estes programas são uma autentica mina de ouro, senão vejamos, que interesse têm os médicos em realizar os objectivos cirurgicos programados se sabem que se não os realizarem estes doentes serão integrados num sistema de combate às listas de espera pago por fora?
E quem controla isto? Ninguém.
E quem controla isto? Ninguém.
Mas eu acredito que o governo está a tentar por termo à pouca vergonha que se passa na saude, mas aí mexe com muitos lobbys, e em portugal meus senhores, um doutor médico é sempre um doutor, nem que seja da Caixa.
Agora que eles começam a sentir que vão ser controlados, ou melhor começa-se a passar para a opinião publica que eles vão ser controlados, estes senhores vêm com argumentos completamente disparatados de que "em medicina a responsabilidade é para com os doentes e não para com os horários", pura demagogia emocional para tapar olhinhos.
O problema é que eles começam a ter que se levantar da caminha cedo e entrar a horas no hospital, porque os doente a isso o obrigam.
O problema é que eles deixam de poder estar em varios sítios ao mesmo tempo... e dizem vocês hum? sim é verdade, a par de Deus os médicos portugueses têm o dom da omnipresença, conseguem estar em muitos sítios ao mesmo tempo, por exemplo, conseguem estar de urgência num hospital publico a ser pagos pelos nossos impostos e ao mesmo tempo estão a Operar na privada. E quem controla? Ninguém.
O problema é que em Portugal um doutor médico não tem que cumprir regras não senhor, não tem que obdecer a protocolos, não tem que respeitar as outras classes, não tem que se justificar perante os superiores... é uma vergonha.
Peço desculpa a todos os doutores médicos e profissionais de saude que não se enquadram na minha descrição, e para esses o meu respeito e admiração, mas reflictam e digam-me com toda a sinceridade se o que eu digo não é um pouco da verdade, da verdade que se passa nos nossos hospitais.
Acho muito bem, para acabar com a vergonha que se vive nos centros de saude. Em que os médicos (não digo todos), chegam às 11h e vão embora as 12h, muitas vezes ficando doentes por observar. Isto chega a ser tão rídiculo, que tenho conhecimento de casos, em que as pessoas não são atendidas de manha nos centros de saúde e depois têm que ir aos consultórios privados dos proprios médicos de familia à tarde.
A paciência é a chave do negocio
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- Registado: 5/11/2002 13:18
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Médicos: controlo da assiduidade
creio que alguns dos participantes aqui do fórum são médicos....agradecia que me explicassem a reacção intempestiva do vosso bastonário
Ministério anuncia novas regras
Médicos: controlo da assiduidade é uma medida imprópria e populista
28.12.2006 - 10h16 Lusa
O bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, considera que a decisão do Governo de controlar a assiduidade dos profissionais de saúde é lamentável, imprópria e populista.
O PÚBLICO noticia hoje que o Ministério da Saúde instou todos os estabelecimentos públicos a adoptarem sistemas automáticos, de preferência electrónicos, para controlar a assiduidade dos funcionários.
A recomendação surge numa circular enviada pela secretaria-geral do ministério, depois de a Inspecção-Geral de Saúde (IGS) ter concluído que a esmagadora maioria dos estabelecimentos não cumpre uma lei com oito anos, limitando-se a fiscalizar a assiduidade com livros de ponto.
Em declarações à Lusa, o bastonário disse que a medida é populista e mediática e que só vai servir "para que surjam algumas notícias na comunicação social".
O médico lamentou também que os hospitais sejam agora "obrigados a comprar relógios quando muitas vezes não têm verba para adquirir medicamentos".
Pedro Nunes referiu que a actividade dos profissionais de saúde "não se compagina com relógios" e que essa actividade deve continuar a ser controlada pelos directores de serviço, através dos níveis de produtividade.
"Na medicina, a responsabilidade é para com os doentes e não para com os horários", disse.
O bastonário realçou ainda que o controlo dos médicos é feito pelos próprios, dando como exemplo o caso dos blocos operatórios, que abrem normalmente às 08h30.
"Se um elemento da equipa chegar atrasado, acaba por ser banido pelos restantes colegas", afirmou.
O bastonário lembrou também o caso do hospital de Matosinhos, onde, apesar dos "grandes níveis de produtividade", foi instalado um sistema de controlo de assiduidade, que originou grande contestação dos profissionais.
"É uma medida que ofende os médicos", disse, adiantando que "os médicos trabalham muito mais do que para aquilo que lhes pagam".
Por fim, Pedro Nunes considerou lamentável que o Governo tenha tomado esta decisão sem ter consultado a Ordem dos Médicos, o que evidencia uma "alteração de política de diálogo do Ministério da Saúde".
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