Caldeirão da Bolsa

Dois colégios privados de Lisboa lideram melhores exames

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

Re: Avaliação das faculades de Economia...(estudo)

por Camisa Roxa » 24/10/2006 9:44

devastador Escreveu:Esta lista das 500 melhores universidades tem em consideração a qualidade da universidade e não apenas a qualidade de um faculdade com o curso de Economia e de Gestão!!!


precisamente por isso, a Universidade Técnica de Lisboa inclui o Instituto Superior Técnico e mesmo assim não aparece num ranking onde figura a UNova, a UCatólica e a UC?
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por Iced » 24/10/2006 4:20

Estudei na Escola Secundária Aurélia de Sousa e posso confirmar que tem um grupo de professores excelentes, bem como um conselho executivo ao mesmo nível. De resto a escola tem fracas condições a nível de infraestruturas, material de apoio etc..., talvez tenha melhorado desde que acabei o secundário há 6 anos mas não posso confirmar.

Houve colegas meus na Aurélia que para entrar em Medicina tiveram de ir para um Externato subir as notas internas porque na Aurélia não conseguiam a média suficiente. Lá conseguiram entrar no sonho deles (que também devia ser o de uns quantos mas talvez não tenham $ para ir para um colégio/externato). E isto acontece anualmente com vários alunos, saiem da Aurélia não por o ensino não ter qualidade (que tem como prova o ranking) mas porque no privado têm melhores classificações internas logo melhor média, etc, etc...

Fica assim aqui então o meu testemunho.
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Avaliação das faculades de Economia...(estudo)

por devastador » 23/10/2006 23:47

Esta lista das 500 melhores universidades tem em consideração a qualidade da universidade e não apenas a qualidade de um faculdade com o curso de Economia e de Gestão!!!

Aconselho a lerem:
http://www.fup.pt/admin/fup/docs/ca/rsg_c2a4_econ.pdf

É o trabalho desenvolvido por uma comisssão de avaliação externa de Economia (CAE) que realizou a avaliação de 19 dos 21 cursos universitários que lhe foram propostos.

Seria interessante lerem o final da página dois, onde se encontram indicadas as faculdades com maior grau de exigência.

Pelas tabelas da página 10, 11 e 12, agupei em três grupos as diferentes faculdades:
*No 1º grupo estão os 3 primeiros lugares (e destacam-se bem na tabela)ficariam pela seguinte ordem: Nova de Lisboa; Católica de Lisboa; Porto;
* No 2º grupo ficaria: Católica do Porto (5A e 8B); e sem diferenciar, a faculdade de Coimbra e o Técnico de Lisboa (Coimbra: 2A; 9B; 2C e o Técnico 1A; 11B; 1C).
* Só depois as restantes.

Nunca disse que a faculadade de economia de Coimbra era a melhor das melhores. Mas neste estudo vejo-a integrada na lista das de maior grau de exigência (final da página 2).

Horaclito, relativamente ao corpo docente das faculdades privadas encontra-se no início da página 4 o que relatei anteriormente.
Não quero dizer com isto que todos os professores dessas universidades são maus docentes, nem que todos os seu alunos são maus alunos. Espero que não tenha ficado ofendido com a minha posição em relação ao ensino universitário privado em PORTUGAL. É unicamente o que eu penso...

O que se passa com o ensino universitário privado em Portugal é bem diferente do que se passa noutros países, em que a TRADIÇÃO dessas faculdades se manteve ao longo dos tempos. Essa tradição foi conseguida à custa da qualidade de ensino e ao grau de exigência. A única que em Portugal conseguiu (em pouco tempo) essa tradição é a Católica em Lisboa (e a do Porto).
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por Oeiras » 23/10/2006 23:26

Defende-se tanto aqui as escolas privadas, que gostaria que os defensores consultassem na disciplina de Matemática(Novos programas) na área de Lisboa e me explicassem porque razão aparecem precisamente em último lugar 2 escolas privadas.
 
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por Camisa Roxa » 23/10/2006 10:11

quanto a esse ranking mundial de universidades, verás que as primeiras são todas americanas e privadas...

por outro lado, não percebo porque é que a Universidade Técnica de Lisboa não aparece aí em lado nenhum se aparece a de Coimbra...
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por Camisa Roxa » 23/10/2006 10:06

O curso de economia da universidade de coimbra é fraquinho... Está claramente atrás dos de lisboa e porto...

Aliás, não sei em termos de qualidade do curso porque não conheço mas em termos de saídas profissionais os cursos de economia e gestão da universidade católica (privada) são os melhores do país
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por Oeiras » 23/10/2006 1:17

Estou chateado, não consigo consultar no site da SicOnline o ranking das escolas simplesmente porque sou cliente da CaboVisão, então eu não pago o canal como os clientes da TvCabo. Só num País de gente que se faz muito distraida tal acontece.
 
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por devastador » 23/10/2006 0:09

O que afirmou não contraria o que eu disse!!
Será que quem sabe trabalhar com o programa (Microsoft Query) é um bom economista?!!!

Tenho um amigo que foi indicado pelo banco em que trabalha para um curso de pós graduação em Lisboa. Encontrou-se com mais colegas de instituições bancárias. O curso era feito, havendo a eliminação de metade dos candidatos na 1º seriação. Depois houve outras seriações. Foram muito poucos aqueles que terminaramo curso. Ele foi um deles e tirou o curso na UC.

Eu nunca disse que de universidades privadas não podem sair bons economistas!!! Tenho um primo com 36 anos, que tirou o curso numa privada na Figueira da foz, está a trabalhar na Segurança Social (em Aveiro)e que ocupa já um lugar de destaque. Também não disse que todos os professores das privadas são obrigatoriamente maus professores!!Mas volto a firmar que conheço situações em que esses professores nunca dariam aulas na UC por não terem a formação académica exigida!! Continuo a afirmar que as notas alcançadas nessas instituições são bem superiores às das estatais. Eu com um 14 tinha que ir defender a nota!!!
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por valves » 22/10/2006 22:58

cada jornal, cada ranking.
por exemplo, no do expresso as 2 melhoras são privadas e as 2 piores também são privadas


essa é que essa há rankings para todos os gostos ... pode-se ter uma ideia do que é melhor e do que é pior mas em concreto nunca se sabe qual a escola melhor qual a escola pior ...
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por Horaclito » 22/10/2006 22:55

Devastador, a excelência é tanta que quando acabam os cursos a maioria vão directinhos para a prateleira.

Da universidade de coimbra que tanto fala apareceu-me á meses uma senhora recém licenciada em economia que não sabia fazer uma query de "caca" em excel o que é uma vergonha, entre outras coisas que tinha total desconhecimento, e acabou o curso com média de 14.

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por devastador » 22/10/2006 22:42

O melhor capital humano está nas universidades públicas e não nas privadas!!! Exceptuando Universidade Católica de Lisboa...
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correcção

por devastador » 22/10/2006 22:33

Vou fazer a seguinte correcção:

Agora, são admitidos nesses institutos ALUNOS com 23 anos e com o 9º ano. Basta fazer um exame (que deve ser de caca) e ser aprovado (ah, ah, ah). Não estou a falar de cor, pois conheço um rapaz nesta situação.
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Qualidade

por devastador » 22/10/2006 22:27

Horaclito, essa não entendi: "Sim AA aqui em Portugal ainda é assim, simplesmente porque a ideia continua a ser «o que interessa é tirar um curso!» se for na publica melhor porque é mais barato, "!!!

Quem anda nos colégios caríssimos vai para a universidade pública pela sua excelência e não por questões monetárias!!!

O ensino privado em Portugal é uma vergonha!!! Quem não entra na pública vai para a privada!!! Esses piores alunos, que não tiveram média para entrar na pública, conseguem o milagre de tirar o curso sem perderem anos e com uma classificação mais elevada do que os seus colegas da pública!!! Eu tirei o curso de Matemática e passado dois anos de eu ter entrado, um nº elevado de alunos abandonou o curso ou mudou de curso. Tinha um amigo em Engenharia Electrotécnica que não passava do 2º ano. Entrou num Instituto superior (e era estatal) e tirou o curso sem nunca reprovar.
No ensino privado, há um nº elevado de professores responsáveis pelas cadeiras que não são doutorados (e alguns nem o mestrado têm). Agora, com 23 anos e com o 9º ano são aceites nesses institutos. Basta fazer um exame (que deve ser de caca) e ser aprovado (ah, ah, ah). Não estou a falar de cor, pois conheço um rapaz nesta situação.
Tenho um amigo que está há quatro anos em Inglaterra a tirar o doutoramento (vai defender em Dezembro). Caso não o fizesse não ficaria na universidade como assistente durante muito tempo!!!
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por devastador » 22/10/2006 21:53

Nenhuma privada sem ser a Católica, que já a tinha referido na minha intervenção anterior como uma universidade excelente (não estou a falar da Universidade Católica da Figueira da Foz, por exemplo). Na minha intervenção anterior estava a falar do ensino em Portugal.

Fixação pela Universidade de Coimbra? Não entendi!!!
Será que não posso falar bem da universidade em que tirei a minha licenciatura? Esta notícia não foi criada pela minha paixão por esta universidade!!!
Relativamente ao assunto "Portugal vai pagar 65 milhões ao MIT" alguém disse que não entendia porque é que a UC estava entre as sete escolhidas pelo MIT.
Penso que não é só pela sua tradição!! Esta lista das universidades vem legitimar a escolha feita pelo MIT.
Na intervenção anterior estava a falar da excelência do nosso ensino universitário público relativamente ao nosso ensino universitário privado.

SE é significativa a diferença entre as duas? Para mim não!! Mas tenho que dizer que prefiro ser primeiro que segundo...
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por Horaclito » 22/10/2006 21:50

AA

"Aliás, muitos acabam por enverdar pelo ensino superior privado porque simplesmente não conseguiram obter média para ingressar no curso que pretendiam no ensino público."



Sim AA aqui em Portugal ainda é assim, simplesmente porque a ideia continua a ser «o que interessa é tirar um curso!» se for na publica melhor porque é mais barato, por sua vez as universidades privadas também pouco fazem para mudar este cenário pois o estado é o próprio a tentar marginalizar estas a começar logo pela fatia destinada a estas no orçamento de estado (no estrangeiro as universidades privadas altamente prestigiadas são também altamente subsidiadas pelo estado), o capital humano é pouco valorizado neste pais.

Não admira que todos nos passem á frente, com excepção de algumas areas tipo o futebol que pouco ou nada contribuem para o enriquecimento do pais a não ser para os que vivem efectivamente destas areas de negócio e outras...mas isso é que é importante e nos diverte..enfim!!

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por ducklete » 22/10/2006 21:06

nenhuma privada? não deves estar a olhar para os mesmos rankings. Há centenas de universidades privadas nesse ranking. Mesmo nas três Portuguesas, tens uma privada.

Não percebi a fixação com a universidade de coimbra, podes explicar? achas que é estatisticamente significativa a diferença entre a nova e a de coimbra? Coimbra sempre foi uma boa universidade (se é que por estar naquele lugar do ranking europeu ainda se possa dizer que são boas universidades), qual o drama?
 
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O público...

por devastador » 22/10/2006 20:59

"RANKING INTERNACIONAL
Universidade entre as 300 melhores do mundo

Universidade de Coimbra está à frente das universidades Católica e Nova de Lisboa, as outras duas instituições de ensino superior que surgem no “top 500” das universidades.
Nenhuma privada!!

A notícia na integra encontra-se em:
http://www.asbeiras.pt/?area=destaque&n ... 1bac8&vo=1
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por devastador » 22/10/2006 20:54

O que é que os pais querem?
Que o filho seja licenciado, que seja doutor, de preferência médico...

Como isso é difícil e os filhos têm que ter boas notas, vão colocar os filhos no ensino privado. Nesses colégios o medíocre não tem lugar e os professores podem assim exigir o máximo dos alunos. O ensino é mais individualizado pois há um menor número de alunos. É fácil ver se o aluno trabalha, e caso contrário avisar o encarregado de Educação.

Agora o estranho é quando terminam o secundário!!!
O ensino privado, como que por milagre, deixa de ser de excelente qualidade, indo esses meninos ingressar nas universidades públicas!!! :mrgreen: :mrgreen: (até faz rir)
Quem não obteve boas notas, vai para o privado ou para o ensino público superior NÃO universitário, pois não conseguiu entrar nas universidades públicas.
No privado há a excepção da Católica (da responsabilidade dos jesuítas; a formação de um padre jesuíta dura sete anos e são todos doutorados, seja em teologia, seja noutra área). Mesmo assim, nem todas as universidades católicas que há no país são boas!!!
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por mealheiro » 22/10/2006 19:48

Daqui vai a minha vénia ao senhor Bernardes e ao ti Rio. Arrancar os melhores resultados com os filhos da ciganada de Carcavelos,com os filhos dos bêbados do Bairro Alto, com as filhas das filhas das put.. do Intendente, com os sobrinhos dos moedinhas e, como aceita adultos nas suas belas salas de aula, com os proxenetas que a bela cidade de Lx tem, é,de facto,digno de honra suprema.
Bem haja a inteligência de crâneos do tamanho dos da galinha que, sem o mínimo de intenção, botam semelhante título pr'atmosfera.

seja feliz com as penas que tem.
parábula dos talentos.
 
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Re: Público vs privado (again)

por iurp » 22/10/2006 19:48

the Saint Escreveu:PS-Fui professor em tempos. Era um sonho de adolescente que queria concretizar. Passou-me depressa, acreditem.


Mesmo àqueles que estão na profissão por vocação, o prazer e o gosto que sentem quando ensinam lhes está a passar. Tornou-se demasiado desgastante ser professor, e burocratizou-se o processo. Não imaginam a quantidade de papéis que, hoje em dia, são necessários para "reprovar" um aluno. Aliás sugiro que nos cursos via ensino coloquem disciplinas de secretariado, pois cabe agora aos professores esse trabalho. Realmente o "sonho" está-se a ir embora.
 
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Público vs privado (again)

por the Saint » 22/10/2006 19:23

Não acham um bocadinho descabido comparar os resultados do ensino particular com os ensino público?
Existe já um processo (socio-economico) prévio de selecção que manda para um lado aqueles que têm possibilidades económicas e, tudo o resto para o outro.
Apesar disto, existem bons alunos no ensino público. Uns com boa formação social e uma base económica equilibrada e, outros que apesar das suas dificuldades conseguem ainda assim ser, também, bons alunos.

Muito sinceramente, conheço o ensino público. O bom e o mau e, sei que isso depende de muitos factores exógenos. Confrontei-me com esta questão alguns meses atrás em que tive de optar entre uma escola particular conhecida e a escola pública da residência. O meu filho até ao 4º ano tinha frequentado uma escola particular. Ponderei se na fase seguinte se justificaria continuar na eswcola privada. Fiz um trabalho de avaliação no terreno antes de tomar uma decisão e decidi pela escola pública. Uma escola onde os professores e a gestão reconhecidamente têm feito um bom trabalho. Mas sei muito bem que uma parte (muito importante) do trabalho tem de ser feito em casa. Não sou rico e pagaria com alguma dificuldade a mensalidade. Mas, supondo que não teria dificuldade em pagar, não sei se teria tomado uma decisão diferente.

Uma outra achega. Não se pode misturar avaliação da qualidade do ensino com modelos de gestão. Ou seja, o problema de privatizar ou não o ensino é uma questão que passa por outro tipo de avaliação. É o de sabermos se queremos educar aqueles que num modelo privatizado não teriam acesso à educação. Tal como na saúde e na segurança social. De sabermos se queremos tratar daqueles que, por infortúnio, no final da sua vida não têm dinheiro para pagar uma operação cara mas, necessária.
Se privatizarmos o ensino "tout court", passamos a ter só bons resultados nas avaliações. Mas estamos a excluir socialmente uma grande percentagem da população que não tem dinheiro para pagar 400/500€ por mês e por criança. É aceitável? Para alguns, sim. Mas isso é outra discussão.
E a privatização teria efeitos na redução dos impostos a pagar? Por aquilo que conheço deste país, muito provavelmente, não.

A terminar, acho que nesta discussão entre público e privado que muitas vezes se coloca, os responsáveis saem na maior parte das vezes incólumes. E quem são os responsáveis pelo mau funcionamento do sector público? Os que gerem e tomam as decisões. O que existe, é o resultado das suas (más) decisões. Alguma vez se ouviu um bom gestor desacreditar ou delapidar os seus quadros? É aquilo a que assistimos permanentemente. Muitos destes responsáveis não percebem patavina de administração pública. Não sabem a diferença entre um director de serviços e um director-geral. Ah que saudades do Prof. Sousa Franco que discursava de cátedra, sobre estes assuntos.

PS-Fui professor em tempos. Era um sonho de adolescente que queria concretizar. Passou-me depressa, acreditem.
 
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A "lista"....

por devastador » 22/10/2006 18:59

Quero que privatizem o ensino. Bolas.

Vivemos num país em que todos os país têm uns míseres 400 euros para pagar todos os meses pelo educação de CADA filho!!! :mrgreen: :mrgreen:
É uma simples bagatela!! Falta ainda pagar mais 500 a 1000 contos (falando em contos) para conseguir que o filho entre nesses colégios. Sim, porque EU sei de estórias dessas!!! O dinheiro era só para ajudar as obras que se estavam a realizar no colégio!!! Colégio que recebeu muito dinheiro do estado para essas obras (é que a igreja tem muito poder), coisa impossível se a escola fosse estatal!!!
Estive também numa das maiores escolas semi-estatais, senão a maior, em que vi bem as condições que tinha e o dinheiro que recebia por aluno, que era bem superior ao dinheiro que uma escola estatal recebia!!! Não conheço nenhum dono de uma escola semi-estatal que não esteja muito RICO e que não seja ainda um dos dono de outra!!!

Será que eu posso concluir que "camisa roxa" é um mau profissional porque ele andou na pior escola do país até ao 9º ano e que por isso deve ter falta de pré-requesitos?
Claro que não!!!

O que é que querem concluir com este estudo?
Comparar a qualidade de ensino nas escolas públicas com as privadas? Ah , Ah, Ah... :mrgreen: :mrgreen:
Os alunos não são os mesmos e não é tido em conta, por exemplo, qual é coeficiente da correlação que existe entre "um aluno ter sucesso" e "o local e o meio familiar do aluno".
Um estudo estatístico para permitir comparar os dois sistemas de ensino é muito mais complexo do que fazer esta "listita".

Porque é que defendo o ensino Público? Porque este trata os alunos por igual, ou seja, nunca pela cor do dinheiro mas sim pelas suas capacidades ou trabalho!! É ainda o único que consegue este milagre: o surgimento do 1º licenciado na árvore genealógica da família!!! E com isto termino!!!
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por aa » 21/10/2006 22:54

Pata-Hari Escreveu:No limite isso não faz muito sentido AA: o que dizes tem implícito que não vale a pena investires na tua educação porque, eventualmente, não te serve de nada. Estás de acordo com essa afirmação? tenho dúvidas.


Longe disso Pata! O que está implícito é que o mercado de trabalho em Portugal, salvo honrosas excepções de empresários que estão claramente acima da média, ainda não tem capacidade para dar primazia ao emprego do pessoal mais competente e preparado em detrimento de outros principios e valores que em nada contribuem para o desenvolvimento das próprias empresas e do país. Nunca, em momento algum, deixei sequer a ideia de que não vale a pena investir na educação, até porque as oportunidades conquistam-se e Portugal necessita de gente empreendora que venha substituir aos poucos uma estrutura empresarial que, na sua generalidade, está claramente no fim do seu ciclo de vida.


Pata-Hari Escreveu:O que dizes também não faz sentido porque no limite os empresários estariam a escolher para os cargos de direcção não quem acreditam que façam a empresa crescer mas gente que apreciam pelos lindos olhos. Não faz sentido. Cada empresário escolhe o que acredita ser melhor para a sua empresa, salve-se o muito honroso caso em que os objectivos de uma empresa familiar sejam simultaneamente o lucro e a segurança profissional e económica da família. Mas até nesses casos, os empresários investem cada vez mais na educação dos filhos sabendo que é uma das armas fundamentais na sobrevivência das empresas e dos empresários futuros e apostam em bons profissionais de gestão.


Uma coisa é escolher o que pensamos ser o melhor, outra completamente diferente é escolher o que realmente é o melhor. Infelizmente, muito boa gente nem sequer tem capacidade para avaliar as necessidades inerentes ao desempenho de uma função, muito menos perceber qual é o perfil mais adequado ao lugar. Essa falta de percepção pode atingir um grau tão elevado, que simplesmente reduz a escolha do gestor/trabalhador a critérios puramente extra curriculares. É por isso que o que se vê por aí são provas de manifesta incompetência, e não só, de muitos gestores de topo portugueses.

Pata-Hari Escreveu:Nota que até certo ponto faz algum sentido contratar gente "conhecida" ou recomendada. O facto de se conhecer alguém assegura, em parte, que não se contrata alguém de desequilibrado ou de desonesto e alguém de quem se conhece, com alguma segurança, o percurso pessoal, académico e profissional. Isto diminui o risco face a contratar alguém de quem apenas se conhece o que escreveu num papel auto-descritivo e, quanto muito, se tem a confirmação de um titulo académico.


Dizes bem Pata, até certo ponto. O problema são os casos muitos frequentes em que a ausência de critérios de selecção ultrapassa em muito os limites do razoável, como por exemplo a inexistência de perfil académico ou profissional vocacionado para determinada função. São aqueles casos em que todo o mundo até sabe mais do que o responsável da área mas finge o contrário porque reconhece quem ele tem as costas quentes. Dou-te um exemplo: frequentemente, ser filho de "boa gente" e ser influente é muito mais importante do que saber escrever ou utilizar um computador.
 
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por tiopatinhas » 21/10/2006 22:16

Estive no site da Sic online a analisar as escolas do meu distrito (talvez o pior)...
Bem, chego à conclusão de que é um estudo totalmente enviesado, sem a possibilidade de obtermos valores credíveis. Porquê? Simples...surgem médias de exames entre escolas em que numa escola vão 50 alunos (ex.) a exame comparadas com escolas em que se submeteram ao mesmo exame 100 alunos. Como chegar a médias com isto? È comparar alho com bugalhos :!: Num meio como este como querem chegar a médias :?: Quantos alunos aqui no interior ou mesmo em Lisboa têm possibilidades de pagar a explicadores? E aqueles que não têm essa posssibilidade não serão os que estragam as médias? O que é uma média?
Parece-me que estes estudos são impulsionados por colégios privados :idea: Querem dar a entender que só nestes se conseguem boas notas :idea: Pois, mas as boas notas têm vários factores que as condicionam: pais e seu contexto (ambiente familiar), possibilidades económicas da família, acessibilidades a explicações ou idêntico(privados), miúdos que em casa têm que trabalhar para sustento da família (podem ver isso aqui ou na minha aldeia) etc...Os filhos da minha aldeia natal nunca poderão competir com os filhos dos senhores ministros, secretários de estado, empresários, gestores, bancários, professores, médicos etc...e a escola deles forçosamente tem que estar nos últimos lugares, seja qual for o método utilizado no estudo, mesmo totalmente enviesado :!: Tenho dito.
Um abraço
Concluindo: Como, perante tanta coisa querem chegar a conclusões quando a premissa está errada?
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por Pata-Hari » 21/10/2006 21:15

No limite isso não faz muito sentido AA: o que dizes tem implícito que não vale a pena investires na tua educação porque, eventualmente, não te serve de nada. Estás de acordo com essa afirmação? tenho dúvidas.

O que dizes também não faz sentido porque no limite os empresários estariam a escolher para os cargos de direcção não quem acreditam que façam a empresa crescer mas gente que apreciam pelos lindos olhos. Não faz sentido. Cada empresário escolhe o que acredita ser melhor para a sua empresa, salve-se o muito honroso caso em que os objectivos de uma empresa familiar sejam simultaneamente o lucro e a segurança profissional e económica da família. Mas até nesses casos, os empresários investem cada vez mais na educação dos filhos sabendo que é uma das armas fundamentais na sobrevivência das empresas e dos empresários futuros e apostam em bons profissionais de gestão.

Nota que até certo ponto faz algum sentido contratar gente "conhecida" ou recomendada. O facto de se conhecer alguém assegura, em parte, que não se contrata alguém de desequilibrado ou de desonesto e alguém de quem se conhece, com alguma segurança, o percurso pessoal, académico e profissional. Isto diminui o risco face a contratar alguém de quem apenas se conhece o que escreveu num papel auto-descritivo e, quanto muito, se tem a confirmação de um titulo académico.
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