Caldeirão da Bolsa

Resgates de fundos superam entradas pela primeira vez ...

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Resgates de fundos superam entradas pela primeira vez ...

por INICIADO_2000 » 14/12/2006 9:12

Resgates de fundos superam entradas pela primeira vez em três anos

Os fundos de investimento mobiliários (FIM) portugueses continuam a sofrer fuga de capitais este ano, sendo que o mês de Novembro fica marcado por um recorde negativo. Pela primeira vez desde Junho de 2003, o valor das subscrições líquidas acumuladas em 12 meses é negativo.

Segundo a APFIPP, entre Novembro de 2005 e Novembro deste ano, o montante dos resgates superou o das subscrições em 47 milhões de euros, uma situação que já não ocorria há mais de três anos ? em Junho de 2003 o montante negativo ascendeu a 202,4 milhões de euros.

Esta tendência de fuga de capitais dos FIM é ainda mais evidente quando analisadas as estatísticas de há um ano. Em Dezembro de 2005, o valor acumulado em 12 meses de subscrições ascendia a 3,05 mil milhões de euros.

Desde essa data, o montante tem vindo sempre a descer, até aos 47 milhões de euros negativos, pelo que no espaço de 11 meses, as subscrições líquidas acumuladas recuaram mais de três mil milhões de euros.

Só em Novembro, as subscrições líquidas foram negativas em 212 milhões de euros, depois de em Outubro o valor ter sido acentuadamente negativo (412 milhões). No total do ano, as subscrições foram inferiores aos resgates em 648 milhões.

Com os investidores a resgatarem dinheiro dos FIM, o montantes sob gestão dos 258 fundos portugueses está também em queda, isto apesar da performance positiva dos mercados financeiros este ano, que geram rentabilidades positivas nas carteiras. O montante total gerido pelos FIM era de 28,323 mil milhões de euros no final de Novembro, o valor mais baixo desde Janeiro.

Esta quebra nas subscrições líquidas de FIM portugueses é explicada sobretudo pelos elevados resgates registados nas categorias de fundos de obrigações - 1,58 mil milhões de euros na totalidade deste ano. Os investidores retiraram 1,51 mil milhões de euros dos fundos de obrigações taxa indexada euro e 681 milhões dos fundos de tesouraria euro, um movimento explicado pelas últimas subidas das taxas de juro por parte do Banco Central Europeu.

Se nas obrigações o cenário é negativo, o mesmo já não se pode dizer da categoria outros fundos, com as subscrições líquidas a atingirem 1,62 mil milhões de euros desde o início do ano.

Esta "performance" é explicada sobretudo pela forte aposta dos investidores nos Fundos Especiais de Investimento, com estes fundos a registarem subscrições líquidas de mais de mil milhões de euros este ano. Os fundos de acções também estão este ano a receber mais novo investimento do que resgates (293 milhões de euros), reflectindo a valorização dos mercados accionistas.

Nos 12 meses até Novembro as subscrições líquidas de fundos de acções ascendiam a 324 milhões de euros, quando em Dezembro do ano passado este valor não superava os 100 milhões.

Por sociedade gestora, a ESAF foi a que sofreu maiores resgates este ano (436 milhões de euros), surgindo depois a Millennium - Gestão de Fundos de Investimento (311 milhões de euros) e o BPI Gestão de Activos (292 milhões de euros).

Apesar das subscrições líquidas negativas no mercado, são várias as sociedades gestoras em terreno positivo este ano. O caso mais evidente é o da líder Caixagest, com subscrições líquidas positivas de 450 milhões de euros este ano.


2006/12/14 - 06:40
Fonte: Canal de Negócios
 
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