Dimensão da Função Publica
Mais cedo ou mais tarde...
O que eu acho é que o estado não tem como resolver o problema do Deficit.
Não pode mexer naquilo que realmente TEM que mexer que é nas despesas correntes.
Não pode despedir funcionário publicos, ah e tal, estado social e tal.
Pode passá-los á reforma, mas em que é que isto reduz a despesa que eu ainda não percebi?!? Deixam de gastar nos salários passam a gastar na seg.social é pior a emenda que o soneto. Por este andar quando chegar a minha vez...
Pode passá-los a "Excedentários", lindo termo este que eu pessoalmente não me importava de beneficiar. Então não?!? ficar em casa a "coçar" e receber o salário na mesma, querem melhor?!?
Têm outra solução que é cortar no investimento (mais?).
Qualquer dia temos que pagar a educação dos n/ filhos, a saude... espera ai... Isso já temos que pagar, peço desculpa.
Afinal, pergunto eu, para que serve os descontos que eu faço para o estado? Eu acabo por ter que pagar tudo do meu bolso! E não me falem em estado social porque aqueles que realmente precisam o estado não ajuda, Instituições de solidariedade social, que ligam várias vezes ás empresas a pedir contribuições porque com aquilo que o estado dá, coitados dos que precisam.
Não pode mexer naquilo que realmente TEM que mexer que é nas despesas correntes.
Não pode despedir funcionário publicos, ah e tal, estado social e tal.
Pode passá-los á reforma, mas em que é que isto reduz a despesa que eu ainda não percebi?!? Deixam de gastar nos salários passam a gastar na seg.social é pior a emenda que o soneto. Por este andar quando chegar a minha vez...
Pode passá-los a "Excedentários", lindo termo este que eu pessoalmente não me importava de beneficiar. Então não?!? ficar em casa a "coçar" e receber o salário na mesma, querem melhor?!?
Têm outra solução que é cortar no investimento (mais?).
Qualquer dia temos que pagar a educação dos n/ filhos, a saude... espera ai... Isso já temos que pagar, peço desculpa.
Afinal, pergunto eu, para que serve os descontos que eu faço para o estado? Eu acabo por ter que pagar tudo do meu bolso! E não me falem em estado social porque aqueles que realmente precisam o estado não ajuda, Instituições de solidariedade social, que ligam várias vezes ás empresas a pedir contribuições porque com aquilo que o estado dá, coitados dos que precisam.
Vamos lá a animar a discussão...
Como dizia o outro: "é preciso bater nos números até que eles falem verdade". A mesma fonte (Eurostat) com interpretações diferentes. Quem fala verdade?
Caros amigos,
Os nossos Governantes, “muito bem” assessorados por doutos analistas e comentadores televisivos, têm vindo a manipular a opinião pública sobre a Função Pública e a atiçar os portugueses contra os trabalhadores do Estado.
Estes senhores que, de repente, passaram a ser autênticos especialistas do funcionalismo público, vão denegrindo a imagem dos trabalhadores, adulterando a realidade a seu bel-prazer, e ajudando o Governo a acabar com o Estado Social, em nome de um alegado progresso económico baseado em interesses empresariais privados (que brevemente irão escravizar a população portuguesa).
Alguns destes "especialistas" (com interesses em empresas privadas) chegam mesmo a advogar a redução cega do número de serviços e de funcionários públicos, através de despedimentos em massa, de modo a que as "suas" empresas possam ser posteriormente contratadas pelo Estado para prestar os serviços em falta.
Assim, enquanto o Governo se desresponsabiliza das obrigações que, constitucionalmente, deve prestar aos cidadãos, os nossos doutos analistas e comentadores vão dividindo os portugueses e culpando os funcionários públicos da actual crise económica, votando-os ao ostracismo como se fossem cidadãos indesejáveis. E o estigma começa a ser insuportável!
Prova disto, é a mentira descarada que vão transmitindo à opinião pública sobre o número de funcionários existentes em Portugal em comparação com os restantes países da União Europeia.
Só que, como a verdade acaba sempre por se impor, a EU já divulgou as percentagens de funcionários públicos nos países comunitários, verificando-se assim que Portugal é um dos países com menos funcionários. Ora vejam:
FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS NA POPULAÇÃO ACTIVA:
(Fonte EUROSTAT)
Suécia .. 33,3%
Dinamarca.30,4%
Bélgica. 28,8%
Reino Unido .27,4%
Finlândia .26,4%
Holanda .. 25,9%
França .. 24,6%
Alemanha .. 24%
Hungria . 22%
Eslováquia .21,4%
Áustria .. 20,9%
Grécia . 20,6%
Irlanda .. 20,6%
Polónia .. 19,8%
Itália . 19,2%
República Checa..19,2%
PORTUGAL ... 17,9%
Espanha .. 17,2%
Luxemburgo .. 16%
Daqui se conclui que, em Portugal, não há funcionários públicos a mais.
Quanto muito, há uma distribuição desequilibrada dos recursos humanos que necessita de ser ponderada.
Se bem que a reforma da administração pública seja necessária, há que repor a verdade e alterar a ordem das prioridades na redução da despesa pública.
Por exemplo, há que acabar com os avultados gastos com estudos e pareceres de empresas contratadas pelo Estado, com os subsídios e reformas milionárias dos antigos (e actuais) governantes e seus "amigos", e com os milhares de consultores e assessores (com majestosas avenças e vencimentos) que parasitam nos ministérios a reboque dos políticos.
Notem que os ministros e os seus "boys" dispõem de diversos gabinetes de apoio com centenas de pessoas pagas a peso de ouro (chefes de gabinete, assessores, consultores, secretárias, motoristas, etc.), para além de dezenas de viaturas e muitas outras mordomias.
Estima-se que estas despesas excedem CINCO vezes a média europeia.
E já agora, há que lamentar que o programa da RTP "Prós e Contras", esteja a ser utilizado com um dos principais meios de propaganda contra o funcionalismo público, provando que uma grande parte da nossa comunicação social também já se rege pelos interesse económicos dos grupos empresariais oligarcas que vão "mandando" no país.
Por exemplo, no programa exibido em 22 de Maio passado, Fátima Campos Ferreira (que dispõe de um majestoso vencimento numa empresa pública: a RTP) e os seus já habituais convidados (os tais especialistas com luxuosas reformas), mais uma vez, venderam a ideia de que é necessário despedir 200 mil funcionários públicos, omitindo as verdadeiras causas da enorme despesa do Estado e a realidade dos outros países europeus.
Para estes senhores é mais fácil mentir e sacrificar os que menos têm, do que dizer a verdade.
Não são os trabalhadores que estão a mais!... Quem está a mais são os abutres que vivem luxuosamente à custa do erário público.
Por isso, deixem de mentir e de enganar os portugueses.
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Valete Escreveu:Kostta o problema é que para ir para o público agora é preciso que morram dois ou três que lá estão, ou então que cheguem aos 60 para se reformarem, e depois ainda é preciso arranjar um padrinho. Por isso não é assim tão facil aceder ao clube
eu nao tive padrinho e cá estou...
no meu sector, a nivel privado,aí sim é que se pode falar de cunhas
Keyser Soze
Keyser Soze
Estou a QUERER ser irónico mas entrevejo a possiblidade de haver alguma verdade...especialmente porque a mentalidade do funcionário público acaba por ser aquela...como é que vamos despedir pessoalmente uma pessoa com quem convivemos durante demasiado tempo!? O governo até pode criar a legislação mas as chefias directas dos funcionários em questão tratarão de dizer que no seu serviço não há excedentes. Umas vezes para proteger os "excedentes" outras porque querem ter uma pessoa à mão para o caso de haver um periodo com um pouco de + trabalho!
Estou a QUERER ser irónico mas entrevejo a possiblidade de haver alguma verdade...especialmente porque a mentalidade do funcionário público acaba por ser aquela...como é que vamos despedir pessoalmente uma pessoa com quem convivemos durante demasiado tempo!? O governo até pode criar a legislação mas as chefias directas dos funcionários em questão tratarão de dizer que no seu serviço não há excedentes. Umas vezes para proteger os "excedentes" outras porque querem ter uma pessoa à mão para o caso de haver um periodo com um pouco de + trabalho!
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"Se eu tenho um orçamento familiar e de repente vejo esse orçamento reduzido o que faço?"
Estava a ver que expulsava o familiar menos produtivo!
Uma empresa privado e os seus gestores não têem responsabilidades sociais para com os seus trabalhadores. Independentemente da legislação não facilitar, o Estado ao despedir funcionários teria que arcar depois com subsídios de desemprego, descontentamento popular e com perda de votos nas próximas eleições.
O funcionalismo público é uma grande família...
não podemos por na rua um funcionário porque ele é incompetente ou porque o orçamentode Estado foi reduzido da mesma forma como uma família (normal) não expulsa de casa em membro deficiente!!!!!!!!
O Estado em Portugal ainda não é um Big brother mas ainda é um Grande Pai!
Estava a ver que expulsava o familiar menos produtivo!
Uma empresa privado e os seus gestores não têem responsabilidades sociais para com os seus trabalhadores. Independentemente da legislação não facilitar, o Estado ao despedir funcionários teria que arcar depois com subsídios de desemprego, descontentamento popular e com perda de votos nas próximas eleições.
O funcionalismo público é uma grande família...
O Estado em Portugal ainda não é um Big brother mas ainda é um Grande Pai!
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kostta Escreveu:Os sindicatos estão contra avaliações,
ninguem está contra a avaliação, o molde da avaliação é que é discutivelestão contra mobilidades,
dependeestão contra promoções pelo valor demonstrado,
erradoestão contra 40 horas semanais,
andar de cavalo para burro?estão contra o novo sistema de baixas
so vem complicar um sistema complicado q cheguee ainda querem ser promovidos automaticamente
erradoe serem aumentados sempre acima da inflação.
quem nao quer? nao será normal?
Basicamente estão contra tudo aquilo que o trabalhor não-público tem de aceitar em todas as empresas.
se esta mal, muda-se .No fundo consideram-se especiais!
somos todos iguais. mas entao quero carro da empresa, telemovel, internet no meu pc, ...Um país pode ter baixa percentagem de funcionários públicos por os serviços tradicionalmente públicos terem sido privatizados...
exactamente
despede-te
Bons investimentos
JacSilva
JacSilva
Discute-se tanto e a solução é tão simples.
Deficit? Excesso de peso da função publica? Mas então a solução não é tão simples? Rua com quem está a mais!
Se a empresa onde eu trabalho tiver redução nos lucros o que acham que vai fazer?
reduzir custos, normalmente diminuição de funcionários (Despedimentos) ou implementação de novas tecnologias e simplificação de processos o que vai dar na mesma a despedimentos.
Se eu tenho um orçamento familiar e de repente vejo esse orçamento reduzido o que faço? Corto nas despesas!
Mas quem são esses senhores designados por "funcionários Publicos" que são tão especiais que não podem ser despedidos? Então eu posso e eles não podem?
Eu acho que isto tudo é culpa do 25 de Abril que permitiu que gente incompetente se instalasse em cargos até hoje sem o minimo de competência.
Ninguém gosta de guerras, mas que devia ter havido uma devia!
Se a empresa onde eu trabalho tiver redução nos lucros o que acham que vai fazer?
reduzir custos, normalmente diminuição de funcionários (Despedimentos) ou implementação de novas tecnologias e simplificação de processos o que vai dar na mesma a despedimentos.
Se eu tenho um orçamento familiar e de repente vejo esse orçamento reduzido o que faço? Corto nas despesas!
Mas quem são esses senhores designados por "funcionários Publicos" que são tão especiais que não podem ser despedidos? Então eu posso e eles não podem?
Eu acho que isto tudo é culpa do 25 de Abril que permitiu que gente incompetente se instalasse em cargos até hoje sem o minimo de competência.
Ninguém gosta de guerras, mas que devia ter havido uma devia!
Re: Sor Kosta
Joao A Escreveu:Da mesma forma que nos privados quem está mal muda-se, na função pública que seja o mesmo, o senhor e as outras centenas de milhar que acha que não estão lá bem façam-nos um favor: saiam... até podia ser metade que a diferença não se notava (na produtividade) no final do ano notava-se e muito.
O défice acabava num instante, pois por cada 5 trablhadores (dos que produzem) temos um que mama e reclama.
PS - O meu sonho é ser funcionário público
quem está mal muda-se é o que estão sempre a dizer. limitei-me a repetir o que estão sempre a dizxer.
conhece-me de algum lado? como sabe que nao produzo? como sabe como eu trabalho?
produzo e muito, infelizmente os privados é que são bons. os publicos são todos os malandros. é tão bom generalizar....
Sor Kosta
Da mesma forma que nos privados quem está mal muda-se, na função pública que seja o mesmo, o senhor e as outras centenas de milhar que acha que não estão lá bem façam-nos um favor: saiam... até podia ser metade que a diferença não se notava (na produtividade) no final do ano notava-se e muito.
O défice acabava num instante, pois por cada 5 trablhadores (dos que produzem) temos um que mama e reclama.
PS - O meu sonho é ser funcionário público
O défice acabava num instante, pois por cada 5 trablhadores (dos que produzem) temos um que mama e reclama.
PS - O meu sonho é ser funcionário público
JA
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- Registado: 16/5/2006 15:59
- Localização: Coimbra
Se a Administração Pública portuguesa tivesse uma gestão mais eficiente e mais transparente nas compras e adjudicações de obras, poderia poupar até quatro por cento do produto interno bruto (PIB), ou seja, cerca de 600 milhões de euros. Os números da poupança foram avançados ontem pelo presidente do Instituto de Administração Pública (INA) na abertura do seminário ‘Novas Perspectivas na Contratação Pública’, que termina hoje em Lisboa.
Portugal tem uma despesa em contratação pública – com a aquisição de bens, serviços e adjudicação de empreitadas – de cerca de 13 a 14 por cento do PIB, afirmou Valadares Tavares, sublinhando não ser impossível ao País obter ganhos de eficiência da ordem dos três a quatro por cento do PIB. Esta poupança equivale a um corte de 20% na despesa. Segundo o presidente do INA, esse objectivo foi alcançado pela Dinamarca.
O que significa que se o Estado fosse mais racional nas suas despesas o défice poderia ser de apenas de 0,6 por cento em vez dos actuais 4,6 por cento.
Actualmente, essa despesa excessiva resulta de processos pouco eficientes, de falta de agregação das compras e de obras com componentes não essenciais, exemplificou Valadares Tavares aos jornalistas, à margem do seminário.
O presidente do INA foi assim um dos participantes de um seminário que visa dar a conhecer e debater o novo código de contratação pública.
Um dos objectivos desta reforma legislativa é, precisamente, “reduzir custos e aumentar a eficiência”, sublinhou, por seu turno, o ministro das Finanças, também presente na cerimónia de abertura do seminário.
Em termos globais, visa “sistematizar regimes e regras, fomentar a simplificação de procedimentos e optimizar a gestão dos recursos públicos”, resumiu Teixeira dos Santos.
Entre as novidades legislativas, irá “estabelecer-se a redução do número de procedimentos [concurso público, concurso limitado por prévia qualificação, negociação por ajuste directo e ajuste directo] e prever-se a existência de um novo procedimento complementar (o chamado diálogo concorrencial)”, disse Teixeira dos Santos.
Por outro lado, serão consagrados novos métodos de boas práticas na contratação pública, tais como “acordos-quadro, centrais de compras, leilões electrónicos e sistemas de aquisição dinâmicos”, adiantou ainda o ministro das Finanças.
TC CRITICA AJUSTE DIRECTO
O presidente do Tribunal de Contas chamou ontem a atenção para “a aplicação muito generosa” prevista no projecto do Código de Contratação Pública, que se encontra em consulta pública, para o procedimento do ajuste directo. Trata-se, segundo Oliveira Martins, de uma generosidade que “pode fazer perigar o princípio da concorrência, outros princípios gerais da actividade administrativa que cumpre acautelar e, em última instância, o interesse público e o princípio da economia que lhe está associado”. A este propósito, Oliveira Martins recordou que a adjudicação de um contrato “deve realizar-se com base em critérios objectivos que assegurem o respeito pelos princípios gerais da actividade administrativa”, mas também através da comparação de propostas.
NOVO CÓDIGO DE CONTRATAÇÃO PÚBLICA
OBSERVATÓRIO
Vai ser criado um sistema de Observação das Obras Públicas, no âmbito do novo Código de Contratação Pública. O objectivo é criar uma lista de empreitadas para melhor controlar quem não cumpre regras. A intenção é distinguir as cumpridoras.
INTERNET
Vão ser tomadas iniciativas com vista
à desmaterialização, ou informatização, dos procedimentos da contratação pública, com vista ao encurtamento de prazos. A informatização dos processos e a internet vão contribuir para a simplificação.
OBRAS A MAIS
Cinco por cento do valor da empreitada é o limite máximo proposto no documento para as obras a mais. Neste momento, o valor situa--se nos 25 por cento, o que já levou associações do sector da construção civil a manifestarem-se contra
Fonte é o correio da manhã
neste país a função pública é uma espécie de subsídio de desemprego encapotado
As pessoas são tão ingénuas e tão agarradas aos seus interesses imediatos que um vigarista hábil consegue sempre que um grande número delas se deixe enganar.
Niccolò Machiavelli
http://www.facebook.com/atomez
Niccolò Machiavelli
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Os sindicatos estão contra avaliações,
ninguem está contra a avaliação, o molde da avaliação é que é discutivel
estão contra mobilidades,
depende
estão contra promoções pelo valor demonstrado,
errado
estão contra 40 horas semanais,
andar de cavalo para burro?
estão contra o novo sistema de baixas
so vem complicar um sistema complicado q chegue
e ainda querem ser promovidos automaticamente
errado
e serem aumentados sempre acima da inflação.
quem nao quer? nao será normal?
Basicamente estão contra tudo aquilo que o trabalhor não-público tem de aceitar em todas as empresas.
se esta mal, muda-se .
No fundo consideram-se especiais!
somos todos iguais. mas entao quero carro da empresa, telemovel, internet no meu pc, ...
Um país pode ter baixa percentagem de funcionários públicos por os serviços tradicionalmente públicos terem sido privatizados...
exactamente
ptmasters Escreveu:Boas,
Até pode parecer que faltam funcionários, porque os que existem (mais uma vez salvo honradas excepções) trabalham mal.
Ainda hoje, e tendo sido atendido às 10:00 da manhã, levei cerca de 90 minutos na PSP para fazer uma participação de furto no carro (só lá fui mesmo por causa do seguro, senão tinha-me borrifado como inicialmente pensei, porque já sei que isto não resulta em nada e só conta mesmo para as estatísticas...)
Aqui, mais uma vez, pareceu-me ser o Estado que cria problema - ou não dá os meios capazes -, pois o pobre do agente da autoriade queixava-se constantemente da lentidão do sistema (que segundo ele é novo, e que está todo em rede), e que durante o horário de expediente, fica tudo mais lento por estarem todos a trabalhar nele.
1 abraço
eles bem que protestam por melhores condições ...ehehe
A fotografia dos sindicalistas da PSP embuçados como terroristas, tirada pelo jornal gratuito "Destak", e que o EXPRESSO cita na edição de sábado, foi para mim um choque.
Não a tinha visto publicada, nem reparei na reportagem que a TVI fez do acontecimento reivindicativo da corporação. Quando a salvei para a edição não queria acreditar. Seria a ETA, a Al-Quaeda ? Não. Eram polícias portugueses e a data não era 1975, era 2006.
Eu já tinha ficado estupefacto o ano passado durante uma manifestação de polícias em Lisboa, que eu fotografei, com o comportamento vergonhoso de muitos dos manifestantes. As fotos que então fiz, eram de cenas indignas de uma corporação que se deve afirmar pela disciplina, a educação, o civismo, a frieza nos momentos empolgantes.
Muitos dos participantes estavam bêbados, outros brincavam com a farda como se fosse um Carnaval, outros insultavam o primeiro-ministro e o ministro da tutela.
Havia alguns mais exibicionistas que se deitavam no chão, simulavam velhice avançada, apresentavam-se como figuras patéticas, tristes, desgraçadas.
Uma das posturas que não se deve nunca perder é a dignidade, a auto-estima. Aqueles cromos da bófia estavam ali a desrespeitar tudo e todos. Um regabofe que foi transmitido pelas televisões. Os protagonistas, da linha da frente, traziam t-shirts com o Che Guevara, abraçavam-se e choravam, dois vinham fardados.
Consequências? Nenhumas. Não houve um processo disciplinar, um castigo, uma repreensão. Uma expulsão.
O governo fez ouvidos de mercador e tapou o Sol com a peneira. Agora aí têm: embuçados como se fossem terroristas. É um escândalo. Depois admirem-se que a polícia não seja respeitada e digam que perdeu o prestígio.
A fotografia de má qualidade acentuou o lado obscuro, clandestino, cobarde da coisa.
Às vezes a falta de nitidez acentua o dramatismo, a mensagem torna-se mais eficaz.
De novo a discussão sobre as virtudes das imagens feitas com telemóveis, jornalismo do cidadão, neste caso da polícia (!).
Voltaremos a este debate.
Até lá cuidado! Onde pára a polícia?
Luiz Carvalho
Coordenador-geral de Fotografia do EXPRESSO
http://expresso.clix.pt/COMUNIDADE/blog ... 15940.aspx
Boas,
Até pode parecer que faltam funcionários, porque os que existem (mais uma vez salvo honradas excepções) trabalham mal.
Ainda hoje, e tendo sido atendido às 10:00 da manhã, levei cerca de 90 minutos na PSP para fazer uma participação de furto no carro (só lá fui mesmo por causa do seguro, senão tinha-me borrifado como inicialmente pensei, porque já sei que isto não resulta em nada e só conta mesmo para as estatísticas...)
Aqui, mais uma vez, pareceu-me ser o Estado que cria problema - ou não dá os meios capazes -, pois o pobre do agente da autoriade queixava-se constantemente da lentidão do sistema (que segundo ele é novo, e que está todo em rede), e que durante o horário de expediente, fica tudo mais lento por estarem todos a trabalhar nele.
1 abraço
Até pode parecer que faltam funcionários, porque os que existem (mais uma vez salvo honradas excepções) trabalham mal.
Ainda hoje, e tendo sido atendido às 10:00 da manhã, levei cerca de 90 minutos na PSP para fazer uma participação de furto no carro (só lá fui mesmo por causa do seguro, senão tinha-me borrifado como inicialmente pensei, porque já sei que isto não resulta em nada e só conta mesmo para as estatísticas...)
Aqui, mais uma vez, pareceu-me ser o Estado que cria problema - ou não dá os meios capazes -, pois o pobre do agente da autoriade queixava-se constantemente da lentidão do sistema (que segundo ele é novo, e que está todo em rede), e que durante o horário de expediente, fica tudo mais lento por estarem todos a trabalhar nele.
1 abraço
O que é um cínico? É aquele que sabe o preço de tudo, mas que não sabe o valor de nada.
o peso dos serviços públicos em cada país
Seria preciso conhecer verdadeiramento a economia de cada país a fim de saber que percentagem de serviços tradicionalmente públicos estão privatizados para podermos fazer comparações. Um país pode ter baixa percentagem de funcionários públicos por os serviços tradicionalmente públicos terem sido privatizados...
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- Registado: 14/12/2005 17:02
O problema é que temos um rácio tão alto como os países mais desenvolvidos e a qualidade do serviço de 3º mundo.
A gestão tem falhado mas, com semanas de 35 horas, mobilidade zero, produtividade baixa, direitos de lorde e avaliação inexistente é impossível algum gestor conseguir melhorar seja o que for.
Os sindicatos estão contra avaliações, estão contra mobilidades, estão contra promoções pelo valor demonstrado, estão contra 40 horas semanais, estão contra o novo sistema de baixas e ainda querem ser promovidos automaticamente e serem aumentados sempre acima da inflação. Basicamente estão contra tudo aquilo que o trabalhor não-público tem de aceitar em todas as empresas. No fundo consideram-se especiais!
A gestão tem falhado mas, com semanas de 35 horas, mobilidade zero, produtividade baixa, direitos de lorde e avaliação inexistente é impossível algum gestor conseguir melhorar seja o que for.
Os sindicatos estão contra avaliações, estão contra mobilidades, estão contra promoções pelo valor demonstrado, estão contra 40 horas semanais, estão contra o novo sistema de baixas e ainda querem ser promovidos automaticamente e serem aumentados sempre acima da inflação. Basicamente estão contra tudo aquilo que o trabalhor não-público tem de aceitar em todas as empresas. No fundo consideram-se especiais!
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- Registado: 20/11/2006 23:09
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Não me escandalizaria que países com menor população que o nosso, tivesse uma relação de funcionários públicos/nº de habitantes mais desfavorável, porque me parece que nesta relação não deveria haver proporcionalidade, mas nem o Luxemburgo nos consegue gangar
Cmpts
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Cmpts
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Dimensão da Função Publica
tópico com elevada probabilidade de criar polémica
2006-11-20 - 13:01:00
Administração Central do Estado
Um funcionário público para cada 17 pessoas
O número de Funcionários Públicos é excessivo ou reduzido? O debate arrasta-se há já bastantes anos e volta a estar em cima da mesa com a discussão do Sistema de Vínculos, Carreiras e Remunerações que se iniciou, na semana passada, entre Governo e sindicatos. A pergunta não tem ainda resposta, mas segundo os últimos números divulgados pelo Governo e referentes à Administração Central (568 384), Portugal é o País que tem o maior número de funcionários públicos por habitante: existe um funcionário para cada 17,6 cidadãos.
A estatística fica ainda mais pesada se tomarmos em consideração todo o conjunto de pessoas que trabalha para o Estado no conjunto das administrações: 737 774, de acordo com a Caracterização dos Recursos Humanos da Administração Pública, divulgado em Setembro passado pelo Executivo de José Sócrates.
O mesmo documento revela que o número de funcionários está repartido pela administração directa e indirecta do Estado (568 384), pela administração regional (38 740) e pela administração local (130 650). Tomando em consideração este universo, existe um funcionário público para cada 13,5 habitantes.
A interpretação quanto a este ser um número elevado ou diminuto depende da comparação que se faça. Assim, por exemplo, 737 774 funcionários são poucos se comparados com os mais de 2460 milhões que existem em Espanha. Mas se tivermos em conta o factor população, o número passa a ser excessivo.
Se o Estado português tem um funcionário público por cada 13,5 dos seus dez milhões de cidadãos, a vizinha Espanha tem um funcionário por cada 18 dos seus perto de quarenta milhões de cidadãos.
Ambos os valores são excessivos quando comparados com os da Alemanha, país que tem uma população de perto de 83 milhões e apenas um funcionário público por cada 25 habitantes.
Avaliando apenas o número de trabalhadores da administração central, e de acordo com os dados do gabinete de estatísticas da Comissão Europeia, o Eurostat, revelados em Junho (ver gráfico) o nosso país continua a ter um número elevado de funcionários em relação à população: um por cada 17,6 cidadãos.
Em Espanha há um funcionário por cada 34,9 habitantes e na Alemanha um para cada 28,8 cidadãos.
Comparando Portugal com um país europeu com uma população equivalente, como a Hungria, o nosso país continua a ganhar em número de funcionários públicos. Aquele Estado recém-chegado à União Europeia tem um funcionário por cada 34,5 habitantes.
A resposta à pergunta sobre se há ou não funcionários públicos a mais também varia entre os sindicatos e o Governo. Para o último é preciso reduzir a despesa do Estado, logo há que diminuir o número de funcionários nas administrações públicas. Os sindicatos defendem que não existem funcionários a mais, o que existe é uma má gestão dos recursos humanos ao serviço do Estado.
Até ao final do ano, os vários ministérios vão definir o número de funcionários que querem ter em função da segunda fase de implementação do Plano de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE).
UM HORÁRIO DE 35 HORAS POR SEMANA
Portugal é um dos Estados-membros da União Europeia cujos funcionários públicos trabalham menos horas por semana, ou seja, estão ao serviço durante apenas 35 horas. Abaixo do nosso país encontra-se a Itália, cujos trabalhadores estatais têm uma semana de apenas 32,9 horas. A jornada laboral é maior na Áustria, onde os funcionários públicos trabalham 40 horas por semana. Em Espanha trabalham-se 38 horas por semana na Administração Pública. O Reino Unido tem um esquema de trabalho diferente dos restantes Estados-membros.
UM TRABALHADOR POR CADA SETE ACTIVOS
A estatística pode revelar factos surpreendentes. Se tomarmos em consideração todo o universo de funcionários que dependem do Estado (Administração Central, Local e Regional) e o dividirmos pelo número da população activa (5604 milhões de cidadãos, segundo os últimos dados revelados pelo Instituto Nacional de Estatística) verificamos que há um funcionário por cada 7,6 activos. Se esse mesmo universo for dividido pelo número de pessoas empregadas (5187 milhões), então o resultado desce para um funcionário para cada sete trabalhadores empregados.
REACÇÕES DOS SINDICATOS
"HÁ FALTA DE TRABALHADORES (ANA AVOILA, FRENTE COMUM)
“Até hoje ninguém conseguiu provar que há funcionários públicos em excesso”, sublinhou a coordenadora da Frente Comum, Ana Avoila. Aquela responsável considera que “há falta de trabalhadores em três Ministérios – na Segurança Social, na Administração Interna e na Educação falta pessoal não docente”, adiantou a sindicalista para quem há pessoas mal distribuídas nas administrações públicas. Ana Avoila tem sido muito crítica da política do Governo, a quem acusa de, propositadamente, apresentar, “propostas fechadas”, sem possibilidade de negociação.
"UM PROBLEMA POLÍTICO" (NOBRE DOS SANTOS, FESAP)
“Este é mais um problema político do que real”, afirmou ao CM Nobre dos Santos, dirigente da Frente Sindical da Administração Pública (FESAP). O sindicalista salienta que a questão de saber se há funcionários públicos em excesso ou não deve ser cuidadosamente avaliada, porque “se em determinadas áreas há pessoal a mais, noutras há falta de pessoal”. Nobre dos Santos espera que o Governo quantifique esta situação em breve, até mesmo para melhor compreender a questão da mobilidade que o ministro das Finanças e da Administração Pública quer implementar.
"MAIS QUALIDADE NO SERVIÇO" (BETTENCOURT PICANÇO)
“Aquilo que queremos é que o País tenha um melhor serviço público, isso é que é fundamental”, sublinhou Bettencourt Picanço, dirigente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE). O sindicalista manifestou dúvidas quanto à acuidade dos dados revelados pelo departamento de estatística da União Europeia (EUROSTAT), frisando que “Portugal está na cauda da União Europeia em matéria de número de funcionários”. O STE revelou, recentemente, um estudo da Cap Gemini onde se demonstra que os salários da Função Pública são muito inferiores aos do sector privado.
MANIFESTAÇÃO
No próximo dia 25 de Novembro a CGTPconvoca uma manifestação para protestar contra as medidas na Função Pública.
MENOS SEIS MIL
O Governo espera reduzir em seis mil funcionários públicos, a máquina do Estado durante o próximo ano.
MOBILIDADE
Foi aprovado, em Outubro, na especialidade o novo regime da mobilidade para os funcionários públicos.
PODER DE COMPRA
Os sindicados dizem que o poder de compra dos funcionários públicos está em queda há cinco anos.
FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS NA UNIÃO EUROPEIA
Administração Directa e Indirecta do Estado na União Europeia (excluindo as adminsitrações regionais e locais)
PAÍS - FUNCIONÁRIOS - NÚMERO DE HABITANTES POR FUNCIONÁRIO
Portugal - 568 384 (Número actualizado pelo Governo em Setembro de 2006) - 17,6
Luxemburgo - 24 000 - 20,8
Bélgica - 444 000 - 23,4
Chipre - 29 000 - 24,1
Letónia - 90 00 - 25,5
França - 2 302 000 - 26
Malta - 14 000 - 28,5
Alemanha - 2 861 000 - 28,8
Grécia - 381 000 - 28,8
Holanda - 558 000 - 29,2
Reino Unido - 2 010 000 - 29,7
Rep. Checa - 333 000 - 30,6
Dinamarca - 173 000 - 31,2
Áustria - 254 000 - 31,8
Eslováquia - 161 000 - 33,5
Eslovénia - 59 000 - 33,8
Hungria - 292 000 - 34,5
Espanha - 1 212 000 - 34,9
Estónia - 39 000 - 35,8
Suécia - 250 000 - 36
Irlanda - 105 000 - 38
Itália - 1 463 000 - 39,5
Polónia - 901 000 - 42,3
Lituânia - 76 000 - 44,7
Finlândia - 113 000 - 46
Total UE - 14 171 000 - 32,2
Dados : Eurostat relativos ao número de funcionários públicos na Administração Central do Estado, excluindo administrações locais e regionais.
Sandra Rodrigues dos Santos
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp? ... al=181&p=0
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