A fuga aos impostos
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Mas em vez de copiarmos o modelo Norueguês, não. Copiamos o modelo americano. Obviamente que na América não há desigualdades. Tem o melhor nível de vida do mundo, é um país pacífico e onde o crime praticamente não existe.
é pouco dificil discutir sejo o q for se as pessoas vêm sempre com este "complexos" anti-americanos
ninguém tinha falado nos "americanos" até agora (q nem sempre são tão liberais qt isso)
os exemplos apontados vêm dos ex-paises comunistas da europa de leste (flat rate) ou da irlanda ( baixos impostos )
o artigo falha em dizer que a Noruega é o 3º exportador de petróleo mundial, o Estado tem participação maioritária nas empresas petroliferas e estas são taxadas a 78% ... é aqui que assenta em parte o "milagre" norueguês
Todos descontam um IRS limpo e transparente que não é depois desbaratado em rotundas e estatuária kitsh, nem em auto-estradas (só têm 200 quilómetros dessas «alavancas de progresso»), nem em Expos e Euros."
"Mais: os noruegueses sabem que não se «projecta o nome do país» com despesismos faraónicos, basta ser-se sensato e fazer da gestão das contas públicas um exercício de ética e responsabilidade.
isto vem de acordo com o defendi até aqui (onde está a cópia do modelo americano !? )
sistema simples de impostos e redução/eliminação de despesas publicas inúteis
"Ali, naquele país, também há patos-bravos. Mas para os vermos precisamos de apontar binóculos para o céu. Não andam de jipe e óculos escuros. Não clamam por messias nem por prebendas. Não se queixam do «excessivo peso do Estado», para depois exigirem isenções e subsídios."
basta ler o q escrevi em cima...acho uma asneira os constantes subsidios, isenções ou bonificações que existem em Portugal
Não sei quem escreveu, mas vale a pena pensar um bocadinho...
"Na Noruega, o horário de trabalho começa cedo (às 8 horas) e acaba cedo (às 15.30 ). As mães e os pais noruegueses têm uma parte significativa dos seus dias para serem pais, para proporcionar aos filhos algo mais do que um serão de televisão ou videojogos. Têm um ano de licença de maternidade e nunca ouviram falar de despedimentos por gravidez."
"A riqueza que produzem nos seus trabalhos garante-lhes o maior nível salarial da Europa. Que é também, desculpem-me os menos sensíveis ao argumento, o mais igualitário. Todos descontam um IRS limpo e transparente que não é depois desbaratado em rotundas e estatuária kitsh, nem em auto-estradas (só têm 200 quilómetros dessas «alavancas de progresso»), nem em Expos e Euros."
"É tempo de os empresários portugueses constatarem que, na Noruega, a fuga ao fisco não é uma «vantagem competitiva». Ali, o cruzamento de dados «devassa» as contas bancárias, as apólices de seguros, as propriedades móveis e imóveis e as «ofertas» de património a familiares que, em Portugal, país de gentes inventivas, garantem anonimato aos crimes e «confundem» os poucos olhos que se dedicam ao combate à fraude económica."
"Mais do que os costumeiros «bons negócios», deviam os empresários portugueses pôr os olhos naquilo que a Noruega tem para nos ensinar. E, já agora, os políticos.
Numa crónica inspirada, o correspondente da TSF naquele país, afiança que os ministros não se medem pelas gravatas, nem pela alta cilindrada das suas frotas. Pelo contrário, andam de metro, e não se ofendem quando os tratam por tu. Aqui, cada ministério faz uso de dezenas de carros topo de gama, com vidros fumados para não dar lastro às ideias de transparência dos cidadãos. Os ministros portugueses fazem-se preceder de batedores motorizados, poluem o ambiente, dão maus exemplos e gastam a rodos o dinheiro que escasseia para assuntos verdadeiramente importantes."
"Mais: os noruegueses sabem que não se «projecta o nome do país» com despesismos faraónicos, basta ser-se sensato e fazer da gestão das contas públicas um exercício de ética e responsabilidade. Arafat e Rabin assinaram um tratado de paz em Oslo. E, que se saiba, não foi preciso desbaratarem milhões de contos para que o nome da capital norueguesa corresse mundo por uma boa causa."
"Até os clubes de futebol noruegueses, que pedem meças aos seus congéneres lusos em competições internacionais, nunca precisaram de pagar aos seus jogadores 400 salários mínimos por mês para que estes joguem à bola.
Nas gélidas terras dos vikings conheci empresários portugueses que ali montaram negócios florescentes. Um deles, isolado numa ilha acima do círculo polar Árctico, deixava elogios rasgados à «social-democracia nórdica». Ao tempo para viver e à segurança social."
"Ali, naquele país, também há patos-bravos. Mas para os vermos precisamos de apontar binóculos para o céu. Não andam de jipe e óculos escuros. Não clamam por messias nem por prebendas. Não se queixam do «excessivo peso do Estado», para depois exigirem isenções e subsídios."
É tempo de aprendermos que os bárbaros somos nós. Seria meio caminho andado para nos civilizarmos.
PS.
Mas em vez de copiarmos o modelo Norueguês, não. Copiamos o modelo americano. Obviamente que na América não há desigualdades. Tem o melhor nível de vida do mundo, é um país pacífico e onde o crime praticamente não existe.
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"Na Noruega, o horário de trabalho começa cedo (às 8 horas) e acaba cedo (às 15.30 ). As mães e os pais noruegueses têm uma parte significativa dos seus dias para serem pais, para proporcionar aos filhos algo mais do que um serão de televisão ou videojogos. Têm um ano de licença de maternidade e nunca ouviram falar de despedimentos por gravidez."
"A riqueza que produzem nos seus trabalhos garante-lhes o maior nível salarial da Europa. Que é também, desculpem-me os menos sensíveis ao argumento, o mais igualitário. Todos descontam um IRS limpo e transparente que não é depois desbaratado em rotundas e estatuária kitsh, nem em auto-estradas (só têm 200 quilómetros dessas «alavancas de progresso»), nem em Expos e Euros."
"É tempo de os empresários portugueses constatarem que, na Noruega, a fuga ao fisco não é uma «vantagem competitiva». Ali, o cruzamento de dados «devassa» as contas bancárias, as apólices de seguros, as propriedades móveis e imóveis e as «ofertas» de património a familiares que, em Portugal, país de gentes inventivas, garantem anonimato aos crimes e «confundem» os poucos olhos que se dedicam ao combate à fraude económica."
"Mais do que os costumeiros «bons negócios», deviam os empresários portugueses pôr os olhos naquilo que a Noruega tem para nos ensinar. E, já agora, os políticos.
Numa crónica inspirada, o correspondente da TSF naquele país, afiança que os ministros não se medem pelas gravatas, nem pela alta cilindrada das suas frotas. Pelo contrário, andam de metro, e não se ofendem quando os tratam por tu. Aqui, cada ministério faz uso de dezenas de carros topo de gama, com vidros fumados para não dar lastro às ideias de transparência dos cidadãos. Os ministros portugueses fazem-se preceder de batedores motorizados, poluem o ambiente, dão maus exemplos e gastam a rodos o dinheiro que escasseia para assuntos verdadeiramente importantes."
"Mais: os noruegueses sabem que não se «projecta o nome do país» com despesismos faraónicos, basta ser-se sensato e fazer da gestão das contas públicas um exercício de ética e responsabilidade. Arafat e Rabin assinaram um tratado de paz em Oslo. E, que se saiba, não foi preciso desbaratarem milhões de contos para que o nome da capital norueguesa corresse mundo por uma boa causa."
"Até os clubes de futebol noruegueses, que pedem meças aos seus congéneres lusos em competições internacionais, nunca precisaram de pagar aos seus jogadores 400 salários mínimos por mês para que estes joguem à bola.
Nas gélidas terras dos vikings conheci empresários portugueses que ali montaram negócios florescentes. Um deles, isolado numa ilha acima do círculo polar Árctico, deixava elogios rasgados à «social-democracia nórdica». Ao tempo para viver e à segurança social."
"Ali, naquele país, também há patos-bravos. Mas para os vermos precisamos de apontar binóculos para o céu. Não andam de jipe e óculos escuros. Não clamam por messias nem por prebendas. Não se queixam do «excessivo peso do Estado», para depois exigirem isenções e subsídios."
É tempo de aprendermos que os bárbaros somos nós. Seria meio caminho andado para nos civilizarmos.
PS.
Mas em vez de copiarmos o modelo Norueguês, não. Copiamos o modelo americano. Obviamente que na América não há desigualdades. Tem o melhor nível de vida do mundo, é um país pacífico e onde o crime praticamente não existe.
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Bem, os países nórdicos têm mecanismos muito eficientes de controle de fuga aos impostos e um deles é exactamente o não haver sigilo bancário. Quando a pena por fuga é grande e a probabilidade de sucesso é pequena, não tenham dúvidas em como há pouco crime. Têm também um outro problema que é a fuga de cérebros que optam por viver em países onde a carga fiscal lhes permite um nível de vida comparavelmente superior ao que teriam no seu país. Aí a questão que se levanta é: para quê ser melhor que os outros e trabalhar mais se levo o mesmo para casa depois de impostos?
Editado pela última vez por Pata-Hari em 4/12/2006 8:54, num total de 1 vez.
Keyser Soze Escreveu:nos paises nórdicos com elevada cargas fiscais, os contribuintes recebem em troca serviços e bens públicos de qualidade, daí que não se importarem elevados impostos ( se bem que esta postura começa tb a ser questionada por mt por causa da emigração + recente que procura apenas usufruir do sistema)
...
Aqui, refere e bem quanto a mim, uma das razões que existe para de fugir aos impostos...é uma razão sociológica e de mentalidade dos povos do Sul e principalmente os latinos.
Veja-se o exemplo da Itália, o Norte é organizado, dessenvolvido e rico, o Sul é mais pobre, desorganizado e corrupto (a Máfia é quem "manda")...li, há algum tempo atrás num Blog sobre viagens, que a Itália é o País onde as assimetrias em termos de mentalidade e maneira de estar são maiores entre o Norte e o Sul, os resultados estão à vista.
Quando se compara Portugal com a Irlanda, nós portugueses(em geral) pensamos como os "napolitanos" e os irlandeses os milaneses!
Cps
Pensa como pensam os sábios, mas fala como falam as pessoas simples.(Aristóteles)
£izard Escreveu:É isso um ingénuo, eu e os suspeitos do costume: Suécia, Dinamarca, Alemanha, Inglaterra…Somos todos ingénuos. E, as «flat rates» é que vão, dissuadir os latinos de fugir ao fisco, facilitar a inspecção e especialmente a cobrança de impostos. Claro, como é que eu não pensei nisso.
Abraço.
as razões para fugir aos impostos são várias..obviamente que a principal é "sentir" que o dinheiro é bem gasto, mas podiamos acresentar ainda factores de ordem cultural, social, religiosa ( protestante vs católicos )
nos paises nórdicos com elevada cargas fiscais, os contribuintes recebem em troca serviços e bens públicos de qualidade, daí que não se importarem elevados impostos ( se bem que esta postura começa tb a ser questionada por mt por causa da emigração + recente que procura apenas usufruir do sistema)
estes paises tem crescimento económico, maior equidade social e reduzida economia paralela
paises latinos, como Espanha e Itália, apesar de economia paralela significativas consequem apresentar tx de cresimento significativo ( a Itália faz parte dos G7 e Espanha nos ultimos anos transformou-se num dos paises mais importante da Europa)
em Portugal temos elevada economia paralela, uma carga fiscal média/alta, bens públicos de má qualidade, reduzido crescimento económico, umas das maiores disparidades entre ricos e pobres da Europa, 20% da pop. pobre (e vivemos nós num "Estado Social"...ya pois..) descemos cada vez mais no ranking comprativo com os outros paises europeus
o que eu acho estranho é que há tanta gente que se limite a aceitar esta realidade (somos realmente um povo de brandos costumes) em vez de aceitar arriscar em soluções alternativas: descida de impostos, "flat rate", privatizações de serviços públicos...em suma maior liberdade económica para as pessoas e empresas....não são soluções milagorosas, mas sinceramente a economia "socialista" pós-25 de Abril não nos tem levado mt longe....basta ver onde está hoje a Irlanda e a Espanha...que eram tão pobres como nós há 20 anos atrás....
Boa noite a todos
Como eu o compreendo...cada vez que vejo na TV alguém a pedir uma casa, ou a dizer que as casas que lhe foram atribuídas nalgum plano de realojamento são más...
Eu, como quase todo a gente por aqui, estudei, trabalho, pago impostos e ninguém me deu uma casa!
Se não chove pedem-se subsidios de seca, se chove pedem-se subsidios ao Estado porque chove muito!
Cps
Quico Escreveu:Toda a gente acha bem, no fundo, estar sob a asa protectora do "pai estado". Quando a asa não consegue cobrir tudo, começam todos a resmungar, sem reparar que para aumentar a asa, o estado vai sugar aos que "protege".
Como eu o compreendo...cada vez que vejo na TV alguém a pedir uma casa, ou a dizer que as casas que lhe foram atribuídas nalgum plano de realojamento são más...
Eu, como quase todo a gente por aqui, estudei, trabalho, pago impostos e ninguém me deu uma casa!
Se não chove pedem-se subsidios de seca, se chove pedem-se subsidios ao Estado porque chove muito!
Cps
Pensa como pensam os sábios, mas fala como falam as pessoas simples.(Aristóteles)
O problema é que historicamente (já desde o tempo de Salazar) o país está habituado, só compreende e conhece um estado interventivo. E toda a gente acha lógico que o estado ande a retirar dinheiro da economia real para a aplicar onde bem entende. Basta ouvir os noticiários ou os fóruns da TSF: há um problema qualquer e logo toda a gente questiona o governo ou o estado sobre ajudas e subsídios.
Toda a gente acha bem, no fundo, estar sob a asa protectora do "pai estado". Quando a asa não consegue cobrir tudo, começam todos a resmungar, sem reparar que para aumentar a asa, o estado vai sugar aos que "protege".
Daí que também tenham aparecido um conjunto de empresas que órbitam à volta do pai estado, que o estado usa para "activar a economia"; quando as coisas vão mal, o estado "investe", injectando nelas dinheiro através de obras, empreitadas, estudos, etc. Ora, grande parte da economia depende daquilo que o estado manda fazer. Ou seja, o monstro não é só o próprio estado mas também os que estando fora dele, vivem pendurados nele: o Portugal de betão. (Com a entrada na Europa ,milhões para gastar e uma mão de obra semi-analfabeta, era mais fácil pôr o povo a "chapar massa", a fazer betão, do que a desenvolver tecnologia).
Com a recente retracção económica, e com cada vez menos espaço para se fazer mais autoestradas (nos grandes centros do litoral não se pode dar um pontapé numa pedra, que ela vai parar a uma autoestrada) tem que se dar que fazer a esta gente que entretanto não apreendeu a fazer mais nada. É que as grandes empresas da construção estão a berrar à porta dos ministérios. Vai daí, saia mais uma fornada de grandes obras: Ota e TGV. Tão simples como isso.
Não podia estar mais de acordo com o Keyser: embora seja visceralmente anti-"chico esperto que foge aos impostos", compreendo o desalento de quem contribui.
Toda a gente acha bem, no fundo, estar sob a asa protectora do "pai estado". Quando a asa não consegue cobrir tudo, começam todos a resmungar, sem reparar que para aumentar a asa, o estado vai sugar aos que "protege".
Daí que também tenham aparecido um conjunto de empresas que órbitam à volta do pai estado, que o estado usa para "activar a economia"; quando as coisas vão mal, o estado "investe", injectando nelas dinheiro através de obras, empreitadas, estudos, etc. Ora, grande parte da economia depende daquilo que o estado manda fazer. Ou seja, o monstro não é só o próprio estado mas também os que estando fora dele, vivem pendurados nele: o Portugal de betão. (Com a entrada na Europa ,milhões para gastar e uma mão de obra semi-analfabeta, era mais fácil pôr o povo a "chapar massa", a fazer betão, do que a desenvolver tecnologia).
Com a recente retracção económica, e com cada vez menos espaço para se fazer mais autoestradas (nos grandes centros do litoral não se pode dar um pontapé numa pedra, que ela vai parar a uma autoestrada) tem que se dar que fazer a esta gente que entretanto não apreendeu a fazer mais nada. É que as grandes empresas da construção estão a berrar à porta dos ministérios. Vai daí, saia mais uma fornada de grandes obras: Ota e TGV. Tão simples como isso.
Não podia estar mais de acordo com o Keyser: embora seja visceralmente anti-"chico esperto que foge aos impostos", compreendo o desalento de quem contribui.
"People want to be told what to do so badly that they'll listen to anyone." - Don Draper, Mad Men
Keyser Soze Escreveu:£izard Escreveu:Keyser Soze Escreveu:a melhor forma de combater os impostos é ter um sistema de impostos baixos e simples ( sem bonificações, isenções e outras tretas )
o sistema flat rate em vigor em alguns paises de Leste poderá ser uma boa aposta
uma tx única ( IRC, IVA, IRS ) e proporcional ( não progressiva )
A melhor forma de combater os impostos é um acesso livre e imediato, por parte da administração fiscal, às contas bancárias dos contribuintes tal como se faz na maior parte dos países “decentes”.
não seja ingénuo...
A Espanha e a Itália são paises "decentes" ?
é que eles têm uma economia paralela semelhante à nossa
se quiseres tens sempre maneira de fugir...desde abrir conta em espanha, usar off shore ou andar sempre com dinheiro vivo
qt mais as pessoas considerarem os impostos como injustos, elevados e o dinheiro mal gasto/desperdiçado mais incentivos vão ter para fugir
uma estrutura simples e de baixos impostos, leva menos menos pessoas a terem incentivo a fugir bem como facilita a tarefa de fiscalização e cobrança de impostos
obviamente que vai ter que haver menos despesa: menos TGV, menos OTA, menos empresa municipais, menos empresas públicas, menos funcionários públicos etc...
É isso um ingénuo, eu e os suspeitos do costume: Suécia, Dinamarca, Alemanha, Inglaterra…Somos todos ingénuos. E, as «flat rates» é que vão, dissuadir os latinos de fugir ao fisco, facilitar a inspecção e especialmente a cobrança de impostos. Claro, como é que eu não pensei nisso.
Abraço.
"Don't try to buy at the bottom and sell at the top. It can't be done except by liars." - Bernard Baruch
£izard Escreveu:Keyser Soze Escreveu:a melhor forma de combater os impostos é ter um sistema de impostos baixos e simples ( sem bonificações, isenções e outras tretas )
o sistema flat rate em vigor em alguns paises de Leste poderá ser uma boa aposta
uma tx única ( IRC, IVA, IRS ) e proporcional ( não progressiva )
A melhor forma de combater os impostos é um acesso livre e imediato, por parte da administração fiscal, às contas bancárias dos contribuintes tal como se faz na maior parte dos países “decentes”.
não seja ingénuo...
A Espanha e a Itália são paises "decentes" ?
é que eles têm uma economia paralela semelhante à nossa
se quiseres tens sempre maneira de fugir...desde abrir conta em espanha, usar off shore ou andar sempre com dinheiro vivo
qt mais as pessoas considerarem os impostos como injustos, elevados e o dinheiro mal gasto/desperdiçado mais incentivos vão ter para fugir
uma estrutura simples e de baixos impostos, leva menos menos pessoas a terem incentivo a fugir bem como facilita a tarefa de fiscalização e cobrança de impostos
obviamente que vai ter que haver menos despesa: menos TGV, menos OTA, menos empresa municipais, menos empresas públicas, menos funcionários públicos etc...
por frases soltas;
1) tambem me parece haver interpretacao abusiva das palavras do Keyser; a implicacao do que ele diz, é que o dinheiro do estado é mal gerido, e portanto, diz ele (e por acaso tambem concordo), o aumento dos pagadores, nao levaria a que numa mesma proporcao, esses ganhos, levassem a que num determinado prazo, o estado acabasse por diminuir a taxa fiscal aplicada...
por outro lado, e num ciclo vicioso, os contribuintes tambem usam essa premissa do "dinheiro mal gerido" por parte do estado, para justificar a mesma fuga, que temos de admitir, existe por 2 razoes mto simples (uma da azo a outra)
a) nao ha 1 real capacidade de controle e punicao dos contribuintes dolosamente faltosos;
b) habito cultural de que os impostos realmente nao sao para pagar na sua totalidade;
depois ha aquele complemento, da desigualdade no cumprimento das obrigacoes fiscais, que nos poe a todos a apontar o dedo para o lado, e usar o vizinho como razao para nós nao pagarmos!
se juntarmos a isso, a má imagem que temos dos serviços publicos como 1 todo, tudo se conjuga para nao pagarmos, ou tentarmos nao pagar tudo...
Gostei mto da referencia à Pata ao caso irlandês;
apesar das especificidades daquilo que foi feito na Irlanda a partir dos 90's (92 acho), ha varios bons exemplos de mudanças que seria possivel copiar do exemplo deles...
bem, estou a trabalhar, mais tarde, e se for mto atacado
, venho ja escrever mais qq coisa!
beijos e abraços
1) tambem me parece haver interpretacao abusiva das palavras do Keyser; a implicacao do que ele diz, é que o dinheiro do estado é mal gerido, e portanto, diz ele (e por acaso tambem concordo), o aumento dos pagadores, nao levaria a que numa mesma proporcao, esses ganhos, levassem a que num determinado prazo, o estado acabasse por diminuir a taxa fiscal aplicada...
por outro lado, e num ciclo vicioso, os contribuintes tambem usam essa premissa do "dinheiro mal gerido" por parte do estado, para justificar a mesma fuga, que temos de admitir, existe por 2 razoes mto simples (uma da azo a outra)
a) nao ha 1 real capacidade de controle e punicao dos contribuintes dolosamente faltosos;
b) habito cultural de que os impostos realmente nao sao para pagar na sua totalidade;
depois ha aquele complemento, da desigualdade no cumprimento das obrigacoes fiscais, que nos poe a todos a apontar o dedo para o lado, e usar o vizinho como razao para nós nao pagarmos!
se juntarmos a isso, a má imagem que temos dos serviços publicos como 1 todo, tudo se conjuga para nao pagarmos, ou tentarmos nao pagar tudo...
Gostei mto da referencia à Pata ao caso irlandês;
apesar das especificidades daquilo que foi feito na Irlanda a partir dos 90's (92 acho), ha varios bons exemplos de mudanças que seria possivel copiar do exemplo deles...
bem, estou a trabalhar, mais tarde, e se for mto atacado
beijos e abraços
Keyser Soze Escreveu:a melhor forma de combater os impostos é ter um sistema de impostos baixos e simples ( sem bonificações, isenções e outras tretas )
o sistema flat rate em vigor em alguns paises de Leste poderá ser uma boa aposta
uma tx única ( IRC, IVA, IRS ) e proporcional ( não progressiva )
A melhor forma de combater os impostos é um acesso livre e imediato, por parte da administração fiscal, às contas bancárias dos contribuintes tal como se faz na maior parte dos países “decentes”.
"Don't try to buy at the bottom and sell at the top. It can't be done except by liars." - Bernard Baruch
agoudal Escreveu:Keyser Soze Escreveu:e para aqueles que dizem que se toda a gente pagasse impostos havia menos impostos, eu digo "tretas!", haveria assim mais dinheiro para desperdiçar, eis um exemplo (a isto pode-se acrescentar a OTA)
Não se está a defender nesta afirmação a fuga aos impostos??!!!???
Aqui é dito que "se toda a gente pagasse impostos", onde talvez se deveria ter dito "se se aumentarem as taxas..."
Ainda estou com dúvidas. Mesmo assim corro o risco.
Agoudal:
Eu compreendo perfeitamente o teu ponto de vista e, num extremo, até concordo plenamente com ele.
Agora a verdade é que este Estado ( e os políticos que o servem, ou será que dele se servem?... ) não é sério. Não é um Estado de bem.
Em Portugal, infelizmente, o Estado é o pior exemplo. Estamos perante um Estado gabirú.
Não vale a pena pregar " moral em casa de pu.. as ".
Ladrão que rouba ladrão têm 100 anos de perdão. Infelizmente é esta a verdade.
Cumprimentos e bom fds.
Eu compreendo perfeitamente o teu ponto de vista e, num extremo, até concordo plenamente com ele.
Agora a verdade é que este Estado ( e os políticos que o servem, ou será que dele se servem?... ) não é sério. Não é um Estado de bem.
Em Portugal, infelizmente, o Estado é o pior exemplo. Estamos perante um Estado gabirú.
Não vale a pena pregar " moral em casa de pu.. as ".
Ladrão que rouba ladrão têm 100 anos de perdão. Infelizmente é esta a verdade.
Cumprimentos e bom fds.
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onde é que estou a defender a fuga aos impostos !?
o que eu critico é ideia de alguns que o problema de Portugal resulta da fuga aos impostos, e que este fosse eliminada o pais veria os seus problemas resolvidos
temos o exemplo da Espanha ( o pais com caracteristicas mais semelhantes ás nossas) tem economia informal superior à nossa e mesmo assim apresenta tx de crescimento de fazer inveja a maioria dos paises europeus
o problema é a despesa do Estado: em salários aos funcionários públicos, em projectos e opções erradas...gasta dinheiro estupidamente sem o retorno respectivo em bens e serviços públicos, e para isso tem que cobrar mais e mais impostos
e nós devemos "pagar e calar" !?
ninguém se quetiona para onde vai o dinheiro dos impostos ?
pq continuamos com 2 milhões de pobres ?
pq temos uma educação péssima ? uma justiça lenta e para ricos ? projectos megalómenos sem retorno e com prejuizos operacionais ( estádios do Euro, CCB, Casa da Música etc....e agora OTA e TGV) ?
e continuo a dizer qt mais dinheiro o Estado tem mais gasta...e não gasta nos mais necessitados !
o que eu critico é ideia de alguns que o problema de Portugal resulta da fuga aos impostos, e que este fosse eliminada o pais veria os seus problemas resolvidos
temos o exemplo da Espanha ( o pais com caracteristicas mais semelhantes ás nossas) tem economia informal superior à nossa e mesmo assim apresenta tx de crescimento de fazer inveja a maioria dos paises europeus
o problema é a despesa do Estado: em salários aos funcionários públicos, em projectos e opções erradas...gasta dinheiro estupidamente sem o retorno respectivo em bens e serviços públicos, e para isso tem que cobrar mais e mais impostos
e nós devemos "pagar e calar" !?
ninguém se quetiona para onde vai o dinheiro dos impostos ?
pq continuamos com 2 milhões de pobres ?
pq temos uma educação péssima ? uma justiça lenta e para ricos ? projectos megalómenos sem retorno e com prejuizos operacionais ( estádios do Euro, CCB, Casa da Música etc....e agora OTA e TGV) ?
e continuo a dizer qt mais dinheiro o Estado tem mais gasta...e não gasta nos mais necessitados !
Agoudal,
Não me parece que a Pata esteja a defender a fuga aos impostos.
O que ela está a dizer é que a carga de impostos é inversamente proporcional à fuga fiscal e ao crescimento das economias, ou seja, quanto mais o estado carregar fiscalmente as empresas e os individuos, mais existirão quem tente arranjar formas de não os tentar pagar (ou ainda, aumentas impostos, tornas mais "atractivo o prémio" de tentar fugir)
Se os baixas, talvez ninguém quisesse correr esse risco e todos assumiam a sua obrigação
1 ab
Não me parece que a Pata esteja a defender a fuga aos impostos.
O que ela está a dizer é que a carga de impostos é inversamente proporcional à fuga fiscal e ao crescimento das economias, ou seja, quanto mais o estado carregar fiscalmente as empresas e os individuos, mais existirão quem tente arranjar formas de não os tentar pagar (ou ainda, aumentas impostos, tornas mais "atractivo o prémio" de tentar fugir)
Se os baixas, talvez ninguém quisesse correr esse risco e todos assumiam a sua obrigação
1 ab
O que é um cínico? É aquele que sabe o preço de tudo, mas que não sabe o valor de nada.
Keyser Soze Escreveu:e para aqueles que dizem que se toda a gente pagasse impostos havia menos impostos, eu digo "tretas!", haveria assim mais dinheiro para desperdiçar, eis um exemplo (a isto pode-se acrescentar a OTA)
Olá Pata.
O Keyser não se limitou a colocar textos... como podes ler na citação.
(pareceu-me que na fase inicial estavas a expressar-te como administradora do fórum e num segundo momento dás também a tua opinião...)
Relativamente á tua/vossa opinião... não me importo nada que a tenham... mas tenho pena.
Sempre que puder, vou afirmar aqui, na minha vida profissional e pessoal como considero inaceitável a defesa de quem foge aos impostos... Sim, porque eu poderia perfeitamente fugir... sou empresário, mas não o faço por convicção... Conheci e conheço muita gente que precisa de escolas públicas, sistema de saúde público, de um sistema judicial e outros serviços que terão de ser garantidos pelo estado.
Sou obviamente descrente do mercado funcionar por si mesmo... essa descrença resulta da minha percepção relativamente à sua imaturidade... quando as empresas tiverem consciência social, entenderem o seu futuro como dependente da devolução de parte da sua riqueza à sociedade que a gerou... aí passo a acreditar...
Acredito que há sociedades nacionais em que essa maturidade existe, assim como em portugal há sectores mais imaturos que outros.
Também acho que há sociedades nacionais piores que a portuguesa.
Defender a fuga aos impostos é desistir completamente do papel que o estado tem nas nossas vidas...
ou
... pensar no curto prazo...com vistas curtas... e considerar que se não fosse ele eu teria mais 5000€ ou 10000€ para gastar por ano...
Como defendo que a exigência deve ser dirigida para o gastar bem o dinheiro dos contribuintes (muitas das minhas intervenções neste fórum - em temas relacionados com este assunto - são geralmente críticas para com a forma como os nossos políticos desbaratam dinheiro, ou têm negociatas)... defendo também que ao aceitar a fuga ao físco é desistir de um estado mais eficiente e eficáz...
Eu estou de consciência tranquila...
Ainda estou com dúvidas. Mesmo assim corro o risco.
Agoudal, o keyser colocou textos que não são da autoria dele, a tua resposta deve ser dirigida a quem os escreveu e não ao portador da mensagem.
De qualquer modo, a mim parece-me todas questões muito bem levantadas e não me pareceu de modo algum que fosse alguma desculpa a não se pagar impostos. Se não tivessemos profundamente implantada a ideia de que o dinheiro dos contribuintes nasce das árvores, o estado pensaria duas vezes ao gastar o dinheiro que lhes é confiado em forma de impostos, pensaria se é a melhor forma, se controla o desperdicio, se escolhe a melhor forma de o gastar e se escolhe a melhor forma de beneficiar o maior numero de pessoas.
Outra coisa que já foi aprendida com exemplos passados (a irlanda é um bem recente) é que a carga de impostos é inversamente proporcional à fuga fiscal e ao crescimento das economias. Quanto mais impostos são exigidos, maior o incentivo para se cometer o crime da fuga fiscal. Quanto mais impostos são exigidos a quem faz crescer a economia, maior o esforço necessário para fazer uma empresa ser rentável e poder sobreviver, poder gerar riqueza, poder gerar emprego. Não há milagres nenhums.
De qualquer modo, a mim parece-me todas questões muito bem levantadas e não me pareceu de modo algum que fosse alguma desculpa a não se pagar impostos. Se não tivessemos profundamente implantada a ideia de que o dinheiro dos contribuintes nasce das árvores, o estado pensaria duas vezes ao gastar o dinheiro que lhes é confiado em forma de impostos, pensaria se é a melhor forma, se controla o desperdicio, se escolhe a melhor forma de o gastar e se escolhe a melhor forma de beneficiar o maior numero de pessoas.
Outra coisa que já foi aprendida com exemplos passados (a irlanda é um bem recente) é que a carga de impostos é inversamente proporcional à fuga fiscal e ao crescimento das economias. Quanto mais impostos são exigidos, maior o incentivo para se cometer o crime da fuga fiscal. Quanto mais impostos são exigidos a quem faz crescer a economia, maior o esforço necessário para fazer uma empresa ser rentável e poder sobreviver, poder gerar riqueza, poder gerar emprego. Não há milagres nenhums.
Pela argumentação apresentada, pareces querer justificar-te...
Pela argumentação apresentada deves considerar uma atitude inteligente fugir aos impostos...
Muito bem... onde estudaste? Quem formou os teus professores? Já recorreste a médicos? Quem formou os médicos? Andas de avião? Quem formou os pilotos? Alguma fez tiveste que recorrer ao sistema judicial? Como é que isso é possível no teu país?
(que mundo é esse em que tu vives e em que fugir aos impostos é inteligente?)
Até podias dizer que em terra de cego quem tem olho é rei... que os chicos espertos sabem tratar melhor da vida que os outros... andam meses para comprar um BM e outros andam anos...
Prova que és mesmo competente... passa a pagar os teus impostos, tem os teus negócios legais, e demonstra capacidade de gestão...
Se assim não fôr, percebe que andas a viver à conta de outros... alguns mais necessitados que tu... (e olha que isto tem vários nomes.)
Sinceramente, se és assim, deves safar-te ainda melhor na Albânia... devis experimentar... aliás deviam experimentar todos os que pensam como tu... Talvez este Portugal fosse um país melhor...
Pela argumentação apresentada deves considerar uma atitude inteligente fugir aos impostos...
Muito bem... onde estudaste? Quem formou os teus professores? Já recorreste a médicos? Quem formou os médicos? Andas de avião? Quem formou os pilotos? Alguma fez tiveste que recorrer ao sistema judicial? Como é que isso é possível no teu país?
(que mundo é esse em que tu vives e em que fugir aos impostos é inteligente?)
Até podias dizer que em terra de cego quem tem olho é rei... que os chicos espertos sabem tratar melhor da vida que os outros... andam meses para comprar um BM e outros andam anos...
Prova que és mesmo competente... passa a pagar os teus impostos, tem os teus negócios legais, e demonstra capacidade de gestão...
Se assim não fôr, percebe que andas a viver à conta de outros... alguns mais necessitados que tu... (e olha que isto tem vários nomes.)
Sinceramente, se és assim, deves safar-te ainda melhor na Albânia... devis experimentar... aliás deviam experimentar todos os que pensam como tu... Talvez este Portugal fosse um país melhor...
Ainda estou com dúvidas. Mesmo assim corro o risco.
e para aqueles que dizem que se toda a gente pagasse impostos havia menos impostos, eu digo "tretas!", haveria assim mais dinheiro para desperdiçar, eis um exemplo (a isto pode-se acrescentar a OTA)
PS: na linha do Norte ( a "linha tem deficiências de traçado" referida no artigo) já foram gastos 1600 milhões de euros nos últimos anos...niguém percebe mt bem pq...o Alfa é apenas uns minutos mais rápido que o "velhinho" Intercidades
PS: na linha do Norte ( a "linha tem deficiências de traçado" referida no artigo) já foram gastos 1600 milhões de euros nos últimos anos...niguém percebe mt bem pq...o Alfa é apenas uns minutos mais rápido que o "velhinho" Intercidades
Uma teimosia ruinosa
Alexandre Patrício Gouveia
EXPRESSO 1DEZ06
É incompreensível que o Governo teime em realizar o investimento do TGV, que, além de provocar défices de exploração substanciais, vai agravar significativamente os dois referidos desequilíbrios da economia portuguesa
Dentro da lógica de que o investimento público deve liderar a recuperação económica, o actual Governo, mal tomou posse, anunciou que o megaprojecto do TGV ia avançar. Tratando-se de uma decisão sem racionalidade financeira, podemos afirmar que, possivelmente, em nenhum outro momento da história da política económica portuguesa existiu um perigo semelhante de se desperdiçar tanto dinheiro, em prejuízo da economia nacional.
A linha de TGV entre Lisboa e Porto é um exemplo evidente de um projecto sem racionalidade económica. Com efeito, existe actualmente em Portugal um comboio pendular que atinge os 240 km/hora, capaz de realizar o trajecto Lisboa - Porto em aproximadamente duas horas. Tal não está ainda a suceder pois esta linha tem deficiências de traçado. Com alguns melhoramentos na parte central da linha, que não custarão mais que 500 milhões de euros, incomparavelmente menos portanto que os seis mil milhões de euros previstos para o TGV, ficaremos com um comboio que chega 20 minutos mais tarde ao destino. Será que esta diferença de tempo impede o desenvolvimento económico do país ?
Para termos uma ideia do volume de investimento que implica o TGV, basta referir que um minuto de viagem de TGV custa o equivalente a um grande hospital, e que um minuto de viagem junto a Lisboa ou ao Porto, devido às expropriações que será necessário efectuar, custará o equivalente a dois grandes hospitais.
Mas é também indispensável analisar a rentabilidade do projecto. Quando o TGV surgiu no Japão em 1964, no trajecto entre Tokyo e Osaka, ou em França em 1981, no trajecto entre Paris e Lyon, todos os estudos indicaram a necessidade de um tráfego não inferior a 10 milhões de passageiros por ano, para que o projecto não desse prejuízo. Foi o que sucedeu no Japão e em França, onde o TGV transportou até hoje, respectivamente, mais de 6 e de 1.5 biliões de passageiros. Ora os dados distribuídos pelo ministro dos Transportes, Mário Lino, indicam que, na melhor das hipóteses, haverá um tráfego no TGV, entre Lisboa e Porto, de 3 milhões de passageiros/ano.
Este é também o problema com o projecto de investimento do TGV entre Madrid e Lisboa, avaliado, na parte portuguesa, em três mil milhões de euros. Com efeito, o total de pessoas que se deslocam por dia entre estas duas cidades é equivalente à capacidade de quatro comboios de TGV. Ora o próprio ministro Mário Lino referiu serem necessários 18 TGV por dia para tornar este investimento rentável. Para quê, portanto, investirmos enormes quantias em projectos que dão prejuízo ?
Nos países europeus que têm TGV, e onde o número de passageiros não é suficiente, geram-se significativos prejuízos anuais, normalmente absorvidos pelos orçamentos do Estado. É o que sucede em Espanha, no trajecto Madrid - Sevilha, onde os custos da construção e utilização da linha não são suportados pelo TGV mas sim pelo Orçamento do Estado. Se assim não fosse, esta linha daria um enorme prejuízo. A linha de TGV Madrid - Valência é explorada pela RENFE, mas o Estado espanhol assumiu, em 2004, dívidas de 3,7 mil milhões de euros desta empresa, relacionados em grande parte com a construção desta linha, que a empresa não tinha capacidade de pagar. O TGV espanhol tem, portanto, provocado enormes prejuízos, apesar de Espanha ter uma população muito superior à portuguesa.
O principal problema da economia portuguesa é actualmente o excesso de despesa, geradora de dívida externa e de défice orçamental. É assim incompreensível que o Governo teime em realizar o investimento do TGV, que, além de provocar défices de exploração substanciais, vai agravar significativamente os dois referidos desequilíbrios da economia portuguesa. Esta é a questão central que deve levar o Governo a concluir que não é o momento de realizar o investimento do TGV.
A fuga aos impostos
convém lembrar que a "economia paralela" em Espanha é superior à de de Portugal (em termos de % do PIB)
A tx do crescimento do PIB espanhol é bastante superior à de Portugal
Será que a "fuga aos impostos" é a responsável por todo os males do nosso pais?
não me parece
A tx do crescimento do PIB espanhol é bastante superior à de Portugal
Será que a "fuga aos impostos" é a responsável por todo os males do nosso pais?
não me parece
Terça-feira, Novembro 28, 2006
Provocação ao pessoal deste Blog, à Blogosfera e ao Povo em geral
Malta: A economia "paralela" em Portugal está em estimada em 20% do PIB. É uma brutalidade. São várias centenas de milhões de contos que não "existem" nas contas públicas. Afinal não somos assim tão pobres. Toma lá Bruxelas. Toma lá Eurostat. Onde é gerado esse dinheiro? Em actividades perfeitamente lícitas (explicações de matemática aos vossos filhos, tascas onde vêm o Glorioso vencer por essa Europa fora, empregadas domésticas etc.), e outras menos bonitas (droga, contrabando, prostituição etc.). Melhor ou pior, lá que ele existe, existe.
E aqui começa a provocação, muito politicamente incorrecta e liberal:
1. Vamos assumir (todos juntos vá lá) que uma parte substancial desse dinheiro fica "cá" e não foge para "fora" (ok, algum há-de ir para as máfias e companhia) e é gasto na nossa economia, através da aquisição de produtos e serviços que estão em Portugal, em mercados mais ou menos concorrenciais e que fazem uma utilização mais ou menos eficiente de recursos;
2. Agora vamos assumir que se pelo menos as actividades lícitas que geram esse dinheiro cairem nas malhas do Sr. Paulo Macedo, duas coisas acontecem desde logo: uma parte do dinheiro desaparece - porque há menos incentivo para gerá-lo (40% ou 50% de carga fiscal é muito pouco estimulante); e a outra é que os milhões que o Sr. Macedo saca vão quase, quase todos para pagar dívidas ou para financiar a máquina do Estado (nada concorrencial e pouco eficiente).
3. Ou seja: se o dinheiro circular debaixo da mesa, é bem utilizado (a parte que fica cá) e faz bem à nossa economia. Se o dinheiro entrar nas contas públicas, uma parte desaparece e a outra é mal utilizada.
4. Assim, não entrando agora em considerações morais tipo "a César o que é de César" e sabendo que vamos ter impostos pesados durante muito tempo (passivo do metro do Porto: 260 milhões de contos, é só um exemplo), o fim da economia paralela não prejudica gravemente a criação de riqueza em Portugal?
5. É preciso ter lata, eu sei.
Postado por Francisco A. van Zeller
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