Galp - Tópico Geral
Re: Galp - Tópico Geral
Eu não sou o Vale, mas as minhas linhas seriam uma bandeira de baixa 
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Re: Galp - Tópico Geral
NirSup Escreveu:Vamos lá ser sérios e falar claro....
A atividade downstream tem dias (ou melhor tem anos) uns melhores e outros piores.
A rentabilidade da refinação da Galp no 1º trimestre de 2025 foi baixa por exemplo.
O futuro dos preços do petróleo e das margens de refinação é sombrio. E isso pode explicar a premência da GALP a se juntar a um parceiro com mais músculo financeiro: juntos serão mais fortes e limitam a concorrência no mercado. Sem dúvida.
A tendência estrutural de desaceleração na procura de produtos fósseis na Europa no médio-longo prazo já está aí. Não são narrativas criativas e delirantes.
By Nirvana
Bem falta o viés especulativo , e se formos verificar o musculo financeiro dos acionistas da Cepsa podemos verificar isso mesmo são nada mais nada menos que fundo de investimento americano The Carlyle Group e o fundo soberano de Abu Dhabi, o Mubadala.
É curioso que alguns foristas se focam mais na actividade da GALP o que até é correcto , mas para os acionistas o objectivo é valorização do titulo, quanto á actidade da Galp volto a dizer o seguinte a única refinaria que podiamos dizer era nacional com participação do estado como ficará , que participação irá ter o estado , como fica a capacidade nacional de responder em caso de necessidade se a Galp só controla a 20% , bem alguma solução terá de ser encontrada
Se formos ver a lógica do Grupo Amorim e o passado podemos ter aqui uma caixa de Pandora, e para tal acontecer este não será o preço
Uma coisa parece-me verdade e até podem andar a enrolar por algum tempo a cotação tem tudo para subir se assim não for é estranho
Um gráfico que parece indicar o caminho , será !!!!
Como sou apreciador dos traços do Aqui Vale , estou bastante curioso que linhas ele coloca aqui ??

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Re: Galp - Tópico Geral
NirSup Escreveu:Vamos lá ser sérios e falar claro....
A atividade downstream tem dias (ou melhor tem anos) uns melhores e outros piores.
A rentabilidade da refinação da Galp no 1º trimestre de 2025 foi baixa por exemplo.
O futuro dos preços do petróleo e das margens de refinação é sombrio. E isso pode explicar a premência da GALP a se juntar a um parceiro com mais músculo financeiro: juntos serão mais fortes e limitam a concorrência no mercado. Sem dúvida.
A tendência estrutural de desaceleração na procura de produtos fósseis na Europa no médio-longo prazo já está aí. Não são narrativas criativas e delirantes.
By Nirvana
É verdade que o downstream tem ciclos, mas transformar um trimestre fraco numa tese de “futuro sombrio” é exagero (e revela falta de noção).
A Galp não está a fugir do negócio - está a fazer o que todas as majors europeias fazem: consolidar, ganhar escala e reduzir exposição a margens baixas.
A JV não é sinal de fraqueza, é estratégia industrial.
E a tendência de queda dos fósseis na Europa não é novidade - é precisamente por isso que a Galp está a migrar capital para negócios de maior retorno.
Chamar a isso “narrativas delirantes” é ignorar o essencial: a Galp está a antecipar o futuro, não a reagir-lhe em pânico!.
Re: Galp - Tópico Geral
Vamos lá ser sérios e falar claro....
A atividade downstream tem dias (ou melhor tem anos) uns melhores e outros piores.
A rentabilidade da refinação da Galp no 1º trimestre de 2025 foi baixa por exemplo.
O futuro dos preços do petróleo e das margens de refinação é sombrio. E isso pode explicar a premência da GALP a se juntar a um parceiro com mais músculo financeiro: juntos serão mais fortes e limitam a concorrência no mercado. Sem dúvida.
A tendência estrutural de desaceleração na procura de produtos fósseis na Europa no médio-longo prazo já está aí. Não são narrativas criativas e delirantes.
By Nirvana
A atividade downstream tem dias (ou melhor tem anos) uns melhores e outros piores.
A rentabilidade da refinação da Galp no 1º trimestre de 2025 foi baixa por exemplo.
O futuro dos preços do petróleo e das margens de refinação é sombrio. E isso pode explicar a premência da GALP a se juntar a um parceiro com mais músculo financeiro: juntos serão mais fortes e limitam a concorrência no mercado. Sem dúvida.
A tendência estrutural de desaceleração na procura de produtos fósseis na Europa no médio-longo prazo já está aí. Não são narrativas criativas e delirantes.
By Nirvana
It’s easy to make money in the stock market. What’s hard is choosing the winning horse. And only he wins the prize
Re: Galp - Tópico Geral
Galp cria gigante europeu a valer mais de 2,8 mil milhões
Gigante europeu na refinação e gigante ibérico no combustível. Fusão vai ser responsável por rede com 3.500 postos e vai processar 700 mil barris diários. Parceria com a Moeve “traz futuro” ao negócio da Galp.
9 Janeiro 2026, 09h00
É um novo gigante energético europeu. A Galp passou os Pirinéus e vai à conquista da Europa.
A fusão entre a Galp e a Moeve vai dar origem a uma empresa com 3.500 postos de abastecimento em Portugal e Espanha e vai ter a capacidade para processar 700 mil barris diários de petróleo e combustíveis.
A Galp e os espanhóis da Moeve vão juntar esforços para criar uma grande rede ibérica de postos de combustível. Ao mesmo tempo, criam um dos maiores grupos a nível europeu em termos de refinação, isto é, a produção de combustíveis a partir de petróleo.
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticia ... l-milhoes/
Re: Galp - Tópico Geral
NirSup Escreveu:Pmart 1 Escreveu:(....)
Galp, además, mantendrá su cotización en la bolsa portuguesa con los activos que no se integren en la nueva alianza.
Que palhaçada é esta?
Cisão de ativos de uma empresa cotada na Bolsa?
E os acionistas não são ouvidos em Assembleia Geral?
Não sei não, mas se fosse acionista estaria preocupado.
By Nirvana
Entendo que a Galp cotada em bolsa terá uma participaçao de 20% da IndustrialCO y 50% da RetailCo. Esses activos nao desaparecem do perimetro Galp. Entendo...Posso estar enganado
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Re: Galp - Tópico Geral
NirSup Escreveu:
Que palhaçada é esta?
Cisão de ativos de uma empresa cotada na Bolsa?
E os acionistas não são ouvidos em Assembleia Geral?
Não sei não, mas se fosse acionista estaria preocupado.
By Nirvana
Não há motivo para preocupação!
Isto não é uma cisão, nem uma transferência de ativos - é apenas um acordo preliminar para estudar uma possível JV.
Nada muda na Galp nesta fase e não há qualquer decisão que exija Assembleia Geral.
Se um dia houver uma proposta final com impacto societário, os acionistas serão naturalmente chamados a votar.
Re: Galp - Tópico Geral
Pmart 1 Escreveu:(....)
Galp, además, mantendrá su cotización en la bolsa portuguesa con los activos que no se integren en la nueva alianza.
Que palhaçada é esta?
Cisão de ativos de uma empresa cotada na Bolsa?
E os acionistas não são ouvidos em Assembleia Geral?
Não sei não, mas se fosse acionista estaria preocupado.
By Nirvana
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Re: Galp - Tópico Geral
Cenário possível de estrutura financeira:
Contribuição de ativos → troca de participações (asset-for-equity swap).
A estrutura mais provável é um asset-for-equity swap com ajustamentos financeiros, onde a Galp recebe uma compensação líquida pela diferença de valor dos ativos industriais, fica com 50% da RetailCo e >20% da IndustrialCo, e liberta capital futuro ao partilhar capex e risco.
Contribuição de ativos → troca de participações (asset-for-equity swap).
Modelo mais comum em JVs industriais:
Como funciona:
1. Galp contribui com:
• Refinaria de Sines (para a IndustrialCo)
• Rede de postos em Portugal e Espanha (para a RetailCo)
2. Moeve contribui com:
• As suas refinarias e ativos industriais em Espanha
• A sua rede de postos (maior que a da Galp)
3. Cada empresa recebe participações proporcionais ao valor dos ativos que entrega.
Resultado provável:
• Galp fica com 50% da RetailCo porque os ativos de retalho são comparáveis.
• Galp fica com >20% da IndustrialCo porque os ativos industriais da Moeve são maiores.
A estrutura mais provável é um asset-for-equity swap com ajustamentos financeiros, onde a Galp recebe uma compensação líquida pela diferença de valor dos ativos industriais, fica com 50% da RetailCo e >20% da IndustrialCo, e liberta capital futuro ao partilhar capex e risco.
Re: Galp - Tópico Geral
Há gráficos para todos os gostos
Este da World Bank Group
Consumo de energia proveniente de combustíveis fósseis (% do total)
https://data.worldbank.org/indicator/EG ... view=chart
Eletricidade proveniente de fontes renováveis, excluínho hidroelétricas (kWh)
https://data.worldbank.org/indicator/EG ... view=chart
Produção de eletricidade a partir de fontes fósseis (% do total)
https://data.worldbank.org/indicator/EG.ELC.FOSL.ZS
Este da World Bank Group
Consumo de energia proveniente de combustíveis fósseis (% do total)
https://data.worldbank.org/indicator/EG ... view=chart
Eletricidade proveniente de fontes renováveis, excluínho hidroelétricas (kWh)
https://data.worldbank.org/indicator/EG ... view=chart
Produção de eletricidade a partir de fontes fósseis (% do total)
https://data.worldbank.org/indicator/EG.ELC.FOSL.ZS
Re: Galp - Tópico Geral
PC05 Escreveu:Ponto relevante para os acionistas:
Esta JV permite criar valor para os acionistas da Galp ao libertar capital para investimentos de maior retorno.
A JV liberta capital porque a Galp deixa de financiar sozinha negócios de baixo retorno (downstream) e pode redirecionar esse capital para negócios de alto retorno (upstream, HVO/SAF, hidrogénio). Isto aumenta o ROACE, reduz risco e melhora o valuation.1. O downstream é intensivo em capital e tem retornos baixos
Refinação e distribuição têm:
• margens baixas
• volatilidade elevada
• forte pressão regulatória
• necessidade de investimentos pesados em descarbonização
São negócios que consomem muito capital e geram retornos modestos.
Ao partilhar estes negócios com a Moeve, a Galp:
• reduz capex futuro
• reduz risco
• reduz exposição a margens baixas
Isto liberta capital para negócios com ROACE muito superior.
2. A Galp tem negócios com retorno muito mais alto onde quer acelerar
Upstream (Brasil + Namíbia)
• Altíssimo retorno
• Baixíssimo custo
• Forte geração de caixa
• Crescimento de produção em 2026
Cada euro investido aqui vale muito mais do que no downstream.
Biocombustíveis (HVO/SAF)
• Margens premium
• Procura regulatória garantida
• Sines tem vantagem competitiva estrutural
Hidrogénio verde
• Financiamento europeu
• Redução de ETS
• Integração com e‑fuels
Estes projetos têm retorno superior ao WACC - ao contrário do downstream.
3. A JV permite realocar capital para onde cria mais valor por euro investido
Sem a JV, a Galp teria de:
• financiar 100% da modernização de Sines
• financiar 100% da descarbonização
• financiar 100% da rede de postos
• financiar 100% da logística e supply chain
Com a JV:
• financia apenas parte
• partilha risco
• partilha capex
• partilha obrigações regulatórias
O capital libertado pode ser reinvestido em negócios de maior retorno, aumentando o valor para o acionista.
4. Isto melhora a “equity story” da Galp
A própria Galp afirma que a JV permite:
• “afinar o foco na sua equity story diferenciada”
• concentrar-se nos negócios onde tem vantagem competitiva
• reforçar a criação de valor sustentável
Ou seja: A Galp passa de uma empresa pesada em downstream para uma empresa focada em upstream de alto retorno + combustíveis sustentáveis premium.
Sim a Galp passa a acionista com 20% da IndustrialCo, se considerarmos isso mais focada , tens razão
Se pensarmos que a Refinaria de Sines é um activo estratégico do País e que esse mesmo activo vai ser controlado a 80% por ...
Bem o estado tinha pouco mais de 8% na Galp , ficará com algum direito especial , veremos
Bem quanto á ação e posso estar enganado , mas julgo que estão reunidos os ingredientes para viajar para Cima , provavelmente devagarinho sem dar nas vistas
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Re: Galp - Tópico Geral
Ponto relevante para os acionistas:
Esta JV permite criar valor para os acionistas da Galp ao libertar capital para investimentos de maior retorno.
A JV liberta capital porque a Galp deixa de financiar sozinha negócios de baixo retorno (downstream) e pode redirecionar esse capital para negócios de alto retorno (upstream, HVO/SAF, hidrogénio). Isto aumenta o ROACE, reduz risco e melhora o valuation.
Ou seja: A Galp passa de uma empresa pesada em downstream para uma empresa focada em upstream de alto retorno + combustíveis sustentáveis premium.
Esta JV permite criar valor para os acionistas da Galp ao libertar capital para investimentos de maior retorno.
A JV liberta capital porque a Galp deixa de financiar sozinha negócios de baixo retorno (downstream) e pode redirecionar esse capital para negócios de alto retorno (upstream, HVO/SAF, hidrogénio). Isto aumenta o ROACE, reduz risco e melhora o valuation.
1. O downstream é intensivo em capital e tem retornos baixos
Refinação e distribuição têm:
• margens baixas
• volatilidade elevada
• forte pressão regulatória
• necessidade de investimentos pesados em descarbonização
São negócios que consomem muito capital e geram retornos modestos.
Ao partilhar estes negócios com a Moeve, a Galp:
• reduz capex futuro
• reduz risco
• reduz exposição a margens baixas
Isto liberta capital para negócios com ROACE muito superior.
2. A Galp tem negócios com retorno muito mais alto onde quer acelerar
Upstream (Brasil + Namíbia)
• Altíssimo retorno
• Baixíssimo custo
• Forte geração de caixa
• Crescimento de produção em 2026
Cada euro investido aqui vale muito mais do que no downstream.
Biocombustíveis (HVO/SAF)
• Margens premium
• Procura regulatória garantida
• Sines tem vantagem competitiva estrutural
Hidrogénio verde
• Financiamento europeu
• Redução de ETS
• Integração com e‑fuels
Estes projetos têm retorno superior ao WACC - ao contrário do downstream.
3. A JV permite realocar capital para onde cria mais valor por euro investido
Sem a JV, a Galp teria de:
• financiar 100% da modernização de Sines
• financiar 100% da descarbonização
• financiar 100% da rede de postos
• financiar 100% da logística e supply chain
Com a JV:
• financia apenas parte
• partilha risco
• partilha capex
• partilha obrigações regulatórias
O capital libertado pode ser reinvestido em negócios de maior retorno, aumentando o valor para o acionista.
4. Isto melhora a “equity story” da Galp
A própria Galp afirma que a JV permite:
• “afinar o foco na sua equity story diferenciada”
• concentrar-se nos negócios onde tem vantagem competitiva
• reforçar a criação de valor sustentável
Ou seja: A Galp passa de uma empresa pesada em downstream para uma empresa focada em upstream de alto retorno + combustíveis sustentáveis premium.
Re: Galp - Tópico Geral
com o wti a subir quase 5%
3 milhões de acções trocadas hoje
amanhã tem tudo para voltar aos €15,70
viewtopic.php?p=1941780#p1941780
3 milhões de acções trocadas hoje
viewtopic.php?p=1941780#p1941780
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Re: Galp - Tópico Geral
?????
Galp & Moeve – O que está realmente em jogo para os acionistas?
Nos últimos dias surgiram várias notícias sobre um acordo preliminar entre a Galp Energia e a Moeve (ex-Cepsa) para integrar os seus negócios de refinação e postos de combustíveis na Península Ibérica. O mercado reagiu com uma subida de cerca de 2% nas ações da Galp, mas importa perceber se isto é realmente bom para quem já é acionista.
Abaixo fica a análise baseada em múltiplas fontes de imprensa económica (Reuters, Cinco Días, El Mundo, ECO, Investing, EuropaPress, etc.).
1) Não é uma fusão total — é um acordo preliminar
O que foi anunciado é um acordo não vinculativo para negociar a integração dos negócios downstream (refino, logística e postos).
Nada ainda está fechado — há due diligence, negociações e reguladores pelo meio.
2) Duas novas empresas vão ser criadas
O plano é criar dois veículos:
RetailCo
Vai juntar as redes de postos da Galp e da Moeve
Cerca de 3.500 estações de serviço em Portugal e Espanha
Focada em mobilidade, conveniência e transição energética
A Galp deverá ter cerca de 50%
IndustrialCo
Vai integrar refinarias, química, biocombustíveis, hidrogénio
Capacidade conjunta de cerca de 700 mil barris/dia
A Galp ficará com uma posição minoritária (>20%)
O controlo ficará com os acionistas da Moeve (Mubadala e Carlyle)
3) O mais importante: o que fica fora
A Galp mantém fora desta operação:
Exploração e produção (upstream)
Renováveis
Trading de energia
Ou seja, a Galp cotada em Lisboa passa a ser essencialmente uma:
empresa de upstream + renováveis + participações no downstream ibérico
Isto é uma mudança estrutural profunda.
4) Porque o mercado reagiu bem?
Porque:
O downstream (refinação e postos) é capital-intensivo e volátil
O upstream e renováveis têm múltiplos de mercado mais elevados
Separar os negócios pode reduzir o “desconto de conglomerado” que hoje penaliza a Galp
Além disso, juntar forças com a Moeve cria um “campeão ibérico”, mais eficiente e com maior capacidade de investir na transição energética.
5) Onde está o risco para o acionista?
Aqui está o ponto crítico que poucos estão a discutir.
A Galp vai colocar ativos muito valiosos (refinarias e rede de postos) em empresas onde:
Num caso (IndustrialCo) terá apenas minoria
No outro (RetailCo) terá controlo partilhado
A grande questão é:
Que valor vai a Galp receber por esses ativos?
Se for:
em participações justas
e/ou em dinheiro
e/ou em redução de dívida
então o acionista ganha.
Se for mal avaliado:
parte do valor da Galp passa para a Moeve sem compensação adequada.
Este é o verdadeiro risco.
6) Porque o Estado português é importante
A Parpública tem 8,24% da Galp.
Isso reduz muito a probabilidade de uma operação que destrua valor para os acionistas portugueses — porque:
Haveria impacto político
E possivelmente legal
Conclusão honesta
A operação é estrategicamente interessante
Pode desbloquear valor escondido
Pode tornar a Galp mais focada e mais bem avaliada pela bolsa
Mas…
Ainda não sabemos se os acionistas da Galp vão ser bem pagos pelos ativos que vão sair.
Sem essa informação, ninguém pode dizer com certeza que é “boa” ou “má”.
O mercado hoje está a apostar que vai ser bem feita.
Cabe à administração provar isso nos próximos meses.
J.f.vieira
Galp & Moeve – O que está realmente em jogo para os acionistas?
Nos últimos dias surgiram várias notícias sobre um acordo preliminar entre a Galp Energia e a Moeve (ex-Cepsa) para integrar os seus negócios de refinação e postos de combustíveis na Península Ibérica. O mercado reagiu com uma subida de cerca de 2% nas ações da Galp, mas importa perceber se isto é realmente bom para quem já é acionista.
Abaixo fica a análise baseada em múltiplas fontes de imprensa económica (Reuters, Cinco Días, El Mundo, ECO, Investing, EuropaPress, etc.).
1) Não é uma fusão total — é um acordo preliminar
O que foi anunciado é um acordo não vinculativo para negociar a integração dos negócios downstream (refino, logística e postos).
Nada ainda está fechado — há due diligence, negociações e reguladores pelo meio.
2) Duas novas empresas vão ser criadas
O plano é criar dois veículos:
RetailCo
Vai juntar as redes de postos da Galp e da Moeve
Cerca de 3.500 estações de serviço em Portugal e Espanha
Focada em mobilidade, conveniência e transição energética
A Galp deverá ter cerca de 50%
IndustrialCo
Vai integrar refinarias, química, biocombustíveis, hidrogénio
Capacidade conjunta de cerca de 700 mil barris/dia
A Galp ficará com uma posição minoritária (>20%)
O controlo ficará com os acionistas da Moeve (Mubadala e Carlyle)
3) O mais importante: o que fica fora
A Galp mantém fora desta operação:
Exploração e produção (upstream)
Renováveis
Trading de energia
Ou seja, a Galp cotada em Lisboa passa a ser essencialmente uma:
empresa de upstream + renováveis + participações no downstream ibérico
Isto é uma mudança estrutural profunda.
4) Porque o mercado reagiu bem?
Porque:
O downstream (refinação e postos) é capital-intensivo e volátil
O upstream e renováveis têm múltiplos de mercado mais elevados
Separar os negócios pode reduzir o “desconto de conglomerado” que hoje penaliza a Galp
Além disso, juntar forças com a Moeve cria um “campeão ibérico”, mais eficiente e com maior capacidade de investir na transição energética.
5) Onde está o risco para o acionista?
Aqui está o ponto crítico que poucos estão a discutir.
A Galp vai colocar ativos muito valiosos (refinarias e rede de postos) em empresas onde:
Num caso (IndustrialCo) terá apenas minoria
No outro (RetailCo) terá controlo partilhado
A grande questão é:
Que valor vai a Galp receber por esses ativos?
Se for:
em participações justas
e/ou em dinheiro
e/ou em redução de dívida
então o acionista ganha.
Se for mal avaliado:
parte do valor da Galp passa para a Moeve sem compensação adequada.
Este é o verdadeiro risco.
6) Porque o Estado português é importante
A Parpública tem 8,24% da Galp.
Isso reduz muito a probabilidade de uma operação que destrua valor para os acionistas portugueses — porque:
Haveria impacto político
E possivelmente legal
Conclusão honesta
A operação é estrategicamente interessante
Pode desbloquear valor escondido
Pode tornar a Galp mais focada e mais bem avaliada pela bolsa
Mas…
Ainda não sabemos se os acionistas da Galp vão ser bem pagos pelos ativos que vão sair.
Sem essa informação, ninguém pode dizer com certeza que é “boa” ou “má”.
O mercado hoje está a apostar que vai ser bem feita.
Cabe à administração provar isso nos próximos meses.
J.f.vieira
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Re: Galp - Tópico Geral
Pmart 1 Escreveu:Bem passou uma sessão de bolsa e a valorização foi perto de 2,5% , com o dobro do volume médio a 3 meses , e ainda ninguém tocou no ponto que parece essencial para quem é investidor na GALP
Coloco em baixo um excerto dum artigo do El Mundo e sua tradução https://www.elmundo.es/economia/empresa ... b45b4.html
Tanto el negocio industrial como la plataforma comercial operarán de forma independiente, también en lo financiero. Galp, a diferencia de Moeve, es una empresa cotizada, de modo que la operación supondrá una escisión: en bolsa quedarán los negocios de exploración o upstream (que representa aproximadamente el 60% del ebitda del grupo), trading y renovables
Tanto o negócio industrial quanto a plataforma comercial operarão de forma independente, inclusive financeiramente. Ao contrário da Moeve, a Galp é uma empresa de capital aberto, portanto a transação envolverá uma cisão: os negócios de exploração e produção (que representam aproximadamente 60% do EBITDA do grupo), comercialização e energias renováveis permanecerão listados na bolsa de valores.
Eles tocam no ponto que o investidor GALP tem e terá de estar atento, dependendo do acordo final o que é mencionado acima terá de acontecer ,o negócio da GALP e seu valor serão completamente diferentes
Bem veremos , aqui os pequenos investidores não estão sós o ESTADO , através da Parpública - Participações Públicas tem 8,24%
Como será se retirarmos activos os acionistas tem de ser remunerados ou ?
Bem , acho que é um tema interessante para troca de opiniões
Mais uma pequena luz do que disse atrás e se lê nos sites espanhóis
https://www.consumidorglobal.com/notici ... 5_102.html
Hasta que la operación se cierre, ambas compañías seguirán operando de forma independiente, sin impacto en empleados ni clientes. [b]Galp, además, mantendrá su cotización en la bolsa portuguesa con los activos que no se integren en la nueva alianza.[/b]
Estes até são criativos
https://cincodias.elpais.com/companias/ ... erias.html
Estas dos nuevas compañías no cotizarían, pero sí seguiría haciéndolo Galp en Lisboa por sus negocios no integrados y por el porcentaje que tendría en las participadas IndustrialCo y RetaliCo.
Presume-se que a Galp ficará com uma participação na empresa que resultar da cisão dos activos. Parece um desenvolvimento positivo para a empresa cotada porque se estão a juntar os dois negócios é para crescer em Espanha. Em Portugal a GALP já tem uma grande cobertura do mercado.
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Re: Galp - Tópico Geral
Bem passou uma sessão de bolsa e a valorização foi perto de 2,5% , com o dobro do volume médio a 3 meses , e ainda ninguém tocou no ponto que parece essencial para quem é investidor na GALP
Coloco em baixo um excerto dum artigo do El Mundo e sua tradução https://www.elmundo.es/economia/empresa ... b45b4.html
Tanto el negocio industrial como la plataforma comercial operarán de forma independiente, también en lo financiero. Galp, a diferencia de Moeve, es una empresa cotizada, de modo que la operación supondrá una escisión: en bolsa quedarán los negocios de exploración o upstream (que representa aproximadamente el 60% del ebitda del grupo), trading y renovables
Tanto o negócio industrial quanto a plataforma comercial operarão de forma independente, inclusive financeiramente. Ao contrário da Moeve, a Galp é uma empresa de capital aberto, portanto a transação envolverá uma cisão: os negócios de exploração e produção (que representam aproximadamente 60% do EBITDA do grupo), comercialização e energias renováveis permanecerão listados na bolsa de valores.
Eles tocam no ponto que o investidor GALP tem e terá de estar atento, dependendo do acordo final o que é mencionado acima terá de acontecer ,o negócio da GALP e seu valor serão completamente diferentes
Bem veremos , aqui os pequenos investidores não estão sós o ESTADO , através da Parpública - Participações Públicas tem 8,24%
Como será se retirarmos activos os acionistas tem de ser remunerados ou ?
Bem , acho que é um tema interessante para troca de opiniões
Mais uma pequena luz do que disse atrás e se lê nos sites espanhóis
https://www.consumidorglobal.com/notici ... 5_102.html
Hasta que la operación se cierre, ambas compañías seguirán operando de forma independiente, sin impacto en empleados ni clientes. [b]Galp, además, mantendrá su cotización en la bolsa portuguesa con los activos que no se integren en la nueva alianza.[/b]
Estes até são criativos
https://cincodias.elpais.com/companias/ ... erias.html
Estas dos nuevas compañías no cotizarían, pero sí seguiría haciéndolo Galp en Lisboa por sus negocios no integrados y por el porcentaje que tendría en las participadas IndustrialCo y RetaliCo.
Coloco em baixo um excerto dum artigo do El Mundo e sua tradução https://www.elmundo.es/economia/empresa ... b45b4.html
Tanto el negocio industrial como la plataforma comercial operarán de forma independiente, también en lo financiero. Galp, a diferencia de Moeve, es una empresa cotizada, de modo que la operación supondrá una escisión: en bolsa quedarán los negocios de exploración o upstream (que representa aproximadamente el 60% del ebitda del grupo), trading y renovables
Tanto o negócio industrial quanto a plataforma comercial operarão de forma independente, inclusive financeiramente. Ao contrário da Moeve, a Galp é uma empresa de capital aberto, portanto a transação envolverá uma cisão: os negócios de exploração e produção (que representam aproximadamente 60% do EBITDA do grupo), comercialização e energias renováveis permanecerão listados na bolsa de valores.
Eles tocam no ponto que o investidor GALP tem e terá de estar atento, dependendo do acordo final o que é mencionado acima terá de acontecer ,o negócio da GALP e seu valor serão completamente diferentes
Bem veremos , aqui os pequenos investidores não estão sós o ESTADO , através da Parpública - Participações Públicas tem 8,24%
Como será se retirarmos activos os acionistas tem de ser remunerados ou ?
Bem , acho que é um tema interessante para troca de opiniões
Mais uma pequena luz do que disse atrás e se lê nos sites espanhóis
https://www.consumidorglobal.com/notici ... 5_102.html
Hasta que la operación se cierre, ambas compañías seguirán operando de forma independiente, sin impacto en empleados ni clientes. [b]Galp, además, mantendrá su cotización en la bolsa portuguesa con los activos que no se integren en la nueva alianza.[/b]
Estes até são criativos
https://cincodias.elpais.com/companias/ ... erias.html
Estas dos nuevas compañías no cotizarían, pero sí seguiría haciéndolo Galp en Lisboa por sus negocios no integrados y por el porcentaje que tendría en las participadas IndustrialCo y RetaliCo.
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Re: Galp - Tópico Geral
Visto de Espanha, negócio entre Galp e Moeve cria rival para a Repsol - Energia - Jornal de Negócios
A imprensa espanhola sublinha que a união entre a petrolífera portuguesa e a do país vizinho permitirá enfrentar a gigante Repsol. Galp e Moeve, juntas, somarão cerca de 3.500 postos de combustíveis na Península Ibérica.
FLOP - Fundamental Laws Of Profit
1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Re: Galp - Tópico Geral
NirSup Escreveu:A Verdade acima de tudo. A Verdade por fim triunfará!
O Our World in Data (OWID), na sua página de dados sobre consumo de combustíveis fósseis, não publica projeções oficiais.
A visualização disponível no site termina, em 2024, e não inclui cenários futuros (a ferramenta é essencialmente histórica) e não mostra projeções por si só.
By Nirvana
Essas projeções têm-se revelado consistentemente incorretas ao longo das últimas décadas.
Re: Galp - Tópico Geral
A Verdade acima de tudo. A Verdade por fim triunfará!
O Our World in Data (OWID), na sua página de dados sobre consumo de combustíveis fósseis, não publica projeções oficiais.
A visualização disponível no site termina, em 2024, e não inclui cenários futuros (a ferramenta é essencialmente histórica) e não mostra projeções por si só.
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O Our World in Data (OWID), na sua página de dados sobre consumo de combustíveis fósseis, não publica projeções oficiais.
A visualização disponível no site termina, em 2024, e não inclui cenários futuros (a ferramenta é essencialmente histórica) e não mostra projeções por si só.
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Re: Galp - Tópico Geral
NirSup Escreveu:Obviamente que ele não acredita nisso e está a ser irónico.
Certamente que está a ser irónico.
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“It is not the strongest of the species that survives, nor the most intelligent, but rather the one most adaptable to change.”
― Leon C. Megginson
― Leon C. Megginson
Re: Galp - Tópico Geral
Na Galp devemos estar mais atento a isto é verdade os espanhóis não são cotados , mas são empresas próximas na dimensão.
“ As negociações da Galp com a espanhola Moeve para uma eventual fusão nos negócios downstream enquadram-se na estratégia de formar parcerias com "operadores altamente credíveis", numa complementaridade que neste caso representa a oportunidade de "criar grandes grupos europeus na Península Ibérica", segundo Paula Amorim, presidente da petrolífera portuguesa.
“ As negociações da Galp com a espanhola Moeve para uma eventual fusão nos negócios downstream enquadram-se na estratégia de formar parcerias com "operadores altamente credíveis", numa complementaridade que neste caso representa a oportunidade de "criar grandes grupos europeus na Península Ibérica", segundo Paula Amorim, presidente da petrolífera portuguesa.
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Re: Galp - Tópico Geral
NirSup Escreveu:Irónico ou Ridículo?
Ou ridiculamente irónico?
Este homem, que já foi durante anos CEO da Galp, deu uma entrevista (podcast) onde afirmou o seguinte:
“Os EUA estão a dizer que o petróleo vai durar por muitos e bons anos”
Obviamente que ele não acredita nisso e está a ser irónico.
Mas porque razão não deu a sua opinião sobre o futuro (ou não futuro) do petróleo?
Enquanto CEO da Galp tomou medidas na direção da transição energética para as energias renováveis. Mas nunca foi muito claro sobre qual o rumo que a Galp deveria seguir nesta matéria.
Submarino que gosta de navegar em águas turvas.
By Nirvana
.................... ................... ..................
Irónico? Talvez. Mas sobretudo revelador.
Quando um ex-CEO da Galp diz que “os EUA dizem que o petróleo vai durar por muitos e bons anos”, ele não está a fazer futurologia — está a fazer política energética. E isso explica precisamente porque nunca foi claro sobre o rumo da Galp.
Quem esteve anos à frente de uma petrolífera europeia sabe duas coisas:
que o petróleo não vai desaparecer tão cedo,
que dizer isso em voz alta na Europa custa caro a nível político, ESG e financeiro.
Por isso fala-se em “transição”, “renováveis”, “descarbonização”… mas evita-se sempre a frase proibida:
o mundo vai precisar de petróleo e gás durante décadas.
Esse silêncio estratégico não é inocente. É típico de quem navega entre:
pressão regulatória,
fundos ESG,
e a realidade física do sistema energético.
A Galp da época investiu em renováveis — bem — mas nunca teve coragem de assumir que o seu verdadeiro motor de valor continuaria a ser upstream e refinação. E agora vê-se: Brasil, Namíbia, gás, biofuels, HVO, SAF… tudo gira em torno de hidrocarbonetos, não contra eles.
Submarino em águas turvas, como dizes —
mas o mar da energia é tudo menos transparente.
J.f.vieira
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- Registado: 29/11/2007 3:59
Re: Galp - Tópico Geral
Irónico ou Ridículo?
Ou ridiculamente irónico?
Este homem, que já foi durante anos CEO da Galp, deu uma entrevista (podcast) onde afirmou o seguinte:
“Os EUA estão a dizer que o petróleo vai durar por muitos e bons anos”
Obviamente que ele não acredita nisso e está a ser irónico.
Mas porque razão não deu a sua opinião sobre o futuro (ou não futuro) do petróleo?
Enquanto CEO da Galp tomou medidas na direção da transição energética para as energias renováveis. Mas nunca foi muito claro sobre qual o rumo que a Galp deveria seguir nesta matéria.
Submarino que gosta de navegar em águas turvas.
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Ou ridiculamente irónico?
Este homem, que já foi durante anos CEO da Galp, deu uma entrevista (podcast) onde afirmou o seguinte:
“Os EUA estão a dizer que o petróleo vai durar por muitos e bons anos”
Obviamente que ele não acredita nisso e está a ser irónico.
Mas porque razão não deu a sua opinião sobre o futuro (ou não futuro) do petróleo?
Enquanto CEO da Galp tomou medidas na direção da transição energética para as energias renováveis. Mas nunca foi muito claro sobre qual o rumo que a Galp deveria seguir nesta matéria.
Submarino que gosta de navegar em águas turvas.
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Re: Galp - Tópico Geral
PC05 Escreveu:JOINT‑VENTURE GALP + MOEVE (CEPSA)
1. Criação imediata de valor
• Consolidação do downstream ibérico → maior escala, menores custos, margens mais estáveis.
• Galp passa a deter >20% da empresa de refinação e 50% da empresa de distribuição.
2. Eficiência operacional e sinergias
• Otimização logística, compras, armazenamento e supply chain.
• Redução estrutural de OPEX num negócio historicamente de margens baixas.
3. Redução de risco e libertação de capital
• Partilha de risco num setor fóssil em declínio regulatório.
• Capital libertado pode ser redirecionado para HVO, SAF, hidrogénio e renováveis.
4. Valorização estratégica de Sines
• Integração num grupo ibérico maior aumenta relevância industrial.
• Potencial para acelerar conversão para combustíveis sustentáveis.
5. Potencial re-rating da ação
• Aumento de eficiência + menor exposição ao downstream fóssil + foco em negócios premium
→ melhora perceção ESG e reduz risco regulatório.
• Movimento visto como “criador de valor” pela liderança da Galp.
A JV pode transformar o downstream da Galp: mais escala, mais eficiência, menos risco
e mais capital disponível para a transição energética — um catalisador claro de valorização.
................... .................. ..................
Galp + Moeve é, no essencial, correta, mas há um ponto que convém sublinhar: isto não é uma saída do downstream — é uma reengenharia do downstream para o tornar mais valioso e menos volátil.
O downstream ibérico sempre foi um negócio:
intensivo em capital,
com margens cíclicas,
e elevado risco regulatório.
Ao juntá-lo numa plataforma ibérica maior, a Galp:
ganha escala,
dilui risco,
estabiliza margens,
e mantém controlo estratégico (Sines, rede, logística).
Isto é exatamente o que os grandes grupos fazem:
transformar ativos “commodity” em plataformas industriais eficientes.
Quanto ao “libertar capital”:
É importante perceber que não é só cash.
É sobretudo CAPEX futuro que deixa de ser da Galp.
Refinação e retalho vão exigir biliões nos próximos 15 anos para cumprir regras ambientais — agora isso passa a ser partilhado.
O efeito prático é este:
mais free cash flow para upstream (Brasil, Namíbia),
mais capacidade para investir em combustíveis premium (HVO, SAF, biofuels),
e menor volatilidade nos resultados.
Isto casa perfeitamente com Mopane e Bacalhau:
Galp foca-se cada vez mais onde cria mais valor por euro investido — offshore de baixo custo + produtos energéticos premium.
Não é um movimento defensivo.
É um movimento típico de empresa que está a subir na cadeia de valor.
J.f.vieira
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