Caldeirão da Bolsa

França too big to fail?

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

Re: França too big to fail?

por BearManBull » 23/10/2026 14:13

One killed, four injured, including child, in drive-by shooting in Paris suburb
One person was killed Friday and four were injured, including a 12-year-old child, when a man opened fire from a vehicle in the town of Trappes, west of Paris, police said. French prosecutors on Friday said that they were investigating the shooting as a suspected terrorist attack. At least two of the victims have immigrant backgrounds.


Obviamente que é atentado terrorista.

Como funciiona a Europa no século XXI
Crime
-> é contra brancos - problemas mentais
-> é contra nao brancos - terrorismo, racismo, crime de ódio
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Re: França too big to fail?

por Opcard33 » 22/10/2026 21:17

O Estado Social no nosso país é o objectivo constitucional mais evidente. A Constituição quer transformar o país numa espécie de paraíso terrestre onde todos serão saudáveis, instruídos, abastados, bem transportados, vivendo em boas casas, bonitos, ginasticados, bem assistidos na velhice, longevos e precavidos contra todas as necessidades e azares da vida. O benfeitor é obviamente o Estado. A nossa Constituição faz dele um verdadeiro pai-natal, trazendo sempre no saco umas prendinhas para todos: um querido.

Não conheço nenhuma constituição, nem a brasileira, que vá tão longe como a portuguesa na consagração do Estado Social. Já não está na dependência do socialismo, que se queria obviamente da abundância, nem das nacionalizações, nem do controlo operário mas continua a ser o primeiro programa constitucional.

Os políticos do PS e do PSD juram todos por ele, querem ser os seus paladinos, enchem-nos dos seus bons propósitos.

2 Como financiar o Estado Social? Obviamente que não ocorreu aos feitores da constituição como é que se financiava o Estado Social. Tratava-se de uma questão de somenos importância na iluminada mente de quem a fez. Não lhes ocorreu que só existem 3 maneiras de o Estado arranjar dinheiro que são o aumento dos impostos, a dívida pública ou a criação de moeda. Mas parece que aumentar os impostos gera atritos sociais, estimula a evasão (dos muito poucos que o conseguem) e promove o descontentamento; aumentar a dívida pública tem o inconveniente de não estar à partida garantido que haja quem a compre, pelo que só com juros muito elevados é que se chega lá; e pôr as máquinas rotativas do Banco de Portugal a funcionar hoje, só sob a draconiana fiscalização do Banco Central Europeu. As coisas não são fáceis.

O Estado Social tem de ser, portanto, sustentável ou seja, só pode medrar dentro das poucas possibilidades que as finanças nacionais possibilitam. Não pode ir muito longe, nem mesmo mais longe do que já foi. É fácil de perceber. Mais Estado Social no nosso país é mitologia, sejamos sérios. O Estado Social quer uma economia próspera: não há redistribuição sem produção. Mas cá no país não: há-de forçosamente existir um Estado Social forte numa economia fraca. Que diabo: até em Cuba já compreenderam estas coisas. Como eu já aqui disse, Portugal é o país das mentiras.

Mas há outro problema. A alocação das receitas às várias facetas do Estado Social não se faz por igual. Há sectores mais beneficiados do que outros. Neste país o sector mais beneficiado é o ensino, em detrimento da saúde, da habitação e dos transportes, como toda a gente sabe. Há uma explicação evidente. Traz votos imediatos.

A frequência do ensino está hoje ao nível dos países mais desenvolvidos da Europa ou para lá caminha depressa. Quando eu entrei para faculdade, antes do 25 de Abril, havia não muito mais do que 30 mil estudantes no ensino superior e hoje há cerca de 600 mil. É outro planeta. Ainda bem que assim é, pois o ensino continua e continuará a ser o principal elevador social. É isto o que eu sempre disse e direi aos meus alunos.

Os vários ministérios da educação esqueceram, porém, uma coisa. Um ensino destas dimensões só faz sentido num país dotado de uma economia próspera que possa acompanhar as qualificações e abarcar os jovens licenciados. A economia portuguesa é pouco próspera pelo que uma parte apreciável dos licenciados fica desempregado ou emigra ou tem de se sujeitar a empregos pouco qualificados que nada têm a ver com as licenciaturas tiradas. Esta situação gera revolta e compreensível insatisfação. Nem vale a pena apontar mais para esta realidade. Toda a gente a conhece. A saúde é um caso à parte porque a Ordem dos Médicos tem um fortíssimo poder corporativo e sabe restringir o acesso ao ensino da medicina.

Acresce a inteligência artificial que permite hoje substituir pela máquina as tarefas que os jovens licenciados faziam até há pouco. Mesmo na profissão de advogado assim é. Claro está que aparecem nos jornais uns patuscos a dizer que a profissão de advogado está em extinção. Não fazem a menor ideia do que ela seja. Mas não vale a pena falar disto porque eles não percebem. E vão, imagine-se, ao ponto de sugerirem a diminuição do numerus clausus no acesso ao curso de direito. E o direito constitucional ao ensino? E o de livre escolha de profissão? A ignorância é atrevida e a estupidez será sempre estúpida.

4 O que o Ministério da Educação devia fazer era desenvolver o ensino técnico-profissional. Garante emprego muito mais facilmente do que certos cursos superiores. Mas o assunto é tabu. Em vez disso extinguiu escolas que deram frutos durante décadas, transformou-as em universidades e desvalorizou o ensino técnico. Os ministros, especialmente os socialistas, não descansam enquanto houver um português que não tenha um curso superior. Para isso degradam as universidades, facilitam o ensino, criam cursos obsoletos, promovem aos graus superiores das carreiras universitárias um número infindável de incapazes e ignorantes, que mal sabem escrever e aparecem nas aulas cheios de tatuagens, etc…

Com esta estúpida política de desvalorização da juventude nacional quem ganha são os muitos ucranianos e brasileiros que cá estão. Pudera, já quase não há electricistas portugueses, nem canalizadores, nem cabeleireiras, nem serralheiros, nem pedreiros, nem jardineiros, nem bate-chapas e mecânicos, pintores e estucadores ainda menos. E os que resistem já vão a caminho da terceira idade. Os socialistas obrigaram os mais jovens a entrar para a universidade em nome da «igualdade» e forneceram-lhes cursos que lhes arranjam um bom lugar no desemprego ou no sub-emprego.

Quem apoiar hoje o ensino técnico-profissional é «fascista». Está a tirar aos jovens a hipótese de uma licenciatura que muitas vezes para nada lhes serve. Não se encanta com multidões de sociólogos, antropólogos, politólogos, filósofos, assistentes sociais, psicólogos, especialistas em protecção civil e tutti quanti, quase sempre direitinhos para o desemprego e futuros revoltados com a mentira que lhes impingiram.

Como responde o Ministério da Educação a estas realidades? Facilita, como se sabe, o acesso ao ensino superior. Mas a um preço. O que quer é controlá-lo. E não lhe basta o controlo financeiro. Quer o controlo burocrático. Para tanto, rodeia-o de uma multidão de normas aplicadas por burocratas que vivem à custa do Ministério da Educação. Como é costume na administração lusa, em vez de fazer planeamento e gestão corrente dos problemas contrata mais funcionários e despeja torrentes de normas sobre os problemas que evidentemente nada resolvem e só atrapalham. Parece que há até «especialistas» na legislação educativa. Qualquer dia haverá doutorados. Não servem para nada. Que monstruosidade. Ao mesmo tempo o Ministério obriga os desgraçados dos docentes a um insano trabalho burocrático que só os distrai da cultura e da pedagogia que devem assimilar. O objectivo não é a melhoria da qualidade dos professores mas apenas colocá-los sob a pata do ministério da educação. Para disfarçar, o Ministério avança com umas ditas agências de avaliação integradas por amigos, mas ditas «independentes», que apenas servem para burocratizar e estupidificar o trabalho universitário.

Força: mais burocratas, mais normas, mais licenciados, mais desempregados, mais emigrados, mais insatisfeitos, pois então. E, sobretudo, mais «igualdade». E abaixo as profissões técnicas. Não são dignas dos portugueses, todos eles instruídos, bonitos, saudáveis, bem instalados e socialistas.

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Re: França too big to fail?

por djovarius » 22/10/2026 16:40

Boas,

No caso de títulos franceses, as perdas vão sendo entre 5 e 10% ao que parece. Quando a inflação e juros estão em alta, as OT perdem, mas isto é algo pior. O de referência a 10 anos já chegou hoje a "yield" de 5,14% para já recuou para 5,08% - ainda assim 175 pontos base acima do alemão.
Podem agradecer à corrida pelas OT nos EUA por conta das perdas acionistas.
Já disse: quando o "gap" chegar a 200 pontos base, game over!! :shock:

Abraço
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Re: França too big to fail?

por MarcoAntonio » 22/10/2026 14:53

"Sell-off" das dívidas globais atira maior fundo soberano do mundo para perdas no trimestre - Fundos de investimento - Jornal de Negócios

O retorno de negativo de 0,5% interrompe um primeiro semestre de ganhos. A valorização da coroa agravou a queda do valor do fundo, que recuou 670 mil milhões de coroas.
Imagem

FLOP - Fundamental Laws Of Profit

1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
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Re: França too big to fail?

por Opcard33 » 21/10/2026 16:00

Começam a surgir em França vozes que defendem a recusa de pagar impostos quando o Estado não cumpre as suas funções essenciais, nomeadamente a segurança.

Europa e em França o que se está a passar é muito diferente do aprece nos comentários , penso que estamos numa fase em que devemos olhar para a Lua, mas todos estão a olhar para o dedo.

A História ensina-nos que as revoluções nunca nascem das ideologias, mas dde outra realidade .

Voltarei com o que penso vai acontecer na Europa e para já em França , para já outros valores se levaram o meu clube e o jogo de logo à noite .
 
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Re: França too big to fail?

por BearManBull » 21/10/2026 15:56

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Re: França too big to fail?

por djovarius » 21/10/2026 14:33

Boas,

A razão pela qual a Libra pode tentar se apreciar são os juros, mais uma arbitragem. O UK paga acima de 5% no título a 10 anos, não é algo a desprezar.
Já na área do EUR, a referência é o Bund, o alemão, o qual paga menos, por isso o EUR tem um viés de baixa muito amplo bo Fx.

Claro que a FR é outra coisa, 5% de juros já é um sinal de pré-crise, como temos vindo a falar. Parece que há fuga de capital interno e estrangeiro.
Se não tomarem medidas.... enfim, já caminham para 120% de ratio dívida / PIB.
Tempos muito duros.... between a rock and a hard place

Foi assim em Portugal a partir de meados de 2010 - alguém se lembra??

Abraço
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Re: França too big to fail?

por BearManBull » 21/10/2026 11:29

O fim do bear market para a libra?
Esperar mais alguns meses para confirmar os 1,23 sao a resistencia que marca o potencial inicio de um bull market.
Anexos
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Re: França too big to fail?

por BearManBull » 21/10/2026 11:27

Opcard33 Escreveu:Le taux d’emprunt de la France à dix ans franchit la barre symbolique des 5%, une première depuis 2002


Mesmo com indicadores sobre comprados nao para de fazer novos máximos.

A este ritmo o BCE vai ter de intervir e comprar dívida, mais uma violaçao do principio de independencia...

A alternativa é a França voltar ao franco... Uma França com duas moedas? :roll:

O que me parece certo é que o eur vai dar um beloi trambolhçao.

O UK vai celebrar o Brexit nos próximos anos.
Anexos
FR10YT.png
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Re: França too big to fail?

por Opcard33 » 21/10/2026 10:36

Le taux d’emprunt de la France à dix ans franchit la barre symbolique des 5%, une première depuis 2002


C’est fait. Le taux auquel la France emprunte sur dix ans a dépassé mercredi le seuil symbolique de 5 %, atteignant 5,005 % vers 11h05 (heure de Paris). Jamais la France n’avait payé aussi cher pour émettre des obligations depuis l’été 2002, une époque où la France venait tout juste d’adopter les billets et pièces en euros. Le seuil avait été frôlé le 1er octobre, lorsque l’OAT avait touché 4,96 % en séance avant de refluer à l’issue de la présentation du budget.

Le Figaro
 
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Re: França too big to fail?

por Masterchief » 19/10/2026 12:07

Opcard33 Escreveu:Franca tem 20% de jovens que nso estudam nem trabalham ,
há muito desemprego jovem em França coisa que a Suíça não tem , porque .

Suíça Cerca de 66% dos jovens que terminam a escolaridade obrigatória escolhem a via profissional

França Cerca de 40% dos alunos a via profissional

Portugal 33% dos alunos a via profissional

A Universidade acaba por ser fonte de frustração para muitos .

A via profissional em Portugal não tem grande futuro. Não é que o ensino superior esteja melhor por cá mas tem sempre hipótese de ir para fora...
Faltam técnicos em Portugal mas o que pagam a um técnico poucos mais é do que o salário mínimo.
Conseguiram "achatar" os salários ao subirem o mínimo mas mantendo o resto. Já não falta muito para ganharem todos o salário mínimo.

O @BearManBull tem umas opiniões um bocado "radicais" para o meu gosto mas numa coisa dou-lhe razão, a europa enfiou-se num buraco socialista que está a ajudar a auto destruir-se a si própria. O socialismo nunca funcionou e não vai funcionar nunca. E Portugal é um exemplo disso.
O socialismo não tem em conta a natureza humana. Se derem as coisas ás pessoas sem que elas tenham que se esforçar para isso, as pessoas simplesmente deixam de se esforçar. E quem se esforça acaba por pagar a factura.

Eu quando vejo o António Costa como um alto representante europeu... dá-me vontade de chorar...
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Re: França too big to fail?

por Opcard33 » 18/10/2026 19:59

Franca tem 20% de jovens que nso estudam nem trabalham ,
há muito desemprego jovem em França coisa que a Suíça não tem , porque .

Suíça Cerca de 66% dos jovens que terminam a escolaridade obrigatória escolhem a via profissional

França Cerca de 40% dos alunos a via profissional

Portugal 33% dos alunos a via profissional

A Universidade acaba por ser fonte de frustração para muitos .
 
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Re: França too big to fail?

por djovarius » 18/10/2026 18:35

BearManBull Escreveu:La mairie de Limoges en feu, en marge de la mobilisation du 17 octobre

https://www.youtube.com/shorts/X_Xm2tbROsc
https://www.youtube.com/watch?v=EbFkcaooc64
https://www.youtube.com/shorts/WC_SGqCGOkE

Pensar que isto é ainda a fase embrionáriia de um longo e doloroso processo de ajuste que vai provavelmente durar vários anos.



Creio que este incêndio da "Mairie" de Limoges, um edifício histórico além de mais, pode vir a ser o incêndio do "Reichtag" do nosso atual século.
Isto foi longe demais, há de certeza nestes protestos "mãozinhas manhosas" que vêm doutras latitudes e se não for posto cobro a isto, podemos vir a assistir a um colapso.

Isto numa França que vai escolher entre Marine e Mélenchou :roll: Tempos complexos....

dj
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Re: França too big to fail?

por PXYC » 18/10/2026 18:32

o que está a passar não é inesperado para ninguém.

mas é confuso ver jovens a protestar por menos carga horária escolar em vez de protestar contra um modelo de distribuição de riqueza sequestrado por velhotes, apesar de uma tendencia demográfica desfavorável, e tentativamente solucionado pela entrada masiva de emigrantes com diferenças culturais gigantes.

estes jovens são afinal quem teria mais direito a questionar o status quo e fazer as perguntas difíceis.
ok, mas aproveitemos para pedir menos carga escolar. 8-)





** editado
Editado pela última vez por PXYC em 18/10/2026 22:45, num total de 6 vezes.
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Re: França too big to fail?

por Opcard33 » 18/10/2026 7:47

Na Ásia, trabalha-se para conquistar aquilo de que se precisa., no Ocidente, manifesta-se para exigir aquilo que se deseja.

Como se tivessem nascido de um Deus maior, com direitos ilimitados e sem deveres, convencidos de que tudo lhes é devido e de que a sociedade tem a obrigação de lhes garantir o bem-estar, e não apenas aos que cá nasceram, mas também a todos os que cá chegam

Exigem direitos, esquecem os deveres e confundem solidariedade com obrigação.

O Estado social europeu tornou-se financeiramente insustentável e politicamente irreformável.

Cada vez mais pobres será o caos ou democracias mais musculares

Os mesmos que querem mais casas são contra a sua construção .

“Em França, existe uma política chamada «Zéro Artificialisation Nette» (ZAN), «Zero Artificialização Líquida».
Foi introduzida pela Lei do Clima e da Resiliência, de 22 de agosto de 2021.


Ou seja como pode a França querer construir mais habitações, desenvolver a indústria e criar emprego, limitando simultaneamente os terrenos disponíveis para construir?
 
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Re: França too big to fail?

por BearManBull » 18/10/2026 0:16

iniciado1 Escreveu:[ nao era a isso que nós queriamos?


Da minha parte o que mais queria é que a Europa nunca se tivesse metido neste buraco que é o socialismo. O mercado livre era suficiente o Euro foi um erro rotundo, a UE é um frankenstein que ou avanña a uma federaçao de facto e assume a ambiçao imperialista ou devolve a soberania aos estados para voltar a haver competividade fiscal, laboral, industiral sem andar um organismo cenrtal a dar ordens.

Anos e anos de desprezo pela classe média e roubo institucionalizado a quem trabalha, concentraçao de poder, ultra buracritazaçao, vigilancia, estado omnipresente, distribuiçao de dimheiro em corrupçao e em que nao trabalha, fanatismo verde, white shame, femismo, violaçao do direito a vivenda digna, imigrañao massiva, a nao independencia do BCE, monopolizaçao, sistema legal ultra mega supremamente complexo que muda a cada semana, 500 tipos de tribunais, centenas e centenas de entidades estatais e supra estattais, centenas de milhares de legisladores, acessores e amigos e familia e primos, destruiçao dos serviço publico (ainda mais), destruiçao do curriculo escolar, destruiçao da divulgaçao cientifica, perda de identiidade, investimento estritamente focado no turismo....

A lista é interminável, em 20 anos foram erros atrás de erros, só nao via o desfecho quem nao queria.
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Re: França too big to fail?

por Opcard33 » 17/10/2026 20:52

Pobres franceses estão a bater todos recordes de compra Seguros de vida luxemburgueses.

Muitos pensam que terão a proteção do seu dinheiro não será assim outra outros para a necessidade de fugir de França E ter algum património já fora ‘

A boa solução é colocar na Suíça esta for da Europa criar um veículo local para os seus activos assim estarão protegidos.

Os advogados fiscais não tem mãos a medir são consultados para indicar a melhor solução

Ha pânico na classe média há medo nos bairros de apartamentos das famílias mais abastadas nos 6.º, 7.º, 8.º e 16.º ( ainda bem que Sócrates já não está lá viveu no 16.º arrondissement de Paris)
 
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Re: França too big to fail?

por iniciado1 » 17/10/2026 20:48

BearManBull Escreveu:La mairie de Limoges en feu, en marge de la mobilisation du 17 octobre

https://www.youtube.com/shorts/X_Xm2tbROsc
https://www.youtube.com/watch?v=EbFkcaooc64
https://www.youtube.com/shorts/WC_SGqCGOkE

Pensar que isto é ainda a fase embrionáriia de um longo e doloroso processo de ajuste que vai provavelmente durar vários anos.


Uau finalmente a europa vai cu cuaralho , nao era a isso que nós queriamos?
Vem putim meu amor , goza agora sobre os europeus
 
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Re: França too big to fail?

por BearManBull » 17/10/2026 20:31

La mairie de Limoges en feu, en marge de la mobilisation du 17 octobre

https://www.youtube.com/shorts/X_Xm2tbROsc
https://www.youtube.com/watch?v=EbFkcaooc64
https://www.youtube.com/shorts/WC_SGqCGOkE

Pensar que isto é ainda a fase embrionáriia de um longo e doloroso processo de ajuste que vai provavelmente durar vários anos.
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Re: França too big to fail?

por Opcard33 » 17/10/2026 18:08

Sobre relação França Alemanha um debate

Quando um debate tem gente com cultura e saber e memória ilimitada digo ilimitada porque tem na memória o que se passou nós últimos 500 anos é lindo .

Um pedaço desse debate .

“Os franceses admiram os alemães, enquanto os alemães gostariam que os franceses gostassem deles.
Os alemães gostam dos franceses, enquanto os franceses gostariam que os alemães os admirassem”

Sabe, efetivamente, falámos de amor. Há uma expressão célebre: não precisamos de gostar uns dos outros; precisamos de nos entender e, para nos entendermos, precisamos de nos escutar.

Penso que, hoje, podemos recordar muito rapidamente dois acontecimentos históricos.

Estamos a 70 anos da intervenção francesa e britânica no Suez. Depois dessa intervenção, que foi amplamente contrariada pela administração republicana de Eisenhower, surgiu uma caricatura no jornal satírico francês Le Canard enchaîné.

Via-se um leão britânico ferido e um galo francês, símbolo da Gália, completamente depenado. O leão perguntava ao galo francês:

— Lembras-te de Waterloo?

E o galo respondia:

— Ah, sim, eram bons tempos!

Hoje, assinala-se o 220.º aniversário da batalha de Iéna, travada entre a Prússia — a Alemanha daquela época, podemos dizer — e a França. A batalha ocorreu a 14 de outubro de 1806.

Imagino perfeitamente uma águia alemã um pouco depenada, um galo francês cada vez mais depenado, e o francês a perguntar ao alemão:

— Lembras-te de Iéna?

E o alemão a responder:

— Ah, sim, eram bons tempos!

Naturalmente, não eram necessariamente bons tempos. Durante 150 anos, fizemos guerra uns aos outros. Desde então, deixámos de combater e passámos a fazer parte de uma aliança.

A este propósito, gostaria de recordar uma frase de Palmerston, um importante ministro britânico dos Negócios Estrangeiros:

Um país não tem amigos permanentes nem inimigos permanentes; tem interesses permanentes.

Ora, nós temos interesses permanentes, e o nosso interesse consiste em entendermo-nos com a Alemanha, mais uma vez.

Mas é verdade que, atualmente, já não estamos a conseguir fazê-lo.

A Alemanha é o nosso principal parceiro comercial, e nós somos o segundo maior parceiro comercial da Alemanha.

Estamos numa situação em que já falámos de defesa, mas, mesmo que não consigamos desenvolver projetos comuns, compreendemos que temos, sensivelmente, os mesmos inimigos.

Aliás, a espingarda francesa é agora fabricada na Alemanha. Ou seja, na sequência de um concurso público, o Exército francês escolheu uma nova espingarda, que já não vem de Saint-Étienne ou de Tulle, em França, mas de Oberndorf, na Alemanha.

Portanto, temos interesses comuns e a situação é tal que não nos podemos dar ao luxo de entrar em conflito. Não podemos.

Tornámo-nos, efetivamente, potências intermédias, e esta mensagem voltou a ser transmitida durante a década de 2010.

Lembra-se de 2013? Também aqui temos uma citação de Angela Merkel, por ocasião de outro acontecimento napoleónico: o bicentenário da batalha de Leipzig.

Ela afirmou:

“Em Leipzig, afinal, os alemães estavam do lado certo. Eram os franceses que estavam do lado errado.”

Por conseguinte, temos de deixar de passar o tempo a remoer as recordações da Segunda Guerra Mundial, desse século XX que foi particularmente mortífero para a Alemanha.

Mas, concretamente, o que podemos destacar de positivo neste momento, hoje, e de…»
 
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Re: França too big to fail?

por Opcard33 » 16/10/2026 8:03

Hoje há um trabalho sobre os milhões de estrangeiros ( agora tem um papel a dizer que são franceses ) que votam em França .

Algo mais importante porque rebentou com a França , de 2000 a 2007 ainda seria pior , ,uma das consequências da imigração com o tempo os trabalhadores passam a ser muitos poucos do total que chega em França só 12% o são .

Sao dados Ministério do Interior francês, entre 2007 e 2025 foram concedidos aproximadamente 4,66 milhões de primeiros títulos de residência a cidadãos de países terceiros.

A distribuição por motivo de residência é a seguinte:

* Motivos familiares: 1.677.076 (35,9%)
* Estudos: 1.475.140 (31,6%)
* Motivos humanitários: 610.904 (13,1%)
* Motivos económicos: 570.129 (12,2%) ( trabalhadores empresários …
* Outros motivos: 332.325 (7,1%)
 
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Re: França too big to fail?

por Opcard33 » 14/10/2026 18:50

O Estado social europeu tornou-se financeiramente insustentável e politicamente irreformável.

Já não temos recursos para o sustentar, nem coragem para o transformar.

A classe política prefere adiar o inevitável, sacrificando o futuro para preservar o presente
e os seus lugares .

Portugal tem um estadista mas não o querem a começar no seu partido .
 
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Re: França too big to fail?

por BearManBull » 13/10/2026 13:01

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Re: França too big to fail?

por BearManBull » 6/10/2026 20:33

Opcard33 Escreveu:
E por uma boa razão: o seu diagnóstico é implacável para os nossos costumes nacionais e não perdeu atualidade:

«O Estado é a grande ficção através da qual toda a gente se esforça por viver à custa de toda a gente. Porque, hoje como antigamente, cada um, mais ou menos, gostaria de beneficiar do trabalho dos outros. Este sentimento não ousamos manifestá-lo; escondemo-lo de nós próprios. E então, o que fazemos? Imaginamos um intermediário, dirigimo-nos ao Estado, e cada classe, por sua vez, vem dizer-lhe: “Vós, que podeis tirar legitimamente, honestamente, tirai ao público, e nós repartiremos.” Infelizmente, o Estado tem demasiada tendência para seguir esse conselho diabólico; pois é composto por ministros, funcionários e, enfim, homens que, como todos os homens, trazem no coração o desejo e aproveitam sempre com entusiasmo a oportunidade de ver crescer as suas riquezas e a sua influência.»




De um livro que estou a ler e que devia fazer parte da leituras sugeridas no ensino secundário, nao só pela sabedoria que transmite mas porque é uma das obras primas liricas da humanidade.

...keep government down in size to its indispensable functions whatever they may be. If indeed there are any. I would be satisfied to have the Golden Rule.be the only law; I see no need for any other nor any method of enforcing it. But if you really believe that your neighbors must have laws for their own good, why shouldn0t you pay for it? Comrades, I beg you - do not resource to compulsory taxation. There is no worse tyranny than to force a man to pay for what he does not want merelly because you think it would be good for him.



The power to tax, once conceded, has no limits, it continues until it destroyes. I was not joking when I said them to dig into their own pouches. It may not possible to do away without government - sometimes I think that government is an inescapble disease of human beings. But it may be possible to keep it small and starved and inofensive - and can you think of a better way then requiring the governors themselves to pay the costs of their anti social hobbies.


Toda a história da ciencia politica resumida em 2 paragrafos, genial.

O custo da impostocracia sente-se todos os dias, é o atraso que provoca no mundo. O retrocesso, a destruiçao de avanços tecnologicos. Mas enfim a maior parte prefere viver na ilusao da benevolencia dos estados consagrados como entidades religiosas, uma especie de deidades com poderes secretos que podem pagar pensoes com dinheiro directamente saido do limbo. Santa ignorancia, porque nada é mais sagrado do que a estupidez humana.
“It is not the strongest of the species that survives, nor the most intelligent, but rather the one most adaptable to change.”

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Re: França too big to fail?

por BearManBull » 5/10/2026 22:39

No que toca a AT o cenário continua bullish no loingo prazo, mas em cima de uma zona de barreira psicologica como sao os 5% e tendo os indicadores bem esticados, é bem possivel que esteja a entrar um ciclo de correcçao, que mesmo trazer os juros da dividida de volta á zona dos 4%.

Em termos de AT o cenário reforça as compras na em alta dos 5% que me parece algo que é inevitável mas que pode demorar ainda mais alguns meses. No caso da quebra em baixa dos 4% isso seria um respirar importante, para isso teriam de ser feitas reformas ou criar mecanismos como eurobonds, sendo que este segundo é cavar uma cova ainda mais funda para enterrar a Europa toda.
Anexos
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FR10YTW.png
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