[OFF-TOPIC] "Uma geração perdida?" diz um vice do
fogo!!!
assim não dá
anda um homem a semana inteira a trabalhar, já se preparava pra la voltar amanha, e no final descobre que pertence à "geração perdida"
!?
fico xateado!concerteza q fico xateado!!!
ao menos o douto sr podia ter iniciado o intervalo nos 26anos que sempre dava um ar mais cientifico à coisa e deixava-m de fora! agora assim fui despromovido da Geração Rasca para a Geração Perdida!
n havia necessidade

anda um homem a semana inteira a trabalhar, já se preparava pra la voltar amanha, e no final descobre que pertence à "geração perdida"
fico xateado!concerteza q fico xateado!!!
ao menos o douto sr podia ter iniciado o intervalo nos 26anos que sempre dava um ar mais cientifico à coisa e deixava-m de fora! agora assim fui despromovido da Geração Rasca para a Geração Perdida!
n havia necessidade
"ATÉ AO INFINITO E MAIS ALÉM!" - Buzz Lightyear in Toy Story;)
Depois de ler tudo
Já pensaram que o Sr. Filipe Pinhal(Vice-pres do Millennium BCP) só quer provavelmente promover a sua instituição e os seus Produtos financeiros à geração que anda agora na casa dos 20 anos!
Mas não é o Millennium que que diz: "Jovens com Asas" (passe a pub)
...automóvies por 100 eur/mês e PC´s portáteis por 1 eur/dia...
Asas com os juros que eles cobram, só se for como disse o Recoletor: bebendo Redbull.
Cps
Mas não é o Millennium que que diz: "Jovens com Asas" (passe a pub)
Asas com os juros que eles cobram, só se for como disse o Recoletor: bebendo Redbull.
Cps
Pensa como pensam os sábios, mas fala como falam as pessoas simples.(Aristóteles)
Visão deturpada de um cínico ... (eu no caso) :)
Começo por alertar que acredito em coincidências. Tb acredito no coelho da páscoa e no Pai Natal
Só pode ser coincidência ...
Tens até 25 anos ? És tão esperto que acreditas no crédito pessoal com 12 meses a 0% de juros ?
Keres começar a tua vida activa a estoirar até 6.000 contos no q ter der na real gana, em vez juntares para a entrada da tua casa, como fizeram os parolos da geração que te antecedeu ?
És o maior ? Então bebe um RedBull e anda endividar-te com a gente
p.s.
-----
Será assim tão difícil esgotar o plafond, alocado a uma campanha de crédito ao consumo ? Afinal ainda falta um mês para terminar o ano
Só pode ser coincidência ...
Tens até 25 anos ? És tão esperto que acreditas no crédito pessoal com 12 meses a 0% de juros ?
Keres começar a tua vida activa a estoirar até 6.000 contos no q ter der na real gana, em vez juntares para a entrada da tua casa, como fizeram os parolos da geração que te antecedeu ?
És o maior ? Então bebe um RedBull e anda endividar-te com a gente
p.s.
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Será assim tão difícil esgotar o plafond, alocado a uma campanha de crédito ao consumo ? Afinal ainda falta um mês para terminar o ano
Lei da Gravidade, revisitada :
1º Tudo o que subiu, cai por si.
2º Tudo o que caiu, só sobe se impulsionado.
1º Tudo o que subiu, cai por si.
2º Tudo o que caiu, só sobe se impulsionado.
MarcoAntonio Escreveu:MNVALENTE Escreveu:A radiografia traçada é realmente muito boa. Falha redondamente na ideia que os diplomados entre os 25 e os 40 anos são fracos. São precisamente esses os que ainda fizeram o liceu no tempo que não passava toda a gente, são esses que entraram para a faculdade quando só entravam os melhores.~
Exactamente.
101% de acordo!
O cerne da questão, da boa ou menos boa geração (é melhor que chamar rasca), está no Ensino e da forma como está organizado, ou melhor dizendo desorganizado!
É compreensível que quase todos os anos se façam reformas nos Programas, nos Exames enfim na estratégia organizativa do Ensino??
Penso que não, não deveremos dar tempo a que uma dada Reforma dê os seus resultados, sendo eles bons ou maus e depois actuar em cima desses resultados?
Por analogia, seria o mesmo que numa empresa se mudasse o administrador geral de 6 em 6 meses e não se deixasse que o seu trabalho desse os seus frutos...se o administrador lá estiver algum tempo e os resultados forem maus, muda-se o homem, se até forem positivos os accionistas até poupam na indiminização
Cps
P.S.- Note-se que há Reformas que são sempre bem vindas. Sem querer levantar polémica, o caso da que o Ministério tem em curso referente a reestruturação carreira docente já veio tarde.
Pensa como pensam os sábios, mas fala como falam as pessoas simples.(Aristóteles)
bom qual a geração melhor/pior em termos absolutos é sempre dificil de dizer. Que existe um problema relativamente generalizado entre a geração dos 30/40 anos - licenciados - relacionado com o nivel de aspirações que lhes foram incutidos nas faculdades e depois o que obtiveram no mundo real parece me claro e visivel. existe uma especie de frustação colectiva ( porque é uma realidade que não há lugares de directores/administradores para todos no espaço empresarial Português provavelmente quem o quer ser director/administrador o mais aconselhavel é ser empreendedor porque aí tem o lugar de direcção/admnistração assegurado e é isso que parece estar mais claro para esta ultima geração (que não é uma geração de transição entre o mundo antigo - sociedade industrial para o mundo novo sociedade do conhecimento.) Ela talvez não seja melhor mas está seguramente mais preparada em virtude ter nascido e vivido inteiramente neste tempo novo do sec XXI e é talvez aqui que mais reside a minha concordancia com o autor em relação ao tema em discussão qual a geração mais bem preparada para o mundo em que vivemos e não a meu ver qual a geração pior ou melhor que não faz sentido discutir eu pelo menos não a discuto.
Cumpts
Cumpts
Aqui no Caldeirão no Longo Prazo estamos todos ricos ... no longuissimo prazo os nossos filhos estarão ainda mais ricos ...
Referia-me ao post do Lutav 
---Tudo o que for por mim escrito expressa apenas a minha opinião pessoal e não é uma recomendação de investimento de qualquer tipo---
https://twitter.com/JCSTrendTrading
"We can confidently predict yesterdays price. Everything else is unknown."
"Every trade is a test"
"Price is the aggregation of everyone's expectations"
"I don't define a good trade as a trade that makes money. I define a good trade as a trade where I did the right thing". (Trend Follower Kevin Bruce, $5000 to $100.000.000 in 25 years).
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Concordo com tudo o que o Marco António diz e até acrescento.
A dita geração (tb minha) entre os 30 e os 40 teve uma infância mais saudável do que hoje em dia e teve o privilégio de acompanhar a brutal evolução tecnológica, sendo até "cobaia" de algumas inovações.
Podia dizer muito mais, mas fica só isto: se há geração que está nos mercados financeiros com apetência pelo risco mas procurando com consciência saber como o mercado pode funcionar a nosso favor, é essa geração de que ele fala.
Quero com isto dizer que, há investidores mais sofisticados em quantidade e qualidade, algo que dantes só existia em minoria - 1/2 dúzia de iluminados !!
Abraço
dj
A dita geração (tb minha) entre os 30 e os 40 teve uma infância mais saudável do que hoje em dia e teve o privilégio de acompanhar a brutal evolução tecnológica, sendo até "cobaia" de algumas inovações.
Podia dizer muito mais, mas fica só isto: se há geração que está nos mercados financeiros com apetência pelo risco mas procurando com consciência saber como o mercado pode funcionar a nosso favor, é essa geração de que ele fala.
Quero com isto dizer que, há investidores mais sofisticados em quantidade e qualidade, algo que dantes só existia em minoria - 1/2 dúzia de iluminados !!
Abraço
dj
Cuidado com o que desejas pois todo o Universo pode se conjugar para a sua realização.
Lutav Escreveu:Ulisses Pereira Escreveu:Há sempre a tentação de acharmos que as gerações que se seguem às nossas sejam "piores" em muitos aspectos. É um pensamento generalizado que, infelizmente, sempre assim foi e sempre será.
Mas, na realidade, o mundo progride. Com coisas que se deterioram. Mas progride.
Um abraço,
Ulisses
é o que se chama de generation gap!
é como ha 500 anos, uma filha de 18 anos queria namorar com 1 gajo qq, os pais nao deixavam, e de castigo, eles nao a deixavam assitir ao enforcamento do domingo seguinte!
E a miuda dizia, que eles eram tacanhos e injustos... e eles diziam que no tempo deles é que era, por causa do Xerife XPTO e o Rei XYZ, que eram mto maus....
ok,, eu calo-me....
lol bem humorado este post
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MNVALENTE Escreveu:A radiografia traçada é realmente muito boa. Falha redondamente na ideia que os diplomados entre os 25 e os 40 anos são fracos. São precisamente esses os que ainda fizeram o liceu no tempo que não passava toda a gente, são esses que entraram para a faculdade quando só entravam os melhores.~
Exactamente.
Devo dizer que eu sou da geração a que ele aponta falta de competências e preparação e fui, durante algum tempo, docente dessa geração que ele refere estar a sair agora das faculdades.
Bom, só posso concluir que ou não vivemos no mesmo país ou então ele vive num Portugal fruto do seu próprio imaginário.
E não digo isto por subscrever que a geração vindoura é mais rasca que a passada (eu não subscrevo essa visão, aliás isso foi tópico de discussão há não muito tempo aqui no Forum). Mais, se há algo a apontar, a culpa não é da geração em si.
Portanto, não acredito sequer em gerações rasca (em todo o caso se alguma fosse rasca, não sería aquela a quem chamam mas precisamente aquela que chama pois era essa que tinha a responsabilidade da orientação e da preparação do caminho de quem vem a seguir).
Chamar geração rasca a qualquer geração que seja é uma auto-desresponsabilização daqueles que são os mais recentes responsáveis pelo rumo de uma sociedade. É como o pai que diz «este meu filho é muito mal educado» como que se esquecendo que foi ele que o educou ou tinha a responsabilidade de educar.
Quanto à questão da preparação e das competências, a questão não está na geração em si mas no rumo quase catastrófico que o Sistema Educativo tem tomado nos últimos anos.
Como é que alguém, num momento em que todo o Sistema Educativo está constantemente em discussão, onde as suas falhas estão constantemente a ser postas a nú, consegue argumentar que quem está agora a terminar os estudos está melhor preparado?
Então afinal o Sistema Educativo vende saúde, querem ver?
FLOP - Fundamental Laws Of Profit
1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
só para dizer 1 pequenina coisista (contra a maré)
eu penso que grosso modo, 1 jovem hoje, sai relativamente mais bem preparado da universidade que ha 10 anos atras... e sim, acho que grosso modo, tem mais mais diciplina e método de trabalhalho.
Disclosure
(sempre quis esrever isto)
caloiro em 1995, licenciado em 2001 (e nao, nunca chumbei, apenas mudei de curso), 30 anos
eu penso que grosso modo, 1 jovem hoje, sai relativamente mais bem preparado da universidade que ha 10 anos atras... e sim, acho que grosso modo, tem mais mais diciplina e método de trabalhalho.
Disclosure
caloiro em 1995, licenciado em 2001 (e nao, nunca chumbei, apenas mudei de curso), 30 anos
O artigo do público do dia 23/11/2006 (espero não estar a infringir nenhum copyright)
Sublinhei as partes que me chocaram por achar desajustadas.
A radiografia traçada é realmente muito boa. Falha redondamente na ideia que os diplomados entre os 25 e os 40 anos são fracos. São precisamente esses os que ainda fizeram o liceu no tempo que não passava toda a gente, são esses que entraram para a faculdade quando só entravam os melhores.
Os jovens de vinte e poucos anos que estão agora nas escolas tem competencias sólidas??? Gostava de saber que escolas são essas. Dei aulas em duas instituições de ensino superior e o que vi à minha frente nas salas de aula foi bem diferente.
Qualquer pessoa envolvida na educação neste país tem que estar desiludida.
Sabiam que um adulto com mais de 23 anos pode ingressar num curso superior qualquer sem fazer exames? Imaginem ensinar engenharia a quem não distingue um seno de um coseno.
Sabiam que os jovens sem o 12º ano poderão a partir deste ano aceder ao superior através de cursos de um ano chamados CET's?
Conhecem a realidade dos centros de formação financiados em que os alunos só lá estão para ter o subsidio de almoço?
Confio mais num licenciado pré-Bolonha que em qualquer dos novos mestres Bolonha.
Desculpem o desabafo.
Sublinhei as partes que me chocaram por achar desajustadas.
Não os condenem
Filipe Pinhal
Vice-presidente do Millennium BCP
Uma geração perdida? Com a ressalva das excepções que sempre existem, é de temer que sim. Têm responsabilidades no que lhes sucedeu? Seguramente. Mas não se culpem apenas as vítimas de um sistema errado no seu todo.
É muito cómodo procurar um culpado quando algo corre mal, sobretudo se as consequências também nos atingem. Encontrar alguém sobre quem descarregar o incómodo alivia e tem o efeito de iludir a nossa quota-parte das responsabilidades. Mas, quando o mal atravessa toda a sociedade, é um erro imaginar que a responsabilidade não possa estar, justamente, nessa mesma sociedade.
Falamos da educação e das "gerações da facilidade". A história dos últimos 30 anos é sinistra. Começou pela contestação, passou a um medo que conduziu à demissão - sobretudo dos professores e das autoridades escolares - e, num encadeamento de fatalidades, à desautorização e à descredibilização, terminando na mais escandalosa anarquia. Responsáveis? Todos. Governos, professores, pais e alunos, sendo estes os menos culpados. Beneficiaram do clima de irresponsabilidade, que os aliviava de trabalho e disciplina, mas a demissão de quem devia assegurar padrões mínimos de exigência - nas escolas e nas famílias - é mais grave e mais censurável.
A facilidade foi cómoda para todos. Para as autoridades, porque se eximiam à obrigação de garantir a boa ordem das escolas e o grau mínimo de exigência que se espera do ensino; para os professores, porque não tinham que se esforçar, nem de enfrentar as reacções dos alunos que deviam reprovar; para os pais, porque, sem nada fazerem para isso - e sem terem que se importar com isso -, apreciavam o automatismo da passagem de ano dos filhos.
Por uns anos o país viveu tempos de facilidade e de felicidade. Tudo corria bem para todos, mesmo para aqueles que, sem suspeitarem, já estavam condenados a pagar o preço da facilidade. Porque a facilidade tem sempre um preço. Sabe bem, na hora, mas a factura acaba por chegar. E pode ser dolorosa. Sobretudo quando se descobre, tarde de mais, que todos aqueles anos foram anos perdidos. Não qualificaram, não prepararam, não acrescentaram conhecimento. Não serviram para nada. Todos juntos, valeram zero, e zero nada soma.
Hoje, as "gerações da facilidade" enfrentam um vazio tremendo. Nada possuem, nada alcançaram e nada podem esperar, porque a escola não os preparou para a profissão, nem para a vida. Estão a pagar um preço elevadíssimo, o mundo voltou-lhes as costas de uma forma cruel.
A compreensão para a origem do mal não pode, porém, ser tão elástica que chegue ao extremo da absolvição. Desde logo porque houve quem, nas mesmas circunstâncias, não tivesse seguido o caminho da facilidade. Depois, porque foram muitos os que andaram, alegremente, a engrossar as marchas de protesto e as manifestações contra qualquer lei, ou decisão, que contivesse um propósito mínimo de recuperar os patamares de exigência. Depois, ainda, porque não são iguais os graus de consciência das escolhas feitas aos 15, ou aos 20 anos de idade. Finalmente, porque, ao seu lado, foram muitos os que buscaram fora das escolas o que estas teimavam em não facultar: trabalharam arduamente, procuraram informação, investiram em conhecimento e formação. Contra um enquadramento adverso, prepararam-se.
Sendo tudo isto verdadeiro - e à acusação não podem escapar as "gerações da facilidade" -, é igualmente facto incontroverso que não foram os jovens que criaram as universidades de "faz de conta", mais interessadas em facturar que em formar, as centenas de cursos de papel e os "professores turbo", que passaram no trânsito entre universidades o tempo devido aos alunos. E não foram os estudantes os responsáveis pelo enorme caos do ensino, que foi a regra nos últimos 30 anos.
E agora? Agora não é fácil resolver o problema de legiões de diplomados com idades entre os 25 e os 40 anos, desmoralizados, desmotivados e sem esperança de poderem aceder a algo parecido com uma carreira profissional. E aí está uma geração sem futuro à vista, já resignada com a dura realidade de não poder sonhar com níveis de reconhecimento e compensações materiais que se aproximem das expectativas alimentadas, por comparação com um passado, onde a regra prevalecente era a progressão automática com prémios garantidos. Uma geração que começa a desistir, cansada do tempo gasto a vaguear por corredores que não conduzem a parte alguma, a percorrer o calvário dos contratos a termo, e condenada a entregar o nome às listas dos desempregados de longa duração. Factura pesada a da facilidade.
Chamaram-lhe "geração rasca", uma injustiça gritante que só pode ter partido de quem viveu épocas de outra facilidade, aqueles anos em que um curso superior significava o tapete vermelho para a glória, independentemente de qualidades e méritos, pessoais ou profissionais. É certo que a acusação foi dirigida contra a ignorância, a falta de interesse e a falta de motivação, quando começou a tornar-se escandaloso o número de jovens que não sabiam, e pareciam não ter vontade de saber, que não sabiam estar, não sabiam comportar-se e não sabiam relacionar-se. Mas como poderiam saber, se a família e a escola não lhes tinham estimulado a motivação nem o apetite pelo saber?
Uma geração perdida? Com a ressalva das excepções que sempre existem, é de temer que sim. Têm responsabilidades no que lhes sucedeu? Seguramente. Mas não se culpem apenas as vítimas de um sistema errado no seu todo. Um sistema de que todos - governos, professores, pais e alunos - julgaram poder retirar vantagens particulares. Não sejamos tão apressados a condenar. O mais fácil é julgar, alivia consciências e arruma o passado. O mais útil é pensar o futuro e construir soluções.
Ainda há tempo, e forma, de limitar os danos? Temos de acreditar que sim. Sobretudo, todos temos que fazer o necessário para que o plano inclinado se inverta. Temos pela frente um problema social de enormes dimensões que impõe a obrigação de não o ignorar e de mobilizar todas as fórmulas para conseguir a remissão dos males. A reacção social não pode ser sacudir as responsabilidades, acusar, condenar e fechar portas. A solução tem de estar, precisamente, na atitude oposta: abrir as portas da esperança.
Tem de haver solução para toda uma geração que foi enganada e traída pelas piores razões. Os que estão em terra firme têm de estender as bóias de salvação aos que estão em risco de naufragar. Têm de ajudar a criar oportunidades, a primeira das quais consiste, justamente, em criar segundas e terceiras vias para o estudo, para a formação, para a aquisição de competências que não foram obtidas na idade certa. Mas as novas oportunidades têm de encontrar correspondência na disponibilidade, na responsabilidade e no trabalho que não foram aceites na idade certa. É um voltar atrás, é certo, mas vale mais chegar atrasado ao objectivo do que perdê-lo para sempre.
Estão agora a sair das escolas jovens de vinte e poucos anos com competências mais sólidas e com outra disciplina de trabalho. A solução fácil é reservar as oportunidades só para os mais jovens e mais qualificados, com melhor formação, com sentido do risco, e com uma compreensão e uma aceitação das regras do mercado que lhes conferem naturais vantagens em relação aos seus colegas mais velhos e menos sensíveis à lógica concorrencial. Mas tal opção corresponderia a condenar, definitivamente, toda uma geração, que está entre os 30 e os 40 anos e que se perderá, se lhe for negada a solidariedade daqueles que detêm o poder de decidir e as condições para demonstrarem o bom uso que dão aos discursos sobre a responsabilidade social.
Porque não abrir as portas das empresas a quem precisa de aprender e praticar? Porque não mostrar a quem deseja aprender que o conhecimento está tanto nos lugares onde se ensina, como naqueles onde se aplica o conhecimento? E porque não forçar a escola - já que ela não quis aprender por si - a partilhar com as empresas a responsabilidade pela formação?
Na escola, e fora dela, por que não investir na iniciativa empresarial, agora que a idade trouxe a maturidade e o sentido de responsabilidade. São necessárias mudanças de contexto, de mentalidade e de orientação da formação? É necessário um enquadramento que favoreça o apoio à iniciativa individual? É necessário um reforço da solidariedade institucional e familiar? São necessárias fórmulas inovadoras de aceitação e gestão do risco? E porque não? Existe alguma lei que determine que "só os outros" é que podem ser bem sucedidos? A renovação da classe empresarial não é um factor de progresso? Quanto pode ganhar o país com a salvação de toda uma geração, que ainda está a tempo de adquirir uma nova mentalidade empresarial, aprendendo a conviver com o risco e com as regras de concorrência num mercado aberto e competitivo?
A radiografia traçada é realmente muito boa. Falha redondamente na ideia que os diplomados entre os 25 e os 40 anos são fracos. São precisamente esses os que ainda fizeram o liceu no tempo que não passava toda a gente, são esses que entraram para a faculdade quando só entravam os melhores.
Os jovens de vinte e poucos anos que estão agora nas escolas tem competencias sólidas??? Gostava de saber que escolas são essas. Dei aulas em duas instituições de ensino superior e o que vi à minha frente nas salas de aula foi bem diferente.
Qualquer pessoa envolvida na educação neste país tem que estar desiludida.
Sabiam que um adulto com mais de 23 anos pode ingressar num curso superior qualquer sem fazer exames? Imaginem ensinar engenharia a quem não distingue um seno de um coseno.
Sabiam que os jovens sem o 12º ano poderão a partir deste ano aceder ao superior através de cursos de um ano chamados CET's?
Conhecem a realidade dos centros de formação financiados em que os alunos só lá estão para ter o subsidio de almoço?
Confio mais num licenciado pré-Bolonha que em qualquer dos novos mestres Bolonha.
Desculpem o desabafo.
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- Registado: 20/11/2006 23:11
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boa noite por acaso li o artigo no publico e pareceu-me fazer uma radiografia interessante de algumas caracteristicas do mundo de hoje e das diferenças face á geração baby boom que provavelmente é a dele no entanto pareceu -me que não foi um discurso um discurso pessimista aponta os problemas mas também salienta caminhos e soluções para os resolver ...
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Vasco
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Aqui no Caldeirão no Longo Prazo estamos todos ricos ... no longuissimo prazo os nossos filhos estarão ainda mais ricos ...
lois Escreveu:jp3 Escreveu:Será q os que saem agora estão melhor preparados, q a geração q agora tem 30 - 40..! Sò se for por terem começado a vida adulta mais cedo do que a anterior: tipo começar a vida sexual aos 13, fumar aos 12, beber bebidas altamente alcoolicas aos aos 12, entrar em casa depois de uma noite de borga às 08H00 da manhã...!![]()
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tás muito errado!!!!
eu axo que ele tem uma certa razão no que diz, pois a nossa geração, e eu pertenço à geração mais recente pois tenho 25 anos, tem q se esmifrar muito mais que essa geração que tem agora 30/40/50 e mais anos, pois dantes qq gato pingado q acabasse o 11º ano tinha emprego garantido em quase todo o lado, no ensino, nos bancos etc... vão lá agora com o 12º a ver onde os mandam!!! pois em comparação então aos empregados dos bancos que entraram há varios anos com apenas o 11º, agora pelo menos o bcp, exige no máximo 22anos e licenciatura completa!!!! axam justo ainda cantarem de galo e dizerem q só kerem é droga, alcool e sexo?!?!?!?!?!?!?
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Colocar os que têm 30 no mesmo barco dos que têm 50.... vai lá vai
O que é um cínico? É aquele que sabe o preço de tudo, mas que não sabe o valor de nada.
Pois...
parece que o problema foi gerado pelo facto de depois de meados dos anos 70 se ter deixado de saber ler, escrever e fazer contas; geraram-se cursos "superiores" para anormais que nunca leram um livrinho ou nao passaram da base da Aritmetica... e fugiram para as "Humanidades". Um desastre.
Agora... basta comparar a fome com a vontade de comer.
Nao uma, mas sim duas (2) geracoes de Inuteis.
Agora... basta comparar a fome com a vontade de comer.
Nao uma, mas sim duas (2) geracoes de Inuteis.

- Mensagens: 2713
- Registado: 22/4/2003 23:12
Alguém me explica qual a diferença assim tão grande que existe entre quem acabe hoje um curso superior com 22-23 anos e quem o acabou há 7 anos, e tem hoje 30?!
Fará algum sentido falar na geração dos que têm hoje 30 anos (ou 30 e pico) como se fosse assim tão diferente da dos que têm 20 e pouco?
Para mim a geração é a mesma. A que será diferente à a dos filhos desses que hoje têm 30 e tal anos... Não faz qualquer sentido distinguir gerações separadas por menos de uma década e pouco também faz distinguir com menos de 2 décadas. A partir daí, sim as coisas relamente começam a ser muito diferentes...
Fará algum sentido falar na geração dos que têm hoje 30 anos (ou 30 e pico) como se fosse assim tão diferente da dos que têm 20 e pouco?
Para mim a geração é a mesma. A que será diferente à a dos filhos desses que hoje têm 30 e tal anos... Não faz qualquer sentido distinguir gerações separadas por menos de uma década e pouco também faz distinguir com menos de 2 décadas. A partir daí, sim as coisas relamente começam a ser muito diferentes...
- Mensagens: 284
- Registado: 8/11/2002 12:16
Cada tempo...
tem o seu tempo.
E cada macaco no seu galho.
Nem os mais "antigos" são melhores... nem os mais futuros o também são melhores que os antigos futuros.
A questão é:
O mundo avança? Sim.
O desenvolvimento progride? Sim, com consequências.
Então deixemos a raça humana desenvolver-se pela sua normalidade.
Velhos, novos, ou futuros humanos.... cada um no seu tempo.
Cumps
E cada macaco no seu galho.
Nem os mais "antigos" são melhores... nem os mais futuros o também são melhores que os antigos futuros.
A questão é:
O mundo avança? Sim.
O desenvolvimento progride? Sim, com consequências.
Então deixemos a raça humana desenvolver-se pela sua normalidade.
Velhos, novos, ou futuros humanos.... cada um no seu tempo.
Cumps
Vai onde te leva o sonho, mas cuidado, não vá ele tornar-se um pesadelo....
Enfim... só me apetece dizer que esse senhor não sabe o que diz...
O que ontem era dificuldade hoje não é, mas o que hoje é dificuldade ontem nem se sabia o que era...
"Mudam-se os tempos, muda-se a vontade"
Facilitismos há em todas as épocas, e tendo 33 anos não me lembro de me facilitarem a vida... mas... posso ser muito jovem e estar enganado...
O que ontem era dificuldade hoje não é, mas o que hoje é dificuldade ontem nem se sabia o que era...
"Mudam-se os tempos, muda-se a vontade"
Facilitismos há em todas as épocas, e tendo 33 anos não me lembro de me facilitarem a vida... mas... posso ser muito jovem e estar enganado...
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Ulisses Pereira Escreveu:Há sempre a tentação de acharmos que as gerações que se seguem às nossas sejam "piores" em muitos aspectos. É um pensamento generalizado que, infelizmente, sempre assim foi e sempre será.
Mas, na realidade, o mundo progride. Com coisas que se deterioram. Mas progride.
Um abraço,
Ulisses
é o que se chama de generation gap!
é como ha 500 anos, uma filha de 18 anos queria namorar com 1 gajo qq, os pais nao deixavam, e de castigo, eles nao a deixavam assitir ao enforcamento do domingo seguinte!
E a miuda dizia, que eles eram tacanhos e injustos... e eles diziam que no tempo deles é que era, por causa do Xerife XPTO e o Rei XYZ, que eram mto maus....
ok,, eu calo-me....
jp3 Escreveu:Será q os que saem agora estão melhor preparados, q a geração q agora tem 30 - 40..! Sò se for por terem começado a vida adulta mais cedo do que a anterior: tipo começar a vida sexual aos 13, fumar aos 12, beber bebidas altamente alcoolicas aos aos 12, entrar em casa depois de uma noite de borga às 08H00 da manhã...!![]()
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tás muito errado!!!!
eu axo que ele tem uma certa razão no que diz, pois a nossa geração, e eu pertenço à geração mais recente pois tenho 25 anos, tem q se esmifrar muito mais que essa geração que tem agora 30/40/50 e mais anos, pois dantes qq gato pingado q acabasse o 11º ano tinha emprego garantido em quase todo o lado, no ensino, nos bancos etc... vão lá agora com o 12º a ver onde os mandam!!! pois em comparação então aos empregados dos bancos que entraram há varios anos com apenas o 11º, agora pelo menos o bcp, exige no máximo 22anos e licenciatura completa!!!! axam justo ainda cantarem de galo e dizerem q só kerem é droga, alcool e sexo?!?!?!?!?!?!?

Será q os que saem agora estão melhor preparados, q a geração q agora tem 30 - 40..! Sò se for por terem começado a vida adulta mais cedo do que a anterior: tipo começar a vida sexual aos 13, fumar aos 12, beber bebidas altamente alcoolicas aos aos 12, entrar em casa depois de uma noite de borga às 08H00 da manhã...!

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e que agora é só copinhos de leite...



