Portucel 2,65€ - privatização, free float e nova máquina
Tunes,retirada da notícia postado pelo AA
Com os projectos ontem aprovados (1.700 milhões de euros); mais os do Ikea (cerca de 135 milhões de euros na unidade fabril de Paços de Ferreira); juntamente com o pacote de cerca de 226 milhões para as indústrias vidreiras; e ainda com o projecto firmado com a Portucel (de cerca de 850 milhões de euros, a aguardar aprovação por parte de Bruxelas), chegamos ao final deste ano com um total aproximado de 2.900 milhões de euros. Para a referida meta dos 4.000 milhões ser cumprida, falta a aprovação do projecto da refinaria da Galp em Sines, avaliada em cerca de 1.100 milhões de euros, não tendo conseguido o Governo suprir esta lacuna com investimentos alternativos.
É ainda de referir que em relação aos cerca de 2.900 milhões de investimentos aprovados em 2006, cerca de mil milhões – Portucel e Ikea – estão ainda dependentes de autorizações de Bruxelas ou de formalidades do Governo português para avançarem, devendo o seu processo arrastar-se, pelo menos, durante os primeiros meses do próximo ano .
Com os projectos ontem aprovados (1.700 milhões de euros); mais os do Ikea (cerca de 135 milhões de euros na unidade fabril de Paços de Ferreira); juntamente com o pacote de cerca de 226 milhões para as indústrias vidreiras; e ainda com o projecto firmado com a Portucel (de cerca de 850 milhões de euros, a aguardar aprovação por parte de Bruxelas), chegamos ao final deste ano com um total aproximado de 2.900 milhões de euros. Para a referida meta dos 4.000 milhões ser cumprida, falta a aprovação do projecto da refinaria da Galp em Sines, avaliada em cerca de 1.100 milhões de euros, não tendo conseguido o Governo suprir esta lacuna com investimentos alternativos.
É ainda de referir que em relação aos cerca de 2.900 milhões de investimentos aprovados em 2006, cerca de mil milhões – Portucel e Ikea – estão ainda dependentes de autorizações de Bruxelas ou de formalidades do Governo português para avançarem, devendo o seu processo arrastar-se, pelo menos, durante os primeiros meses do próximo ano .
Saudações Alentejanas
tunes Escreveu:Saí da altri e aproveitei para reforçar na PTI. Na minha opinião vai ser o ano da PTI.
Alguém faz ideia do prazo para aprovação por Bruxelas?
Devia ter sido em finais de Novembro.
A esperada revisão de PT´s deve dar-se logo depois das notícias que vierem de Bruxelas. Deve ser disso que estão à espera para não terem que rever os Pt´s logo de seguida...
cps
AA
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Sector energético 2006-12-29 00:05
Repsol investe 750 milhões em Portugal
Executivo aprovou pacote de investimentos que totaliza 1,7 mil milhões de euros.
Nuno Miguel Silva
Num “pressing” final, o ministro da Economia, Manuel Pinho, levou ontem à aprovação em Conselho de Ministros oito contratos de investimento em Portugal que representam um valor conjunto de investimento de cerca de 1.700 milhões de euros.
Esta operação de “fim de ano” não consegue, todavia, respeitar as metas previstas pelo Executivo de José Sócrates na contratualização de investimentos nacionais e externos no País, que apontava para um valor final estimado em cerca de 4.000 milhões de euros durante o presente ano.
Com os projectos ontem aprovados (1.700 milhões de euros); mais os do Ikea (cerca de 135 milhões de euros na unidade fabril de Paços de Ferreira); juntamente com o pacote de cerca de 226 milhões para as indústrias vidreiras; e ainda com o projecto firmado com a Portucel (de cerca de 850 milhões de euros, a aguardar aprovação por parte de Bruxelas), chegamos ao final deste ano com um total aproximado de 2.900 milhões de euros. Para a referida meta dos 4.000 milhões ser cumprida, falta a aprovação do projecto da refinaria da Galp em Sines, avaliada em cerca de 1.100 milhões de euros, não tendo conseguido o Governo suprir esta lacuna com investimentos alternativos.
É ainda de referir que em relação aos cerca de 2.900 milhões de investimentos aprovados em 2006, cerca de mil milhões – Portucel e Ikea – estão ainda dependentes de autorizações de Bruxelas ou de formalidades do Governo português para avançarem, devendo o seu processo arrastar-se, pelo menos, durante os primeiros meses do próximo ano .
Lisboa e Setúbal recebem 80%; Interior “esquecido”
O “pacote” de investimentos ontem aprovado evidencia várias realidades: os distritos de Lisboa e Setúbal concentram 80% das verbas aprovadas. O Interior do País, é mais uma vez “esquecido”, uma vez que do conjunto dos oito investimentos aprovados, apenas um se situa nessa faixa do território, designadamente o da Visabeira, em Viseu, com um valor de apenas 37,7 milhões de euros.
O montante restante dos 1.700 milhões em causa são dirigidos para o Litoral do País, com destaque para Sines, para onde vão ser canalizados mais de 1.100 milhões de euros de investimento, cerca de 65% do bolo global.
Esta constatação serve também para falar do predomínio da indústria petroquímica e do investimento de capitais espanhóis, uma vez que os projectos contratados para Sines – Repsol e Advansa (artensa, La Seda de Barcelona) – são de grupos do país vizinho, respectivamente, para a expansão e modernização da unidade industrial da petrolífera, e para a construção de raiz uma unidade industrial do grupo sedeado em Barcelona na cidade alentejana.
Repsol e Artensa dinamizam Sines
No caso da Repsol, orçado em 750 milhões de euros, prevê-se a ampliação do “cracker” para cerca de 570 toneladas/ano, construção de uma fábrica de polipropileno e de uma fábrica de polietileno linear (para consumir o etileno e propileno produzidos no complexo de Sines), assim como a construção de uma unidade de co-geração com turbinas a gás.
De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, “o projecto permitirá a manutenção da competitividade da Repsol Polímeros em Portugal, o incremento da posição do complexo de Sines na satisfação das necessidades do mercado interno e na exportação de produtos derivados do petróleo, bem como a consolidação da sua posição no contexto da indústria petroquímica europeia”.
A Artensa, vai investir mais de 360 milhões de euros na construção de uma fábrica para produzir ácido tereftálico purificado, com capacidade para 700 mil toneladas anuais. Segundo o Governo, “o projecto permitirá a produção de um bem internacionalmente transaccionável, cuja produção se destina essencialmente ao mercado externo, levando à consolidação do ‘cluster’ petroquímico da região de Sines, com efeitos em termos de visibilidade internacional
cps
AA
Repsol investe 750 milhões em Portugal
Executivo aprovou pacote de investimentos que totaliza 1,7 mil milhões de euros.
Nuno Miguel Silva
Num “pressing” final, o ministro da Economia, Manuel Pinho, levou ontem à aprovação em Conselho de Ministros oito contratos de investimento em Portugal que representam um valor conjunto de investimento de cerca de 1.700 milhões de euros.
Esta operação de “fim de ano” não consegue, todavia, respeitar as metas previstas pelo Executivo de José Sócrates na contratualização de investimentos nacionais e externos no País, que apontava para um valor final estimado em cerca de 4.000 milhões de euros durante o presente ano.
Com os projectos ontem aprovados (1.700 milhões de euros); mais os do Ikea (cerca de 135 milhões de euros na unidade fabril de Paços de Ferreira); juntamente com o pacote de cerca de 226 milhões para as indústrias vidreiras; e ainda com o projecto firmado com a Portucel (de cerca de 850 milhões de euros, a aguardar aprovação por parte de Bruxelas), chegamos ao final deste ano com um total aproximado de 2.900 milhões de euros. Para a referida meta dos 4.000 milhões ser cumprida, falta a aprovação do projecto da refinaria da Galp em Sines, avaliada em cerca de 1.100 milhões de euros, não tendo conseguido o Governo suprir esta lacuna com investimentos alternativos.
É ainda de referir que em relação aos cerca de 2.900 milhões de investimentos aprovados em 2006, cerca de mil milhões – Portucel e Ikea – estão ainda dependentes de autorizações de Bruxelas ou de formalidades do Governo português para avançarem, devendo o seu processo arrastar-se, pelo menos, durante os primeiros meses do próximo ano .
Lisboa e Setúbal recebem 80%; Interior “esquecido”
O “pacote” de investimentos ontem aprovado evidencia várias realidades: os distritos de Lisboa e Setúbal concentram 80% das verbas aprovadas. O Interior do País, é mais uma vez “esquecido”, uma vez que do conjunto dos oito investimentos aprovados, apenas um se situa nessa faixa do território, designadamente o da Visabeira, em Viseu, com um valor de apenas 37,7 milhões de euros.
O montante restante dos 1.700 milhões em causa são dirigidos para o Litoral do País, com destaque para Sines, para onde vão ser canalizados mais de 1.100 milhões de euros de investimento, cerca de 65% do bolo global.
Esta constatação serve também para falar do predomínio da indústria petroquímica e do investimento de capitais espanhóis, uma vez que os projectos contratados para Sines – Repsol e Advansa (artensa, La Seda de Barcelona) – são de grupos do país vizinho, respectivamente, para a expansão e modernização da unidade industrial da petrolífera, e para a construção de raiz uma unidade industrial do grupo sedeado em Barcelona na cidade alentejana.
Repsol e Artensa dinamizam Sines
No caso da Repsol, orçado em 750 milhões de euros, prevê-se a ampliação do “cracker” para cerca de 570 toneladas/ano, construção de uma fábrica de polipropileno e de uma fábrica de polietileno linear (para consumir o etileno e propileno produzidos no complexo de Sines), assim como a construção de uma unidade de co-geração com turbinas a gás.
De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, “o projecto permitirá a manutenção da competitividade da Repsol Polímeros em Portugal, o incremento da posição do complexo de Sines na satisfação das necessidades do mercado interno e na exportação de produtos derivados do petróleo, bem como a consolidação da sua posição no contexto da indústria petroquímica europeia”.
A Artensa, vai investir mais de 360 milhões de euros na construção de uma fábrica para produzir ácido tereftálico purificado, com capacidade para 700 mil toneladas anuais. Segundo o Governo, “o projecto permitirá a produção de um bem internacionalmente transaccionável, cuja produção se destina essencialmente ao mercado externo, levando à consolidação do ‘cluster’ petroquímico da região de Sines, com efeitos em termos de visibilidade internacional
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artista Escreveu:Nyk Escreveu:Hoje reforcei a minha posição na portucel a 2,39€, acho que com a entrada no psi20 já no inicio do ano o titulo vai começar a valorizar-se e tem tudo para bater novos máximos.
A entrada no Psi-20 já está descontada... a maior visibilidade que passará a ter lá fora também não me parece suficiente para a fazer subir muito!
Continuo bastante confiante na PTI mas não me parece que seja por isso que ela vai subir...
bons negócios
artista
Pode não ser apenas por aí, mas que a maioria dos fundos e investidores estrangeiros só entram em acções cotadas nos principais índices, isso é um facto e não se trata de uma situação que possa ser descontada antes.
cps,
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Tá-se bem
O negócio da pasta de papel em Portugal está em boa mar, por isso penso que é bom reforçar a PTI. A passagem para o psi20, vai torná-las mais visivel do que se pode imaginar e num instante ela vai valorizar. Entrei na OPV, por isso estou bem, só tenho pena de não ter conseguidos mais umas quantas.
A vida é um carrocel e a Bolsa a Feira Popular
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Nyk Escreveu:Hoje reforcei a minha posição na portucel a 2,39€, acho que com a entrada no psi20 já no inicio do ano o titulo vai começar a valorizar-se e tem tudo para bater novos máximos.
A entrada no Psi-20 já está descontada... a maior visibilidade que passará a ter lá fora também não me parece suficiente para a fazer subir muito!
Continuo bastante confiante na PTI mas não me parece que seja por isso que ela vai subir...
bons negócios
Hoje reforcei a minha posição na portucel a 2,39€, acho que com a entrada no psi20 já no inicio do ano o titulo vai começar a valorizar-se e tem tudo para bater novos máximos.
"A incerteza dos acontecimentos,é sempre mais difícil de suportar do que o próprio acontecimento" Jean-Baptista Massilion.
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida"Johann Goethe
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida"Johann Goethe
Mais um dia sem história para a PTI com o volume a descer ainda mais em relação ao dia de ontem. Amanhã é a última sessão do título fora do Psi-20 mas nem isso parece ter qualquer impacto... veremos se amanhã se notará alguma coisa!??
Como aspecto positivo temos o facto de não ter feito novos mínimos de curtíssimo prazo, embora, como disse ontem não surpreenda um toque nos 2.37!!!
Bons negócios
PS: Mantenho a minha posição na PTI... quem sabe se o movimento de alta da Semapa não antecipa um da PTI??!
Como aspecto positivo temos o facto de não ter feito novos mínimos de curtíssimo prazo, embora, como disse ontem não surpreenda um toque nos 2.37!!!
Bons negócios
PS: Mantenho a minha posição na PTI... quem sabe se o movimento de alta da Semapa não antecipa um da PTI??!
Afinal não deve tardar muito para que a PTI volte à lista das acções com maior potencial do Millenium.
Vamos ver o que 2007 nos vai trazer de novo em relação a esta menina....
Entrevista a António Seladas
“Insucesso das OPA não penalizará o mercado”
O mercado português poderá valorizar entre 7% e 10% em 2007. E nem o insucesso das OPA deverá travar estes ganhos. Sonae Indústria, Semapa, Ibersol, Portugal Telecom e Novabase são os títulos preferidos da equipa de "research" do Millennium.
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André Veríssimo
averissimo@mediafin.pt
O mercado português poderá valorizar entre 7% e 10% em 2007. E nem o insucesso das OPA deverá travar estes ganhos. Sonae Indústria, Semapa, Ibersol, Portugal Telecom e Novabase são os títulos preferidos da equipa de "research" do Millennium
Acha que 2006 marcou um regresso do capitalismo popular à bolsa, com a forte subida do PSI-20 e as OPV da Galp e Portucel?
Por um lado, sim, no sentido em que os investidores particulares estiveram muito mais activos que em anos anteriores, com uma boa performance dos mercados accionistas, particularmente o terceiro ano consecutivo com retornos de dois dígitos, a bolsa de Lisboa a valorizar-se cerca de 30% no ano e toda a "publicidade" relacionada com as OPA. Por outro lado, o termo capitalismo popular refere-se a situações de grandes ofertas iniciais de vendas geralmente feitas pelo Estado. Neste momento, trata-se essencialmente do interesse dos investidores institucionais e particulares pelos excelentes retornos que os mercados accionistas têm proporcionado.
Acredita no sucesso da OPA da Sonaecom sobre a Portugal Telecom? Que factores vão determinar o sucesso da oferta?
O preço. Parece-nos que menos de 10,5 euros está fora de causa e sinceramente ficaria deveras surpreendido se a Sonaecom conseguisse ter sucesso na operação com um preço inferior. Caso tal aconteça, recomendamos vivamente a compra de acções da Sonaecom, pois, tal como a operação vai ser feita, com recurso extraordinário ao crédito, salvo erro como nunca foi feito em Portugal, a operação torna-se extremamente atractiva para os accionistas de Sonaecom.
O insucesso das OPA em curso poderá penalizar fortemente o mercado no próximo ano?
Não me parece. No caso concreto da PT , a performance actual em bolsa é muito semelhante à das outras empresas de telecomunicações europeias. Portanto, o insucesso em bolsa não deveria ter um impacto muito negativo. A própria PT terá que se renovar. Não só o 'spin-off' da PTM, mas a operação Brasil terá que ser melhor gerida, o que poderá passar pelo fim da parceria com a Telefónica. Como se costuma dizer, "meias só nos pés".
Espera uma subida do mercado português no próximo ano ou as cotações já estão a ficar caras face aos fundamentais das empresas?
Excluindo o factor OPA, admitimos retornos para o mercado português entre 7 e 10%, muito em linha com as nossas estimativas para a Zona Euro.
Quais as "top-picks" do Millennium bcp investimento para 2007?
Nós não temos por hábito mencionar "top picks". Temos sim em funcionamento uma carteira, denominada de Carteira Agressiva, com 5 títulos, 20% em cada, com rebalanceamentos semanais de acordo com o potencial de subida para o nosso preço objectivo. Esta carteira tem cerca de dois anos e meio e tem tido performances muito interessantes. Suportado nesta filosofia de investimento as nossas preferências neste momento são: Sonae Indústria, Semapa, Ibersol, PT e Novabase.
Porquê estas escolhas?
No caso da Sonae Indústria, o preço-alvo para o final de 2007 é de 9,85 euros, com cerca de 30% de potencial retorno. Os factores críticos de performance prendem-se com a forma como a empresa vai executar a última aquisição feita, a alemã Hornitex. Mas, dada a experiência da equipa de gestão em aquisições e reestruturações, estamos confiantes. Dado tratar-se de uma empresa cíclica, é muito sensível a abrandamentos de actividade económica, particularmente, na Zona Euro. Para a Semapa temos um preço objectivo de dez euros, com um retorno potencial de cerca de 15%. Essencialmente, o valor provém da posição na Portucel, que tem sido gerida de uma forma fantástica, com as margens a evoluir muito positivamente. Como ponto fraco, a comunicação com o mercado de capitais.
E o que justifica as apostas na Ibersol, na Novabase e na Portugal Telecom?
A Ibersol tem um preço objectivo de 12,05 euros. Trata-se de uma pequena capitalização, detentora de grande parte dos "franchising" de comida que são explorados nos centros comerciais com uma excelente exposição à recuperação do consumo português. A Novabase tem uma possibilidade de subida de cerca de 14% em 12 meses. Trata-se de uma empresa com visibilidade muito reduzida e que sofre inequivocamente com variações negativas na rubrica de investimento, uma vez que os seus clientes são essencialmente empresas. A manutenção deste ambiente depressivo é manifestamente uma barreira difícil de ultrapassar. Este aspecto negativo pode exactamente funcionar como "trigger", caso a rubrica investimento melhore. A Portugal Telecom tem um potencial de subida de cerca de 15%. A nossa avaliação de 11,5 euros, valorizando as diversas partes da empresa, assume, ainda que não explicitamente, um valor para a operação Brasil, que dificilmente se concretizará sem a venda da mesma. Pela negativa a avaliação da PT Multimedia e o comportamento dos seus clientes uma vez existindo mais concorrentes é, sem dúvida, o ponto mais difícil de prever.
Que impacto poderá ter a privatização da REN, da TAP e de mais uma parcela da EDP no mercado?
A vinda para o mercado de mais empresas é sempre positivo, não somente do ponto de vista imediato do mercado de capitais, mas porque a entrada em bolsa conduz à transparência e pressiona no sentido de uma correcta afectação de recursos. No caso concreto das empresas mencionadas, o impacto traduz-se em mais visibilidade do mercado nacional. A TAP seria com certeza uma empresa interessante, uma vez que sendo mais sensível ao ciclo económico, colmata uma certa falta de empresas cíclicas na bolsa lisboeta. Estas operações poderão suscitar o mesmo interesse que a Galp e a Portucel.
cps
AA
Vamos ver o que 2007 nos vai trazer de novo em relação a esta menina....
Entrevista a António Seladas
“Insucesso das OPA não penalizará o mercado”
O mercado português poderá valorizar entre 7% e 10% em 2007. E nem o insucesso das OPA deverá travar estes ganhos. Sonae Indústria, Semapa, Ibersol, Portugal Telecom e Novabase são os títulos preferidos da equipa de "research" do Millennium.
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André Veríssimo
averissimo@mediafin.pt
O mercado português poderá valorizar entre 7% e 10% em 2007. E nem o insucesso das OPA deverá travar estes ganhos. Sonae Indústria, Semapa, Ibersol, Portugal Telecom e Novabase são os títulos preferidos da equipa de "research" do Millennium
Acha que 2006 marcou um regresso do capitalismo popular à bolsa, com a forte subida do PSI-20 e as OPV da Galp e Portucel?
Por um lado, sim, no sentido em que os investidores particulares estiveram muito mais activos que em anos anteriores, com uma boa performance dos mercados accionistas, particularmente o terceiro ano consecutivo com retornos de dois dígitos, a bolsa de Lisboa a valorizar-se cerca de 30% no ano e toda a "publicidade" relacionada com as OPA. Por outro lado, o termo capitalismo popular refere-se a situações de grandes ofertas iniciais de vendas geralmente feitas pelo Estado. Neste momento, trata-se essencialmente do interesse dos investidores institucionais e particulares pelos excelentes retornos que os mercados accionistas têm proporcionado.
Acredita no sucesso da OPA da Sonaecom sobre a Portugal Telecom? Que factores vão determinar o sucesso da oferta?
O preço. Parece-nos que menos de 10,5 euros está fora de causa e sinceramente ficaria deveras surpreendido se a Sonaecom conseguisse ter sucesso na operação com um preço inferior. Caso tal aconteça, recomendamos vivamente a compra de acções da Sonaecom, pois, tal como a operação vai ser feita, com recurso extraordinário ao crédito, salvo erro como nunca foi feito em Portugal, a operação torna-se extremamente atractiva para os accionistas de Sonaecom.
O insucesso das OPA em curso poderá penalizar fortemente o mercado no próximo ano?
Não me parece. No caso concreto da PT , a performance actual em bolsa é muito semelhante à das outras empresas de telecomunicações europeias. Portanto, o insucesso em bolsa não deveria ter um impacto muito negativo. A própria PT terá que se renovar. Não só o 'spin-off' da PTM, mas a operação Brasil terá que ser melhor gerida, o que poderá passar pelo fim da parceria com a Telefónica. Como se costuma dizer, "meias só nos pés".
Espera uma subida do mercado português no próximo ano ou as cotações já estão a ficar caras face aos fundamentais das empresas?
Excluindo o factor OPA, admitimos retornos para o mercado português entre 7 e 10%, muito em linha com as nossas estimativas para a Zona Euro.
Quais as "top-picks" do Millennium bcp investimento para 2007?
Nós não temos por hábito mencionar "top picks". Temos sim em funcionamento uma carteira, denominada de Carteira Agressiva, com 5 títulos, 20% em cada, com rebalanceamentos semanais de acordo com o potencial de subida para o nosso preço objectivo. Esta carteira tem cerca de dois anos e meio e tem tido performances muito interessantes. Suportado nesta filosofia de investimento as nossas preferências neste momento são: Sonae Indústria, Semapa, Ibersol, PT e Novabase.
Porquê estas escolhas?
No caso da Sonae Indústria, o preço-alvo para o final de 2007 é de 9,85 euros, com cerca de 30% de potencial retorno. Os factores críticos de performance prendem-se com a forma como a empresa vai executar a última aquisição feita, a alemã Hornitex. Mas, dada a experiência da equipa de gestão em aquisições e reestruturações, estamos confiantes. Dado tratar-se de uma empresa cíclica, é muito sensível a abrandamentos de actividade económica, particularmente, na Zona Euro. Para a Semapa temos um preço objectivo de dez euros, com um retorno potencial de cerca de 15%. Essencialmente, o valor provém da posição na Portucel, que tem sido gerida de uma forma fantástica, com as margens a evoluir muito positivamente. Como ponto fraco, a comunicação com o mercado de capitais.
E o que justifica as apostas na Ibersol, na Novabase e na Portugal Telecom?
A Ibersol tem um preço objectivo de 12,05 euros. Trata-se de uma pequena capitalização, detentora de grande parte dos "franchising" de comida que são explorados nos centros comerciais com uma excelente exposição à recuperação do consumo português. A Novabase tem uma possibilidade de subida de cerca de 14% em 12 meses. Trata-se de uma empresa com visibilidade muito reduzida e que sofre inequivocamente com variações negativas na rubrica de investimento, uma vez que os seus clientes são essencialmente empresas. A manutenção deste ambiente depressivo é manifestamente uma barreira difícil de ultrapassar. Este aspecto negativo pode exactamente funcionar como "trigger", caso a rubrica investimento melhore. A Portugal Telecom tem um potencial de subida de cerca de 15%. A nossa avaliação de 11,5 euros, valorizando as diversas partes da empresa, assume, ainda que não explicitamente, um valor para a operação Brasil, que dificilmente se concretizará sem a venda da mesma. Pela negativa a avaliação da PT Multimedia e o comportamento dos seus clientes uma vez existindo mais concorrentes é, sem dúvida, o ponto mais difícil de prever.
Que impacto poderá ter a privatização da REN, da TAP e de mais uma parcela da EDP no mercado?
A vinda para o mercado de mais empresas é sempre positivo, não somente do ponto de vista imediato do mercado de capitais, mas porque a entrada em bolsa conduz à transparência e pressiona no sentido de uma correcta afectação de recursos. No caso concreto das empresas mencionadas, o impacto traduz-se em mais visibilidade do mercado nacional. A TAP seria com certeza uma empresa interessante, uma vez que sendo mais sensível ao ciclo económico, colmata uma certa falta de empresas cíclicas na bolsa lisboeta. Estas operações poderão suscitar o mesmo interesse que a Galp e a Portucel.
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Olá de novo!
estive a fazer uma ronda nos locais de vigia que frequento, e só o BPInetbolsa é que tem a PTI no PSI20. Os boys do BPI anteciparam trabalho, e já programaram a página do PSI com a Portucel, assim no começo de janeiro ela já lá esta, não vá o sistema falhar.
(nunca se sabe)
Ou então os boys que fizeram a programação enganaram-se na data, devem andar a dar no "Porto Ferreira"
Se a GNR os apanha é só facturar, excesso de alcool e excesso de velocidade (com uma entrada no PSI20 assim tão rápida)
estive a fazer uma ronda nos locais de vigia que frequento, e só o BPInetbolsa é que tem a PTI no PSI20. Os boys do BPI anteciparam trabalho, e já programaram a página do PSI com a Portucel, assim no começo de janeiro ela já lá esta, não vá o sistema falhar.
Ou então os boys que fizeram a programação enganaram-se na data, devem andar a dar no "Porto Ferreira"
Se a GNR os apanha é só facturar, excesso de alcool e excesso de velocidade (com uma entrada no PSI20 assim tão rápida)
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Bom dia pessoal!
é impressão minha ou a portucel já está a listar no PSI20, abri há pouco o BPInetbolsa, e achei estranho, o facto de a PTI aparecer nos "5 MAIS" o que só acontece com as do PSI20, a curiosidade fez com que abrisse a tabela e de facto lá estava a Portucel.
mas a Pararede tambem, não percebi
a Pararede não ia sair

é impressão minha ou a portucel já está a listar no PSI20, abri há pouco o BPInetbolsa, e achei estranho, o facto de a PTI aparecer nos "5 MAIS" o que só acontece com as do PSI20, a curiosidade fez com que abrisse a tabela e de facto lá estava a Portucel.
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Gráfico
Aqui fica o gráfico com alguns destaques:
- Cotação fora do canal ascendente de longo prazo.
- Cotação a tocar na Lta de curto prazo.
- Cotação acima das médias móveis de 20 e 50 dias respectivamente.
- Resistência importante nos 2,40(1)
- Rsi a inverter a tendência e a sair da zona overbought. Está a dar sinal de venda.
P.S. - Estou dentro e muito optimista em relação ao sector da pasta de papel para o próximo ano.
- Cotação fora do canal ascendente de longo prazo.
- Cotação a tocar na Lta de curto prazo.
- Cotação acima das médias móveis de 20 e 50 dias respectivamente.
- Resistência importante nos 2,40(1)
- Rsi a inverter a tendência e a sair da zona overbought. Está a dar sinal de venda.
P.S. - Estou dentro e muito optimista em relação ao sector da pasta de papel para o próximo ano.
- Anexos
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Saudações Alentejanas
GONZO Escreveu:... A única coisa de bom que vejo é a diminuição de volume...
Pois, e parece-me que isso explica muita coisa ou quase tudo... o fecho a 2.38 foi feito com volume extremamente reduzido, muitos diriam que foi "manipulado"
Ficaria surpreendido se quebrasse os 2.37 mas o meu stop está um pouco mais abaixo...
Já agora a decisão de Bruxelas sobre os benefícios fiscais não era para sair até final do ano??! parece que não...
Bons negócios
Não posso deixar um gráfico mas deixo algumas notas: Nunca fechou acima dos 2,40 (nem em Abril). Voltou a testar aquela zona e parece estar a fraquejar. A vela de hoje foi muito feia (fecho no mínimo da sessão e abaixo do fecho de dia 21). MACD deu hoje sinal de venda. O Estocástico também. RSI, ADL e Momentum também em queda. Pior: os indicadores estão ainda muito para norte o que poderá pronunciar quedas mais acentuadas. A única coisa de bom que vejo é a diminuição de volume. Continuo atento na medida em que tenho posição longa na Semapa.
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artista Escreveu:...enquando...
Uma sessão com pouca história e fecho no mínimo... pode-se até dizer que está a testar, com diminuição de volume, a resistência anterior nos 2.38!!
Jibóia, obrigado pelo elogio... já agora, embora me pareça que a PTI é para ter a médio prazo é apenas um feeling, posso estar enganado, tanto para um lado como para o outro.
O que é importante é manter a disciplina, se ela disparar melhor se por acaso cair devemos ter lá os nossos stops porque na bolsa certezas não há... neste momento o panorama é favorável e a acção parece ter tudo para subir, enquanto a tendência for de alta eu vou manter ajustando mais acima os meus stops...
Já agora um grafico actualizado ajudava...
Um abraço e bons negócios
Rui Aires Escreveu:Já estou farto da pasmaceira da PTI!! Despachei-as a 2,39 com lucro de 1%. Só entro acima de 2,42/43. Boa sorte
Então foste um dos "responsáveis" pelo fecho no vermelho...
Hoje apeteceu-me reforçar e como diz o artista, que é um grande artista da bolsa (artista, és mesmo, toma isto como um elogio), investir na PTI é para médio prazo. É a minha estratégia de momento.
Abraços
tunes Escreveu:Hoje sempre que vai aos 2.40 seguem-se logo umas descargas ao melhor, um pouco estranho não acham??
Não, não acho...
Acho é que não vale a pena tentar interpretar esse tipo de dados, uma sessão pouco líquida sem grande história e de vez enquando aparecem umas ordens um pouco maiores que se destacam do restante mas que na realidade pouco significam...
Já o tinha dito antes, parece-me que a PTI deverá ser vista como investimento a médio prazo, pelo menos até Abril/Maio, quem não gostar deste tipo de espera acho que deverá sair mesmo correndo o risco de o fazer quando ela vai iniciar uma subida...
Bons negócios
eulid Escreveu:andrepfonseca Escreveu:Concordo, acho que a chave neste momento com a Portucel é mesmo um pouco de paciencia...
Vai subindo mto lentamente, mas de uma forma consistente. Julgo que tem terreno livre até aos 2,50.
Ajudava era um price target de alguma casa de investimento. Continuo sem perceber porque é que ninguém faz uma previsão.... Enfim...
Tou dentro a 2,30.
Há instituições que dão um price-target de 2,7X, um valor já por si elevado. Não se vai aumetar o price-target assim sem mais nem menos à vontade do freguês, não é ? As casas de investimento dão um price-target quando há necessidade para tal. E além do mais um investidor não deve seguir os price-targets de outros, além do mais são em muitos casos contraditórios.
Caro eulid,
Como muito bem refere, os PT não são aumentados "sem mais nem menos à vontade do freguês". Por outro lado é perfeitamenente normal que os investidores estejam à espera de revisões. Porquê? Pela privatização, pelos resultados melhores que o esperado e porque foram as proprias casas de researsh que o disseram aquando dos seus comentários aos resultados apresentados para 9M de 2006, exemplo BPI.
Quanto ao investidor não dever seguir os PT dos outros, já não estou totalmente de acordo. Como referiu eles não lançam PT por dá cá aquela palha (ou não deviam), eles são fundamentados, por isso são sempre de ter em conta, o que não impede o investidor de discordar deles. São desfazados uns dos outros o que é normal, pois entram em conta com vários factores que são valorizados de forma distinta por cada analista. Se isto fosse uma ciencia exacta nós não andavamos por cá!
Pelo que referi atraz, tambem estou à espera de revisões a qualquer momento. E só podem ser para manter ou aumentar pois não vejo razões para reduções.
De Bruxelas tambem se continua a aguardar o que se previa para final de Novembro, já lá vai mais um mês.
Um abraço,
Mário Carrancho
Abraço,
Carrancho
Carrancho
Há instituições que dão um price-target de 2,7X, um valor já por si elevado. Não se vai aumetar o price-target assim sem mais nem menos à vontade do freguês, não é ? As casas de investimento dão um price-target quando há necessidade para tal. E além do mais um investidor não deve seguir os price-targets de outros, além do mais são em muitos casos contraditórios.[/quote]
Sim, mas a verdade é que os price target que existem ainda não foram actualizados desde que sairam os ultimos resultados da PTI. É costume haver revisoes nestas alturas.
Concordo que um investidor não se deve guiar unicamente pelos price targets nas suas opções. Contudo, a verdade é que são mais um elemento do mercado, como muitos outros, e que devem ser tidos em conta.
No caso em apreço, entrei a 2,30, sem qualquer recomendação de uma casa de investimento. Contudo, enquanto andamos nesta marcha lenta, penso que um price target favorável poderia ser o trigger de disparo da Portucel.
Penso eu de que....
Abraços
Sim, mas a verdade é que os price target que existem ainda não foram actualizados desde que sairam os ultimos resultados da PTI. É costume haver revisoes nestas alturas.
Concordo que um investidor não se deve guiar unicamente pelos price targets nas suas opções. Contudo, a verdade é que são mais um elemento do mercado, como muitos outros, e que devem ser tidos em conta.
No caso em apreço, entrei a 2,30, sem qualquer recomendação de uma casa de investimento. Contudo, enquanto andamos nesta marcha lenta, penso que um price target favorável poderia ser o trigger de disparo da Portucel.
Penso eu de que....
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