Caldeirão da Bolsa

O fim da ilusão

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por Camisa Roxa » 28/9/2007 16:29

Bowie Escreveu:Ulisses,

Como defendi na página anterior, existem períodos de correlação positiva e negativa. Nos últimos anos temos estado num período de correlação positiva. Mas nem sempre é assim.
Fiz um gráfico ainda mais simples para justificar aquilo que estou a dizer.

cump


Bowie, esse gráfico só demonstra que não podemos olhar para o oil para justificar qualquer tendência nos mercados accionistas

a correlação passa de positiva a negativa again and again; a relação entre os 2 mercados é errática e não nos permite tirar conclusões de qualquer espécie nem que com o oil elevado os mercados accionistas tendem a descer nem que com o oil elevado os mercados accionistas tendem a subir
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por Ulisses Pereira » 28/9/2007 14:40

O que eu fui desenterrar! :shock:

Ao ler um artigo do Cramer sobre o assunto, desviando-se também da habitual opinião dos analistas e da percepção do público em geral, resolvi colá-lo a este antigo tópico. Mas actual :)

Um abraço,
Ulisses

"Buying's On 'Cause Oil's Back"

By Jim Cramer
RealMoney.com Columnist
9/27/2007 3:54 PM EDT

Maybe it is just unstoppable. I know that doesn't help much, but we are now seeing the most aggressive buying of the day, and I think the main reason is the leadership is back: oil.


Remember, this whole quarter is about flying under the umbrella of higher oil prices and today's ramp has been perfect for the bull markets of infra (refineries and petro plants), ag (energy, alt), minerals (if demand is strong for oil that means things are robust enough to buoy oil) and aerospace defense (reduced energy costs/Boeing (BA - commentary - Cramer's Take - Rating).)

When oil goes up, you are going to get a better market. I think that this counterintuitive leadership has confused more traders and investors than just about any other factor in the markets, given that ever since the bull market of 1982 began you have had one true relationship: Oil down, market up; and vice versa. Don't be confused. The airlines are really the only negative group when it comes to oil.

That's why so much of the market goes up on days like today.

Enjoy. "

(in www.realmoney.com)
"Acreditar é possuir antes de ter..."

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por Bowie » 18/5/2006 18:06

Ulisses,

Como defendi na página anterior, existem períodos de correlação positiva e negativa. Nos últimos anos temos estado num período de correlação positiva. Mas nem sempre é assim.
Fiz um gráfico ainda mais simples para justificar aquilo que estou a dizer.

cump
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por JCS » 18/5/2006 16:58

Ulisses Pereira Escreveu:E, uma vez mais, num momento de forte variação, crude e mercados accionistas andam lado a lado. A ilusão continua a esvanecer-se aos olhos de muitos.

Um abraço,
Ulisses



Ulisses, os 8950 pontos já me pareceram mais longe...
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por Ulisses Pereira » 18/5/2006 16:51

E, uma vez mais, num momento de forte variação, crude e mercados accionistas andam lado a lado. A ilusão continua a esvanecer-se aos olhos de muitos.

Um abraço,
Ulisses
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comentário

por jotabil » 20/4/2006 11:42

Caro Atomez


Ao ler os teus comentários, não pude deixar de te dizer que o que se passa no Iraque e o que eventualemnte, poderá suceder no Irão, é resultado da tremenda cobiça das duas fações do Ocidente. A europa terrestre de um lado e a potência maritima pelo outro.
Quem é que está a foornecer a tecnologia nuclear aos iranianos?
Quem precisa de comerciar com os iranianos?
A resposta a estas duas perguntas dá a clara definição da situação.
Agora vires dizer que mais vale que o petróleo
estar do lado do ocidente do que do lado dos agarenos.....é uma frase que é resultado de uma propaganda tremenda feita pelos reais antagonistas que referi.
Os agarenos são meros titulares formais da riquezas cobiçadas.....quem se dispõe em campos opostos são aqueles que referi....e naturalmente que a sede de réditos levará à inevitável luta.
Pensa sob esta lógica e fora dessa insidiosa propaganda que pretende esconder o jogo real e verás tudo de uma forma clara.
Isto aplica-se em quase todos os conflitos que grassam pelo mundo.
A china e a India ainda são cartas fora do baralho ...lá virão um dia......mas agora´, trata-se, somente da rivalidade entre uma fação centrada nos USA-UK e outra centrada no BENELUX-ALEMANHA-FRANÇA.......os agarenos são meros piões das nicas na estratégia indirecta do terrorismo e da propaganda.
cumps
Se naufragares no meio do mar,toma desde logo, duas resoluções:- Uma primeira é manteres-te à tona; - Uma segunda é nadar para terra;
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Contraditório

por K@t0 » 20/4/2006 10:41

Retirado do Ribatejo Online

2006-04-20 08:33:00
Mercados sobem com valorizações do sector petrolífero
Os principais mercados europeus abriram hoje em alta, a beneficiar das valorizações do sector energético, num dia em que o petróleo continua a transaccionar em máximos históricos.
O índice Euronext 100 subia 0,3 por cento, para 894,40 pontos, enquanto que o DJ Stoxx 50 ganhava 0,11 por cento, para 3.554,97 pontos.
As variações entre as principais praças europeias oscilavam entre os 0,03 de Lisboa e os 0,27 por cento de Paris.
Nos Estados Unidos, os mercados encerraram em terreno positivo, ajudados pela especulação de que as subidas das taxas de juro estão a chegar ao fim.
O índice tecnológico Nasdaq Composite terminou a sessão a subir 0,63 por cento, para 2.370,88 pontos, e o índice industrial Dow Jones ganhou 0,09 por cento, para 11.279,00 pontos.
A puxar para cima os mercados europeus estava novamente o sector energético, a beneficiar das valorizações das petrolíferas BP e Total, numa sessão em que o preço do petróleo atingiu um novo máximo histórico, acima dos 74 dólares por barril.
A subida das vendas da Danone, anunciadas hoje pelo fabricante de iogurtes, também estão a ajudar as bolsas a acumular ganhos.
Por outro lado, o sector tecnológico está a limitar os ganhos das praças europeias, depois do fabricante de software SAP ter anunciado lucros abaixo do esperado.
(Quadros informativos da Euronext Lisboa e principais bolsas mundiais disponíveis em www.lusa.pt/mercados.asp).
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por pvg80713 » 20/4/2006 7:19

Ulisses Pereira Escreveu: o Nasdaq durante esse período subiu cerca de 100% e o Dax perto de 150%. O Crude está em máximos históricos e os principais mercados accionistas mundiais estão em máximos dos últimos anos.


Tudo bem, o petroleo nao entra na equação. Tambem ja sei que se houver ataque todos os indices descem abruptamente para recuperarem de seguida.
O petroleo claro, é sempre a subir. Penso que o mundo quer assim e os states querem assim para venderem milhoes de carros com fuel cells. Tudo bem...

A subida do nasdaq 100 %, tudo bem ... ainda esta a 50 % de ha seis anos. O Dow esta quase como ha seis anos... Mas agora com a perspectiva de fazerem muito negocio a conta do petroleo caro e de guerra que sempre foi motor da economia americana... tudo bem

Agora o que eu não percebo são as valorizações europeias. 150% para o dax ? porque ?

A Italia esta à beira do Fascismo.
A França queima carros e o poder está quase na rua.
A Espanha corre o risco de Balcanização ( ver palavras de Filipe Gonzalez )
A Alemanha falhou a integação com a RDA e está com milhoes de desempregados.
A UE já desistiu do novo tratado e penso que o Euro caminha para onde ja esteve 1€=.85$
Está bem, podem dizer, Portugal....está....

Que tal uma correcçãozinha ?
 
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por atomez » 20/4/2006 3:34

rnbc Escreveu:
Atomez Escreveu:na minha irrelevante opinião o Irão vai ser atacado em breve, isso é praticamente inevitável


Provavelmente até vai, mas apenas em pequena escala e de forma a atrasar o programa nuclear. Fala-se no uso de armamento nuclear táctico, mas sinceramente duvido que os EUA o usem, porque ficariam politicamente isolados e tirariam o génio da garrafa novamente. Daqui por 5 anos terias umas 30 potências nucleares, entre as quais uns quantos países da américa latina que têm actualmente a tecnologia na gaveta.

O objectivo estratégico do ataque não se limita à destruição da capacidade nuclear do Irão (como Israel fez ao bombardear a central Osirak no Iraque) mas mais do que isso é a mudança de regime, como no caso da Sérvia/Jugoslávia. Por isso o ataque vai ser prolongado e vai incluir instalações militares e governamentais.

O rationale para o uso de armas nucleares tácticas, mais do que a capacidade para destruir bunkers a grande profundidade, é a de mandar a mensagem para o resto do mundo que "quem nos ameaça com armas nucleares, leva com elas em cima". Politicamente isolados? Who cares?

É de notar que o Irão não exporta uma gota de crude para os States desde há 30 anos (invasão da embaixada e reféns) por isso a falta de abastecimento não os vai afectar a eles directamente...

Tal como a idade da pedra não acabou por falta de pedras, também a do petróleo não irá acabar por falta do dito.
As pessoas são tão ingénuas e tão agarradas aos seus interesses imediatos que um vigarista hábil consegue sempre que um grande número delas se deixe enganar.
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por atomez » 20/4/2006 3:27

rnbc Escreveu:
Atomez Escreveu:na minha irrelevante opinião o Irão vai ser atacado em breve, isso é praticamente inevitável


Provavelmente até vai, mas apenas em pequena escala e de forma a atrasar o programa nuclear. Fala-se no uso de armamento nuclear táctico, mas sinceramente duvido que os EUA o usem, porque ficariam politicamente isolados e tirariam o génio da garrafa novamente. Daqui por 5 anos terias umas 30 potências nucleares, entre as quais uns quantos países da américa latina que têm actualmente a tecnologia na gaveta.

O objectivo estratégico do ataque não se limita à destruição da capacidade nuclear do Irão (como Israel fez ao bombardear a central Osirak no Iraque) mas mais do que isso é a mudança de regime, como no caso da Sérvia/Jugoslávia. Por isso o ataque vai ser prolongado e vai incluir instalações militares e governamentais.

O rationale para o uso de armas nucleares tácticas, mais do que a capacidade para destruir bunkers a grande profundidade, é a de mandar a mensagem para o resto do mundo que "quem nos ameaça com armas nucleares, leva com elas em cima".

É de notar que o Irão não exporta uma gota de crude para os States desde há 30 anos (invasão da embaixada e reféns) por isso a falta de abastecimento não os vai afectar a eles directamente...
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por rnbc » 20/4/2006 2:39

Atomez Escreveu:na minha irrelevante opinião o Irão vai ser atacado em breve, isso é praticamente inevitável


Provavelmente até vai, mas apenas em pequena escala e de forma a atrasar o programa nuclear. Fala-se no uso de armamento nuclear táctico, mas sinceramente duvido que os EUA o usem, porque ficariam politicamente isolados e tirariam o génio da garrafa novamente. Daqui por 5 anos terias umas 30 potências nucleares, entre as quais uns quantos países da américa latina que têm actualmente a tecnologia na gaveta.

Ora as consequências dum ataque limitado são... limitadas. Não iriam prejudicar muito o irão económicamente, nem afectariam a produção de petróleo. Nota que neste momento a produção chega "à queima" para a procura, pelo que não é possível afectar significativamente a produção dum grande exportador sem deixar alguém descalço (sem petróleo).

Quanto às maiores reservas petroliferas do mundo, estão no norte do canadá e na sibéria oriental, sob a forma de areias betuminosas. Só há meia dúzia de anos é que a extração começou a ser feita, e se o preço subir bastante e houver tempo (não houver quedas bruscas noutros sitios) a produção nessas zonas vai subir até se tornar capaz de substituir as actuais zonas. Claro que esse petróleo é caro, mesmo muito caro (custo extractivo de $40/barril ou mais).

Por outro lado com o petróleo a custar $160/Barril no consumidor o uso de energias alternativas torna-se altamente rentável, ao contrário do que tem acontecido, o que trará imensos beneficios globais a longo prazo, excepto ao médio oriente que voltará a ser povoado por areia e camelos em vez de poços de petróleo. Ou talvez não, porque o deserto é um sitio excelente para instalar coletores solares em larga escala.

Portanto nunca haverá falta de petróleo para a industria quimica e de plásticos, que o pode pagar bastante caro. Quanto ao uso como fonte de energia, bem... penso que a prazo arranjaremos outra coisa, visto que a actual situação é insustentável.

Enfim, não se ralem que eu também não :)
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por atomez » 20/4/2006 1:12

na minha irrelevante opinião o Irão vai ser atacado em breve, isso é praticamente inevitável, e as consequências serão:

petróleo - subida acentuada a curto prazo e depois correcção e estabilização

mercados - subida

isto porque o mercado tende a antecipar a economia e para a economia, a médio e longo prazo, é melhor que o petróleo do Médio Oriente esteja sob controlo dos States e aliados europeus que na mão de fundamentalistas islâmicos

o que está em jogo neste momento é o controlo das maiores reservas de crude do mundo, e as únicas que vão durar para mais de 20 anos, que são as do Médio Oriente

os EUA estão a construir 5 gigantescas bases militares no Iraque, autênticas "pequenas américas" de 20.000 habitantes cada, com casas, lojas, cinemas, bancos, com sistemas de energia, água e saneamento totalmente idependentes; os ingleses estão a fazer uma idêntica no sul do Iraque

daqui a 100 anos ainda lá estarão
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por valves » 20/4/2006 0:46

Mas o mais engraçado é que ainda ontem as TV`s portuguesas justificavam a queda das Bolsas europeias com os novos máximos no crude? Será que nem 3 anos de lições práticas chegam para desmistificar uma das maiores ilusões do mercado?


eu já estou convencido :wink:
Aqui no Caldeirão no Longo Prazo estamos todos ricos ... no longuissimo prazo os nossos filhos estarão ainda mais ricos ...
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por Horaclito » 19/4/2006 23:25

Ulisses Pereira Escreveu:Um ano depois do início deste tópico, a tendência acentua-se cada vez mais. Há 3 anos o crude cotava a cerca de 25 dólares. Subiu quase 200%, o Nasdaq durante esse período subiu cerca de 100% e o Dax perto de 150%. O Crude está em máximos históricos e os principais mercados accionistas mundiais estão em máximos dos últimos anos.

Mas o mais engraçado é que ainda ontem as TV`s portuguesas justificavam a queda das Bolsas europeias com os novos máximos no crude? Será que nem 3 anos de lições práticas chegam para desmistificar uma das maiores ilusões do mercado? 8-)

Um abraço,
Ulisses



Em minha opinião concordo com o Ulisses, não existe uma relação directa do aumento do preço do crude com as quedas dos mercados, os analistas ( também tenho ouvido) de vão de escada que assim o argumentam infelizmente não são assim tão poucos quanto o desejavel. A instabilidade geo-politica que se está a intensificar neste momento entre o Irão (logo Médio Oriente) e os EUA essa sim pode em meu entender ser uma justificação para a escalada do crude nestes ultimos 3 anos e que não vai ficar por aqui pois dentro de pouco tempo estará a 100 dolares, este aumento para já incontrolável do preço do crude irá levar a mais guerra, pois é induvidável que os EUA estão ansiosos por mandar umas ameixas aos iranianos e controlar mais uns poços (e vai acontecer) o que por sua vez vai levar a que os mega capitais investidos por os mega milionários de rudilha na cabeça não só iranianos mas também dos vizinhos abastados nas bolsas europeias e americanas seja retirado (pois o fanatismo disfarçado que este tipo de individuos têm ainda é pior do que aqueles que andam aos tiros e com cinturões bomba) e os triliões de dolares em participações que estes têm nas empresas destes mercados sejam despejados em força, pois isto é simpes e não tenhamos ilusões que os mercados só sobem quando existe muito "dinheirinho" a entrar e descem quando este sai...ora os mercados como se sabe têm sempre tendência a antecipar os factos e ainda bem que assim é porque até dá para passar por um periodo de adaptação para não ser tão violento o impacto quando estes cenários acontecem mesmo.

Cumprimentos e BN.
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por JCS » 19/4/2006 15:34

Ulisses Pereira Escreveu:Mas o mais engraçado é que ainda ontem as TV`s portuguesas justificavam a queda das Bolsas europeias com os novos máximos no crude...

Um abraço,

Ulisses



E o problema ainda maior é que não foi só a TVI a justificar-se assim... Leva-nos a questionar a competência da maioria dos analistas (não todos) que trabalham nos bancos de investimento... Creio que aqui no caldeirão existirão algumas dezenas de investidores com maior noção do que se passa nos mercados que a maioria desses analistas (e que são pagos a bons preços)...

É triste mas é verdade.

Cumprimentos

JCS
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por Quico » 19/4/2006 15:14

Basicamente essas noticiar são feitas assim:

"Tá a subir? Ora deixa cá ver o que está mais à mão para o justificar..."

"Tá a descer! Optimo! Más noticias é o que nunca falta. Olha: pode ser mesmo esta! Ainda por cima tem a ver com economia, não é?"

8-)
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por Ulisses Pereira » 19/4/2006 13:47

Um ano depois do início deste tópico, a tendência acentua-se cada vez mais. Há 3 anos o crude cotava a cerca de 25 dólares. Subiu quase 200%, o Nasdaq durante esse período subiu cerca de 100% e o Dax perto de 150%. O Crude está em máximos históricos e os principais mercados accionistas mundiais estão em máximos dos últimos anos.

Mas o mais engraçado é que ainda ontem as TV`s portuguesas justificavam a queda das Bolsas europeias com os novos máximos no crude? Será que nem 3 anos de lições práticas chegam para desmistificar uma das maiores ilusões do mercado? 8-)

Um abraço,
Ulisses
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por pedras11 » 12/8/2005 21:34

U.S. Stocks Fall, Led by Technology Shares, on Dell Forecast

Aug. 12 (Bloomberg) -- U.S. stocks fell as a disappointing sales forecast from computer-maker Dell Inc. dragged technology shares lower and oil prices climbed to a record $67 a barrel.

Dell is ``really challenged on the revenue side because the prices of PCs are coming down,'' said Jack Ablin, who oversees $44 billion as chief investment officer at Harris Private Bank in Chicago. ``Oil and tech are archenemies -- they tend to move in opposite directions.''

Benchmark indexes also dropped after reports showed the U.S. trade deficit was wider than economists expected and consumer confidence declined.

The Standard & Poor's 500 Index lost 7.42, or 0.6 percent, to 1230.39, with technology companies such as Intel Corp. contributing the most to the retreat. The Dow Jones Industrial Average slid 85.58, or 0.8 percent, to 10,600.31, with 27 of 30 members falling.

The Nasdaq Composite Index, which gets 44 percent of its value from computer-related shares, ended down 17.65, or 0.8 percent, at 2156.90. Dell, the fifth-biggest U.S. technology company by market value, had its steepest slide in almost four years.

Since last Friday, the Dow average increased 0.4 percent for its first gain in three weeks. The S&P 500 added 0.3 percent and the Nasdaq retreated 1 percent this week.

Five stocks fell for every two that rose on the New York Stock Exchange. Some 1.31 billion shares changed hands on the Big Board, the slowest trading in almost three weeks.

Dell Drops

Dell, the world's top maker of personal computers, slid $2.94, or 7.4 percent, to $36.64 for its worst performance since September 2001. Sales this quarter will be $14.1 billion to $14.5 billion, trailing the $14.6 billion average analyst estimate in a Thomson Financial survey. Second-quarter revenue rose 15 percent, short of the 17 percent that analysts predicted.

Dell's decision to cut prices on desktops and laptops to less than $600 for some machines hampered growth. While Dell slumped, shares of rival Apple Computer Inc., maker of Macintosh computers, soared to an all-time high. The stock climbed $2.10 today to $46.10, bringing its 2005 gain to 43 percent.

Semiconductor companies had the steepest loss among two dozen S&P 500 groups, retreating 1.9 percent. Intel, the world's biggest computer-chip maker, declined 51 cents to $26.31.

Microsoft Corp., the No. 1 software maker, fell 22 cents to $27.05. Dell, Microsoft and Intel were three of the four biggest drags on the S&P 500.

Cisco Systems Inc., the largest maker of equipment that links computers, slipped 26 cents to $17.80. Earlier this week, Cisco said sales growth will slow this period. The stock has tumbled 7.8 percent since Aug. 5.

Record Oil

Record oil prices have weighed on technology shares this year by increasing companies' costs. A gauge of computer-related stocks has fallen 1.3 percent, while the S&P 500 has added 1.5 percent. Energy shares are the best performers, up 32 percent.

Today, crude oil for September delivery rose 1.6 percent to $66.86 a barrel in New York on speculation that fuel demand may outpace production capacity. Earlier, futures reached a record $67.10.

``High oil prices are going to take a significant chunk out of economic activity,'' said Malcolm Polley, who oversees $1.2 billion as chief investment officer at S&T Wealth Management in Indiana, Pennsylvania. ``You can't have oil prices go up $20 a barrel and not have that impact the economy and the stock market.''

Economic Reports

Oil's rise contributed to a wider-than-expected U.S. trade deficit as a strengthening economy prompted companies to import more expensive crude and a record amount of goods from China. The gap in goods and services traded swelled 6.1 percent to $58.8 billion in June. Economists expected $57.2 billion in a Bloomberg News survey.

The University of Michigan's preliminary consumer sentiment index declined to 92.7 this month from 96.5, marking the first drop since May. That's less than the median economist estimate of 96.3 in a Bloomberg survey.

Second-quarter earnings season winds down next week with reports from companies including Wal-Mart Stores Inc., the world's largest retailer, and Home Depot Inc., the No. 1 home- improvement chain. Of the 91 percent of S&P 500 companies that have announced results, about 70 percent have exceeded estimates, the most since the first quarter of 2004.

Nvidia Corp., the No. 3 maker of computer graphics chips, climbed $1.70 to $29.95. Second-quarter earnings surged to 41 cents a share on sales of a new, more profitable semiconductor. Profit topped the 34-cent average Thomson estimate.

McDonald's

A decline in McDonald's Corp., the world's No. 1 restaurant chain, weighed on the Dow average. The stock dropped $1.44 to $33.25, retreating from the highest closing price in more than five years.

Yesterday, McDonald's rallied 6.1 percent on speculation Vornado Realty Trust may buy a stake in the company, according to Peter Goldman, a money manager at Chicago Asset Management. That scenario is unlikely, CIBC World Markets Corp. analyst John Glass wrote in a report, because ``selling its real estate would jeopardize franchisee relationships.'' The company sees owning real estate as having ``strategic value,'' he wrote.

Red Robin Gourmet Burgers Inc. tumbled $14.24, or 24 percent, to $45.55. The restaurant operator said third-quarter and full-year profit may miss analysts' estimates. Chief Executive Officer Michael J. Snyder and Senior Vice President James P. McCloskey left the company amid an internal investigation into travel and entertainment expenses.

Taser, Emulex Gain

Taser International Inc. gained 91 cents to $9.35. The maker of electric stun guns said a court dismissed a wrongful lawsuit against the company in Arizona.

Emulex Corp. rallied $1.61, or 9.1 percent, to $19.26. The maker of computer chips and cards used in data-storage machines forecast first-quarter profit, excluding some items, of 26 cents to 28 cents a share on sales of $106 million to $110 million. Analysts were expecting 24 cents on revenue of $106 million, according to a Thomson survey.

S&P 500 shares, called Spiders, fell 76 cents to $123.06. Nasdaq-100 tracking shares, known by their QQQQ symbol, slipped 22 cents to $39.21.

S&P 500 futures expiring in September dropped 7.40 to 1231 on the Chicago Mercantile Exchange. Nasdaq-100 Index futures slid 2 to 1592.50.

The Russell 2000 Index, which tracks companies with a median market value of $512 million, was down 6.37, or 1 percent, at 660. The Dow Jones Wilshire 5000 Total Market Index, the broadest measure of U.S. shares, declined 68.83, or 0.6 percent, to 12,260.13. Based on changes in the Wilshire, the value of stocks decreased by $86 billion.
"O desprezo pelo dinheiro é frequente, sobretudo naqueles que não o possuem"

Fonte: "La Philosophie de G. C."
Autor: Courteline , Georges

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por heterocedastico » 12/8/2005 20:44

Acabaram mesmo agora de discutir esta temática na CNBC.

O 1º comentador apresentou 1 gráfico do crude e do sp500. Ambos a subir. Conclusão: Não há uma correlação directa.

O segundo comentador apresentou um gráfico do crude com o PER do sp500. Relação inversa. Conclusão: O múltiplos do mercado não gostam de preços do petróleo elevados.

Fusão das opiniões dos dois comentadores: Se os índices sentem a subidado crude e os múltiplos sim então na relação Price/Earnings teremos os earnings a crescer quando o petróleo aumenta e a descer quando o petróleo cai.

Bem, apeteceu-me divagar.

Cumprimentos a todos os caldeireiros. Eu cá vou de férias. Cuidem do mercado que eu também não!
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por Surfer » 14/7/2005 0:10

De facto as pessoas na sua maioria têm dificuldade senão incapazes mesmo de adaptarem-se à mudança, nomeadamente à velocidade das mudanças que ocorrem à sua volta. Todo o ser humano sofre e revela essa dificuldade, uns mais outros menos ao longa da vida.

Mas aqui nos mercados os mais flexíveis e os mais capazes de abrir a mente a todos os cenários que os mercados vão "descontando", são os vencedores. Os vencidos pela imbatível força dos mercados são aqueles que primam pela rigidez de princípios, de fortes convicções e crentes da sua sabedoria e conhecimento, resistem mais à mudança e sem aperceberem de que já algum tempo "remam" contra os mercados.

Eu sou um trader que não dispenso a AT e ao longo dos curtos 5 anos que levo de experiência nos mercados, aprendi que através dos gráficos posso ler tendências, definir padrões e seguir indicadores, ferramentas úteis para seguir e negociar nos mercados. O que a AT e os seus gráficos não me dizem, são os motivos e as razões porque os mercados desenvolveram determinadas tendências ou padrões no passado. Para descobrir a resposta tenho que ir à procura e saber quais eram os factores que os mercados incidiam e descontavam para justificar e fundamentar as tendências e padrões.

Os padrões e tendências repetem-se constantemente ao longo de anos e décadas nos mercados. O que realmente está em constante mudança e dificilmente se repetem são os factores, a intensidade e a importância que os mercados assumem em determinado espaço temporal.

Isto para dizer que, períodos houveram no passado que os mercados interpretavam a subida do Crude como factor negativo ou até mesmo muito mau para a economia mundial. Hoje, de há sensivelmente dois anos para cá, que os mercados interpretam esse factor de forma contrária, ou seja de forma positiva.

O aumento do preço do Crude actualmente associado a outros factores macroeconómicos e face ás actuais circunstâncias à escala da economia global, é um factor e indicador de crescimento, corresponde a um aumento de produção que procura satisfazer um aumento de procura.

No futebol, alguém um dia disse «o que hoje é verdade, amanhã já pode ser mentira». Nos mercados pode-se aplicar a mesma relação, «o que hoje é visto como positivo, amanhã já poderá ser visto como um tormento».

Cumps
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por valves » 13/7/2005 20:36

Obviamente não podemos dizer que as duas realidades são independentes (eu julgo que não são). Podemos sempre argumentar que os mercados podiam estar mais altos caso o crude não tivesse escalado desta forma

Bem também disso eu estou convencido.
Aqui no Caldeirão no Longo Prazo estamos todos ricos ... no longuissimo prazo os nossos filhos estarão ainda mais ricos ...
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o unico ...

por mcarvalho » 13/7/2005 19:14

que desce quer o crude suba ou baixe é o ...PSI...!!
 
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por nunofaustino » 13/7/2005 18:54

Oi RP... eu escolhi o Nasdaq pq é o índice que utilizo mais frequentemente. Provavelmente o SP é um índice melhor para fazer estas comparações. E esse está quase nos máximos relativos...

Bowie... o ponto essencial do artigo que deu origem a este post foi que a ideia que as bolsas descem devido ao preço elevado do petróleo é errada. Essa seria uma ideia "normal" e empírica, mas que nem sempre é verdade. É o que está a acontecer nos últimos dois anos em que estamos a assistir a novos máximos históricos no crude e novos máximos relativos em diversos índices. Provavelmente fui muito redutor no meu último post e a ideia que transpareceu foi que havia sempre um correlação directa entre os mercados de acções e o do crude.

A ideia que eu queria transparecer é que, tal como tu dizes, não há uma correlação fixa entre os dois mercados. Por isso utilizar o argumento que "o preço do crude está elevado por isso as bolsas vão descer" é um argumento sem qquer valor.

Um abraço
Nuno
Pluricanal... não obrigado. Serviço péssimo e enganador!!!
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por Ulisses Pereira » 13/7/2005 18:38

Bowie, como sou eu que tenho puxado este tópico para cima, penso que talvez não me esteja a expressar bem, pois a minha posição não é a que referes.

Eu acho que o crude não influencia os mercados. O que eu acho é que o preço do crude geralmente sinaliza a pujança de outros factores económicos que sustentam a subida das Bolsas.

Mas a minha guerra não é essa. Não é defender a relação directa entre crude e mercados. Aquilo pelo qual me bato há alguns meses é para que os jornalistas parem de atribuir ao preço do crude as justificações para os dias em que os mercados caem. Porque quem anda a "shortar" os mercados por o crude ser alto não anda a ganhar dinheiro. E, certamente, a maior parte dos jornalistas não shorta. Esse é o grande problema... É que de fora o mercado parece diferente.

Um abraço,
Ulisses
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por Bowie » 13/7/2005 16:54

Marco,

Eu não disse o contrário de nada que tu afirmaste, mas provavelmente não fui explicito o suficiente.

Existem períodos temporais em que temos o:

crude a subir e o spx500 a descer,
crude a descer e o spx500 a subir,
crude a subir e o spx500 a subir,
crude a descer e o spx500 a descer,

independentemente da janela temporal que utilizes.

O períodos utilizados são de 21, 52 e 104 semanas.

Logo, não se iludam os defensores da correlação positiva nem os defensores da correlação negativa. Na minha opinião têm ambos razão.

Resolvi dar o meu contributo porque tenho encontrado alguma graça à “guerrinha” entre os defensores de um e de outro ponto de vista, em que logo que o crude atinge um novo máximo e o mercado corrige puxam o tópico para cima dizendo (...estão a ver...) ou quando o spx faz um novo máximo em paralelo com o crude dizem (...afinal parece que...).

Não quero ser irónico para ninguém, e se parecer desculpem-me.

Cumprimentos
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