Dois colégios privados de Lisboa lideram melhores exames
"A média mais alta é de 14,2 valores e foi registada no Externato Horizonte, no Porto. A escola com a média mais baixa é a EB 2/3 de Maceira Lis, em Leiria, com sete valores." tvi.iol.pt
lol, a minha antiga escola foi a pior do país. Felizmente só a frequentei até ao 9º ano! E andamos nós a pagar impostos para esta vergonha!
privatize-se o ensino já!
lol, a minha antiga escola foi a pior do país. Felizmente só a frequentei até ao 9º ano! E andamos nós a pagar impostos para esta vergonha!
privatize-se o ensino já!
Free Minds and Free Markets
... forecasting exchange rates has a success rate no better than that of forecasting the outcome of a coin toss - Alan Greenspan (2004)
Pata,
Não podemos dizer que elas foram escolhidas, mas sim que tiveram a sorte de serem filhos de pais económico-social-culturalmente mais elevados (na sua maioria). É evidente que esse factor "mascara" todos os rankings que se possam fazer em qualquer parte do mundo.Claro quen a diversificação e a livre escolha fazem parte da democracia, mas como sabe só a alguns é permitido gastar por cada filho 400/500 € por mês só em mensalidades. E posso-lhe dizer que em alguns colégios, ou os alunos se portam "na linha" ou são convidados a sair. Se no ensino público isto fosse permitido, concerteza as coisas iriam ser diferentes. Só que...não o é. Nos colégios, uma %enorme dos alunos está lá para aprender (sua função) e os professores estão lá para ensinar (sua função). Nas escolas públicas,. como deve saber, uma %razoável de alunos não está interessado em aprender e, por isso, os professores são obrigados a "perder" imenso tempo com indisciplina, má educação, irreverência e coisas afins. E aqueles que querem aprender saem prejudicados.Aliás, saímos todos prejudicados. Porque é o dinheiro dos nossos impostos que sustenta toda a máquina de indisciplina que grassa nas nossas escolas. Os professores têm tido uma missão difícil e não têm sido ajudados pela tutela. Pelo contrário, aquela não tem feito outra coisa senão enxovalhar pessoas que na sua maioria ganham mal, que têm que se confrontar diàriamente com 100/150 personalidades diferentes e que têm que estar disponíveis e com um sorriso na boca para a dinâmica do processo ensino-aprendizagem. O estado de coisas está a mudar, e nisso há algo de positivo. Realmente era necessário os professores levarem algumas "pedradas". O "status quo" estava moribundo, concerteza com alguma culpa dos professores, mas com mais certeza, com bastante culpa das diversas tutelas. Não tem havido rumo definido e tem cabido aos professores agarrarem as pontas para que o sistema não claudicasse. Dêem um rumo a este país, dêem referências aos nossos jovens, e deixem trabalhar os professores, seja no público ou no privado. mas dêem-lhes condições psicológicas para trabalharem. Porque as materiais já se sabe que não é possível. Nunca há dinheiro. Felizmente começa~se a ter mais confiança no ensino público, começa-se a perceber que há alunos do privado que estão a voltar ao público (as razões também podem ser financeiras), e principalmente percebe-se que esta "pedrada no charco" relativa aos professores foi importante para perceber que as coisas não estavam bem. Agora...respeitem os professores.
Cumprimentos,
iurp
Não podemos dizer que elas foram escolhidas, mas sim que tiveram a sorte de serem filhos de pais económico-social-culturalmente mais elevados (na sua maioria). É evidente que esse factor "mascara" todos os rankings que se possam fazer em qualquer parte do mundo.Claro quen a diversificação e a livre escolha fazem parte da democracia, mas como sabe só a alguns é permitido gastar por cada filho 400/500 € por mês só em mensalidades. E posso-lhe dizer que em alguns colégios, ou os alunos se portam "na linha" ou são convidados a sair. Se no ensino público isto fosse permitido, concerteza as coisas iriam ser diferentes. Só que...não o é. Nos colégios, uma %enorme dos alunos está lá para aprender (sua função) e os professores estão lá para ensinar (sua função). Nas escolas públicas,. como deve saber, uma %razoável de alunos não está interessado em aprender e, por isso, os professores são obrigados a "perder" imenso tempo com indisciplina, má educação, irreverência e coisas afins. E aqueles que querem aprender saem prejudicados.Aliás, saímos todos prejudicados. Porque é o dinheiro dos nossos impostos que sustenta toda a máquina de indisciplina que grassa nas nossas escolas. Os professores têm tido uma missão difícil e não têm sido ajudados pela tutela. Pelo contrário, aquela não tem feito outra coisa senão enxovalhar pessoas que na sua maioria ganham mal, que têm que se confrontar diàriamente com 100/150 personalidades diferentes e que têm que estar disponíveis e com um sorriso na boca para a dinâmica do processo ensino-aprendizagem. O estado de coisas está a mudar, e nisso há algo de positivo. Realmente era necessário os professores levarem algumas "pedradas". O "status quo" estava moribundo, concerteza com alguma culpa dos professores, mas com mais certeza, com bastante culpa das diversas tutelas. Não tem havido rumo definido e tem cabido aos professores agarrarem as pontas para que o sistema não claudicasse. Dêem um rumo a este país, dêem referências aos nossos jovens, e deixem trabalhar os professores, seja no público ou no privado. mas dêem-lhes condições psicológicas para trabalharem. Porque as materiais já se sabe que não é possível. Nunca há dinheiro. Felizmente começa~se a ter mais confiança no ensino público, começa-se a perceber que há alunos do privado que estão a voltar ao público (as razões também podem ser financeiras), e principalmente percebe-se que esta "pedrada no charco" relativa aos professores foi importante para perceber que as coisas não estavam bem. Agora...respeitem os professores.
Cumprimentos,
iurp
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Publicação: 21-10-2006 01:00 | Última actualização: 21-10-2006 11:00
AP
Ranking das Escolas
As melhores e as piores secundárias do país em 2006
Os melhores resultados nos exames nacionais do 12º ano encontram-se este ano mais uma vez no Porto – e, mais uma vez, numa escola privada: o Grande Colégio Universal. A pior escola secundária fica em Vilar Formoso.
Elsa Gonçalves
Jornalista
Ranking das Escolas 2006
A SIC Online preparou um especial onde pode consultar o Ranking SIC, a nível nacional ou por distritos; as classificações por disciplina ou até escola a escola. Mais...
Participe e envie o seu testemunho.
As melhores notas nos exames estão, como sempre, em Lisboa e no Porto. E também como sempre a liderança pertence às escolas privadas.
O ranking que a SIC apresenta é uma média ponderada que só inclui escolas onde se realizaram mais de 100 exames às 12 principais disciplinas, a partir dos dados disponibilizados pelo Ministério da Educação (ver ficha técnica abaixo).
Em primeiro lugar está o Grande Colégio Universal, no Porto (13,85 valores), seguido do Colégio S. João de Brito (13,76) e do Colégio Sagrado Coração de Maria (13,57), ambos de Lisboa.
Ranking das Escolas SIC (Exames 12º ano em 2006)
Pos. Escola Concelho Pub/Pri Média
1 Grande Colégio Universal Porto Privada 13,85
2 Colégio São João de Brito Lisboa Privada 13,76
3 Colégio do Sagrado Coração de Maria Lisboa Privada 13,57
4 Escola Secundária do Restelo Lisboa Pública 13,42
5 Colégio Nossa Senhora do Rosário Porto Privada 13,42
6 Colégio de Manuel Bernardes Lisboa Privada 13,39
7 Colégio Luso-Francês Porto Privada 13,25
8 Colégio Moderno Lisboa Privada 13,12
9 Escola Secundária Aurélia de Sousa Porto Pública 13,03
10 Colégio Valsassina Lisboa Privada 13,00
-3 EB 2,3/S Prof.António da Natividade Mesão Frio Pública 6,97
-2 Externato de Nossa Senhora de Fátima Manteigas Privada 6,95
-1 Escola EB 2,3 de Vilar Formoso Almeida Pública 6,72
NOTA: O Ranking SIC é uma média ponderada das classificações nos exames às 12 principais disciplinas e só inclui escolas onde se realizaram mais de 100 exames
Em quarto lugar está a Escola do Restelo, em Lisboa (13,42), que é também a primeira escola pública neste ranking. No ensino público seguem-se a Secundária Aurélia de Sousa, no Porto (13,03) e a José Gomes Ferreira, em Lisboa (12,79).
A última classificada no ranking é pública: a Escola Básica 2,3 de Vilar Formoso (6,72). Mas no fundo da tabela há também uma escola privada: em penúltimo lugar está o Externato de Nossa Senhora de Fátima, de Manteigas.
Na área das Humanidades, tendo em conta as seis principais disciplinas, surgem no topo das melhores duas escolas públicas:
Escola Secundária do Restelo, Lisboa (14,66)
Escola do Bocage, em Setúbal (13,47).
Nas Ciências já lideram os colégios: Curiosidades
O Externato Ellen Key, escola privada do Porto, é a terceira melhor do país a nível de notas internas, mas é uma das que maior diferença apresenta entre essa avaliação e a média nas notas do exame: de 15,9 nas aulas, os alunos desceram para 10,9 nos exames, em média.
Nos exames a Matemática, a Secundária Eça de Queirós, Póvoa de Varzim, foi a única que conseguiu dois 20 e cinco 19. Mas 25 por cento dos alunos ficaram-se por notas menores que 5. A média da escola na disciplina ficou-se pelo 9.
Sexo forte, mas não muito: 10,40 é a nota média que as raparigas conseguiram em todos os exames e disciplinas; os rapazes “ficaram-se” por 10,15.
S. João de Brito, Lisboa (13,87)
Sagrado Coração de Maria, Lisboa (13,49).
Ao particularizar por disciplinas:
na Matemática destaca-se o Colégio Valsassina, de Lisboa, onde a média de exame é 15,1
no Português A, para os alunos de Humanidades, a Escola Básica 2,3 de Mondim de Bastos está em primeiro lugar, com 16,1 de média.
O ranking elaborado pela SIC permite também concluir que em várias escolas as médias internas caem redondamente nos exames. E há quedas tão grandes que chegam aos cinco valores, mas que podem ter servido de alavanca de entrada no Ensino Superior.
--------------------------------------------------------------------------------
Ficha Técnica do ranking
O Ranking SIC resulta de uma média ponderada que inclui todas as escolas em território nacional onde se realizaram mais de 100 exames às 12 principais disciplinas do 12º ano (635 Matemática; 639 Português B; 140 Psicologia; 602 Biologia; 642 Química; 623 História; 144 Sociologia; 138 Português A; 128 Introdução ao Desenvolvimento Económico e Social; 409 Desenho e Geometria Descritiva B; 615 Física; 129 Introdução ao Direito). O ranking abrange as duas fases de exames, apenas inclui alunos internos e não conta com melhorias de nota.
A consulta dos resultados por disciplina e/ou por escola mantém os mesmos critérios, mas contempla todas as escolas do território nacional e todas as disciplinas do 12º ano que foram sujeitas a exame.
AP
Ranking das Escolas
As melhores e as piores secundárias do país em 2006
Os melhores resultados nos exames nacionais do 12º ano encontram-se este ano mais uma vez no Porto – e, mais uma vez, numa escola privada: o Grande Colégio Universal. A pior escola secundária fica em Vilar Formoso.
Elsa Gonçalves
Jornalista
Ranking das Escolas 2006
A SIC Online preparou um especial onde pode consultar o Ranking SIC, a nível nacional ou por distritos; as classificações por disciplina ou até escola a escola. Mais...
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As melhores notas nos exames estão, como sempre, em Lisboa e no Porto. E também como sempre a liderança pertence às escolas privadas.
O ranking que a SIC apresenta é uma média ponderada que só inclui escolas onde se realizaram mais de 100 exames às 12 principais disciplinas, a partir dos dados disponibilizados pelo Ministério da Educação (ver ficha técnica abaixo).
Em primeiro lugar está o Grande Colégio Universal, no Porto (13,85 valores), seguido do Colégio S. João de Brito (13,76) e do Colégio Sagrado Coração de Maria (13,57), ambos de Lisboa.
Ranking das Escolas SIC (Exames 12º ano em 2006)
Pos. Escola Concelho Pub/Pri Média
1 Grande Colégio Universal Porto Privada 13,85
2 Colégio São João de Brito Lisboa Privada 13,76
3 Colégio do Sagrado Coração de Maria Lisboa Privada 13,57
4 Escola Secundária do Restelo Lisboa Pública 13,42
5 Colégio Nossa Senhora do Rosário Porto Privada 13,42
6 Colégio de Manuel Bernardes Lisboa Privada 13,39
7 Colégio Luso-Francês Porto Privada 13,25
8 Colégio Moderno Lisboa Privada 13,12
9 Escola Secundária Aurélia de Sousa Porto Pública 13,03
10 Colégio Valsassina Lisboa Privada 13,00
-3 EB 2,3/S Prof.António da Natividade Mesão Frio Pública 6,97
-2 Externato de Nossa Senhora de Fátima Manteigas Privada 6,95
-1 Escola EB 2,3 de Vilar Formoso Almeida Pública 6,72
NOTA: O Ranking SIC é uma média ponderada das classificações nos exames às 12 principais disciplinas e só inclui escolas onde se realizaram mais de 100 exames
Em quarto lugar está a Escola do Restelo, em Lisboa (13,42), que é também a primeira escola pública neste ranking. No ensino público seguem-se a Secundária Aurélia de Sousa, no Porto (13,03) e a José Gomes Ferreira, em Lisboa (12,79).
A última classificada no ranking é pública: a Escola Básica 2,3 de Vilar Formoso (6,72). Mas no fundo da tabela há também uma escola privada: em penúltimo lugar está o Externato de Nossa Senhora de Fátima, de Manteigas.
Na área das Humanidades, tendo em conta as seis principais disciplinas, surgem no topo das melhores duas escolas públicas:
Escola Secundária do Restelo, Lisboa (14,66)
Escola do Bocage, em Setúbal (13,47).
Nas Ciências já lideram os colégios: Curiosidades
O Externato Ellen Key, escola privada do Porto, é a terceira melhor do país a nível de notas internas, mas é uma das que maior diferença apresenta entre essa avaliação e a média nas notas do exame: de 15,9 nas aulas, os alunos desceram para 10,9 nos exames, em média.
Nos exames a Matemática, a Secundária Eça de Queirós, Póvoa de Varzim, foi a única que conseguiu dois 20 e cinco 19. Mas 25 por cento dos alunos ficaram-se por notas menores que 5. A média da escola na disciplina ficou-se pelo 9.
Sexo forte, mas não muito: 10,40 é a nota média que as raparigas conseguiram em todos os exames e disciplinas; os rapazes “ficaram-se” por 10,15.
S. João de Brito, Lisboa (13,87)
Sagrado Coração de Maria, Lisboa (13,49).
Ao particularizar por disciplinas:
na Matemática destaca-se o Colégio Valsassina, de Lisboa, onde a média de exame é 15,1
no Português A, para os alunos de Humanidades, a Escola Básica 2,3 de Mondim de Bastos está em primeiro lugar, com 16,1 de média.
O ranking elaborado pela SIC permite também concluir que em várias escolas as médias internas caem redondamente nos exames. E há quedas tão grandes que chegam aos cinco valores, mas que podem ter servido de alavanca de entrada no Ensino Superior.
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Ficha Técnica do ranking
O Ranking SIC resulta de uma média ponderada que inclui todas as escolas em território nacional onde se realizaram mais de 100 exames às 12 principais disciplinas do 12º ano (635 Matemática; 639 Português B; 140 Psicologia; 602 Biologia; 642 Química; 623 História; 144 Sociologia; 138 Português A; 128 Introdução ao Desenvolvimento Económico e Social; 409 Desenho e Geometria Descritiva B; 615 Física; 129 Introdução ao Direito). O ranking abrange as duas fases de exames, apenas inclui alunos internos e não conta com melhorias de nota.
A consulta dos resultados por disciplina e/ou por escola mantém os mesmos critérios, mas contempla todas as escolas do território nacional e todas as disciplinas do 12º ano que foram sujeitas a exame.
As decisões fáceis podem fazer-nos parecer bons,mas tomar decisões difíceis e assumi-las faz-nos melhores.
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Como foi feito o ranking?
- Que base serviu para a seriação das escolas?
O Ministério da Educação (ME) divulga as médias dos exames nacionais do 12.º ano, por escola e por disciplina. É a partir desta base que é feita a listagem dos 587 estabelecimentos com ensino secundário, públicos e privados. As escolas estão ordenadas da que teve maior média global nos exames referentes às disciplinas previamente seleccionadas pelo PÚBLICO para a que teve pior. E são apenas considerados os resultados da 1.ª fase (provas realizadas entre 19 de Junho e 3 de Julho).
- Que disciplinas foram seleccionadas para a elaboração do ranking e porquê?
Foram oito as disciplinas escolhidas: Matemática, Português B, Português A, Psicologia, Biologia, Química, História e Física. Isto porque se trata de cadeiras cujos exames nacionais têm o maior número de alunos inscritos. A excepção é o Português A, que, apesar de apresentar menos estudantes matriculados (12.323), é obrigatório para quem frequenta o agrupamento de Humanidades. Além disso, este é o critério que tem sido seguido pelo PÚBLICO desde o primeiro ano de publicação dos rankings, em 2001.
- E que exames foram tidos em conta?
Apenas os exames realizados na 1.ª fase e apenas as provas necessárias à conclusão das disciplinas anteriormente referidas. Este ano, o 12.º ano foi frequentado simultaneamente por alunos que estudaram por programas antigos e outros que aprenderam pelos novos programas do secundário. A coexistência no sistema destes dois grupos de alunos obrigou o ME a organizar, no caso das disciplinas reformuladas, dois exames diferentes. Por exemplo, houve a prova de Química 642 (relativa ao programa novo) e a de Química 142 (currículo antigo). E ambas serviam o mesmo propósito: concluir a disciplina e ingressar no ensino superior. O PÚBLICO optou por ter em conta as notas de todos os alunos que tivessem feito quer os exames relativos aos programas antigos quer os novos de uma mesma disciplina. Ou seja, foram consideradas as classificações de 14 exames realizados em oito disciplinas: Matemática (435 e 635); Português A (138); Português B (139 e 639); Biologia (102 e 602); Física (115 e 615); Química (142 e 642); História (123 e 623); Psicologia (140).
- Todos os alunos que realizaram esses exames entram nestes cálculos?
Não. Apenas foram considerados os alunos internos. Ou seja, aqueles que fizeram todo o ano lectivo na escola e estudaram com os professores desse estabelecimento de ensino. Excluíram-se os externos e que se autopropuseram a exame.
- Houve pela primeira vez exames nacionais no 11.º ano. Os rankings também reflectem os resultados dessas provas?
As listagens foram elaboradas apenas com base nos resultados do 12.º. Esta foi a opção do PÚBLICO, tendo em conta que este foi um ano de transição. Por exemplo, 2006 foi a última vez que os alunos prestaram provas a Biologia, Química e Física no 12.º (à excepção dos que chumbarem e se mantiverem por isso na antiga reforma curricular). E foi também o ano de estreia das provas no final do 11.º nestas mesmas áreas científicas. A manutenção dos critérios dos anos anteriores tem ainda a vantagem de permitir comparações no tempo.
- Foi calculada uma média para todas as escolas com ensino secundário?
Sim. O ranking das 587 escolas é feito com base na média que cada uma obteve no conjunto dos exames seleccionados. Todas foram listadas por ordem decrescente, independentemente de nessa escola se terem realizado provas a uma ou várias disciplinas, entre as oito consideradas. Para esta seriação também não se teve em conta o número de alunos que cada uma levou a exame. No entanto, o tipo de disciplinas e o número de provas prestadas são factores fundamentais a ter em conta na leitura das tabelas. Há escolas que aparecem em lugares cimeiros, mas onde apenas se realizaram uma ou duas dezenas de provas e que, por isso, estão numa situação diferente daquelas que respondem por um desempenho médio muito bom de centenas de alunos.
- Como foi feita a lista de escolas por concelhos?
A organização por concelhos – as últimas listas que podem ser encontradas neste suplemento – ajuda a perceber como se posiciona cada escola em relação a outras que estão geograficamente mais próximas. Tanto globalmente como em cada uma das oito disciplinas. Há situações em que o leitor não encontrará a posição em que a escola se encontra numa determinada disciplina. Isto porque se optou por não atribuir número de ordem sempre que a quantidade de alunos levada a exame fosse reduzida e susceptível de causar distorções significativas na média. Assim, consideradas isoladamente as provas relativas a Matemática, Português B, Química, Biologia e Psicologia, e para efeitos de ordenação da disciplina, não foram tidas em conta as escolas com menos de 15 inscritos. Nas de Física, História e Português A, a fasquia baixa até aos dez alunos, porque são provas que, a nível nacional, também apresentam menos inscrições.
- Como foi calculada a média de escola?
Foram somadas todas as classificações em cada prova das oito disciplinas seleccionadas pelo PÚBLICO. O total foi depois dividido pelo número de alunos que fizeram estes exames.
- Quem tratou os dados?
O PÚBLICO contou com a colaboração de Jorge Cerol, director executivo do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa para proceder à elaboração das várias ordenações.
Dois colégios privados de Lisboa lideram melhores exames
Mais do mesmo... se nos recusamos a usar, com todo tipo de desculpas esfarrapadas, os exemplos de best practises estrangeiros, pelo menos poderiamos dedicar-nos a tentar usar o exemplos nacionais para melhorar o que temos. Ah, pois é, não se pode usar estes exemplos. Estas crianças são escolhidas, blablabla...
Estabelecimentos de ensino Manuel Bernardes e Mira Rio
Dois colégios privados de Lisboa lideram tabela das melhores médias nos exames
21.10.2006 - 00h04 Isabel Leiria
Manuel Bernardes e Mira Rio são os nomes das duas escolas que obtiveram este ano os resultados mais altos na 1.ª fase das provas nacionais do 12.º ano relativas a oito disciplinas seleccionadas pelo PÚBLICO. Repartem a liderança ex-aequo, com a diferença de que o primeiro obteve 13,56 valores de média num total de quase 200 exames. O segundo fez 26 provas.
Este ano há mais escolas públicas nos primeiros 20 lugares do ranking: oito (em 2005 eram cinco). A secundária estatal de ensino regular mais bem classificada é a Aurélia de Sousa, no Porto. Aparece em 11.º lugar. Em termos globais, os resultados continuam a deixar muito a desejar, com 162 estabelecimentos, num total de 587, a ficar abaixo dos 9,5 valores de média.
Ainda não é desta que uma escola secundária pública atinge a liderança da tabela das médias dos exames nacionais do 12.º, assumida este ano ex-aequo pelo Colégio Manuel Bernardes e pelo Mira Rio, ambos em Lisboa. Aliás, desde que os rankings começaram a ser publicados, em 2001, que é constante a sobrerrepresentação do sector privado nos lugares cimeiros.
Mas as diferenças que separam um e outro subsistema não são tão significativas quanto possa parecer numa primeira leitura. Basta ver que entre o Colégio Manuel Bernardes e a primeira escola secundária pública do ensino regular a aparecer no ranking – a secundária Aurélia de Sousa, no Porto, na 11.ª posição – há uma diferença de apenas 0,57 valores na média. Sendo que o colégio fez 194 exames na 1.ª fase nas oito disciplinas previamente seleccionadas pelo PÚBLICO e obteve a média mais alta – 13,56 valores. E a escola do Porto responde pelo desempenho dos alunos internos em mais do dobro das provas (445).
Este ano, o destaque entre as públicas do ensino regular vai mesmo para a Aurélia de Sousa, que salta do 34.º lugar para o 11.º. Em 2005, a primeira pública a surgir na lista era a Secundária Infanta D. Maria, em Coimbra, que este ano caiu da nona para a 24.ª posição.
Desta vez há ainda outro estabelecimento de ensino estatal que se destaca, na 7.ª posição – a Escola de Dança do Conservatório Nacional de Lisboa. Os resultados (média de 13,04) têm no entanto de ser ponderados com o número de alunos que fizeram exame e o tipo de provas prestadas. Neste caso, a média resulta apenas das notas obtidas por 14 estudantes no exame de Português B.
Aliás, o número de estudantes que realizaram exame é um dos factores mais importantes para interpretar esta listagem das 587 secundárias de Portugal continental e ilhas, que nada mais leva em consideração do que as notas obtidas. No caso do Mira Rio, por exemplo, a escola exclusivamente frequentada por raparigas responde pelos resultados em apenas 26 provas de seis das disciplinas tidas em conta.
Melhores resultados no litoral
Feita a ressalva, os dados são mesmo estes: 20 das 33 escolas que conseguiram média superior a 12 valores são privadas. Ou seja, ocupam 60 por cento dos lugares com melhores classificações. Isto quando representam apenas 17 por cento do total de estabelecimentos secundário do país. Mas se olharmos para o número de exames realizados verifica-se que, do total de provas consideradas pelo PÚBLICO, só 11,6 por cento foram feitas em escolas particulares.
Em termos absolutos, se analisarmos os 20 primeiros lugares, o domínio acentua-se, com 12 privadas aí colocadas. São, ainda assim, menos do que em 2005, quando eram 15.
Todos os anos os rankings têm revelado outra constante e que se traduz na concentração dos melhores resultados nas escolas do litoral, em particular de Lisboa.
Voltando às 33 com médias superiores a 12 valores, constata-se que quase metade (15) é do concelho de Lisboa. Isto quando no conjunto dos estabelecimentos de ensino do país representam menos de dez por cento. O do Porto surge a seguir, com sete, e apenas dois são do interior. Mérito da secundária Abade de Baçal, em Bragança, e do Colégio Nossa Senhora da Boavista, em Vila Real.
Nas cem primeiras posições, o Sul do país só consegue ficar representado por quatro escolas públicas (Diogo de Gouveia, em Beja; Gabriel Pereira, Évora; Padre António Macedo, Santiago do Cacém; e Secundária de José Belchior Viegas, São Brás de Alportel) e uma privada (Colégio Internacional de Vilamoura).
Quase 30 por cento com média negativa
Num sistema de ensino onde os exames nacionais do secundário sempre provocaram a razia nas notas, com praticamente metade dos alunos a chumbar no 12.º ano, também não é de estranhar que haja uma percentagem considerável de escolas com uma média abaixo dos 9,5 valores (fasquia que determina a passagem ou não do aluno). Acontece com 162 (28 por cento).
E tanto assim é que, em 587 escolas, apenas numa a classificação média dos exames supera, ligeiramente, os resultados atribuídos pelos professores aos seus alunos no final do ano lectivo. Trata-se da Escola de Dança do Conservatório Nacional de Lisboa.
Novidade em relação aos últimos três anos é o facto de a secundária de Pampilhosa da Serra não figurar no último lugar da tabela. A média dos poucos alunos que chegam a fazer exame continua a ser uma das mais baixas, mas a pior de todas em 2006 foi registada na EB 2,3/S Professor António da Natividade, em Mesão Frio. Os alunos que fizeram as 95 provas seleccionadas não foram além dos 6,6 valores de média.
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