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Caldeirão da Bolsa

Petróleo - Tópico Geral

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por Açor3 » 20/3/2009 10:53

Brent vale 50,33 dólares
Petróleo com maior valorização seguida em 11 meses
2009/03/20 09:47Redacção / MDAAAA
Plano da Fed incentiva ganhos
O preço do petróleo encaminha-se para fechar com ganhos pela quinta semana consecutiva e com a maior subida seguida em 11 meses.

Esta valorização surge sobretudo depois da Reserva Federal ter anunciado esta semana um plano para acabar com a pior recessão mundial em 60 anos.

Em Nova Iorque, o petróleo vale 52,19 dólares por barril, mais 15 cêntimos. Por outro lado, o crude negociado em Londres, corrige ligeiramente ao cair 34 cêntimos para os 50,33 dólares por barril.


Lusa
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por Açor3 » 20/3/2009 9:07

Petróleo regressa às quedas mas negoceia acima dos 50 dólares


20/03/2009


O preço do petróleo inverteu a tendência de subida registada na sessão de ontem mas continua a negociar acima dos 50 dólares por barril em Londres e Nova Iorque.

O West Texas Intermediate, negociado nos Estados Unidos, recua 1,10% para os 51,04 dólares e o barril de Brent, transaccionado em Londres, perde 0,71% para os 50,31 dólares.

A matéria-prima chegou a disparar mais de 8% na sessão de ontem, negociando perto do nível mais alto dos últimos três meses. Ao contrário do que aconteceu com os mercados bolsistas, a matéria-prima reagiu em alta ao plano de revitalização da economia anunciado ontem pela Reserva Federal dos Estados Unidos.

Este plano prevê a compra de 300 mil milhões de dólares de dívida pública (Obrigações do Tesouro) e de 750 mil milhões de dívida privada, elevando assim para mais de um bilião de dólares este novo esforço financeiro de estímulo à economia.

"Os mercados ficaram mais optimistas em relação ao 'outlook' para a economia norte-americana, antecipando uma melhoria da situação com estas novas medidas da Fed", comentou, ontem, à Bloomberg um estratega de matérias-primas do Commonwealth Bank of Australia, David Moore.


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por Nyk » 19/3/2009 20:45

quinta-feira, 19 de Março de 2009 | 19:13 Imprimir Enviar por Email

Petróleo fecha em máximo de três meses


Os preços do petróleo encerraram esta quinta-feira em máximos de três meses, impulsionados pelo anúncio de ontem da Reserva Federal (Fed) norte-americana de que irá comprar mais de um bilião de dólares em dívida.
Em Londres, o barril de Brent para entrega em Maio fechou nos 50,50 dólares, uma subida de 2,84 dólares, ou 6%. Durante a jornada, o crude tocou os 51,64 dólares, máximo desde 6 de Janeiro.

No mercado nova-iorquino, os contratos de Abril do West Texas Intermediate avançaram 3,40 dólares, ou 7,1%, para os 51,54 dólares. Ao longo do dia, os preços tocaram os 52,25 dólares, o valor mais alto desde 1 de Dezembro.
"A incerteza dos acontecimentos,é sempre mais difícil de suportar do que o próprio acontecimento" Jean-Baptista Massilion.
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida"Johann Goethe
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por Açor3 » 19/3/2009 17:15

Petróleo avança mais de 6% nos mercados internacionais


19/03/2009


O petróleo está a valorizar mais de 6% nos mercados internacionais impulsionado pelo plano da Reserva Federal norte-americana de gastar um bilião de dólares na compra de dívida pública e privada.

O contrato de Abril (que expira amanhã) do West Texas Intermediate (WTI), crude de referência dos EUA negociado em Nova Iorque, seguia a ganhar 6,44% para os 51,24 dólares por barril, o nível mais alto desde 1 de Dezembro.

Em Londres, o contrato de Maio do Brent do Mar do Norte, “benchmark” para a Europa, subia 6,38% para os 50,70 dólares. Quer em Nova Iorque quer em Londres, a matéria-prima já valorizou mais de 7%.

A Fed vai comprar Obrigações do Tesouro, obrigações endossadas a hipotecas e outro tipo de dívida, o que aumentou o clima de optimismo quanto à probabilidade de se pôr termo à recessão mundial – o que aumentará a procura de combustível.

“Os mercados ficaram mais optimistas em relação ao ‘outlook’ para a economia norte-americana, antecipando uma melhoria da situação com estas novas medidas da Fed”, comentou à Bloomberg um estratega de matérias-primas do Commonwealth Bank of Australia, David Moore.




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por Açor3 » 19/3/2009 11:46

Petróleo acima dos 50 dólares em Nova Iorque


19/03/2009


As cotações do crude ultrapassaram os 50 dólares em Nova Iorque, pela primeira vez desde 6 de Janeiro, impulsionadas pelo plano da Reserva Federal norte-americana de gastar um bilião de dólares na compra de dívida pública e privada. Em Londres, o Brent aproxima-se da mesma fasquia.

O contrato de Abril (que expira amanhã) do West Texas Intermediate (WTI), crude de referência dos EUA negociado em Nova Iorque, seguia a ganhar 4,4% para 50,25 dólares por barril.

Em Londres, o contrato de Maio do Brent do Mar do Norte, “benchmark” para a Europa, subia 4,8%% para 49,95 dólares.

A Fed vai comprar Obrigações do Tesouro, obrigações endossadas a hipotecas e outro tipo de dívida, o que aumentou o clima de optimismo quanto à probabilidade de se pôr termo à recessão mundial – o que aumentará a procura de combustível.

“Os mercados ficaram mais optimistas em relação ao ‘outlook’ para a economia norte-americana, antecipando uma melhoria da situação com estas novas medidas da Fed”, comentou à Bloomberg um estratega de matérias-primas do Commonwealth Bank of Australia, David Moore.




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por Açor3 » 19/3/2009 10:56

Morgan Stanley prevê preços baixos para o petróleo em 2009


19/03/2009


Os preços do petróleo deverão continuar a cair no segundo trimestre e "continuar em níveis baixos ao longo de 2009", segundo o Morgan Stanley.

Estas previsões contrariam a estimativa de 33 casas de investimento inquiridas pela Bloomberg, que apontam para uma subida média dos preços do crude de referência dos EUA (West Texas Intermediate) no segundo trimestre, para 48 dólares por barril, contra 42 dólares nos três primeiros meses do ano. De acordo com as mesmas projecções, os preços do WTI deverão subir durante todo o ano, com uma cotação média prevista de 55 dólares no terceiro trimestre e de 63 dólares nos últimos três meses de 2009.

Destas 33 casas de investimento, a LCA Consultoria aponta mesmo para uma cotação média acima dos 100 dólares por barril já no segundo trimestre, ao prognosticar um preço médio de 100,10 dólares por barril entre Abril e Junho para o WTI.

No entanto, segundo o Morgan Stanley, que não está incluído no grupo daquelas 33 casas de investimento, o petróleo só deverá regressar ao patamar dos três dígitos quando a economia recuperar e a oferta mundial de crude diminuir. E não é provável que isso aconteça antes de 2011, uma vez que a queda da procura provocada pela crise global está a estender-se às economias em desenvolvimento, refere banco numa nota de “research” publicada hoje e divulgada pela Bloomberg.

“A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) deixou de reduzir a sua produção, apesar dos inventários recorde e de a procura não-OCDE estar a diminuir rapidamente, ao mesmo tempo que a nova capacidade material de refinação ameaça ainda mais as margens – que estão já em queda”, refere a nota de “research”.

“Achamos que são necessários mais cortes da oferta para que os ‘stocks’ deixem de aumentar”, salienta um dos analistas que assinam esta análise, James Hubbard.

O Morgan Stanley prevê que o WTI atin ja um preço médio de 35 dólares por barril este ano, de 55 dólares em 2010 e de 85 dólares em 2011.

O “benchmark” dos Estados Unidos está a negociar muito perto dos 50 dólares por barril, acumulando uma subida de 9,7% desde o início do ano.

O Brent do Mar do Norte, crude de referência para a Europa – que serve de referência às importações portuguesas –, deverá fixar-se numa média de 36 dólares por barril em 2009, 55 dólares em 2010 e 84 dólares em 2011 e 2012, diz ainda a nota de análise do Morgan Stanley.

Os analistas deste banco reviram em baixa os seus “ratings” para as petrolíferas europeias, de “atractivas” para “em linha”.

O banco salientou que prefere a BP, BG Group e Galp Energia, ao passo que a StatoilHydro e a OMV estão entre as mais sensíveis às flutuações do preço do petróleo.




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por Açor3 » 19/3/2009 10:27

Fed impulsiona preços do petróleo
As cotações do crude estão em alta nos mercados internacionais, impulsionadas pelo plano da Reserva Federal norte-americana de gastar um bilião de dólares na compra de dívida pública e privada.

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Carla Pedro
cpedro@negocios.pt


As cotações do crude estão em alta nos mercados internacionais, impulsionadas pelo plano da Reserva Federal norte-americana de gastar um bilião de dólares na compra de dívida pública e privada.

O contrato de Abril (que expira amanhã) do West Texas Intermediate (WTI), crude de referência dos EUA negociado em Nova Iorque, seguia a ganhar 1,54% para 48,88 dólares por barril, depois de já ter estado nos 49,83 dólares. O WTI está assim muito perto dos 50 dólares, nível que não atinge há dois meses – desde 6 de Janeiro.

Em Londres, o contrato de Maio do Brent do Mar do Norte, “benchmark” para a Europa, subia 1,49% para 48,37 dólares.

A Fed vai comprar Obrigações do Tesouro, obrigações endossadas a hipotecas e outro tipo de dívida, o que aumentou o clima de optimismo quanto à probabilidade de se pôr termo à recessão mundial – o que aumentará a procura de combustível.

O dólar seguia a negociar num mínimo de dois meses contra o euro, levando os investidores a comprarem petróleo como refúgio contra a inflação, salientou a Bloomberg.

“Os mercados ficaram mais optimistas em relação ao ‘outlook’ para a economia norte-americana, antecipando uma melhoria da situação com estas novas medidas da Fed”, comentou à Bloomberg um estratega de matérias-primas do Commonwealth Bank of Australia, David Moore. “O dólar enfraqueceu fortemente, por isso se o petróleo aguentar o seu valor noutras moedas, isso implicará preços mais altos em dólares”, acrescentou.


JN
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por Elias » 18/3/2009 20:19

O petróleo acompanhou os índices disparando para novos máximos de 3 meses e aproximando-se dos 50 USD.
 
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por Açor3 » 18/3/2009 16:07

Petróleo cai depois de aumento superior ao esperado das reservas


18/03/2009


Os preços do petróleo acentuaram as quedas depois de ter sido conhecido que as reservas petrolíferas norte-americanas aumentaram mais do que o esperado na semana passada.

O West Texas Intermediate (WTI), em Nova Iorque, desvalorizava 2,14% para os 48,11 dólares e, em Londres, o Brent do mar do Norte, que serve de referência a Portugal, perdia 2,88% para os 46,85 dólares.

A queda do petróleo acentuou-se depois do Departamento de Energia norte-americano ter divulgado um aumento das reservas de petróleo na semana passada, segundo a Bloomberg.

Os inventários de crude aumentaram em 1,945 milhões de barris, quando os analistas consultados pela agência noticiosa norte-americana esperavam uma subida de 1,5 milhões.

A maior diferença entre as previsões e os valores registados foi verificada nas reservas de gasolina, uma vez que os analistas apontavam para uma queda de 1,5 milhões de barris e na semana passada os inventários subiram em 3,195 milhões de barris.

Já os inventários de produtos destilados, que engloba o gasóleo rodoviário e para aquecimento, subiram em 112 mil barris quando se aguardavam um aumento de um milhão.




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por Açor3 » 18/3/2009 9:51

Petróleo corrige de máximo de três meses


18/03/2009


Os preços do petróleo seguiam a negociar em queda, em ambos os mercados de referência, depois de ontem terem atingido o valor mais alto em três meses. A penalizar a matéria-prima está o anúncio de que os inventários norte-americanos subiram mais do que o esperado e de que as refinarias japonesas processaram menos crude.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, descia 0,73% para os 48,80 dólares, depois de ontem ter chegado a subir mais de 5% para os 49,82 dólares. Já o Brent do Mar do Norte, transaccionado em Londres, recuava 1,53% para os 47,50 dólares.

O American Petroleum Institute anunciou que os “stocks” petrolíferos norte-americanos aumentaram em 4,66 milhões de barris para 349,9 milhões de barris na semana passada, o maior ganho em cerca de dois anos.

As estimativas dos analistas consultados pela agência Bloomberg apontam para que hoje o Departamento de Energia dos Estados Unidos anuncie as reservas de crude subiram em 1,5 milhões de barris na semana passada, enquanto os inventários de gasolina deverão ter descido em 1,5 milhões de barris. Já os “stocks” de destilados terão crescido em um milhão de barris.

As refinarias japonesas operaram a 78,4% da sua capacidade na semana passada, o que significa uma descida de 3,8% face à semana anterior, de acordo com os números divulgados hoje pela Associação Petrolífera do Japão.




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por Nyk » 17/3/2009 20:39

terça-feira, 17 de Março de 2009 | 19:17 Imprimir Enviar por Email

Petróleo fecha em alta com máximo de dois meses no Nymex


Os preços do petróleo encerraram a sessão de terça-feira em alta, animados pelo optimismo quanto ao fim da crise nos EUA ainda este ano.
Em Londres, o barril de Brent para entrega em Maio encerrou nos 48,01 dólares, uma subida de 1,55 dólares, ou 3,3%.

No mercado nova-iorquino, o barril de West Texas Intermediate para entrega em Abril valorizou 1,71 dólares, ou 3,6%, para os 49,06 dólares. Durante a sessão, o crude tocou os 49,82 dólares, máximo desde 6 de Janeiro.
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por Nyk » 17/3/2009 19:29

Petróleo aproxima-se dos 50 dólares em Nova Iorque
Os preços do petróleo acentuaram a tendência positiva depois de ter sido conhecido que a construção de casas novas nos EUA aumentou de forma inesperada. Este dado animou os investidores que antecipam uma maior procura de petróleo, o que levou a matéria-prima a aproximar-se dos 50 dólares em Nova Iorque.

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Lara Rosa
lararosa@negocios.pt


Os preços do petróleo acentuaram a tendência positiva depois de ter sido conhecido que a construção de casas novas nos EUA aumentou de forma inesperada. Este dado animou os investidores que antecipam uma maior procura de petróleo, o que levou a matéria-prima a aproximar-se dos 50 dólares em Nova Iorque.

O West Texas Intermediate (WTI), em Nova Iorque, seguia a valorizar 3,67% para os 49,09 dólares depois de já ter tocado nos 49,32 dólares, o que não acontecia desde o dia seis de Janeiro.

Em Londres, o Brent do mar do Norte, que serve de referência à economia portuguesa, avançava 3,44% para os 48,06 dólares, o valor mais elevado desde o início de Fevereiro.

Os preços do petróleo acentuaram a tendência positiva depois de ter sido conhecido que a construção de casas novas na maior economia do mundo aumentou inesperadamente.

Em Fevereiro, começaram a ser construídas 583 mil casas, à taxa anual, um aumento de 22% face a Janeiro que foi o maior desde 1990, avançou hoje o Departamento do Comércio dos EUA, citado pela Bloomberg.

Este dado atenuou os receios de uma continuação da deterioração económica e levou os investidores a esperam uma maior procura de petróleo, o que está a levar a matéria-prima a valorizar.

Também a impulsionar os preços do petróleo estão as declarações do ministro do Petróleo da Argélia, Chakib Khelil, que afirmou que os países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) vão cumprir com a redução das quotas que foram acordadas nas reuniões anteriores.

O ministro defendeu ainda que o cartel responsável por mais de 40% da produção mundial de petróleo poderá recorrer a novos cortes de produção depois de cumprir com as quotas actuais.

“Vamos estar a olhar para a tendência e para o nível de preços para decidir se um novo corte será preciso a 28 de Maio”, o dia da reunião da OPEP, afirmou Khelil, segundo a Bloomberg.

O ministro acrescentou que “se virmos uma recuperação, podemos não ter de fazer nada porque a procura melhorou”.
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por Açor3 » 17/3/2009 17:03

Analistas prevêem subida dos preços do petróleo no longo prazo
Os preços do petróleo estão longe dos máximos históricos de 11 de Julho do ano passado, quando se fixaram acima dos 147 dólares por barril em Londres e Nova Iorque. Acontece que, ultimamente, está a observar-se uma forte subida. Nas últimas três semanas, o petróleo subiu 32% em Nova Iorque e 13% em Londres. E os analistas contactados pelo Negócios prevêem novos picos para o mais longo prazo.

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Carla Pedro
cpedro@negocios.pt


Os preços do petróleo estão longe dos máximos histórico de 11 de Julho do ano passado, quando se fixaram acima dos 147 dólares por barril em Londres e Nova Iorque. Acontece que, ultimamente, está a observar-se uma forte subida. Nas últimas três semanas, o petróleo subiu 32% em Nova Iorque e 13% em Londres.

E são cada vez mais as vozes de analistas que consideram que a era do petróleo mais barato está a terminar. Um estudo realizado por Ronald-Peter Stöferle, analista do Erste Bank AG/Austria, salienta que as cotações do crude deverão recuperar este ano. No entanto, não será ainda em 2009 que entrarão numa fase de forte retoma, salienta o estudo a que o Negócios teve acesso. Mas assim que a economia mundial recupere, o cenário vai mudar.
Segundo as estimativas de 21 casas de investimento inquiridas pela Bloomberg, a cotação média do Brent do Mar do Norte, crude de referência para a Europa, será de 55 dólares este ano, 70 dólares em 2010, 82,5 dólares em 2011 e 96 dólares em 2012.

Os analistas contactados pelo Negócios são unânimes. Os preços subirão novamente. No entanto, dividem-se quanto à amplitude dessa valorização. Leia as suas respostas às três perguntas colocadas pelo Negócios. São eles Marc Faber (que antecipou o “crash” bolsista de 1987), Fadel Gheit (analista da Oppenheimer), James Williams (presidente da WTRG Economics), Peter A. Sorrentino (gestor de carteira da Huntington Asset Advisors) e Nader Naeimi (estratega de investimento da AMP Capital Investors).

Os preços podem regressar aos níveis anteriores à crise?

Marc Faber - Não no futuro previsível, uma vez que a procura diminuiu e também porque há
Marc Faber
menos especulação. No longo prazo, e dependendo da quantidade de moeda que o governo norte-americano vai emitir, então são possíveis novos máximos históricos.

Fadel Gheit - Não creio que os preços voltem a atingir os recordes de 2008. As cotações do petróleo estavam inflacionadas pela especulação excessiva devido à falta de regulação governamental. O mundo está a passar pela pior crise económica desde a Grande Depressão e a procura de crude irá cair ao ritmo mais acelerado das últimas décadas, o que torna muito improvável que os máximos históricos de há seis meses se repitam.


James Williams
James Williams - Penso que demorará muitos anos antes de voltarmos a ver o petróleo perto dos 150 dólares por barril. A única coisa que poderia fazer os preços voltarem a esse patamar seria um grande conflito ou revolução no país membro da OPEP e mesmo assim poderia não ser o suficiente, a menos que se tratasse da Arábia Saudita.

Peter Sorrentino - Não no curto prazo. Esses níveis foram levados ao extremo pela forte alavancagem a que recorreram os “hedge funds”, “private equity” e especuladores em geral. Descobrir esse tipo de crédito no futuro previsível não é muito provável. Tem havido alguma destruição da procura e os consumidores estão a procurar carros mais pequenos e mais eficientes em termos de combustível, de par com uma redução dos quilómetros percorridos. Além disso, há também uma incerteza que poderá afectar o crescimento da procura durante algum tempo: o aparecimento do imposto sobre o carbono, com base nas emissões de CO2.

Nader Naeimi – Bom, o nível dos 147 dólares por barril é agora uma memória distante. Mas creio que a destruição da procura está agora na sua máxima força e que os preços do petróleo poderão já ter atingido um fundo. Por isso, penso que as cotações poderão atingir novos máximos históricos nos próximos anos. Quanto ao curto prazo, acho que deverão subir para cerca de 70 dólares ao longo dos próximos meses.

Os factores estruturais que levaram à subida do preço continuam a existir? Que factores são esses?

Marc Faber - A procura por parte da China e da Índia continuará a crescer, uma vez que o consumo per capita na China é inferior a um oitavo do consumo nos EUA e na Índia é inferior a 1/16.

Fadel Gheit - Os preços do petróleo subiram mais pela especulação do que devido a
Fadel Gheit
fundamentais da oferta e da procura. Não houve cortes de produção e a oferta estava mais do que adequada para satisfazer a procura. Não houve mudanças estruturais.

James Williams - Alguns existem, outros não. O potencial de maior crescimento da procura chinesa existe, mas não se concretizará enquanto os EUA e outros países da OCDE não estiverem na via de uma sólida recuperação. Muitos segmentos da economia chinesa estão com excesso de capacidade e com a queda de 27% nas exportações da China qualquer aumento da procura deste país seria mínimo. As “royalties” e impostos excepcionalmente elevados, aplicados - desde a subida dos preços - às petrolíferas internacionais que operam em países exportadores, começarão a desaparecer. E isso reduzirá o custo para os consumidores.

Peter Sorrentino - Acabaram os depósitos de hidrocarbonetos facilmente acessíveis e baratos. Os novos campos são mais pequenos, é mais dispendioso explorá-los e têm vidas produtivas mais curtas. Tendem também a ser descobertos em regiões que são politicamente menos estáveis. O crescimento da produção não-OPEP, que foi substancial nas décadas de 70 e 80, já não é evidente no actual ciclo. Assim, a quota da OPEP na produção global está e continuará a estar a subir. Como ainda não há um substituto lógico para o petróleo na qualidade de combustível para transportes e como a China já suplantou os EUA como maior mercado automóvel, o crescimento orgânico da procura está assegurado.


Nader Naeimi
Nader Naeimi – O crescimento da China está a dar mostras de estabilizar e os agressivos investimentos do governo em infraestruturas implicam, inerentemente, um vasto recurso a “commodities”. Além disso, já assistimos a uma forte queda da produção.

Fala-se muito nos riscos do preço baixo actual no preço futuro, nomeadamente a falta de investimento em nova produção. Isso pode agravar o desequilíbrio na procura?

Marc Faber - Exacto. Com estes preços, haverá menos exploração. Quando a economia mundial recuperar, os preços do petróleo e de outras matérias-primas irão disparar.

Fadel Gheit - Sim, os baixos preços do petróleo são tão insustentáveis como os altos preços. As baixas cotações reduzirão os investimentos e mesmo que a procura não aumente, a oferta cairá entre 5% e 7% ao ano em resultado de um declínio dos campos naturais, o que criará uma escassez e levará a outra bolha nos preços do crude. É por isso que as nações consumidoras de petróleo devem reagir, no sentido de diversificarem, manterem e criarem novas fontes de energia.

James Williams - Tem certamente potencial para provocar uma situação dessas. Igualmente ameaçadores são os impostos sobre o carbono emitido pelo petróleo. No entanto, muitas petrolíferas internacionais têm uma boa posição financeira e os países exportadores que não estão em boa forma poderão melhorá-la através do reforço das condições relativas ao “leasing” e aos impostos, de forma a encorajarem o investimento nos seus países. Se o fizerem, poderá resultar em mais petróleo, porque - com muito poucas excepções – as petrolíferas internacionais são melhores a descobrir e a produzir crude do que as suas congéneres nacionais (NOC – National Oil Companies).

Peter Sorrentino - Foi isso que aconteceu no ciclo da década de 70, terminado na primeira
Peter Sorrentino
metade dos anos 80. Destinou-se tanto investimento de capital à exploração e produção que demorou mais de 20 anos até a procura finalmente atingir o nível da oferta e superá-la. A localização das novas descobertas promissoras – “offshore” brasileiro, Faixa de Orinoco na Venezuela e a região polar do Ártico – são de desenvolvimento muito mais dispendioso e demorará até estarem em produção. Mesmo as areias betuminosas do Canadá precisam que o petróleo esteja em torno dos 55 dólares por barril para a sua exploração ser economicamente viável. Tem havido uma forte acumulação de inventários de crude em todo o mundo, que terá de ser utilizado antes de os preços do petróleo poderem sustentar um movimento materialmente mais elevado.

Nader Naeimi – Estruturalmente, o “bull market” dos activos financeiros pós-1982, com a queda da inflação e das taxas de juro, levou a um forte desinvestimento em activos físicos. Na actual recessão, continuamos confrontados com mais de 100 países emergentes a crescerem mais de 5% ao ano. E isto deverá pressionar fortemente os preços das matérias-primas.


JN
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por Açor3 » 17/3/2009 16:59

Dados económicos levam petróleo a avançar mais de 2% em Nova Iorque


17/03/2009


Os preços do petróleo acentuaram a tendência positiva depois de ter sido conhecido que a construção de casas novas nos EUA aumentou de forma inesperada. Este dado animou os investidores que antecipam uma maior procura de petróleo.

O West Texas Intermediate (WTI), em Nova Iorque, seguia a valorizar 2,66% para os 48,61 dólares e, em Londres, o Brent do mar do Norte, que serve de referência à economia portuguesa, avançava 1,25% para os 47,04 dólares.

Os preços do petróleo acentuaram a tendência positiva depois de ter sido conhecido que a construção de casas novas na maior economia do mundo aumentou inesperadamente.

Em Fevereiro, começaram a ser construídas 583 mil casas, à taxa anual, um aumento de 22% face a Janeiro que foi o maior desde 1990, avançou hoje o Departamento do Comércio dos EUA, citado pela Bloomberg.

Este dado atenuou os receios de uma continuação da deterioração económica e levou os investidores a esperam uma maior procura de petróleo, o que está a levar a matéria-prima a valorizar.

Também a impulsionar os preços do petróleo estão as declarações do ministro do Petróleo da Argélia, Chakib Khelil, que afirmou que os países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) vão cumprir com a redução das quotas que foram acordadas nas reuniões anteriores.

O ministro defendeu ainda que o cartel responsável por mais de 40% da produção mundial de petróleo poderá recorrer a novos cortes de produção depois de cumprir com as quotas actuais.

“Vamos estar a olhar para a tendência e para o nível de preços para decidir se um novo corte será preciso a 28 de Maio”, o dia da reunião da OPEP, afirmou Khelil, segundo a Bloomberg.

O ministro acrescentou que “se virmos uma recuperação, podemos não ter de fazer nada porque a procura melhorou”.




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por Açor3 » 17/3/2009 10:04

Petróleo corrige de máximos de dois meses com expectativa de subida das reservas nos EUA
Os preços do petróleo seguiam a negociar em queda nos mercados internacionais, a corrigir de máximos de dois meses, com o mercado na expectativa que as reservas de crude tinham aumentado na semana passada nos EUA devido a uma quebra da procura.

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Patrícia Abreu
pabreu@negocios.pt


Os preços do petróleo seguiam a negociar em queda nos mercados internacionais, a corrigir de máximos de dois meses, com o mercado na expectativa que as reservas de crude tinham aumentado na semana passada nos EUA devido a uma quebra da procura.

Em Nova Iorque, o crude seguia a cair 0,74% para os 47 dólares por barril, depois de ontem ter subido cerca de 2%, anulando as perdas superiores a 5% registadas durante a manhã. Em Londres o Brent perdia 2,11% para os 45,48 dólares por barril, depois de ontem ter mantido a tendência de perdas registada ao longo de toda a sessão.

De acordo com as estimativas dos analistas questionados pela Bloomberg, o Departamento de Energia dos EUA deverá divulgar amanhã que as reservas de crude avançaram um milhão de barris na semana terminada a 13 de Março.

Ontem, as cotações do crude chegaram a cair mais de 5%, penalizadas pela decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) de manter a sua produção nos actuais níveis, quando o mercado esperava um corte do “plafond” de produção do cartel. Ainda assim, a matéria-prima foi animada pela recuperação das bolsas mundiais, na expectativa que impulsione a procura.

A organização anunciou que vai tentar cumprir a 100% as quotas definidas em Dezembro (por ocasião do terceiro corte desde Setembro). Se tal acontecer, haverá uma retirada de crude do mercado, pois a OPEP tem estado a exceder o “plafond” que definiu para 11 dos seus membros.


JN
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por Açor3 » 17/3/2009 9:31

Energia
Petróleo desce com possível aumento das reservas dos EUA
Pedro Duarte
17/03/09 07:43


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Os preços do crude seguem em baixa, com os investidores a especular que as reservas de crude dos Estados Unidos terão aumentado na semana passada.

Às 7h21, o barril de ‘brent’ (petróleo de referência para as importações portuguesas) para entrega em Maio recuava 0,67 dólares para os 45,79 dólares em Londres, enquanto que à mesma hora o contrato de Abril do West Texas Intermediate (petróleo de referência nos Estados Unidos) seguia em Nova Iorque a deslizar 0,28% dólares para os 47,07 dólares.

Os peritos explicam que o mercado está a preparar-se para a divulgação amanhã à tarde dos dados das reservas de petróleo norte-americanas relativos à semana passada, sendo estimado que estas terão aumentado em um milhão de barris, devido à quebra da procura no maior consumidor de crude do mundo.

“Os riscos ainda são negativos. Fundamentalmente, as ordens deveriam ser de venda de petróleo, mas os investidores estão um pouco cautelosos, já que estamos a ter sinais de uma recuperação económica”, notou um perito do Austrália & New Zealand Banking Group à Bloomberg
DE
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por gfalmeida » 17/3/2009 0:03

Nyk Escreveu:Se tal acontecer, haverá uma retirada de crude do mercado, pois a OPEP tem estado a exceder o “plafond” que definiu para 11 dos seus membros.


Não percebo muito bem o que significa este exceder o "plafond". Então o cumprimento da redução das quotas não andava à volta dos 80% ?

Parece que o petróleo está cheio de força...O mercado esperava uma redução da produção na reunião de ontem da OPEP e por isso chegou a cair 5% mas depois dá a volta e chega a subir...? Bom, se tivesse mesmo ocorrido a redução então meu deus, fechava a subir quanto, 10%?

Que sobe-e-desce mais louco...Não dá mesmo para perceber.
Bons negócios
 
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por Açor3 » 16/3/2009 20:45

segunda-feira, 16 de Março de 2009 | 19:36 Imprimir Enviar por Email

Petróleo fecha em alta a acompanhar Bolsas


Os preços do petróleo terminaram a sessão desta segunda-feira em alta acompanhando a quinta sessão consecutiva de ganhos das principais Bolsas mundiais.
Em Londres, o barril de Brent para entrega em Abril, que expira hoje, fechou a subir 1,16 dólares, ou 2,6%, para os 43,77 dólares.

No mercado nova-iorquino, o barril de West Texas Intermediate encerrou nos 47,34 dólares, uma subida de 1,09 dólares, ou 2,4%.

Lusa
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por Nyk » 16/3/2009 20:34

Petróleo sobe em Nova Iorque e desce em Londres
Os preços do petróleo seguem com uma tendência mista nos mercados internacionais. Em Nova Iorque, as cotações estão em alta, impulsionadas pelo bom desempenho das bolsas, ao passo que em Londres estão em queda, no dia em que vence o contrato de Abril.

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Carla Pedro
cpedro@negocios.pt


Os preços do petróleo seguem com uma tendência mista nos mercados internacionais. Em Nova Iorque, as cotações estão em alta, impulsionadas pelo bom desempenho das bolsas, ao passo que em Londres estão em queda, no dia em que vence o contrato de Abril.

O contrato de Abril do West Texas Intermediate (WTI), crude de referência para os Estados Unidos, seguia a ganhar 1,86% no mercado nova-iorquino, para 47,11 dólares por barril.

Em Londres, o Brent – “benchmark” para a Europa – para entrega em Abril perdia 2,07%, para 44 dólares. O contrato de Maio, em contrapartida, subia 0,7%, para 46,19 dólares por barril.

O WTI, que recentemente estava a apresentar uma “performance” muito aquém da do Brent, tem estado a recuperar fortemente nos últimos tempos, acumulando um ganho de 32% nas últimas semanas, ao passo que o Brent apenas valorizou 13% no mesmo período.

Na sessão de hoje, os futuros em Nova Iorque estão a ser sustentados pela subida dos mercados accionistas em todo o mundo, devido à convicção de que a recessão – responsável pela queda da procura – poderá terminar ainda em 2009.

Outro factor que está a contribuir positivamente é o facto de o Grupo dos 20 ter anunciado que pretende sanear os activos tóxicos e de o presidente da Fed, Ben Bernanke, ter dito que a recessão poderá ser dada por finda este ano.

As cotações do crude chegaram a cair mais de 5% hoje, penalizadas pela decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) de manter a sua produção nos actuais níveis. O mercado esperava um corte do “plafond” de produção do cartel. No entanto, a organização anunciou que vai tentar cumprir a 100% as quotas definidas em Dezembro (por ocasião do terceiro corte desde Setembro). Se tal acontecer, haverá uma retirada de crude do mercado, pois a OPEP tem estado a exceder o “plafond” que definiu para 11 dos seus membros.

Desde Setembro, a OPEP já cortou a sua produção em 4,2 milhões de barris por dia e agora pretende que estas reduções sejam cumpridas plenamente.
"A incerteza dos acontecimentos,é sempre mais difícil de suportar do que o próprio acontecimento" Jean-Baptista Massilion.
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por Açor3 » 16/3/2009 19:36

Pedro Santos Guerreiro
Petróleo barato, petróleo desbarato
psg@negocios.pt

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A ciência já conseguiu perceber por que é que um peixe de aquário nada em círculos e não enlouquece: esquece-se. Mas ainda não explicou como é que os homens se esquecem dos seus erros e continuam a praticá-los: enlouquecem?


A ciência já conseguiu perceber por que é que um peixe de aquário nada em círculos e não enlouquece: esquece-se. Mas ainda não explicou como é que os homens se esquecem dos seus erros e continuam a praticá-los: enlouquecem? É o que acontece com o petróleo: ontem estava caro, hoje está barato, amanhã estará caro e nos três momentos foi, é e será escasso.

Quando o petróleo custava mais do triplo, trepámos paredes. Portugal esteve paralisado por camionistas, fez-se a intifada contra as gasolineiras, o primeiro-ministro sentiu "o Estado em risco", produziram-se magníficas teses sobre a necessidade de mudar de vida e acabar com a dependência. Agora, o tema saiu da agenda e são os países da OPEP que se reúnem para fazer subir os preços.

Oito meses depois do dia em que o barril de petróleo bateu os 147 dólares, ele custa 47. O petróleo estava então aquecido pela especulação financeira, que se transferira, juntamente com o dinheiro, das bolsas empresariais. Mas mesmo que aquele preço fosse anormalmente alto, este é anormalmente baixo. Resulta de uma retracção brutal da procura, numa crise económica de dimensões históricas. Assim que a economia mundial arribe, a procura volta a disparar, os preços também.

O preço é, contudo, menos determinante do que a quantidade. O petróleo é tão finito hoje como há oito meses, o mundo já esteve no pico de produção mas parece ter voltado a ficar de consciência "petróleada". Não mudar o padrão industrial, energético e de transportes é uma inacção suicida. Mas persistimos nisso como um viciado em negação ou como a cigarra que não poupa no Verão para ter no Inverno e volta a não poupar no Verão seguinte.

Nas nossas vidas já conhecemos a lição - e a única linguagem que todos compreendem é o preço. Calafeta-se, fecha-se, conduz-se, partilha-se de acordo com a consciência de cada um mas depois, paradoxalmente, pagamos menos pela electricidade do que ela custa, o que não só foi alimentando perigosos défices tarifários como anestesia o consumidor para os hábitos de consumo. Num mercado de electricidade que é mais liberalizado do que é livre, o consumidor doméstico paga os preços mais elevados de entre todos os clientes mas mesmo assim tem consumos displicentes.

As únicas alternativas protegidas do petróleo são as energias renováveis e a nuclear. É criminoso termos estado tantos anos sem investir nas barragens e nas eólicas, mas eis-nos agora a fazê-lo. Orgulhosamente dizemos que temos 27% e teremos 42% de produção de energias alternativas, mas nos tempos dourados das barragens, tivemos quase 90%.

Para termos energias sustentáveis e competitivas precisamos de um cabaz que incluirá as renováveis. A hídrica é negócio seguro. A eólica é limitada por causa das horas de produção, intermitentes. Noutras formas - ondas, solar - estamos a testar tecnologia, podemos estar a apostar no vídeo beta quando vai vencer o VHS. É o que acontece também no carro eléctrico que estamos a apoiar. A produção de energia eólica é mais cara, assim como a fotovoltaica, a microgeração chega a ser a preços de gourmet, altamente subsidiados.

Temos apostas seguras e apostas de risco - mas temos apostas. Não podemos deixar que a "crise seguinte", a financeira, faça esquecer a "crise anterior", a do petróleo. A quebra do preço do barril ameaça levar à suspensão de investimentos em energias alternativas. Seria péssimo. Até um peixe amnésico sabe que só sobrevive em círculos num aquário enquanto houver água.

JN
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por Açor3 » 16/3/2009 16:31

Petróleo cai mais de 4% após OPEP manter quotas de produção
Os preços do petróleo seguem em forte queda, a reflectirem a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que optou por manter as quotas de produção, contrariando as expectativas do mercado que apontavam para um novo corte.

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Sara Antunes
saraantunes@negocios.pt


Os preços do petróleo seguem em forte queda, a reflectirem a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que optou por manter as quotas de produção, contrariando as expectativas do mercado que apontavam para um novo corte.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, cai 4,48% para os 44,18 dólares e em Londres, o Brent, desce 4,30% para os 43,00 dólares. Os preços da matéria-prima estiveram já a descer mais de 5% a reflectir a decisão da OPEP.

Os membros do cartel, responsáveis pela produção de 40% do petróleo de todo o mundo, decidiram este fim-de-semana manter a produção nos níveis actuais, contrariando assim as expectativas que apontavam para o quarto corte de produção.

“A decisão da OPEP acabou com qualquer potencial para os preços estabilizarem em torno dos 50 dólares por barril”, afirmou à Bloomberg Bayram Dincer, analista de matérias-primas do Dresdner Bank.

A OPEP justificou a decisão com facto de preferir que as três reduções de produção já anunciadas se efectivem completamente, antes de optar por um novo corte.


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por Açor3 » 16/3/2009 10:07

Petróleo cai 5% em Londres depois de OPEP manter produção inalterada


16/03/2009


Os preços do petróleo acentuaram a tendência negativa, o que levou a matéria-prima a cair mais de 5% em Londres, depois da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ter deixado a produção inalterada na reunião que decorreu este fim-de-semana.

O West Texas Intermediate (WTI), em Nova Iorque, seguia a desvalorizar 5,56% para os 43,68 dólares. Em Londres, o Brent do mar do Norte, que serve de referência às importações portuguesas, recuava 5,10% para os 42,64 dólares.

A OPEP reuniu em Viena este fim-de-semana e, contrariamente ao que o mercado aguardava, os membros do cartel responsável por 40% da produção mundial, manteve inalteradas as suas quotas de produção.

“Decidimos deixar as quotas inalteradas e agora é tempo de cumprirmos plenamente os cortes que definimos até aqui”, afirmou o ministro do Petróleo do Qatar, Abdullah Al-Attiyah, citado pela Bloomberg.

Os membros da OPEP têm ainda de cortar cerca de 800 mil barris da sua produção diária para que sejam cumpridos o últimos cortes de produção. Entre Setembro e Dezembro, o cartel reduziu a sua produção em 4,2 milhões de barris por dia.

A matéria-prima está assim a corrigir dos ganhos das últimas sessões que estiveram relacionados com as expectativas de um corte de produção do cartel. Estas previsões levaram mesmo a que o petróleo acumulasse quatro ganhos semanais consecutivos em Nova Iorque.




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por Açor3 » 16/3/2009 9:21

Cartel
OPEP decide manter nível de produção de crude até Maio
15.03.2009 - 16h37
Por Lusa
Tim Wimborne/Reuters (arquivo)

Desde Setembro, a organização decidiu retirar do mercado um total de 4,2 milhões de barris por dia
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo decidiu hoje manter o seu nível de produção de crude até Maio, anunciou o ministro do Petróleo iraquiano, Hussein Al-Chahristani, à saída de uma reunião da OPEP em Viena.

"A OPEP mantém a produção até Maio", indicou Al-Chahristani após a reunião ministerial de Março do cartel. Os ministros decidiram igualmente encontrar-se novamente a 28 de Maio, em Viena, para fazer o ponto de situação sobre o mercado, nomeadamente após a reunião dos países do G20 a 2 de Abril em Londres, segundo o ministro do Petróleo do Qatar, Abdallah al-Attiyah.

"Penso que é uma decisão responsável, a que permite também dar ao G20 a possibilidade de fazer o seu trabalho a 2 de Abril", sublinhou, por seu turno, o ministro do Petróleo argelino, Chakib Khelil. De acordo com o ministro do Qatar, todos os Estados-membros da organização "se comprometeram a respeitar as quotas de produção".

Desde Setembro, a OPEP decidiu retirar do mercado um total de 4,2 milhões de barris por dia para travar a queda do preço do crude. O limite actual para 11 dos 12 países membros (o Iraque não está sujeito a quotas) está fixado em 24,84 milhões de barris por dia.

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por Açor3 » 16/3/2009 9:17

Petróleo barato vai sair caro
Os preços do petróleo estão longe dos máximos histórico de 11 de Julho do ano passado, quando se fixaram acima dos 147 dólares por barril em Londres e Nova Iorque. A recessão mundial, que levou a uma menor procura por parte dos consumidores, tem sido a grande responsável por este desempenho.

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Carla Pedro
cpedro@negocios.pt


Os preços do petróleo estão longe dos máximos histórico de 11 de Julho do ano passado, quando se fixaram acima dos 147 dólares por barril em Londres e Nova Iorque. A recessão mundial, que levou a uma menor procura por parte dos consumidores, tem sido a grande responsável por este desempenho.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) tem vindo a intensificar os esforços para travar este movimento de queda - já cortou a sua produção em 4,2 milhões de barris por dia desde Setembro - mas o mau clima económico tem pesado mais nas decisões dos consumidores.

No entanto, nas últimas três semanas, está a observar-se uma forte subida. Desde 18 de Fevereiro, o petróleo já subiu 32% em Nova Iorque e 13% em Londres.

E são cada vez mais as vozes de analistas que consideram que a era do petróleo mais barato está a terminar. Um estudo realizado pelo Erste Group salienta que as cotações do crude deverão recuperar este ano, mas não será ainda em 2009 que entrarão numa fase de forte retoma.

No entanto, assim que a economia mundial recupere, o crude vai disparar. Segundo as estimativas de 21 casas de investimento inquiridas pela Bloomberg, a cotação média do Brent do Mar do Norte, "benchmark" para a Europa, será de 55 dólares este ano, de 70 dólares em 2010, de 82,5 dólares em 2011 e de 96 dólares em 2012.


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por Açor3 » 16/3/2009 9:09

Energia
Petróleo cai 3% com ausência de cortes da OPEP
Pedro Duarte
16/03/09 07:42


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Partilhe: Os preços do crude seguem em baixa acentuada, depois da OPEP ter decidido manter a sua produção nos níveis actuais.

Às 7h26, o barril de ‘brent’ (petróleo de referência para as importações portuguesas) para entrega em Abril recuava 1,28 dólares, ou 2,85%, para os 43,65 dólares em Londres, enquanto que à mesma hora o contrato de Abril do West Texas Intermediate (petróleo de referência nos Estados Unidos) seguia em Nova Iorque a tombar 1,61 dólares, ou 3,48%, para os 44,64 dólares.

Os peritos explicam que o mercado está a reagir à decisão da Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP) de não efectuar novos cortes da sua produção de petróleo, devido aos receios de que um aumento dos preços da Energia agravem a recessão global.

“Se a OPEP tivesse cortado a produção, poderíamos ver os preços acima dos 50 dólares por barril, e isso teria levado a uma deterioração da economia global. A OPEP fez uma boa decisão. Embora os preços estejam a cair, o mercado está calmo, sem sinais de pânico”, notou um perito do grupo Newedge à Bloomberg.

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