Caldeirão da Bolsa

Ainda o desemprego :)

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por EMILIA » 6/9/2006 16:50

Não deixa de ser evidente pelos comentários acerca do empresário que tem 17 empregados que os membros do caldeirão são, regra geral, pessoas com um nivel de vida superior á média nacional. Não estou aqui para defender ninguém mas conheço vários casos de casais em que um ganha salário minimo e outro 500€ que conseguem pagar água,luz,telefone, casa própria , e levam uma vida decente. se calhar quem "gozou" com estes salários esquece-se que os ordenados da Grande Lisboa estão muito acima da média nacional e que os preços mudam muito de região para região. Claro que estes ordenados não dão para levar uma vida á " farta" mas dão para ser-mos dignos e não faltar nada em casa. Sou do distrito do Porto e é impressionante a quantidade de pessoas que ganha o salário minimo.
Não lamentes as perdas
 
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por Lykan » 6/9/2006 16:10

Ahhh, esqueci-me de dizer...

Pode ser que ainda consigam um pézito de meia e investir na bolsa :twisted:
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por Lykan » 6/9/2006 16:08

Realmente 500€ por mês é uma fortuna... se tivermos em conta que o trabalhador tem que se deslocar para o trabalho (consideremos que o faz nos transportes públicos) então sobram-lhe uns valentes 430 a 450€.

Agora, se os 500€ forem brutos, considere-se que estão a recibos verdes e que pagam seg. social e IVA... então restam-lhes um brutais 300 a 350€. Levando o almoço na marmita sempre lhes dá para poupar uns trocos na comida. Claro que se quiserem uma casa (luxo absurdo) dificilmente conseguem um renda/prestação ao banco inferior a 350€...

OLHA!! não têm dinheiro nenhum ao fim do mês e nem sequer pagaram os jantares, comida aos fins-de-semana (sim, lá porque não se está a trabalhar não quer dizer que se deixe de comer) e vivem sem luz, gás, água canalizada, etc...

Isto é que é ter visão de futuro e possibilitar uma carreira promissora a uma pessoa.

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por KoLmi » 6/9/2006 15:43

Boas,

Recentemente resolvi criar uma rede de vendedores de pequenas utilidades para o lar


Recepcionista, seguranca, empregado café, qualquer um o pode ser, agora vendedor de porta em porta(chateador profissional) já requer outro espirito. Os bons produtos n necessitam de ser vendidos desta maneira, as pessoas vao à procura deles e nao o contrário. Uma pessoa que nao tenha estofo de vendedor arrisca-se a trablhar um mês e a não receber nada.


tenho 17 funcionários, 12 com salários abaixo dos 400,00€ e 5 com salários abaixo dos 500,00€, não consta que os meus funcionários e os seus familiares, passam fome, roubam ou emitam cheques carecas e não recebem o rendimento de incerção social e digo-lhe mais alguns deles têm habitação própria. ]


Eu nao sei como é viver com 500 euros para pagar despesas mensais, mas de certo nao diria esta afirmacao, até parece que lhes paga uma fortuna!! A não ser que seja alguem que nao tenha despesas mensais, só um grande "gestor" conseguirá sobreviver, sim, pk com 500 euros so dará para sobreviver e mal!!!!

Por isso é que cada vez mais se nota a diferenca entre ricos e pobres.

Cumps,
 
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por artista_ » 6/9/2006 15:18

Eu sinceramente custa-me ver pessoas a trabalhar no comércio que atendem mal os clientes, sei que devem ter ordenados baixos mas aquilo não é bom... nenhum patrão está disposto a mantê-los naquelas circunstâncias, os clientes não estão para levar com atendimentos daquele género e para eles também deve ser bastante deprimente...

Eu conheço bastantes casos de pessoas que têm ordenados a rondar os 400/500 euros mas com o empenho que têm acabam por ser aumentados rapidamente, em parte compreendo a desmotivação de algumas pessoas mas também estou mais convencido de que o lema de muitas é "trabalhar faz mal"...

Além disto tudo já dei aulas e vi muitos jovens de 14/16 anos que têm tudo menos interesse em fazer qualquer coisa de útil, inclusive fazer um pequeno esfoço para conseguir ter aproveitamente no 7º, 8º e 9º anos... muitas vezes lhes digo "daqui a poucos anos quando não conseguirem arranjar um emprego decente não se queixem"
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por rteixe01 » 6/9/2006 15:17

[/quote]

Caro Rics, tenho 17 funcionários, 12 com salários abaixo dos 400,00€ e 5 com salários abaixo dos 500,00€, não consta que os meus funcionários e os seus familiares, passam fome, roubam ou emitam cheques carecas e não recebem o rendimento de incerção social e digo-lhe mais alguns deles têm habitação própria.[/quote]

Desculpem meter-me na conversa, mas não posso deixar passar esta.

Caro Pobre,
os meus parabéns por ser empresário e promover o emprego neste país, agora deixe-me dizer-lhe que quando escreveu os ordenados que paga, pareceu-me notar ai algo como se o senhor se orgulhasse dos valores que dá em contrapartida de trabalho.
E ainda vêm dizer que alguns têm casa própria, onde posso saber? Bem longe de Lisboa ou longe de um qualquer outro centro urbano e se calhar são tipo T1 e em bairros sociais.

E deixo-lhe outra reflexão, após o pagamento de todas as despesas do quotidiano, renda da casa incluida e quiçá de carro e escola dos filhos, quanto dinheiro sobre aos seus empregados para fazerem um pé-de-meia para o futuro ou mesmo para umas bem merecidas férias num local fantástico, do tipo que o senhor certamente vai? Acha que sobra alguma coisa mesmo?

Desculpe-me, mas a maneira como se parece orgulhar de pagar uns míserso 500€, dá-me para rir de ironia e sarcasmo. Gostava de o ver com esses tais 500€ por mês.

Tenho dito.
O mercado é que indica a direcção, nós só temos de o seguir!
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por buli » 6/9/2006 14:51

pobre Escreveu:
Rics Escreveu:Bem...
de gasolina, portagens, manutenção, etc).


Caro Rics, tenho 17 funcionários, 12 com salários abaixo dos 400,00€ e 5 com salários abaixo dos 500,00€, não consta que os meus funcionários e os seus familiares, passam fome, roubam ou emitam cheques carecas e não recebem o rendimento de incerção social e digo-lhe mais alguns deles têm habitação própria.
:wall:
Bem meu caro POBRE, voce com menos de 500€ por mês consegue pagar agua,luz,telefone,gaz,alimentação,despesas escolares,medicamentos,e mais não sei o que, e ainda arranja dinheiro para pagar a prestação da casa, bem só se viver numa barraca, pois só assim consegue arranjar dinheiro, ou então algum negócio sujo :clap:
 
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por bolso vazio » 6/9/2006 14:48

E ser corrido de faca na mão também acontece...só defende esse tipo de trablhos quem não os faz.
Até a construção é preferivel a esse tipo de trabalhos, hoje em dia o trabalho não é assim tão pesado e ganha-se mto mais.
Para mim ser vendedor porta a porta não é um trabalho, é uma forma de ganhar uma miséria e ser mal tratado.
Quem diz que os portugueses gostam de viver encostados é porque também quer viver encostado à custa deles. Se querem ser empresários não queiram ser empresários de vão de escada ponham os olhos na europa e sejam empresários a sério.
Porque é que quando o empresário é mau, não investe em tecnologia, se deixa utrapassar pela concorrência a culpa é dos trabalhadores que não são produtivos, os mesmos trabalhadores como emigrantes são mto produtivos.
Se querem ter empregados motivados no trabalho oferençam-lhe aquilo que toda a gente quer, condiçoes para viver ou axam que só voces é que têm direito a ter uma casa um carro e a passar férias?
Mais uma coisa era bom que acabassem as empresas que se aproveitam da enjenuidade dos jovens que mtas vezes abandonam a escola por uns trocos :evil:
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por Rics » 6/9/2006 14:36

Eu sei que sim, e muitos mais milhares haverão com salário dessa magnitude (ou até inferior).

No entanto, que ninguém espere por esses valores conseguir grande motivação e iniciativa (algo que um vendedor seguramente deve ter).
 
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por pobre » 6/9/2006 14:29

Rics Escreveu:Bem...

Convenhamos que, por essse valores, ninguém deve estar à espera que lhe apareçam empregados muito competentes e motivados...

E isto não se passa certamente só em Portugal, passa-se em qualquer país onde exista um sistema social de apoio ao desemprego.

Não consigo imaginar como será possível (pelo menos nas maiores cidades de Portugal), alguém conseguir viver dignamente com valores dessa magnitude. Ainda mais, como vendedor, provavelmente tem que ter e usar a sua própria viatura para o serviço (acrescido de gasolina, portagens, manutenção, etc).


Caro Rics, tenho 17 funcionários, 12 com salários abaixo dos 400,00€ e 5 com salários abaixo dos 500,00€, não consta que os meus funcionários e os seus familiares, passam fome, roubam ou emitam cheques carecas e não recebem o rendimento de incerção social e digo-lhe mais alguns deles têm habitação própria.
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por ktm450sx » 6/9/2006 14:15

Isto sempre me fez confusão........

Se não trabalham vivem de quê ???? (é que eu tb quero :lol: ) Bem, não devem ter responsabilidades na vida. Mas devem ter de certeza um telemovel 3G.
 
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por Rics » 6/9/2006 14:08

Bem...

Convenhamos que, por essse valores, ninguém deve estar à espera que lhe apareçam empregados muito competentes e motivados...

E isto não se passa certamente só em Portugal, passa-se em qualquer país onde exista um sistema social de apoio ao desemprego.

Não consigo imaginar como será possível (pelo menos nas maiores cidades de Portugal), alguém conseguir viver dignamente com valores dessa magnitude. Ainda mais, como vendedor, provavelmente tem que ter e usar a sua própria viatura para o serviço (acrescido de gasolina, portagens, manutenção, etc).
 
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Re: Ainda o desemprego :)

por bolso vazio » 6/9/2006 13:58

PLPINTO Escreveu:Não quiz acoplar isto a um post que anda aí porque já fugia um pouco ao tema.
Mas despertou-me a vontade de partilhar.



Na realidade a realidade do desemprego está mesmo desactualizada…
Não existe nenhuma razão para haver tantos desempregados e tantos empregos por preencher.
Mas, se eu fosse um desempregado, e me dessem 400 euros para ir para a praia e 500/600 para trabalhar 5 dias semana eu ia preferir os 400 e a praia, ou a pesca, ou brincar na net, ou ver Tv… tudo é preferível do que ir trabalhar por pouco mais de 100 euros. :mrgreen:

E, como as pessoas não são estúpidas (desempregados ou não) é isso que acontece!

Recentemente resolvi criar uma rede de vendedores de pequenas utilidades para o lar onde ia precisar de ½ dúzia de empregados… ½ dúzia em “não sei quantos mil” desempregados não devia ser difícil de encontrar… daí colocar uns anúnciozinhos no Correio da Manha :) , e o resultado foi este:

Se o anuncio disser que é para vender qualquer coisa apenas aparecem 3/4 senhores gordos, já vendedores, a ver se este é melhor que o que detêm ou se é possível conjugar os dois.

Se o anuncio disser que é para trabalhar no comercio, dando a parecer que será para estar sentado numa loja ou armazém, já aprecem muitos (principalmente se o anuncio for estilo agressivo).

Aparecem muitos a telefonar… quando se diz que tem que vender (sem especificar bem o que nem como, mas deixando uma perspectiva no ar) e se pergunta se querem marcar uma entrevista pessoal, 90% das pessoas dizem que sim e marcam (mesmo quando se pergunta se quer mesmo marcar e se oferece outras possibilidades, como o envio de currículo por correio) mas, dessas pessoas todas nem 10% comparece na entrevista e quando se lhe telefona a perguntar o porque não têm coragem de dizer que não estão interessados e marcam outra entrevista.

O que me impressiona não é o facto de as pessoas não quererem o emprego/trabalho, que até não é assim tão mau… apenas tem dois defeitos:
1) – è preciso trabalhar
2)- Não tem um ordenado fixo. Tem uma base fixa de 350 euros + comissões.
O que me impressiona é as pessoas nem se mexerem para vir ver em que consiste realmente o emprego. :evil:

Outra coisa engraçada é quando as pessoas, na entrevista, ficam a saber que para ganhar os 350 € é necessário cumprir alguns requisitos mínimos (pois não é possível controlar o trabalho da pessoa visto que apenas se apresenta no escritório uma vez por dia, de manha, e, não havendo regras, bem pode receber as instruções e ir para casa dormir e dizer que não conseguiu vender nada) e fazem a seguinte pergunta:
-- E se eu não vender nada, não ganho nada?
Mas dizem-no não numa interrogação de quanto será difícil conseguir atingir os objectivos mínimos (pois nunca me foi perguntado qual a dificuldade de serem atingidos) mas sim numa de que não vão conseguir vender mesmo. :evil:
Ora para que eu quero um empregado que me diz numa entrevista que existe uma probabilidade muito alta de não vender nada? No entanto nunca recusei nenhum e sempre lhe marquei um dia para instrução, onde poderão ver melhor como se vende os produtos e poder tomar então uma decisão mais realista.
E a verdade é que… eles nem aparecem no dia de instrução.

Posso acrescentar que embora os 350 euros sejam relativos a um mês o vencimento é diário, pago no dia seguinte. Por conseguinte, se os requisitos não forem atingidos num dia acumulam para o dia seguinte e apenas não recebem nada se o resultado do dia for zero… o que é muito pouco provável.

O certo é que não aparece ninguém para trabalhar… nem Brasileiros, pois esses vieram para Portugal á procura de emprego, não de trabalho… isso já eles tinham no Brasil.

Claro que quando ouvi dizer na televisão que ½ das ofertas de emprego ficavam sem resposta fiquei mais feliz… afinal o defeito não é meu, é de Portugal :lol: :( :lol:


Sabe, o que as pessoas querem é algo decente. O senhor sentia-se realiazado em andar por ai a levar com portas na cara com um catalago cheio de banha da cobra. Se portugal está com problemas de mão de obra também o tem com os empresários da "treta".
Mais uma coisa, quem lhe compra as utilidades devem ser os que vão para a praia e não trablham, porque se lhes custa-se ganhar o dinheio não o gastavam em tralha que não serve para nada, porque se prestasse não era necessário ser metida pelos olhos com 1001 malabarismos.
Tenho dito.
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por npatriarca » 6/9/2006 13:49

viva

é muito interessante o seu relato e muito normal em Portugal. Na empresa em que trabalho também sentimos essa dificuldade e não somos nem uma empresa de mão de obra altamente especializada, mas também não vendemos produtos porta a porta.

Quando se precisa de alguém a saga dos anúncios funciona como diz e quando se quer pagar 460€ + sub.almoço de 4.8€ por um trabalho administrativo simples (o último caso)as pessoas dizem:

- ai e tal....
- se fosse mais qualquer coizita
- é muito pouco por mês
- prefiro ficar em casa e trabalhar sem recibos
- prefiro lavar escadas

Estas foram algumas das respostas que tivemos, até que conseguimos uma pessoa que está cá, empenhou-se e já teve um prémio por esse empenho, vendo a sua situação salarial melhorada.... mas tenho bem a noção que foi um "tiro de sorte", porque no global a sua história corresponde à verdade.

Somos (e sempre fomos) um país de encostados e de malta pouco empreendedora (no geral) e nos últimos tempos parece que o importante é ser famoso, ser wanabee de famoso ou ter o melhor telemóvel 3,5G do mercado... o resto é um deixa andar a ver o que dá !
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Ainda o desemprego :)

por PLPINTO » 6/9/2006 13:03

Não quiz acoplar isto a um post que anda aí porque já fugia um pouco ao tema.
Mas despertou-me a vontade de partilhar.



Na realidade a realidade do desemprego está mesmo desactualizada…
Não existe nenhuma razão para haver tantos desempregados e tantos empregos por preencher.
Mas, se eu fosse um desempregado, e me dessem 400 euros para ir para a praia e 500/600 para trabalhar 5 dias semana eu ia preferir os 400 e a praia, ou a pesca, ou brincar na net, ou ver Tv… tudo é preferível do que ir trabalhar por pouco mais de 100 euros. :mrgreen:

E, como as pessoas não são estúpidas (desempregados ou não) é isso que acontece!

Recentemente resolvi criar uma rede de vendedores de pequenas utilidades para o lar onde ia precisar de ½ dúzia de empregados… ½ dúzia em “não sei quantos mil” desempregados não devia ser difícil de encontrar… daí colocar uns anúnciozinhos no Correio da Manha :) , e o resultado foi este:

Se o anuncio disser que é para vender qualquer coisa apenas aparecem 3/4 senhores gordos, já vendedores, a ver se este é melhor que o que detêm ou se é possível conjugar os dois.

Se o anuncio disser que é para trabalhar no comercio, dando a parecer que será para estar sentado numa loja ou armazém, já aprecem muitos (principalmente se o anuncio for estilo agressivo).

Aparecem muitos a telefonar… quando se diz que tem que vender (sem especificar bem o que nem como, mas deixando uma perspectiva no ar) e se pergunta se querem marcar uma entrevista pessoal, 90% das pessoas dizem que sim e marcam (mesmo quando se pergunta se quer mesmo marcar e se oferece outras possibilidades, como o envio de currículo por correio) mas, dessas pessoas todas nem 10% comparece na entrevista e quando se lhe telefona a perguntar o porque não têm coragem de dizer que não estão interessados e marcam outra entrevista.

O que me impressiona não é o facto de as pessoas não quererem o emprego/trabalho, que até não é assim tão mau… apenas tem dois defeitos:
1) – è preciso trabalhar
2)- Não tem um ordenado fixo. Tem uma base fixa de 350 euros + comissões.
O que me impressiona é as pessoas nem se mexerem para vir ver em que consiste realmente o emprego. :evil:

Outra coisa engraçada é quando as pessoas, na entrevista, ficam a saber que para ganhar os 350 € é necessário cumprir alguns requisitos mínimos (pois não é possível controlar o trabalho da pessoa visto que apenas se apresenta no escritório uma vez por dia, de manha, e, não havendo regras, bem pode receber as instruções e ir para casa dormir e dizer que não conseguiu vender nada) e fazem a seguinte pergunta:
-- E se eu não vender nada, não ganho nada?
Mas dizem-no não numa interrogação de quanto será difícil conseguir atingir os objectivos mínimos (pois nunca me foi perguntado qual a dificuldade de serem atingidos) mas sim numa de que não vão conseguir vender mesmo. :evil:
Ora para que eu quero um empregado que me diz numa entrevista que existe uma probabilidade muito alta de não vender nada? No entanto nunca recusei nenhum e sempre lhe marquei um dia para instrução, onde poderão ver melhor como se vende os produtos e poder tomar então uma decisão mais realista.
E a verdade é que… eles nem aparecem no dia de instrução.

Posso acrescentar que embora os 350 euros sejam relativos a um mês o vencimento é diário, pago no dia seguinte. Por conseguinte, se os requisitos não forem atingidos num dia acumulam para o dia seguinte e apenas não recebem nada se o resultado do dia for zero… o que é muito pouco provável.

O certo é que não aparece ninguém para trabalhar… nem Brasileiros, pois esses vieram para Portugal á procura de emprego, não de trabalho… isso já eles tinham no Brasil.

Claro que quando ouvi dizer na televisão que ½ das ofertas de emprego ficavam sem resposta fiquei mais feliz… afinal o defeito não é meu, é de Portugal :lol: :( :lol:
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