OPA falhada?
Correcto. Tudo depende aonde vao parar os 7,3%.
A mim o que me surpreende 'e ver que ha pessoas que acreditam tanto, mas tanto nos 'doutores iluminados' do Bcp, que tendo papel em maos ficaram contentes com esta noticia
...
A questao coloca-se nestes termos: neste momento ha um accionista que tem uma enormidade de accoes em maos e que diz que as quer vender... Sera bom para os restantes accionistas do Bcp ?
(PS: pobre PTP, tem feito o perfeito papel de menino de coro: anda ha 8 meses a correr atras do prejuizo !)
A mim o que me surpreende 'e ver que ha pessoas que acreditam tanto, mas tanto nos 'doutores iluminados' do Bcp, que tendo papel em maos ficaram contentes com esta noticia
...
A questao coloca-se nestes termos: neste momento ha um accionista que tem uma enormidade de accoes em maos e que diz que as quer vender... Sera bom para os restantes accionistas do Bcp ?
(PS: pobre PTP, tem feito o perfeito papel de menino de coro: anda ha 8 meses a correr atras do prejuizo !)
James Wheat
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Re: Re
JAS Escreveu:É um claro reconhecimento de que considera não ter qualquer hipótese de vir a lançar uma contra-opa ao BCP.
Por outro lado já estamos habituados a que o BPI venda as boas participações.
E ao BCP também não dava jeito nenhum ficar, após a OPA, com 7,3% de acções próprias... JAS
Hummmm
! Concordo com o primeiro paragrafo: o Bpi - e so a instituicao Bpi - nao parece querer contra-opar o Bcp.
Agora essa do Bcp nao querer ficar com os 7,3% de accoes proprias 'e que 'e um passo a mais no discurso...
De facto nao lhe interessaria, desde que soubesse que as mesmas estao em 'boas maos', de outra forma sera fonte de grande preocupacao.
Para o Bcp nao 'e irrelevante saber quem 'e que ficara com essa posicao, nao acha JAS ?
Abraco e bons negocios. JW
James Wheat
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Re
LISBOA (DJ Bolsa)- O banco BPI (BPI.LN) revelou esta quarta-feira em comunicado que convocou uma assembleia geral extraordinária, para decidir sobre a proposta da administração em alienar a participação que detêm no BCP (BCP.LB).
O BPI que está a ser alvo de uma oferta pública de aquisição por parte do BCP, detêm 7,3% do capital social do Banco Comercial Português.
Na bolsa de Lisboa as acções do BPI terminaram a sessão desta quarta-feira a valorizarem 0,34% para cotarem a EUR5,99, enquanto o BCP avançou 1,17% para EUR2,59.
Produzido para a Dow Jones Newswires pela Webtexto
É um claro reconhecimento de que considera não ter qualquer hipótese de vir a lançar uma contra-opa ao BCP.
Por outro lado já estamos habituados a que o BPI venda as boas participações.
E ao BCP também não dava jeito nenhum ficar, após a OPA, com 7,3% de acções próprias...
JAS
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Re
James Wheat Escreveu:Há também um grande festim por parte de alguns sectores, pelo revogar do pacto ontem... Pergunta (para ver se eu adiro a esse entusiasmo): porque razão há-de algum membro no nucleo duro vender agora a sua posição ao Bcp, em vez de o fazer a qq outro parceiro actual, se o valor a pagar fôr o mesmo ? Porque razão há-de a preferência deixar de funcionar, só porque não existe um papel ? Não terá o 'desprezo' pelo Bcp vindo a aumentar por todos aqueles que actualmente controlam o Bpi ? Não estarão mais e mais apostados numa de "só mesmo em ultimo caso - caso ninguém queira cobrir a parada - vendemos ao Bcp".
A pergunta deve ser reformulada...
A grande questão é se os os outros membros do núcleo duro podem e querem comprar.
Se o La Caixa pretender vender, o Itaú não pode comprar sem ficar obrigado s opar o resto.
E vice-versa.
E interessa-lhes comprar o resto do BPI ou será mais rentavel passar a ter uma participação importante no BCP?
Ou estaremos a pensar que o comprador seria a Allianz?
Um abraço,
JAS
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3. Eu aposto que a Opa vai chumbar (como sempre o disse), mas não tenho 100% de certeza disso (nunca o disse). Como tal não ignoro "lunáticamente" nada, muito menos o modo absolutamente irresponsável como Board do Bcp gere o 'cash' dos accionistas - em particular dos mais pequenos, que não estão metidos em jogos de duplo interesse !
Já aqui o disse há vários meses: o Jardim & Cia são um autêntico canhão à solta e não olham a meios para atingir os fins que, a eles, mais lhes servem.
4. Finally, é evidente que não foi intenção chamar nomes feios às ideias de ninguém e a insinuação de que o fiz é intelectualmente insustentável. Pegar na expressão "confabulações" não dá para esticar tanto. De todas formas se fui mal interpretado por si, I am very, very sorry !
PS: em relação às mais recentes mensagens... A ideia de que o La Caixa anda a comprar Bcp não me admira nada, pelo contrário, vai no mesmo sentido do que eu tenho dito ! Eu acho que 'os nuestros hermanos' estão PARA FICAR, seja a controlar o Bpi, seja inclusive para vir a controlar o Bcp ! Por enquanto só o Catroga avisa dos perigos do 'papão espanhol', mas... We shall see.
_________________
James Wheat
Pois, eu não sei se a opa passará ou não passará... sei que o BPI está convencido que não passa e o BCP está convencido que passa. E nesta altura do campeonato ainda estarem convencidos de que passa... se calhar é porque têm ainda algo na manga. E como concordo contigo em como eles caçam pardais com canhões... nada me surpreende. Agora, se o la caixa quer comprar o bcp, não me ocorreu essa, pelo menos no imediato. O que me ocorreu - e foi uma das teorias que andaram na "praça" - é que a opa pode ter sido lançada como resposta a uma ameaça ao próprio BCP (o que explicaria o modo aparentemente desastrado com que a operação foi lançada). Se a ameaça poderia ser o La Caixa... não sei. Mas pode ser uma hipotese.
Quanto às interpretações, eu diria que foste bem interpretado, sim, mas estás perdoado
Pata-Hari Escreveu: James, não sei se a tua opinião é assim tão fria quanto isso, ehhe. Das tuas 89000 mensagens no caldeirão, 88998 são acerca do bcp.
... Lembra-te que os accionistas não são pai e mãe do BPI. O FU e o ASS são o pai e mãe, o bebé é deles. Para os accionistas, é um negócio antigo e interessante mas é um negócio. E negócios têm preços. Como o preço não é problema para o BCP...
Tu chamas a isto "confabulações". Estás no teu direito. Eu também posso chamar "lunatismo" a ignorares que o BPI é um negócio para os seus accionistas - mas não chamo porque é feio chamar nomes às ideias de cada um e não é isso que os vai convencer que a nossa é que é a correcta.
Cara Pata, deixe-me fazer um par de comentários, até para não deixar este tópico manchado (vide pt 4):
1. Eu nunca disse que a minha leitura da situação era/é "fria"... Mas fico deveras satisfeito por, nas minhas análises, lhe ter transmitido essa sensação. Acho que diz muito sobre a forma como tenho fundamentado as minhas opiniões.
2. 99% das minhas mensagens são sobre Bcp, porque é de facto um tema que me diz muito... e não é só pq neste momento 99% do meu cash está lá. Embora tal fosse motivo suficiente.
3. Eu aposto que a Opa vai chumbar (como sempre o disse), mas não tenho 100% de certeza disso (nunca o disse). Como tal não ignoro "lunáticamente" nada, muito menos o modo absolutamente irresponsável como Board do Bcp gere o 'cash' dos accionistas - em particular dos mais pequenos, que não estão metidos em jogos de duplo interesse !
Já aqui o disse há vários meses: o Jardim & Cia são um autêntico canhão à solta e não olham a meios para atingir os fins que, a eles, mais lhes servem.
4. Finally, é evidente que não foi intenção chamar nomes feios às ideias de ninguém e a insinuação de que o fiz é intelectualmente insustentável. Pegar na expressão "confabulações" não dá para esticar tanto. De todas formas se fui mal interpretado por si, I am very, very sorry
PS: em relação às mais recentes mensagens... A ideia de que o La Caixa anda a comprar Bcp não me admira nada, pelo contrário, vai no mesmo sentido do que eu tenho dito ! Eu acho que 'os nuestros hermanos' estão PARA FICAR, seja a controlar o Bpi, seja inclusive para vir a controlar o Bcp ! Por enquanto só o Catroga avisa dos perigos do 'papão espanhol', mas... We shall see.
James Wheat
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Re: Re
JAS Escreveu:É tudo uma questão de preço...
Para o La Caixa a posição no BPI é essencialmente financeira pelo que trocar por uma posição financeira num BCP+BPI será apenas optar por um banco maior.
O reforço que o La Caixa anda a fazer no BPI pode servir para isso mesmo.
E, se calhar, são eles quem também anda a comprar BCP e que, até agora, nada comunicou.
JAS
Subescrevo o JAS disse.
A LA CAIXA pode ser um accionista de duas caras.
Esperamos para ver o que isto vai dar.
Esperar na bolsa é uma grande Virtude.
Re
É tudo uma questão de preço...
Para o La Caixa a posição no BPI é essencialmente financeira pelo que trocar por uma posição financeira num BCP+BPI será apenas optar por um banco maior.
O reforço que o La Caixa anda a fazer no BPI pode servir para isso mesmo.
E, se calhar, são eles quem também anda a comprar BCP e que, até agora, nada comunicou.
JAS
Para o La Caixa a posição no BPI é essencialmente financeira pelo que trocar por uma posição financeira num BCP+BPI será apenas optar por um banco maior.
O reforço que o La Caixa anda a fazer no BPI pode servir para isso mesmo.
E, se calhar, são eles quem também anda a comprar BCP e que, até agora, nada comunicou.
JAS
Na Bolsa como no Poker há que ter uma boa mão...
James, não sei se a tua opinião é assim tão fria quanto isso, ehhe. Das tuas 89000 mensagens no caldeirão, 88998 são acerca do bcp
.
A opa a este preço está morta, isso é claro. O BCP parece continuar convencido de que a opa vai para a frente. Aliás, até já ouvi qual o valor mágico para o qual supostamente vão subir o preço. Sabendo isso e mais umas coisinhas (porque portugal é um penico e tudo se sabe e se ouve), eu diria que o BCP já decidiu subir o preço e até está disposto a dar um bom preço (tu como conhecedor profundo deves conhecer aquela famosa frase da administração do BCP em que afirmaram que o dinheiro nunca foi um problema
(leia-se, "dinheiro há sempre, dos accionistas e clientes que levam sempre com os aumentos de capital que lhes impusermos"). Sabendo que la caixa já disse que quer crescer em Portugal ou através do BPI ou de agencias próprias (e que eu até leio como podendo ser uma eventual demonstração de interesse comprador), parece-me que poderia ser um negócio interessante para o LA Caixa trocar participações com o BCP e negociar ficarem com toda a parte duplicada do negócio se a opa do BCP acontecer.
Naturalmente para o BCP isso não é a solução ideal, mas é uma possível.
Lembra-te que os accionistas não são pai e mãe do BPI. O FU e o ASS são o pai e mãe, o bebé é deles. Para os accionistas, é um negócio antigo e interessante mas é um negócio. E negócios têm preços. Como o preço não é problema para o BCP...
Tu chamas a isto "confabulações". Estás no teu direito. Eu também posso chamar "lunatismo" a ignorares que o BPI é um negócio para os seus accionistas - mas não chamo porque é feio chamar nomes às ideias de cada um e não é isso que os vai convencer que a nossa é que é a correcta.
A opa a este preço está morta, isso é claro. O BCP parece continuar convencido de que a opa vai para a frente. Aliás, até já ouvi qual o valor mágico para o qual supostamente vão subir o preço. Sabendo isso e mais umas coisinhas (porque portugal é um penico e tudo se sabe e se ouve), eu diria que o BCP já decidiu subir o preço e até está disposto a dar um bom preço (tu como conhecedor profundo deves conhecer aquela famosa frase da administração do BCP em que afirmaram que o dinheiro nunca foi um problema
Naturalmente para o BCP isso não é a solução ideal, mas é uma possível.
Lembra-te que os accionistas não são pai e mãe do BPI. O FU e o ASS são o pai e mãe, o bebé é deles. Para os accionistas, é um negócio antigo e interessante mas é um negócio. E negócios têm preços. Como o preço não é problema para o BCP...
Tu chamas a isto "confabulações". Estás no teu direito. Eu também posso chamar "lunatismo" a ignorares que o BPI é um negócio para os seus accionistas - mas não chamo porque é feio chamar nomes às ideias de cada um e não é isso que os vai convencer que a nossa é que é a correcta.
Ulisses,
O La Caixa vai fazer correr muita tinta em Portugal em 2007... Para já é só o Eduardo Catroga a falar, mas está-se mesmo a ver o filme... Muitas páginas no Expresso e no Sol se escreverão.
Em Espanha não podem controlar nenhum banco, mas em Portugal nada os impede. Neste caso junta-se a fome à vontade de comer, ou seja:
1. O La Caixa sempre quis controlar bancos em Espanha, como veículo de gestão dos seus enormes fluxos de caixa.
2. Em Portugal tem um cenário anteriormente inimaginável, no qual pode controlar o mais bem gerido banco privado, sem sequer deter a maioria do seu capital.
3. Com a decisão da AdC vai ficar a saber com que limitações conta numa futura operação de concentração bancária em Portugal.
O Pacto do Bpi foi desfeito a semana passada, numa reunião entre todos os seus signatários, na qual foram discutidas possíveis alternativas ao mesmo... No final decidiram todos simplesmente abordar a Opa sem Pacto. Tipo 'é deixá-los pousar'...
O La Caixa vai fazer correr muita tinta em Portugal em 2007... Para já é só o Eduardo Catroga a falar, mas está-se mesmo a ver o filme... Muitas páginas no Expresso e no Sol se escreverão.
Em Espanha não podem controlar nenhum banco, mas em Portugal nada os impede. Neste caso junta-se a fome à vontade de comer, ou seja:
1. O La Caixa sempre quis controlar bancos em Espanha, como veículo de gestão dos seus enormes fluxos de caixa.
2. Em Portugal tem um cenário anteriormente inimaginável, no qual pode controlar o mais bem gerido banco privado, sem sequer deter a maioria do seu capital.
3. Com a decisão da AdC vai ficar a saber com que limitações conta numa futura operação de concentração bancária em Portugal.
O Pacto do Bpi foi desfeito a semana passada, numa reunião entre todos os seus signatários, na qual foram discutidas possíveis alternativas ao mesmo... No final decidiram todos simplesmente abordar a Opa sem Pacto. Tipo 'é deixá-los pousar'...
James Wheat
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A minha opinião vai muito a linha com a do James. Mesmo com o fim do pacto, a este preço os principais accionistas do BPI não estão dispostos a vender. Alguns dirão que não venderão a qualquer preço mas, na realidade, o fim da coesão daquele grupo tem também o preço. Qual é? Não sei. Mas seguramente não é aquele que foi oferecido pelo BCP.
Um abraço,
Ulisses
Um abraço,
Ulisses
Ontem, depois da suspensão do Pacto, transaccionaram-se mais 800.000 acções do Bpi. Hoje já vai em 1,4 milhões. Daqui a 2 semanas ficaremos a saber que o la Caixa comprou mais 2%-3% do Bpi. Tudo feito a preços à volta de €5.95, pelo que nem entendo porque razão alguém pensa que preços de €5.85-€5.90 fazem sentido... Quem anda a comprar vai vender mais barato ?!? Porquê ?!? Troca de posições ? Mas avaliada a preços mais baixos do que andou a comprar ?!? Não percebo.
Esta Opa só vai para a frente com €6.50-€6.70, as partes tomaram posições de enorme conflictualidade (muito bem visto pelo Ulrich !) e não têm campo de manobra para se entenderem 'com trocados'. E o Bcp vai ter que convencer todo o núcleo duro, não se trata só de comprar o La Caixa, porque esta não vai trair os restantes. É isto que explica a retoma da queda das acções do Bcp.
PS: A perspectiva de que o La Caixa vai virar de campo e se vai 'vender' ao Bcp, fazendo desmoronar a defesa da Opa, parece-me... surrealista ! Até pela mentalidade dos Espanhóis e sobretudo dos Catalãos ! O La Caixa olha para o Bcp, como Espanha olha para Portugal: os tipos veem-se noutro patamar. Em que de facto estão - custa, mas... é a verdade !
Esta Opa só vai para a frente com €6.50-€6.70, as partes tomaram posições de enorme conflictualidade (muito bem visto pelo Ulrich !) e não têm campo de manobra para se entenderem 'com trocados'. E o Bcp vai ter que convencer todo o núcleo duro, não se trata só de comprar o La Caixa, porque esta não vai trair os restantes. É isto que explica a retoma da queda das acções do Bcp.
PS: A perspectiva de que o La Caixa vai virar de campo e se vai 'vender' ao Bcp, fazendo desmoronar a defesa da Opa, parece-me... surrealista ! Até pela mentalidade dos Espanhóis e sobretudo dos Catalãos ! O La Caixa olha para o Bcp, como Espanha olha para Portugal: os tipos veem-se noutro patamar. Em que de facto estão - custa, mas... é a verdade !
James Wheat
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er
Já nao sei se a OPA será boa se má para a cotaçao, ontem a partir do momento que saiu a declaraçao do anulamento do pacto assistui-se de imediato a vendas, o AC ainda ensombra a conversa
Penso que para nós pequenos accionistas a Opa falhada e por consequecia os rumores que o Bcp sofra Opa ele mesmo, seria bem mais vantajoso.A minha opiniao é que a opa vai falhar, logo se verá.
Penso que para nós pequenos accionistas a Opa falhada e por consequecia os rumores que o Bcp sofra Opa ele mesmo, seria bem mais vantajoso.A minha opiniao é que a opa vai falhar, logo se verá.
e' preciso viver nao apenas existir
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Pata-Hari Escreveu:E se o bcp oferecer ao la caixa as "postas restantes"?
Pata, a que é que se refere concretamente ? Can you please elaborate
?!?
Há certas sectores que continuam a ver o Bcp e o La Caixa a negociar às escondidas do Board do Bpi e do núcleo duro...
Vamos a factos: até à data, aquilo que de concreto existe, é o aumento de posição do La Caixa - constituindo o principal aliado do Ulrich e do Santos Silva na batalha pelo controlo do banco. O resto não passam de confabulações, onde se imagina que um gigante como o La Caixa vai quebrar a palavra (
!) e vai trair o Itaú, o núcleo duro e o Board do Bpi por meia dúzia de tostões (sim, à data o Bpi está menos de 5% acima de €5,70).
Há também um grande festim por parte de alguns sectores, pelo revogar do pacto ontem... Pergunta (para ver se eu adiro a esse entusiasmo
Eu vejo as posições cada vez mais extremadas e a pressão sobre o núcleo duro não melhora, mas antes enfraquece as possibilidades destes cederem. Volto a frisar que o Bcp não passa de um anão ao lado do La Caixa e do Itaú e em Portugal tende-se a endeusar o primeiro. Erro crasso, em que o próprio Jardim & Cia incorreram: um pouco de humildade tinha-lhes dado muito jeito em todo este processo.
James Wheat
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Eu faço uma leitura completamente diferente da postura do Ulrich: ele não anda chateado, anda é deliciado com as 'farpas' que tem a oportunidade de mandar ao inimigo mor, aproveitando cada intervenção para o questionar publicamente. Tem sido um fartar de vilanagem, com criticas cirurgicas que teem deixado muito mal o Bcp aos olhos do mercado !
Quanto ao nucleo duro do Bpi, reparo que tendo sido o pacto hoje revogado... 'no pasa nada', ou seja, não há qualquer sinal de dissidência ! Pelo contrário, os dois grandes accionistas do Bpi e principais opositores da Opa - La Caixa e Itaú - reafirmam publicamente a nega à Opa, com ou sem pacto, com ou sem posição da AdC e inclusive com ou sem revisao de preço !
Ainda mais oposta é a leitura que faço da posição do La Caixa e de nuestros hermanos em todo este processo: precisamente pelo facto das 'Cajas' não poderem comprar bancos em Espanha, nada as impede, pela lei espanhola, de comprar... fora ! E porque se está agora a começa a levantar a questão a nível interno (pelo Catroga), não é de estranhar que o La Caixa ande a comprar com força - não vá o diabo tecê-las e virem a ser impedidos de o fazer. Estão a comprar enquanto podem, porque uma vez com o poder, quero ver com que leis os vamos tirar de lá.
Atente-se que as 'Cajas' em Espanha não detêm bancos não é por não quererem, é por não poderem / porque legalmente não as deixam, já que vontade e cash não lhes falta. No Bpi, por enquanto, têm caminho livre.
Para mim esta Opa vai fracassar - é essa a minha aposta.
Quanto ao nucleo duro do Bpi, reparo que tendo sido o pacto hoje revogado... 'no pasa nada', ou seja, não há qualquer sinal de dissidência ! Pelo contrário, os dois grandes accionistas do Bpi e principais opositores da Opa - La Caixa e Itaú - reafirmam publicamente a nega à Opa, com ou sem pacto, com ou sem posição da AdC e inclusive com ou sem revisao de preço !
Ainda mais oposta é a leitura que faço da posição do La Caixa e de nuestros hermanos em todo este processo: precisamente pelo facto das 'Cajas' não poderem comprar bancos em Espanha, nada as impede, pela lei espanhola, de comprar... fora ! E porque se está agora a começa a levantar a questão a nível interno (pelo Catroga), não é de estranhar que o La Caixa ande a comprar com força - não vá o diabo tecê-las e virem a ser impedidos de o fazer. Estão a comprar enquanto podem, porque uma vez com o poder, quero ver com que leis os vamos tirar de lá.
Atente-se que as 'Cajas' em Espanha não detêm bancos não é por não quererem, é por não poderem / porque legalmente não as deixam, já que vontade e cash não lhes falta. No Bpi, por enquanto, têm caminho livre.
Para mim esta Opa vai fracassar - é essa a minha aposta.
James Wheat
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BPI
Jornal de Negócios Escreveu:Os accionistas de referência do BPI decidiram revogar o contrato de preferência que abrange 55% do capital, já que a CMVM entendeu que o pacto cria condições para frustrar a OPA do BCP. O BPI discorda "em absoluto" da CMVM, mas põe fim ao pacto. Os accionistas deixam em aberto a hipótese de questionar, no futuro, a decisão da CMVM.
Num comunicado enviado à CMVM, o Banco BPI [Cot] diz que os accionistas que integram o acordo de preferência decidiram proceder à sua revogação. Este acordo vigorava desde 1993 e, na sua última versão, integrava accionistas que controlavam 55% do capital.
Os espanhóis do La Caixa, os brasileiros do Itaú, os alemães da Allianz e a Arsopi são alguns dos accionistas que integravam este acordo, que a partir de hoje deixa de ter validade, devido à decisão de revogação, por mútuo acordo.
Este contracto determina que quando um dos accionistas quisesse vender acções do BPI teria de dar preferência de compra aos restantes signatários do acordo.
Entretanto, a 2 de Novembro, foi transposta para o direito nacional a directiva das oferta públicas de aquisição (OPA) que determina a imputação dos direitos de voto a entidades que tenham celebrado acordos que visam, entre outros, "frustrar a alteração de domínio" ou que possam pressupor um "exercício concertado de influência".
Caso o contrato de preferência dos accionistas do BPI fosse entendido como passível de violar esta directiva, os signatário seriam obrigados a acabar com o pacto; votarem todos só com 17,5% ou; em última instância, serem obrigados a lançar uma OPA sobre o restante capital do banco num prazo de seis meses.
Por isso é que o ulrich anda mal disposto.
Agora é uma questão de preço e os 5,85-5,90 parecem-me muito apropriados...
JAS
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RE
Sérgio Figueiredo
Kung FU
sf@mediafin.pt
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Fernando Ulrich é conhecido entre amigos pelas iniciais do seu nome: FU. Quem não conhece pessoalmente o presidente-executivo do BPI sabe que ele se distingue dos demais banqueiros por dizer o que ninguém diz e de uma forma que ninguém se atreve.
Ulrich voltou ontem a fomentar a imagem de "enfant terrible" do sistema financeiro, disparando contra jornalistas, contra outros banqueiros, contra ex-ministros. Explorou contradições. Denunciou cinismos. Gelou o ambiente.
O tema do forum era "banca e mercado de capitais". Dava para falar de tudo e fugir do essencial: a OPA que o BCP lançou sobre o BPI há oito meses. Pois serviu de mote para Ulrich despejar o saco.
Deselegante, praticamente chamou irreflectido a um dos editorialistas do jornal que o convidou para aquela conferência.
Desassombrado, atacou a "agilidade com que muda de princípios" o novo presidente-executivo do Santander/Totta, que os evoca agora para votar a desblindagem dos estatutos do BPI, mas os ignorou durante anos enquanto a mesma restrição foi mantida nos estatutos do próprio Santander.
Destemido, viu nas recentes afirmações de Eduardo Catroga uma pressão para que o Governo português convença o Governo catalão para que o La Caixa viabilize a OPA do BCP. E, enunciando uma sequência de lapsos de memória, acabou por lançar um míssil para o lado, recordando que o Crédit Agricole tem muito mais peso no BES do que o La Caixa tem no BPI.
E, por fim, matador, virou-se para aquele que o ataca e lançou em público a suspeição que se comenta em privado: os accionistas de referência do BCP estão reféns do management do banco, porque vivem do crédito que este lhes concede. Para enfatizar o "ponto delicado" ou aquilo que considera ser a "fragilidade da estrutura accionista" do BCP.
Ulrich pode ser tudo o que lhe costumam chamar. Deselegante, imprudente, inconveniente ou até insolente. Não será cobarde, não alinha com as "falinhas mansas" com que normalmente os banqueiros se tratam pela frente e em público, para muitas vezes se injuriar nas costas e em privado.
O novo líder do BPI é a antítese daquele que liderou o banco desde a fundação, aquele a quem Ulrich sucedeu. Ulrich diz frases sem ambiguidades, aceita expor-se com afirmações inequívocas. Como aquela com que terminou o discurso: "deixem o mercado funcionar".
Nem mais. Fica agora Ulrich com a responsabilidade de ser consequente nos actos com os princípios que defende. Porque não pode ser presidente de um banco que tem, efectivamente, estatutos blindados - uma prática anti-mercado.
Porque não pode um banco ter como referência uma personalidade que proclama os valores da transparência e das boas práticas de corporate governance e, em simultâneo, ignorar a voz e a vontade dos pequenos accionistas.
Uma OPA, lembrava o coronel Luís Silva neste jornal, é sempre uma oportunidade para os pequenos accionistas. E nem Fernando Ulrich, nem Artur Santos Silva, por mais atingidos que se sintam por uma oferta que classificam como hostil, revelaram até hoje qualquer espécie de interesse nos investidores que não estão representados no pacto.
Ulrich tem muita coragem num país de cobardes. Mas também tem telhados de vidro. É saudável que não mude de comportamento. Mas tem a obrigação de mudar as telhas. Para que continue a ser escutado.
João Salgueiro chamou Teixeira dos Santos de peronista, Teixeira dos Santos reagiu chamando Salgueiro de arrogante e Ricardo Salgado convocou uma conferência de imprensa para, indignado, desmontar peça por peça a incompetente investigação das autoridades espanholas.
Ulrich é politicamente incorrecto, mas a banca já não é o que era. Até o sindicato nacional dos quadros e técnicos bancários veio a público defender a idoneidade dos Espírito Santo.
Pois é ... as coisas começam a correr mal, não é?
JAS
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BCP/BPI
CMVM diz que há imputação de direitos de voto no acordo do BPI
A CMVM considera que o pacto entre os accionistas do BPI, que reúne 54% do capital do banco, obriga à imputação dos direitos de voto, à luz da nova Lei das OPA, que ontem entrou em vigor, noticia hoje o "Público". Os accionistas têm nove dias para alterar ou anular o acordo, para evitar o lançamento de uma OPA obrigatória no prazo de seis meses.
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André Veríssimo
averissimo@mediafin.pt
A CMVM considera que o pacto entre os accionistas do BPI, que reúne 54% do capital do banco, obriga à imputação dos direitos de voto, à luz da nova Lei das OPA, que ontem entrou em vigor, noticia hoje o "Público". Os accionistas têm nove dias para alterar ou anular o acordo, para evitar o lançamento de uma OPA obrigatória no prazo de seis meses.
O Banco Itaú e a Allianz pediram à CMVM esclarecimentos sobre a aplicação da nova lei das OPA ao pacto de preferência de que são subscritores, em conjunto com o La Caixa e outros investidores nacionais. De acordo com o "Público", na resposta, enviada ontem, a entidade reguladora afirma que o acordo obriga à imputação dos direitos de voto.
O novo artigo 20º do Código dos Valores Mobiliários são imputados os direitos de voto detidos por pessoas que tenham celebrado algum acordo que vise adquirir o domínio da sociedade ou frustrar a alteração de domínio, ou que, de outro modo, constitua um instrumento de exercício concertado de influência sobre a sociedade participada. Presume-se serem instrumento de exercício concertado de influência os acordos relativos à transmissibilidade das acções.
O acordo entre os accionistas do BPI estabelece o direito de preferência na aquisição das acções vendidas por qualquer um dos signatários, com o objectivo de manter a estabilidade da estrutura accionista do banco.
O regulador abre, no entanto, espaço para que o chamado núcleo duro possa adaptar o pacto de preferência ao novo regime legal. Ou seja, os accionistas podem modificar ou anular o acordo. Tem até dia 17 de Novembro, isto é, nove dias, para o fazer ou comunicar ao mercado a imputação dos direitos de voto.
Caso não alterem o acordo, os accionistas signatários serão forçados a lançar uma OPA sobre o BPI, uma vez que as suas participações agregadas somam 54%, ultrapassando o limite de 33% a partir do qual é obrigatório o lançamento de uma oferta.
A anulação do pacto poderá colocar por terra uma das estratégias de defesa do BPI à OPA lançada pelo BCP. Caso seja retirado o direito de preferência, os principais accionistas do BPI, que decidirão o sucesso da oferta, poderão vender livremente as suas acções ao banco liderado por Paulo Teixeira Pinto.
Hoje o Jornal de Negócios noticia que o banco brasileiro Itaú, que tem 17,5% do BPI, não considera estratégicos para a sua expansão os países da OCDE, onde se inclui Portugal. O que indicia que a instituição poderá estar disponível para vender as suas acções na OPA do BCP.
As acções do BPI [Cot] seguiam a subir 0,17% para os 5,96 euros.
Agora é que vai ser giro...
Continuo a dizer que:
- Seria surpreendente que o La Caixa fosse para hipótese "opa ao BPI" dado que a legislação espanhola não permite que este tipo de instituições comprem bancos...
- O Itaú nunca pareceu muito interessado em deter mais do que uma participação financeira e para isso é indiferente ter BPI ou ter BCP+BPI.
- A Allianz conta pouco isoladamente.
Até acredito que todos venham a aceitar uma "troca de acções" BPI por BCP.
Parece-me natural que o preço da oferta venha a ser fixado nos 5,85-5,90 pois o La Caixa e o Itaú andaram a reforçar acima dos 5,70.
E isso justifica que a cotação do BCP suba para melhorar o rácio da troca...
JAS
Na Bolsa como no Poker há que ter uma boa mão...
(Camilo Lourenço)
Quanto vale um acordo de cavalheiros?
camilolourenco@gmail.com
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"Tudo na vida tem um preço. Na banca também, a avaliar pelo ambiente que se vive entre BPI e BCP. Já todos perceberam que à gestão do BPI não convém nada o ataque do BCP. Pelas razões expostas no comunicado (e por outras de que a administração não fala...
Pelas razões expostas no comunicado (e por outras de que a administração não fala... mas que fazem História), onde diz, de forma invulgarmente dura, porque discorda da oferta: questiona o modelo de governance do BCP, o return-on-equity, os salários da administração, o tratamento dos clientes... numa prosa que qualquer jornalista de negócios não desdenharia assinar. Posto isto, seria fácil concluir que o negócio morreu. Será? Not yet.
Os negócios também têm tipping points: quando alguém acha que o preço supera o benefício das alianças e dos acordos de cavalheiros. Dito isto, convém não esquecer que dois dos três grandes accionistas, Itaú (brasileiro) e Allianz (alemão), não têm, pela lógica, o mesmo interesse estratégico que La Caixa (catalão). É difícil perceber porque haveriam de manter juras de fidelidade, num cenário de preços mais atraentes.
Agora só falta saber se Paulo Teixeira Pinto está disposto a tentar as damas, ao ponto de estas recorrerem ao divórcio (a Opus Dei que me perdoe)."
Quanto vale um acordo de cavalheiros?
camilolourenco@gmail.com
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"Tudo na vida tem um preço. Na banca também, a avaliar pelo ambiente que se vive entre BPI e BCP. Já todos perceberam que à gestão do BPI não convém nada o ataque do BCP. Pelas razões expostas no comunicado (e por outras de que a administração não fala...
Pelas razões expostas no comunicado (e por outras de que a administração não fala... mas que fazem História), onde diz, de forma invulgarmente dura, porque discorda da oferta: questiona o modelo de governance do BCP, o return-on-equity, os salários da administração, o tratamento dos clientes... numa prosa que qualquer jornalista de negócios não desdenharia assinar. Posto isto, seria fácil concluir que o negócio morreu. Será? Not yet.
Os negócios também têm tipping points: quando alguém acha que o preço supera o benefício das alianças e dos acordos de cavalheiros. Dito isto, convém não esquecer que dois dos três grandes accionistas, Itaú (brasileiro) e Allianz (alemão), não têm, pela lógica, o mesmo interesse estratégico que La Caixa (catalão). É difícil perceber porque haveriam de manter juras de fidelidade, num cenário de preços mais atraentes.
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---Tudo o que for por mim escrito expressa apenas a minha opinião pessoal e não é uma recomendação de investimento de qualquer tipo---
https://twitter.com/JCSTrendTrading
"We can confidently predict yesterdays price. Everything else is unknown."
"Every trade is a test"
"Price is the aggregation of everyone's expectations"
"I don't define a good trade as a trade that makes money. I define a good trade as a trade where I did the right thing". (Trend Follower Kevin Bruce, $5000 to $100.000.000 in 25 years).
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