Caldeirão da Bolsa

Site Anti-Scut A17 e A29

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por Sky » 14/11/2006 19:27

:mrgreen: Pelos ultimos posts já estou a gostar mais da capacidade e da qualidade de argumentação. Finalmente desapareceram os posts norte contra sul,
Porto contra o Algarve e outras mesquinhices.... :mrgreen:
 
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por Jiboia Cega » 14/11/2006 18:40

Valete Escreveu:P.S. Lembro-me no ano passado em campanha o Cavaco numa terra qualquer no norte estar todo indignado por ainda estar a passar no IC que ele mandou construir. Achava que já devia ser autoestrada aquilo.


Não sei se será o mesmo caso mas lembro-me do ver na TV a falar o IC8 (Pombal-Proença-a-Nova). O último troço construído desta via foi em Setembro de 1995 (à pressa antes das legislativas de Outubro - assim se vê o seu estado actual...) e dizia ele quando passou pela região na campanha de Janeiro que estava surpreso por ainda estar exactamente no mesmo local de há 10 anos atrás (faltam construir cerca de 20km entre Proença-a-Nova e a A23).


djovarius Escreveu:Muito boa discussão esta, mas...

Será que as vias em causa têm qualidade para merecer portagens ?
Será que o IVA (cobrado na compra), o IA (idem), o selo do carro (ao longo da vida da viatura) e toda a miriade de taxas e impostos cobrados sobre os combustiveis não seriam o suficiente para que o Estado, em troca, desse condições de circulação para os mesmos?

Afinal, como já se disse acima, os países mais desenvolvidos não vão por aí, preferem não cobrar portagens, para que todos usufruam de maior qualidade e segurança (palavra que deveria ser tão acarinhada neste país de elevada sinistralidade).

Em relação ao princípio de taxar as regiões onde passam a existir pressupostos para a sua cobrança, penso que poderia ser um argumento válido para daqui a vários anos e só se as condições gerais da Economia o permitissem, nunca se deveria adoptar tal medida neste momento em que a carga fiscal está muito elevada em relação ao PIB.

Finalmente, uma nota sobre o Algarve. Li aqui que a Via do Infante devia ser abrangida pelas portagens porque é uma Estrada que serve para o pessoal andar a passear.
Ora, vamos lá ver a realidade tal como ela é. Já trabalhei em várias áreas e em todas a via do infante era um ponto essencial, uma fronteira entre a produtividade e o descalabro. Durante anos, esta região foi totalmente desprezada quando ela trazia importantes divisas para o país, sobretudo nos anos criticos do FMI (82-84). Depois da adesão à CEE, enquanto se completava a AE do Norte entre Porto e Lisboa, a do Sul só chegava a Setubal e o Algarve agoniava naquela malfadada EN 125 !!
Só em 2002 a Via do Infante ficou completa e nem sequer abrande a região na sua extensão toda, pelo que as populações merecem uma folga que compense esse atraso. Até porque enquanto se fala no TGV (o qual deveria ser apenas entre Lisboa e Madrid), a nossa triste linha ainda nem foi electrificada na maioria da sua extensão (que tristeza é o comboio Faro - Vila Real e Tunes - Lagos), o que não deixa alternativa que não seja o transporte rodoviário.
Finalmente, e o melhor ficou para o fim, o facto de querermos mais e mais turismo só por si justifica a isenção de portagens.
Não faria sentido algum a seguinte realidade: circular sem portagem entre cidades que são fortes centros turisticos (Córdoba - Granada - Sevilha e acesso à ponte sobre o Guadiana) para depois pagar-se ao entrar no Algarve que acaba por ser uma extensão natural do forte turismo Andaluz. Não nos esqueçamos nunca que a Espanha é o principal destino turistico do mundo e que Portugal só tem a beneficiar dessa realidade. E se há uma parte do território que aproveita essa realidade é o Algarve. E a ausência de portagens na via do infante é mais do que "paga" pela própria geração de receitas do turismo.
São os voos a mais que Faro recebe (com importantes receitas para a ANA, empresa estatal), são as empresas que operam em ambos os lados da fronteira, com evidentes receitas decorrentes dos alvarás, são as escapadelas de fim de semana (ainda neste fds era brutal o número de espanhóis por todo o Algarve), são inumeras situações que geram renda, divisas e impostos para o Estado, contribuindo para a nossa deficitária balança de pagamentos.
Cobrar meia duzia de tostões em portagens só ía trazer uma péssima imagem. E essa imagem não se pode perder, pois a concorrência neste sector é demasiado forte.
E se vcs gostam de ir a Espanha e andar Kms sem pagar nada, pensem que os outros também apreciam isso.

Abraço

dj


100% de acordo! Já vivi na Andaluzia e sei bem do que falas :clap:
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Scuts

por Joao A » 14/11/2006 16:21

A Scut (A29, A17 e A44) foi construida com o intuito de existir uma alternativa sem custos à EN 109, quem é da zona de Ilhavo, Aveiro, etc sabe o caos que essa estrada é...a única alternativa que existia era a A1 e a pagar... com a introdução de portagens vai deixar de existir uma alternativa sem custos com o minimo de qualidade...o principio das Scuts era esse arranjar alternativas que possam ser consideradas como tal sem custos... O principio foi-se e como diz o velho ditado quem não tem dnheiro não tem vicios, agora se é para umas devia ser para todas...As portaegns vão servir para pagar o que o estado iria desembolsar perante as concessionárias que por sua vez irão exigir indeminizações ao estado pois os pressupostos contractuais foram alterados... gostava de ver um estudo sobre os custos/benefícios da introdução de portagens para o estado...
JA
 
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por Valete » 14/11/2006 16:09

Sky Escreveu:^^^^ Ora aqui está mais um comentário que vai na linha dos posts que eu aqui já coloquei.
Não tenham duvidas: portajar estradas ajuda a estrangular a economia. Sobretudo quando o nosso termo de comparação (e o nosso principal "concorrente"), a Espanha, está mesmo aqui ao lado e tem uma visão completamente diferente. Como já disse noutros posts, sem duvida o exemplo a seguir no sentido da dinamização global da economia, industria e turismo.

Aproveito para acrescentar que as EN do tempo do Salazar não tinham portagem porque estavam adequadas ao tráfego de então e foram pagas pelos impostos. Nos anos 80 surgiram os IPs. Também não eram portagados, estavam adequados ao trafego de então - embora perigosas - e também foram pagas pelos impostos e por fundos comunitários.
As AE portajadas só têm sucesso neste país porque as alternativas são más demais. Só um masoquista / forreta as usa. Mas as AE são as estradas da actualidade (séc XXI) adaptadas ao trafego da actualidade e deviam, como sempre, ser pagas com os impostos que pagamos e com os impostos que o Estado não cobra porque é ineficaz.

Para cocnluir, e voltando ao argumento do principio utilizador-pagador, gostaria de esclarecer que nunca usei os Hospitais de Bragança, Castelo Branco, Faro. Beja entre outros e só frequentei duas das milhares de escolas que existem no país e mesmo assim não me importo nada que sejam os impostos que pago a financiarem esses complexos essenciais ao país.
O mesmo se aplica às AE. Não é por eu não usar as SCUT que devo deixar de as pagar.
O principio do utilizador-pagador não existe num estado solidário e democrático -> é um argumento político e que a meu ver caí pela base


Concordo em absoluto Sky, embora deva dizer que os ip dos anos 80 não estavam actualizados. Repara no IP5 ao fim de 2/3 anos estava desactualizado
Solução 1: Deixa-se mais uns 20 anos assim.
Solução 2: Ao fim de 20 anos DESTROI-SE o que estava feito e faz-se outra via.
Quem pagou para brincarem aos legos? Quem vai pagar?
Onde estão os responsáveis?
Por esta altura há um ano alguns andavam a distribuir aventais e sardinhadas.


P.S. Lembro-me no ano passado em campanha o Cavaco numa terra qualquer no norte estar todo indignado por ainda estar a passar no IC que ele mandou construir. Achava que já devia ser autoestrada aquilo.
Na Alemanha ainda existem autoestradas dos anos trinta aqui é monta desmonta e paga e não bufa.
In God we trust, all others bring data.
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por Sky » 14/11/2006 15:12

^^^^ Ora aqui está mais um comentário que vai na linha dos posts que eu aqui já coloquei.
Não tenham duvidas: portajar estradas ajuda a estrangular a economia. Sobretudo quando o nosso termo de comparação (e o nosso principal "concorrente"), a Espanha, está mesmo aqui ao lado e tem uma visão completamente diferente. Como já disse noutros posts, sem duvida o exemplo a seguir no sentido da dinamização global da economia, industria e turismo.

Aproveito para acrescentar que as EN do tempo do Salazar não tinham portagem porque estavam adequadas ao tráfego de então e foram pagas pelos impostos. Nos anos 80 surgiram os IPs. Também não eram portagados, estavam adequados ao trafego de então - embora perigosas - e também foram pagas pelos impostos e por fundos comunitários.
As AE portajadas só têm sucesso neste país porque as alternativas são más demais. Só um masoquista / forreta as usa. Mas as AE são as estradas da actualidade (séc XXI) adaptadas ao trafego da actualidade e deviam, como sempre, ser pagas com os impostos que pagamos e com os impostos que o Estado não cobra porque é ineficaz.

Para cocnluir, e voltando ao argumento do principio utilizador-pagador, gostaria de esclarecer que nunca usei os Hospitais de Bragança, Castelo Branco, Faro. Beja entre outros e só frequentei duas das milhares de escolas que existem no país e mesmo assim não me importo nada que sejam os impostos que pago a financiarem esses complexos essenciais ao país.
O mesmo se aplica às AE. Não é por eu não usar as SCUT que devo deixar de as pagar.
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por djovarius » 14/11/2006 11:26

Muito boa discussão esta, mas...

Será que as vias em causa têm qualidade para merecer portagens ?
Será que o IVA (cobrado na compra), o IA (idem), o selo do carro (ao longo da vida da viatura) e toda a miriade de taxas e impostos cobrados sobre os combustiveis não seriam o suficiente para que o Estado, em troca, desse condições de circulação para os mesmos?

Afinal, como já se disse acima, os países mais desenvolvidos não vão por aí, preferem não cobrar portagens, para que todos usufruam de maior qualidade e segurança (palavra que deveria ser tão acarinhada neste país de elevada sinistralidade).

Em relação ao princípio de taxar as regiões onde passam a existir pressupostos para a sua cobrança, penso que poderia ser um argumento válido para daqui a vários anos e só se as condições gerais da Economia o permitissem, nunca se deveria adoptar tal medida neste momento em que a carga fiscal está muito elevada em relação ao PIB.

Finalmente, uma nota sobre o Algarve. Li aqui que a Via do Infante devia ser abrangida pelas portagens porque é uma Estrada que serve para o pessoal andar a passear.
Ora, vamos lá ver a realidade tal como ela é. Já trabalhei em várias áreas e em todas a via do infante era um ponto essencial, uma fronteira entre a produtividade e o descalabro. Durante anos, esta região foi totalmente desprezada quando ela trazia importantes divisas para o país, sobretudo nos anos criticos do FMI (82-84). Depois da adesão à CEE, enquanto se completava a AE do Norte entre Porto e Lisboa, a do Sul só chegava a Setubal e o Algarve agoniava naquela malfadada EN 125 !!
Só em 2002 a Via do Infante ficou completa e nem sequer abrande a região na sua extensão toda, pelo que as populações merecem uma folga que compense esse atraso. Até porque enquanto se fala no TGV (o qual deveria ser apenas entre Lisboa e Madrid), a nossa triste linha ainda nem foi electrificada na maioria da sua extensão (que tristeza é o comboio Faro - Vila Real e Tunes - Lagos), o que não deixa alternativa que não seja o transporte rodoviário.
Finalmente, e o melhor ficou para o fim, o facto de querermos mais e mais turismo só por si justifica a isenção de portagens.
Não faria sentido algum a seguinte realidade: circular sem portagem entre cidades que são fortes centros turisticos (Córdoba - Granada - Sevilha e acesso à ponte sobre o Guadiana) para depois pagar-se ao entrar no Algarve que acaba por ser uma extensão natural do forte turismo Andaluz. Não nos esqueçamos nunca que a Espanha é o principal destino turistico do mundo e que Portugal só tem a beneficiar dessa realidade. E se há uma parte do território que aproveita essa realidade é o Algarve. E a ausência de portagens na via do infante é mais do que "paga" pela própria geração de receitas do turismo.
São os voos a mais que Faro recebe (com importantes receitas para a ANA, empresa estatal), são as empresas que operam em ambos os lados da fronteira, com evidentes receitas decorrentes dos alvarás, são as escapadelas de fim de semana (ainda neste fds era brutal o número de espanhóis por todo o Algarve), são inumeras situações que geram renda, divisas e impostos para o Estado, contribuindo para a nossa deficitária balança de pagamentos.
Cobrar meia duzia de tostões em portagens só ía trazer uma péssima imagem. E essa imagem não se pode perder, pois a concorrência neste sector é demasiado forte.
E se vcs gostam de ir a Espanha e andar Kms sem pagar nada, pensem que os outros também apreciam isso.

Abraço

dj
Cuidado com o que desejas pois todo o Universo pode se conjugar para a sua realização.
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..................

por JPCARVALHO » 14/11/2006 10:27

Escrevo para ocumprimentar a todos não só palo seu
comentário, como para o saudar, pois pensava eu de que era o único a pregar no deserto, e constato que HÁ mais pessoas a verificar o que ninguém quer ver. No fundo com ou sem portagens é o Norte que paga,paga e paga a vida de rico que fazem os sulistas...no lugar do primeiro ministro curtava todas as regalias dos funcionarios publicos,seria tudo igual ... :mrgreen:
 
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por macumba » 14/11/2006 3:16

O Automóvel é a unica coisa que dá lucro ao estado neste pais!

são milhares de milhões de euros em i.a.,em i.p.,em i.c.,em iva,em i.selo,em multas ,etc.

Estes impostos já pagaram várias vezes todas as scut's,as auto estradas e todas as outras estradas,pontes e outras infraestruturas rodóviárias que DEVERIAM existir!

ai sim,se existissem alternativas crediveis (que como disse já foram pagas várias vezes),e não os caminhos de cabras herdados ainda do antigo regime,poderia haver moral para exigir scut's portajadas,principalmente nas regiões mais desfavorecidas!

Mas não!o que têm interessado aos governos é só fazer autoestradas e quejandas,que embora pagas com os impostos automóveis,como já referi,em tempo de vacas magras se têm de pôr a render, porque uma das maneiras mais fáceis de ajudar a tapar os buracos(criados noutros campos que não pelos automóveis,e nem vale a pena referir quais são que acho que todos sabemos),é sempre ir buscar dinheiro aos automobilistas!

invistam em redes secundárias e deixem-se de megalómanias,que as pessoas que não se deslocam em autoestradas também têm direito a circular sem que pelo menos fiquem com os pneus e outros órgãos destruidos, em tantos buracos e curvas perigosas!afinal de contas elas tb já as pagaram sem que usufram delas(porque não existem)!
 
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Re: De acordo com o Programa de Governo do PS,

por ricardotugas » 13/11/2006 18:59

bboniek00 Escreveu:as vias com estatuto SCUT seriam taxadas logo que as condicoes economico-sociais melhorassem, o que justamente aconteceu nas regioes em causa.

De facto o PIB per capita revela que essas populacoes ja deteem hoje uma capacidade economica suficiente para justificar o pagamento directo da utilizacao das estradas cuja manutencao ee onerosa e deve, pois, ser custeada por aqueles que delas beneficiam.

Estaa de parabens o Governo Socrates pela coragem em levantar uma salutar controversia na Nacao Portuguesa, clarificando direitos e deveres, identificando as prioridades da via do Progresso que, finalmente, chegou a Portugal.


Ponto 1 - O Algarve tem melhores indice socio economicos e ficou de fora.

A N125 é melhor que a Alternativa N13 8 além de ser interdito o trafego a pesados entre Vila do Conde e Povoa.

Ponto 2 - Se o TGV é uma prioridade para o País e é a via do progresso... já ouvi falar o mesmo de Socrates aquando do Euro 2004, e agora temos os Eurovazios estadios e milhões de euros mal investidos.

BN
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por Jiboia Cega » 13/11/2006 18:47

margemsul Escreveu:Em regiões desfavorecidas ainda se admite que seja gratuito para proporcionar algum crescimento (ex: trás os montes, interior do alentejo e beiras), mas ainda assim esse gratuito deve ser progressivamente substituido por pagamentos.


Alguém com cujo comentário me identifico.

Não sou totalmente contr as portagens nas SCUT mas é preciso ver uma coisa. Em primeiro lugar essa treta do utilizador/pagador não passa disso mesmo, porque muitos de nós nunca usufruimos de certos serviços e pagamo-los na mesma através do IRS que descontamos mensalmente. Depois, para que uma SCUT seja taxada, deve haver uma alternativa (que não os caminhos de cabras que eu conheço como alternativa à A23, por exemplo) válida. E tenho visto muita gente a falar de cor, como foi o caso de um editorial do Sr. José Manuel Fernandes no Público há 3 semanas. Esses Srs. Doutores deviam ir às regiões onde passam as SCUT e ver quais são (se é que as há) as alternativas que as pessoas têm para se deslocar antes de arrotar postas de pescada!

PS- Desculpem os moderadores pela irritação, mas detesto que me atirem areia para os olhos quando sei do que estou a falar porque conheço os assuntos.
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por Cabecorra » 13/11/2006 11:03

Camisa Roxa Escreveu:o problema é que é à conta de SCUTS e afins que em vez de por exemplo o IVA estar a 17% está a 21% etc. etc.


Desculpa discordar, mas acho que se deve mais a ter parado o país durante cerca de dois anos para analisar se as contas estavam bem feitas e o país estava de tanga ou de cuecas :lol: , em que durante esse tempo os custos fixos continuaram, o que obviamente inclui as SCUT :roll: .
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por Camisa Roxa » 13/11/2006 10:57

o problema é que é à conta de SCUTS e afins que em vez de por exemplo o IVA estar a 17% está a 21% etc. etc.
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Re: Principio do utilizador pagador

por PJBM2 » 13/11/2006 4:16

Sky Escreveu:Eu acho que o principio do utilizador pagador só se deve aplicar a bens ou serviços de luxo quando existam alternativas aceitáveis e tendencionalmente gratuitas (saúde, educação, infraestruturas, etc...).

É o caso de Espanha. Não é por acaso que a economia espanhola cresce e a nossa anda de lado.

Passamos a fronteira e temos milhares de Autovias gratuitas, serviços de urgência baratos e até universidades apinhadas de portugueses!!!

No caso das infra-estruturas rodoviárias é necessário ter em conta que o contribuinte paga muito mais do que aquilo que recebe em contrapartida. Muito mais quer dizer 5 vezes mais. É o IA, o IVA, o Imposto sobre o Gasóleo, o Imposto Circulação, etc...

Acho bem que se pague a A2 se temos o IC1 ao lado. Ou a A6 se temos a N4 ao lado. Ou até a A1 se temos o IC2 paralelo.

Agora pagar a A17? a A28? a A22?
Nem pensar. A serem pagas, as alternativas vão ficar entupidas e a sinistralidade vai aumentar.

Esta febre de por portagens só serve para cobrir os buracos do deficit orçamental que tem origem na ineficácia das autoridades fiscais (logo fuga ao fisco em barda) e na ineficácia dos nossos políticos em pôr a economia a andar.

Aliás, colocar portagens em tudo o que tem 2 faixas de rodagem só serve para prejudicar a economia. E uma economia lenta significa, menos impostos arrecadados, mais fuga ao fisco, mais uma necessidade do Estado em encontrar maneira de tapar buracos!


A minha opinião é coincidente com o que escreveu, por isso não preciso acrescentar mais nada.
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De acordo com o Programa de Governo do PS,

por bboniek33 » 12/11/2006 19:34

as vias com estatuto SCUT seriam taxadas logo que as condicoes economico-sociais melhorassem, o que justamente aconteceu nas regioes em causa.

De facto o PIB per capita revela que essas populacoes ja deteem hoje uma capacidade economica suficiente para justificar o pagamento directo da utilizacao das estradas cuja manutencao ee onerosa e deve, pois, ser custeada por aqueles que delas beneficiam.

Estaa de parabens o Governo Socrates pela coragem em levantar uma salutar controversia na Nacao Portuguesa, clarificando direitos e deveres, identificando as prioridades da via do Progresso que, finalmente, chegou a Portugal.
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por alexandre7ias » 11/11/2006 22:58

Muito mais injusto é que se pague 2,10 para atravessar a ponte Vasco da Gama


Por acaso até é, só gostava de saber porque só se paga para um lado e para o outro não....lol...A ponte não é a mesma...o principio não é o mesmo..Utilizador-Pagador..
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por Sky » 11/11/2006 20:03

Flying Turtle Escreveu:- Uma questão que me "atormenta": O cumprimento do critério da existência de percurso alternativo (os tais 140%, ou lá quanto é, de tempo para percorrer o percurso alternativo face à auto-estrada), mede-se antes ou depois de aplicadas as portagens? Isto porque, após aplicação de portagens numa ex-SCUT, é natural que se verifique um movimento migratório para o percurso alternativo (veja-se por exemplo o testemunho referido acima sobre a Galiza). E se, com esse movimento migratório, o tal critério deixar de novo de ser observado? Entramos num sistema de ping-pong? Ou o movimento é unívoco e de sentido único: Uma vez com portagens, para sempre com portagens (como acontece nas auto-estradas já portajadas, alías...)?



FT,
Já tinha pensado nisso e acrescento que o tal rácio vai ser afectado por duas vias: Por um lado o aumento evidente de trânsito nas estradas alternativas o que implicará um acréscimo de tempo MAS também a redução de trânsito nas AE que significará deslocações teoricamente ainda mais rápidas.

De facto o critério dos 130% (e não 140% como por lapso referes) é apenas mais uma anedota neste processo.
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por Flying Turtle » 11/11/2006 19:50

Só mais três pequenas achegas ao meu post antrior, e com isto me retiro desta discussão:

- Ao que ouvi não sei aonde, os, ou alguns dos, critérios utilizados para decidir sobre a eliminação do estatuto "SCUT" nalgumas auto-estradas foram definidos no tempo do último Governo PSD/CDS o que, a ser verdade, só confirma aquilo que disse acima;

- A argumentação, utilizada por alguns, de "perseguição ao Grande Porto" é absolutamente tola: Então o que dizer da perseguição à Grande Lisboa a este respeito? E é ou não natural que, depois de Lisboa, seja a zona do Grande Porto aquela que mais "facilmente" cumpre - pelo menos - os critérios de natureza económica? É uma questão de rendimento per capita e de poder de compra... ou as pessoas preferem ser pobrezinhs so só para não pagarem portagens?

- Uma questão que me "atormenta": O cumprimento do critério da existência de percurso alternativo (os tais 140%, ou lá quanto é, de tempo para percorrer o percurso alternativo face à auto-estrada), mede-se antes ou depois de aplicadas as portagens? Isto porque, após aplicação de portagens numa ex-SCUT, é natural que se verifique um movimento migratório para o percurso alternativo (veja-se por exemplo o testemunho referido acima sobre a Galiza). E se, com esse movimento migratório, o tal critério deixar de novo de ser observado? Entramos num sistema de ping-pong? Ou o movimento é unívoco e de sentido único: Uma vez com portagens, para sempre com portagens (como acontece nas auto-estradas já portajadas, alías...)?

Um abraço
FT
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Relação Portagens / Economia

por Sky » 11/11/2006 19:09

Tentando estabelecer uma relação entre países europeus com AE pagas e saúde das respectivas ecónomias:

Sem portagem
Alemanha
Holanda
Bélgica
Luxemburgo
Suécia
Finlândia
Noruega
Dinamarca
Irlanda
Reino Unido

Com a maior parte das AE sem portagem
Espanha

Com portagem simbólica (cerca €75/ano)
Suiça
Áustria

Com portagem real
França
Itália
Portugal
Outros de menor dimensão ou em fase de economia emergente.

A relação é evidente: A inexistência de portagens favorece as economias (logo pagam-se indirectamente a si próprias). No caso da Suiça e da Austria, o valor é anual e simbólico e deve-se em parte à complexidade dos Alpes e à situação central dos paises que são atravessados por milhões de veiculos de outros paises. No nosso caso, aquilo que nos distingue dos "parceiros" italianos e franceses são a qualidade das alternativas. Lá são aceitáveis. Cá são inaceitáveis.

O caso espanhol é para mim o mais perfeito. As AE de 1ª geração são pagas (tempo do Franco?), a proliferação das Autovias gratuitas ajudou imenso ao ressurgimento da economia (anos 80 e 90) e agora as novas Autopistas pagas são alternativas a Autovias já existentes e que sendo relativamente boas, não têm a qualidade das novas autopistas.

Conclusão: As estradas pagam-se a si próprias se servirem de motor à economia, logo devem ser tendencionalmente gratuitas.

PS: as alusões à A22 como devendo ser pagas porque são usadas por estrangeiros são inqualificáveis. Pelo mesmo raciocionio, os espanhóis portajavam todas as Autovias que ligam Portugal à Europa (A52, A62, A5, A49, ...)
 
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por ptmasters » 11/11/2006 18:36

O que está mal é o nível de salários praticados em portugal (e não me venham com a história de que é para a competitividade, pois por países onde passo - na Europa - a % da MOD nos custos das empresas é mais do dobro do que em Portugal), pois não só aumentam a probabilidade de corrupção como incentivam a economia paralela (se um indíviduo ganha pouco mais de 400€ / mês, se tanto, o que é que ele na prática está "a arriscar" quando tenta "desviar" mais umas "receitas extras para casa"?)

Há histórias de indíviduos de algumas empresas, que se despedem (eles não são apanhados, o que se descobre é que existe "um esquema") quando se descobre os esquemas existentes, pois passa a não compensar mais trabalhar nesses locais.

Se assim fosse, não havia o problema das portagens (mais que não seja, o equilíbrio faria com que mais pessoas pudessem optar pelas AE's e pagar as respectivas portagens aliviandos "as não alternativas de hoje", tornando-as em alternativas.

Temos um país desequilibrado, onde até parece que as AE's foram feitas para serem usadas pelos de Lisboa e Porto, porque convenha-se, é ainda assim onde se pratica e obtém-se os maiores rendimentos.

O melhor exemplo disso é o facto de se pagar portagem na A6, pois quando se apregoa o facto do Alentejo ser das zonas mais probres da Europa, acaba por ser a única AE que os serve.

Pessoalmente, acho aberrante é não se pagar portagem na A22 (via do Infante se estiver errado no nº), com tanto turista que por lá passa no verão. Se ainda assim considerassem mal para os residentes nesta zona, fazia-se como nos açores: quem é residente, paga menos nas viagens entre ilhas e para o continente.

Idêntico podia ser feito nas AE's, que para os residentes e em função das suas declarações de IRS, a empresa exploradora da AE creditava determinado montante na factura enviada ao utente no final de cada mês, que posteriormente até podia vir a receber do Estado como medida de solidariedade entre regiões. E aplicava-se o mesmo nas outras regiões do país.

Pessoalmente, defendo que deve pagar quem pode. Mas não devem ser critérios subjectivos como aqueles que usaram, que devem determinar o pagamento de portagens e em que zona.

Pessoalmente uso-as e não me importo de pagá-las, pois para além disso, prezo a segurança (apesar da BT andar nas AE's na caça à multa escondida atrás dos arbustos em nome da prevenção rodoviária)

1 abraço
O que é um cínico? É aquele que sabe o preço de tudo, mas que não sabe o valor de nada.
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Estas complicações em que

por macumba » 11/11/2006 17:30

os governos nos colocam são completamente supérfluas!
Afinal o principio básico devia ser o de:pagar portagens em todas as vias,isentando de impostos o que já se paga para não ter portagens em nenhuma via!

chegariamos fácilmente à conclusão que pagando tudo,ficariamos com muito dinheiro disponivel no bolso!
o mesmo já não poderiam dizer todos os que se alimentam nessa máquina asfixiante do pais...
 
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por Flying Turtle » 11/11/2006 13:46

Esta discussão é estéril...

Durante a campanha eleitoral por várias vezes defendi que, lendo bem nas entrelinhas, as posições do PS e do PSD eram muito mais semelhantes do que à partida poderia parecer no que tocava às SCUT, tratando-se mais da velha discussão do copo meio cheio ou meio vazio.

Ou seja, para o PS o princípio era "SCUT sim, com algumas excepções" e para o PSD o princípio era "SCUT não, com algumas excepções". Bastava analisar as excepções de uns e de outros para verificar que o resultado final seria, se não totalmente coincidente, relativamente semelhante. A maior diferença era talvez uma questão de ritmo, mas nem aí poderíamos considerar que a distância entre ambos fosse abissal.

As SCUT permitiram acelerar o investimento e utilizar fundos comunitários de uma forma mais eficiente, e foi essa a única razão da sua introdução, face à impossibilidade de o fazer por mecanismos puros de mercado. Mas é por demais evidente que não irão durar eternamente. Questões de justiça relativa a nível nacional são muito dificilmente compagináveis com a manutenção das SCUT e das auto-estradas portajadas actuais, ou alguém tem dúvidas de que, aplicando os critérios actualmente aplicáveis às SCUT, a A1 e a CREL deveriam também ficar isentas de portagens por falta de alternativas, assim como provavelment a A4? Aliás, a falta de boas alternativas é que sustenta os elevados índices de utilização de várias auto-estradas portajadas, ou então a BRISA estaria em maus lençóis...

Se se pretende discutir o assunto de forma séria discuta-se, por um lado, a sustentabilidade do modelo e, por outro, os critérios da sua aplicação/manutenção e a forma como os mesmos são aplicados. Com números.

O resto é pura conversa da treta.

Um abraço
FT
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por Cabecorra » 11/11/2006 13:06

Camisa Roxa Escreveu:
Cabecorra Escreveu:É um bocado como a história do imposto municipal dos veículos (selo) passar a ser mais elevado com a antiguidade do carro por poluir mais. Se eu não tenho um carro novo menos poluidor é porque não tenho dinheiro para tal! Acreditem que ninguém queria mais que o meu carro fosse novo do que eu! Mas se continuam a aumentar os meus impostos por esse motivo, mais tarde vou ter condições de comprá-lo!


esse pressuposto assenta em ideias supostamente ecologistas


Deixa-me só que te corrija num pormenor, neste caso não se trata de forma nenhum de ideias ecologistas, mas sim de ideias ambientalistas.

Para quem não sabe, o ambientalismo é o equivalente ambiental ao fundamentalismo (religioso por exemplo). Ou seja, sob o pretexto de supostas boas intenções, leva à toma de medidas muitas vezes extremas cujas consequências raramente são avaliadas sobre os diversos pontos de vista, o que leva a que raramente são justas.

O mesmo tipo de atitude fundamentalista parece-me estar na base deste "movimento pró-portagens". Aqueles que se afirmam a favor das portagens apenas se baseiam no facto de que quem as utiliza directamente deve pagá-las. Não há a preocupação de avaliar a imensidão de outras consequências que isso acarreta.

Deixo aqui o exemplo retirado do post do Paul deAlex:

Paul deAlex Escreveu:
A Autopista, com um traçado impecável, novinha em folha, por ter portagens, o trânsito era... ZERO! E como passa na encosta do monte, conseguia ver o tráfego entupido na autovia, no fundo do vale. Ou seja os Galegos preferiam a autovia!


Como diria o nosso amigo lobo mecânico:
méquié?...

Se colocarmos portagens na autoestrada ninguém a utiliza? Ou muito poucos o fazem...
Então quem é que vai afinal pagar a autoestrada? Porque o custo está lá! É fixo...

Solução fundamentalista: Aumenta-se o valor das portagens :!: :roll:


Para nota final, só quero esclarecer que, apesar de ter uma SCUT perto de minha casa e que é um dos trajectos possíveis para me deslocar para o trabalho, muito raramente a utilizo (cerca de cinco ou seis vezes por ano) por uma questão de economia de combustível. Mesmo quando atravesso o país, várias vezes por ano, quase nunca utilizo autoestradas sejam pagas ou não. Por isso a minha opinião não está de modo algum relacionada com o peso directo na minha carteira da opção tomada pelo governo. É só uma opinião que pretendo ser isenta. :)
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por Garfield » 11/11/2006 5:51

Estou de acordo com a introdução de portagens nas SCUTS, diria mesmo que até no interior é perfeitamente aplicavel se todos se lembrarem da relação custo/beneficio que será sempre positiva.

É de longe preferivel e de senso comum que quem opta por fazer um percurso mais rapido e mais confortavel que pague por essa vantagem do que quem não escolhe ficar internado num hospital tenha que pagar para lá estar.

Acho que muitos de nós por vezes nos esquecemos de ser razoaveis e só olhamos aos efeitos de curto prazo.
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por lazarus » 11/11/2006 1:31

sinceramente... o que eu gostava era de poder pagar a A4 até Vila Real e, porque não, até bragança! :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen:

parece-me ridiculo estar no Porto e ir ate Viana, Braga, Aveiro e Coimbra sem pagar nada, ou mto pouco de portagem, e se for para o interior, ter de fazer a maioria do percurso nos "belos" dos IPs e pagar pelo troço d auto-estrada ate Amarante!

A favor ou contra as portagens, é importante manter presente valores de justiça nacional e coerencia na aplicação das SCUT's.
Na minha opinião, até provem contrario, pagam todos, e qd provem penso que seria preferivel que houvesse na mesma portagens mas fosse criado um fundo especial atraves do qual o estado investiria na região onde o troço era pago e se justificaria ser scut.
"ATÉ AO INFINITO E MAIS ALÉM!" - Buzz Lightyear in Toy Story;)
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por Paulo_Alex » 10/11/2006 19:37

Só mais uma insistência minha, com base no último posto do SKY.

Um rácio engraçado era ver a receita do estado espanhol, a dividir pela população e depois vermos o mesmo para Portugal...

Desconheço tal rácio, mas, tendo em conta o grau de industrialização da economia espanhola (certamente maior que o nosso), mesmo com os impostos globalmente mais baixos, acredito que cada espanhol pagasse mais impostos, simplesmente porque a sua produtividade gera mais impostos!!

Voltando ao âmago do assunto, a título de curiosidade, lembro-me que, da última vez que fui a Vigo (2004), verifiquei que havia uma nova autoestrada (autopista) paralela à autovia entre Vigo e a fronteira em Valença do Minho. Ou seja, para lá fui na autovia e para cá vim na autopista a pagar.

A Autovia, cheia de curvas completamente desconcertantes (velocidade <70km/h!!), com um piso algo degradado nalguns troços, a trespassar aldeias de uma forma muito invasiva. E completamente cheia de trânsito.

A Autopista, com um traçado impecável, novinha em folha, por ter portagens, o trânsito era... ZERO! E como passa na encosta do monte, conseguia ver o tráfego entupido na autovia, no fundo do vale. Ou seja os Galegos preferiam a autovia!

Ou seja, aqui ou em qualquer lugar, se houver uma alternativa grátis, muito poucos vão querer pagar. Seja em Portugal, na Espanha ou na China.

Sinceramente gosto do "sem custo" das autovias espanholas mas não invejo o sacrifício que eles fazem aos traçados para que a coisa caiba nos custo orçamentado das obras. Eu já fiz o trajecto Lisboa-Madrid (ou quase) e, enquanto em Portugal, o traçado é um luxo, a autovia subsequente em Espanha é de um traçado muito mais perigoso, para quem vem habituado à A6. Curvas apertadas, piso danificado, etc...
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