Salários Públicos e Privados
Agoudal quando digo que o mexilhão anda agora entalado, estou-me a referir ao facto de os bancos não terem explicado às pessoas as consequências deste tipo de prática. Ale´m disso eles ficavam a ganhar porque a taxa de juro era ligeiramente superior.
Olha se me permites vou deixar mais algumas ideias para os pontos que mencionas-te.
1- A inspecção está a protagonizar ums intervenção de terreno de grande intensidade, que está a envolver empreiteiros, compradores, e camaras municipais. Quando num comentário anterior referi as fugas de impostos neste tipo de prática esqueci-me ainda de uma que é a da fuga ao pagamento de IVA, e esta tem uma expressão e não é pequena. Só assim se compreende como é que alguns empreiteiros conseguiram grandes fortunas...
2- O valor da taxa do IMI é definido pela autarquia anualmente. É da incidência da taxa sobre o valor patrimonial tributável que resulta o valor a pagar. A avaliação por parte das finanças pode vir a ter um impacto na avaliação do imóvel se depois de aplicados os critérios de avaliação o valor alcançado for superior ao valor escriturado. Quanto ao impacto sobre a sua real influência existem casos que é de deitar a mão à cabeça, isto porque o que acontece é que a avaliação acaba por trazer o valor da casa para cerca 90% do valor de mercado( Quantas pessoas declaram 60000€ e depois aparecem-lhe na notificação das finanças 100000€ e noutros casos mais). São bastantes os casos em que as pessoas não sabem em quanto as finnanças lhe vão avaliar a casa, pagam IMT para um valor inferior e depois são notificados para pagar uma vez que o valor ficou aquém da avaliação. É evidente que quem não concordar tem o direito de reclamar.
3- O recibo de pagamento do IMT é uma condição para a realização da escritura, é um pagamento feito antes da escritura. O IMT como disses-te antecipa a receita (que pertence às autarquias), uma vez que é paga a quando da transmissão.
Quanto ao exemplo, referido repara que não é só o bónus de não pagares os 2000€ de IMT é também depois no IMI, porque uma coisa é a taxa incidir sobre um valor de 80000€ outra coisa é incidir sobre 125000€. Se multiplicar-mos isto por milhares de casos são milhões de euros que as câmaras deixaram de facturar.
Olha se me permites vou deixar mais algumas ideias para os pontos que mencionas-te.
1- A inspecção está a protagonizar ums intervenção de terreno de grande intensidade, que está a envolver empreiteiros, compradores, e camaras municipais. Quando num comentário anterior referi as fugas de impostos neste tipo de prática esqueci-me ainda de uma que é a da fuga ao pagamento de IVA, e esta tem uma expressão e não é pequena. Só assim se compreende como é que alguns empreiteiros conseguiram grandes fortunas...
2- O valor da taxa do IMI é definido pela autarquia anualmente. É da incidência da taxa sobre o valor patrimonial tributável que resulta o valor a pagar. A avaliação por parte das finanças pode vir a ter um impacto na avaliação do imóvel se depois de aplicados os critérios de avaliação o valor alcançado for superior ao valor escriturado. Quanto ao impacto sobre a sua real influência existem casos que é de deitar a mão à cabeça, isto porque o que acontece é que a avaliação acaba por trazer o valor da casa para cerca 90% do valor de mercado( Quantas pessoas declaram 60000€ e depois aparecem-lhe na notificação das finanças 100000€ e noutros casos mais). São bastantes os casos em que as pessoas não sabem em quanto as finnanças lhe vão avaliar a casa, pagam IMT para um valor inferior e depois são notificados para pagar uma vez que o valor ficou aquém da avaliação. É evidente que quem não concordar tem o direito de reclamar.
3- O recibo de pagamento do IMT é uma condição para a realização da escritura, é um pagamento feito antes da escritura. O IMT como disses-te antecipa a receita (que pertence às autarquias), uma vez que é paga a quando da transmissão.
Quanto ao exemplo, referido repara que não é só o bónus de não pagares os 2000€ de IMT é também depois no IMI, porque uma coisa é a taxa incidir sobre um valor de 80000€ outra coisa é incidir sobre 125000€. Se multiplicar-mos isto por milhares de casos são milhões de euros que as câmaras deixaram de facturar.
Boa noite a todos...
Estava para não colocar a minha opinião... Mas após ler tanta baboseira de um ou outro, não me consegui conter. Posso dizer que concordo plenamente com o Julio Alves e mais um ou outro...
Não desvendando o "mistério" da minha profissão (onde somente duas pessoas assiduas no caldeirão sabem), sabiam que no sector publico ainda existem serviços onde há pessoas que fazem 24 horas? Sabiam que há pessoas no publico a fazer 24 horas dia sim, dia não? Sabiam que no publico há pessoas a fazer mais de 70 horas semanais? Sim, leu bem, 70 horas!!!
Em alturas mais criticas do ano, sabiam que há pessoas que fazem 24 horas de serviço e como não ha pessoal para assegurar os minimos, teem que continuar por mais 8 horas??? Isto tudo que mencionei, no vencimento não se reflete nada, porque nada aumenta pela excessiva carga horaria, a unica coisa que aumenta é o trabalho...
Temos então como premios pelos sacrificios feitos:
1-congelamento na progressão da carreira
2-congelamento dos escalões
3-aumento do tempo de serviço
4-aumentos salariais praticamente inexistentes
5-etc etc etc
Temos que nos lembrar de uma coisa tambem importante, a vinda do Euro penso que não nos beneficiou em nada. Os vencimentos pouco aumentaram nestes ultimos 5 anos mas o custo de vida aumentou acima de 100% em muitos bens essenciais...
Para finalizar, concordo que o sector privado não está facil, não, não esta. Mas quem pensa que o sector publico é um mar de rosas, engana-se redondamente.
E tenho dito
Abraço
Nuno Guedes
Estava para não colocar a minha opinião... Mas após ler tanta baboseira de um ou outro, não me consegui conter. Posso dizer que concordo plenamente com o Julio Alves e mais um ou outro...
Não desvendando o "mistério" da minha profissão (onde somente duas pessoas assiduas no caldeirão sabem), sabiam que no sector publico ainda existem serviços onde há pessoas que fazem 24 horas? Sabiam que há pessoas no publico a fazer 24 horas dia sim, dia não? Sabiam que no publico há pessoas a fazer mais de 70 horas semanais? Sim, leu bem, 70 horas!!!
Em alturas mais criticas do ano, sabiam que há pessoas que fazem 24 horas de serviço e como não ha pessoal para assegurar os minimos, teem que continuar por mais 8 horas??? Isto tudo que mencionei, no vencimento não se reflete nada, porque nada aumenta pela excessiva carga horaria, a unica coisa que aumenta é o trabalho...
Temos então como premios pelos sacrificios feitos:
1-congelamento na progressão da carreira
2-congelamento dos escalões
3-aumento do tempo de serviço
4-aumentos salariais praticamente inexistentes
5-etc etc etc
Temos que nos lembrar de uma coisa tambem importante, a vinda do Euro penso que não nos beneficiou em nada. Os vencimentos pouco aumentaram nestes ultimos 5 anos mas o custo de vida aumentou acima de 100% em muitos bens essenciais...
Para finalizar, concordo que o sector privado não está facil, não, não esta. Mas quem pensa que o sector publico é um mar de rosas, engana-se redondamente.
E tenho dito
Abraço
Nuno Guedes
Vende ao som dos tambores e compra ao som dos canhões...
J Alves Escreveu:Este é um exemplo em que ambas as partes estão a fugir aos impostos, quer o empreiteiro quer o cidadão que compra. O empreiteiro mete dinheiro ao bolso quando ao declarar menos na venda deixa de pagar o IRC devido, quem compra vê a sua casa declarada ao fisco por um valor inferior ao da aquisição e com isto vai pagar menos IMI e menos IMT.
Caro J Alves, provavelmente até temos opiniões similares relativamente a esta questão.
Mas tenho dúvidas relativamente a um dos seus pontos de vista...
Aquele em que é o mexilhão o desgraçado... parece-me que não será assim tão óbvio...
Vamos lá:
1 - Geralemnte (pelo menos neste caso do meu amigo, assim como outros que conheci... e parece-me estar a decorrer uma operação de uma escala bem razoável...) é o construtor o visado pela Inspecção Tributária... Que para além de pressionar os clientes para escriturar por valores inferiores aos reais possivelmente tem como não-facturação o seu principal vício... de entre fornecedores e outras empresas destes construtores, facilemnte imaginamos o carrossel que por aqui vai... infelizmente (para Portugal) é esta a realidade (infelizemnte para os construtores que estão agora de corda ao pescoço e dos que vão estar nos próximos anos)...
2 - O IMI tem uma avaliação por parte das finanças... poodendo ter um impacto do valor escriturado... mas não tenho conheciemnto sobre a sua real influência.
3 - O IMT (antiga SISA) ao ser pago no acto da escritura no seu valor real, representa uma receita para o estado muito inferior aquela que teria em "mais valias" mais tarde... (é claro que é uma receita no curto prazo) - - - ora o contrário acontece com o contribuinte... no curto prazo tem uma despesa... mas poderá ser significativamente inferior aquela que teria no futuro...
Um exemplo:
Um apartamento no valor de 125 000 € teria que pagar sensivelemnte 2000€ de IMT... Se escriturou 80 000€ + 45 000€, então terá que pagar (sobre os 80.000€) 0€ de IMT, ficando pendurados 10% de 45.000€ (isto é, 4.500€).
Ora esta situação nunca se considerava quando se percebia que 10 anos mais tarde se escriturava por valores também inferiores aos reais... mas se isto vai acabar, por pressão dos fiscais ou por ganhos de educação... este ciclo vicioso pode estar a chegar ao fim... e o comprador não perde tanto... se pagar O IMT...
(NOTA: Tenho noção que é possível aplicar as mais-valias na aquisição de nova habitação... ... mas... e se um dia tem a hipótese de vender a casa... e quer utilizar esse rendimento... ???
Também conheço casos de pessoas que para fugirem à SISA apanharam grandes entalanços em mais valias...
Abraço... amanhã é dia de trabalho...
Ainda estou com dúvidas. Mesmo assim corro o risco.
Agoudal para lhe explicar o meu ponto de vista em relação às questões do planeamento urbano em portugal teria de entrar por questões estritamente técnicas e não quero levar o tema para esse âmbito. Mas se quiser podemos trocar por mp mais algumas impressões
Por acaso já estive para citar esse tipo de situação ligada aos emprestimos à habitação. Este é um exemplo em que ambas as partes estão a fugir aos impostos, quer o empreiteiro quer o cidadão que compra. O empreiteiro mete dinheiro ao bolso quando ao declarar menos na venda deixa de pagar o IRC devido, quem compra vê a sua casa declarada ao fisco por um valor inferior ao da aquisição e com isto vai pagar menos IMI e menos IMT. Estes casos de inspecções estão a acontecer porque a malta pedia dois creditos na aquisição da casa o credtito à habitação e o crédito para obras quando a casa ainda nem sequer tinha sido habitada, e quando se sabia que este empréstimo para as obras tinha como unico objectivo sub-avaliar a casa para efeitos fiscais. Os bancos tinham culpa porque compactuavam com isto mas agora quem está entalado é o mexilhão.
Já agora também quero dizer que a nova lei da reforma do património veio por na ordem muita situação de sub-avaliação de imóveis, o que se traduzia na perda de milhões de contos em IRC para o estado e IMI e IMT para as camaras
Por acaso já estive para citar esse tipo de situação ligada aos emprestimos à habitação. Este é um exemplo em que ambas as partes estão a fugir aos impostos, quer o empreiteiro quer o cidadão que compra. O empreiteiro mete dinheiro ao bolso quando ao declarar menos na venda deixa de pagar o IRC devido, quem compra vê a sua casa declarada ao fisco por um valor inferior ao da aquisição e com isto vai pagar menos IMI e menos IMT. Estes casos de inspecções estão a acontecer porque a malta pedia dois creditos na aquisição da casa o credtito à habitação e o crédito para obras quando a casa ainda nem sequer tinha sido habitada, e quando se sabia que este empréstimo para as obras tinha como unico objectivo sub-avaliar a casa para efeitos fiscais. Os bancos tinham culpa porque compactuavam com isto mas agora quem está entalado é o mexilhão.
Já agora também quero dizer que a nova lei da reforma do património veio por na ordem muita situação de sub-avaliação de imóveis, o que se traduzia na perda de milhões de contos em IRC para o estado e IMI e IMT para as camaras
CORRECÇÃO - as afirmações do post anterior são da minha autoria, e não do J Alves como aparenta
Onde se lê:
Pessoalmente (que estou no sector privado) tenho demasiadas experiências com um sector privado corrupto...
Deveria estar:
Pessoalmente (que estou no sector privado) tenho demasiadas experiências com um sector público corrupto...
Sou eu o autor destas afirmações.
Onde se lê:
Pessoalmente (que estou no sector privado) tenho demasiadas experiências com um sector privado corrupto...
Deveria estar:
Pessoalmente (que estou no sector privado) tenho demasiadas experiências com um sector público corrupto...
Sou eu o autor destas afirmações.
Ainda estou com dúvidas. Mesmo assim corro o risco.
Onde se lê:
agoudal Escreveu:J Alves Escreveu:Pessoalmente (que estou no sector privado) tenho demasiadas experiências com um sector privado corrupto...
Deveria estar:agoudal Escreveu:J Alves Escreveu:Pessoalmente (que estou no sector privado) tenho demasiadas experiências com um sector público corrupto...
Ainda estou com dúvidas. Mesmo assim corro o risco.
J Alves Escreveu:Quanto à situação dos privados mandarem nas câmaras eu pessoalmente não as conheço, mas por acaso comprei ontem o livro do Paulo Morais (ex-vereador da camara do porto) e também tenho ouvido aquilo que a Maria Jose Morgado fala a respeito disso. Se estas pessoas afirmam certas coisas com conhecimento de facto, quem sou eu para por a palavra delas em causa.
Caro J Alves, eu concordo consigo... no que respeita à não entrega do licenciamento urbano aos privados...
Mas parece-me que a M J morgado e o Paulo Morais conhecem bem o funcionamento de algumas autarquias em Portugal...
Mas porque é que tem que haver alterações na Administração Pública, Administração Autarquica inclusive????
Apeasar do ponto de vista político mais "distribuído" pelos média estar relacionado com os obstáculos que cria ao sector privado, o meu ponto de vista é outro:
O maior obstáculo que pode criar a uma parte das empresas privadas é passar a cumprir o seu papel, em pleno...
O melhor serviço que poderá prestar a um sector privado que se quer audaz, moderno e produtivo é: cumprir o seu papel.
Pessoalmente (que estou no sector privado) tenho demasiadas experiências com um sector privado corrupto...
Só um exemplo: tenho um amigo que está a ser abordado pela Inspec. Geral de Finanças para justificar um empréstimo superior ao valor da escritura... Basicamente, o construtor foi apanhado... Esse meu amigo quer corrigir o erro e declarar o valor que realmente pagou... No dia em que telefonou para a IGF a marcar uma reunião, tinha o construtor à porta de casa para o convecer a não o fazer... este disse-lhe que tinha lá um amigo que lhe tinha contado isso, que até lhe tinha indicado a advogada e que poderia falar com ela também...
... que é que ele pode fazer... nem sabe em quem confiar...
(esta versão aqui apresentada é resumida)
É da servidão administrativa que possibilita este tipo de coisas que eu falo...
O problema é quando um construtor quiser fazer do seu negócio um negócio a sério, vai ser tiptificado, à priori, como criminoso... pelo outro criminoso é claro...
Ainda estou com dúvidas. Mesmo assim corro o risco.
Re: Com governanates assim para quê discutir?
ricardotugas Escreveu:
Anos a contar a duplicar para a reforma por se ser vereador duma camara, coitado, trabalho de desgaste rápido.
Ricardo este teu comentário já foi verdade, agora isto acabou-se em outubro com a alteração ao estatuto do eleito local.
Cumps
Agoudal tenho muita pena que apenas se tenha limitado a tirar palvras soltas do meu texto e a descontextualiza-las.
Gostava que me dissesse onde é que eu escrevi que o planemanto está na mão dos privados? Porque se assim não for, parece-me que fez alguma confusão.
Olhe quanto à transparência no licenciamento, não me estava a referir a hipotéticas vigarices, mas sim à disponibilização das ferramentas de WEBSIG aos cidadãos por parte das autarquias. Em princípio deve concordar com esta ideia...
Não percebo essa sua reticência às servidões administrativas, gostava que me explicasse melhor, porque até podemos ter as mesmas ideias relativamente a este ponto. (eu sou a favor de algumas e da alteração de outras uma vez que já não se justificam)
Quanto à situação dos privados mandarem nas câmaras eu pessoalmente não as conheço, mas por acaso comprei ontem o livro do Paulo Morais (ex-vereador da camara do porto) e também tenho ouvido aquilo que a Maria Jose Morgado fala a respeito disso. Se estas pessoas afirmam certas coisas com conhecimento de facto, quem sou eu para por a palavra delas em causa.
Gostava que me dissesse onde é que eu escrevi que o planemanto está na mão dos privados? Porque se assim não for, parece-me que fez alguma confusão.
Olhe quanto à transparência no licenciamento, não me estava a referir a hipotéticas vigarices, mas sim à disponibilização das ferramentas de WEBSIG aos cidadãos por parte das autarquias. Em princípio deve concordar com esta ideia...
Não percebo essa sua reticência às servidões administrativas, gostava que me explicasse melhor, porque até podemos ter as mesmas ideias relativamente a este ponto. (eu sou a favor de algumas e da alteração de outras uma vez que já não se justificam)
Quanto à situação dos privados mandarem nas câmaras eu pessoalmente não as conheço, mas por acaso comprei ontem o livro do Paulo Morais (ex-vereador da camara do porto) e também tenho ouvido aquilo que a Maria Jose Morgado fala a respeito disso. Se estas pessoas afirmam certas coisas com conhecimento de facto, quem sou eu para por a palavra delas em causa.
Com governanates assim para quê discutir?
Todos ralham e todos têm razão.
A verdade é só uma, temos um pais mal organizado, mal planificado, e gastamos mal o nosso dinheiro.
A verdade é que:
Temos um Presidente a Republica que coitado é reformado mas trabalha.
Um PM que propoe uma reforma no vencimento da cupula do Estado em vigor apartir de 2009.
Ministros reformados a trabalhar, coitados.( Ex: Ministro das Obras Publicas )
Ministros que ganham mais de subsidio de deslocação ( Ex: Ministro das Finanças ) que 3/5 dos funcionário publicos.
Deputados reformados a trabalhar, coitados.
Anos a contar a duplicar para a reforma por se ser vereador duma camara, coitado, trabalho de desgaste rápido.
Enquanto isto for assim, tudo o resto é levantar poeira para não se ver a podridão da nossa democracia.
Como alguem disse, o exemplo tem de vir de cima.
BN
A verdade é só uma, temos um pais mal organizado, mal planificado, e gastamos mal o nosso dinheiro.
A verdade é que:
Temos um Presidente a Republica que coitado é reformado mas trabalha.
Um PM que propoe uma reforma no vencimento da cupula do Estado em vigor apartir de 2009.
Ministros reformados a trabalhar, coitados.( Ex: Ministro das Obras Publicas )
Ministros que ganham mais de subsidio de deslocação ( Ex: Ministro das Finanças ) que 3/5 dos funcionário publicos.
Deputados reformados a trabalhar, coitados.
Anos a contar a duplicar para a reforma por se ser vereador duma camara, coitado, trabalho de desgaste rápido.
Enquanto isto for assim, tudo o resto é levantar poeira para não se ver a podridão da nossa democracia.
Como alguem disse, o exemplo tem de vir de cima.
BN
passo a passo se constroi o futuro
Rui Aires Escreveu:Pois é... pelo menos os funcionários publicos pagam impostos
Rui os funcionários públicos pagarem ou não impostos é indiferente, uma vez que a entidade que paga e recebe é a mesma (Estado).
"O desprezo pelo dinheiro é frequente, sobretudo naqueles que não o possuem"
Fonte: "La Philosophie de G. C."
Autor: Courteline , Georges
Site porreiro para jogar (carregar em Arcade) : www.gamespt.net
Fonte: "La Philosophie de G. C."
Autor: Courteline , Georges
Site porreiro para jogar (carregar em Arcade) : www.gamespt.net
Re: MAS
J Alves Escreveu:Entregar o licenciamento urbanistico aos privados isso nem pensar, seria o caos urbanístico. Aquilo que é preciso deve passar no essencial por 4 coisas: tornar o processo de licenciamento mais celere, tornar o processo mais transparente, rever algumas servidões administrativas e alterar as regras de tributaçáo do património dos prédios rústicos inseridos na àrea urbana definida pelo PDM.
Estou a intrometer-me nesta vossa discussão porque me meteu alguma graça esta afirmação do J Alves...
É que com o que é necessário para melhorar no plneamento urbano em Portugal, até parece que está nas mãos de privados.
Vejamos:
Processo pouco transparente...
Servidões administrativas...
Fico com a ideia de que são os provados que andam a fazer das autarquias o que querem...
... e não é que ainda querem entregar mais ao sector privado!!??!!??
??!!??!! Se calhar é por isso que o caos urbanistico já é tão evidente...!???!!!?!!
Abraços
Ainda estou com dúvidas. Mesmo assim corro o risco.
Pois é... pelo menos os funcionários publicos pagam impostos e são na maior parte licenciados. Relativamente ao ordenado medio do sector privado, foi bem corrigido por um forense SALÁRIO MÉDIO NÃO DECLARADO!!!
Mais de 67.000 empresas não pagam impostos
(08-10-2006 - 21:01)
Mais de 67.000 firmas ficam à margem da cobranç a de impostos, mas apesar desta situação a receita de IRC tem vindo a subir, seg undo dados do fisco hoje divulgados pelo jornal Correio da Manhã.
De acordo com o jornal, cerca de 20 por cento do tecido empresarial por tuguês ainda não cumpre os deveres fiscais e o número de empresas que não pagara m impostos este ano aumentou relativamente a 2005.
"Num universo empresarial constituído por cerca de 300.000 empresas, em 2006 não pagaram impostos 67.715 firmas, contra 61.901 no ano passado", escreve o diário.
O CM cita dados divulgados por Paulo Macedo durante a apresentação do b alanço da Direcção-Geral das Contribuições e Impostos (DGCI) no último ano e as perspectivas para 2007 na Associação Comercial de Lisboa, em Setembro, segundo o s quais as empresas que não pagaram impostos representam entre 17 por cento e 20 por cento do total.
Porém, o cruzamento de dados entre os vários impostos tem levado a uma importante recuperação de montantes em falta, indica o diário.
Segundo os dados do director-geral dos impostos, foram recuperados 139 milhões de euros de impostos no período compreendido entre Agosto de 2005 e Agos to de 2006.
Além desta recuperação, foram realizadas correcções à matéria colectáve l que superam os 488 milhões de euros.
A cobrança coerciva terá duplicado em seis anos, passando dos 757 milhõ es de euros em 2001 para os 1.500 milhões de euros que a DGCI espera cobrar até ao final deste ano.
Mais de 67.000 empresas não pagam impostos
(08-10-2006 - 21:01)
Mais de 67.000 firmas ficam à margem da cobranç a de impostos, mas apesar desta situação a receita de IRC tem vindo a subir, seg undo dados do fisco hoje divulgados pelo jornal Correio da Manhã.
De acordo com o jornal, cerca de 20 por cento do tecido empresarial por tuguês ainda não cumpre os deveres fiscais e o número de empresas que não pagara m impostos este ano aumentou relativamente a 2005.
"Num universo empresarial constituído por cerca de 300.000 empresas, em 2006 não pagaram impostos 67.715 firmas, contra 61.901 no ano passado", escreve o diário.
O CM cita dados divulgados por Paulo Macedo durante a apresentação do b alanço da Direcção-Geral das Contribuições e Impostos (DGCI) no último ano e as perspectivas para 2007 na Associação Comercial de Lisboa, em Setembro, segundo o s quais as empresas que não pagaram impostos representam entre 17 por cento e 20 por cento do total.
Porém, o cruzamento de dados entre os vários impostos tem levado a uma importante recuperação de montantes em falta, indica o diário.
Segundo os dados do director-geral dos impostos, foram recuperados 139 milhões de euros de impostos no período compreendido entre Agosto de 2005 e Agos to de 2006.
Além desta recuperação, foram realizadas correcções à matéria colectáve l que superam os 488 milhões de euros.
A cobrança coerciva terá duplicado em seis anos, passando dos 757 milhõ es de euros em 2001 para os 1.500 milhões de euros que a DGCI espera cobrar até ao final deste ano.
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- Registado: 31/8/2005 14:07
Re: MAS
macumba Escreveu:para que servem os fp?
a maioria não serve para nada!!!para que preciso eu de 10 vistos e 15 assinaturas só para construir uma casa num terreno que é meu,pois tive de o pagar e ninguém me SUBSIDIOU?
É a assinatura do que recebe o pedido,mais do director da delegação(m.a.),mais do i.e.p.(2 assinaturas,mais dos smas,mais do técnico,mais do vereador, mais do presidente,e ainda há mais algumas de permeio.
então se for zona florestal,estiver perto de um quartel militar,ou de um rio,ou de um monumento(mesmo que esteja a cair e sempre fechado)etc etcentão nem vos conto!!!
no fim são anos prazos vencidos em completo desrespeito da lei(os fp e os politicos que deviam ser os 1ºs a respeitá-la)e milhares de CONTOS para pagar a tanto chulo que não faz falta nenhuma.
se os serviços fossem privados eu escolheria o gabinete que me oferecesse mais garantis de celeridade,preço e justiça!!!se não trabalhassem bem,PERDIAM clientes e na próxima vez ia a outro!!!
bendita concorrência.a PORCARIA haveria de falir.Assim ela vai ficando e fazendo e cobrando o que quer em regime de monopòlio.
Macumba parece-me que este seu desabafo foi um pouco precipitado, e permita-me que discorde completamente do citado. Em primeiro lugar quero dizer-lhe que o argumento de possuir o terreno não dá legitimidade para fazer o que dele se entender. Para se fazer uma casa há que cumprir as regras do licenciamento urbanistico que estão previstas na lei e nos PDM. Se assim não fosse isto era pior que a república das bananas. Tem que haver regras na forma como se ocupa o solo, se temos áreas definidas no PDM como urbanas porque é que vamos andar a construir na área florestal. Os rios têm que ter áreas de protecção nas zonas adjacentes, os monumentos é claro que têm de ter servidões administrativas que condicionem as zonas envolventes, (neste aspecto existem algumas que terão de ser revistas)
Se entregassemos isto aos privados e cada um pudesse contruir como lhe apetecesse, queria ver quem ia depois construir as estradas necessárias para que toda a gente tivesse alcatrão à porta de casa. Onde é que se ia arranjar o dinheiro para levar a rede de água e saneamento à casa de cada um.
Entregar o licenciamento urbanistico aos privados isso nem pensar, seria o caos urbanístico. Aquilo que é preciso deve passar no essencial por 4 coisas: tornar o processo de licenciamento mais celere, tornar o processo mais transparente, rever algumas servidões administrativas e alterar as regras de tributaçáo do património dos prédios rústicos inseridos na àrea urbana definida pelo PDM.
Quanto ao seu problema de saúde, desejo-lhe que melhore o mais rápido possível.
Cumps
Por alguma razão quase toda a gente quer para a fp,mesmo hoje em dia(apesar de estes dizerem que estão mais mal pagos que no privado)
E quantos foram despedidos?eu não conheço nenhuns,conheço é muitos reformados por inteiro com pouco mais de 40 anos de idade!
E quantos se despediram?não conheço nenhum,mas conheço muitos no sector privado!!!
que coisa mais estranha,todos dizem que é mau,mas ninguêm o larga(a fp).isto dá para ser um "case study" unico no mundo
E quantos foram despedidos?eu não conheço nenhuns,conheço é muitos reformados por inteiro com pouco mais de 40 anos de idade!
E quantos se despediram?não conheço nenhum,mas conheço muitos no sector privado!!!
que coisa mais estranha,todos dizem que é mau,mas ninguêm o larga(a fp).isto dá para ser um "case study" unico no mundo
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MAS
para que servem os fp?
a maioria não serve para nada!!!para que preciso eu de 10 vistos e 15 assinaturas só para construir uma casa num terreno que é meu,pois tive de o pagar e ninguém me SUBSIDIOU?
É a assinatura do que recebe o pedido,mais do director da delegação(m.a.),mais do i.e.p.(2 assinaturas,mais dos smas,mais do técnico,mais do vereador, mais do presidente,e ainda há mais algumas de permeio.
então se for zona florestal,estiver perto de um quartel militar,ou de um rio,ou de um monumento(mesmo que esteja a cair e sempre fechado)etc etcentão nem vos conto!!!
no fim são anos prazos vencidos em completo desrespeito da lei(os fp e os politicos que deviam ser os 1ºs a respeitá-la)e milhares de CONTOS para pagar a tanto chulo que não faz falta nenhuma.
se os serviços fossem privados eu escolheria o gabinete que me oferecesse mais garantis de celeridade,preço e justiça!!!se não trabalhassem bem,PERDIAM clientes e na próxima vez ia a outro!!!
bendita concorrência.a PORCARIA haveria de falir.Assim ela vai ficando e fazendo e cobrando o que quer em regime de monopòlio.
Os fp têm os mesmos direitos dos privados?
quêm afirmou isto é aldrabão!!!!
o ano passado(e tb nos anteriores)paguei milhares de contos de irs e irc,milhares de euros de s social:
agora estou doente com algum gravidade desde agosto,e no minimo até jan/fev vou continuar de baixa.
E QUANTO VOU RECEBER DOS PESADOS IMPOSTOS QUE PAGUEI?
NADA;NADA: sou TRABALHADOR INDEPENDENTE.não tenho DIREITOS,só DEVERES(de pagar).ora se eu e muitos outros tivessemos no bolso(ou a capitalizar)as dezenas de milhares de contos já pagos só em impostos directos(não falo em iva,ia,selo,imi,mv,ip etc,etc que davam até bem de mais para pagar a máquina básica do estado),agora estariamos descansados,assim somos apenas chulados.
E depois ainda há quem pergunte porque existe quem fuja aos impostos...
a maioria não serve para nada!!!para que preciso eu de 10 vistos e 15 assinaturas só para construir uma casa num terreno que é meu,pois tive de o pagar e ninguém me SUBSIDIOU?
É a assinatura do que recebe o pedido,mais do director da delegação(m.a.),mais do i.e.p.(2 assinaturas,mais dos smas,mais do técnico,mais do vereador, mais do presidente,e ainda há mais algumas de permeio.
então se for zona florestal,estiver perto de um quartel militar,ou de um rio,ou de um monumento(mesmo que esteja a cair e sempre fechado)etc etcentão nem vos conto!!!
no fim são anos prazos vencidos em completo desrespeito da lei(os fp e os politicos que deviam ser os 1ºs a respeitá-la)e milhares de CONTOS para pagar a tanto chulo que não faz falta nenhuma.
se os serviços fossem privados eu escolheria o gabinete que me oferecesse mais garantis de celeridade,preço e justiça!!!se não trabalhassem bem,PERDIAM clientes e na próxima vez ia a outro!!!
bendita concorrência.a PORCARIA haveria de falir.Assim ela vai ficando e fazendo e cobrando o que quer em regime de monopòlio.
Os fp têm os mesmos direitos dos privados?
quêm afirmou isto é aldrabão!!!!
o ano passado(e tb nos anteriores)paguei milhares de contos de irs e irc,milhares de euros de s social:
agora estou doente com algum gravidade desde agosto,e no minimo até jan/fev vou continuar de baixa.
E QUANTO VOU RECEBER DOS PESADOS IMPOSTOS QUE PAGUEI?
NADA;NADA: sou TRABALHADOR INDEPENDENTE.não tenho DIREITOS,só DEVERES(de pagar).ora se eu e muitos outros tivessemos no bolso(ou a capitalizar)as dezenas de milhares de contos já pagos só em impostos directos(não falo em iva,ia,selo,imi,mv,ip etc,etc que davam até bem de mais para pagar a máquina básica do estado),agora estariamos descansados,assim somos apenas chulados.
E depois ainda há quem pergunte porque existe quem fuja aos impostos...
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Não resisto a meter uma colherada.
A discussão (interessante) curiosamente partiu de uma extrapolação errada. Segundo a fonte, a média de remuneração no sector público é superior à do sector privado. Para quem se interessa e estuda estes temas ou tenha lido (ainda que na diagonal) o estudo recentemente publicado sobre o funcionalismo público e a sua dimensão actual, percebe que não podia ser de outra forma. Porquê? Porque, segundo os dados publicados, o universo dos funcionários públicos tem, em termos percentuais, uma qualificação académica superior à média. Quando, se pensa por vezes em funcionalismo público, pensa-se frequentemente (confesso) num funcionário cinzento que está por detrás de um balcão (das finanças, do centro de saúde). Mas uma grande massa é constituída por licenciados e profissionais qualificados (professores, médicos, enfermeiros, advogados, juízes, militares, ...). Claro que, nestas circunstâncias, a remuneração média tem de ser superior.
Como seria errado, deduzir que existe discriminação masculina porque as mulheres têem maior presença. Porque este facto deve-se também ao peso que a Educação tem nesse universo de funcionários. E a maioria dos professores são do sexo feminino. Têndencia essa que se acentuará cada vez mais no futuro porque os homens tenderão a desertar ainda mais deste sistema de ensino.
Também considero que deve haver redução do peso do funcionalismo e da despesa pública. Ou pelo menos uma racionalização desses recursos. Mas, não pode ser a qualquer preço e deve ser realizado com muito cuidado e atenção. Até porque implicará uma grande despesa para o Estado. O antigo ministro Cadilhe não tem qualquer pejo em afirmar que devemos recorrer à venda de ouro ou recorrer aos fundos comunitários. Outros defendem a contracção de divida pública.
Porque terá repercussões no mercado de trabalho. Directas ou indirectas. Indirectas já está a ter porque no Público, no BCP e noutras organizações já estão a ser negociados despedimentos.
Mas, tenha-se em atenção que entretanto (para mascarar o desemprego crescente?) foram admitidos milhares de estagiários desnecessários na Administração Pública. Está-se a pagar aos estagiários e aos coordenadores de estágio que muitas vezes não sabem o que fazer com os moços. O que vai acontecer a esta gente? A expectativa legitima desta gente é serem admitidos, claro. Tem sido sempre o que aconteceu nestas situações. E os responsáveis de outrora defendem agora a redução do funcionalismo.
Em nome destes critérios economicistas (com alguma justificação, aceite-se) encerram-se hospitais, escolas e outros serviços, sobretudo, no interior. E os que apoiam a redução do sector público, contraditoriamente, insurgem-se contra estes encerramentos.
O Keyser pergunta a páginas tantas se não há nada de errado neste país. Claro que há, caro Keyser. E dura há muitos anos. Pelo menos 78. É este fascismo e este comunismo primário de nivelar por baixo. Se o público ganha mais que o privado, corte-se no público. Eu, pessoalmente, sou mais ambicioso. Ensinaram-me a ser.
Mas o mais grave é que continuamos a ser governados por uma classe que deixa pouco ou nada a desejar. Alguns pensaram que, afastado o Santana Lopes, Portugal passaria a ser governado por pessoas com sentido de Estado e com nobreza de caracter. Enganaram-se rotundamente. Deixo aqui, a titulo de exemplo, excerto de duas conversas entre 3 governantes portugueses que explica o ataque à magistratura portuguesa e, à pessoa do único Procurador da República que até à data desempenhou efectivamente as funções que cabem ao cargo para o qual foi nomeado.
Estas conversas são extremamente elucidativas e sublinhe-se que são estes os responsáveis pela gestão do sector público. E que nesse âmbito têem sido responsáveis pelo estado das nossas finanças ao fomentar o clientelismo e o aumento do funcionalismo de forma exponencial e, ao legislar de forma não menos irresponsável. Exemplos? As admissões maciças de tarefeiros e as progressões automáticas nas carreiras da função pública (em 2000). Os funcionários e os sindicatos deviam ter visto o suicidio que estavam a cometer e, provavelmente, deviam-se ter oposto nessa altura.
A discussão (interessante) curiosamente partiu de uma extrapolação errada. Segundo a fonte, a média de remuneração no sector público é superior à do sector privado. Para quem se interessa e estuda estes temas ou tenha lido (ainda que na diagonal) o estudo recentemente publicado sobre o funcionalismo público e a sua dimensão actual, percebe que não podia ser de outra forma. Porquê? Porque, segundo os dados publicados, o universo dos funcionários públicos tem, em termos percentuais, uma qualificação académica superior à média. Quando, se pensa por vezes em funcionalismo público, pensa-se frequentemente (confesso) num funcionário cinzento que está por detrás de um balcão (das finanças, do centro de saúde). Mas uma grande massa é constituída por licenciados e profissionais qualificados (professores, médicos, enfermeiros, advogados, juízes, militares, ...). Claro que, nestas circunstâncias, a remuneração média tem de ser superior.
Como seria errado, deduzir que existe discriminação masculina porque as mulheres têem maior presença. Porque este facto deve-se também ao peso que a Educação tem nesse universo de funcionários. E a maioria dos professores são do sexo feminino. Têndencia essa que se acentuará cada vez mais no futuro porque os homens tenderão a desertar ainda mais deste sistema de ensino.
Também considero que deve haver redução do peso do funcionalismo e da despesa pública. Ou pelo menos uma racionalização desses recursos. Mas, não pode ser a qualquer preço e deve ser realizado com muito cuidado e atenção. Até porque implicará uma grande despesa para o Estado. O antigo ministro Cadilhe não tem qualquer pejo em afirmar que devemos recorrer à venda de ouro ou recorrer aos fundos comunitários. Outros defendem a contracção de divida pública.
Porque terá repercussões no mercado de trabalho. Directas ou indirectas. Indirectas já está a ter porque no Público, no BCP e noutras organizações já estão a ser negociados despedimentos.
Mas, tenha-se em atenção que entretanto (para mascarar o desemprego crescente?) foram admitidos milhares de estagiários desnecessários na Administração Pública. Está-se a pagar aos estagiários e aos coordenadores de estágio que muitas vezes não sabem o que fazer com os moços. O que vai acontecer a esta gente? A expectativa legitima desta gente é serem admitidos, claro. Tem sido sempre o que aconteceu nestas situações. E os responsáveis de outrora defendem agora a redução do funcionalismo.
Em nome destes critérios economicistas (com alguma justificação, aceite-se) encerram-se hospitais, escolas e outros serviços, sobretudo, no interior. E os que apoiam a redução do sector público, contraditoriamente, insurgem-se contra estes encerramentos.
O Keyser pergunta a páginas tantas se não há nada de errado neste país. Claro que há, caro Keyser. E dura há muitos anos. Pelo menos 78. É este fascismo e este comunismo primário de nivelar por baixo. Se o público ganha mais que o privado, corte-se no público. Eu, pessoalmente, sou mais ambicioso. Ensinaram-me a ser.
Mas o mais grave é que continuamos a ser governados por uma classe que deixa pouco ou nada a desejar. Alguns pensaram que, afastado o Santana Lopes, Portugal passaria a ser governado por pessoas com sentido de Estado e com nobreza de caracter. Enganaram-se rotundamente. Deixo aqui, a titulo de exemplo, excerto de duas conversas entre 3 governantes portugueses que explica o ataque à magistratura portuguesa e, à pessoa do único Procurador da República que até à data desempenhou efectivamente as funções que cabem ao cargo para o qual foi nomeado.
Estas conversas são extremamente elucidativas e sublinhe-se que são estes os responsáveis pela gestão do sector público. E que nesse âmbito têem sido responsáveis pelo estado das nossas finanças ao fomentar o clientelismo e o aumento do funcionalismo de forma exponencial e, ao legislar de forma não menos irresponsável. Exemplos? As admissões maciças de tarefeiros e as progressões automáticas nas carreiras da função pública (em 2000). Os funcionários e os sindicatos deviam ter visto o suicidio que estavam a cometer e, provavelmente, deviam-se ter oposto nessa altura.
- Anexos
-
- O estado do Estado
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Arturian Gray Escreveu:kostta Escreveu:J Alves falas na suecia e vou dar outro exemplo relatado. numa determinada empresa, os primeiros funcioanrios a chegar deixam os carros nos lugares mais afastados do parque. e para quÊ? para quem chegar em cima da hora, ter estacionamento à porta. onde é que isto aconteceria em portugal?
Isso vai do hábito. Que depois cria a mentalidade. No McDonalds vejo muita gente a arrumar os tabuleiros simplesmente porque é o que se faz. No entanto ainda não vi isso em nenhum outro restaurante.
a mentalidade portuguesa é muito diferente da do norte da europa.
kostta
Não percebi essa das meias verdades/mentiras.
Esta mal informado a idade de reforma não é igual nos 2 sectores.
O que são faltas injustificadas na Privada são justificáveis na Privada.
A Professora de Francês do meu filho ano passado foi mais as vezes que faltou do que deu aulas, e não me parece que tenha sido penalizada na remuneração mensal.
Não há pontes, deve estar a brincar...
por um lado tem razão já foram bem mais, mas que continuam a existir continuam.
Não percebi essa das meias verdades/mentiras.
Esta mal informado a idade de reforma não é igual nos 2 sectores.
O que são faltas injustificadas na Privada são justificáveis na Privada.
A Professora de Francês do meu filho ano passado foi mais as vezes que faltou do que deu aulas, e não me parece que tenha sido penalizada na remuneração mensal.
Não há pontes, deve estar a brincar...
por um lado tem razão já foram bem mais, mas que continuam a existir continuam.
Comprar ao som dos canhões vender ao som dos violões.
kostta Escreveu:J Alves falas na suecia e vou dar outro exemplo relatado. numa determinada empresa, os primeiros funcioanrios a chegar deixam os carros nos lugares mais afastados do parque. e para quÊ? para quem chegar em cima da hora, ter estacionamento à porta. onde é que isto aconteceria em portugal?
Isso vai do hábito. Que depois cria a mentalidade. No McDonalds vejo muita gente a arrumar os tabuleiros simplesmente porque é o que se faz. No entanto ainda não vi isso em nenhum outro restaurante.
Abraço e Bons Negócios.
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