Caldeirão da Bolsa

Portucel 2,65€ - privatização, free float e nova máquina

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por Princepe da bolsa » 17/7/2006 15:52

A revisão dos valores de crescimento económico do Boletim de Inverno para o de Verão deve-se sobretudo ao forte aumento das exportações. A estimativa da instituição presidida por Victor Constâncio subiu de 4% para 8,4% o crescimento das exportações este ano.

A subida das exportações são mesmo o principal «motor» para a aceleração do crescimento, já que a procura interna irá crescer apenas 0,8% em 2006 e 0,9% no ano seguinte.

O Banco de Portugal salienta, no entanto, que a «evolução das exportações contemplada na actual projecção está sujeita a um elevado nível de incerteza». Por um lado, devido à «dificuldade de interpretação da evolução dos habituais indicadores de competitividade, num contexto de crescente integração financeira», por outro, devido à «excepcional volatilidade das exportações ao longo dos primeiros meses de 2006».



Se estiver a ser optimista e parcial peço desculpa, mas sinceramente estou curioso para ver os resultados semestrais da Portucel. É que a PTI exporta 93% daquilo que produz logo, estes bons sinais vindos das exportações portuguesas, deverão ter um importante contributo da PTI... :roll: :roll: :roll: Pode ser um optimismo que acabe por dar em decepção mas, pelo menos, parece-me um optimismo com razão de ser... :roll: :roll:

PS.- Em termos técnicos preocupa-me que não esteja a reagir mto bem à LTA... :roll:
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por Princepe da bolsa » 17/7/2006 12:24

Sobe 1,6% na Zona Euro
Produção industrial em Portugal aumenta 5% em Maio
A produção industrial nos doze países que partilham a moeda única europeia aumentou 1,6% no mês de Maio, comparativamente ao mês anterior, segundo o Eurostat, que revela que em Portugal a produção industrial registou uma evolução de 5%.

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Paulo Moutinho
paulomoutinho@mediafin.pt


A produção industrial nos doze países que partilham a moeda única europeia aumentou 1,6% no mês de Maio, comparativamente ao mês anterior, segundo o Eurostat, que revela que em Portugal a produção industrial registou uma evolução de 5%.

Em termos homólogos a produção industrial na Zona Euro subiu 4,9%, revelam os dados revelados hoje pelo gabinete de estatísticas da Zona Euro, o Eurostat.

Para a evolução positiva da produção industrial nos doze países da Zona Euro beneficiou dos aumentos verificados em todos os agrupamentos, com excepção da energia que recuou 1,7% em Maio face a Abril e 0,5% em termos homólogos.

Por países, o Eurostat revela que Portugal registou um dos aumentos mais elevados da produção industrial no mês de Maio, com um crescimento de 5%, sendo que face ao mesmo período do ano anterior registou uma evolução de 6,4%.

As maiores descidas mensais foram verificadas na Holanda, com um quebra de 2,1%, e no Luxemburgo, onde a produção industrial recuou 7%, no mês de Maio.

Em termos homólogos, estes dois países registaram quedas de 4,4% e de 0,3%, respectivamente.



Dada a importância que o sector da pasta e do papel tem no nosso tecido industrial, é simpático ver que a nossa produção industrial está com tanta energia... Além disso, é sempre bom ver Portugal a divergir positivamente da Zona Euro... :) É sempre um sinal de esperança para o país e para as cotadas que operam na indústria... :roll:
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por ASE » 14/7/2006 11:52

A aprovação da desblindagem de estatutos da Portucel é vista como «positiva» pelos analistas do BPI, já que poderá dar lugar a uma redução da participação da Semapa, elevando a liquidez, o «free-float» e a visibilidade da Portucel.
Ruben Bicho
rbicho@mediafin.pt


A aprovação da desblindagem de estatutos da Portucel é vista como «positiva» pelos analistas do BPI, já que poderá dar lugar a uma redução da participação da Semapa, elevando a liquidez, o «free-float» e a visibilidade da Portucel.

Numa nota de «research» divulgada esta manhã os analistas referem que a Portucel irá recolher benefícios desta aprovação da desblindagem dos estatutos, que actualmente limitam os direitos de voto a 25%.

«Acreditamos que esta mudança pode levar a uma redução da participação que a Semapa tem na Portucel, tendo um impacto positivo em termos de impulsionar a liquidez da Portucel e elevando o ‘free-float’ dos actuais 7%», dizem.

O presidente da Semapa, Pedro Queiroz Pereira, referiu ontem que tem como objectivo baixar a participação na Portucel dos actuais 67,1% para os 51%.

«Enquanto o Estado assumiu o compromisso de sair do capital da Portucel ainda este ano, nós ainda não decidimos quando e de que forma vamos reduzir a nossa participação», explicou o responsável à saída da Assembleia-Geral da Portucel que ocorreu ontem.

Quanto ao impacto para a Semapa, os analistas dizem que será uma faca de dois gumes, já que a venda de parte da participação permitirá melhorar as contas da empresa e dar margem para novos investimentos na área dos cimentos, mas por outro lado «irá levantar preocupações em relação ao risco dos reinvestimentos».

Os analistas acrescentam ainda que o «aumento de visibilidade que a Portucel terá através da subida da liquidez poderá elevar a avaliação da Portucel, beneficiando indirectamente a Semapa».

No entanto, também aqui há o reverso da medalha, diz o BPI, já que «acreditamos que alguns investidores têm acções da Semapa para ganhar exposição à Portucel, o que elevará o risco de um excesso de oferta após a privatização».

A Semapa [Cot] seguia a cair 0,61% para 8,09 euros e a Portucel [Cot] baixava 0,91% para 2,17 euros.


ASE.·.
 
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por Princepe da bolsa » 13/7/2006 17:31

E agora? Não sei! É esperar que a dispersão aumente a liquidez e que os resultados continuem a crescer... :roll: Mas parece-me que há pontos importantes a acrecentar:

1.-

Pedro Queiroz Pereira, «chairman» da Semapa que detém 67,1% da Portucel reiterou o objectivo de reduzir a participação para 51%, o que significa a venda de 16%.



Esta disponibilidade da Semapa para vender estes 16% parece positiva: se os recolocar no mercado aumenta a liquidez; se oo vender a um parceiro estratégico, acrescenta as sinergias que esse parceiro trará ao grupo.

2.- Segundo a informação prestada pela Portucel à CMVM, dos 900 milhões euros de investimento, uma parte importante será para melhorar a sua ecoeficiência, colocando a Potucel acima das metas exigidas neste capítulo... Será tudo isto altruísmo ambiental, ou a PTI vai tentar entrar no mercado de CO2, como vendedor de licenças que esta modernização vai permitir libertar para o mercado? :roll: :roll:

PS.: Tive a ver o gráfico e está-se a aproximar a LTA... :roll: Era importante que ela subisse em breve... :roll:
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por tugabulls » 13/7/2006 13:11

Foi aprovada a desblidagem dos estatutos. Semapa reduz para 51%.
E agora?
TB
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por tugabulls » 13/7/2006 13:07

Foi aprovada a desblidagem dos estatutos da Portucel. Semapa reduz para 51%. E agora?
Um abraço
TB
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por Princepe da bolsa » 12/7/2006 20:16

Portucel assina com API acordos de investimentos
A Portucel – Empresa Produtora de Pasta e Papel assinou hoje com a Agência Portuguesa para o Investimento quatro contratos de investimento do pacote de investimentos de 900 milhões, revelou a empresa em comunicado à CMVM.

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Jornal de Negócios Online
negocios@mediafin.pt



A Portucel – Empresa Produtora de Pasta e Papel assinou hoje com a Agência Portuguesa para o Investimento quatro contratos de investimento do pacote de investimentos de 900 milhões, revelou a empresa em comunicado à CMVM.

Segundo a mesma fonte, estes «têm por objecto a modernização das unidades fabris de Cacia, Figueira da Foz e Setúbal, com alcance de níveis de performance ambiental superiores ao legalmente exigível, bem como a construção de uma nova unidade industrial destinada ao fabrico de papel, localizada em Setúbal, com uma capacidade instalada não inferior a 500.000 toneladas/ano.»

Os contratos referentes à modernização da unidade fabril da Figueira da Foz e à construção de nova unidade industrial incluem também, cada um deles, um contrato de concessão de benefícios fiscais e, portanto, apenas entrarão em vigor quando

houver a notificação que a Comissão Europeia considerou o incentivo fiscal compatível com o Mercado Comum, sublinha o comunicado.

A mesma fonte conclui que o montante total dos incentivos, financeiros e fiscais, ascende a 175 milhões de euros, «estando, todavia, a sua atribuição sujeita à verificação do cumprimento de objectivos contratuais».




Quando for grande também gostava que uma assinatura minha valesse 175M€... :roll:
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por Princepe da bolsa » 11/7/2006 22:03

No valor de 900 milhões de euros
Contrato de investimento da Portucel em Setúbal é assinado amanhã
O contrato de investimento da Portucel no valor de 900 milhões e que se destina à construção de uma nova fábrica na Mitrena, concelho de Setúbal, será assinado amanhã, anunciou hoje o ministro da Economia, Manuel Pinho.

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Miguel Prado
Miguelprado@mediafin.pt



O contrato de investimento da Portucel no valor de 900 milhões e que se destina à construção de uma nova fábrica na Mitrena, concelho de Setúbal, será assinado amanhã, anunciou hoje o ministro da Economia, Manuel Pinho.

Este contrato foi aprovado em Conselho de Ministros dia 18 de Maio e, de acordo com dados da empresa, a nova fábrica da Portucel será quase totalmente constituída pela aquisição de uma nova máquina de grandes dimensões, que terá capacidade para produzir cerca de 500 mil toneladas de papel por ano.

Do total de investimento de 900 milhões de euros, 490 milhões de euros serão destinados à aquisição da nova máquina de papel, que será a mais rápida produtora de papéis não revestidos no mundo, acrescenta a Portucel.

O restante será usado na modernização das outras infra-estruturas de produção da Portucel.



Parece que este capítulo vai acabar da melhor maneira... :roll: Como tecnicamente está interessante, com a LTA por perto, pode ser que esta notícia a anime... E esperemos que este fim de capítulo em beleza seja um bom indicador para a Assembleia de quinta-feira e para a privatização...
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PTI vs. EDP

por Razao_Pura » 10/7/2006 19:32

Pronto, ok, já percebi.
Mas a verdadeira questão é: porque é que o PQP está interessado na EDP?
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por Princepe da bolsa » 10/7/2006 14:11

a Semapa tem um excedente de 20%, não terá a Semapa interesse em, dentro da estrategia de crescimento do Grupo, arranjar um parceiro estratégico internacional que esteja interessado em ficar com as duas fatias e ajude a PTI e crescer e a consolidar-se no mercado internacional?


Em teoria foi isso que ficou acordado aquando da venda de 67% da PTI à Semapa mas, a verdade, é que isso ainda não aconteceu!

PQP ganhar poder negocial no mercado emergente da bioenergia, uma vez que a ALTRI já vai à frente na corrida através da parceria que firmou com a EDP


Pode ter a certeza que isto não é verdade. A PTI produz 70% da energia a partir da biomassa gerada em Portugal! Além disso está a preparar-se para aumentar a produção em 80 MW! Se quiser leia posts que ficaram para trás neste tópico ou vá ao site da PTI e confirme. Isso da Altri ser lider na biomassa é um mito que se gerou para tentar suportar as subidas loucas da Altri...
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por Razao_Pura » 10/7/2006 13:23

Oh princepe, já li várias vezes aqui em a Semapa concordar se desfazer do diferencial até aos 51% que detém na PTI.....
Devo dizer que na minha opinião esses 20% que a Semapa tem além da participação que lhe dá a maioria de capital são quase tão importantes como os 51% que lhe dão o controlo em A.G., porque lhe permite escolher os parceiros para o negócio.
Ou seja, se o Estado vai privatizar 25%, a Semapa tem um excedente de 20%, não terá a Semapa interesse em, dentro da estrategia de crescimento do Grupo, arranjar um parceiro estratégico internacional que esteja interessado em ficar com as duas fatias e ajude a PTI e crescer e a consolidar-se no mercado internacional?
Penso eu de que......

Por outro lado estas entradas na EDP vejo-as da seguinte forma: ou são uma forma do PQP ganhar poder negocial no mercado emergente da bioenergia, uma vez que a ALTRI já vai à frente na corrida através da parceria que firmou com a EDP, ou será, com tu dizes, uma forma de diversidificação dos negócios do grupo Semapa numa clara estratégica de toma lá dá cá, o Estado vende PTI e a Semapa compra EDP.... e fica tudo em casa?

Muitas questões que normalmente antecedem os períodos quentes do mercado.
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por Princepe da bolsa » 10/7/2006 12:41

Não faço ideia do porquê da Semapa estar a comprar EDP, mas parece-me importante ser a Semapa e não directamente PQP: poderá ser um sinal de vontade da Semapa diversificar os seus investimentos e, quem sabe, se me premitem um pouco de especulação, pode ser um sinal da redução da participação da Semapa na PTI para os 51%... :roll: :roll: :roll:

Quanto à possibilidade duma parceria entre a EDP Bioelétrica e a PTI energia, seria certamente uma estratégia interessante, mas parece-me uma possibilidade ainda remota mas... :roll: Uma coisa é certa: a Semapa não está a comprar EDP por acaso...

PS.: Quinta-feira há reunião geral na PTI para alterar estatutos... Será que a Semapa, para que o Governo aprove a desblindagem, aceitou reduzir para 51% e já se está a orientar para outras áreas?
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PTI vs. EDP

por Razao_Pura » 10/7/2006 11:36

Saiu este fim de semana no Expresso uma noticia de que o PQP anda a comrpar acções da EDP em bolsa e que já tem cerca de 3%. Isto será uma resposta ao facto de a ALTRI ter criado em conjunto com a EDP uma empresa para a Bioenergia? Porque está o patrão da Semapa e da PTI a posicionar-se numa empresa que está para ser privatizada? mais valias ou entrada estratégica? Terá a ver com a própria privatização da PTI?

:-k
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por Princepe da bolsa » 7/7/2006 22:23

Razão Pura escreveu:

Mas já está definido que a privatização dos últimos 25% do Estado no capital da PTI será feita por dispersão em Bolsa?


Que eu saiba isso ainda não é certo, ainda que seja vontade do governo que se siga esse rumo... Mas, nos próximos tempos, o que deverá ajudar na subida da acção, com possível quebra da resistência nos 2,22-2,23, será a aproximação da LTA e a Assembleia de dia 13, quinta-feira, com possível desblindagem de estatutos...

Seria interessante que o AA colocasse aqui um dos seus lindos gráficos :wink: , no qual a LTA dirá tudo em termos técnicos... Quanto a análise de fundamentais, já devem estar fartos de me ouvir... :oops: :oops: :oops:
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PTI

por Razao_Pura » 7/7/2006 17:25

Mas já está definido que a privatização dos últimos 25% do Estado no capital da PTI será feita por dispersão em Bolsa?
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por Princepe da bolsa » 7/7/2006 16:54

Santander Pensões – Soc. Gest. de Fundos de Pensões SA 31.199.399 4,065%


É isto que o Santander detem na Portucel...
Já que estamos numa de especulações sobre o que vai dizer o Horta Hosório aqui vai mais uma:

- Será que o governo conseguiu convercer o Santander a participar na dispersão da PTI em bolsa, contribuindo com as suas 31 milhões de acções?? :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen:
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por Princepe da bolsa » 5/7/2006 15:50

ganda maluko escreveu:

O grande motor para o consumo de papel e de pasta não é propriamente a actividade industrial. É o crescimento do PIB. A boa notícia para nós é que o PIB vai aumentando e provavelmente teremos crescimento acima de 1,5% já em 2007 (aliás é imperioso que tal aconteça senão o défice português não diminui porque poupar não é connosco).

Por outro lado não conheço os principais clientes de papel e de pasta das empresas portuguesas. Se fosse a CHINA e a INDIA aí sim a coisa levantava vôo...



Embora agora estejas preocupado com os mísseis coreanos, nesta altura pareceste-me céptico com a procura dos produtos da Portucel. Sensível a essas tuas preocupações tenho aqui duas notícias que te poderão sossegar um pouco:

1.:

As encomendas recebidas pela indústria aumentaram em Maio 5% face ao mesmo período do ano passado, impulsionadas pela procura externa.

De acordo com os dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE), as novas encomendas recebidas pelas empresas industriais cresceram 5% quando comparado com os números de Maio de 2005, o que representa um aceleração de 3,5 pontos percentuais (p.p.) face à variação observada no mês anterior.

Este comportamento é explicado pelo aumento de 15,1% da procura do mercado externo, enquanto que as encomendas provenientes do mercado nacional observaram uma queda de 2%, segundo a mesma fonte.

A aceleração do crescimento das encomendas «foi determinada pelo agrupamento de bens intermédios, que apresentou uma taxa de variação de 15,7% e um contributo para a variação do índice geral de 7,6 p.p.. Todos os Grandes Agrupamentos Industriais registaram comportamentos mais favoráveis do que os observados no mês anterior», acrescenta o INE.



De referir de novo que o aumento de 15,1% da procura do mercado externo terá algum impacto numa empresa que exporta 93% do que produz...

2.:

As encomendas às fábricas norte-americanas cresceram mais do que o esperado em Maio, um factor justificado em parte pelo aumento da procura de equipamentos de escritório.



A PTI não vai ter que exportar para a China ou Índia... :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen: Ouvi dizer que um dos alvos da nova máquina seriam os States... :roll:

PS.: ganda maluko agora já te podes concentrar nos mísseis coreanos, nos estoiros das bolsas e economias mundias e no cortejo funebre da carteira do Mechanic... :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen:
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por Princepe da bolsa » 5/7/2006 14:36

Não é desconto a mais e não levará, pelo menos num primeiro impacto, a queda ?


Se analisares os gráficos do AA que ficaram para trás mas que ainda me parecem actualizados, verás que estamos perto da LTA e sem grande espaço para quedas... :roll: :roll:

Se calhar sou eu que sou optimistas mas, duvido mto que desça do intervalo 2,18-2,22€... Ainda por cima a uma semana duma Assembleia que provavelmente aprovará, entre outras coisas, a desblindagem dos estatutos... :roll: :roll:
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Desconto

por siracusa » 5/7/2006 13:39

Não é desconto a mais e não levará, pelo menos num primeiro impacto, a queda ?
Não basta olhar fixamente os degraus.
É necessário subir a escada.
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por Princepe da bolsa » 5/7/2006 11:29

Razão pura escreveu:

Princepe,

Qual é a tua fonte da informação que postaste agora em último? Gostava de ler mais sobre o negócio.

Obrigada,


http://www.portucelsoporcel.com/pt/index.html

De nada! :wink:
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PTI

por Razao_Pura » 5/7/2006 11:07

Princepe,

Qual é a tua fonte da informação que postaste agora em último? Gostava de ler mais sobre o negócio.

Obrigada,

R.P.
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por Princepe da bolsa » 4/7/2006 18:34

Eu escrevi:

Claro que também importa considerar potenciais de crescimento, tendo a Altri a seu favor os investimentos na biomassa e na Celbi e a Portucel tem pelo seu lado a nova máquina e a modernização das suas unidades apoiada pelo estado.


Quando escrevi isto não fui muito objectivo. Embora seja verdade que a Altri se tem esforçado bastante para evoluir neste tipo de produção de energeca, que muitas sinergias cria para as celulósicas, a verdade é que a Portucel está um passo à frente:

O Grupo é também o maior produtor nacional de energias renováveis a partir de biomassa. De facto, produz quase 70% da energia eléctrica a partir da valorização deste recurso renovável, optimizando assim a eficiência da sua utilização no fabrico dos produtos intermédios e finais.



Poderão dizer que o que importa no mercado, não é o que exite, mas sim o que virá a seguir. Nesse caso a Portucel também está a invesitir ainda mais na biomassa:

A Portucel está a negociar com o Governo a atribuição de uma licença para a instalação de uma central de cogeração, que visa produzir electricidade e reduzir os resíduos na nova fábrica de pasta e papel que o grupo de Pedro Queiroz Pereira vai construir em Setúbal num investimento de 481 milhões de euros, soube o Jornal de Negócios.


A Portucel Energia está de tal forma evoluída que tenho até dificulade em perceber de que maneira a subida dos preços do petróleo poderão prejudicar a evolução da empresa, uma vez que a PTI é quase auto-suficiente em energia, o que permitiria, no caso duma subida dos custos energéticos, um vantagem concorrencial com outras empresas do sector sem uma componente de energia tão forte... A única forma de a PTI perder com a subida do preço do petróleo seria em termos de custos de exportação (a PTI exporta 93% do que produz). :roll: :roll: :roll: (se calhar estou a inventar mas é o que me parece... embora nos price targets os bancos apontem como negativo para a PTI a subida dos custos energéticos).

Para demonstrar o que digo:

1.- A fábrica de Setúbal, onde vão montar a nova máquina, para permitir uma maior integração da pasta, que só está nos 40% (isto é que são sinergias sem leilão :P ) é excendentária em energia:

A fábrica de pasta de Setúbal é uma das mais importantes do Sul da Europa, tanto em dimensão como em tecnologia. Entre as suas vantagens competitivas, destacam-se o excelente desempenho energético e a sua ecoeficiência (autosuficiente na produção de energia, através da queima de biomassa, a fábrica gera excedentes que vende à rede eléctrica nacional) .


2.- Cerca de 7% dos resultados do primeiro trimestre refletem vendas de energia:

os restantes 7% resultam na sua maioria da actividade de venda de energia».


3.- A o grupo PTI produz quase a totalidade de enegia que consome:

Nos últimos anos, o Grupo tem realizado importantes investimentos na utilização de energias alternativas ao fuel-óleo, sendo hoje praticamente auto-suficiente em termos energéticos: produz 89,5% da energia total que consome, a partir de biomassa (biomassa florestal e matéria orgânica vegetal constituinte da madeira e integrada nos licores resultantes do processo produtivo).


PS: Resumindo fica de certa forma desfeita na minha cabeça a ideia de associar sempre a biomassa à Altri; fica ainda demonstrada a importancia da nova máquina em Setubal, que produz mais pasta do que a que consegue integrar nas máquinas de papel desse complexo, e fica a pergunta para análises futuras:

Em que medida a subida dos preços do petróleo influênciam a PTI?
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por aa » 1/7/2006 8:35

G.A.

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por Princepe da bolsa » 30/6/2006 12:25

ganda maluko:
O grande motor para o consumo de papel e de pasta não é propriamente a actividade industrial.


Mas a notícia não tem nada a ver com consumo do cliente final. Mas se se produziu mais terá sido porque houve mercado para os produtos criados na indústria portuguesa.

É o crescimento do PIB.


Que PIB? O português? Mas 93% da produção da Portucel é exportada... :roll: :roll: Também convém referir que exporta para a Europa ( que está a crescer mais que nós) e para os Estados Unidos (cujo PIB cresce 5,6% :shock: ).

mas é melhor não esquecer que tem sido penoso o caminho


Se não fosse penoso não existiria a possibilidade de, se tudo correr bem, subir uns bons centimos... :wink: :wink: :wink:
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ATENÇÃO

por ganda maluko » 30/6/2006 12:15

O grande motor para o consumo de papel e de pasta não é propriamente a actividade industrial. É o crescimento do PIB. A boa notícia para nós é que o PIB vai aumentando e provavelmente teremos crescimento acima de 1,5% já em 2007 (aliás é imperioso que tal aconteça senão o défice português não diminui porque poupar não é connosco).

Por outro lado não conheço os principais clientes de papel e de pasta das empresas portuguesas. Se fosse a CHINA e a INDIA aí sim a coisa levantava vôo...

Esta acção é obviamente uma das mais apetecíveis do nosso mercado (se definitivamente as coisas forem avançando) mas é melhor não esquecer que tem sido penoso o caminho (não na cotação mas no tempo que demora cada resolução de problemas com accionistas -o estado tem atrasado e muito o processo)
 
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