O fim da ilusão
Correlação Crude Oil vs SPX (Dados Semanais):
- Últimos 10 anos: 0.264
- Últimos 5 anos: 0.083
- Últimos 2 anos: 0.752
- Últimos 1 anos: 0.364
Conclusão: Parece evidente que a correlação entre as duas variáveis tem aumentado nos últimos tempos. Digamos que o mercado accionista está mais sensível a variações do preço do petróleo. No entanto, não deixa de ser mais uma variável de um conjunto infinito delas...
- Últimos 10 anos: 0.264
- Últimos 5 anos: 0.083
- Últimos 2 anos: 0.752
- Últimos 1 anos: 0.364
Conclusão: Parece evidente que a correlação entre as duas variáveis tem aumentado nos últimos tempos. Digamos que o mercado accionista está mais sensível a variações do preço do petróleo. No entanto, não deixa de ser mais uma variável de um conjunto infinito delas...
Re
Bolsas dos EUA encerram a perder com perspectivas de abrandamento económico
Com petróleo ou com outra coisa qualquer é preciso arranjar sempre uma explicação para quedas ou para subidas.
A inflação nos Estados Unidos registou o maior aumento desde Outubro, em Março. O índice de preços no consumidor avançou 0,6% face a Fevereiro.
Isto é uma coisa que pode dar sempre para os 2 lados.
Se virmos o aumento de preços olhando para o produtor e para o retalhista isso significa que essas empresas estão a aumentar lucros aproveitando um bom momento da economia.
Desde que os aumentos não sejam exagerados eu até diria que eram salutares sobretudo se tivermos no mês seguinte uma diminuição.
Portanto neste momento começar já a pensar que o FED vai aumentar as taxas em 0,50% em vez dos normais 0,25% parece-me prematuro e completamente descabido...
Se amanhã subir eles virão dizer que está afastada essa hipótese???
Como hoje o petróleo subiu pode ser que amanhã desça um cêntimo e que já constitua explicação...
um abraço,
JAS
Bolsas dos EUA
Bolsas dos EUA encerram a perder com perspectivas de abrandamento económico
20/04/2005 21:46
Dow Jones em mínimo do ano Bolsas dos EUA encerram a perder com perspectivas de abrandamento económico
Os índices norte-americanos encerraram a sessão a desvalorizar com o mercado preocupado com o crescimento da economia depois da divulgação dos dados da inflação em Março. O Dow Jones caíu 1,1%, para o valor mais baixo desde o início do ano, e o Nasdaq perdeu 1%.
O índice industrial Dow Jones encerrou a cotar nos 10,012.36pontos enquanto o índice tecnológico Nasdaq marcava 1913.76. pontos.
A inflação nos Estados Unidos registou o maior aumento desde Outubro, em Março. O índice de preços no consumidor avançou 0,6% face a Fevereiro.
A divulgação deste dado deixou o mercado preocupado com a possibilidade da Reserva Federal norte-americana acelerar o aumento dos juros no país. A taxa de referência dos Estados Unidos situa-se nos 2,75%. Os últimos aumentos dos juros foram de 25 pontos base mas a Fed já disse que pode fazer aumentos de 50 pontos base caso seja preciso controlar a subida da inflação. Os investidores receiam que uma subida acentuada dos juros ponha em causa o crescimento da economia.
As preocupações com a inflação acabaram por anular o efeito positivo da apresentação de resultados acima do esperado, no primeiro trimestre do ano, por parte de algumas empresas.
A Intel maior produtora mundial de «chips», disse que os resultados líquidos do primeiro trimestre aumentaram 25%, para 2,15 mil milhões de dólares, enquanto as receitas totalizaram 9,43 mil milhões de dólares, mais 17% que no período homólogo. Ambos os valores superaram as previsões dos analistas. As acções da empresa subiram 0,13%.
A Caterpillar valorizou 3,64%, mas chegou a valorizar quase 6%, depois de também ter apresentado resultados acima do esperado, no primeiro trimestre, Os lucros da empresa atingiram o valor recorde de 83 milhões de dólares que correspondem a um aumento de 15% face ao mesmo período do ano passado.
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20/04/2005 21:46
Dow Jones em mínimo do ano Bolsas dos EUA encerram a perder com perspectivas de abrandamento económico
Os índices norte-americanos encerraram a sessão a desvalorizar com o mercado preocupado com o crescimento da economia depois da divulgação dos dados da inflação em Março. O Dow Jones caíu 1,1%, para o valor mais baixo desde o início do ano, e o Nasdaq perdeu 1%.
O índice industrial Dow Jones encerrou a cotar nos 10,012.36pontos enquanto o índice tecnológico Nasdaq marcava 1913.76. pontos.
A inflação nos Estados Unidos registou o maior aumento desde Outubro, em Março. O índice de preços no consumidor avançou 0,6% face a Fevereiro.
A divulgação deste dado deixou o mercado preocupado com a possibilidade da Reserva Federal norte-americana acelerar o aumento dos juros no país. A taxa de referência dos Estados Unidos situa-se nos 2,75%. Os últimos aumentos dos juros foram de 25 pontos base mas a Fed já disse que pode fazer aumentos de 50 pontos base caso seja preciso controlar a subida da inflação. Os investidores receiam que uma subida acentuada dos juros ponha em causa o crescimento da economia.
As preocupações com a inflação acabaram por anular o efeito positivo da apresentação de resultados acima do esperado, no primeiro trimestre do ano, por parte de algumas empresas.
A Intel maior produtora mundial de «chips», disse que os resultados líquidos do primeiro trimestre aumentaram 25%, para 2,15 mil milhões de dólares, enquanto as receitas totalizaram 9,43 mil milhões de dólares, mais 17% que no período homólogo. Ambos os valores superaram as previsões dos analistas. As acções da empresa subiram 0,13%.
A Caterpillar valorizou 3,64%, mas chegou a valorizar quase 6%, depois de também ter apresentado resultados acima do esperado, no primeiro trimestre, Os lucros da empresa atingiram o valor recorde de 83 milhões de dólares que correspondem a um aumento de 15% face ao mesmo período do ano passado.
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- Registado: 17/2/2004 1:38
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O dia de hoje
A continuação da tendência. Lá esteve o petróleo a funcionar como a notícia que vem a jeito da tendência.
Já agora....
como comentam o dia de hoje???
um abraço
mcarvalho
um abraço
mcarvalho
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Eu penso que o preço do petróleo tem sempre influencia nos mercados accionistas. De vez em quando os mercados descem quando o crude também desce, mas é apenas ocasional. Já todos sabemos e estamos fartos de ler relatórios desta e daquela instituição que referem que o preço alto do petróleo prejudica a economia. Ora, quando somos confrontados com notícias do tipo: "mercados com forte queda devido à escalada do petróleo" até pode nem ser só devido a este facto, mas que tem um grande peso, lá isso tem. Aliás, os últimos dados da economia Americana sobre por exemplo a inflação, a confiança e o consumo das famílias, o retalho, etc etc, degradaram-se devido a duas coisas: dólar fraco e petróleo alto. Portanto eu penso que o petróleo tem grande influência na economia mundial e como tal afecta bastante os mercados accionistas directa ou indirectamente. Quanto a comentários de analistas, já me vacinei, e em vez de ir contra eles, junto-me e vou na onda que ganho mais com isso. É mais difícil remar contra a maré do que ir com ela. Com isto quero dizer por exemplo, que quando surgem analistas a dizer que o petróleo no final do ano deverá estar a cotar nos 100 dólares e o mercado responde em massa com alta especulação, eu não me vou armar em santinho a comprar por exemplo TWs Put sobre o Crude emitidos pelo BCP só porque penso que é exagero. Obviamente que vou na onda. Ou por exemplo agora aparecia um research de uma casa de investimento a recomendar comprar PAD com preço-alvo de 1 Euro, eu também não me ia armar em santinho a dizer "...neste momento já não está barata portanto não vou comprar...". Obviamente que entrava de cabeça. Não quero dizer com isto tudo que estou contra a opinião dos caríssimos ilustres, mas sabemos o peso que as recomendações ou comentários que várias casas de investimento têm nos mercados, sejam elas de intenção duvidosa ou não. O que no fundo é importante é ter conhecimentos para não sermos enganados e experiência de mercados e bom senso para aproveitarmos alguns excessos lançados por esse mundo fora.
Abraço e BN.
Abraço e BN.
Bem, o JAS trocou-me as voltas. Mas vejamos, o futuro um dia será passado. E o que discutimos aqui é a opinião dos comentadores de todos os momentos que já foram actuais e hoje são passado. O futuro está cheio de momentos que um dia serão actuais. E todos esses momentos acabam desenhados nos gráficos. E a verdade é que não acabam sempre de acordo com esses comentários, nem tem que acabar, e a maior parte das vezes prevalece até a opinião contrária, mesmo no intraday, ou seja, o oposto daquilo que o pequeno investidor é “convidado” a fazer... e depois são servidas estas notícias porque os pequenos gostam de ter razões e causas para justificar as suas operações e aceitam facilmente tudo o que sirva para desculpar os seus negócios falhados ao contrário daquilo que antes parecia ir correr muito bem. Alguns pequenos dirão, “que azar, agora que apostei que ia subir a bolsa e estava tudo bem, lá veio o preço do petróleo estragar tudo”... Mas as notícias não se ficam por aí e na semana seguinte ou no próximo mês já sai outra história...
Citação de Ulisses
“Espero que, esta correcção forte dos últimos dias, faça com que finalmente terminem os comentários de que os mercados cairam por causa da subida do crude ou subiram por causa da queda do crude.”
Isto que o Ulisses citou nunca acabará e será eterno enquanto houver humanidade. Quando um jornalista nacional, que por vezes nem percebe nada do assunto, escreve que o petróleo pode subir até aos 100 dólares não é só ele a escrever, são milhares por esse mundo fora. Contudo a origem muitas vezes é só uma. Neste momento a “boca” foi lançada pela Goldman Sachs mas eles por certo não estão sozinhos neste esquema pois há muita gente que ganha com isso, sobretudo as grandes empresas do sector petrolífero... E como eles tem tudo muito bem controlado (média especializados) depressa se espalhou pelos generalistas .. Será apenas mais um rastilho para o mercado accionista cair? Será para os pequenos investidores uma boa desculpa de modo a que não se sintam enganados quando antes lhe diziam que estava tudo bem mas o mercado já tinha subido o que havia para subir? Será que quando o pequeno se desfaz das suas posições o mercado vai continuar a subir?
Entretanto especulando um pouco mais:
E se nos andarem a vender a teoria do “peak oil” por todo o lado até a ideia se tornar paranóia mas entretanto as reservas de petróleo existentes nos adiarem esse “peak” por muitos mais anos. As informações estão tão manipuladas e são tão dispares que quando os pequenos souberem a verdade (ou qual das verdades é a verdadeira) ela já terá barbas...
E se nos andarem a vender a teoria do “peak oil” por todo o lado até a ideia se tornar paranóia mas entretanto por outro lado já tiverem um prazo e uma alternativa para uma nova fonte de energia, uma nova descoberta científica, capaz de substituir com sucesso o petróleo economicamente, etc., etc. ... O JAS e todos nós pequenos NÃO vamos ser os primeiros a saber, mas é garantido que quando isso suceder muitos pequenos irão ter nas mãos contratos de transação de petróleo a preços exorbitantes ou posições contrárias á tendência noutros mercados relacionados directa e indirectamente... muitos biliões ou triliões de $. Uma coisa é praticamente garantido, é que a Goldman que lançou o target de $105 e outras casas que tais, vão estar bem longe desses preços... e possivelmente os mercados de acções já estarão a subir á muito. E muitos pequenos simplesmente... admirados. Isso um dia vai acontecer como já aconteceram outras coisas no passado. Quando é que isso vai acontecer? Em que ano? Para a semana? Who Knows?
E se a Goldman Sachs tivesse dado um target certeiro uma vez na história e entretanto os investidores se convencessem que eles estavam a fazer bluff como noutras alturas mas desta vez fosse verdade... seria como aquela velha história de “tantas vezes mentem que um dia quando disserem a verdade ninguém vai acreditar”, o que não parece ser o caso actual.
As hipóteses podem ser tantas quanto a imaginação alcança... e do mesmo modo as expectativas e a relação preço do petróleo / preço das acções pode igualmente variar para todas as formas possíveis...como se vê nos gráficos que esses não podem enganar relativamente ao passado.
Abraço
Citação de Ulisses
“Espero que, esta correcção forte dos últimos dias, faça com que finalmente terminem os comentários de que os mercados cairam por causa da subida do crude ou subiram por causa da queda do crude.”
Isto que o Ulisses citou nunca acabará e será eterno enquanto houver humanidade. Quando um jornalista nacional, que por vezes nem percebe nada do assunto, escreve que o petróleo pode subir até aos 100 dólares não é só ele a escrever, são milhares por esse mundo fora. Contudo a origem muitas vezes é só uma. Neste momento a “boca” foi lançada pela Goldman Sachs mas eles por certo não estão sozinhos neste esquema pois há muita gente que ganha com isso, sobretudo as grandes empresas do sector petrolífero... E como eles tem tudo muito bem controlado (média especializados) depressa se espalhou pelos generalistas .. Será apenas mais um rastilho para o mercado accionista cair? Será para os pequenos investidores uma boa desculpa de modo a que não se sintam enganados quando antes lhe diziam que estava tudo bem mas o mercado já tinha subido o que havia para subir? Será que quando o pequeno se desfaz das suas posições o mercado vai continuar a subir?
Entretanto especulando um pouco mais:
E se nos andarem a vender a teoria do “peak oil” por todo o lado até a ideia se tornar paranóia mas entretanto as reservas de petróleo existentes nos adiarem esse “peak” por muitos mais anos. As informações estão tão manipuladas e são tão dispares que quando os pequenos souberem a verdade (ou qual das verdades é a verdadeira) ela já terá barbas...
E se nos andarem a vender a teoria do “peak oil” por todo o lado até a ideia se tornar paranóia mas entretanto por outro lado já tiverem um prazo e uma alternativa para uma nova fonte de energia, uma nova descoberta científica, capaz de substituir com sucesso o petróleo economicamente, etc., etc. ... O JAS e todos nós pequenos NÃO vamos ser os primeiros a saber, mas é garantido que quando isso suceder muitos pequenos irão ter nas mãos contratos de transação de petróleo a preços exorbitantes ou posições contrárias á tendência noutros mercados relacionados directa e indirectamente... muitos biliões ou triliões de $. Uma coisa é praticamente garantido, é que a Goldman que lançou o target de $105 e outras casas que tais, vão estar bem longe desses preços... e possivelmente os mercados de acções já estarão a subir á muito. E muitos pequenos simplesmente... admirados. Isso um dia vai acontecer como já aconteceram outras coisas no passado. Quando é que isso vai acontecer? Em que ano? Para a semana? Who Knows?
E se a Goldman Sachs tivesse dado um target certeiro uma vez na história e entretanto os investidores se convencessem que eles estavam a fazer bluff como noutras alturas mas desta vez fosse verdade... seria como aquela velha história de “tantas vezes mentem que um dia quando disserem a verdade ninguém vai acreditar”, o que não parece ser o caso actual.
As hipóteses podem ser tantas quanto a imaginação alcança... e do mesmo modo as expectativas e a relação preço do petróleo / preço das acções pode igualmente variar para todas as formas possíveis...como se vê nos gráficos que esses não podem enganar relativamente ao passado.
Abraço
Re: Re
maisum Escreveu:A realidade é que o cidadão comum quando sabe certas notícias que vão influenciar os mercados já os big players tomaram as posições devidas ou o mercado já as descontou ou sabe-se lá o que se vai suceder no futuro.
As análises dos nossos analistas, de que falava o Ulisses e que aqui estamos a comentar, acho que só são lidas pelo cidadão comum...
Não são propriamente dirigidas à comunidade que anda no Caldeirão e que é, em geral, mais esclarecida.
Quando os big players já tomaram posições" acordam os ATzinhos diria eu... Pois é isso que dá o sinal, não é?
maisum Escreveu:Neste momento ou em qualquer outro momento como é que o Jas pode saber quais são essas posições? Neste momento o Jas diz que vai subir ou que vai descer? Pergunta válida para acções, petróleo ou seja lá o que quiser. Quando muito o JAS aposta em probabilidades e joga com algumas regras e stops e poucas mais armas poderá ter...
Aqui continuo a distinguir entre o curto prazo e o longo prazo.
No curto prazo, ou mais proprimente no intraday, ligo muito a notícias bombásticas, saída de dados, previsões de resultados, à própria AT, etc, etc.
No longo prazo talvez ligue mais à AF.
Isso dá-nos uma orientação, muitas vezes por simples feeling outras vezes por probabilidades, mas é evidente que, qualquer que seja o método, estamos sempre no campo da advinhação.
Mas o que andavamos aqui a discutir era a justificação do passado feita pelos nossos analistas e não as previsões do futuro...
Um abraço,
JAS
Re: Re
JAS Escreveu:Há uns tempos vi uns cálculos que demonstravam que se o crude se mantivesse por mais de 3 meses acima dos 45 dolares o PIB mundial decrescia 0,5%.
(se os números não forem esses serão parecidos, mas já não me lembro)
Portanto o crude influenciará certamente as economias, um crude a preços excessivos pode pôr em perigo as retomas em curso e poderá mesmo pôr em causa a continuação deste Bull Market.
JAS
A realidade é que o cidadão comum quando sabe certas notícias que vão influenciar os mercados já os big players tomaram as posições devidas ou o mercado já as descontou ou sabe-se lá o que se vai suceder no futuro. Neste momento ou em qualquer outro momento como é que o Jas pode saber quais são essas posições? Neste momento o Jas diz que vai subir ou que vai descer? Pergunta válida para acções, petróleo ou seja lá o que quiser. Quando muito o JAS aposta em probabilidades e joga com algumas regras e stops e poucas mais armas poderá ter...
Já agora quero deixar claro que tenho grande admiração pelo JAS e que ao colocar estas questões é no bom sentido duma salutar discussão...
Abraço
Esta discussão é muito interessante e é recorrente de tempos a tempos. Precisamente quando me preparava para deixar a minha opinião, eis que aparece uma mensagem que subscrevo a 100%.
Efectivamente concordo com tudo o que o JAS disse e era bom que as pessoas que negoceiam em mercados financeiros, independentemente do horizonte temporal, tivessem bem presente este tipo de relações que se estabelecem com os outros mercados, não só do crude...
Abraço,
Alex
Efectivamente concordo com tudo o que o JAS disse e era bom que as pessoas que negoceiam em mercados financeiros, independentemente do horizonte temporal, tivessem bem presente este tipo de relações que se estabelecem com os outros mercados, não só do crude...
Abraço,
Alex
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Re
Começo por concordar que os nossos Analistas são muito divertidos nas explicações que todos os dias nos dão...
Nisso o Ulisses tem toda a razão.
Mas daí a concordar que o crude não influencia os mercados vai um grande passo.
Temos que começar por distinguir entre o curto prazo e o longo prazo pois os argumentos e as conclusões não serão necessariamente as mesmas.
No curto prazo, aquele em que a maior parte dos nossos Analistas se movimentam (pois só nos dão explicações diárias e a posteriori..), eu diria que:
O crude influencia os mercados sempre que temos notícias bombásticas.
Quando lemos que "atingiu o máximo histórico" ou que "caíu 4%" é quase certo que os mercados se movimentarão nessa sessão na direcção oposta.
No longo prazo os Analistas já não se pronunciam mas convém vermos o que se passa.
Há uns tempos vi uns cálculos que demonstravam que se o crude se mantivesse por mais de 3 meses acima dos 45 dolares o PIB mundial decrescia 0,5%.
(se os números não forem esses serão parecidos, mas já não me lembro)
Portanto o crude influenciará certamente as economias, um crude a preços excessivos pode pôr em perigo as retomas em curso e poderá mesmo pôr em causa a continuação deste Bull Market.
O Ulisses, mais AF do que AT, concordará certamente que assim é.
Simplesmente para o longo prazo não interessa muito o que se passa na sessão de hoje ou na sessão de ontem vistas isoladamente e com as "sábias explicações dos nossos analistas".
Se é verdade que o mercado antecipa em 6 meses o estado das economias então o mercado estará a fazer umas continhas e umas projecções para determinar a saúde das economias, e das próprias empresas, a essa distância.
E nesse diagnóstico o petróleo conta ou não?
Acho que é um dos factores mas que apenas adquire importãncia quando o seu preço passa para fora do intervalo normal e, sobretudo, quando isso ocorre durante um período de tempo significativo.
JAS
Nisso o Ulisses tem toda a razão.
Mas daí a concordar que o crude não influencia os mercados vai um grande passo.
Temos que começar por distinguir entre o curto prazo e o longo prazo pois os argumentos e as conclusões não serão necessariamente as mesmas.
No curto prazo, aquele em que a maior parte dos nossos Analistas se movimentam (pois só nos dão explicações diárias e a posteriori..), eu diria que:
O crude influencia os mercados sempre que temos notícias bombásticas.
Quando lemos que "atingiu o máximo histórico" ou que "caíu 4%" é quase certo que os mercados se movimentarão nessa sessão na direcção oposta.
No longo prazo os Analistas já não se pronunciam mas convém vermos o que se passa.
Há uns tempos vi uns cálculos que demonstravam que se o crude se mantivesse por mais de 3 meses acima dos 45 dolares o PIB mundial decrescia 0,5%.
(se os números não forem esses serão parecidos, mas já não me lembro)
Portanto o crude influenciará certamente as economias, um crude a preços excessivos pode pôr em perigo as retomas em curso e poderá mesmo pôr em causa a continuação deste Bull Market.
O Ulisses, mais AF do que AT, concordará certamente que assim é.
Simplesmente para o longo prazo não interessa muito o que se passa na sessão de hoje ou na sessão de ontem vistas isoladamente e com as "sábias explicações dos nossos analistas".
Se é verdade que o mercado antecipa em 6 meses o estado das economias então o mercado estará a fazer umas continhas e umas projecções para determinar a saúde das economias, e das próprias empresas, a essa distância.
E nesse diagnóstico o petróleo conta ou não?
Acho que é um dos factores mas que apenas adquire importãncia quando o seu preço passa para fora do intervalo normal e, sobretudo, quando isso ocorre durante um período de tempo significativo.
JAS
crude-dow
Cá vai. Repara que tb aqui a correlação deixou de existir quando se começou a especular que o barril de crude poderia atingir 80 dollars no curto prazo. Aqui o mercado tomou como dado que os 50 seriam o suporte que seguraria a cotação. Os factores geopolíticos estão presentes claro e influenciam bastante. Considero de especial relevo o Irão. Os Americanos estão a lidar com ela com pézinhos de lã, mas tudo se pode complicar. Mais uma vez Bush dá sinais que pode elevar a parada. Repara se o financiamento do principal opositor ao regime iraniano não é revelador de que A Administração americana pode ir mais longe.
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Este assunto é muito interessante.
1º - porque ao longo dos anos nunca deixou de estar na “moda” falar-se no preço do petróleo quando se fala de mercados accionistas devido evidentemente ás suas implicações na economia em geral.
2º - porque no momento actual fala-se muito no "peak oil" e os preços máximos de sempre que o petróleo alcançou são mais do que razão para ser assunto de todos os dias...As opiniões são as mais diversas, á quem diga que o petróleo vai aos $100 ou mais e quem contraponha com os $30 ou menos...
Dado o nº de pessoas que se pronunciam aqui sobre a questão da relação preço petróleo / preço mercado accionista fui verificar no local próprio coisa que muita gente evidentemente não fez antes de escrever sobre essa relação. Muitas das opiniões poderão efectivamente mudar após visualização dos dos gráficos pois é disso que se está a falar...
Conclusão: em qualquer prazo, longo, médio ou curto, e até no intraday, verificam-se todas as situações possíveis. Sobe o petróleo, sobem as acções. Sobe o petróleo, descem as acções. Desce o petróleo, sobem as acções. Lateraliza o petróleo, sobem as acções...etc.
Relativamente á conclusão acima não é de estranhar pois que se os movimentos fossem lógicos e precisos... eheh, cada um que tire as conclusões que quiser...
Sendo os mercados de capitais um negócio onde circula muito dinheiro, mesmo muito $...entende-se facilmente que há grandes interesses instalados e assim é natural que uns tentem enganar os outros. Muitos podem não acreditar mas se assim não fosse não eram precisas certas leis para o mercado. E normalmente as leis só surgem depois de alguém ter praticado certas “espertezas” chamemos-lhe assim. Mas também toda a gente sabe que há quem arranje maneira de dar a volta ás normas estabelecidas...são as empresas, são os particulares, é nos negócios, é nos impostos, enfim, sempre foi assim e sempre continuará a ser. Há portanto muita mentira, há muito bluff, há muita especulação, há muita inocência, há muita burrice, há mesmo de tudo... AT’s, AF’s, bons, maus...
A vida é assim, nem o Ulisses vai conseguir que as pessoas com uma certa responsabilidade deixem de “culpar” o petróleo pelo desempenho das acções... uns porque acreditam no que dizem, outros porque tem de dizer qualquer coisa e outros ainda porque tem interesses...etc., etc...
Abraço
PS. O gráfico do jarc tb é muito elucidativo...
1º - porque ao longo dos anos nunca deixou de estar na “moda” falar-se no preço do petróleo quando se fala de mercados accionistas devido evidentemente ás suas implicações na economia em geral.
2º - porque no momento actual fala-se muito no "peak oil" e os preços máximos de sempre que o petróleo alcançou são mais do que razão para ser assunto de todos os dias...As opiniões são as mais diversas, á quem diga que o petróleo vai aos $100 ou mais e quem contraponha com os $30 ou menos...
Dado o nº de pessoas que se pronunciam aqui sobre a questão da relação preço petróleo / preço mercado accionista fui verificar no local próprio coisa que muita gente evidentemente não fez antes de escrever sobre essa relação. Muitas das opiniões poderão efectivamente mudar após visualização dos dos gráficos pois é disso que se está a falar...
Conclusão: em qualquer prazo, longo, médio ou curto, e até no intraday, verificam-se todas as situações possíveis. Sobe o petróleo, sobem as acções. Sobe o petróleo, descem as acções. Desce o petróleo, sobem as acções. Lateraliza o petróleo, sobem as acções...etc.
Relativamente á conclusão acima não é de estranhar pois que se os movimentos fossem lógicos e precisos... eheh, cada um que tire as conclusões que quiser...
Sendo os mercados de capitais um negócio onde circula muito dinheiro, mesmo muito $...entende-se facilmente que há grandes interesses instalados e assim é natural que uns tentem enganar os outros. Muitos podem não acreditar mas se assim não fosse não eram precisas certas leis para o mercado. E normalmente as leis só surgem depois de alguém ter praticado certas “espertezas” chamemos-lhe assim. Mas também toda a gente sabe que há quem arranje maneira de dar a volta ás normas estabelecidas...são as empresas, são os particulares, é nos negócios, é nos impostos, enfim, sempre foi assim e sempre continuará a ser. Há portanto muita mentira, há muito bluff, há muita especulação, há muita inocência, há muita burrice, há mesmo de tudo... AT’s, AF’s, bons, maus...
A vida é assim, nem o Ulisses vai conseguir que as pessoas com uma certa responsabilidade deixem de “culpar” o petróleo pelo desempenho das acções... uns porque acreditam no que dizem, outros porque tem de dizer qualquer coisa e outros ainda porque tem interesses...etc., etc...
Abraço
PS. O gráfico do jarc tb é muito elucidativo...
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Crude et al
Bom Dia,
Thread muito concorrido e com opiniões muito interessantes! É bom ver que o forum continua animado.
NMHO o gráfico do Nasdaq não será o melhor para comparar com o do crude, talvez um DJI ou um SP.
Pedia ao jarc se tiver possibilidade, de postar aqui um gráfico comparativo desses se tiver.
Em relação ao que li, considero que há factores de outra natureza que influenciam tanto o preço do crude como os mercados accionistas, p.e. a geo-política internacional, exemplo disso é a detecção nos gráficos de acontecimento importantes como as eleições nos E.U.A., em Novembro de 2004 e as eleições no Iraque, entre Janeiro e Fevereiro de 2005.
Outro exemplo de inter-influência é a cotação do dólar. A variação do dólar tem influência tanto nos mercados de capitais como no preço do crude. Não podemos analisar isoladamente o crude, as bolsas e a moeda sem esquecer que eles formam uma trindade que se inter-relaciona entre si.
R.P.
Thread muito concorrido e com opiniões muito interessantes! É bom ver que o forum continua animado.
NMHO o gráfico do Nasdaq não será o melhor para comparar com o do crude, talvez um DJI ou um SP.
Pedia ao jarc se tiver possibilidade, de postar aqui um gráfico comparativo desses se tiver.
Em relação ao que li, considero que há factores de outra natureza que influenciam tanto o preço do crude como os mercados accionistas, p.e. a geo-política internacional, exemplo disso é a detecção nos gráficos de acontecimento importantes como as eleições nos E.U.A., em Novembro de 2004 e as eleições no Iraque, entre Janeiro e Fevereiro de 2005.
Outro exemplo de inter-influência é a cotação do dólar. A variação do dólar tem influência tanto nos mercados de capitais como no preço do crude. Não podemos analisar isoladamente o crude, as bolsas e a moeda sem esquecer que eles formam uma trindade que se inter-relaciona entre si.
R.P.
Trade the trend.
crude
Por uma questão de tempo ontem não tive oportunidade de responder como desejava.
Ponto prévio - O Ulisses tem um conhecimento dos mercados infinitamente mais vasto e mais profundo e portanto a minha opinião resulta mais do empirismo que de um conhecimento vasto.
Pelo que analisei nos gráficos de comparação parece-me que podemos sintetizar a analogia (se existe) no seguinte:
O mercado fez ouvidos de mercador (a expressão encaixa na perfeição) quando o petróleo estava a 30 e os jornais de economia referiam a possibilidade de chegar a 60 (quem não se recorda das manchetes do "Econímico"?)
Então, como se esperavam bons resultados das empresas, as acções subiram com o petróleo. Quando nos aproximámos dos 50 as coisas complicaram-se. No final do ano transacto, após a eleição de Bush os investidores acreditam que o Iraque vai apaziguar e a tecnologia americana fará jorrar mais petróleo. Aí tivemos uma boa subida das acções e uma queda fortíssima do crude.
Depois o crude veio cá bem abaixo e quase todos previam uma barreira nos 50, isso deu animo ao mercado.
Há quinze dias os jornais (não só o "expresso" e não só em Portugal) lançaram uma campabha e prever o petróleo nos 80 (a curto prazo) e a 100 dentro de dois anos. O mercado caiu a pique.
Ponto prévio - O Ulisses tem um conhecimento dos mercados infinitamente mais vasto e mais profundo e portanto a minha opinião resulta mais do empirismo que de um conhecimento vasto.
Pelo que analisei nos gráficos de comparação parece-me que podemos sintetizar a analogia (se existe) no seguinte:
O mercado fez ouvidos de mercador (a expressão encaixa na perfeição) quando o petróleo estava a 30 e os jornais de economia referiam a possibilidade de chegar a 60 (quem não se recorda das manchetes do "Econímico"?)
Então, como se esperavam bons resultados das empresas, as acções subiram com o petróleo. Quando nos aproximámos dos 50 as coisas complicaram-se. No final do ano transacto, após a eleição de Bush os investidores acreditam que o Iraque vai apaziguar e a tecnologia americana fará jorrar mais petróleo. Aí tivemos uma boa subida das acções e uma queda fortíssima do crude.
Depois o crude veio cá bem abaixo e quase todos previam uma barreira nos 50, isso deu animo ao mercado.
Há quinze dias os jornais (não só o "expresso" e não só em Portugal) lançaram uma campabha e prever o petróleo nos 80 (a curto prazo) e a 100 dentro de dois anos. O mercado caiu a pique.
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O petróleo é um argumento, como tantos outros que poderemos encontrar.
As bolsas sobem e descem ou laterizam, eis pois os movimentos possíveis e disso tenho eu a certeza.Foi sempre assim...
Os chineses são consumidores de petróleo, pagam-no ao preço dos outros e estes crescem 10% ao ano. Já sei que vamos dizer que são mal pagos, é verdade, mas também vende os produtos ao preço da «xixa».
Os fabulosos lucros que o petróleo está a produzir, serão reinvestidos, criarão riqueza, desenvolvem projectos, dão trabalho, ou não?
Teorias, isto são as teorias em que cada um, todos juntos, nos montamos...
R. Martins
As bolsas sobem e descem ou laterizam, eis pois os movimentos possíveis e disso tenho eu a certeza.Foi sempre assim...
Os chineses são consumidores de petróleo, pagam-no ao preço dos outros e estes crescem 10% ao ano. Já sei que vamos dizer que são mal pagos, é verdade, mas também vende os produtos ao preço da «xixa».
Os fabulosos lucros que o petróleo está a produzir, serão reinvestidos, criarão riqueza, desenvolvem projectos, dão trabalho, ou não?
Teorias, isto são as teorias em que cada um, todos juntos, nos montamos...
R. Martins
Quem não conhece o «CALDEIRÃO» não conhece este mundo
- Mensagens: 1611
- Registado: 5/11/2002 9:23
Boas
Pessoalmente, penso é que se está a chegar (e não é de agora, é pelo menos de acerca de uns anos a esta parte) a um ponto de "saturação", em que as "velhas" economias (EUA, UE e JAP)não têm a mesma capacidade de outrora para relançar as respectivas economias e mantê-las a um bom ritmo sustentado, como noutros tempos.
Parece-me assim, desse modo, que faltaram reformas estruturais importantes, capazes de responder às necessidades que se fazem sentir actualmente, de forma que permitissem manter o ritmo do crescimento ecnómico.
Não obstante, o petróleo, é a meu ver, a face mais visível dessas lacunas, servindo de "bode expiatório" para explicar quase todos os males.
Vejo hoje as referidas economias, como se fossem motores que pegam.... mas vão-se logo a baixo quando tentam arrancar (por falta de petróleo
?).
Não será tanto de estranhar então que, UE e JAP tenham (têm) mantido as taxas de juro nos níveis mais baixos de sempre e, sem que tenham para tal surtido os efeitos tão desejados. Por outro lado, também não percebo o constante receio da subida das taxas de juro, pois por si só, seriam um sinal de que as economias cresciam, e sabe-se que nessas circunstâncias, à a necessidade de ir refriando um pouco.... para precaver males maiores.
Existem ainda outros aspectos tais como desemprego, poder de compra das famílias, confiança em níveis bastante sensíveis, e outra que insisto em acreditar que é talvez a variável de maior importância: expetactivas dos investidores (não somente dos que investem na bolsa, mas sim daqueles que investem directamente na FBCF).
Tudo isto no seu conjunto (e é sempre fácil teorizar...), que não permite o aumento do tão desejado consumo, não porque não queiram, mas talvez porque não possam, pelas razões acima descritas (e outras tantas), e sem consumo, não há crescimento.
Vamos ver para onde vamos
Um abraço e bn
Pessoalmente, penso é que se está a chegar (e não é de agora, é pelo menos de acerca de uns anos a esta parte) a um ponto de "saturação", em que as "velhas" economias (EUA, UE e JAP)não têm a mesma capacidade de outrora para relançar as respectivas economias e mantê-las a um bom ritmo sustentado, como noutros tempos.
Parece-me assim, desse modo, que faltaram reformas estruturais importantes, capazes de responder às necessidades que se fazem sentir actualmente, de forma que permitissem manter o ritmo do crescimento ecnómico.
Não obstante, o petróleo, é a meu ver, a face mais visível dessas lacunas, servindo de "bode expiatório" para explicar quase todos os males.
Vejo hoje as referidas economias, como se fossem motores que pegam.... mas vão-se logo a baixo quando tentam arrancar (por falta de petróleo
Não será tanto de estranhar então que, UE e JAP tenham (têm) mantido as taxas de juro nos níveis mais baixos de sempre e, sem que tenham para tal surtido os efeitos tão desejados. Por outro lado, também não percebo o constante receio da subida das taxas de juro, pois por si só, seriam um sinal de que as economias cresciam, e sabe-se que nessas circunstâncias, à a necessidade de ir refriando um pouco.... para precaver males maiores.
Existem ainda outros aspectos tais como desemprego, poder de compra das famílias, confiança em níveis bastante sensíveis, e outra que insisto em acreditar que é talvez a variável de maior importância: expetactivas dos investidores (não somente dos que investem na bolsa, mas sim daqueles que investem directamente na FBCF).
Tudo isto no seu conjunto (e é sempre fácil teorizar...), que não permite o aumento do tão desejado consumo, não porque não queiram, mas talvez porque não possam, pelas razões acima descritas (e outras tantas), e sem consumo, não há crescimento.
Vamos ver para onde vamos
Um abraço e bn
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