BES - Tópico Geral
Analistas destacam tendência mista nos resultados do BES e foco na desalavancagem
02 Agosto 2011 | 11:24
Do lado positivo, o Caixa BI menciona a margem financeira e as receitas com comissões. Pela negativa, são sublinhadas algumas tendências do balanço. Já o Millennium IB frisa o foco da gestão do banco no processo de desalavancagem.
O BES anunciou ontem, depois do fecho da sessão, que sofreu uma queda de 44,7% dos lucros no primeiro semestre deste ano, para os 156 milhões de euros. Os reforço das provisões foi determinante para a queda dos lucros.
O Caixa BI projectava um resultado líquido, consolidado, de 161 milhões de euros. O analista André Rodrigues destaca que os resultados anunciados foram influenciados por vários itens não recorrentes, como é o caso da venda da participação no Bradesco, os dividendos da EDP e PT e as perdas associadas ao programa de desalavancagem, como a venda de partes das carteiras de crédito.
Neste período, o banco já obteve mais lucros no exterior do que na actividade em Portugal. Os lucros das unidades internacionais desceram 13,1% para 83,5 milhões de euros, um valor que é superior ao doméstico. Em Portugal, os lucros caíram 61% para 72,5 milhões de euros.
O desempenho “positivo da actividade doméstica” é também um aspecto sublinhado pelo Caixa BI.
Por outro lado, a margem financeira totalizou os 542,8 milhões de euros, um valor quase em linha com os 546,3 milhões de euros em igual período do ano passado, registando uma evolução estável também em base trimestral, “o que denota resiliência na actual conjuntura”.
“Entendemos que os resultados apresentam uma dinâmica mista, com uma resiliência evidente ao nível da margem financeira e uma dinâmica bastante positiva das receitas com comissões, que permitiu um aumento de cerca de 1% no produto bancário ‘core’ do banco”, ressalva André Rodrigues.
De forma negativa, “foram notórias (tal como no final do primeiro trimestre de 2011) algumas dinâmicas menos encorajadoras ao nível do balanço”.
Já António Seladas e Rita Silva, analistas do Millennium IB, sublinham os “dados melhores do que as nossas estimativas, no geral”. Contudo, estes números foram “quase ofuscados pelas imparidades e provisões de crédito mais elevadas”.
Relativamente à margem financeira, que continua estável há cerca de três trimestres, com o mercado doméstico a comportar-se “muito melhor” do que as suas previsões e melhor do que nos dois trimestres precedentes.
Os mesmos especialistas frisam que, no âmbito do processo de desalavancagem e do cumprimento dos requisitos acordados com a troika, “a gestão está inequivocamente focada e sabe exactamente como lidar com esta turbulência”.
O Caixa BI confere uma recomendação de “comprar” e um preço-alvo de 4,00 euros às acções do banco liderado por Ricardo Salgado. Já o Millennium IB atribui-lhe uma avaliação de 3,60 euros e um “rating” de “comprar”.
As acções do banco seguem a depreciar 0,41% para os 2,541 euros.
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php ... &id=499361
02 Agosto 2011 | 11:24
Do lado positivo, o Caixa BI menciona a margem financeira e as receitas com comissões. Pela negativa, são sublinhadas algumas tendências do balanço. Já o Millennium IB frisa o foco da gestão do banco no processo de desalavancagem.
O BES anunciou ontem, depois do fecho da sessão, que sofreu uma queda de 44,7% dos lucros no primeiro semestre deste ano, para os 156 milhões de euros. Os reforço das provisões foi determinante para a queda dos lucros.
O Caixa BI projectava um resultado líquido, consolidado, de 161 milhões de euros. O analista André Rodrigues destaca que os resultados anunciados foram influenciados por vários itens não recorrentes, como é o caso da venda da participação no Bradesco, os dividendos da EDP e PT e as perdas associadas ao programa de desalavancagem, como a venda de partes das carteiras de crédito.
Neste período, o banco já obteve mais lucros no exterior do que na actividade em Portugal. Os lucros das unidades internacionais desceram 13,1% para 83,5 milhões de euros, um valor que é superior ao doméstico. Em Portugal, os lucros caíram 61% para 72,5 milhões de euros.
O desempenho “positivo da actividade doméstica” é também um aspecto sublinhado pelo Caixa BI.
Por outro lado, a margem financeira totalizou os 542,8 milhões de euros, um valor quase em linha com os 546,3 milhões de euros em igual período do ano passado, registando uma evolução estável também em base trimestral, “o que denota resiliência na actual conjuntura”.
“Entendemos que os resultados apresentam uma dinâmica mista, com uma resiliência evidente ao nível da margem financeira e uma dinâmica bastante positiva das receitas com comissões, que permitiu um aumento de cerca de 1% no produto bancário ‘core’ do banco”, ressalva André Rodrigues.
De forma negativa, “foram notórias (tal como no final do primeiro trimestre de 2011) algumas dinâmicas menos encorajadoras ao nível do balanço”.
Já António Seladas e Rita Silva, analistas do Millennium IB, sublinham os “dados melhores do que as nossas estimativas, no geral”. Contudo, estes números foram “quase ofuscados pelas imparidades e provisões de crédito mais elevadas”.
Relativamente à margem financeira, que continua estável há cerca de três trimestres, com o mercado doméstico a comportar-se “muito melhor” do que as suas previsões e melhor do que nos dois trimestres precedentes.
Os mesmos especialistas frisam que, no âmbito do processo de desalavancagem e do cumprimento dos requisitos acordados com a troika, “a gestão está inequivocamente focada e sabe exactamente como lidar com esta turbulência”.
O Caixa BI confere uma recomendação de “comprar” e um preço-alvo de 4,00 euros às acções do banco liderado por Ricardo Salgado. Já o Millennium IB atribui-lhe uma avaliação de 3,60 euros e um “rating” de “comprar”.
As acções do banco seguem a depreciar 0,41% para os 2,541 euros.
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"Only one thing conviced me when i was wrong and that is to lose money. And i am only right when i make money" - Jesse Livermore
Primeiro semestre
Lucros do BES caem 44,7% com reforço de provisões para crédito malparado (act)
01 Agosto 2011 | 16:48
Sara Antunes - saraantunes@negocios.pt
O BES registou uma queda de 44,7% dos lucros do primeiro semestre deste ano, um valor que ficou ligeiramente acima das estimativas dos analistas. Os reforço das provisões foi determinante para a queda dos lucros, num período em que o banco já obteve mais lucros no exterior do que na actividade em Portugal.
O BES registou uma queda de 44,7% dos lucros do primeiro semestre deste ano, um valor que ficou ligeiramente acima das estimativas dos analistas. Os reforço das provisões foi determinante para a queda dos lucros, num período em que o banco já obteve mais lucros no exterior do que na actividade em Portugal.
O resultado líquido do banco liderado por Ricardo Salgado caiu para 156 milhões de euros, o que compara com os 282 milhões registados em igual período do ano passado, revelou o BES em comunicado emitido para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.
Os analistas consultados pela Lusa estimavam um lucro médio de 149,72 milhões de euros.
Em comunicado o banco justifica a queda dos lucros com “o reforço considerável do provisionamento em consequência da degradação dos riscos actuais e previsíveis decorrentes do agravamento da recessão económica”.
Lucros no exterior superam Portugal
Reflexo da degradação dos resultados da actividade do BES em Portugal, os lucros das unidades internacionais desceram 13,1% para 83,5 milhões de euros, um valor que já é superior ao doméstico. Em Portugal os lucros do BES caíram 61% para 72,5 milhões de euros.
No mesmo período do ano passado os lucros em Portugal (186,1 milhões de euros) mais que duplicaram o verificado nas unidades no exterior (96,1 milhões).
O reforço de provisões no primeiro semestre totalizou 469,7 milhões de euros, o que representa quase o dobro (+96,7%) do verificado no mesmo período do ano passado, que ascendeu a 238,8 milhões de euros.
Este forte crescimento resultou sobretudo da dotação de provisões para crédito, que ascendeu a 305,4 milhões de euros (+75%), um valor que inclui um reforço complementar de 126 milhões de euros.
O reforço das provisões no crédito no semestre ocorre num período em que aumentou o crédito malparado, reflexo da deterioração da economia portuguesa. O crédito vencido há mais de 90 dias representa agora 2,35% do total, contra 1,7% no período homólogo, tendo o BES optado por reforçar as provisões do crédito vencido para 163%.
Além das provisões para crédito, o BES efectuou reforços de provisões para títulos no primeiro semestre que atingiram 56,4 milhões de euros e para outros activos pelo valor de 107,9 milhões de euros.
O BES chegou a Junho com um produto bancário de 1,27 mil milhões de euros, um crescimento de 11,3% face ao período homólogo. O crescimento mais ténue nos custos (3%), permitiu ao resultado bruto registar um aumento mais acentuado de 19,4% para 690,5 milhões de euros. o BES salienta em comunicado que “excluindo as novas consolidações e o agravamento nos encargos sociais obrigatórios os custos operativos teriam registado uma redução de 3,8%”.
Deste modo, as provisões efectuadas foram determinantes para a queda do resultado líquido.
Ainda a pesar de forma negativa nos resultados esteve o aumento de impostos, que totalizaram 79,2 milhões de euros, penalizados pela contribuição sobre o sector bancário, no valor de 15,2 milhões de euros.
Foram também vários os itens extraordinários que condicionaram os resultados do BES no semestre. O banco apurou uma mais-valia de 143,6 milhões de euros com a venda da posição no Bradesco, recebeu um dividendo extraordinário da Portugal Telecom no montante de 58,5 milhões de euros
Pela negativa o BES incorreu em perdas nas vendas de crédito de 53,8 milhões de euros, sendo que o banco assinala que os ganhos “não recorrentes não tiveram efeito no resultado devido à prudência colocada na política de provisionamento”.
As acções do BES fecharam a sessão a cair 6,85% para 2,461 euros, num dia de perdas acentuadas na banca europeia.
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php ... &id=499207
Lucros do BES caem 44,7% com reforço de provisões para crédito malparado (act)
01 Agosto 2011 | 16:48
Sara Antunes - saraantunes@negocios.pt
O BES registou uma queda de 44,7% dos lucros do primeiro semestre deste ano, um valor que ficou ligeiramente acima das estimativas dos analistas. Os reforço das provisões foi determinante para a queda dos lucros, num período em que o banco já obteve mais lucros no exterior do que na actividade em Portugal.
O BES registou uma queda de 44,7% dos lucros do primeiro semestre deste ano, um valor que ficou ligeiramente acima das estimativas dos analistas. Os reforço das provisões foi determinante para a queda dos lucros, num período em que o banco já obteve mais lucros no exterior do que na actividade em Portugal.
O resultado líquido do banco liderado por Ricardo Salgado caiu para 156 milhões de euros, o que compara com os 282 milhões registados em igual período do ano passado, revelou o BES em comunicado emitido para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.
Os analistas consultados pela Lusa estimavam um lucro médio de 149,72 milhões de euros.
Em comunicado o banco justifica a queda dos lucros com “o reforço considerável do provisionamento em consequência da degradação dos riscos actuais e previsíveis decorrentes do agravamento da recessão económica”.
Lucros no exterior superam Portugal
Reflexo da degradação dos resultados da actividade do BES em Portugal, os lucros das unidades internacionais desceram 13,1% para 83,5 milhões de euros, um valor que já é superior ao doméstico. Em Portugal os lucros do BES caíram 61% para 72,5 milhões de euros.
No mesmo período do ano passado os lucros em Portugal (186,1 milhões de euros) mais que duplicaram o verificado nas unidades no exterior (96,1 milhões).
O reforço de provisões no primeiro semestre totalizou 469,7 milhões de euros, o que representa quase o dobro (+96,7%) do verificado no mesmo período do ano passado, que ascendeu a 238,8 milhões de euros.
Este forte crescimento resultou sobretudo da dotação de provisões para crédito, que ascendeu a 305,4 milhões de euros (+75%), um valor que inclui um reforço complementar de 126 milhões de euros.
O reforço das provisões no crédito no semestre ocorre num período em que aumentou o crédito malparado, reflexo da deterioração da economia portuguesa. O crédito vencido há mais de 90 dias representa agora 2,35% do total, contra 1,7% no período homólogo, tendo o BES optado por reforçar as provisões do crédito vencido para 163%.
Além das provisões para crédito, o BES efectuou reforços de provisões para títulos no primeiro semestre que atingiram 56,4 milhões de euros e para outros activos pelo valor de 107,9 milhões de euros.
O BES chegou a Junho com um produto bancário de 1,27 mil milhões de euros, um crescimento de 11,3% face ao período homólogo. O crescimento mais ténue nos custos (3%), permitiu ao resultado bruto registar um aumento mais acentuado de 19,4% para 690,5 milhões de euros. o BES salienta em comunicado que “excluindo as novas consolidações e o agravamento nos encargos sociais obrigatórios os custos operativos teriam registado uma redução de 3,8%”.
Deste modo, as provisões efectuadas foram determinantes para a queda do resultado líquido.
Ainda a pesar de forma negativa nos resultados esteve o aumento de impostos, que totalizaram 79,2 milhões de euros, penalizados pela contribuição sobre o sector bancário, no valor de 15,2 milhões de euros.
Foram também vários os itens extraordinários que condicionaram os resultados do BES no semestre. O banco apurou uma mais-valia de 143,6 milhões de euros com a venda da posição no Bradesco, recebeu um dividendo extraordinário da Portugal Telecom no montante de 58,5 milhões de euros
Pela negativa o BES incorreu em perdas nas vendas de crédito de 53,8 milhões de euros, sendo que o banco assinala que os ganhos “não recorrentes não tiveram efeito no resultado devido à prudência colocada na política de provisionamento”.
As acções do BES fecharam a sessão a cair 6,85% para 2,461 euros, num dia de perdas acentuadas na banca europeia.
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php ... &id=499207
"Only one thing conviced me when i was wrong and that is to lose money. And i am only right when i make money" - Jesse Livermore
Mr Pontes 01 Agosto 2011 - 20:44
BES: lucros de 156 M de Eur, totalmente absorvidos em perda de -373 M de Eur levada directamente ao Balanço em obrigações. Target 2,948 Eur (antes 3,909 Eur). Recomendação: NEUTRAL
O BES foi fortemente atingido pela actual crise económica e financeira, portuguesa.
Com a quebra acentuada de resultados para 156 M de Eur, o BES perdeu directamente no Balanço (sem passar por Resultados) 373,37 M de Eur em perda de fair value em obrigações. Juntando as duas situações, os ganhos levados directamente a Resultados, e as perdas levadas directamente a Balanço (por ainda não se ter atingido a maturidade), dá um prejuizo expressivo de -217,37 M de Eur em apenas 6 meses de 2011.< ...
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O BES foi fortemente atingido pela actual crise económica e financeira, portuguesa.
Com a quebra acentuada de resultados para 156 M de Eur, o BES perdeu directamente no Balanço (sem passar por Resultados) 373,37 M de Eur em perda de fair value em obrigações. Juntando as duas situações, os ganhos levados directamente a Resultados, e as perdas levadas directamente a Balanço (por ainda não se ter atingido a maturidade), dá um prejuizo expressivo de -217,37 M de Eur em apenas 6 meses de 2011.
Até Angola que tinha contribuido com 27,1 M de Eur de lucro no 1T2011, apenas contribuiu com 14,6 M de Eur no 2T2011, ou seja quebrou para quase metade, e não foi por provisões, foi por quebra da Margem Financeira.
Avaliação: Com 275,2 M de Eur de Resultados operacionais liquidos de impostos e de minoritários, o meu modelo de discounted cash flow, com uma taxa de desconto de 7,5%, dá uma avaliação de 3,10 Eur, por cada uma das 1.166,7 milhões de acções do BES. Mas, tal como fiz com o BPI por motivo semelhante, há a descontar o efeito das perdas em obrigações levadas no primeiro semestre de 2011 directamente a Capital Proprio no Balanço, e que proximamente irão afectar negativamente resultados à medida que se atingir a maturidade. Pelo que há a descontar 0,1519 Eur por acção, dessas perdas em obrigações. Pelo que o meu target actual do BES passa para 2,948 Eur, uma queda acentuada do meu target anterior de 3,909 Eur (de 01 de Fevereiro de 2011), ou seja uma revisão em baixa de -24,5%.
Recomendação: NEUTRAL, pois tem apenas potencial de 19,8% perante o fecho de hoje em 2,461 Eur.
cogumelo Escreveu:http://economico.sapo.pt/noticias/bes-vai-vender-participacao-de-10-no-saxo-bank_123838.htmlO BES pretende vender a participação que detém no dinamarquês Saxo Bank, revelou hoje o CEO do banco, Ricardo Salgado.
"Temos previsto ceder essa posição [10% do Saxo Bank] num prazo não muito longínquo", afirmou Ricardo Salgado durante a apresentação dos resultados do BES. Essa posição está dividida, em partes iguais, pelo BES e pelo Espírito Santo Financial Group.
Na mesma ocasião, Ricardo Salgado comentou as notícias que referiam que a 'troika' poderia apertar os critérios contabilísticos para avaliação das carteiras de crédito dos bancos nacionais.
"Vamos ter contacto directo com a 'troika' na próxima semana e temos de aguardar a entrada de inspecções. Não sabemos se vai haver alterações desses critérios contabilísticos", disse o presidente do BES. "Relativamente à mão dura da 'troika' é possível, mas não sabemos como vai actuar nos bancos portugueses", acrescentou.
Manifestando-se confiante em relação à solidez do banco, Salgado afirmou ainda que a exposição do BES à dívida pública portuguesa é de 3,3 mil milhões de euros, 3 mil milhões dos quais com maturidade inferior a um ano.
O BES anunciou hoje que o lucro do primeiro semestre desceu 44,7% para 156 milhões de euros nos seis primeiros meses do ano. Apesar da queda, o resultado ficou acima da estimativa média dos seis analistas sondados pela Reuters.
Se 3.000 milhões são de maturidade inferior a um ano,então o BES não corre o risco de não o receber...
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http://economico.sapo.pt/noticias/bes-v ... 23838.html
O BES pretende vender a participação que detém no dinamarquês Saxo Bank, revelou hoje o CEO do banco, Ricardo Salgado.
"Temos previsto ceder essa posição [10% do Saxo Bank] num prazo não muito longínquo", afirmou Ricardo Salgado durante a apresentação dos resultados do BES. Essa posição está dividida, em partes iguais, pelo BES e pelo Espírito Santo Financial Group.
Na mesma ocasião, Ricardo Salgado comentou as notícias que referiam que a 'troika' poderia apertar os critérios contabilísticos para avaliação das carteiras de crédito dos bancos nacionais.
"Vamos ter contacto directo com a 'troika' na próxima semana e temos de aguardar a entrada de inspecções. Não sabemos se vai haver alterações desses critérios contabilísticos", disse o presidente do BES. "Relativamente à mão dura da 'troika' é possível, mas não sabemos como vai actuar nos bancos portugueses", acrescentou.
Manifestando-se confiante em relação à solidez do banco, Salgado afirmou ainda que a exposição do BES à dívida pública portuguesa é de 3,3 mil milhões de euros, 3 mil milhões dos quais com maturidade inferior a um ano.
O BES anunciou hoje que o lucro do primeiro semestre desceu 44,7% para 156 milhões de euros nos seis primeiros meses do ano. Apesar da queda, o resultado ficou acima da estimativa média dos seis analistas sondados pela Reuters.
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cogumelo
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Lucros do BES podem ter caído 43% nos primeiros seis meses do ano
29 Julho 2011 | 12:41
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Estimativas do Caixa BI para o segundo trimestre apontam para uma queda homóloga de 38,6%.
O BES deverá reportar, na segunda-feira, uma queda de 42,9% do resultado líquido no primeiro semestre, para 161 milhões de euros, contra 282,2 milhões no período homólogo do ano passado, segundo as estimativas do Caixa BI.
Relativamente ao segundo trimestre, o Caixa BI prevê, na sua nota de “análise”, que os lucros do BES tenham ascendido a 100,1 milhões de euros, o que corresponde a uma queda de 38,6% face aos 163,1 milhões registados entre Abril e Junho de 2010. Quando comparado com o primeiro trimestre (60,9 milhões), o lucro sobe 64,5%.
Segundo o “research”, o resultado do banco liderado por Ricardo Salgado será impactado por um conjunto de factos de carácter tendencialmente não recorrente, sendo de destacar a venda de participação que o BES detinha no Banco Bradesco (mais-valia de cerca de 125 milhões de euros).
Além disso, a análise destaca os cerca de 135 milhões referentes aos dividendos recebidos pelas participações na Portugal Telecom (incluindo o “dividendo extraordinário” de 0,65 euros) e na EDP.
O Caixa BI refere também, nos factos de realce, o efeito associado à venda de uma parcela da carteira de crédito do banco e o efeito da recompra de obrigações próprias.
“Continuamos a entender que, tendo em conta não só o enquadramento macroeconómico em Portugal, mas também o conjunto de exigências definidas no Memorando de Entendimento acordado com a troika, o principal desafio para o sector está relacionado com a capacidade para efectuar a desalavancagem da sua actividade, diminuindo o respectivo nível de risco, mantendo ao mesmo tempo um fluxo adequado de financiamento à economia real”, salienta a análise assinada por André Rodrigues.
As dificuldades de financiamento dos bancos nacionais nos mercados internacionais (maior pressão nos custos de financiamento) e a potencial deterioração da qualidade dos seus activos deverão ser analisados com detalhe, acrescenta o “research”, sublinhando que “será também bastante importante avaliar a evolução da dependência junto do BCE”.
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php ... &id=498845
29 Julho 2011 | 12:41
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Estimativas do Caixa BI para o segundo trimestre apontam para uma queda homóloga de 38,6%.
O BES deverá reportar, na segunda-feira, uma queda de 42,9% do resultado líquido no primeiro semestre, para 161 milhões de euros, contra 282,2 milhões no período homólogo do ano passado, segundo as estimativas do Caixa BI.
Relativamente ao segundo trimestre, o Caixa BI prevê, na sua nota de “análise”, que os lucros do BES tenham ascendido a 100,1 milhões de euros, o que corresponde a uma queda de 38,6% face aos 163,1 milhões registados entre Abril e Junho de 2010. Quando comparado com o primeiro trimestre (60,9 milhões), o lucro sobe 64,5%.
Segundo o “research”, o resultado do banco liderado por Ricardo Salgado será impactado por um conjunto de factos de carácter tendencialmente não recorrente, sendo de destacar a venda de participação que o BES detinha no Banco Bradesco (mais-valia de cerca de 125 milhões de euros).
Além disso, a análise destaca os cerca de 135 milhões referentes aos dividendos recebidos pelas participações na Portugal Telecom (incluindo o “dividendo extraordinário” de 0,65 euros) e na EDP.
O Caixa BI refere também, nos factos de realce, o efeito associado à venda de uma parcela da carteira de crédito do banco e o efeito da recompra de obrigações próprias.
“Continuamos a entender que, tendo em conta não só o enquadramento macroeconómico em Portugal, mas também o conjunto de exigências definidas no Memorando de Entendimento acordado com a troika, o principal desafio para o sector está relacionado com a capacidade para efectuar a desalavancagem da sua actividade, diminuindo o respectivo nível de risco, mantendo ao mesmo tempo um fluxo adequado de financiamento à economia real”, salienta a análise assinada por André Rodrigues.
As dificuldades de financiamento dos bancos nacionais nos mercados internacionais (maior pressão nos custos de financiamento) e a potencial deterioração da qualidade dos seus activos deverão ser analisados com detalhe, acrescenta o “research”, sublinhando que “será também bastante importante avaliar a evolução da dependência junto do BCE”.
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php ... &id=498845
"Only one thing conviced me when i was wrong and that is to lose money. And i am only right when i make money" - Jesse Livermore
Mais vale uma perda pequena, que esperar gananciosamente por um ganho cada vez mais duvidoso.
Sai com perda de 1 centimo e, nesta altura, já podia vender com lucro, mas, acobardei-me com tanta indefenição e tanta noticia negativa por causa dos politicos do senado americano.
Era como estar a jogar poquer com dois duques na mão mas na mesa estão um ás, um rei e uma dama, não vale a pena ir a jogo.
Vou ficar liquido, até porque isto não vai acabar pois nao?
Sai com perda de 1 centimo e, nesta altura, já podia vender com lucro, mas, acobardei-me com tanta indefenição e tanta noticia negativa por causa dos politicos do senado americano.
Era como estar a jogar poquer com dois duques na mão mas na mesa estão um ás, um rei e uma dama, não vale a pena ir a jogo.
Vou ficar liquido, até porque isto não vai acabar pois nao?
- Anexos
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_X_
John Maynard Keynes
The capitalist economy is not real, it is simply a delusion that keeps the masses enchained to their social bondage.
É sempre muito falível projetar cenários não acontecidos.
John Maynard Keynes
The capitalist economy is not real, it is simply a delusion that keeps the masses enchained to their social bondage.
É sempre muito falível projetar cenários não acontecidos.
Desde já, deixo aqui as minhas desculpas pela falta de conteudo.
Sou BURRO!
Sou BURRO!
Sou BURRO!
Prontus, já desabafei!!!
Agora vejo um HS invertido, eu bem vejo sinais, mas como está calor, já começo a pensar que é sol a mais na mona.
E os %#$#$%& dos Americanos que nunca mais resolvem a porcaria do tecto da dívida, e disse o outro que aquilo não era como a Grécia ou como Portugal, pois não,,,, são piores.

Sou BURRO!
Sou BURRO!
Sou BURRO!
Prontus, já desabafei!!!
Agora vejo um HS invertido, eu bem vejo sinais, mas como está calor, já começo a pensar que é sol a mais na mona.
E os %#$#$%& dos Americanos que nunca mais resolvem a porcaria do tecto da dívida, e disse o outro que aquilo não era como a Grécia ou como Portugal, pois não,,,, são piores.
_X_
John Maynard Keynes
The capitalist economy is not real, it is simply a delusion that keeps the masses enchained to their social bondage.
É sempre muito falível projetar cenários não acontecidos.
John Maynard Keynes
The capitalist economy is not real, it is simply a delusion that keeps the masses enchained to their social bondage.
É sempre muito falível projetar cenários não acontecidos.
Safa, não se pode escrever aqui os pontos de saida que os galifoes poem tudo à venda só para me apanharem os papeis.
Mão é que já passou os 2,55 que eu tinha apontado em que iria sair (não sai, vou voltar a chamar-me de burro).
_X_
John Maynard Keynes
The capitalist economy is not real, it is simply a delusion that keeps the masses enchained to their social bondage.
É sempre muito falível projetar cenários não acontecidos.
John Maynard Keynes
The capitalist economy is not real, it is simply a delusion that keeps the masses enchained to their social bondage.
É sempre muito falível projetar cenários não acontecidos.
Estou a chorar por não ter comprado quando estava nos 2,2X €...
Mas tudo bem, não sou adivinho.
Mas tudo bem, não sou adivinho.
disclaimer: isto é a minha opinião, se não gosta ponha na beira do prato. Se gosta e agir baseado nela, quero deixar claro que o está a fazer por sua única e exclusiva conta e risco.
"When it comes to money, the level of integrity is the least." - Parag Parikh
* Fight club sem nódoas negras: http://artista1939.mybrute.com
"When it comes to money, the level of integrity is the least." - Parag Parikh
* Fight club sem nódoas negras: http://artista1939.mybrute.com
Acabou acima dos 2,66 Porreirissimo, pah!!!
Só noticias fixes, e quebrou o malvado do canal descendente, pelo menos aquele por mim desenhado.
Se não houver mais coisas ocasionais, daquelas que fazem lembrar que existem mãos muito, mas mesmo muito fortes no mercado, próxima estação é acima dos 3 e acho que saio nessa estação e vou para outro destino.
Entrada a 2,51 saída a 3,01, como disse o outro "é fazer as contas".
Ainda me entalo é com aquela coisa mal resolvida nos "States", para aqui a contar com o ovo no dito da galinha, e ainda saio ao preço a que comprei.(desta vez saio mesmo logo que veja a cotação abaixo dos 2,55).
Só noticias fixes, e quebrou o malvado do canal descendente, pelo menos aquele por mim desenhado.
Se não houver mais coisas ocasionais, daquelas que fazem lembrar que existem mãos muito, mas mesmo muito fortes no mercado, próxima estação é acima dos 3 e acho que saio nessa estação e vou para outro destino.
Entrada a 2,51 saída a 3,01, como disse o outro "é fazer as contas".
Ainda me entalo é com aquela coisa mal resolvida nos "States", para aqui a contar com o ovo no dito da galinha, e ainda saio ao preço a que comprei.(desta vez saio mesmo logo que veja a cotação abaixo dos 2,55).
_X_
John Maynard Keynes
The capitalist economy is not real, it is simply a delusion that keeps the masses enchained to their social bondage.
É sempre muito falível projetar cenários não acontecidos.
John Maynard Keynes
The capitalist economy is not real, it is simply a delusion that keeps the masses enchained to their social bondage.
É sempre muito falível projetar cenários não acontecidos.
A ver se é desta que rompe o canal! Continua bem dentro do canal descendente, não é bom sinal.
Se fechar hoje acima dos 2,40 já é porreiro, pah!
Se vier a romper o canal, espero que consiga chegar aos 2,66.
E aqui fica o boneco que vale mais pelo que se quer ver do que pelo que realmente vale.
Se fechar hoje acima dos 2,40 já é porreiro, pah!
Se vier a romper o canal, espero que consiga chegar aos 2,66.
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John Maynard Keynes
The capitalist economy is not real, it is simply a delusion that keeps the masses enchained to their social bondage.
É sempre muito falível projetar cenários não acontecidos.
John Maynard Keynes
The capitalist economy is not real, it is simply a delusion that keeps the masses enchained to their social bondage.
É sempre muito falível projetar cenários não acontecidos.
Santander: Situação de Portugal permanece um grande desafio para accionistas da banca
Neste “research” do banco espanhol, o analista Carlos García considera que serão necessários reforços de capital adicionais na banca portuguesa e salienta que, apesar de o BES continuar a ser o seu preferido, não investiria de momento em nenhum dos três.
“É difícil ver um banco a operar como uma entidade isolada quando tem um ‘rating’ abaixo do grau de investimento, pelo que de momento não investiríamos em qualquer um dos três”, realça o documento, acrescentando ainda que “o BES continua a ser o nosso favorito”.
Nesta análise, o Santander refere também que o facto de nenhum banco português ter chumbado nos testes de stress não parece muito coerente. “Os bancos têm um elevado montante de dívida de longo prazo, o ‘spread’ da dívida soberana de Portugal face à da Alemanha está acima de mil pontos base, e há um título, o BPI, que tem a maior carteira de obrigações irlandesas e gregas em proporção do seu capital, no nosso universo de cobertura”, diz.
“Apesar de tudo isto, todos os bancos portugueses passaram nos testes. Mas tenhamos em atenção que esta é uma análise de solvência, não de liquidez, e não há quaisquer pressupostos de ‘haircuts’ sobre a dívida soberana”, acrescenta o “research”.
Entre os destaques desta análise, Carlos García diz que apesar de o BCP ter passado nos testes, com um “core Tier 1” de 5,4% - incluindo as medidas já anunciadas antes de Abril passado – “o banco decidiu reforçar o seu ‘core Tier 1’ para pelo menos 6% e já tomou medidas para iniciar uma oferta destinada aos detentores de dívida subordinada e acções preferenciais. O ganho de capital previsto é de 397 milhões de euros, o que será suficiente para atingir a meta dos 6%”.
O Santander destaca igualmente que, do seu universo de cobertura, o BPI e o BCP são os bancos mais expostos à dívida da Grécia, com investimentos equivalentes a mais de 17% do seu capital accionista. Por outro lado, em termos de dívida irlandesa, também o BPI e o BCP estão mais expostos, com investimentos equivalentes a 15% e 5%, respectivamente, dos seus “core Tier 1”.
O BES continua a ser o banco português mais bem posicionado, sublinha o “research”, sendo dos três o que está menos exposto à dívida dos países periféricos da Zona Euro.
Neste “research” do banco espanhol, o analista Carlos García considera que serão necessários reforços de capital adicionais na banca portuguesa e salienta que, apesar de o BES continuar a ser o seu preferido, não investiria de momento em nenhum dos três.
“É difícil ver um banco a operar como uma entidade isolada quando tem um ‘rating’ abaixo do grau de investimento, pelo que de momento não investiríamos em qualquer um dos três”, realça o documento, acrescentando ainda que “o BES continua a ser o nosso favorito”.
Nesta análise, o Santander refere também que o facto de nenhum banco português ter chumbado nos testes de stress não parece muito coerente. “Os bancos têm um elevado montante de dívida de longo prazo, o ‘spread’ da dívida soberana de Portugal face à da Alemanha está acima de mil pontos base, e há um título, o BPI, que tem a maior carteira de obrigações irlandesas e gregas em proporção do seu capital, no nosso universo de cobertura”, diz.
“Apesar de tudo isto, todos os bancos portugueses passaram nos testes. Mas tenhamos em atenção que esta é uma análise de solvência, não de liquidez, e não há quaisquer pressupostos de ‘haircuts’ sobre a dívida soberana”, acrescenta o “research”.
Entre os destaques desta análise, Carlos García diz que apesar de o BCP ter passado nos testes, com um “core Tier 1” de 5,4% - incluindo as medidas já anunciadas antes de Abril passado – “o banco decidiu reforçar o seu ‘core Tier 1’ para pelo menos 6% e já tomou medidas para iniciar uma oferta destinada aos detentores de dívida subordinada e acções preferenciais. O ganho de capital previsto é de 397 milhões de euros, o que será suficiente para atingir a meta dos 6%”.
O Santander destaca igualmente que, do seu universo de cobertura, o BPI e o BCP são os bancos mais expostos à dívida da Grécia, com investimentos equivalentes a mais de 17% do seu capital accionista. Por outro lado, em termos de dívida irlandesa, também o BPI e o BCP estão mais expostos, com investimentos equivalentes a 15% e 5%, respectivamente, dos seus “core Tier 1”.
O BES continua a ser o banco português mais bem posicionado, sublinha o “research”, sendo dos três o que está menos exposto à dívida dos países periféricos da Zona Euro.
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BPI é o banco mais exposto ao risco dos periféricos
Marta Marques Silva
21/07/11 07:50
Exposição à periferia representa 2.216% dos capitais próprios.
O BPI tem uma exposição total à dívida dos periféricos - bancos, empresas, particulares e dívida soberana - no valor de 39 mil milhões de euros. Em termos absolutos trata-se do valor mais baixo entre os três maiores bancos cotados, no entanto, em termos relativos, este valor representa 2.216% dos capitais próprios do banco estimados para 2011, de acordo com a rede europeia de bancos ESN. Trata-se do segundo valor mais alto entre os 38 bancos analisados pela ESN. Numa análise diferente realizada pelo Nomura, e desta vez considerando apenas a exposição à dívida soberana de Portugal, Grécia, Irlanda, Espanha e Itália, o BPI aparece como o terceiro banco mais exposto (entre 41 bancos), tendo em conta a exposição total face ao ‘core tier 1 capital' da instituição, com um rácio de 250%. Um valor que compara com um rácio de cerca de 190% para o BCP e de 70% para o Espírito Santo Financial Group (ESFG).
Ou seja, embora o banco liderado por Fernando Ulrich tenha um volume de dívida pública periférica de 5,5 mil milhões de euros - mais do que o ESFG com 3,1 mil milhões mas inferior aos 6,8 mil milhões de euros detidos pelo BCP - seria o banco mais afectado por uma possível reestruturação da dívida destes países, tendo em conta a sua dimensão. Num exercício realizado pelo Goldman Sachs, onde o banco norte-americano estima as perdas dos bancos em caso de uma reestruturação da dívida grega - com um ‘haircut' de 60% - portuguesa e irlandesa ('haircut' de 40%) e uma avaliação ‘mark-to-market' da dívida italiana e espanhola com ‘haircut' de 10% - o BPI suportaria perdas de 1,17 mil milhões de euros, ou seja, cerca de 66% dos capitais próprios. Já para o BCP e ESFG resultariam perdas de 1,48 mil milhões de euros e 440 milhões de euros, respectivamente. Ou seja, 21% e 6% dos capitais próprios do BCP e do ESFG.A análise das diversas casas de investimento compreende apenas os bancos cotados.
De lembrar que o BPI conseguiu o melhor resultado nos testes de resistência à banca europeia, divulgados na sexta-feira, com um rácio ‘core tier 1' de 6,9% em 2012, quando submetido ao cenário adverso. No entanto foi, entre os três maiores cotados, o banco que sofreu a maior deterioração do ‘core capital' quando submetido ao cenário de ‘stress'. O ‘core tier 1' do BPI passou de 8,2% no final de 2010 para 6,9% quando submetido ao pior cenário. Em contrapartida, o rácio do BCP caiu de 5,9% para 5,4%, enquanto o ‘core capital' do ESFG sofreu uma erosão de 0,6 pontos percentuais, de 6,4% para 5,8%.
Para o maior agravamento do rácio do BPI terá contribuído a elevada exposição à dívida dos periféricos. Além de ‘haircuts' sobre as dívidas soberanas dos vários países, este cenário assentou ainda em pressupostos de desvalorizações no mercado accionista, subida das taxas interbancárias, queda no valor do imobiliário, aumento do desemprego e, no caso português, uma contracção acumulada do produto interno bruto em 5,5 pontos percentuais em 2011 e 2012.
Marta Marques Silva
21/07/11 07:50
Exposição à periferia representa 2.216% dos capitais próprios.
O BPI tem uma exposição total à dívida dos periféricos - bancos, empresas, particulares e dívida soberana - no valor de 39 mil milhões de euros. Em termos absolutos trata-se do valor mais baixo entre os três maiores bancos cotados, no entanto, em termos relativos, este valor representa 2.216% dos capitais próprios do banco estimados para 2011, de acordo com a rede europeia de bancos ESN. Trata-se do segundo valor mais alto entre os 38 bancos analisados pela ESN. Numa análise diferente realizada pelo Nomura, e desta vez considerando apenas a exposição à dívida soberana de Portugal, Grécia, Irlanda, Espanha e Itália, o BPI aparece como o terceiro banco mais exposto (entre 41 bancos), tendo em conta a exposição total face ao ‘core tier 1 capital' da instituição, com um rácio de 250%. Um valor que compara com um rácio de cerca de 190% para o BCP e de 70% para o Espírito Santo Financial Group (ESFG).
Ou seja, embora o banco liderado por Fernando Ulrich tenha um volume de dívida pública periférica de 5,5 mil milhões de euros - mais do que o ESFG com 3,1 mil milhões mas inferior aos 6,8 mil milhões de euros detidos pelo BCP - seria o banco mais afectado por uma possível reestruturação da dívida destes países, tendo em conta a sua dimensão. Num exercício realizado pelo Goldman Sachs, onde o banco norte-americano estima as perdas dos bancos em caso de uma reestruturação da dívida grega - com um ‘haircut' de 60% - portuguesa e irlandesa ('haircut' de 40%) e uma avaliação ‘mark-to-market' da dívida italiana e espanhola com ‘haircut' de 10% - o BPI suportaria perdas de 1,17 mil milhões de euros, ou seja, cerca de 66% dos capitais próprios. Já para o BCP e ESFG resultariam perdas de 1,48 mil milhões de euros e 440 milhões de euros, respectivamente. Ou seja, 21% e 6% dos capitais próprios do BCP e do ESFG.A análise das diversas casas de investimento compreende apenas os bancos cotados.
De lembrar que o BPI conseguiu o melhor resultado nos testes de resistência à banca europeia, divulgados na sexta-feira, com um rácio ‘core tier 1' de 6,9% em 2012, quando submetido ao cenário adverso. No entanto foi, entre os três maiores cotados, o banco que sofreu a maior deterioração do ‘core capital' quando submetido ao cenário de ‘stress'. O ‘core tier 1' do BPI passou de 8,2% no final de 2010 para 6,9% quando submetido ao pior cenário. Em contrapartida, o rácio do BCP caiu de 5,9% para 5,4%, enquanto o ‘core capital' do ESFG sofreu uma erosão de 0,6 pontos percentuais, de 6,4% para 5,8%.
Para o maior agravamento do rácio do BPI terá contribuído a elevada exposição à dívida dos periféricos. Além de ‘haircuts' sobre as dívidas soberanas dos vários países, este cenário assentou ainda em pressupostos de desvalorizações no mercado accionista, subida das taxas interbancárias, queda no valor do imobiliário, aumento do desemprego e, no caso português, uma contracção acumulada do produto interno bruto em 5,5 pontos percentuais em 2011 e 2012.
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Suportes só se for o mínimo
Resistências, só quando quebrar o canal descendente é que se pode considerar.
Não é bem o boneco pedido, mas é o que se arranja.
Resistências, só quando quebrar o canal descendente é que se pode considerar.
Não é bem o boneco pedido, mas é o que se arranja.
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John Maynard Keynes
The capitalist economy is not real, it is simply a delusion that keeps the masses enchained to their social bondage.
É sempre muito falível projetar cenários não acontecidos.
John Maynard Keynes
The capitalist economy is not real, it is simply a delusion that keeps the masses enchained to their social bondage.
É sempre muito falível projetar cenários não acontecidos.
O BES tem sido confundido com a casa mãe, que até tem sede no Luxemburgo, ou seja nem é uma financeira de Portugal
http://economico.sapo.pt/noticias/bes-a ... 22747.html
O BES tem o melhor rácio e é isso que conta, e se a coisa correr muito mal,, vai-se o rácio para o Luxemburgo que os E.S. não são parvos.
http://economico.sapo.pt/noticias/bes-a ... 22747.html
O BES tem o melhor rácio e é isso que conta, e se a coisa correr muito mal,, vai-se o rácio para o Luxemburgo que os E.S. não são parvos.
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John Maynard Keynes
The capitalist economy is not real, it is simply a delusion that keeps the masses enchained to their social bondage.
É sempre muito falível projetar cenários não acontecidos.
John Maynard Keynes
The capitalist economy is not real, it is simply a delusion that keeps the masses enchained to their social bondage.
É sempre muito falível projetar cenários não acontecidos.
Três Agências Financeiras + Uma
BES em contactos com agência de rating chinesa
O BES está em contactos com a agência de notação financeira chinesa Dagong Global Credit Rating. O objectivo é estabelecer um acordo para que a agência passe a avaliar e a atribuir ratings à instituição financeira presidida por Ricardo Salgado e ao Espírito Santo Financial Group, pertencente ao grupo BES.
A classificação da notação do grupo BES não é único objectivo do acordo. Além do factor de diversificação, ao passar a ter mais uma agência a atribuir rating, o acordo vai servir para os investimentos que são feitos pelo banco português na China.
A confirmar-se o acordo, a chinesa Dagong torna-se na nova agência de rating a cobrir o BES e junta-se à canadiana DBRS que foi contratada e iniciou a cobertura do banco no início deste ano. A DBRS tinha substituído a agência Fitch, com a qual o BES rescindiu contrato em Novembro de 2010 por não concordar com os critérios então utilizados pela agência de notação para justificar sucessivos cortes do rating sobre o banco liderado por Ricardo Salgado.
Em declarações recentes ao Dinheiro Vivo, o presidente do BES demonstrou a sua posição crítica contra as agência de rating norte-americanas ao afirmar que a Europa só conseguirá fugir à influência das agências norte-americanas quando forem criadas casas de rating europeias.
“Foi mais um tiro certeiro no 'navio Portugal' da 'frota europeia', na guerra que se está a travar entre o dólar e o euro", afirmou Ricardo Salgado aquando do corte de rating feito pela Moody's a Portugal para o nível considerado de 'lixo'.
http://www.dinheirovivo.pt/Mercados/Artigo/cieco007310.html
O BES está em contactos com a agência de notação financeira chinesa Dagong Global Credit Rating. O objectivo é estabelecer um acordo para que a agência passe a avaliar e a atribuir ratings à instituição financeira presidida por Ricardo Salgado e ao Espírito Santo Financial Group, pertencente ao grupo BES.
A classificação da notação do grupo BES não é único objectivo do acordo. Além do factor de diversificação, ao passar a ter mais uma agência a atribuir rating, o acordo vai servir para os investimentos que são feitos pelo banco português na China.
A confirmar-se o acordo, a chinesa Dagong torna-se na nova agência de rating a cobrir o BES e junta-se à canadiana DBRS que foi contratada e iniciou a cobertura do banco no início deste ano. A DBRS tinha substituído a agência Fitch, com a qual o BES rescindiu contrato em Novembro de 2010 por não concordar com os critérios então utilizados pela agência de notação para justificar sucessivos cortes do rating sobre o banco liderado por Ricardo Salgado.
Em declarações recentes ao Dinheiro Vivo, o presidente do BES demonstrou a sua posição crítica contra as agência de rating norte-americanas ao afirmar que a Europa só conseguirá fugir à influência das agências norte-americanas quando forem criadas casas de rating europeias.
“Foi mais um tiro certeiro no 'navio Portugal' da 'frota europeia', na guerra que se está a travar entre o dólar e o euro", afirmou Ricardo Salgado aquando do corte de rating feito pela Moody's a Portugal para o nível considerado de 'lixo'.
http://www.dinheirovivo.pt/Mercados/Artigo/cieco007310.html
Mais vale perder um lucro do que ganhar um prejuízo.
É melhor um burro vivo do que um cavalo morto.
Mais vale uma alegria na vida do que um tostão no bolso.
É melhor um burro vivo do que um cavalo morto.
Mais vale uma alegria na vida do que um tostão no bolso.
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