A hipocrisia nunca dá bom resultado
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Re: Keyser
mcarvalho Escreveu:Obrigado pela informação
não tinha lido por ter estado ausente
Curiosamente Carrazeda foi notícia nas televisões e nos principais Jornais
in Pensar ansiaes
Carrazeda voltou a ser notícia
Infelizmente não vi a informação dada pela TVI, que noticiava a inflação de multas de trânsito que vinham sendo aplicadas no nosso meio, pela GNR.
Também eu, só quando “senti na pele” o resultado do excesso de zelo, ou talvez antes, a incongruência e arbitrariedade, é que procurei informação sobre o estado em que as coisas vinham sendo tratadas. Soube então também que, poucos escapavam à tarefa inquisidora da nossa GNR. Soube por exemplo que as multas mensalmente, triplicavam em relação, por exemplo às que eram passadas em Vila Flor. Soube que os nossos agentes tinham por prática esquivar-se a dar a cara no acto de multar, preferindo remeter multas em carta registada. Soube de gente idosa que ficou sem a reforma mensal para pagar multas ridículas. Soube de gente simples que, na abordagem foi tratada com prepotência. Soube dos modos opressivos com que alguns agentes exibiam o seu poder.
Tratou-se assim de mais uma notícia que não provocou estranheza, sobre a nossa triste condição.
Em circunstâncias normais valeria a pena reflectir sobre o caso. Valia a pena estudar-se a razão destes procedimentos e depois tirar conclusões.
Julgo que haveria pelo menos duas ou três conclusões a tirar. Ou a prática estaria certa e, nesse caso, haveria que implementá-la como exemplo, por todo o país e não somente neste concelho de gente humilde e pobre. Ou a prática pecaria por excessiva e incorrecta e, nesse caso, deveria conhecer-se a sua razão de ser e proceder-se em conformidade para com abusadores. Haveria talvez uma causa a provar primeiramente, que teria a ver com a verificação de que, em vez de se estar a lidar com uma população honesta e cumpridora, se estava a lidar com uma população de malfeitores que vivem à margem da lei.
Como carrazedense aquilo que mais me entristeceu neste caso, foi contudo, verificar a submissão com que se consentiu o despropósito. Poucos usaram o direito a defender-se e a contestar o que se passava. Poucos tiveram a coragem de usar a liberdade para denunciar a intolerância e prepotência que se manifestou.
Será este o verdadeiro estado de espírito das gentes da minha terra?
Sabe-se que a prática actual do comando da nossa GNR mudou. Reconhece-se que existe neste momento outra actuação mais tolerante e pedagógica. Faço votos de que o novo Comandante que temos, consiga manter a sensatez na actuação do seu comando e seja recíproco o respeito, e reverência perante a lei. Estou certo de que, seremos capazes de saber esquecer e saber recuperar a dignidade mútua que todos merecemos.
Hélder Carvalho
E à conta desses "hipócritas" estou eu inibido de conduzir (excesso de velocidade na A1) - vá lá que só falta 1 mês.
Mas achei deveras interessante no outro dia numa notícia, acerca do http://www.portalppc.com/ , que assinala como PI (pontos de interesse) no GPS os pontos negros nas AE's e os radares localizados pelas vítimas, e que tem contribuído para a diminuição da sinistralidade na AE.
Agora pergunto eu, não será mais preventivo estarem à vista, a evitar excessos de velocidade, ou andarem escondidos atrás da moita a caçar? Nesta última viagem , vi atrás duma ponte na zona de leiria, com um saco de plástico por cima no sentido norte-sul um radar. 4 kms antes, estavam uns 6 carros da BT prontos para caçar, e outros dois no sentido sul norte (nesse troço) com os pirilampos ligados a irem em excesso de velocidade, para voltarem novamente para o sentido norte-sul. Acham isto normal???
1 abraço
O que é um cínico? É aquele que sabe o preço de tudo, mas que não sabe o valor de nada.
Keyser Soze Escreveu:e é para isto que pagamos impostos ? para esta justiça ?
Eu diria que esse senhor não devia ter ido para uma cadeia. Pelo ar da coisa e pelos motivos perfeitamente fúteis dos crimes ele devia era estar internado num hospital psiquiátrico para todo o sempre, visto que é demasiado perigoso para andar à solta.
However elegant the method we should occasionally look at the results.
Keyser
Obrigado pela informação
não tinha lido por ter estado ausente
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Carrazeda voltou a ser notícia
Infelizmente não vi a informação dada pela TVI, que noticiava a inflação de multas de trânsito que vinham sendo aplicadas no nosso meio, pela GNR.
Também eu, só quando “senti na pele” o resultado do excesso de zelo, ou talvez antes, a incongruência e arbitrariedade, é que procurei informação sobre o estado em que as coisas vinham sendo tratadas. Soube então também que, poucos escapavam à tarefa inquisidora da nossa GNR. Soube por exemplo que as multas mensalmente, triplicavam em relação, por exemplo às que eram passadas em Vila Flor. Soube que os nossos agentes tinham por prática esquivar-se a dar a cara no acto de multar, preferindo remeter multas em carta registada. Soube de gente idosa que ficou sem a reforma mensal para pagar multas ridículas. Soube de gente simples que, na abordagem foi tratada com prepotência. Soube dos modos opressivos com que alguns agentes exibiam o seu poder.
Tratou-se assim de mais uma notícia que não provocou estranheza, sobre a nossa triste condição.
Em circunstâncias normais valeria a pena reflectir sobre o caso. Valia a pena estudar-se a razão destes procedimentos e depois tirar conclusões.
Julgo que haveria pelo menos duas ou três conclusões a tirar. Ou a prática estaria certa e, nesse caso, haveria que implementá-la como exemplo, por todo o país e não somente neste concelho de gente humilde e pobre. Ou a prática pecaria por excessiva e incorrecta e, nesse caso, deveria conhecer-se a sua razão de ser e proceder-se em conformidade para com abusadores. Haveria talvez uma causa a provar primeiramente, que teria a ver com a verificação de que, em vez de se estar a lidar com uma população honesta e cumpridora, se estava a lidar com uma população de malfeitores que vivem à margem da lei.
Como carrazedense aquilo que mais me entristeceu neste caso, foi contudo, verificar a submissão com que se consentiu o despropósito. Poucos usaram o direito a defender-se e a contestar o que se passava. Poucos tiveram a coragem de usar a liberdade para denunciar a intolerância e prepotência que se manifestou.
Será este o verdadeiro estado de espírito das gentes da minha terra?
Sabe-se que a prática actual do comando da nossa GNR mudou. Reconhece-se que existe neste momento outra actuação mais tolerante e pedagógica. Faço votos de que o novo Comandante que temos, consiga manter a sensatez na actuação do seu comando e seja recíproco o respeito, e reverência perante a lei. Estou certo de que, seremos capazes de saber esquecer e saber recuperar a dignidade mútua que todos merecemos.
Hélder Carvalho
não tinha lido por ter estado ausente
Curiosamente Carrazeda foi notícia nas televisões e nos principais Jornais
in Pensar ansiaes
Carrazeda voltou a ser notícia
Infelizmente não vi a informação dada pela TVI, que noticiava a inflação de multas de trânsito que vinham sendo aplicadas no nosso meio, pela GNR.
Também eu, só quando “senti na pele” o resultado do excesso de zelo, ou talvez antes, a incongruência e arbitrariedade, é que procurei informação sobre o estado em que as coisas vinham sendo tratadas. Soube então também que, poucos escapavam à tarefa inquisidora da nossa GNR. Soube por exemplo que as multas mensalmente, triplicavam em relação, por exemplo às que eram passadas em Vila Flor. Soube que os nossos agentes tinham por prática esquivar-se a dar a cara no acto de multar, preferindo remeter multas em carta registada. Soube de gente idosa que ficou sem a reforma mensal para pagar multas ridículas. Soube de gente simples que, na abordagem foi tratada com prepotência. Soube dos modos opressivos com que alguns agentes exibiam o seu poder.
Tratou-se assim de mais uma notícia que não provocou estranheza, sobre a nossa triste condição.
Em circunstâncias normais valeria a pena reflectir sobre o caso. Valia a pena estudar-se a razão destes procedimentos e depois tirar conclusões.
Julgo que haveria pelo menos duas ou três conclusões a tirar. Ou a prática estaria certa e, nesse caso, haveria que implementá-la como exemplo, por todo o país e não somente neste concelho de gente humilde e pobre. Ou a prática pecaria por excessiva e incorrecta e, nesse caso, deveria conhecer-se a sua razão de ser e proceder-se em conformidade para com abusadores. Haveria talvez uma causa a provar primeiramente, que teria a ver com a verificação de que, em vez de se estar a lidar com uma população honesta e cumpridora, se estava a lidar com uma população de malfeitores que vivem à margem da lei.
Como carrazedense aquilo que mais me entristeceu neste caso, foi contudo, verificar a submissão com que se consentiu o despropósito. Poucos usaram o direito a defender-se e a contestar o que se passava. Poucos tiveram a coragem de usar a liberdade para denunciar a intolerância e prepotência que se manifestou.
Será este o verdadeiro estado de espírito das gentes da minha terra?
Sabe-se que a prática actual do comando da nossa GNR mudou. Reconhece-se que existe neste momento outra actuação mais tolerante e pedagógica. Faço votos de que o novo Comandante que temos, consiga manter a sensatez na actuação do seu comando e seja recíproco o respeito, e reverência perante a lei. Estou certo de que, seremos capazes de saber esquecer e saber recuperar a dignidade mútua que todos merecemos.
Hélder Carvalho
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- Registado: 17/2/2004 1:38
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Lutav Escreveu:keyser, este caso tem mtas especificidades interessantes, incluindo o poder-se deduzir que ele cumpriu efectivamente a pena a que foi condenado!
nao podemos avaliar a justiça e sua eficacia com este caso, sob pena de sermos demagógicos;
Ha concerteza outras variaveis e outras situacoes, piores que esta (e digo piores qque esta, assumindo que o gajo cumpriu pena de 20 anos!)
abraço, bom dia
o que impressiona em Portugal é a cultura de desresponsabilização e desculpabilização
toda a gente que faz m**** é coitadinha e precisa de apoios e ajuda
Adelino tinha saído da prisão em 2004, após cumprir uma pena de 20 anos, reduzida para 14, por ter matado no mesmo local um residente de Codeçais.
“Todos tivemos culpa. Não houve coragem de o enfrentar quando regressou da cadeia e o medo instalou-se. Por nossa causa morreram dois inocentes, que nem aqui viviam”, expressou angustiado Amândio Fernandes, 57 anos, residente na aldeia.
O homicida andava sempre armado com facas e punhais, quando se deslocava à sede do concelho. Na aldeia mostrava uma enorme foice. Vivia a 20 metros do local do crime.
Uma funcionária da Segurança Social enviou uma exposição ao Governo Civil de Bragança alertando para a perigosidade do homem. São inúmeras as queixas contra o suspeito.
Isso mesmo foi ontem confirmado pelo governador civil, Jorge Gomes. Adiantou que o suspeito estava a ser vigiado pela GNR. “Provavelmente não houve o apoio necessário”, referiu. O tribunal mandou o suspeito em preventiva.
keyser, este caso tem mtas especificidades interessantes, incluindo o poder-se deduzir que ele cumpriu efectivamente a pena a que foi condenado!
nao podemos avaliar a justiça e sua eficacia com este caso, sob pena de sermos demagógicos;
Ha concerteza outras variaveis e outras situacoes, piores que esta (e digo piores qque esta, assumindo que o gajo cumpriu pena de 20 anos!)
abraço, bom dia
nao podemos avaliar a justiça e sua eficacia com este caso, sob pena de sermos demagógicos;
Ha concerteza outras variaveis e outras situacoes, piores que esta (e digo piores qque esta, assumindo que o gajo cumpriu pena de 20 anos!)
abraço, bom dia
e é para isto que pagamos impostos ? para esta justiça ?
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp? ... l=10&p=200
Adelino Joaquim Gonçalves, de 47 anos, solteiro.
Há 20 anos matou, à facada, um homem no mesmo bar.
Condenado a 20 anos de cadeia.
Saiu em Dezembro de 2004.
Menos de um ano depois voltou a esfaquear um vizinho (Jorge Silva),
há uma semana outro (Manuel Ferreira)
e anteontem matou os dois idosos.
Eduardo Jerónimo, de 71 anos, e Delfim Neves, de 73, gozavam os minutos que faltavam para acabar o feriado no bar da associação da aldeia de Codeçais, Carrazeda de Ansiães. Viam a telenovela e festejavam a vitória do Benfica, ocorrida minutos antes.
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp? ... l=10&p=200
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- Registado: 2/11/2006 17:43
- Localização: Himalaias
rnbc Escreveu:É... apesar de considerar que a droga deveria ser totalmente legal (cada um mata-se com o que quizer, ora essa!) acho ridiculo que entre nas cadeias.
Até porque se o estado nem num ambiente controlado como uma cadeia consegue controlar a entrada de droga então estamos perante o descalabro total da autoridade: mais vale irem todos para casa porque passamos bem sem (esta) guarda.
A solução para mim era simples: acabar com a droga nas cadeias. Usando cães, por exemplo. E quem fosse apanhado a consumir droga deixava de ter direito ao bolo e afins trazido pela familia. Afinal aquilo é uma cadeia, não é um hotel!
Também não me importava que cada um se matasse com o que quisesse se não houvesse algo chamado SNS ( serviço nacional de saúde) e que é pago com o dinheiro de TODOS os contribuintes entre outras instituições.
No dia em que deixar de existir isso e qualquer outro tipo de apoio social pago com fundos públicos tanto me faz que liberalizem isso ou não.
- Mensagens: 142
- Registado: 21/10/2005 14:03
É... apesar de considerar que a droga deveria ser totalmente legal (cada um mata-se com o que quizer, ora essa!) acho ridiculo que entre nas cadeias.
Até porque se o estado nem num ambiente controlado como uma cadeia consegue controlar a entrada de droga então estamos perante o descalabro total da autoridade: mais vale irem todos para casa porque passamos bem sem (esta) guarda.
A solução para mim era simples: acabar com a droga nas cadeias. Usando cães, por exemplo. E quem fosse apanhado a consumir droga deixava de ter direito ao bolo e afins trazido pela familia. Afinal aquilo é uma cadeia, não é um hotel!
Até porque se o estado nem num ambiente controlado como uma cadeia consegue controlar a entrada de droga então estamos perante o descalabro total da autoridade: mais vale irem todos para casa porque passamos bem sem (esta) guarda.
A solução para mim era simples: acabar com a droga nas cadeias. Usando cães, por exemplo. E quem fosse apanhado a consumir droga deixava de ter direito ao bolo e afins trazido pela familia. Afinal aquilo é uma cadeia, não é um hotel!
However elegant the method we should occasionally look at the results.
bolso vazio Escreveu:Toda a gente deveria estar contra essa medida, é um grande perigo para toda a sociedade, qualquer pessoa que vá prêsa é um potencial drogado ou alvo de ameaças por parte de colegas detidos que possuam seringas.
Era tão fácil acabar com a droga nas cadeias, bastava que nada nem ninguém entrasse sem passar pelo fáro de um cão. Isto é mesmo uma grande ipócrisia uma verdadeira vergonha!
pois, mas, e´ muito como nos filmes| deixar passar alguma droga, torna a prisao mais "controlável"....
Toda a gente deveria estar contra essa medida, é um grande perigo para toda a sociedade, qualquer pessoa que vá prêsa é um potencial drogado ou alvo de ameaças por parte de colegas detidos que possuam seringas.
Era tão fácil acabar com a droga nas cadeias, bastava que nada nem ninguém entrasse sem passar pelo fáro de um cão. Isto é mesmo uma grande ipócrisia uma verdadeira vergonha!
Era tão fácil acabar com a droga nas cadeias, bastava que nada nem ninguém entrasse sem passar pelo fáro de um cão. Isto é mesmo uma grande ipócrisia uma verdadeira vergonha!
O quê? Não fornece a droga?
O quê? Não fornece a droga? Nem metadona?
Mas que raio de serviço público é que esta Direcção-Geral está a prestar?
E não se pode privatizar?

Mas que raio de serviço público é que esta Direcção-Geral está a prestar?
E não se pode privatizar?
A hipocrisia nunca dá bom resultado
A hipocrisia nunca dá bom resultado
Vale a pena ouvir as declarações do director geral dos serviços prisionais à TSF sobre a campanha de troca de seringas nas cadeias.
http://tsf.sapo.pt/online/vida/interior ... =TSF174857
Se bem percebi a estado português propõe-se dar seringas aos detidos mas não só não cria salas de chuto - porque isso seria tornar lícito o consumo de drogas nas cadeias - como também não fornece a droga. Mas então fornece as seringas para quê? Para estimular o tráfico nas cadeias? E se não se define um local onde os detidos de podem injectar - porque isso seria tornar lícito o consumo de drogas nas cadeias - quer isso dizer que alguns detidos vão andar a passear com seringas que injectam em quem e nos locais que lhes apetecer?
Helena Matos
penso que o Sindicato deles já marcou uma greve...acho que desta vez concordo com sindicato ehehe
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