Caldeirão da Bolsa

Sonaecom admite subir oferta sobre a PT

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por Ulisses Pereira » 21/12/2006 13:46

Sendo o clã Bemiro famoso por serem negociadores duríssimos, seria mesmo muito estranho que viessem para a praça pública falar em possíveis subidas da oferta (mesmo que fosse essa a sua intenção)...

Um abraço,
Ulisses
"Acreditar é possuir antes de ter..."

Ulisses Pereira

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por carrancho » 21/12/2006 13:44

"Mentidos" e desmentidos, quem mente?


Sonaecom “não vê qualquer razão” para subir preço da OPA à PT
Luís Reis, administrador da Sonaecom, disse hoje ao Jornal de Negócios que a empresa actualmente "não vê qualquer razão de ordem operacional, financeira ou de qualquer outra natureza para rever o preço em alta". As declarações surgem em resposta à notícia de hoje do "Diário Económico" a referir que Paulo Azevedo admitia aumentar os 9,50 euros oferecidos pela PT.

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Filipe Paiva Cardoso
filipecardoso@mediafin.pt



Luís Reis, administrador da Sonaecom, disse hoje ao Jornal de Negócios que a empresa actualmente "não vê qualquer razão de ordem operacional, financeira ou de qualquer outra natureza para rever o preço em alta". As declarações surgem em resposta à notícia de hoje do "Diário Económico" a referir que Paulo Azevedo admitia aumentar os 9,50 euros oferecidos pela PT.

A edição de hoje deste jornal refere que os presidentes da Sonaecom [Cot] e do Banco Espírito Santo (BES) [Cot] reuniram-se para discutir a oferta da Sonaecom sobre a Portugal Telecom (PT) [Cot] e que tais reuniões visavam tornar o BES num intermediário na discussão entre a empresa nortenha e Henrique Granadeiro sobre o preço final da operação.

Isto porque a Sonaecom já admitiria subir os 9,50 euros por acção, desde que o CEO da PT provasse que a operadora vale mais que isso.

Uma fonte da Sonaecom também contactada pelo Jornal de Negócios "não confirma" que a empresa tenha tido "quaisquer contactos com o Espírito Santo actualmente".

A Sonaecom irá reunir-se assim que for conhecida a decisão final da Autoridade da Concorrência para discutir o registo da oferta, sendo que nas duas reuniões anteriores do conselho de administração as conclusões a que se foram chegando foram no sentido oposto da revisão em alta do preço, segundo as notícias então veiculadas, com a empresa a admitir apenas lançar a OPA a 9,50 ou a 9,41 euros por acção. Esta revisão seria para acomodar a alteração nos dividendos da PT, anunciada já depois do anúncio preliminar da OPA.

"A notícia vem no sentido oposto das reflexões da Sonaecom" apontou a fonte da Sonaecom.

Quando a administração da empresa se reunir, Paulo Azevedo terá que apresentar detalhadamente um plano para a recuperação operacional da Portugal Telecom, de modo a convencer todos os seus administradores dos potenciais da sua oferta.

As acções da PT negociavam hoje em alta de 0,92% para os 9,89 euros.



Esta já não é boa noticia, ou será? Isto mais parece o jogo do gato e do rato e já agora daquele coelhinho das pilhas duracel... e dura.. e dura... e dura...

Um abraço,

Mário Carrancho
Abraço,
Carrancho
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por Ulisses Pereira » 21/12/2006 13:32

eulid, presumo que sejam boas notícias para quem possui acções da PT, acreditando que há aqui uma janela de oportunidade para mais valorizações.

Um abraço,
Ulisses
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Ulisses Pereira

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por eulid » 21/12/2006 11:08

vitor79 Escreveu:Isto sim, são boas noticias.


Diga-me porquê é que são boas notícias ?
 
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por ccarvalho » 21/12/2006 11:04

sonaecom: venha lá a prenda de natal !
+ 1,20%
cc
 
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por vitor79 » 21/12/2006 10:59

Isto sim, são boas noticias.
 
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Sonaecom admite subir oferta sobre a PT

por marafado » 21/12/2006 1:17

Sonaecom admite subir oferta sobre a PT
Paulo Azevedo manteve reuniões com Ricardo Salgado e tem interesse em convencer Granadeiro a explorar vias que levem ao aumento do preço.

Martim Avillez Figueiredo

A Sonaecom admite subir o preço que ofereceu na OPA sobre a Portugal Telecom. O Diário Económico sabe que a equipa liderada por Paulo Azevedo tem interesse em explorar, com a administração liderada por Henrique Granadeiro, uma via que permita aumentar a sua oferta inicial. A ideia é simples: se a administração de Henrique Granadeiro estiver disponível para demonstrar que existem ganhos que a Sonaecom não quantificou, o valor da PT cresce - e por isso o aumento da oferta surge como natural.

Esta possibilidade, que traduz uma viragem importante na véspera de se conhecer a versão final do parecer da Autoridade da Concorrência (sexta-feira), decorre de reuniões recentes (não conjuntas) entre PT, Sonaecom e o presidente do Banco Espírito Santo, Ricardo Salgado - cujo grupo detém quase 10% da PT. Como o Diário Económico apurou, a Sonaecom entende estas aproximações como naturais, porque sempre disse que gostaria que esta OPA fosse considerada não hostil - amigável. De resto, esta nova abordagem da Sonaecom à OPA decorre, segundo sabe o Diário Económico, da contratação recente de Paulo Pereira (ex-Morgan Stanley e actual número da boutique financeira liderada pelo americano Joseph Perella.

Contactados pelo Diário Económico, os intervenientes confirmam as reuniões mas recusam-se a revelar o que discutiram.

Ricardo Salgado explicou: “Não temos por hábito comentar reuniões que mantemos com os nossos clientes”, referindo-se à Sonaecom. E sublinhou: “Tudo o que foi dito à entrevista do Expresso mantém-se”. As declarações exactas que deu nessa entrevista (sobre a indisponibilidade para vender as suas acções) são claras: “Não será fácil uma subida que convença o BES a vender”.

Uma fonte da Portugal Telecom explicou que existiu um encontro ocasional entre Paulo Azevedo e Henrique Granadeiro (na Casa da Música) mas que, em momento algum, a administração da PT foi confrontada com a hipótese de aumento do preço oferecido pela Sonaecom. Ou sequer com a disponibilidade de Paulo Azevedo para estudar um aumento do preço, continuou a mesma fonte. Quanto à posição de Henrique Granadeiro, essa mesma fonte ouvida pelo Diário Económico remete para as declarações do presidente da PT à entrevista dada a Judite de Sousa, na RTP: “Ou ganho ou perco, mas não entrarei no carro do vencedor”.

O preço oferecido pela Sonaecom tem sido, desde o primeiro dia, um dos assuntos mais intensos desta OPA. Para alguns accionistas, entre os quais se encontra o Banco Espírito Santo, 9,5 euros é um valor baixo. Demasiado baixo. E por isso já disseram publicamente que não vendem. A Sonaecom, por seu lado, tem procurado deixar claro que o preço é alto e que não estaria disponível para o aumentar. Mas está.

Na verdade, e segundo percebeu o Diário Económico, a Sonaecom só subirá o preço se de facto descobrir valores que não considerou. E os alvos dessas dúvidas são conhecidos: o fundo de pensões, a participação na brasileira Vivo e os resultados da PT em Portugal - que Paulo Azevedo disse à Reuters “todos os trimestres depois da OPA, sempre pioraram operacionalmente em relação ao esperado”. Isto é, o Diário Económico sabe que a Sonaecom está disponível para aprofundar estes dossiers na expectativa de descobrir valores (nesses negócios) que desconhece. E, no caso de reconhecer que eles existem, fazer de novo as contas para chegar a uma nova oferta por cada acção da PT - uma oferta que convencesse os accionistas que agora se declaram indisponíveis para vender.

Mas como se percebe pelas declarações de Salgado, e de fonte próxima da PT, a indisponibilidade para vender mantém-se. Isto é, a Sonaecom pode estar a demonstrar tarde demais o seu interesse em subir o valor da oferta. Seja como for, a estratégia é agora clara: transformar uma OPA hostil (como o ex CEO da PT, Miguel Horta e Costa, a definiu logo após o lançamento, em Fevereiro) numa amigável - replicando a estratégia de sucesso que foi a OPA lançada pelo gigante indiano do metal - a Mittal - ao consórcio franco-luxemburguês Arcelor. A OPA começou como hostil e acabou amigável - com o valor oferecido por cada acção a subir fortemente.


CMVM não dá razão à PT, mas deve multar France Telecom
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) não deu razão à PT no pedido de que fossem prestados mais esclarecimentos acerca da relação da France Telecom com a Sonae, no capital da Sonaecom. Segundo as deliberações do Conselho Directivo da CMVM, divulgadas ontem, o supervisor considerou “suficiente a divulgação do acordo parassocial e do acordo de parceria estratégica” feita pela Sonae e pela France Telecom, ainda em 2005.

Por outro lado, a CMVM aceitou o pedido de ilisão da presunção de exercício concertado de influência entre a FT e a Sonae, no que toca à Sonaecom. Isto com base no argumento de que a Sonae, com a maioria do capital, domina “isoladamente a participada”. Apesar de essa presunção ter sido afastada, a CMVM considerou obrigatória a divulgação dessa participação qualificada conjunta. Esta divulgação foi feita mas fora do prazo, pelo que a violação do prazo numa comunicação obrigatória
 
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