«Amiguismo» e «compadrio» nas escolas
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@rmando, como deves saber no ensino superior seja ele americano ou qualquer outro existem milhares de disciplinas diferentes,pelo que os critérios de admissão são bastante variados, o que não se passa no ensino até ao secundário, deste modo o critério de selecção passa acima de tudo pela graduação tudo o resto pouco interessa.
Acho isto muito triste e o pior é que ninguém vai fazer nada porque os contratados não passam de um bando de nómadas desempregados. Agora aqueles professores mais antigos não querem saber, só lhes interessa se vão ganhar mais 5 menos 5.
Por fim só digo: é duro ser jovem em Portugal.
Acho isto muito triste e o pior é que ninguém vai fazer nada porque os contratados não passam de um bando de nómadas desempregados. Agora aqueles professores mais antigos não querem saber, só lhes interessa se vão ganhar mais 5 menos 5.
Por fim só digo: é duro ser jovem em Portugal.
In God we trust, all others bring data.
Uma das maiores virtudes do sistema de Ensino Superior americano é o facto das Universidades terem total liberdade na contratação dos professores que vão de encontro aos interesses das mesmas... Quando se fala em Portugal, vem logo à baila a história «dos tachos» sem que se perceba que os professores são profissionais como os outros onde cabem os «nível zero» e os «topo de gama». Se eu fosse responsável por uma escola preferia largamente esperar 15 dias e contratar o professor que me parecesse ideal para o cargo do que em 8 dias levar com «o que se segue na lista».
armando
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Cardoso o modelo é tudo menos burocrático, todas as semanas sai uma lista na internet com as colocações ordenadas por classificação no concurso nacional. A partir de agora a escola terá de por um anuncio no jornal e os professores enviar os seus curriculos, para a apreciação pela escola. Onde se ganha tempo? Onde se facilita? Para que é o plano tecnologico? Que é da contratação por mérito?
Não compreendo isto...
Não compreendo isto...
In God we trust, all others bring data.
É verdade que isto poderá levar a situações menos claras. Este processo já existiu em tempos, quando depois dos ex mini concursos, eram declaradas vagas nas escolas pelos motivos mais variados. Sou desse tempo e sei que nem sempre os mais bem classificados eram os colocados.A porta estava aberta ao amiguismo. E por isso se acabou com o processo. Hoje em dia, o processo de colocação em vaga aberta depois de iniciado o ano lectivo é rapidíssimo, sendo tudo feito informaticamente e via net. Há colocações todas as semanas e portanto no máximo demorará seis dias a substituir um professor. Não entendo porque querem mudar.
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Keyser,
por incrível que pareça os professores também são humanos... é claro que em algumas Escolas se pode esperar que vão existir casos de contratações menos transparentes (tal como acontece em todos os outros sectores da nossa sociedade).
Eles estão é a tentar defender o modelo actual em que há uma ordenação dos professores a nível nacional e essa ordenação é utilizada para as colocações. No entanto é um modelo demasiado burocrático e que, no meu entender deve ser alterado.
Mas não vejo inconveniente em que a Escola mantenha listas de docentes disponíveis e seja OBRIGADA a contratar o que estiver melhor posicionado a nível nacional (e não o sobrinho do sr. fulano de tal).
Cumprimentos
por incrível que pareça os professores também são humanos... é claro que em algumas Escolas se pode esperar que vão existir casos de contratações menos transparentes (tal como acontece em todos os outros sectores da nossa sociedade).
Eles estão é a tentar defender o modelo actual em que há uma ordenação dos professores a nível nacional e essa ordenação é utilizada para as colocações. No entanto é um modelo demasiado burocrático e que, no meu entender deve ser alterado.
Mas não vejo inconveniente em que a Escola mantenha listas de docentes disponíveis e seja OBRIGADA a contratar o que estiver melhor posicionado a nível nacional (e não o sobrinho do sr. fulano de tal).
Cumprimentos
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«Amiguismo» e «compadrio» nas escolas
eheheh....o conselho pedagógico e ao conselho executivo é constituído por professores...ou seja, o Sindicato está a a criticar os próprios Professores
«Amiguismo» e «compadrio» nas escolas
2006/11/14 | 18:31
Sindicatos de professores contra contratação directa de docentes
As escolas vão poder contratar professores através de anúncios nos jornais, em situações como a substituição de docentes de baixa ou o desenvolvimento de projectos de combate ao insucesso, segundo um diploma apresentado esta terça-feira aos sindicatos, escreve a Lusa.
De acordo com o documento, os estabelecimentos de ensino podem iniciar, já a partir de Janeiro, processos autónomos de recrutamento de docentes, com quem estabelecem contratos individuais de trabalho, uma medida que, segundo a tutela, visa garantir «uma maior rapidez na substituição temporária de professores e possibilitar a escolha dos candidatos com um perfil mais ajustado às necessidades».
A substituição de professores que se encontram doentes ou de licença de maternidade, o recrutamento de formadores para áreas mais técnicas dos cursos profissionais ou artísticos especializados e o desenvolvimento de projectos de enriquecimento curricular e combate ao insucesso escolar são as três situações previstas no documento para a contratação directa por parte das escolas.
Cabe ao conselho pedagógico e ao conselho executivo estabelecer os requisitos, o perfil e as habilitações que os candidatos devem apresentar, critérios que são depois divulgados em anúncios na Internet e nos jornais.
Até agora, os estabelecimentos de ensino não podiam contratar professores directamente, sendo a substituição de docentes feita ao longo do ano através de concursos cíclicos de colocação, realizados a nível nacional, que deixam de existir a partir de Dezembro.
Os contratos individuais de trabalho a celebrar ao abrigo deste diploma terão a duração mínima de 30 dias e não poderão ultrapassar o fim do ano lectivo, sendo que os horários a atribuir não podem exceder metade do horário lectivo, excepto no caso do primeiro ciclo.
Sindicatos temem «amiguismo»
Os sindicatos do sector temem que o novo regime aumente a instabilidade profissional e crie situações de favorecimento pessoal, uma vez que o critério para a contratação deixa de ser a lista nacional de graduação.
Para a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), a medida abre portas «à discricionariedade, à arbitrariedade, ao amiguismo e ao compadrio, com as escolas a poderem fixar os seus próprios critérios de selecção, que poderão ser muito diferentes de escola para escola».
A substituição do contrato administrativo, até aqui em vigor, pelo contrato individual de trabalho torna mais precária a situação dos docentes, acusa a federação, criticando ainda a existência de uma quota anual de contratação, que diz limitar a satisfação das necessidades de recrutamento das escolas.
Em declarações à agência Lusa, também António Tojo, da Federação Nacional do Ensino e Investigação (Fenei), contestou a proposta do ME, alegando igualmente que o contrato individual aumenta a instabilidade profissional dos docentes.
"A selecção destes professores é, contudo, o que mais nos preocupa. Os critérios são muito indefinidos e isso faz com que a lista de graduação profissional seja ultrapassada e com que possam ocorrer situações de favorecimento pessoal", criticou.
O novo regime já tinha sido apresentado no início de Julho pela tutela, mas o documento não chegou a ser negociado com as organizações sindicais.
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