Caldeirão da Bolsa

iPod : isto sim, é boa publicidade

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por JPtuga » 10/4/2007 19:12

Pois, o "magnânimo" Steve Jobs "decidiu" abdicar dos DRM e no processo levar as editoras que ainda nao tinham aderido, a facilitar o seu catalogo para incorporaçao na Itunes...
A verdade e que a "impossibilidade" de reproduzir musicas do itunes noutros leitores de mp3 foi quebrada, e o homem ao aperceber-se que era uma questao de tempo ate perder forte, numa reviravolta de mestre, abdica dos tais DRM e ainda convence o resto da industria a acompanha-lo. Sem falar nos processos que correm contra a Apple nalgums paises Europeus por causa desses mesmos DRM.
A confirmar-se, bela reviravolta para a Apple.
Cumps
 
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por Keyser Soze » 10/4/2007 15:19

O fim do DRM e uma nova era na música

O homem dos iPods, Steve Jobs, já tinha avisado a indústria. Pode parecer um paradoxo, mas não é: vende-se muito mais música se não existirem barreiras à sua circulação.

Há três meses, em finais de Janeiro, o patrão da Apple incitara o que resta das outrora poderosas labels musicais, Universal Music, EMI, Sony BMG Music e Warner Music, a venderem a música online sem os bloqueios de software que impedem a sua audição nos diversos aparelhos reprodutores. A carta foi amplamente divulgada pela Imprensa, rendida à "maravilhosa" Apple.

Era o início de uma forte acção de propaganda e pressão com a opinião pública mundial, que teve recompensa esta semana, em Londres, numa conferência de Imprensa que juntou Steve Jobs a Eric Nicoli, o CEO da EMI. Com a submissão, at last, da EMI abre-se o caminho para as outras, esperando Jobs que a sua loja iTunes, que domina as vendas de música online, fique ainda mais poderosa. A iTunes quer até final do ano disponibilizar mais de metade do seu catálogo sem o tristemente famoso DRM, sigla de Digital Rights Management, mas que os críticos gostam de verter para "Digital Restrictions Management".

Eric Nicoli foi lacónico: admitia que a sua marca tenciona ajudar a resolver as falta de interoperabilidade que "é frustrante para tantos fans musicais".

Em termos gerais, podemos pensar no DRM como uma espécie de "marca de água" que impede que a música comprada na loja da iTunes seja reproduzida por leitores de MP3 que não o iPod, que por sua vez não reconhecerá faixas adquiridas noutras lojas online. Resolver a interoperabilidade é fundamental para que o comércio em linha de música possa sair da fase actual de alguma hesitação patente no mercado. Jobs está com pressa de capitalizar o sucesso do iPod antes que outras empresas com grande capacidade de marketing possam captar uma boa fatia.

É de facto uma nova era que se abre. Com a EMI a mudar-se de campo, as outras três grandes serão forçadas a seguir-lhe os passos ou a desaparecerem engolidas pelos escritórios de advogados que fazem vida de espremer leis anacrónicas. Por ora, a Universal Music, a Sony BMG Music e a Warner Music mantém a posição de não abrir mão do DRM. A Warner acusara a proposta de Jobs de não ter nem lógica, nem mérito – o que é um completo disparate. Acabar com o DRM será, aliás, a única coisa lógica a fazer nesta altura em que se vislumbra um novo modelo de negócio, testado e confirmado pela Apple e o mérito vai inteirinho para quem ousou arriscar montar banca no meio da pirataria geral, trazendo relativa disciplina a um sector que parecia perdido.

Nesta matéria (como noutras) Steve Jobs pode ser acusado justamente de outras coisas, como de ganancioso, frio e objectivo. De ilógico é que não tem nada.

A ordem das "prateleiras virtuais" da iTunes e o poder da marca são aspectos a levar em consideração. A alternativa – as redes de partilha – demanda alguns comportamentos de risco e apresenta-se como um caos desorganizado, próprio para espíritos aventureiros e impróprio para a maioria dos consumidores de música. A interoperabilidade, adivinhou Steve Jobs, é actualmente o único obstáculo entre este público desejoso de encher os seus MP3 de música "fácil", que prefere pagar o conforto das escolhas, da arrtumação e das garantias do que perder tempo à procura de faixas num ambiente desconhecido.

Não é preciso ser um génio – e Steve Jobs costuma ser considerado um deles – para perceber esta mudança.

Paulo Querido, jornalista

Publicado sexta-feira, 6 de Abril de 2007
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por Milestones » 8/4/2007 20:44

Hihihi n sabia... obrigado pela informação. Achei curioso estar lá o logo.
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por Keyser Soze » 8/4/2007 20:26

Milestones Escreveu:Pq é q esse iPod tem HP invent?? Os soldados tem versoes diferentes?



As a side note, HP-branded iPods were sold from January 2004 to July 2005, as part of a deal between Apple and HP. HP-branded iPods eventually made up 5% of iPod sales, but HP stoppped selling iPods because it was not happy with the terms and conditions imposed by Apple.
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por Milestones » 8/4/2007 20:10

Pq é q esse iPod tem HP invent?? Os soldados tem versoes diferentes?
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por luis.gomes » 8/4/2007 20:00

Sim... até tenho a certeza que a própria Apple não se irá importar de lhe dar um novo iPod.

:mrgreen:

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iPod : isto sim, é boa publicidade

por Keyser Soze » 8/4/2007 19:49

iPod salva a vida de um soldado americano Abril 6

Imagem

Kevin Garrad estava a patrulhar as ruas do Iraque quando foi atacado por um insurgente armado com uma AK-47.

Os dois abriram fogo, resultando na morte do iraquiano mas não na do soldado americano. Porquê? Porque no bolso esquerdo do uniforme do americano estava um iPod que, ao ser atingindo pela bala, impediu que esta penetrasse no colete de Garrad. O americano não sofreu qualquer ferimento.

Nem a Apple se lembraria de tão boa manobra de publicidade…
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