Portugal vai pagar 65 milhões ao MIT no acordo que foi assin
Re: Muitas Dúvidas...
ruiarnaldo Escreveu:Atomez,
Está mais do que visto que estudou numa das instituições que fazem parte da lista... e, MUITO provavelmente, numa daquelas que não seja assim tão fácil explicar porque lá estão. Também esta é uma "reacção portugeusinha típica"...
Já ouviu falar de Carnegie Mellon e de Austin no Texas?
Cumps.
Parceria UA-Carnegie Mellon já foi em Março
2006/10/13
A parceria da Universidade de Aveiro com a norte-americana de Carnegie Mellon já foi assinado em Março último durante o Fórum para a Informação mas foi referida pela Reitora, Helena Nazaré quando abordada pela Lusa por ser excluída do acordo do Governo assinado esta semana com o MIT.
Em declarações aos jornalistas disse estar «desagradada» por ser excluída do acord com o MIT, pedia justificações ao Ministro Mariano Gago e responsabilizava-o directamente por não ter integrado a UA no acordo mas à Lusa disse «pesarosa por isso».
Para o Ministro da Ciência e Ensino Superior, Mariano Gago, a selecção foi «transparente» e baseada na produção da investigação científica.
www.cienciahoje.pt Escreveu:Carnegie Mellon (Pittsburgh) segue-se ao MIT nos acordos com o Estado português
Presidente Jared Cohon estará em Aveiro na próxima sexta-feira a representrar a universidade norte-americana
2006-10-24
O programa de colaboração entre o Estado português e a universidade norte-americana Carnegie Mellon arranca oficialmente sexta- feira, em Aveiro, com a assinatura dos acordos de colaboração com universidades e laboratórios nacionais, anunciou o Ministério doa Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. A parceria internacional com a Universidade Carnegie Mellon (CMU) é uma das três (juntamente com o MIT e a universidade de Austin) estabelecidas por este Governo, no âmbito do Plano Tecnológico, e centra-se nas Tecnologias de Infor mação e Comunicação.
De acordo com a resolução do Conselho de Ministros aprovada a 04 de Out ubro, o exercício de avaliação para o "Programa CMU Portugal", realizado por docentes e investigadores daquela universidade decorreu entre Fevereiro e Julho de 2006. Este modelo de cooperação assenta em programas de educação avançada e de investigação, designadamente em três programas anuais de formação avançada.
O programa vai integrar, do lado português, diversas instituições de ensino superior, como a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, a Universidade de Aveiro, o Instituto Superior Técnico e a Universidade de Lisboa. Envolve ainda o Instituto Politécnico do Porto e as universidades do Algarve, Beira Interior, Católica e Nova de Lisboa. Além das instituições de ensino superior, conta ainda com a parceria do Instituto de Soldadura e Qualidade.
14 contratos de professores e investigadores e 17 bolsas de pós-doutoramento
Prevê adicionalmente a capacitação das instituições nacionais através da contratação de professores convidados, de mérito internacional, e de investigadores em pós-doutoramento. Estes profissionais serão contratados e trabalharão em colaboração com equipas da CMU, envolvendo para os próximos cinco anos de 14 contratos anuais de professores e investigadores e 17 bolsas anuais de pós-doutoramento nas instituições portuguesas.
A CMU tem sido considerada ao longo dos anos uma das melhores escolas do mundo em áreas como a Informação e Gestão de Tecnologia, Sistemas de Informação, Informática (Ciência de Computadores), Engenharia de Computadores e em Electrotecnia.
As parcerias com as universidades norte-americanas (CMU, MIT e Universidade de Austin) inserem-se nos objectivos do Plano Tecnológico de valorizar os recursos humanos, dinamizar a investigação e a aposta nas tecnologias de ponta, envolvendo um total de cerca de 140 milhões de euros.
A cerimónia de lançamento do programa decorre pelas 11:15 no Parque de Exposições da cidade de Aveiro e será presidida pelo primeiro-ministro, José Sócrates, contando também com a participação do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, José Mariano Gago, e respectivo secretário de Estado, Manuel Heitor.
Pela CMU estarão presentes o presidente, Jared Cohon, e o director da Escola de Engenharia da Universidade norte-americana, Pradeep K. Khosla
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Um violino no telhado da UNIVERSIDADE
If I were a rich man...dubidu bidu...
A tradição ainda continua a ser o que era!!!!

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Para que haja um vencedor tem que haver um perdedor.
Notícia
Para que haja um vencedor tem que haver um perdedor.
Universidade de COIMBRAAAAA
A notícia veio mesmo a calhar!!! É fresquinha e é do dia 17/10/2006.
"RANKING INTERNACIONAL
Universidade entre as 300 melhores do mundo
UC está à frente das universidades Católica e Nova de Lisboa, as outras duas instituições de ensino superior que surgem no “top 500” das universidades.
A Universidade de Coimbra (UC) está entre as 300 melhores universidades do mundo, indica um “ranking” divulgado este mês pela publicação do jornal londrino “Times” dedicado ao ensino superior, “Times Higher Education Supplement” (THES). Na lista, onde constam aquelas que são, segundo o suplemento, as 500 melhores universidades do mundo, a UC surge como a melhor instituição de ensino superior portuguesa e aparece à frente das universidades Católica e Nova de Lisboa, as outras duas instituições nacionais “avaliadas” no “ranking”.
A informação foi adiantada, em parte, ontem, pelo reitor da UC, Seabra Santos, que aproveitou a cerimónia de lançamento do Centro de Mobilidade Pós-Graduada (CMPG) para divulgar algumas conclusões do “ranking”, que pode ser consultado na internet, em www.topuniversities.com. “O resultado do ‘ranking’ das universidades [editado pelo THES] incorpora três universidades portuguesas entre as 500 melhores do mundo. A UC está à frente, destacada das outras universidades portuguesas e das universidades dos países de língua oficial portuguesa” também abrangidas, disse Seabra Santos.
De acordo com o “ranking”, que será publicado em “papel” no próximo mês, a UC surge em 266.º lugar, à frente da Universidade Nova de Lisboa, que alcança o 277.º lugar, e da Universidade Católica Portuguesa, que a lista – que inclui as 520 melhores universidades mundiais – coloca na 338.ª posição. O primeiro lugar pertence à universidade de Harvard, nos Estados Unidos da América."
Hip, Hip, Urra...
"RANKING INTERNACIONAL
Universidade entre as 300 melhores do mundo
UC está à frente das universidades Católica e Nova de Lisboa, as outras duas instituições de ensino superior que surgem no “top 500” das universidades.
A Universidade de Coimbra (UC) está entre as 300 melhores universidades do mundo, indica um “ranking” divulgado este mês pela publicação do jornal londrino “Times” dedicado ao ensino superior, “Times Higher Education Supplement” (THES). Na lista, onde constam aquelas que são, segundo o suplemento, as 500 melhores universidades do mundo, a UC surge como a melhor instituição de ensino superior portuguesa e aparece à frente das universidades Católica e Nova de Lisboa, as outras duas instituições nacionais “avaliadas” no “ranking”.
A informação foi adiantada, em parte, ontem, pelo reitor da UC, Seabra Santos, que aproveitou a cerimónia de lançamento do Centro de Mobilidade Pós-Graduada (CMPG) para divulgar algumas conclusões do “ranking”, que pode ser consultado na internet, em www.topuniversities.com. “O resultado do ‘ranking’ das universidades [editado pelo THES] incorpora três universidades portuguesas entre as 500 melhores do mundo. A UC está à frente, destacada das outras universidades portuguesas e das universidades dos países de língua oficial portuguesa” também abrangidas, disse Seabra Santos.
De acordo com o “ranking”, que será publicado em “papel” no próximo mês, a UC surge em 266.º lugar, à frente da Universidade Nova de Lisboa, que alcança o 277.º lugar, e da Universidade Católica Portuguesa, que a lista – que inclui as 520 melhores universidades mundiais – coloca na 338.ª posição. O primeiro lugar pertence à universidade de Harvard, nos Estados Unidos da América."
Hip, Hip, Urra...
Para que haja um vencedor tem que haver um perdedor.
ruiarnaldo Escreveu:Organização, provavelmente.
Atitude, talvez... No entanto, a atitude é fruto da motivação acrescida de trabalhar em condições (infra-estruturas, laboratórios, ...) inexistentes em Portugal. Criadas pelo dinheiro que cá não há... e pela tal organização.
Por estranho que possa parecer a falta de dinheiro não é problema em Portugal!!!
Para um país deste tamanho e com o grau de desenvolvimento que tem (a meio da tabela por assim dizer) a capacidade de financiamento existente no mundo é praticamente infinita!
O que falta de facto é a capacidade de encontrar projectos viáveis e a vontade para os pôr em prática.
Se isso se arranjar, financiamentos não faltam.
mjaguiar Escreveu:Bender Escreveu:Cá vai mais uma teoria da conspiração ...![]()
![]()
http://visaoonline.clix.pt/default.asp? ... tId=330182
O artigo e excelente e diz-nos alguma coisa da forma como funcionam as coisas neste País (infelizmente )
Concordo no geral com o artigo.
Há uma coisa em que discordo:
A ditadura inibiu a iniciativa, obrigou os cidadãos a confiar na autoridade, silenciou a discussão pública. A falta de conexão com o conceito de modernidade, onde o individualismo passou a sobrepor-se às estruturas hierárquias, retirou auto-confiança e responsabilidade aos cidadãos.
É bem verdade que aos portugueses em Portugal falta espírito de iniciatica e têm uma aversão quase total ao risco. Só que já passaram mais de 30 anos desde o fim da ditadura e isso continua na mesma. Acho que isso é muito anterior à ditadura e até que a própria ditadura foi uma consequência e não uma causa disso.
Desde o tempo dos descobrimentos, já lá vão 5 séculos, Portugal habituou-se a viver à custa de riquezas trazidas de outras paragens com muito pouco investimento e relativamente pouco esforço. Ainda por cima monopolizadas e distribuídas por um estado altamente centralista.
Primeiro foram as especiarias da India. Depois o ouro do Brasil e o tráfico de escravos. Após a independência do dito foram as matérias primas, mão de obra quase escrava e um mercado exclusivo nas colónias em África.
Com a independência das colónias parecia que dessa vez se tinha acabado a teta de vez. Mas não, outra se encontrou - a entrada na UE e os financiamentos europeus. Agora que isso está a acabar é que vai ser bonito...
As pessoas são tão ingénuas e tão agarradas aos seus interesses imediatos que um vigarista hábil consegue sempre que um grande número delas se deixe enganar.
Niccolò Machiavelli
http://www.facebook.com/atomez
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Bender Escreveu:Cá vai mais uma teoria da conspiração ...![]()
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http://visaoonline.clix.pt/default.asp? ... tId=330182
Excelente dica. E por esta e por outras que eu me tornei "dependente" deste site.
O artigo e excelente e diz-nos alguma coisa da forma como funcionam as coisas neste País (infelizmente )
Um abraço
..bom a onda e a mesma mas agora ja não deve dar confusão!
Já agora, e para acrescentar ao que o que disse o nunofaustino, as diferenças são mesmo muitas e também o são no que diz respeito à cultura universitária e à forma como os americanos são responsabilizados desde o primeiro dia pela "sua universidade". Isso é algo que distingue francamente a cultura universitária europeia da americana e que lhes permitiu serem em tamanho económico (e cientifico, porque uma coisa vem em grande parte da outra) o que são hoje que é francamente diferente da europeia. Os americanos são evangelizados/educados para entenderem que o seu sucesso, em grande parte, é devido à escola por onde passaram e que é esperado deles uma retribuição no dia em que tiverem sucesso. Ora não há nenhum tuga que alguma vez se lembrasse de fazer um donativo à sua universidade - sobretudo se a tivesse pago do seu bolso como é o caso maioritário dos americanos- ou que se lembraria de deixar parte da sua herança à universidade onde estudou, certo? esse "pequeno" detalhe faz com que toda a estutura das universidades americanas funcione e esteja montada de modo fundamentalmente diferente das europeias.
nunofaustino,
1) "não percebo a dúvida...": Não há grandes dúvidas...
;
2) "normalmente apenas uma universidade faz acordos com o MIT": OK, já me tinha apercebido disso. Estranhava que, neste caso (e tal como noticiavam), tivesse sido o MIT a escolher as 7 da lista;
3) "mas neste caso o Governo (bem ou mal) decidiu que deveriam ser várias Universidades a realizar esse acordo": OK, afinal foi o Governo que escolheu
. Era o que me parecia, mas não é o que está escrito no documento oficial de lançamento do programa;
4) "Mas isso não invalida que tenha sido o MIT a escolher as universidades...": De acordo com o Jornal de Negócios, não foi assim... "MIT não escolheu escolas envolvidas no processo de parceria." É esse o problema...;
5) "PS tb sou ex-aluno da UA e sei que é uma boa instituiçao. Mas tb sei reconhecer que nas àreas em questão (e mesmo na minha) não deverá ser a melhor do país...": Estou de acordo, no entanto, a questão é "Não será uma das 7 (sete) melhores?".
Abr Rui
1) "não percebo a dúvida...": Não há grandes dúvidas...
2) "normalmente apenas uma universidade faz acordos com o MIT": OK, já me tinha apercebido disso. Estranhava que, neste caso (e tal como noticiavam), tivesse sido o MIT a escolher as 7 da lista;
3) "mas neste caso o Governo (bem ou mal) decidiu que deveriam ser várias Universidades a realizar esse acordo": OK, afinal foi o Governo que escolheu
4) "Mas isso não invalida que tenha sido o MIT a escolher as universidades...": De acordo com o Jornal de Negócios, não foi assim... "MIT não escolheu escolas envolvidas no processo de parceria." É esse o problema...;
5) "PS tb sou ex-aluno da UA e sei que é uma boa instituiçao. Mas tb sei reconhecer que nas àreas em questão (e mesmo na minha) não deverá ser a melhor do país...": Estou de acordo, no entanto, a questão é "Não será uma das 7 (sete) melhores?".
Abr Rui
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Rui arnaldo, não percebo a dúvida... normalmente apenas uma universidade faz acordos com o MIT, mas neste caso o Governo (bem ou mal) decidiu que deveriam ser várias Universidades a realizar esse acordo. Mas isso não invalida que tenha sido o MIT a escolher as universidades...
Um abraço
Nuno
PS tb sou ex-aluno da UA e sei que é uma boa instituiçao. Mas tb sei reconhecer que nas àreas em questão (e mesmo na minha) não deverá ser a melhor do país...
Um abraço
Nuno
PS tb sou ex-aluno da UA e sei que é uma boa instituiçao. Mas tb sei reconhecer que nas àreas em questão (e mesmo na minha) não deverá ser a melhor do país...
ruiarnaldo Escreveu:Sim, pelo documento online do "Lançamento oficial do Programa MIT-Portugal", o nunofaustino tem, aparentemente, razão....De acordo com o protocolo de colaboração assinado em Fevereiro de 2006 entre o Governo Português e o MIT, a identificação das áreas de intervenção e dos grupos e instituições universitários a envolver no lançamento deste Programa foi realizada através de um exercício de “assessment” conduzido por uma vasta equipa de docentes e investigadores do MIT,...
No entanto, esse "exercício de assessment" parece um pouco dúbio e parece servir, simplesmente, para "lavar algumas mãos".
Parecia demasiado óbvio...
Aqui está (Jornal de Negócios) a prova de como o que o Governo dizia no tal documento era só para enganar!
Jornal de Negócios Escreveu:O Massachusetts Institute of Technology (MIT) queria menos universidades envolvidas no programa de parceria com Portugal. A escola norte-americana nunca fez um acordo internacional que envolvesse mais de duas universidades, mas acabou por ceder a uma nova abordagem: criação de consórcios nacionais com base em diversas instituições, correspondendo ao interesse manifestado pelo Governo.
A questão é abordada no relatório que o próprio MIT fez durante o período de "assessment" em Portugal. "A maioria das colaborações internacionais do MIT utilizaram uma estratégia de difusão em que trabalhamos inicialmente com uma única universidade no país que recebe o projecto.
Ainda assim, há quem acredite que a escolha teve que ver com o mérito... enfim
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Há muitas diferenças entre os EUA e Portugal... o dinheiro é uma delas, mas a organização, o gosto pelo risco, a mobilidade, o estilo de visa, a multi-etnicidade, a facilidade com que, mesmo sendo muito inteligente, encontras alguém mais inteligente do que tu que não se importa de discutir contigo, são outras.
E enquanto algumas destas coisas podem explicadas pelo $$, outras são tipicamente americanas, como o gosto pelo risco e a mobilidade, e explicam o porquê da grande maioria dos líderes mundiais (a nível científico, político, económico, ...) serem americanos ou terem vivido muitos anos nos EUA.
Um abraço
Nuno
E enquanto algumas destas coisas podem explicadas pelo $$, outras são tipicamente americanas, como o gosto pelo risco e a mobilidade, e explicam o porquê da grande maioria dos líderes mundiais (a nível científico, político, económico, ...) serem americanos ou terem vivido muitos anos nos EUA.
Um abraço
Nuno
Atomez Escreveu:rmachado Escreveu:Ponto 2 - A pequena grande diferença entre investigação em Portugal e o USA é apenas o dinheiro que se tem disponivel, pois em termos de cabeça... não perdemos com eles..
não, não é só o dinheiro
mais do que isso é a organização e a atitude
Organização, provavelmente.
Atitude, talvez... No entanto, a atitude é fruto da motivação acrescida de trabalhar em condições (infra-estruturas, laboratórios, ...) inexistentes em Portugal. Criadas pelo dinheiro que cá não há... e pela tal organização.
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rmachado Escreveu:Ponto 2 - A pequena grande diferença entre investigação em Portugal e o USA é apenas o dinheiro que se tem disponivel, pois em termos de cabeça... não perdemos com eles..
não, não é só o dinheiro
mais do que isso é a organização e a atitude
As pessoas são tão ingénuas e tão agarradas aos seus interesses imediatos que um vigarista hábil consegue sempre que um grande número delas se deixe enganar.
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Sim, pelo documento online do "Lançamento oficial do Programa MIT-Portugal", o nunofaustino tem, aparentemente, razão.
No entanto, esse "exercício de assessment" parece um pouco dúbio e parece servir, simplesmente, para "lavar algumas mãos".
...De acordo com o protocolo de colaboração assinado em Fevereiro de 2006 entre o Governo Português e o MIT, a identificação das áreas de intervenção e dos grupos e instituições universitários a envolver no lançamento deste Programa foi realizada através de um exercício de “assessment” conduzido por uma vasta equipa de docentes e investigadores do MIT,...
No entanto, esse "exercício de assessment" parece um pouco dúbio e parece servir, simplesmente, para "lavar algumas mãos".
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Não querendo puxar a brasa a minha sardinha, parece-me que em primeiro lugar infelizmente Portugal sofre dum excessivo umbiguismo... isto é, cada um olha para si e fica por ai. E se atentarmos a critica que o proprio MIT fez, "eles não se entendem, nem falam uns com os outros..." percebemos melhor a razão de estarem esta universidade e não outras.
Quanto a lista, e não conhcendo a fundo todas as Universidades nem o acordo em detalhe, parece-me estranho que a Universidade com o maior número de publicações cientificas (estudo feito a relativamente pouco tempo) fique de fora. Além do mais é a única universidade do pais com um Campus real. Isto aliado as excelentes condições técnicas e humanas e a proximidade com todos os centros decisórios do pais e de Espanha...
Só por curiosidade a praia mais perto de Madrid... é a Barra (concelho de Ilhavo) fim da nova A25...
Mas pronto... isto tb serve para lá fora (Europa) se dizer temos um acordo com o MIT...
Ponto 2 - A pequena grande diferença entre investigação em Portugal e o USA é apenas o dinheiro que se tem disponivel, pois em termos de cabeça... não perdemos com eles..
Quanto a lista, e não conhcendo a fundo todas as Universidades nem o acordo em detalhe, parece-me estranho que a Universidade com o maior número de publicações cientificas (estudo feito a relativamente pouco tempo) fique de fora. Além do mais é a única universidade do pais com um Campus real. Isto aliado as excelentes condições técnicas e humanas e a proximidade com todos os centros decisórios do pais e de Espanha...
Só por curiosidade a praia mais perto de Madrid... é a Barra (concelho de Ilhavo) fim da nova A25...
Mas pronto... isto tb serve para lá fora (Europa) se dizer temos um acordo com o MIT...
Ponto 2 - A pequena grande diferença entre investigação em Portugal e o USA é apenas o dinheiro que se tem disponivel, pois em termos de cabeça... não perdemos com eles..
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The brains business
Mass higher education is forcing universities to become more diverse, more global and much more competitive, says Adrian Wooldridge
http://www.economist.com/printedition/displayStory.cfm?Story_ID=4339960
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Pata-Hari Escreveu:O teu argumento "mais um argumento de atracção de investimentos num sector extremamente competitivo ", confesso que não percebi. O que queres dizer com isto?
Quero dizer que com a globalização as universidades de topo americanas e inglesas viram a oportunidade de expandir a sua área de acção para fora dos seus campus tradicionais e estão em feroz concorrência para atrair países interessados em investir nisso.
Isto é como no franchising, para o master a melhor publicidade são franchisados com sucesso.
http://www-tech.mit.edu/V126/N45/45portugal.html
“It is important for MIT to support that government policy because if it succeeds it will send a strong message to other countries similar to Portugal on the importance of significant government funding of science and technology and [research and development],” Roos said.
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Atomez Escreveu:ruiarnaldo Escreveu:Atomez Escreveu:Pata-Hari Escreveu:Isso seria o custo por uma formação igual a uma dessas escolas
a ideia não é essa mesmo, só que em vez de ser lá é cá?
...
Que sentido é que isso faz?
Faz todo o sentido (ou melhor, faria, se o objectivo fosse esse) por várias razões:
- fica mais barato trazer cá 1 ou 2 dúzias de professores do que mandar para lá uns 180 alunos por ano
- se os alunos forem para lá é muito maior a probabilidade de lá ficarem a trabalhar em vez de voltarem para empresas portuguesas
- existe uma ligação da universidade às empresas portuguesas que seria quase impossível a partir de lá
E o que é que o MIT ganharia com isso?
- mais uma quantidade de alunos e emprego para uns profs sem terem de investir em infraestruturas
- mais um passo na globalização do mercado da educação superior
- mais um argumento de atracção de investimentos num sector extremamente competitivo
penso eu de que
Pata-Hari Escreveu:O MIT não tem interesse nisso.
Obviamente que não.
ruiarnaldo Escreveu:Além disso, duvido que esta parceria sirva para esses propósitos: lectivos.
O dinheiro do protocolo servirá (penso eu, até prova do contrário) para investigação, R&D/I&D, empreendedorismo de base tecnológica, o que lhe queiram chamar, mas não para se ter aulas!
Não é o propósito dar esses cursos/formações/graduações de "36 mil euros". Quem o quiser fazer, terá que continuar a lá ir...
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Re: Coimbra e tradição
devastador Escreveu:Na Universidade de Coimbra a tradição é importante e por isso nós TEMOS vida académica. Temos " A Associação Académica de Coimbra", uma das maiores e mais antigas do Mundo, com história, e que é uma outra segunda escola.
devastador,
Não quis dizer que ter tradição é mau
Mas "só" a tradição, vale de pouco.
E no que respeita a Tecnologia, que empresas dignas desse nome nasceram da UC, ou do IPN, exceptuando a Critical? Que cursos de tecnologia são referência nacional?
Com estas perguntas não quero dizer que não se fazem coisas boas na UC em termos de ciência e tecnologia. Só quis mostrar a minha indignação em relação àquela lista (aliás, dei-me ao trabalho de fazer um "disclosure").
E se o Atomez ficar contente com isso, que lhe chame mesquinhez "portuguesinha", ou que quer que queira. Eu chamo indignação.
Rui
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Afinal, o MIT celebra o acordo com Portugal como prémio de compensação, depois de ter recusado instalar no nosso país um pólo para ensino e investigação, que deverá ir para Espanha - noticia o semanário Oje. Se assim for, uma desilusão relativa. Uma vez mais sonhamos com o desejável e temos de ficar com o possível.
No mesmo dia, o Expresso noticia a associação de escolas de engenharia e gestão, centros de investigação portugueses e a prestigiada Universidade americana MIT, a SIC Notícias informa a queda a pique das inscrições em cursos de engenharia, e o SOL conta como entram em Universidades, através de facílimos exames ad hoc, alunos sem escolaridade obrigatória, ou seja sem o 9º ano. É o retrato de Portugal e do nosso dualismo. Muito pouco muito bom. Muito francamente mau e as deficiências do Básico e Secundário a afastarem dos cursos difíceis.
http://sol.sapo.pt/Blogs/marcelorsousa/default.aspx
Ah, uma das coisas que o MIT nunca faria seria vir cá com uma equipa completa, pegar numa turma da universidade do minho, envangelizar e dar-lhe um MBA MIT. Isto porque uma grande parte da garantia de qualidade de qualquer MBA vem da selecção dos alunos. O MIT nunca iria querer herdar um grupo de alunos seleccionado com critérios que não os deles e que acabassem com um diploma MIT. Não faria sentido. Aliás, este argumento por si só faz com que a hipotese de isso acontecer seja nula.
O MIT não tem interesse nisso. Se quisessem mais alunos MIT ou globalizar, abririam um campus (ou alugariam temporariamente
) cá como fez o INSEAD em singapura (e depois contratariam novas pessoas, porque empregar os que têm não costuma ser um problema e um objectivo per si).
O teu argumento "mais um argumento de atracção de investimentos num sector extremamente competitivo ", confesso que não percebi. O que queres dizer com isto?
O teu argumento "mais um argumento de atracção de investimentos num sector extremamente competitivo ", confesso que não percebi. O que queres dizer com isto?
ruiarnaldo Escreveu:Atomez Escreveu:Pata-Hari Escreveu:Isso seria o custo por uma formação igual a uma dessas escolas
a ideia não é essa mesmo, só que em vez de ser lá é cá?
...
Que sentido é que isso faz?
Faz todo o sentido (ou melhor, faria, se o objectivo fosse esse) por várias razões:
- fica mais barato trazer cá 1 ou 2 dúzias de professores do que mandar para lá uns 180 alunos por ano
- se os alunos forem para lá é muito maior a probabilidade de lá ficarem a trabalhar em vez de voltarem para empresas portuguesas
- existe uma ligação da universidade às empresas portuguesas que seria quase impossível a partir de lá
E o que é que o MIT ganharia com isso?
- mais uma quantidade de alunos e emprego para uns profs sem terem de investir em infraestruturas
- mais um passo na globalização do mercado da educação superior
- mais um argumento de atracção de investimentos num sector extremamente competitivo
penso eu de que
As pessoas são tão ingénuas e tão agarradas aos seus interesses imediatos que um vigarista hábil consegue sempre que um grande número delas se deixe enganar.
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