Negócio suspeito na OPV da Galp-Diario Economico de hoje
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Meus caros,
Embora possa parecer uma noticia "bombastica" a mim pessoalmente não me choca nada, e inclusivé, parece-me que não deve ser caso único no mercado. Mas claro é só uma opinião!
No fundo quem suporta o risco é o proponente do negócio que apenas pretende adquirir mais acções do que aquelas que lhe poderão vir a ser atribuidas na OPV, assim, recorre a outros investidores que por ele subscrevem a compra de acções.
Evidentemente que a CMVM poderá não "gostar" do teor do negócio e até tomar medidas no sentido de não se concretizar este tipo de negócios, não sei qual a analise juridica deste tipo de negócios...
De forma simplista, perdoem-me mas não resisto a escrever isto, faz-me lembrar aquelas pessoas que quando foi o Euro2004 com medo de não lhe ser atribuido qualquer bilhete ou então não ser atribuido o numero esperado de bilhetes para os jogos, efectuaram o registo do pedido de bilhetes no seu nome, no nome dos filhos, primos, mulher, etc etc etc
Em suma, parece-me um tema interessante para discussão!
abraços
Embora possa parecer uma noticia "bombastica" a mim pessoalmente não me choca nada, e inclusivé, parece-me que não deve ser caso único no mercado. Mas claro é só uma opinião!
No fundo quem suporta o risco é o proponente do negócio que apenas pretende adquirir mais acções do que aquelas que lhe poderão vir a ser atribuidas na OPV, assim, recorre a outros investidores que por ele subscrevem a compra de acções.
Evidentemente que a CMVM poderá não "gostar" do teor do negócio e até tomar medidas no sentido de não se concretizar este tipo de negócios, não sei qual a analise juridica deste tipo de negócios...
De forma simplista, perdoem-me mas não resisto a escrever isto, faz-me lembrar aquelas pessoas que quando foi o Euro2004 com medo de não lhe ser atribuido qualquer bilhete ou então não ser atribuido o numero esperado de bilhetes para os jogos, efectuaram o registo do pedido de bilhetes no seu nome, no nome dos filhos, primos, mulher, etc etc etc
Em suma, parece-me um tema interessante para discussão!
abraços
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As minhas desculpas pela repetição. Passo a apresentar outros documentos, publicados no referido forum em 9/10.
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Documentação para fazer o negócio
Aqui vão os documentos publicados há bastante tempo por um participante no forum Bolsa total.
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Negócio suspeito na OPV da Galp-Diario Economico de hoje
Energia 2006-10-20 00:05
Negócio suspeito na OPV da Galp
A L.J. Carregosa está alegadamente envolvida. A proposta visa convencer os investidores a subs cre verem acções por conta de um terceiro, que assume os encargos e ainda oferece um “prémio” de 15%.
Sílvia de Oliveira e Tiago Freire
A ATM – Associação de Investidores e Analistas Técnicos do Mercado de Capitais identificou um negócio suspeito à volta da privatização da Galp, no qual está alegadamente envolvida a sociedade financeira de corretagem L. J. Carregosa.
Ao que o Diário Económico apurou, a denúncia chegou ontem à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), sendo que a autoridade de supervisão se prepara agora para analisar toda a informação recebida.
A proposta de negócio é liderada por Paulo Jorge Antunes Inácio, um investidor que já se envolveu em vários casos polémicos com o regulador do mercado de capitais, sendo que é a corretora nortenha que alegadamente está incumbida de captar potenciais interessados. A estes, propõe-se que assumam o compromisso de subscrever e adquirir o máximo possível de acções da Galp, no âmbito da oferta pública de venda (OPV) em curso e que, futuramente, as vendam, ou cedam a Paulo Inácio. Este compromete-se, conforme tem sido alegadamente garantido pela L.J. Carregosa, a nunca requerer qualquer capital para fazer face à aquisição dos títulos, ou eventuais prejuízos, para além de prometer uma contrapartida de 15% do resultado resultante da venda, descontados todos os encargos inerentes.
Fonte oficial da L.J. Carregosa, contactada pelo DE, recusou qualquer envolvimento nesta situação.
Segundo uma fonte contactada pelo Diário Económico, os contratos que são apresentados aos potenciais investidores suscitam várias dúvidas de interpretação, para além de estarem a ser propostos, indiscriminadamente, a qualquer pessoa, conhecedora ou não dos riscos existentes num investimento em acções.
Acresce que, o alegado envolvimento no negócio da L.J. Carregosa, a mais antiga corretora da Península Ibérica, confere credibilidade à operação e que, por isso, os potenciais investidores poderão não ponderar devidamente as consequências de um eventual não cumprimento, por parte de Paulo Inácio, do acordado inicialmente efectuado. É que, se tal se verificar, serão os potenciais investidores, que deram as ordens de compra de acções da Galp que, pelo menos numa primeira fase, terão de responder perante as responsabilidades assumidas com a L.J. Carregosa, ou com qualquer intermediário financeiro envolvido, no âmbito da OPV da Galp.
O Diário Económico confrontou ontem a Associação de Investidores e Analistas Técnicos do Mercado de Capitais com esta situação com o objectivo de perceber qual poderá ser, neste momento, o número de pessoas que assinaram os contratos com Paulo Inácio. No entanto, fonte oficial desta associação recusou prestar mais comentários e limitou-se a referir que “remeteu o processo para a CMVM, que tem competência e estará melhor habilitada para tratar do assunto”.
Por sua vez, a autoridade de supervisão acrescentou, através da sua porta-voz, que irá analisar a informação recebida e que só se poderá pronunciar após essa fase.
A L.J. Carregosa “tem 173 anos de história e respeita sempre as regras deontológicas e de legalidade”, referiu fonte oficial da corretora, afastando qualquer envolvimento desta.
“Não estamos a fomentar qualquer tipo de negócio desse tipo, nem estamos a propor a clientes ou seja quem for que faça um negócio desses por nosso intermédio”, acrescentou a mesma fonte.
A corretora afirma ainda que qualquer dos seus colaboradores envolvido numa operação ilegal “seria imediatamente despedido, mas esse envolvimento não existe”.
Ainda assim, a mesma fonte salienta que “em todas as OPV há negócios particulares entre os investidores, de forma a ultrapassar o limite de acções estabelecido para cada investidor particular”.
Na prática, um investidor com poder financeiro solicita a outros que dêem as ordens máximas de compra de acções na OPV, para depois as venderem ao primeiro, que fica assim com uma posição inicial muito superior à que teria direito.
“Se há negócios particulares entre investidores, e esses deram-se em todas as OPV, não se dão apenas num ou noutro intermediário, e sim em todos”, referiu a fonte oficial da corretora, salientando que a sua entidade não serve como fomentadora ou autora desse tipo de acordos.
As raízes da L.J. Carregosa remontam a 1833, sendo que a financeira de corretagem deu, recentemente, entrada, no Banco de Portugal com um pedido de transformação em banco. Américo Amorim, um dos principais accionistas da Galp, será um dos principais accionista do futuro banco com
Negócio suspeito na OPV da Galp
A L.J. Carregosa está alegadamente envolvida. A proposta visa convencer os investidores a subs cre verem acções por conta de um terceiro, que assume os encargos e ainda oferece um “prémio” de 15%.
Sílvia de Oliveira e Tiago Freire
A ATM – Associação de Investidores e Analistas Técnicos do Mercado de Capitais identificou um negócio suspeito à volta da privatização da Galp, no qual está alegadamente envolvida a sociedade financeira de corretagem L. J. Carregosa.
Ao que o Diário Económico apurou, a denúncia chegou ontem à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), sendo que a autoridade de supervisão se prepara agora para analisar toda a informação recebida.
A proposta de negócio é liderada por Paulo Jorge Antunes Inácio, um investidor que já se envolveu em vários casos polémicos com o regulador do mercado de capitais, sendo que é a corretora nortenha que alegadamente está incumbida de captar potenciais interessados. A estes, propõe-se que assumam o compromisso de subscrever e adquirir o máximo possível de acções da Galp, no âmbito da oferta pública de venda (OPV) em curso e que, futuramente, as vendam, ou cedam a Paulo Inácio. Este compromete-se, conforme tem sido alegadamente garantido pela L.J. Carregosa, a nunca requerer qualquer capital para fazer face à aquisição dos títulos, ou eventuais prejuízos, para além de prometer uma contrapartida de 15% do resultado resultante da venda, descontados todos os encargos inerentes.
Fonte oficial da L.J. Carregosa, contactada pelo DE, recusou qualquer envolvimento nesta situação.
Segundo uma fonte contactada pelo Diário Económico, os contratos que são apresentados aos potenciais investidores suscitam várias dúvidas de interpretação, para além de estarem a ser propostos, indiscriminadamente, a qualquer pessoa, conhecedora ou não dos riscos existentes num investimento em acções.
Acresce que, o alegado envolvimento no negócio da L.J. Carregosa, a mais antiga corretora da Península Ibérica, confere credibilidade à operação e que, por isso, os potenciais investidores poderão não ponderar devidamente as consequências de um eventual não cumprimento, por parte de Paulo Inácio, do acordado inicialmente efectuado. É que, se tal se verificar, serão os potenciais investidores, que deram as ordens de compra de acções da Galp que, pelo menos numa primeira fase, terão de responder perante as responsabilidades assumidas com a L.J. Carregosa, ou com qualquer intermediário financeiro envolvido, no âmbito da OPV da Galp.
O Diário Económico confrontou ontem a Associação de Investidores e Analistas Técnicos do Mercado de Capitais com esta situação com o objectivo de perceber qual poderá ser, neste momento, o número de pessoas que assinaram os contratos com Paulo Inácio. No entanto, fonte oficial desta associação recusou prestar mais comentários e limitou-se a referir que “remeteu o processo para a CMVM, que tem competência e estará melhor habilitada para tratar do assunto”.
Por sua vez, a autoridade de supervisão acrescentou, através da sua porta-voz, que irá analisar a informação recebida e que só se poderá pronunciar após essa fase.
A L.J. Carregosa “tem 173 anos de história e respeita sempre as regras deontológicas e de legalidade”, referiu fonte oficial da corretora, afastando qualquer envolvimento desta.
“Não estamos a fomentar qualquer tipo de negócio desse tipo, nem estamos a propor a clientes ou seja quem for que faça um negócio desses por nosso intermédio”, acrescentou a mesma fonte.
A corretora afirma ainda que qualquer dos seus colaboradores envolvido numa operação ilegal “seria imediatamente despedido, mas esse envolvimento não existe”.
Ainda assim, a mesma fonte salienta que “em todas as OPV há negócios particulares entre os investidores, de forma a ultrapassar o limite de acções estabelecido para cada investidor particular”.
Na prática, um investidor com poder financeiro solicita a outros que dêem as ordens máximas de compra de acções na OPV, para depois as venderem ao primeiro, que fica assim com uma posição inicial muito superior à que teria direito.
“Se há negócios particulares entre investidores, e esses deram-se em todas as OPV, não se dão apenas num ou noutro intermediário, e sim em todos”, referiu a fonte oficial da corretora, salientando que a sua entidade não serve como fomentadora ou autora desse tipo de acordos.
As raízes da L.J. Carregosa remontam a 1833, sendo que a financeira de corretagem deu, recentemente, entrada, no Banco de Portugal com um pedido de transformação em banco. Américo Amorim, um dos principais accionistas da Galp, será um dos principais accionista do futuro banco com
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