Cramer: "What Traders Learned on 9/11"
Ulisses,
Não pensei que tu tivesses vivido o drama do 9/11 tão de perto ao conheceres via IM uma pessoa que trabalhava nas torres. Fiquei tocado com o teu artigo que nunca tinha lido.
Eu próprio nesse dia estava de férias em casa dos meus pais e a certa altura telefona-me o meu pai: liga a televisão. Um avião colidiu com o WTC em NY."
Tás a brincar. Isso não é possível.
Quando de facto ligo a televisão e vi aquilo pensei: que coisa irreal" O resto é história. Ligo para o escritório da obra onde eu estava a trabalhar na altura e dizem-me: estamos a trabalhar mas está tudo uma confusão, ninguém se concentra, estamos todos baralhados..."
Na madrugada de 10 para 11 de set. deste ano, estava com insónia e fui ver televisão das 4 às 6h da manhã e vi uma série de filmes sobre o tema, sendo o que mais me impressionou foi o da RTP1. Que reconstitui os últimos minutos nas duas torres. Tocante.
Não pensei que tu tivesses vivido o drama do 9/11 tão de perto ao conheceres via IM uma pessoa que trabalhava nas torres. Fiquei tocado com o teu artigo que nunca tinha lido.
Eu próprio nesse dia estava de férias em casa dos meus pais e a certa altura telefona-me o meu pai: liga a televisão. Um avião colidiu com o WTC em NY."
Tás a brincar. Isso não é possível.
Quando de facto ligo a televisão e vi aquilo pensei: que coisa irreal" O resto é história. Ligo para o escritório da obra onde eu estava a trabalhar na altura e dizem-me: estamos a trabalhar mas está tudo uma confusão, ninguém se concentra, estamos todos baralhados..."
Na madrugada de 10 para 11 de set. deste ano, estava com insónia e fui ver televisão das 4 às 6h da manhã e vi uma série de filmes sobre o tema, sendo o que mais me impressionou foi o da RTP1. Que reconstitui os últimos minutos nas duas torres. Tocante.
Certíssimo!!! Gates e Buffett mostram o que fazer...
...para o Bem sobreviver!
Na minha mensagem anterior, ainda pensei referir o exemplo de Bill Gates, que sempre apreciei muitíssimo como ser humano empreendedor e visionário, e mais ainda agora que resolveu dedicar-se a um projecto talvez até mais importante do que o da sua empresa que revolucionou o modo como comunicamos hoje em dia.
Mas para quê pensar em termos de americano ou português... judeu ou islâmico... preto ou branco... e até homem ou mulher... se somos, afinal, o mesmo Ser Humano em qualquer recanto do planeta?!
Estava agora a recordar-me desta balada pungente do 1º álbum de Mafalda Veiga, um hino e um apelo também à nossa comum Humanidade...
Balada De Un Soldado
Madre, anoche en las trincheras
Entre el fuego y la metralla
Vi un enemigo correr
La noche estaba cerada,
La apunté con mi fusil
Y al tiempo que disparaba
Una luz iluminó
El rostro que yo mataba
Clavó su mirada en mi
Con sus ojos ya vacios
Madre, sabes quien maté?
Aquél soldado enemigo
Era mi amigo José
Compañero de la escuela
Con quien tanto yo jugué
De soldados y trincheras
Hoy el fuego era verdad
Y mi amigo ya se entierra
Madre, yo quiero morir
Estoy harto de esta guerra
Y si vuelvo a escribir
Talvez lo haga del cielo
Donde encontraré a José
Y jugaremos de nuevo
Madre, sabes quien maté?
Aquél soldado enemigo
Era mi amigo José
Compañero de la escuela
Con quien tanto yo jugué
De soldados y trincheras
Madre, sabes quien maté?
Aquél soldado enemigo
Era mi amigo José
*****************
Nunca fui soldado, nunca combati. Mas por certo que se pode ser soldado e até matar, as forças militares e paramilitares também têm a sua razão de ser e existir. É que por muito que ansiemos por um Mundo ideal, sem guerras nem ódio nem violência, ainda não estamos lá e quem sabe se alguma vez chegaremos a esse paraíso na Terra... I hope so and I pray so!
Sim, que se torne verdade a belíssima profecia de Isaías, e muito em breve, se possível... que há-de ser possível!!!
E o Senhor julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em relhas de arado, e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra.
Will the future hold such a wonderful vision of perfect peace and bliss?!
Yes, it will!... when our hearts become still...
Rui leprechaun
(...and Love is all we feel!
)
Rics Escreveu:Inquestionavelmente, uma das fundações que mais tem feito é esta (quer a nível do combate à pobreza, quer a nível de investigação na procura de curas para as piores doenças):
http://www.gatesfoundation.org/GlobalDevelopment/
Curiosamente patrocinada pelo homem mais rico do mundo. Mais curioso ainda, o segundo homem mais rico do mundo anunciou recentemente que doaria praticamente toda a sua fortuna para essa mesma fundação:
http://money.cnn.com/2006/06/25/magazin ... /index.htm
Na minha mensagem anterior, ainda pensei referir o exemplo de Bill Gates, que sempre apreciei muitíssimo como ser humano empreendedor e visionário, e mais ainda agora que resolveu dedicar-se a um projecto talvez até mais importante do que o da sua empresa que revolucionou o modo como comunicamos hoje em dia.
Mas para quê pensar em termos de americano ou português... judeu ou islâmico... preto ou branco... e até homem ou mulher... se somos, afinal, o mesmo Ser Humano em qualquer recanto do planeta?!
Estava agora a recordar-me desta balada pungente do 1º álbum de Mafalda Veiga, um hino e um apelo também à nossa comum Humanidade...
Balada De Un Soldado
Madre, anoche en las trincheras
Entre el fuego y la metralla
Vi un enemigo correr
La noche estaba cerada,
La apunté con mi fusil
Y al tiempo que disparaba
Una luz iluminó
El rostro que yo mataba
Clavó su mirada en mi
Con sus ojos ya vacios
Madre, sabes quien maté?
Aquél soldado enemigo
Era mi amigo José
Compañero de la escuela
Con quien tanto yo jugué
De soldados y trincheras
Hoy el fuego era verdad
Y mi amigo ya se entierra
Madre, yo quiero morir
Estoy harto de esta guerra
Y si vuelvo a escribir
Talvez lo haga del cielo
Donde encontraré a José
Y jugaremos de nuevo
Madre, sabes quien maté?
Aquél soldado enemigo
Era mi amigo José
Compañero de la escuela
Con quien tanto yo jugué
De soldados y trincheras
Madre, sabes quien maté?
Aquél soldado enemigo
Era mi amigo José
*****************
Nunca fui soldado, nunca combati. Mas por certo que se pode ser soldado e até matar, as forças militares e paramilitares também têm a sua razão de ser e existir. É que por muito que ansiemos por um Mundo ideal, sem guerras nem ódio nem violência, ainda não estamos lá e quem sabe se alguma vez chegaremos a esse paraíso na Terra... I hope so and I pray so!
Sim, que se torne verdade a belíssima profecia de Isaías, e muito em breve, se possível... que há-de ser possível!!!
E o Senhor julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em relhas de arado, e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra.
Will the future hold such a wonderful vision of perfect peace and bliss?!
Yes, it will!... when our hearts become still...
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Já agora, ainda a respeito de África, de facto é muito bonito teclarmos uns textos bontos no conforto do nosso lar ou escritório. Mas mais bonito ainda seria fazer de facto algo...
Inquestionavelmente, uma das fundações que mais tem feito é esta (quer a nível do combate à pobreza, quer a nível de investigação na procura de curas para as piores doenças):
http://www.gatesfoundation.org/GlobalDevelopment/
Curiosamente patrocinada pelo homem mais rico do mundo. Mais curioso ainda, o segundo homem mais rico do mundo anunciou recentemente que doaria praticamente toda a sua fortuna para essa mesma fundação:
http://money.cnn.com/2006/06/25/magazin ... /index.htm
O estranho disto tudo é que esses dois gajos até são Americanos...
Inquestionavelmente, uma das fundações que mais tem feito é esta (quer a nível do combate à pobreza, quer a nível de investigação na procura de curas para as piores doenças):
http://www.gatesfoundation.org/GlobalDevelopment/
Curiosamente patrocinada pelo homem mais rico do mundo. Mais curioso ainda, o segundo homem mais rico do mundo anunciou recentemente que doaria praticamente toda a sua fortuna para essa mesma fundação:
http://money.cnn.com/2006/06/25/magazin ... /index.htm
O estranho disto tudo é que esses dois gajos até são Americanos...
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Os implacáveis números... somos nós os energúmenos!!!
Ulisses Pereira Escreveu:Porque não tenhas dúvida que se morrer algum familiar teu isso será muito mais dramático para ti do que se morrerem milhares de pessoas.
Isso é certo, ó Ulisses...
...pelo menos no "curto prazo"... so to speak!
Mas se considerarmos que TODO o género humano é, no fundo, uma família, o simples facto de saber que a FOME - e é que não me calo com ela!!! - provoca 8 (OITO!) "11 de Setembro" a cada dia que passa, ou 3 MIL todos os anos
É uma realidade brutal e totalmente inumana que eu não posso deitar p'ra trás das costas, só porque nunca a vivi ou até mal posso crer que essa contínua tragédia possa existir!!!
Deveras, confesso que nem consigo acreditar nestes números, de tão inacreditavelmente absurdos e horrorosos eles me soam. Mas é isso mesmo que vejo escrito repetidamente em diversas consultas feitas sobre este tema, logo, talvez seja mesmo esta a inenarrável evidência:
According to the Food and Agriculture Organization of the United Nations, more than 25,000 people die of starvation every day, and more than 800 million people are chronically undernourished. On average, every five seconds a child dies from starvation.
De acordo com os números oficiais, 2997 pessoas perderam a vida no ataque terrorista às Torres Gémeas. Mas tens razão, a morte de um único Ser que amamos, porque intimamente o conhecemos, pesa muitíssimo mais do que todos esses milhares ou milhões de mortos incógnitos que nunca soubemos quem foram ou cujo rosto e olhar jamais contemplámos.
A minha intervenção neste tema, a propósito de uma justa observação do DOW, não tem de modo algum o propósito de diminuir esse horror que está bem presente na nossa memória e que merece justamente ser recordado. Mas será que podemos deveras honrar aqueles que assim partiram, provocando um morticínio ainda maior e continuando a esquecer, deliberadamente, que é possível salvar incontáveis vidas humanas... ou sub-humanas!... apenas com alguns tostões... spare change!... desviando-os da "cultura da morte" para o "louvor da vida"?!
Não creio que o sangue dos mortos jamais clame vingança, mas sim misericórdia e perdão. Porque, pelo menos segundo aquilo em que acredito, é nesse Reino de Amor e compaixão que eles agora estão. E se não nos deixarmos cegar pelos meros objectivos mediáticos de curto prazo - ainda que igualmente legítimos, é certo - temos a obrigação moral inalienável de exigir que a "guerra contra o terrorismo" não se fique apenas pelas acções repressivas e bélicas, mas vá muito mais além até às raízes sociais e humanas que alimentam também os fanatismos que não compreendemos, já que, felizmente, é no mundo da abundância que vivemos...
Sim, Ulisses, há de facto motivo para nos sentirmos mal. Porque o nosso silêncio é conivente nesta tragédia impensável e já não temos sequer a desculpa de que não sabíamos, nunca vimos, nunca lemos... e nada podemos fazer, afinal...
Mas podemos, e SEMPRE poderemos!!! É certo que esta civilização muito terá de mudar para que uma nova consciência humana se desenvolva e abarque todo o planeta, sem excepção. Mas eu creio firmemente que uma tal mudança começa com cada um de nós, individualmente, e não com transformações sociais exteriores ou colectivismos impostos, vide o fracasso estrondoso dos modelos comunistas e até socialistas, pese embora o humanismo e a justiça dos ideais que animaram essas revoluções ainda contemporâneas.
At least... at least!... we can pray! Eu acredito no poder da meditação silenciosa, não apenas como transformadora da nossa realidade interior, mas mesmo potenciadora de uma mudança exterior efectiva, ainda que lenta e gradual, num mundo que desejamos muito mais equilibrado e melhor. Obviamente, temos também o dever de ir além das palavras e da oração, e ajudar activamente as organizações que procuram minorar o sofrimento anónimo desses milhões de seres que ignoramos. Melhor ainda, talvez tenhamos inclusive a possibilidade de fazer algum serviço voluntário em prol dos deserdados, restituindo-lhes parte dessa herança comum da qual nos apossámos em demasia.
OK... não vou prosseguir, já que deveras esta reflexão severa podia prolongar-se indefinidamente. Gostava apenas de terminar com a mesma reflexão que deixei acima: se algum dia já perdemos alguém que muito amámos - and surely we all did! - o melhor que podemos fazer para honrar e manter eternamente a chama desse amor é abrirmo-nos totalmente ao apelo sincero e à necessidade do outro, já que o Amor apenas e sempre clama mais e mais Amor, somente perdão e reconciliação, jamais vingança!!!
E quando os líderes que também elegemos - logo, somos responsáveis por eles! - compreenderem por fim que é essa a via da concórdia e da Paz e da Justiça, então teremos o tal Paraíso que pode vir... ou não vir!... cause it all depends on us!!!
So... what do we wish for?! Is it Death... is it Life... can I look into my Brother's eyes without hate and strife?!
I can... I surely can!... hail to every Living Soul... Children, Women and Men!!!
Still, everyday is September 11...
Rui Vaz da Fonseca
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Pois é, os Americanos são os papões deste novo século...
Antes deles, o mundo era perfeito:
http://www.scaruffi.com/politics/massacre.html
E ainda tiveram a lata de, em meados do século passado, terem contribuido biliões para a recontrução Europeia, através do plano Marshall e muitos outros biliões de investimento em defesa de Europa Ocidental perante a ameaça do avanço da ideologia comunista (que a história viria a revelar um enorme fracasso). Enquanto eles investiam biliões na nossa segurança, nós aproveitavamos o excendente para contruir uma "Europa Social" com regalias como 30 dias de férias, ensino grátis, saúde grátis, etc. Lá na terra desses papões não há nada disso: férias são duas semanitas, saúde e educação só para quem paga.
Já agora, e a propósito de criancinhas inocentes:
http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1270070
Antes deles, o mundo era perfeito:
http://www.scaruffi.com/politics/massacre.html
E ainda tiveram a lata de, em meados do século passado, terem contribuido biliões para a recontrução Europeia, através do plano Marshall e muitos outros biliões de investimento em defesa de Europa Ocidental perante a ameaça do avanço da ideologia comunista (que a história viria a revelar um enorme fracasso). Enquanto eles investiam biliões na nossa segurança, nós aproveitavamos o excendente para contruir uma "Europa Social" com regalias como 30 dias de férias, ensino grátis, saúde grátis, etc. Lá na terra desses papões não há nada disso: férias são duas semanitas, saúde e educação só para quem paga.
Já agora, e a propósito de criancinhas inocentes:
http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1270070
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Colega
Agora veja a seguinte história...
(não sei se é veridica, mas pode ser...)
Uma bela manhã, uma criança é acordada pelo beijo da mãe. Sai da camita, veste-se, toma o pequeno almoço ao colo do pai e vai sorrindo para o carro com os pais orgulhosos. (tal como aconteçe com os nossos filhos, todos os dias)
O Pai deixa a mãe no emprego e leva a criança ao infantário, onde a deixa com um beijo e uma recomendação de "porta-te bem, o pai quando sair do escritório vem-te buscar" (tal como fazemos com as nossas todos os dias)
De repente, no infantário as educadoras choram, abraçam muito esta criança e afastam-na da televisão. Ela não percebe nada e pergunta o que se passa. Pouco depois chega a mãe também em lagrimas e leva-a para casa, onde em frente da TV a criança vê dois grandes edificios em chamas e pergunta á mãe "não é ali o serviço do pai?"
Os edificios, primeiro um, depois outro, caem.
O pai nunca voltou para casa.
A criança, durante anos, continua a ver na TV o embate dos aviões e a queda dos edificios que lhe tiraram o pai. E não percebe porquê. O pai era corretor, agente de seguros, administrativo, empregado de limpeza, segurança, sei lá. Um emprego como os nossos. Não era militar, não era senador, não era presidente da republica. A criança continua sem perceber porque o pai foi morto..e eu também não. A unica explicação é MALDADE.
Esta terá sido uma das crianças felizes que não tinham o pai E a mãe dentro do edificio.
É esta mais feliz do que a da sua história?
É mais culpada?
Porquê, porque é americana? Se calhar, nem isso.
È tão triste uma história como a outra, na minha opinião. Tanto uma como outra deviam ser apenas ficção, mas infelizmente, são a mais cruel das realidades.
Agora veja a seguinte história...
(não sei se é veridica, mas pode ser...)
Uma bela manhã, uma criança é acordada pelo beijo da mãe. Sai da camita, veste-se, toma o pequeno almoço ao colo do pai e vai sorrindo para o carro com os pais orgulhosos. (tal como aconteçe com os nossos filhos, todos os dias)
O Pai deixa a mãe no emprego e leva a criança ao infantário, onde a deixa com um beijo e uma recomendação de "porta-te bem, o pai quando sair do escritório vem-te buscar" (tal como fazemos com as nossas todos os dias)
De repente, no infantário as educadoras choram, abraçam muito esta criança e afastam-na da televisão. Ela não percebe nada e pergunta o que se passa. Pouco depois chega a mãe também em lagrimas e leva-a para casa, onde em frente da TV a criança vê dois grandes edificios em chamas e pergunta á mãe "não é ali o serviço do pai?"
Os edificios, primeiro um, depois outro, caem.
O pai nunca voltou para casa.
A criança, durante anos, continua a ver na TV o embate dos aviões e a queda dos edificios que lhe tiraram o pai. E não percebe porquê. O pai era corretor, agente de seguros, administrativo, empregado de limpeza, segurança, sei lá. Um emprego como os nossos. Não era militar, não era senador, não era presidente da republica. A criança continua sem perceber porque o pai foi morto..e eu também não. A unica explicação é MALDADE.
Esta terá sido uma das crianças felizes que não tinham o pai E a mãe dentro do edificio.
É esta mais feliz do que a da sua história?
É mais culpada?
Porquê, porque é americana? Se calhar, nem isso.
È tão triste uma história como a outra, na minha opinião. Tanto uma como outra deviam ser apenas ficção, mas infelizmente, são a mais cruel das realidades.
Esta é a vantagem da ambição:
Podes não chegar á Lua
Mas tiraste os pés do chão...
Podes não chegar á Lua
Mas tiraste os pés do chão...
Apenas uma história...
A história é veridica.
Num certo local do mundo, uma criança vivia os seus dias com a alegria típica de quem não vê a maldade que a rodeia. Brinca com os amigos, é feliz, sente-se a criança mais importante do mundo pois vê os pais sorrirem sempre que olha para eles, e sente o orgulho estampado na cara dos pais. É pobre, mas é feliz.
Um dia descobrem que no seu país existe em abundancia uma matéria prima que dizem ser muito valiosa. A criança não consegue perceber o valor desse material, para ela valioso é poder beber quando tem sede, comer quando tem fome, sentir os carinhos dos pais quando está carente, ser tratada quando algo lhe doi, aconchegar-se a um cobertor quando tem frio, brincar com os amigos quando quer... Subitamente começa a ver que o mundo que a rodeia está em mudança e isso não lhe agrada. Nunca soube o que era uma guerra nem tão pouco uma arma, mas aos poucos começa a ver cada vez mais homens feios com grandes armas ao ombro. Olha para os seus pais e vê que o brilho e orgulho que sentia nos seus olhares desapareceu, fica triste.
Nos dias seguintes ouve dizer os mais velhos que é tudo por causa do dinheiro, que o país é pequeno e os grandes querem controla-lo. Ouve dizer que está iminente uma guerra e não sabe o que isso é. Os amigos já não veem para a rua brincar e ela vai ficando cada vez mais triste.
Alguns dias depois pergunta a sua mãe e pai porque já não lhe dão comer e àgua suficiente para lhe tirar a fome, porque razão está com dores e não a medicam, porque teem aquele aspecto trite e preocupado e diz " desculpem se fiz alguma coisa de errado, prometo que me vou comportar bem!".
Não tardou muito até que começou a ouvir grandes estrondos, maiores que aqueles que ouvia vindos do ceu em noites de tempestade. Seus pais pegaram nela e deichando tudo para tráz meteram-se ao caminho, fugindo desses sons que pareciam vir do inferno. Então deichou de dormir, passou a ter frio, não tinha roupa para mudar quando a dela estava molhada, comia coisas horriveis mas comia porque não aguentava mais a fome, bebia agua castanha porque não aguentava mais a sede. Todas as pessoas que a rodeavam tinham um ar cansado e triste, à noite tinha como tecto as estrelas e como musica de embalar os gemidos dos seus vizinhos que os acompanhavam naquela viagem sem destino.
Finalmente percebeu que estavam a fugir, só não percebia o porquê até que numa noite apareceram os tais homens feios de arma ao ombro. Viu a sua mae a ser arrastada pelo chao e a gritar, o seu pai prezo e de olhos vendados. Viu a sua mae ser violada por vários homens feios mesmo na sua frente. Viu o seu pai levar um tiro e cair no chão. Abraçou-se a ele e tentou acordá-lo, mas ele não lhe respondia, tinha-a deichado. Ela não sabe o que fez, mas deve ter sido muito mau pois seus pais tinham-na abandonado.......
Agora imaginem....
... Que esse país é Portugal e a criança é vossa filha....
Sejam lá de onde forem, norte, sul, ocidente, oriente... as vitimas da guerra/fome/interesses económicos ou estratégicos, chamem-lhe o que quiserem, são pessoas como qualquer um de nós. Nós somos responsáveis por estas histórias que se passam todos os dias por esse mundo fora. Se há um país que encabeça a grande lista de responsáveis é os EUA. Eles poem e dispoem consuante os seus interesses, nós somos cumplices enquanto não fizer-mos nada para os travar!!!
Num certo local do mundo, uma criança vivia os seus dias com a alegria típica de quem não vê a maldade que a rodeia. Brinca com os amigos, é feliz, sente-se a criança mais importante do mundo pois vê os pais sorrirem sempre que olha para eles, e sente o orgulho estampado na cara dos pais. É pobre, mas é feliz.
Um dia descobrem que no seu país existe em abundancia uma matéria prima que dizem ser muito valiosa. A criança não consegue perceber o valor desse material, para ela valioso é poder beber quando tem sede, comer quando tem fome, sentir os carinhos dos pais quando está carente, ser tratada quando algo lhe doi, aconchegar-se a um cobertor quando tem frio, brincar com os amigos quando quer... Subitamente começa a ver que o mundo que a rodeia está em mudança e isso não lhe agrada. Nunca soube o que era uma guerra nem tão pouco uma arma, mas aos poucos começa a ver cada vez mais homens feios com grandes armas ao ombro. Olha para os seus pais e vê que o brilho e orgulho que sentia nos seus olhares desapareceu, fica triste.
Nos dias seguintes ouve dizer os mais velhos que é tudo por causa do dinheiro, que o país é pequeno e os grandes querem controla-lo. Ouve dizer que está iminente uma guerra e não sabe o que isso é. Os amigos já não veem para a rua brincar e ela vai ficando cada vez mais triste.
Alguns dias depois pergunta a sua mãe e pai porque já não lhe dão comer e àgua suficiente para lhe tirar a fome, porque razão está com dores e não a medicam, porque teem aquele aspecto trite e preocupado e diz " desculpem se fiz alguma coisa de errado, prometo que me vou comportar bem!".
Não tardou muito até que começou a ouvir grandes estrondos, maiores que aqueles que ouvia vindos do ceu em noites de tempestade. Seus pais pegaram nela e deichando tudo para tráz meteram-se ao caminho, fugindo desses sons que pareciam vir do inferno. Então deichou de dormir, passou a ter frio, não tinha roupa para mudar quando a dela estava molhada, comia coisas horriveis mas comia porque não aguentava mais a fome, bebia agua castanha porque não aguentava mais a sede. Todas as pessoas que a rodeavam tinham um ar cansado e triste, à noite tinha como tecto as estrelas e como musica de embalar os gemidos dos seus vizinhos que os acompanhavam naquela viagem sem destino.
Finalmente percebeu que estavam a fugir, só não percebia o porquê até que numa noite apareceram os tais homens feios de arma ao ombro. Viu a sua mae a ser arrastada pelo chao e a gritar, o seu pai prezo e de olhos vendados. Viu a sua mae ser violada por vários homens feios mesmo na sua frente. Viu o seu pai levar um tiro e cair no chão. Abraçou-se a ele e tentou acordá-lo, mas ele não lhe respondia, tinha-a deichado. Ela não sabe o que fez, mas deve ter sido muito mau pois seus pais tinham-na abandonado.......
Agora imaginem....
... Que esse país é Portugal e a criança é vossa filha....
Sejam lá de onde forem, norte, sul, ocidente, oriente... as vitimas da guerra/fome/interesses económicos ou estratégicos, chamem-lhe o que quiserem, são pessoas como qualquer um de nós. Nós somos responsáveis por estas histórias que se passam todos os dias por esse mundo fora. Se há um país que encabeça a grande lista de responsáveis é os EUA. Eles poem e dispoem consuante os seus interesses, nós somos cumplices enquanto não fizer-mos nada para os travar!!!
de http://blog.luispedro.org/:
"Um leitor do Andrew Sullivan:
I was on London’s Oxford Street this lunchtime. Coming out of the tube station was a group of men, maybe half a dozen in total, carrying placards that proclaimed “9/11 was an inside job!” and things of that nature.
My initial reaction was mild annoyance, but then I thought about the possiblity of men walking down the busiest shopping street of Riyadh, Tehran or Saddam-era Baghdad accusing their governments of such massive atrocities.
There will be many tributes this day, and rightly so. But the fact that a group of people are allowed to walk down a London street saying the most hateful and offensive things, without violent reaction by the people, without imprisonment by the state, speaks volumes of the moral superiority of Western values over the barabarity of Islamism."
"Um leitor do Andrew Sullivan:
I was on London’s Oxford Street this lunchtime. Coming out of the tube station was a group of men, maybe half a dozen in total, carrying placards that proclaimed “9/11 was an inside job!” and things of that nature.
My initial reaction was mild annoyance, but then I thought about the possiblity of men walking down the busiest shopping street of Riyadh, Tehran or Saddam-era Baghdad accusing their governments of such massive atrocities.
There will be many tributes this day, and rightly so. But the fact that a group of people are allowed to walk down a London street saying the most hateful and offensive things, without violent reaction by the people, without imprisonment by the state, speaks volumes of the moral superiority of Western values over the barabarity of Islamism."
Free Minds and Free Markets
... forecasting exchange rates has a success rate no better than that of forecasting the outcome of a coin toss - Alan Greenspan (2004)
Ulisses Pereira Escreveu:Artista, daqui a bocado até me estou a sentir mal por lamentar os 3 mil mortos do 11 de Setembro, ou por lá ter perdido um amigo.
Se é essa a mensagem que estão a "ler" naquilo que escrevo, talvez me tenha explicado mal... Sinto muito e com toda a certeza sentiria ainda mais se tivesse perdido alguém nessa tragédia!!!
Apenas acho que não nos devemos esquecer que aquela não é a única nem a pior das tragédias que infelizmente este mundo tem...
Compreendo que um tópico em que se pretende prestar homenagem às vítimas do 11 de Setembro talvez não seja o mais indicado para falar da fome em África ou em outros problemas do mundo...
Por isso não vou intervir mais neste tópico, termino prestando a minha homenagem ás vítimas do 11 de Setembro e aos seus familiares...
um abraço
Re: a diferença no meu ponto de vista é
BonVivant Escreveu:tão simples quanto isto:
Actos terroristas são "acções premeditadas"...
A fome, a miséria ...desde que exista "boa vontade" pode ser minimizada quando não ultrapassada !!!
Bem hajam
Essa dita "boa vontade" é muito complicada de definir, atribuir, prever e justificar...
De simpáticas e simples palavras estamos nós e o mundo cheio, agora sobre acção e factos é quando tudo se complica, não há "boa vontade" que subsista.
A razão parece-me simples, é que não vamos lá com toda a "boa vontade" do mundo.
Surfer
a diferença no meu ponto de vista é
tão simples quanto isto:
Actos terroristas são "acções premeditadas"...
A fome, a miséria ...desde que exista "boa vontade" pode ser minimizada quando não ultrapassada !!!
Bem hajam
Actos terroristas são "acções premeditadas"...
A fome, a miséria ...desde que exista "boa vontade" pode ser minimizada quando não ultrapassada !!!
Bem hajam
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artista Escreveu:nunofaustino Escreveu:É essa a diferença entre o efeito "11 de Setembro" e a morte em África que dificilmente poderá acontecer a um de nós.
Sem dúvida, a grande questão é essa, o ser humano é muito egoista...
naa...o ser humano é um animal (racional)
quando a sua sobrevivência não está em risco e sua subsistência garantida pode-se dar ao luxo de não ser egoista e olhar pelos outros, quando estes valores estão em risco os seus instintos básicos (animais) tomam a primazia
Artista, daqui a bocado até me estou a sentir mal por lamentar os 3 mil mortos do 11 de Setembro, ou por lá ter perdido um amigo.
Eu respeito que outros fiquem chocados e tristes com outras mortes, outros incidentes e outros dramas. Agora peço que também respeitem se há outros dramas que me chocam.
Porque não tenhas dúvida que se morrer algum familiar teu isso será muito mais dramático para ti do que se morrerem milhares de pessoas.
Um abraço,
Ulisses
Eu respeito que outros fiquem chocados e tristes com outras mortes, outros incidentes e outros dramas. Agora peço que também respeitem se há outros dramas que me chocam.
Porque não tenhas dúvida que se morrer algum familiar teu isso será muito mais dramático para ti do que se morrerem milhares de pessoas.
Um abraço,
Ulisses
A partir do dia 11 de Setembro (e também do 11 de Março em Espanha) todas as pessoas no mundo ocidental ficaram com a noção que a qualquer momento podiam ser vítimas de um ataque terrorista.
Que qualquer um de nós poderia estar no WTC de visita naquela manhã, que poderia ter estado no combio em Madrid ou no metro em Londres.
É essa a diferença entre o efeito "11 de Setembro" e a morte em África que dificilmente poderá acontecer a um de nós.
Um abraço
Nuno
Que qualquer um de nós poderia estar no WTC de visita naquela manhã, que poderia ter estado no combio em Madrid ou no metro em Londres.
É essa a diferença entre o efeito "11 de Setembro" e a morte em África que dificilmente poderá acontecer a um de nós.
Um abraço
Nuno
Pluricanal... não obrigado. Serviço péssimo e enganador!!!
Re: Talvez não maldade, mas total inconsciência...
leprechaun Escreveu:Raramente neste fórum discuto questões que não tenham directamente a ver com o propósito para que ele foi criado, a saber, os mercados financeiros e tudo o que gira à sua volta.
E, é verdade, os acontecimentos do 11 de Setembro, bem como as suas consequências e a transformação que trouxeram ao mundo, tiveram e têm ainda uma influência marcante no nosso modo de vida, com óbvios reflexos na economia e, por consequência, também nas Bolsas. Logo, é perfeitamente natural e lícito que o recordemos aqui e até nem em "off topic".
Aliás, na previsão apenas parcialmente correcta que escrevi ontem à noite, eu salientei inclusive o carácter psicológico desta data para assim sustentar uma possível subida dos mercados que, no final, até acabou por se dar, embora com uma expressão muito mitigada.
Para mim, que partilho daquilo a que se chama o "pensamento holístico" ou ainda global ou sincrético, é difícil compartimentar os vários acontecimentos em divisórias estanques, já que há mesmo tantas relações de causalidade ou até simples semelhança que podemos estabelecer entre tantas e tão diversas coisas...
Noutros fóruns generalistas, onde ocasionalmente participo, é-me mais fácil discorrer sobre estes temas, os quais podem inclusive provocar uma natural comoção e até réplicas mais inflamadas, quiçá indignadas ou mesmo pouco educadas. Bem, embora seja sempre desejável manter um nível mínimo de urbanidade e respeito, as simples palavras não me chocam por aí além, mesmo que o provérbio árabe diga que elas podem ferir mais do que golpes de espada. Talvez sim, mas por certo não as de meros desconhecidos, veiculadas nestes espaços onde até mal nos conhecemos.
Quem me conhece, sabe que partilho, já desde a tenra adolescência, do ideal de vida ligado às doutrinas e filosofias do antigo Oriente, em especial a serena equanimidade proclamada pelo Budismo, com a maravilhosa via da "não-violência" ou ahimsa, uma arma poderosíssima só ao alcance dos espíritos verdadeiramente iluminados, como Ghandi ou Madre Teresa ou Francisco de Assis, para citar 3 exemplos marcantes e universais.
Num dos livros do actual Dalai-Lama li que o maior pecado que podemos cometer é magoar voluntária e conscientemente alguém. Cristo e Buda estão em sintonia neste aspecto, já que ambos formularam a belíssima regra de ouro que tantas vezes esquecemos:
"Não faças ao outro aquilo que não gostarias que ele te fizesse!" ou, na formulação positiva, "Trata os outros como gostarias também de ser tratado!"
E é esta talvez a nossa meia desculpa, porque somos inconscientes, a maior parte das vezes, do mal que causamos involuntariamente ao nosso próximo, o nosso irmão de quem devemos também cuidar, como esse bom samaritano louvado na parábola dos Evangelhos.
Sim, o 11 de Setembro foi um acto de ódio, infelizmente igual a tantos outros a que dia após dia assistimos nas mais diversas e atrozes circunstâncias. E quero crer que nenhum de nós jamais pensaria tirar a vida ao seu semelhante, por muito até que abominasse as suas ideias ou o seu modo de vida ou o que quer que fosse. Porque o "não matar" é um imperativo moral universal, uma lei ética que todos reconhecem. Talvez com algumas excepções, como a legítima defesa ou até a luta pela sobrevivência, por exemplo num cenário de guerra ou em condições atrozes. Como a fome, não o jejum ou a "larica", mas a pura e atroz experiência da mais absoluta FOME que leva até a devorar qualquer coisa... anything!... incluindo obviamente o canibalismo.
Há vários exemplos históricos, e mesmo no século XX, como o espantoso crime na União Soviética de Estaline e que ficou conhecido pelo infame nome de Holodomor, um morticínio que nada fica a dever ao Holocausto do povo judeu, uma década depois.
Deveras, mais recentemente ainda, deu brado e causou enorme polémica o caso da norte-americana Terri Schiavo, legalmente assassinada pela retirada do tubo naso-gástrico através do qual era alimentada, desde que ficou inconsciente após um acidente vascular, na juventude. E, contudo, mesmo num estado vegetativo, vulgo "coma", o cérebro pode reagir a estímulos sensorais e mesmo ordens verbais, provando-se deste modo que a pessoa permanece consciente de si e do ambiente que a rodeia, não podendo apenas comunicar verbalmente ou de um modo perceptível com os outros, como aliás sucede nos casos de autismo profundo. Deveras, casos destes são por vezes relatados no Oriente, com ascetas em estados de meditação profunda que podem durar vários meses, necessitando de serem alimentados "à força", como os pobres gansos para a engorda. Infelizmente, os pais de Terri não puderam evitar este crime "legal"... à fome!... já que não se tratou de mera eutanásia, mas de uma agonia que durou 2 longuíssimas semanas.
Na Grécia e Roma antigas, e mesmo na Idade Média, há também registos de condenações à morte por "inanição", ou seja, uma greve da fome imposta à força. Os infelizes condenados devoravam qualquer coisa, como a madeira das camas ou a própria roupa... anyting at all!
Logo, é esta a nossa "humanidade"... que mais dizer?! Temos a desculpa da ignorância, talvez, não estamos a cometer um crime voluntário e consciente, mas somos coniventes, sim. Porque, deveras, o Génesis está certo quando diz que também somos o "guardião" do nosso irmão.
Já agora, e para terminar esta longa dissertação, eu pensava hoje à tarde como talvez fosse muitíssimo mais eficaz na tal "luta contra o terrorismo", se uma percentagem até diminuta dos escandalosos e gigantescos orçamentos com a defesa - ou seja, com novas e mais sofisticadas formas de destruir e matar - fosse encaminhado para os programas de ajuda humanitária, mormente a erradicação do flagelo da fome, uma vergonha e um terrível libelo acusatório contra TODO o género Humano!
Talvez apenas 1% ou 2% desses incontáveis biliões e biliões chegassem, eu sei lá, e mesmos os tais "terroristas" não ficariam insensíveis a um gesto sincero dos governos ocidentais se, de facto, ele existisse. Mas não existe, ou continua a ser insuficiente e demasiado escasso. Deveras, só muito recentemente se tem feito algum esforço sério em prol do "comércio justo", face aos deserdados do 3º Mundo, que não podem de facto competir numa desequilibradíssima economia de mercado na qual eles não têm parte.
Logo, 11 de Setembro ou 11 de Março para nós, mas cada dia do calendário para... pasme-se!... 800 MILHÕES de seres humanos, um sétimo da humanidade!!!
E aqui estou eu, de barriga cheia e frigorífico bem atestado, feliz da vida e sem nunca ter experimentado esse impensável facto de não ter NADA para comer! Bem, e a única caridade que pratico é a de alimentar os lazarentos cães e gatos vadios e abandonados que vagueiam de noite pelas ruas e jardins. Ou desfazer em migalhas algum pão que sobre, junto às árvores onde a passarada feliz se vai alimentar.
Porque, felizmente, quero crer que em Portugal já não se morre de fome, mesmo nesta terra há uma cantina social, vulgo "sopa dos pobres", e até nos bancos dos parques e jardins se vêem sacos com merendas por comer, logo mesmo um pobre envergonhado teria com que matar a fome.
Que ainda mata 11000 - ONZE MIL! - crianças por dia, segundo aquilo que leio e não quero acreditar. Deve ser exagero, espero, talvez estes números estejam desactualizados e haja aí um zero a mais, sei lá! Mas ainda que todos os zeros desaparecessem, 11 ainda seria horrivelmente muito. Lentamente, lentamente... Não sei quantos minutos... ou talvez mesmo só segundos!... levaram a perecer os judeus gaseados em Auschwitz e nos outros campos de morte. Mas já li relatos indizíveis do espantoso sofrimento e total desumanização que é perecer de fome... FOME, repito, FOME!!!
E não concebo, não consigo deveras imaginar padecimento mais cruel e desumano. Creio que nem há mesmo Holocaustos e Hiroshimas e Inquisições que se possam comparar ao facto de TODOS NÓS, a orgulhosa Raça Humana, deixar ou se alhear do facto de que deixamos perecer milhares de seres... homens, mulheres, velhos, crianças!... todos os dias, à simples míngua de uma côdea de pão ou uma gota de água. Já para não falar da falta de um sorriso ou um olhar ou uma só palavra, mesmo numa linguagem desconhecida, já que o total abandono e alheamento também matam...
So... who is the killer... really?! Where is the true terror, when we turn our back on such a vivid horror... how cruel is starvation?!
On average, every five seconds a child dies from starvation.
Every five seconds... every five seconds... every five seconds!!! 12 num SÓ minuto!!!!!!!!
So we don't really think about it and we don't give a damn... do we?! Olha, que culpa temos?! Eu até nem sei de nada, só agora li...
E morrer alguém de fome?! Impossível! Nunca vi!!!
Uivam os pobres cães, neste momento. Outro pobre destino lazarento...
E morrem quantos mais ao frio, ao sol, ao vento... inteiramente sós, sem pão nem um lamento?...
12 de Setembro de 2006
Rui Vaz da Fonseca
Um dia destes ainda vamos assistir a humanidade toda apontar o dedo em direcção ao "Céu"... Sim, porque um dia também O todo poderoso será o culpado.
Afinal de contas, demagogia á parte... De quem é a culpa?!
Surfer
Talvez não maldade, mas total inconsciência...
scpnuno Escreveu:A fome, onde existe (e em Portugal também existe) não é consequência de um acto de maldade. Talvez haja culpados e de certeza que poderia haver soluções. Mas não tem nada a ver com o 11 de Setembro.
Raramente neste fórum discuto questões que não tenham directamente a ver com o propósito para que ele foi criado, a saber, os mercados financeiros e tudo o que gira à sua volta.
E, é verdade, os acontecimentos do 11 de Setembro, bem como as suas consequências e a transformação que trouxeram ao mundo, tiveram e têm ainda uma influência marcante no nosso modo de vida, com óbvios reflexos na economia e, por consequência, também nas Bolsas. Logo, é perfeitamente natural e lícito que o recordemos aqui e até nem em "off topic".
Aliás, na previsão apenas parcialmente correcta que escrevi ontem à noite, eu salientei inclusive o carácter psicológico desta data para assim sustentar uma possível subida dos mercados que, no final, até acabou por se dar, embora com uma expressão muito mitigada.
Para mim, que partilho daquilo a que se chama o "pensamento holístico" ou ainda global ou sincrético, é difícil compartimentar os vários acontecimentos em divisórias estanques, já que há mesmo tantas relações de causalidade ou até simples semelhança que podemos estabelecer entre tantas e tão diversas coisas...
Noutros fóruns generalistas, onde ocasionalmente participo, é-me mais fácil discorrer sobre estes temas, os quais podem inclusive provocar uma natural comoção e até réplicas mais inflamadas, quiçá indignadas ou mesmo pouco educadas. Bem, embora seja sempre desejável manter um nível mínimo de urbanidade e respeito, as simples palavras não me chocam por aí além, mesmo que o provérbio árabe diga que elas podem ferir mais do que golpes de espada. Talvez sim, mas por certo não as de meros desconhecidos, veiculadas nestes espaços onde até mal nos conhecemos.
Quem me conhece, sabe que partilho, já desde a tenra adolescência, do ideal de vida ligado às doutrinas e filosofias do antigo Oriente, em especial a serena equanimidade proclamada pelo Budismo, com a maravilhosa via da "não-violência" ou ahimsa, uma arma poderosíssima só ao alcance dos espíritos verdadeiramente iluminados, como Ghandi ou Madre Teresa ou Francisco de Assis, para citar 3 exemplos marcantes e universais.
Num dos livros do actual Dalai-Lama li que o maior pecado que podemos cometer é magoar voluntária e conscientemente alguém. Cristo e Buda estão em sintonia neste aspecto, já que ambos formularam a belíssima regra de ouro que tantas vezes esquecemos:
"Não faças ao outro aquilo que não gostarias que ele te fizesse!" ou, na formulação positiva, "Trata os outros como gostarias também de ser tratado!"
E é esta talvez a nossa meia desculpa, porque somos inconscientes, a maior parte das vezes, do mal que causamos involuntariamente ao nosso próximo, o nosso irmão de quem devemos também cuidar, como esse bom samaritano louvado na parábola dos Evangelhos.
Sim, o 11 de Setembro foi um acto de ódio, infelizmente igual a tantos outros a que dia após dia assistimos nas mais diversas e atrozes circunstâncias. E quero crer que nenhum de nós jamais pensaria tirar a vida ao seu semelhante, por muito até que abominasse as suas ideias ou o seu modo de vida ou o que quer que fosse. Porque o "não matar" é um imperativo moral universal, uma lei ética que todos reconhecem. Talvez com algumas excepções, como a legítima defesa ou até a luta pela sobrevivência, por exemplo num cenário de guerra ou em condições atrozes. Como a fome, não o jejum ou a "larica", mas a pura e atroz experiência da mais absoluta FOME que leva até a devorar qualquer coisa... anything!... incluindo obviamente o canibalismo.
Há vários exemplos históricos, e mesmo no século XX, como o espantoso crime na União Soviética de Estaline e que ficou conhecido pelo infame nome de Holodomor, um morticínio que nada fica a dever ao Holocausto do povo judeu, uma década depois.
Deveras, mais recentemente ainda, deu brado e causou enorme polémica o caso da norte-americana Terri Schiavo, legalmente assassinada pela retirada do tubo naso-gástrico através do qual era alimentada, desde que ficou inconsciente após um acidente vascular, na juventude. E, contudo, mesmo num estado vegetativo, vulgo "coma", o cérebro pode reagir a estímulos sensorais e mesmo ordens verbais, provando-se deste modo que a pessoa permanece consciente de si e do ambiente que a rodeia, não podendo apenas comunicar verbalmente ou de um modo perceptível com os outros, como aliás sucede nos casos de autismo profundo. Deveras, casos destes são por vezes relatados no Oriente, com ascetas em estados de meditação profunda que podem durar vários meses, necessitando de serem alimentados "à força", como os pobres gansos para a engorda. Infelizmente, os pais de Terri não puderam evitar este crime "legal"... à fome!... já que não se tratou de mera eutanásia, mas de uma agonia que durou 2 longuíssimas semanas.
Na Grécia e Roma antigas, e mesmo na Idade Média, há também registos de condenações à morte por "inanição", ou seja, uma greve da fome imposta à força. Os infelizes condenados devoravam qualquer coisa, como a madeira das camas ou a própria roupa... anyting at all!
Logo, é esta a nossa "humanidade"... que mais dizer?! Temos a desculpa da ignorância, talvez, não estamos a cometer um crime voluntário e consciente, mas somos coniventes, sim. Porque, deveras, o Génesis está certo quando diz que também somos o "guardião" do nosso irmão.
Já agora, e para terminar esta longa dissertação, eu pensava hoje à tarde como talvez fosse muitíssimo mais eficaz na tal "luta contra o terrorismo", se uma percentagem até diminuta dos escandalosos e gigantescos orçamentos com a defesa - ou seja, com novas e mais sofisticadas formas de destruir e matar - fosse encaminhado para os programas de ajuda humanitária, mormente a erradicação do flagelo da fome, uma vergonha e um terrível libelo acusatório contra TODO o género Humano!
Talvez apenas 1% ou 2% desses incontáveis biliões e biliões chegassem, eu sei lá, e mesmos os tais "terroristas" não ficariam insensíveis a um gesto sincero dos governos ocidentais se, de facto, ele existisse. Mas não existe, ou continua a ser insuficiente e demasiado escasso. Deveras, só muito recentemente se tem feito algum esforço sério em prol do "comércio justo", face aos deserdados do 3º Mundo, que não podem de facto competir numa desequilibradíssima economia de mercado na qual eles não têm parte.
Logo, 11 de Setembro ou 11 de Março para nós, mas cada dia do calendário para... pasme-se!... 800 MILHÕES de seres humanos, um sétimo da humanidade!!!
E aqui estou eu, de barriga cheia e frigorífico bem atestado, feliz da vida e sem nunca ter experimentado esse impensável facto de não ter NADA para comer! Bem, e a única caridade que pratico é a de alimentar os lazarentos cães e gatos vadios e abandonados que vagueiam de noite pelas ruas e jardins. Ou desfazer em migalhas algum pão que sobre, junto às árvores onde a passarada feliz se vai alimentar.
Porque, felizmente, quero crer que em Portugal já não se morre de fome, mesmo nesta terra há uma cantina social, vulgo "sopa dos pobres", e até nos bancos dos parques e jardins se vêem sacos com merendas por comer, logo mesmo um pobre envergonhado teria com que matar a fome.
Que ainda mata 11000 - ONZE MIL! - crianças por dia, segundo aquilo que leio e não quero acreditar. Deve ser exagero, espero, talvez estes números estejam desactualizados e haja aí um zero a mais, sei lá! Mas ainda que todos os zeros desaparecessem, 11 ainda seria horrivelmente muito. Lentamente, lentamente... Não sei quantos minutos... ou talvez mesmo só segundos!... levaram a perecer os judeus gaseados em Auschwitz e nos outros campos de morte. Mas já li relatos indizíveis do espantoso sofrimento e total desumanização que é perecer de fome... FOME, repito, FOME!!!
E não concebo, não consigo deveras imaginar padecimento mais cruel e desumano. Creio que nem há mesmo Holocaustos e Hiroshimas e Inquisições que se possam comparar ao facto de TODOS NÓS, a orgulhosa Raça Humana, deixar ou se alhear do facto de que deixamos perecer milhares de seres... homens, mulheres, velhos, crianças!... todos os dias, à simples míngua de uma côdea de pão ou uma gota de água. Já para não falar da falta de um sorriso ou um olhar ou uma só palavra, mesmo numa linguagem desconhecida, já que o total abandono e alheamento também matam...
So... who is the killer... really?! Where is the true terror, when we turn our back on such a vivid horror... how cruel is starvation?!
On average, every five seconds a child dies from starvation.
Every five seconds... every five seconds... every five seconds!!! 12 num SÓ minuto!!!!!!!!
So we don't really think about it and we don't give a damn... do we?! Olha, que culpa temos?! Eu até nem sei de nada, só agora li...
E morrer alguém de fome?! Impossível! Nunca vi!!!
Uivam os pobres cães, neste momento. Outro pobre destino lazarento...
E morrem quantos mais ao frio, ao sol, ao vento... inteiramente sós, sem pão nem um lamento?...
12 de Setembro de 2006
Rui Vaz da Fonseca
- Mensagens: 1769
- Registado: 24/11/2002 14:36
..eu ja sabia
Caro artista,
não sou pro nem contra, limito-me a seguir a minha cabeça e o que muito me custa è ver o "filtro" que muitos usam para falarem dos americanos (aqueles cowboys,energumenos sem historia e outros epitetos), infelizmente parece-me que esses sim vêm sempre os "senhores" como os "maus da fita".
So uma questão,porque será que o irão (com as 2º maiores reservas petroliferas de petroleo e gaz) tem tanta necessidade de energia nuclear?curiosamente aqui na santa europa discute-se o encerramento das ditas centrais!curioso.
Quanto a conquistar o mundo pode ficar descançado que a maioria dos "malucos" dos americanos nem se lembram que o mundo existe (so lhe digo que a CNN "deles" deverá dedicar menos de 10% do seu tempo ao resto do mundo!).
que o resto do mundo esta muito perigoso isso e uma realidade com que todos nos temos que viver (e eles também), por isso referi que se calhar eles já abriram os olhos muito mais cedo que nós, so espero que não seja demasiado tarde quando nos formos obrigados a encarar a realidade.
P.S. quanto ao protocolo de quioto lembro-lhe que para o bem e para o mal o $$$ (money/dolar) e o que faz correr o planeta e infelizmente, neste caso, mexe com os interesses de muitos. Curiosamente um dos melhores documentários sobre essa questão esta a ser patrocionado por um sr. chamado Al Gore, diz-lhe alguma coisa?
não sou pro nem contra, limito-me a seguir a minha cabeça e o que muito me custa è ver o "filtro" que muitos usam para falarem dos americanos (aqueles cowboys,energumenos sem historia e outros epitetos), infelizmente parece-me que esses sim vêm sempre os "senhores" como os "maus da fita".
So uma questão,porque será que o irão (com as 2º maiores reservas petroliferas de petroleo e gaz) tem tanta necessidade de energia nuclear?curiosamente aqui na santa europa discute-se o encerramento das ditas centrais!curioso.
Quanto a conquistar o mundo pode ficar descançado que a maioria dos "malucos" dos americanos nem se lembram que o mundo existe (so lhe digo que a CNN "deles" deverá dedicar menos de 10% do seu tempo ao resto do mundo!).
que o resto do mundo esta muito perigoso isso e uma realidade com que todos nos temos que viver (e eles também), por isso referi que se calhar eles já abriram os olhos muito mais cedo que nós, so espero que não seja demasiado tarde quando nos formos obrigados a encarar a realidade.
P.S. quanto ao protocolo de quioto lembro-lhe que para o bem e para o mal o $$$ (money/dolar) e o que faz correr o planeta e infelizmente, neste caso, mexe com os interesses de muitos. Curiosamente um dos melhores documentários sobre essa questão esta a ser patrocionado por um sr. chamado Al Gore, diz-lhe alguma coisa?
..bom a onda e a mesma mas agora ja não deve dar confusão!
Re: ...mais um comentário
mjaguiar Escreveu:Custa-me ver a “leviandade” com que se atiram as culpas para os americanos, se calhar custa-nos muito admitir a realidade nua e crua (os israelitas a muito que a conhecem).
Coitados dos Israelitas não fazem mal a uma mosca... não defendo os outros mas não me verá com toda a certeza a defender os Israelitas, como costumo dizer, "ali está um problema em que todos ralham e ninguém tem razão"...
mjaguiar Escreveu:Ainda hoje não consigo ver as imagens das pessoas que se atiraram naquele fatídico dia para vazio sabendo o que os esperava. São imagens de uma violência atroz, como podemos ficar indiferentes?
Bom vou repetiro o que já disse, mas alguém fica indiferente aquilo????! a única coisa que não percebo é porque é que aquilo passa horas e horas na TV fazem-se filmes e documentários e raramente se olha para o drama de milhões de pessoas que morrem à fome todos os dias... Então pergunto eu, podem, ou melhor, podemos ficar indiferentes a isso????
A sua visão parece-me, no geral, demasiado pro-americana o que prova que muita gente engole aquilo que eles "vendem", são bons nesse campo... Ainda não conseguiram explicar porque é que foram prender o Sadam ao seu país e querem exigir ao Irão que pare com a "fabricação" de energia nuclear, quando eles se "esqueceram" de desactivas as suas bombas e nem assinaram o protocolo de "Quioto"... fazem o que querem e querem mandar no mundo, já os vi mais longe de outros que também quiseram conquistar o mundo!!!
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