Caldeirão da Bolsa

“Brent” negoceia abaixo dos 64 dólares

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por Surfer » 13/9/2006 12:15

heterocedastico Escreveu:Antes pelo contrário Pata-Hari. Esta é a melhor coisa que podia ter acontecido no momento. A queda das matérias primas (petróleo, alumínio, cobre, ...) vem aliviar as pressões inflaccionistas do mercado que contribuirá para a paragem da subida de taxas (pelos menos nos EUA). A correção nos preços das matérias primas, claramente sobreavaliadas, pode mesmo ser uma lufada de ar fresco para o crescimento económico industrial mas também para o retalho... É mais um factor positivo para o soft landing da economia americana e para a recuperação do consumo europeu.

A correlação entre petróleo e mercados não é, na minha opinião, estatisticamente relevante.

Cumprimentos


Não creio que seja assim tão linear e eu compreendo e comungo dos motivos de preocupação/expectativa da Pata-Hari.

Se atendermos ao motivo que tem sustentado as subidas do preço do petroleo ao longo de médio/longo-prazo, devido á enorme pressão da procura dos maiores paises de economias emergentes e maiores produtores/fabricantes do mundo, China, India, Brasil...

Uma redução no preço do petroleo desta dimensão de curto/médio-prazo poderá significar que a pressão da procura por partes desses paises abrandou. Assim sendo, podemos fazer uma leitura que a economica mundial estará abrandar e que a evolução futura do mercado será mais moderada e a ritmo mais lento.

Se assim for, de facto podemos estar presente um "softlanding" da economia mundial, nomeadamente da americana e um aliviar das pressões inflacionistas dos preços.

Esperemos que assim seja, caso contrário poderemos estar aproximar de um periodo recessivo da economia mundial a médio-prazo de menor ou maior impacto, algo comum em ciclos de crescimento económico.

Cumps
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por heterocedastico » 13/9/2006 10:05

Antes pelo contrário Pata-Hari. Esta é a melhor coisa que podia ter acontecido no momento. A queda das matérias primas (petróleo, alumínio, cobre, ...) vem aliviar as pressões inflaccionistas do mercado que contribuirá para a paragem da subida de taxas (pelos menos nos EUA). A correção nos preços das matérias primas, claramente sobreavaliadas, pode mesmo ser uma lufada de ar fresco para o crescimento económico industrial mas também para o retalho... É mais um factor positivo para o soft landing da economia americana e para a recuperação do consumo europeu.

A correlação entre petróleo e mercados não é, na minha opinião, estatisticamente relevante.

Cumprimentos
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por charles » 13/9/2006 9:35

Finalmente as gasolineiras desceram alguma coisa que se veja, a repsol tem a sem chumbo 95 a 1.22, pelas minhas contas já poupo 30 euros num mês, era bom qeu a descida continuasse mas duvido que o petroleo passe muito abaixo dos 50 dls.


cumpt
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só existe um lado do mercado, nem é o da subida nem o da descida, é o lado certo
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por jabreu » 13/9/2006 8:38

Deixa-o cair...
até aos 30 dolares...onde estava...

Até aos 50 pelo menos...que se lixem as petroliferas.. incluindo a GALP..

Para o resto da economia é óptimo...incluindo a minha
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por vmerck » 13/9/2006 8:30

marca abaixo dos 61(mas é outro tipo de petroleo mais barato) so não sei a diferença q existe normalmente...
 
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por DOW » 12/9/2006 23:45

Sinceramente, prefiro ver o petroleo a cair do que nos 100 dolares...
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por Serrano » 12/9/2006 22:54

Que pena, ficavam-te tão bem!
 
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“Brent” negoceia abaixo dos 64 dólares

por Pata-Hari » 12/9/2006 21:23

“Brent” negoceia abaixo dos 64 dólares
As cotações do petróleo estão a cair pela sétima sessão consecutiva, na mais longa série de quedas desde Outubro de 2003, estando hoje a ser penalizadas pela redução das estimativas de consumo global por parte da AIE.

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Carla Pedro
cpedro@mediafin.pt


As cotações do petróleo estão a cair pela sétima sessão consecutiva, na mais longa série de quedas desde Outubro de 2003, estando hoje a ser penalizadas pela redução das estimativas de consumo global por parte da Agência Internacional de Energia (AIE).

O West Texas Intermediate [Cot] para entrega em Outubro está a perder 0,62% no mercado nova-iorquino, fixando-se em 65,20 dólares por barril. Em Londres, o "brent" [Cot] cede 1,13%, negociando-se em 63,82 dólares por barril. Ambas as referências estão no nível mais baixo desde Março último.

Segundo a AIE, a procura mundial de petróleo atingirá uma média de 84,7 milhões de barris por dia este ano, o que corresponde a menos 100.000 barris face às previsões feitas no mês passado. Entretanto, prevê-se que os países do Médio Oriente irão gastar 94 mil milhões de dólares em 2011 para atenderem à procura de energia, afirmou o ministro saudita do Petróleo, Ali al-Naimi, citado pela Bloomberg.

Ontem, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) decidiu, em Viena, manter ao seu actual "plafond" de produção nos 28 milhões de barris por dia.

"Estamos perante uma enorme mudança. O movimento de subida que durou praticamente cinco anos pode ter terminado. Continuamos a ver que as estimativas para a procura estão a ser revistas em baixa, o que mostra o impacto dos preços tão altos", comentou Peter Beutel, presidente da Cameron Hanover.



Isto começa a preocupar-me pelo que pode significar para o mercado accionista. Sabemos que os mercados têm uma correlação positiva com o petroleo (apesar das subidas serem uma das desculpas preferidas para justificar uma queda no mercado), logo, pode ser um sinal de alerta para os mercados - possivelmente porque o abrandamento da procura do petroleo é associado com queda de crescimento das economias. Isto, associado com a inversão de tendencia no imobiliário americano que pode arrastar os indices americanos e, por simpatia, os europeus ... já me fez retirar os corninhos-de-bullinha da pata.
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