Estado garante mais dinheiro à TV pública
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RTP é «palco de propaganda do Governo», diz PSD
2006/11/05 | 17:43
Sociais-democratas insurgem-se contra ausência de um representante do PSD nos «Prós e Contra» sobre o Orçamento de Estado, que será exibido segunda-feira
O PSD acusou hoje a RTP de ser um «palco de propaganda do Governo», insurgindo-se contra a ausência de um representante social-democrata num programa sobre o Orçamento de Estado que será exibido segunda-feira na televisão pública.
«A RTP perdeu a vergonha. É um palco de propaganda do Governo. Não tem qualquer critério de isenção», acusou o secretário-geral do PSD, Miguel Macedo.
Na origem da indignação social-democrata, especificou o dirigente do PSD, está em primeiro lugar a composição do programa «Prós e Contras» dedicado às contas do Estado, na próxima segunda-feira, que constitui um «escandaloso alinhamento da televisão pública com o Governo».
«Não temos nada contra as pessoas convidadas, mas temos tudo contra o critério seguido. Na prática vão estar no programa três pessoas a favor [do Orçamento] e uma contra, transformando este programa em mais um tempo de antena do Governo», apontou Miguel Macedo.
O dirigente social-democrata observou ainda que, ao participar no programa, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, estará «pela segunda vez em três semanas na RTP para debater o Orçamento» quando «o PSD, maior partido da oposição, nem foi convidado para discutir uma matéria de tão grande importância».
Juntando a estes reparos o convite dirigido ao ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, para comentar na RTPN «o discurso do líder do PSD na Madeira», conclui o dirigente do PSD: «É preciso lembrar ao PS que a RTP é uma televisão pública e é paga por todos os portugueses, não apenas pelos militantes do PS».
Contactado pela Agência Lusa, o director de informação da RTP, Luís Marinho, explicou que o «Prós e Contras» é da responsabilidade da Direcção de Programas da televisão pública.
Governo e os media
38 milhões para gastar em publicidade
O caso da publicidade na revista ‘Fortune’ e a alegada interferência do Governo num telejornal da RTP lançaram a polémica sobre os gastos em marketing e a forma como o Executivo lida com os media. Quanto a custos em publicidade, o Orçamento prevê 37,9 milhões de euros.
O Governo prevê gastar no próximo ano 37,9 milhões de euros em publicidade, conforme se pode confirmar no Orçamento do Estado para 2007 (OE-07). De acordo com aquele documento, o Governo inscreveu como previsão de gastos na rubrica ‘Serviços Integrados’ (serviços que estão na directa dependência do Governo) um total de 7,355 milhões de euros e na rubrica ‘Serviços e Fundos Autónomos’ (organismos do Estado mas não na directa dependência do Governo) 30,574 milhões de euros, o que dá um total de 37,9 milhões de euros.
O OE-07 não define em que tipo de publicidade será aplicada essa verba. Mas trata-se de gastos em território nacional e no estrangeiro. Campanhas de promoção de Portugal são necessariamente custeadas pelo Orçamento. Mas o custo destas acções promocionais, como as da edição europeia da revista ‘Fortune’ e da francesa ‘Paris Match’, ainda não é conhecido.
Aliás, o Ministério da Economia nega mesmo ter pago o dossiê na ‘Fortune’. O caso, divulgado ontem pelo semanário ‘Sol’, revela uma campanha de promoção às reformas do Governo (que põe mesmo em causa Cavaco Silva – ver citações), em vez de divulgar o País. Mas ninguém diz quem encomendou o trabalho ou quanto custou. Um assessor limitou-se a afirmar que o “Governo não se revê no artigo”. Andy Bush, director editorial da ‘Fortune’, também não revela quem financiou o espaço promocional dizendo que estes casos são “delicados e confidenciais”.
Em todo o caso, as campanhas de divulgação do País têm enquadramento legal e já não é a primeira vez que se investe em publicidade institucional no estrangeiro, usando-se até figuras públicas, como foi o caso de Mourinho (ver caixa). Refira-se que parte dos cerca de 38 milhões de euros orçamentados são para publicidade obrigatória já que o Governo, por lei, tem de divulgar actos como decisões dos tribunais ou abertura de concursos públicos.
No caso do TGV, por exemplo, têm de ser divulgados na Imprensa. Assim, não é de admirar que no próximo ano o Ministério das Obras Públicas preveja gastar mais de quatro milhões de euros em publicidade. Também o Ministério da Agricultura tem previstos 2,3 milhões de euros para fins idênticos.
No orçamento privativo dos Fundos Autónomos do Ministério do Trabalho e Solidariedade Social consta a verba de 4,04 milhões de euros na rubrica publicidade. Já o Ministério da Justiça prevê gastar no próximo ano 1,17 milhões de euros, o que equivale a um aumento de 712 por cento relativamente ao orçamentado este ano. Anteontem no Parlamento o secretário de Estado da Justiça, Tiago Silveira, quando questionado pelo deputado do CDS-PP Nuno Magalhães sobre esta matéria, recusou a ideia de que estas verbas sejam para propaganda política, esclarecendo que os 1,7 milhões de euros se destinam a “acções de divulgação e informação dos cidadão sobre os novos procedimentos”.
O certo é que o termo publicidade presta-se a erróneas interpretações, especialmente numa altura em que o Governo é acusado de usar a propaganda para se promover. Marques Mendes acusou mesmo o Executivo de fazer “sessões de propaganda, própria de um governo sempre em festa, que adora aparecer nas televisões e gastar dinheiro em cerimónias, enquanto a vida dos portugueses de agrava”.
A NOSSA CORTIÇA
José Mourinho, treinador do Chelsea, foi este ano o rosto da campanha internacional da cortiça dirigida a Inglaterra, França, Alemanha, EUA e Austrália. O investimento total da Associação Portuguesa de Cortiça (APCOR) foi de 3,2 milhões de euros, tendo o ICEP, no âmbito do Programa de Incentivos à Modernização da Economia, participado. Resta acrescentar que cerca de 30% do investimento é privado. Mourinho, em conjunto com a cantora Mariza e o piloto Tiago Monteiro, participou numa campanha financiada pelo ICEP para promover o Turismo em Portugal.
DOIS MUNDOS
Duas revistas diferentes dedicam, cada uma, um caderno ao nosso país. O dossiê da ‘Fortune’, assinado pela International Press Services, promove deliberadamente o Governo, enquanto a ‘Paris Match’ fala do património mundial português classificado pela UNESCO, das obras de arte e diz que “os estrangeiros não fazem ideia nenhuma dos tesouros que Portugal esconde”.
- “Na época em que os voos charter estão na moda, Faro está a um passo de Paris. O Algarve pode ser o destino ideal para uma família mas não nos podemos esquecer da Batalha ou de Guimarães, classificadas como património mundial pela UNESCO”, escreve a ‘Paris Match’.
- Um dos textos da ‘Fotune’ foca a indústria do Turismo e inclui uma entrevista a Luís Patrão, presidente do Instituto do Turismo Português. “Cerca de 24 milhões de estrangeiros passaram férias em Portugal em 2005”, lê-se na publicação..
- Na página de abertura do dossiê da ‘Fortune’, ilustrada com uma imagem de Sócrates, a propósito da cumplicidade entre o primeiro-ministro e Cavaco Silva lê-se: “É a cooperação silenciosa que adoça as reformas.” O artigo fala das medidas para a Função Pública e para a Saúde.
- “Apenas onze por cento da população tem estudos universitários, pelo que um grande foco foi posto na Educação com vista a facilitar o acesso ao Ensino Superior”, escreve a revista ‘Fortune’.
AS ESCOLHAS DE CARLOS CRUZ E SOUSA TAVARES
Agostinho Branquinho, que reconhece não ser fácil desempenhar “este papel” de denunciante, para reforçar a tese da governamentalização, recordou o convite endereçado por Sócrates a Miguel Sousa Tavares para director da RTP. O deputado ‘laranja’ não se esqueceu, ainda, de que o Governo de Guterres lançara idêntico repto a Carlos Cruz. Ainda de directores falando, há uns meses, recorde-se, a notícia avançada pelo CM, com a devida antecedência, da escolha de Luís M. Viana para liderar a agência Lusa, foi então confirmada por fonte governamental.
"RTP RECONHECE QUE HÁ GOVERNAMENTALIZAÇÃO"
Agostinho Branquinho, vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, afirma ao CM que o director de Informação da RTP, António Luís Marinho, reconhece ingerência do Governo na estação pública. O social-democrata acusou ontem um assessor de José Sócrates de pressionar um pivô do primeiro canal durante uma emissão, mas todos os apresentadores dos grandes blocos informativos da TV pública dizem desconhecer em absoluto esse assunto.
Agostinho Branquinho, que nos anos 80 integrou a Redacção da TV pública, manteve as acusações feitas no ‘Expresso’ de ontem à RTP, cuja edição destacava, também, o futuro da Media Capital, detentora da TVI. “Não só reitero como também constato que o sr. director de Informação da RTP reconhece que há governamentalização da RTP” quando diz, no mesmo semanário do grupo da SIC, com “90% de certeza” que é “quase impossível” ter ocorrido um telefonema, a partir do exterior, para o pivô de um dos jornais da TV do Estado, feito, segundo Branquinho, por um assessor de José Sócrates.
António Luís Marinho, que não tinha ontem o telemóvel disponível, refutara, no semanário, as acusações, qualificando o caso de “bizarro” e afirmando que, a ter acontecido, “saberia”. Já Judite de Sousa e José Rodrigues dos Santos, contactados pelo CM, dizem desconhecer em absoluto este caso, à semelhança do que tinham referido ao ‘Expresso’ os pivôs José Alberto Carvalho, Carlos Daniel, João Fernando Ramos e Hélder Silva.
Rodrigues dos Santos, que já esteve na Direcção da RTP, esclarece ao CM que “a mesa do ‘Telejornal’ não tem telefone. A ‘reggie’ pode fazer isso, mas tem de se pôr o telefone junto ao auricular para poder conversar, através do microfone, com quem quer que seja. Não conheço nenhum caso de um pivô falar com quem quer que seja durante o jornal, que é o que está em causa”.
ENTIDADE REGULADORA
O líder da distrital do Porto do PSD, por “imperativos éticos”, recusa dizer qual o bloco informativo, bem como o nome do pivô e do assessor em causa, mas promete “levar a gestão do dossiê ao limite”. Branquinho, que sublinha o facto de este “serviço público usar e abusar de propaganda governamental”, não confunde, contudo, “a gestão da RTP, nos últimos três anos, com a área da Informação”. O marido da secretária da Direcção de Informação da RTP-Porto exige, por outro lado, que a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) “faça a monotorização, qualitativa e quantitativa, dos serviços públicos de televisão e rádio”.
A ERC, garantiu-nos o seu presidente, já está a monotorizar os três canais generalistas, significando tal que “vão ser objecto de análise”. Mas, primeiro, diz Azeredo Lopes, a ERC terá de aprovar o ‘Code Book’ e só então, “provavelmente em Março”, o organismo regulador exporá os resultados.
SANTOS SILVA DIZ QUE NOTÍCIA É "UMA ATOARDA"
O ministro dos Assuntos Parlamentares, que tutela a Comunicação Social, Augusto Santos Silva, reagiu ontem à denúncia feita pelo social-democrata Agostinho Branquinho sobre manipulação do Governo na RTP, considerando-a “uma atoarda, porque a notícia não indica quando, a quem e a propósito de quê alguém do Governo tentou condicionar a RTP, não revelando também quem foi a suposta vítima de manipulação”.
O ministro lembrou que, no desenvolvimento da notícia, “todos os pivôs, editores e director de informação da RTP contactados foram unânimes em dizer que nunca sofreram pressões”. E acrescenta que “a denúncia é uma tentativa de pressionar politicamente e de forma ilegítima a RTP, constituindo também um insulto a todos os profissionais, direcção de informação e administração da empresa”.
José Rodrigues com C.F./f.B./S.R./Ricardo Tavares com F.B./A.S.A com Lusa
A questão da privatização é mais complexa. Tem de ser analisada em termos do serviço público que presta. Presta serviço público?
o que raio é "serviço público de televisão" ?
Em que dimensão? Para as aldeias onde não chega a SIC e a TVI?
não deve ter sido a tua intenção, mas este comentário soa a arrogante e elitista .... é como os tipos de lisboa que chamam "da província" a toda gente que não é de lá
deve haver meia dúzia de aldeias onde não chega a TV, mas provavelmente nem têm saneamento, electricidade....a tv não deve vir no topo das prioridades....nessas aldeias isoladas as pessoas não têm tempo para ver tv...têm que acordar de madrugada para tratar do gado e trabalhar nos campos...numa agricultura que pouco mais é do que de subsistência
e se realmente fosse problema sairia muito mais barato comprar umas dezenas/centenas de parabólicas a essas aldeias!
Para os portugueses espalhados pela Europa, África, América?
a RTP internacional era uma vergonha.....mal feita com programas antigos e ultrapassados, dava uma imagem péssima do pais....a RTP Africa serve de propaganda aos regimes locais
Os canais privados portugueses já estão disponíveis para a comunidade internacional através do cabo ou parabólica !
Para as minorias?
que minorias !?
Mas, por outro lado assistimos permanentemente à ladainha da subsidio-dependencia das empresas portuguesas e de alguns dos nossos empresários. Esta subsidio-dependencia tem diversas nuances e aqui passa por limitar o volume de publicidade a emitir pela RTP. O nosso mercado funciona assim. Quer liberalização e o estado fora do mercado mas, anda sempre à cata de um subsidio. Ou porque faz sol, ou porque chove. É a livre concorrência à portuguesa.
eu partilho desta critica...mas que tem a ver com o assunto em questão ? a sic e a tvi não andam a pedir subsídios
Confesso que acho difícil acreditar que o Zé Alerto Carvalho tenha apenas o 12º ano. Ele apresenta un discurso comparável a qualquer pessoa muito bem formada senão melhor. A ser verdade, fica bem demonstrada que a obtenção de uma boa formação não tenha necessariamente que ser obtida numa universidade.
Paulo Moreira
Keyser Soze Escreveu:LS,
a noticia apenas serve para defender a privatização da RTP
se a RTP está a ganhar audiências às privadas pq carga de água é que o Estado tem que lhes dar mais 230 milhões de euros ?
Keyser,
O meu post tinha apenas a ver com a subida de qualidade da RTP. Pelos vistos, há mais espectadores com a mesma convicção. Se bem que estas estastisticas têm um valor relativo. Diz quem as conhece...
A questão da privatização é mais complexa. Tem de ser analisada em termos do serviço público que presta. Presta serviço público? Em que dimensão? Para as aldeias onde não chega a SIC e a TVI? Para os portugueses espalhados pela Europa, África, América? Para as minorias? Se é prestado um serviço público que não pode ser fornecido por nenhuma entidade privada, isso tem um custo que tem de ser suportado pelo OE ou por qualquer outro meio de financiamento. Prefiro que seja através de publicidade. E é claro que tem de haver uma proporção entre o serviço que é prestado e o respectivo financiamento.
É possível que o futuro passe pela privatização. Isso não me repugna. Neste momento como espectadores ficariamos a perder embora, pudessemos ganhar enquanto contribuintes.
Estranhei, confesso, é que no momento em que se falava em extinguir o canal 2, a RTP tenha avançado para a aquisição de mais um canal (RTP n). Apesar da relativa qualidade deste canal, pareceu-me uma aquisição desnecessária. Ainda não consegui compreender a lógica deste negócio.
Mas, por outro lado assistimos permanentemente à ladainha da subsidio-dependencia das empresas portuguesas e de alguns dos nossos empresários. Esta subsidio-dependencia tem diversas nuances e aqui passa por limitar o volume de publicidade a emitir pela RTP. O nosso mercado funciona assim. Quer liberalização e o estado fora do mercado mas, anda sempre à cata de um subsidio. Ou porque faz sol, ou porque chove. É a livre concorrência à portuguesa.
Mas o curioso é que ao limitar a publicidade na RTP, correm o risco de incrementar a qualidade deste canal e transferir espectadores para aí. Porque, para mim, sinceramente, não há pachorra para tanta publicidade na SIC e na TVI. Desisti. E eu até aprecio (boa) publicidade.
Estar a colocar os graus académico destes (excelentes) profissionais faz pouco sentido. Que se questione os salários (embora acredite que alguns deles foram cruciais para que a informação da RTP seja hoje muito mais credível) é perfeitamente aceitável, agora que o grau académico tenha alguma coisa a ver com isto não me parece fazer sentido. O grau académico e o desempenho profissional televisivo não têm que estar directamente relacionados. Prefiro um Zé Alberto Carvalho com o 12º ano do que qualquer outro com doutoramentos.
Um abraço,
Ulisses
Um abraço,
Ulisses
Será para eles????
Luís Andrade – Tem a 4ª Classe, é Consultor na RTP e ex Director de Programas.
José Alberto Carvalho – Tem o 12º Ano, é Jornalista e Subdirector de Informação.
José Rodrigues dos Santos – É licenciado em Jornalismo e ex Director de Informação.
Judite de Sousa – É licenciada em Letras e Subdirectora de Informação.
Maria José Nunes – Tem o Ensino Secundário(??) e é Operadora de Supervisão de Imagem.
Luís Andrade – Tem a 4ª Classe, é Consultor na RTP e ex Director de Programas.
José Alberto Carvalho – Tem o 12º Ano, é Jornalista e Subdirector de Informação.
José Rodrigues dos Santos – É licenciado em Jornalismo e ex Director de Informação.
Judite de Sousa – É licenciada em Letras e Subdirectora de Informação.
Maria José Nunes – Tem o Ensino Secundário(??) e é Operadora de Supervisão de Imagem.
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SE NÃO FOSSE PARA GANHAR...
tira lá uma * à RTP
Media 2006-11-02 15:19
Audiências da TVI e da SIC recuam em Outubro
A TVI manteve a liderança nas audiências televisivias diárias em Outubro, embora recuando face aos níveis conseguidos em Setembro, enquanto a SIC também perdeu terreno, revelam os dados mensais da Marktest.
DE com Reuters
O relatório mostra que a TVI, detida pela Media Capital, conseguiu um share de 28,5% em Outubro, contra 28,6% em Setembro, enquanto a SIC, da Impresa, registou audiências de 26,4% no último mês contra 26,5% em Setembro.
A RTP subiu nas audiências diárias ao longo do mês, atingindo os 25,6% contra 24,7% em Setembro e contra 24,7% observados em Outubro de 2005.
"Para o bom desempenho da RTP contribuiu o crescimento da estação no chamado 'day-time', onde a Praça da Alegria voltou a ser líder, e também a liderança do Telejornal, que em Outubro foi na maior parte dos dias o informativo das 20h mais visto", diz a RTP.
No horário nobre a TVI manteve a liderança em Outubro, crescendo para um 'share' de 33,7% contra 32% em Setembro, ao passo que a SIC recuou para 25,3% contra 26,9%.
"No 'prime-time' as audiências (SIC) desceram para 25,3%, prejudicadas pelas transmissões do futebol. O reforço da audiência da novela 'Cobras&Lagartos' permitiu uma substancial melhoria na segunda metade do mês", refere a Impresa.
Na televisão por cabo o AXN foi o canal mais visto em Outubro, com 11,5% de quota, contra 11,4% da SIC
LS,
fico sempre surpreendido qd há pessoas que acham isto normal e procuram argumentos para o justificar
a programação da RTP é a mesma m**** que as outras generalistas, quais são as diferenças fundamentais que encontras?
além dos 223 milhões de subsidio ainda vai buscar 50 milhões em recitas de publicidade, se há alguém com razões de queixa são os privados por concorrência desleal
nos últimos anos foram os privados que incentivaram e fomentaram a a produção nacional: a SIC com o apoio ao cinema (os filmes portugueses mais vistos foram feitos com o apoio da sic), a TVI com as novelas (morangos com sugar a afins...pode-se não gostar, mas tem sucesso e se não fossem eles andavas a ver o mesmo mas com sotaque brasileiro )
PS: vai ao site da Lusa, que é "pública"...tens que pagar para ter acesso completo
fico sempre surpreendido qd há pessoas que acham isto normal e procuram argumentos para o justificar
a programação da RTP é a mesma m**** que as outras generalistas, quais são as diferenças fundamentais que encontras?
além dos 223 milhões de subsidio ainda vai buscar 50 milhões em recitas de publicidade, se há alguém com razões de queixa são os privados por concorrência desleal
nos últimos anos foram os privados que incentivaram e fomentaram a a produção nacional: a SIC com o apoio ao cinema (os filmes portugueses mais vistos foram feitos com o apoio da sic), a TVI com as novelas (morangos com sugar a afins...pode-se não gostar, mas tem sucesso e se não fossem eles andavas a ver o mesmo mas com sotaque brasileiro )
PS: vai ao site da Lusa, que é "pública"...tens que pagar para ter acesso completo
Keyser,
Possivelmente, no dia em que privatizarem a RTP ela passa a ser igual às outras. Porque a RTP é, para muitos, o canal que actualmente apresenta melhor qualidade informativa e lúdica. Os outros canais privados não são melhores que a RTP. Alguns dos canais temáticos são verdadeiramente horríveis e não se percebe porque teimam em subsistir. Percorra o leque de canais do Funtastic e confirme se não é verdade.
O financiamento da RTP deve-se em parte ao mercado que temos em Portugal. Os canais privados obrigam a RTP a limitar a sua publicidade para poderem sobreviver. É a subsidio-dependencia na sua versão mais moderna. Se a RTP pudesse agir livremente no mercado e pudesse facturar sem restrições, muito possivelmente os contribuintes não teriam de suportar a incapacidade dos canais privados para competir em livre concorrência.
Possivelmente, no dia em que privatizarem a RTP ela passa a ser igual às outras. Porque a RTP é, para muitos, o canal que actualmente apresenta melhor qualidade informativa e lúdica. Os outros canais privados não são melhores que a RTP. Alguns dos canais temáticos são verdadeiramente horríveis e não se percebe porque teimam em subsistir. Percorra o leque de canais do Funtastic e confirme se não é verdade.
O financiamento da RTP deve-se em parte ao mercado que temos em Portugal. Os canais privados obrigam a RTP a limitar a sua publicidade para poderem sobreviver. É a subsidio-dependencia na sua versão mais moderna. Se a RTP pudesse agir livremente no mercado e pudesse facturar sem restrições, muito possivelmente os contribuintes não teriam de suportar a incapacidade dos canais privados para competir em livre concorrência.
Keyser Soze Escreveu:não sabia desta....a EDP já vai receber uma cartinha minha3. Também eu há mais de um ano que me recuso a pagar uma suposta «taxa» por um serviço que não usufruo, e que não passa de mais um imposto: a chamada «taxa audiovisual» que muitos portugueses pagam juntamente com a factura da electricidade e que visa financiar os orçamentos da RTP e RDP. O seu pagamento pode ser recusado de modo bastante fácil: basta escrever à EDP a solicitar a recusa de tal pagamento junto com a sua factura.
http://ablasfemia.blogspot.com/
Isso é sério ou é tanga?
É que eu não vejo razão para pagar essa taxa se pago para ter televisão por cabo e nem vejo muito a RTP.
A ser verdade, também escrevo uma carta.
Paulo Moreira
não sabia desta....a EDP já vai receber uma cartinha minha
3. Também eu há mais de um ano que me recuso a pagar uma suposta «taxa» por um serviço que não usufruo, e que não passa de mais um imposto: a chamada «taxa audiovisual» que muitos portugueses pagam juntamente com a factura da electricidade e que visa financiar os orçamentos da RTP e RDP. O seu pagamento pode ser recusado de modo bastante fácil: basta escrever à EDP a solicitar a recusa de tal pagamento junto com a sua factura.
http://ablasfemia.blogspot.com/
e já agora, para quem não sabe, estes são os senhores que:
Os 15 directores da EPUL - Empresa Pública de Urbanização de Lisboa não podem ser despedidos do cargo, o qual só podem abandonar com justa causa ou por consentimento próprio, devido ao regime de contrato 'vitalício' que os mantém vinculados à empresa.
...
Os 15 directores da EPUL custam ao erário público 1,2 milhões de euros por ano.
outra história fantástica: "Decoração da EPUL custou 2,5 milhões"
...e estamos a falar de "escritórios provisórios"
...e estamos a falar de "escritórios provisórios"
– Quando é que o caso da EPUL fica definitivamente esclarecido?
– Pedi à Inspecção-Geral de Finanças que fizesse uma inspecção. O Ministério Público, face a suspeitas que vieram a lume, também está a agir e espero serenamente que venham os resultados o mais rapidamente possível.
– Quando se soube dos cargos vitalícios na EPUL ficou espantado?
– Fiquei.
– Mas há ainda uma renda de 50 mil euros no edifício da SAD do Sporting...
– Não é bem assim. A EPUL resolveu há quatro anos ter uma sede própria. O que estava previsto era fazer-se um edifício de raiz, ali em Telheiras. Provisoriamente, realço provisoriamente, estava pensado alugar uns escritórios no Edifício Visconde Alvalade, onde também está a SAD do Sporting. Depois de uma consulta de mercado entendeu-se que era um bom local para acomodar a EPUL enquanto não se fazia o edifício de raiz.
– Quando estará pronto?
– Entretanto, dei-me conta que houve um adiamento do projecto.
– Mas a Câmara está a pagar os 50 mil euros de renda além dos custos dos cargos vitalícios...
– Há muita coisa que vem do passado que tem de ser corrigida. Não me preocupa tanto os 50 mil euros. Preocupa-me mais o montante que foi investido só para decoração, para .
– Quanto foi?
– Cerca de 2,5 milhões de euros [meio milhão de contos]. Eu e outras pessoas do Executivo não sabíamos. E agora temos de arrumar a casa. E olhar para o futuro. Temos de pensar numa reestruturação, numa EPUL em que não haja cargos vitalícios.
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp? ... al=9&p=200
Keyzer
Subscrevo interamente a tua posição
Porque não se privatiza a RTP?
É um sorvedouro de dinheiro para os contribuintes.
Até ver a programação não é melhor, nem pior, nem diferente das televisões privadas.
O dito serviço publico não se percebe onde está: por exemplo futebol e formula 1, que são duas grandes referências para o publico em geral, isto é, são o tipo de programas que mais pessoas gostam de assistir passaram para os canais privados. Mais uma vez pergunto onde está o serviço público.
E se o serviço publico tem a ver com a transmissão de programas para minorias, por certo, um contrato a estabalecer com o operador que adquirisse a RTP poderia ter clausulas de obrigatoriedade em alguns aspecto.
Acabava o sorvedouro de dinheiro e ainda dava receita (o valor pago pela liçensa e impostos qd houvesse lucros).
Unico senão: acabavam-se alguns tachos para os boys e as girls dos partidos do poder...
Subscrevo interamente a tua posição
Porque não se privatiza a RTP?
É um sorvedouro de dinheiro para os contribuintes.
Até ver a programação não é melhor, nem pior, nem diferente das televisões privadas.
O dito serviço publico não se percebe onde está: por exemplo futebol e formula 1, que são duas grandes referências para o publico em geral, isto é, são o tipo de programas que mais pessoas gostam de assistir passaram para os canais privados. Mais uma vez pergunto onde está o serviço público.
E se o serviço publico tem a ver com a transmissão de programas para minorias, por certo, um contrato a estabalecer com o operador que adquirisse a RTP poderia ter clausulas de obrigatoriedade em alguns aspecto.
Acabava o sorvedouro de dinheiro e ainda dava receita (o valor pago pela liçensa e impostos qd houvesse lucros).
Unico senão: acabavam-se alguns tachos para os boys e as girls dos partidos do poder...
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Estado garante mais dinheiro à TV pública
Em 2007, a RTP irá receber dos cofres do Estado a quantia de 223,7 milhões de euros.
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp? ... idCanal=17
porque que não se privatiza a RTP ?[/quote]
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