Caldeirão da Bolsa

CoronaVirus, panico justificado...?

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por Marco Martins » 12/1/2021 20:36

djovarius Escreveu:Boas,

Com este povo não vamos longe: ainda esta tarde vi grupos (médias de idade de 50 anos, não são exatamente "jovens") de 8 a 12 pessoas nos copos numa esplanada ao Sol. Tudo bem, é ar livre, mas estão quase em cima uns dos outros.
Com estas pessoas não dá para evitar um mês de "prisão domiciliária".
Um mês? Com povos tipo chinês, australiano ou neozelandês isto seria suficiente para travar a maioria dos contágios, como já se viu, mas aqui tenho duvidas. A somar a isto, há pessoas que se recusam a fazer um teste à chegada ao aeroporto.
A sério? Estamos a brincar aos "estados de emergência" seguramente.

Lá vamos voltar a Março, com vendas clandestinas de cafezinhos e montes de gente amontoada.
Todavia, em Março, não se usavam máscaras. Ao menos, agora, espero que com o frio ninguém saia à noite.
Era tão fácil :oops: bastava dizer às pessoas todas, através de todos os meios, incluindo redes sociais: "Vamos todos fazer de conta em todo o momento, que temos coronavírus e, simulando essa realidade, evitar contagiar os outros.".

Até em 15 dias isto caia para metade, se houvesse disciplina e rigor, quanto mais num mês !!

Abraço

dj


Também ouvi essa notícia das pessoas se recusarem a apresentar testes no aeroporto!!!
Isso não deveria ser algo considerado grave?!?
Não se pode aceitar que um país (ou seja todos nós) gaste milhões e milhões para lutar com a pandemia, e algumas centenas de pessoas coloquem todo um esforço em causa!!!
Isto à semelhança do PR!
Não gosto nem aceito ditaduras, mas sou a favor que quando existem regras devem ser cumpridas, doa a quem doer, senão é uma anarquia onde apenas andamos a perder tempo!!!
 
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por djovarius » 12/1/2021 18:57

Boas,

Com este povo não vamos longe: ainda esta tarde vi grupos (médias de idade de 50 anos, não são exatamente "jovens") de 8 a 12 pessoas nos copos numa esplanada ao Sol. Tudo bem, é ar livre, mas estão quase em cima uns dos outros.
Com estas pessoas não dá para evitar um mês de "prisão domiciliária".
Um mês? Com povos tipo chinês, australiano ou neozelandês isto seria suficiente para travar a maioria dos contágios, como já se viu, mas aqui tenho duvidas. A somar a isto, há pessoas que se recusam a fazer um teste à chegada ao aeroporto.
A sério? Estamos a brincar aos "estados de emergência" seguramente.

Lá vamos voltar a Março, com vendas clandestinas de cafezinhos e montes de gente amontoada.
Todavia, em Março, não se usavam máscaras. Ao menos, agora, espero que com o frio ninguém saia à noite.
Era tão fácil :oops: bastava dizer às pessoas todas, através de todos os meios, incluindo redes sociais: "Vamos todos fazer de conta em todo o momento, que temos coronavírus e, simulando essa realidade, evitar contagiar os outros.".

Até em 15 dias isto caia para metade, se houvesse disciplina e rigor, quanto mais num mês !!

Abraço

dj
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por forza algarve » 12/1/2021 17:35

Restauração prevê mais de 100.000 despedimentos no 1.º trimestre

A PRO.VAR - Promover e Inovar a Restauração Nacional alerta para as novas consequências de um segundo confinamento, uma vez que “o setor está sem ‘saúde’ financeira e mental, e, portanto, sem liquidez e com 'stress' acumulado”
 
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por Marco Martins » 12/1/2021 16:27

https://www.jornaldenegocios.pt/economia/coronavirus/detalhe/governo-quer-dar-ajuda-de-10-na-fatura-da-luz-durante-confinamento

Já agora, deveriam também considerar os serviços internet como um bem de primeira necessidade, dado que se muita gente não tiver internet, não consegue trabalhar em home office.

A internet, poderia ainda ter um benefício como material de estudo nos períodos de confinamento...
 
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por Sacanitajose » 12/1/2021 16:07

8-)
ideia de Bolsonaro !!!
foram avisados, no desconhecimento da primeira pandemia ! Agora a 2 Falta de Civismo ", ESTÁ a ACONTECER " ! Os Médicos e outros afins, ESTÃO de RASTOS !!! Por isso as MORTES VÃO AUMENTAR; por falta de " Combatentes e Lugares, no Abrigo ! Continuamos, em GUERRA MUNDIAL !
Cuidem-se :-# :evil: :x estamos sem Munições, para o Combater a Vacina não passa de um eventual " colete de balas !? :pray: :idea:

forza algarve Escreveu:eu nao concordo com o confinamento nem as restriçoes previstas em breve (baseado no que dizem os jornais).
A situaçao com certeza que e' grave mas mais grave ainda vai ser se fecharmos ..se aliviara' um bocado os doentes pro covid mas aumentarao' os problemas gerados pelo lock down...
nao e' culpa de ninguem mas a manta e' curta..ha que escolher se tapar os pes ou a cabeça..
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por pepe7 » 12/1/2021 15:27

Agência europeia teme que nova variante do vírus se torne incontrolável
O Centro Europeu para Controlo e Prevenção de Doenças apela a medidas mais restritivas na Europa. "Será muito difícil conter esta nova variante do vírus"
, admite o ECDC.
O Centro Europeu para Controlo e Prevenção de Doenças (ECDC) teme que a nova variante do SARS-CoV-2 que apareceu no Reino Unido, até 70% mais contagiosa, seja difícil de controlar, apelando à adoção de "medidas apertadas" na Europa.

Num relatório divulgado em dezembro passado aquando da descoberta desta nova estirpe, o ECDC pediu aos países da União Europeia (UE) "esforços atempados" para a controlar, nomeadamente durante as festividades de final de ano, por esta variante se poder vir a tornar dominante no espaço europeu.

Desde então, "esse nosso receio só se tornou maior", admite em entrevista à agência Lusa o especialista principal do ECDC para o novo coronavírus e gripe, Pasi Penttinen. E acrescenta: "Penso que será muito difícil conter esta nova variante do vírus".

O responsável justifica que esta "preocupação" se deve ao facto de a nova estirpe poder ser mais transmissível em até 70%.

"Sabemos que o vírus antigo já é difícil de controlar e que são necessárias medidas apertadas para o controlar e esta nova variante é ainda mais fácil de se propagar", alerta.

Pasi Penttinen contextualiza que, nas últimas semanas, foram verificados muitos casos desta nova estirpe do coronavírus, mas a maioria dos quais com "alguma relação com o Reino Unido, ou seja, [foram] casos importados".

Ainda assim, "esta poderá ser uma realidade noutros países, mas só não se sabe porque não se tem estudado as variações" do SARS-CoV-2, de acordo com Pasi Penttinen.

Dois dos países com mais casos da nova variante, até ao momento, são a Irlanda e a Dinamarca, onde a nova estirpe se "espalhou rapidamente", com elevada transmissão local e não só importada, de acordo com o especialista.

No relatório publicado a 20 de dezembro, antes do Natal, o ECDC avisou que "se o aumento das reuniões familiares e sociais" não for reduzido e que "se as viagens não essenciais não forem reduzidas ou evitadas completamente" isto poderá levar a que "a variante substitua as variantes em circulação em grande parte da UE e Espaço Económico Europeu".

"Os nossos colegas britânicos verificaram que [...] esta nova variante tem mais 60% a 70% de transmissão do que o vírus antigo e foi por isso que o Reino Unido adotou medidas tão restritivas", assinala Pasi Penttinen à Lusa.

Porém, "ainda não há provas de que este vírus causa doenças mais graves do que o antigo e é, para já, muito semelhante em termos de pessoas que são hospitalizadas ou entram nos cuidados intensivos", acrescenta.

E numa altura em que decorre, há duas semanas, o processo de vacinação na UE com o fármaco da Pfizer/BioNTech e se espera que o mesmo aconteça com o da Moderna, o especialista do ECDC assinala que "os estudos preliminares indicam que as novas variações do vírus também deverão ser cobertas pelas vacinas existentes".

"Esta é uma grande preocupação porque o vírus tem mudado tanto", admite o cientista.

Segundo o responsável, a nova variante poderá também levar a mudanças nos objetivos para a designada imunidade de grupo através da vacinação.

"O nível de imunidade de grupo a um vírus depende do quão transmissível é: se for o vírus antigo, a estimativa é de que entre 60% a 70% de toda a população tenha de ser vacinada para não dar oportunidades de transmissão ao vírus, mas isso poderá mudar com as novas variantes", explica.

Já questionado sobre as diferentes vagas da pandemia, Pasi Penttinen sustenta que "esta ainda é a primeira vaga" da covid-19 na Europa, não tendo sequer começado uma segunda.

"O que se verifica é que os picos se conseguem reduzir no momento em que os países adotam medidas restritivas, [mas] quando se relaxam as medidas o vírus tem mais espaço para atuar e os números voltam a subir", observa.

Sediado na Suécia, o ECDC tem como missão ajudar os países europeus a dar resposta a surtos de doenças.
https://www.tsf.pt/mundo/agencia-europeia-teme-que-nova-variante-do-virus-se-torne-incontrolavel-13219828.html
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por luislobs » 12/1/2021 13:54

Forza italia querias tu estar no papel de desligar a maquina de um familiar teu para um jovem que fez uma festa de anos..?

os negacionistas de teem divulgado o ..nao usem mascaras é tudo uma farsa..de certa maneira ajudaram ao descontrolo da epedemia,

estao hipnotizados pela teoria da « nova ordem « dos extraterrestres da rainha do uk .

sao contra tudo que seja racional, pena nao serem responsabilizados pelo espalhar da mesma

estes velhos de 80 anos comecaram a trabalhar aos 7-8 anos, viveram uma adolescencia de Pide, lutaram pela nossa liberdade

foram presos, castigados passaram fome

lutaram pela liberdade de meia duzia de mal-agradecidos que hj em dia... teem a liberdade de dizer desliguem as maquinas dos velhos olhem para os novos.
.

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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por forza algarve » 12/1/2021 13:40

Ulisses Pereira Escreveu:forza_algarve, mas qual é a alternativa? Criticar é fácil, explicar como evitar que os hospitais entrem em ruptura é que é difícil.


nao estou a criticar..o governo faz o que pode e faz escolhas..aqui nao ha certo ou errado ja que cada pais tem vindo a tomar medidas e quase ninguem acertou pois a saude e a economia desabaram em todo lado.
Ha que fazer escolhas e algumas delas duras e dolorosas ..ninguem quer ver nossos avos' sofrer mas me doi mais ver os de 40 desempregados e ter agravamento de problemas por nao poder ter acceso a consulas e curas ja que esta tudo virado para os casos de covid...milhoes de consultas adiadas em 2020 causaram quantos problemas??
Ha que dividir hospitais em 2..so' para covid e so' para doentes normais..ha que construir mais hospitais de campo com ajuda dos militares, ha que começar a escolher salvar os mais jovens etc etc
 
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por Ulisses Pereira » 12/1/2021 13:12

forza_algarve, mas qual é a alternativa? Criticar é fácil, explicar como evitar que os hospitais entrem em ruptura é que é difícil.
"Acreditar é possuir antes de ter..."

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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por mais_um » 12/1/2021 12:44

Aconselho que acompanhem a sessão de hoje no Infarmed.

https://www.youtube.com/watch?v=C_j2wzG ... e=youtu.be
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por forza algarve » 12/1/2021 11:45

eu nao concordo com o confinamento nem as restriçoes previstas em breve (baseado no que dizem os jornais).
A situaçao com certeza que e' grave mas mais grave ainda vai ser se fecharmos ..se aliviara' um bocado os doentes pro covid mas aumentarao' os problemas gerados pelo lock down...
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por pepe7 » 12/1/2021 2:11

Covid-19 "é menos perigoso do que vírus da gripe"

Emília Monteiro 28 Fevereiro 2020 às 10:14

Jorge Torgal, médico e professor catedrático em Saúde Pública na Universidade Nova, falou ao JN sobre o novo coronavírus. "Existe um pânico completamente desproporcional à realidade", defende.

O Covid-19 é perigoso?

É menos perigoso que o vírus da gripe! Existe um pânico completamente desproporcional à realidade. As vítimas mortais de que se conhece o historial clínico tinham processos clínicos complicados. As outras infetadas estão a ser medicadas para a gripe, muitas delas com paracetamol. E é claro que haverá casos em Portugal, mas isso não é problema nenhum. Vivemos em sociedade, com deslocações, com convívio entre as pessoas. É uma doença que tem tratamento.
Na China, em Itália e em Espanha, começa a haver muitos infetados. Não é preocupante?

As pessoas têm de perceber que se o Covid-19 fosse um vírus grave, ele não se difundia sem que se soubesse de onde vinha. Muito mais grave foi o H1N1, com mortalidade muita mais elevada e, mesmo assim, foi controlado. A situação mais grave da doença talvez seja no Irão. É uma zona de guerra, sem controlo, sem medicamentos e onde não há capacidade de parar nem tratar o vírus.

Mudou alguma coisa na sua vida por causa por causa do perigo de contágio?

Nada, não mudei absolutamente nada. Há um exagero sobre este assunto que não sei a quem interessa. Em Portugal, em 2014, os casos de legionela em Vila Franca de Xira mataram muita gente e deixarem sequelas em muitas mais. Isso, sim, é preocupante.

https://www.jn.pt/nacional/covid-19-e-menos-perigoso-do-que-virus-da-gripe-11867890.html



Covid-19. Maior taxa de mortalidade e mais internamentos do que gripe sazonal
Segundo um estudo, registou-se quase o dobro de pessoas internadas durante o auge da pandemia do que no pico da gripe na temporada 2018/2019. A taxa de mortalidade foi também três vezes maior.


Quase o dobro de pessoas com Covid-19 foram internadas no auge da pandemia do que por gripe no pico da temporada 2018/2019 e a taxa de mortalidade foi três vezes maior, segundo um estudo publicado na revista Lancet.

O estudo, baseado em dados nacionais franceses de 89.530 pacientes hospitalizados com Covid-19 nos meses de março e abril deste ano e de 45.819 pacientes hospitalizados com gripe sazonal entre dezembro de 2018 e 28 de fevereiro de 2019, mostra que foi maior a percentagem de pacientes com Covid-19 a precisaram de cuidados intensivos (16,3%) do que no caso da influenza (10,8%).

A taxa de mortalidade entre pacientes com Covid-19 hospitalizados foi três vezes maior (16,9%) do que com a gripe sazonal (5,8%) e permanência média em unidades de cuidados intensivos no caso da Covid-19 foi quase o dobro (15 dias na covid e oito na gripe).

Por outro lado, menos jovens com menos de 18 anos foram hospitalizadas com Covid-19 em comparação com a gripe sazonal (1,4% na Covid e 19,5% da gripe), mas uma proporção maior de crianças com menos de cinco anos necessitou de cuidados intensivos no caso da doença provocada pelo novo coronavírus (2,3%) do que no caso da influenza (0,9%).

Segundo os dados esta quinta-feira publicados na revista The Lancet Respiratory Medicine, a taxa de letalidade em crianças menores de cinco anos foi semelhante para ambos os grupos (0,5% na Covid-19 e 0,2% na influenza).

Em pacientes com idades entre 11-17 anos, a taxa de mortalidade (1,1%) mostrou ser 10 vezes maior naqueles admitidos com Covid-19 em comparação com os internados com gripe (0,1%), no entanto, os autores alertam que os números neste grupo são muito pequenos para tirar conclusões significativas.

Os autores indicam que a diferença na taxa de hospitalização pode parcialmente dever-se à imunidade existente quanto à influenza na população, seja como resultado de infeção anterior ou de vacinação. Em contraste, a Covid-19 é provocada por um novo vírus em que muito poucas pessoas deveriam ter qualquer imunidade anterior.

No entanto, sublinham que as suas descobertas reforçam a importância de medidas para prevenir a propagação de ambas as doenças e “são particularmente relevantes, já que vários países se preparam para que a pandemia de Covid-19 se sobreponha aos surtos de gripe sazonal”.

Catherine Quantin, do hospital universitário de Dijon e do L’Institut National de la Santé et de la Recherche Médicale (Inserm), que participou no estudo, afirmou: “O nosso estudo é o maior até agora para comparar as dois doenças e confirma que a Covid-19 é muito mais grave do que a gripe”.

“A descoberta de que a taxa de mortalidade da Covid-19 foi três vezes maior do que a da gripe sazonal é particularmente impressionante quando lembramos que a temporada de gripe 2018/2019 foi a pior dos últimos cinco anos em França em termos de número de mortes”, acrescentou.

O estudo é baseado em informações da base de dados administrativa nacional francesa (Program de Médicalisation des Systèmes d’Information, PMSI). Este banco de dados inclui detalhes de todos os pacientes internados em hospitais públicos ou privados em França, incluindo informações sobre por que foram admitidos e os cuidados que receberam durante o internamento.

Nesta análise, os investigadores concluiram que, no geral, a doença foi mais grave no caso dos doentes com Covid-19 do que nos que tinham sido infetados com o vírus da gripe sazonal.

Os pacientes com Covid-19 foram duas vezes mais propensos do que os doentes com gripe a necessitarem de ventilação mecânica invasiva durante o tratamento hospitalar (9,7% para 4%).

Segundo a investigação, mais de um em cada quatro (27,2%) doentes com Covid-19 apresentou insuficiência respiratória aguda, em que os pulmões não conseguem levar oxigénio para o corpo, em comparação com menos de um em cada cinco pacientes com influenza (17,4%).

De acordo com os dados analisados pelos investigadores, as condições médicas subjacentes mais comuns entre os pacientes admitidos com Covid-19 foram a hipertensão arterial (33,1%), excesso de peso ou obesidade (11,3%) e diabetes (19,0%).

Pascale Tubert-Bitter, diretor de investigação do Institut National de la Santé et de la Recherche Médicale (Inserm) e da Universidade Paris-Saclay, em França, sublinhou: “Num momento em que nenhum tratamento demonstrou ser eficaz na prevenção de doenças graves em pacientes com Covid-19, este estudo destaca a importância de todas as medidas de prevenção física e […] de vacinas eficazes”.

Contudo, os investigadores apontaram algumas limitações no seu estudo, designadamente o facto de as práticas de teste para influenza terem variado entre hospitais, enquanto o teste para Covid-19 terá sido mais padronizado. Além disso, não é possível dizer se a temporada de gripe 2018/2019 é representativa de todas as influenza sazonais, embora os autores observem que foi a mais severa nos últimos cinco anos em França.

https://observador.pt/2020/12/18/covid-19-maior-taxa-de-mortalidade-e-mais-internamentos-do-que-gripe-sazonal/
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por artista_ » 11/1/2021 23:17

Peterams Escreveu:Não baixará a mortalidade?
Baixa a transmissão, mas não diminui a mortalidade....


Não tendo tempo para ler tudo, fico curioso como é que se baixa a transmissão e não se reduz a mortalidade?! Esses números tiveram sempre algum tipo de relação, hoje temos muitos mais transmissão do que alguma vez tivémos, temos também mais mortalidade, no verão tivémos muito poucos casos e a mortalidade foi também muito reduzida... ou está a escapar-me alguma coisa ou é mais do mesmo!
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por pepe7 » 11/1/2021 0:14

Entretanto a realidade e estado de situação é este...
Mas que infelizmente não surpreende...aos mais atentos, é muito triste...a população não cumpre as medidas e recomendações, não tem respeito por si própria, pelos outros e pelos que estão na luta pela sobrevivência dos todos nós...no campo de batalha...
De quem é a culpa?
Do surgimento deste vírus...e "todos nós"...

Covid-19. "Caríssimos, esta terceira vaga está a rebentar com isto tudo"

Médica Ana Isabel Pedroso recorreu ao Facebook para fazer um desabafo sobre a situação que se vive nos hospitais devido à pandemia da Covid-19.

Ana Isabel Pedroso é médica e está na linha da frente do combate à pandemia da Covid-19 em Portugal. No passado dia 6 de janeiro, através das redes sociais, publicou um desabafo onde revela a realidade do que se vive nos hospitais nacionais."Caríssimos e caríssimas, esta terceira vaga está a rebentar com isto tudo", frisa.

A profissional de saúde começa por referir que quem a "conhece sabe que de depressiva e alarmista não tenho nada", sendo "uma mulher de fé, convicções, caminhos e decisões". Contudo, "queria acreditar que 2020 estava no passado. Mas a verdade é que estamos a viver o 2020+1."

E prossegue: "Caríssimos e caríssimas esta terceira vaga está a rebentar com isto tudo. É o somatório do: estamos exaustos de trabalhar nestas condições + os doentes não param de chegar + não há vagas para todos + abre mais camas que retiras a outros serviços + não tens descanso que te reponha a energia + o trabalho aumenta a olhos vistos + o trabalho são vidas humanas + tu és humana também!"

A médica - que no mesmo post partilha também algumas fotografias suas após um (cansativo) turno onde é possível ver as marcas na sua face - deixa ainda uma série de perguntas. "Como assim um Hospital com a porta da urgência fechada?? Como assim não se fala só nisso?? Como assim há uma população que o SNS não lhe consegue dar resposta?? Como assim juntaram-se todos no Natal?? Como assim há festas ilegais?? Como assim escolher a quem dar um ventilador?? Como assim ligar todos os dias a familiares e ouvi-los chorar ao telefone?? Como assim as pessoas que batiam palmas na varanda enquanto eu estive dois meses sem tocar nos meus filhos??"

A terminar a mensagem, Ana Isabel Pedroso revela a sua 'indignação': "Como assim está tudo bem e arco-íris??COMO ASSIM??? @ Portugal".
https://www.noticiasaominuto.com/pais/1662095/covid-19-carissimos-esta-terceira-vaga-esta-a-rebentar-com-isto-tudo?utm_source=notification&utm_medium=push&utm_campaign=1662095


"Situação de rutura." Médicos intensivistas defendem novo confinamento para se evitar "catástrofe"

Presidente da Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos diz que os hospitais já vivem "situação de rutura" e afirma ser natural que se abram mais hospitais de campanha.

Opresidente da Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos afirma que já existe uma "situação de rutura" nos hospitais, sublinhando que é preciso evitar uma "catástrofe". Por isso, João Gouveia defende um novo confinamento, para conter as cadeias de transmissão.

"Rutura já existe a partir do momento em que temos de parar a atividade normal para dar resposta a outro tipo de atividade. Neste momento, falta-nos resposta para evitar uma situação de catástrofe", teme João Gouveia.

O responsável, que coordena a resposta à Covid-19 em medicina intensiva, defende que o confinamento geral é essencial. "Tem de haver um distanciamento físico efetivo com redução na transmissão e isso obriga ao encerramento de estabelecimentos, teletrabalho obrigatório, redução da mobilidade ao mínimo."


Confirmadas mais 102 mortes e 7.502 novos casos de contágio em Portugal
O Centro Hospitalar e Universitário do Algarve acionou a fase 4 de contingência e anunciou a abertura de uma centena de camas no hospital de campanha, que será instalado na Arena de Portimão. Trata-se de um reforço da capacidade hospitalar para dar resposta ao número crescente de novos casos que exigem internamento.

O objetivo é "ganhar algum tempo, aumentando toda a capacidade disponível em termos de assistência aos doentes, seja em enfermaria, seja de medicina intensiva, mas é preciso atuar a montante e conseguir controlar a situação em termos de transmissão para que não haja este número de doentes", explica Jão Gouveia.

O presidente da Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos antevê que, além do Algarve, é natural que se abram mais hospitais de campanha noutras regiões do país. "É natural que ao manter-se o número elevado de novos casos, haja um esgotamento de recursos", afirma.
https://www.tsf.pt/portugal/sociedade/situacao-de-rutura-medicos-intensivistas-defendem-novo-confinamento-para-se-evitar-catastrofe-13214647.html?utm_source=push&utm_medium=mas&utm_term=13214647


"Um terço da população e 45% dos profissionais de saúde afetados psicologicamente

Os mais afetados "como seria expectável" são os profissionais que estão a tratar os doentes com covid-19, que têm um risco de sofrimento psicológico 2,5 vezes superior aos que não estão a tratar esses doentes.

Mais de um terço da população e quase metade dos profissionais de saúde inquiridos num estudo manifestaram sinais de sofrimento psicológico, como ansiedade, depressão ou stress pós-traumático, sendo os mais afetados os que estão a tratar doentes com covid-19.

O estudo Saúde Mental em Tempos de Pandemia (SM-COVID19), promovido pelo Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), em parceria com o Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e a Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental, mostra que os profissionais de saúde apresentam percentagens mais elevadas de ansiedade moderada a grave do que a população geral.

Os mais afetados "como seria expectável" são os profissionais que estão a tratar os doentes com covid-19, que têm um risco de sofrimento psicológico 2,5 vezes superior aos que não estão a tratar esses doentes, disse à agência Lusa Teresa Caldas de Almeida, coordenadora do estudo e investigadora do INSA, cuja recolha de dados decorreu em dois períodos: de 22 de maio a 20 de julho de 2020 e de 23 de julho a 14 de agosto, envolvendo 6079 residentes em Portugal, incluindo 2097 profissionais de saúde.

É também no grupo de profissionais de saúde que os níveis de 'burnout' (exaustão física e emocional) são mais elevados, chegando a atingir os 43%..."
https://www.dn.pt/sociedade/um-terco-da-populacao-e-45-dos-profissionais-de-saude-afetados-psicologicamente--13211466.html
Anexos
Médica Ana Isabel Pedroso recorreu ao Facebook para fazer um desabafo sobre a situação que se vive nos hospitais devido à pandemia da Covid-19..PNG
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por pepe7 » 10/1/2021 23:43

djovarius Escreveu:Pepe 7,

O caso do teu amigo é um símbolo de muitos, era a isso que eu me referia.
Só tens de lhe dizer para ir (ao privado, pois então) à consulta da especialidade.
Se já foi, o mais provável é ter que fazer uma espirometria e, provavelmente, terá de usar "bombas" para ajudar a respirar.dj


Felizmente não vai necessitar do que mencionas acima.
Como é óbvio vou clarificar melhor a situação.
O meu amigo é amigo e colega de trabalho do meu irmão, quem me relatou a situação/estado foi o meu irmão.

Entretanto, hoje tive o cuidado de ligar ao meu amigo, alias já estava para o fazer, para perceber o ocorrido e o seu estado de saúde.
Como já tinha referido esteve 4 dias de cama com sintomas, febre, etc., depois melhorou, após o isolamento voltou ao dia a dia.
No entanto, ao praticar desporto sentiu algumas (ligeiras) dificuldades respiratórias, em repouso tinha algum desconforto. Os sintomas mais frequentes era fraqueza/fadiga muscular e dores de costa. Após efectuar os exames "básicos" aos pulmões e analise por parte de especialista, informou que estava tudo dentro do normal. Decorridos 3 meses após infectado, diz que já melhorou, mas que ainda não se sente restabelecido, isto é a 100% como se sentia antes de infectado. Persiste a fraqueza/fadiga muscular e dores de costa. O que o médico disse é que é "normal" nesta fase, vai gradualmente restabelecer. Para estar atento.

De qualquer das formas, sendo desportistas e saudável, que não esteve hospitalizado, recorridos 3 meses ainda não está a 100%. O Pai que tem mais do dobra da idade, teve covid e nada se passa, aparentemente está bem. Se não está a 100% e não foi hospitalizado, imagem quem precisa de ser internado e passa pelos UCI, como será o tempo de recuperação e sem saber se vai ter ou não sequelas...

Logo, peço desculpa pelo informação menos precisa, algo "exagerada" neste caso, ainda bem que assim é, e espero que a situação evolua favoravelmente.

Mas por exemplo noutros casos, tenho informações concretas,alias que já expus aqui, de pessoas infectadas na primeira vaga, em que já há estudos efectuados em Portugal, de evidencias de sequelas neurológicas.
Abraço,
Pepe

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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por djovarius » 10/1/2021 15:44

Pepe 7,

O caso do teu amigo é um símbolo de muitos, era a isso que eu me referia.
Só tens de lhe dizer para ir (ao privado, pois então) à consulta da especialidade.
Se já foi, o mais provável é ter que fazer uma espirometria e, provavelmente, terá de usar "bombas" para ajudar a respirar.

Aqui também já me falaram de um caso semelhante. Segundo o que dizem por aí, esse vai ser dos grandes problemas que vão perdurar, sabe-se lá por quanto tempo. Se for crónico, é muito mau, mesmo para os serviços de saúde.
Esperemos que as mazelas vão passando :|

Abraço

dj
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por Peterams » 10/1/2021 3:43

Olá pepe7

Sugiro que leias a entrevista ao Dr. Jorge Torgal colocada por mim alguns posts atrás.

Ele endereça nas suas declarações os pontos que referes, indicando as medidas a tomar por forma a minimizar o impacto na sociedade. Demonstra ainda especial preocupação com o número de mortes não Covid, as quais estão em números preocupantes, e as quais resultam de diversos fatores nomeadamente a falta de apoio aos idosos e a falta de foco nas medidas dirigidas aos lares. Adicionalmente, refere alguns exemplos concretos dos efeitos nefastos dos confinamentos na população, especialmente na população mais idosa, do seu ponto de visto.

Em mensagens atrás referi outros efeitos igualmente nefastos na restante população.

Todos concordamos que medidas devem existir e que devemos todos contribuir. Aqui a questão é quais as medidas certas, que minimizem o impacto em todos, e que minimizem as mortes Covid e não Covid.
 
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por pepe7 » 10/1/2021 2:02

Peterams Escreveu:
pepe7 Escreveu:Não há forma de parar... :( , mas infelizmente era expectável e uma realidade.

EUA registam máximo diário de mortes devido à Covid-19 pelo segundo dia consecutivo
https://www.tsf.pt/mundo/eua-registam-m ... 04388.html


Claro que não há forma de parar, tal como não há forma de parar a propagação do virus da gripe todos os anos, mas mais uma vez ninguem pensa nisso e andamos completamente obcecados com as 500 noticias sobre Covid que saem nos media.


Coloquei a noticia face ao estado de situação actual pelo Mundo fora, de algo real e preocupante, tanto leio noticias sobre a Pandemia como outros temas, mas este é particularmente importante para mim, e se todos(população) estivessem atento, interessados, perceber o problema de forma prevenir para evitar a sua evolução, seria importante para todos e não estarmos como estamos...dúvida é que parte a população se preocupe em tal, em cumprir e aplicar, mas sim noutras coisas...mas admito que não é assim tb fácil...pois os hábitos, etc para muita gente é difícil de alterar...mas deviam fazer por isso...sinceramente o relaxamento em determinadas alturas é grave...e não vejo pelo que observo assim tanto "medo", sei é que quanto menor for o contágio exponencial, se for "moderado", melhor é para todos nós, isso sim.

Mas há países que conseguem controlar, nomeadamente asiáticos (poderemos é não os dados reais de alguns).
Mas por exemplo macau, entre outros conseguem e só ficam a ganhar, pois lá conseguem controlar a Pandemia e o numero de infectados, os que conseguem, evita tomada de medidas e mais medidas e a economia não pára, mas certamente não será ainda como no pré-covid.

Porquê que não há forma de parar?
Esta frase diz tudo :
Ulisses Pereira Escreveu:Se toda a gente fosse responsável não era preciso haver medidas. Mas infelizmente, sabemos como é a realidade.

http://caldeiraodebolsa.jornaldenegocios.pt/viewtopic.php?f=3&t=90128&start=7575#p1612262



Peterams Escreveu:A propagaçao do virus da gripe, assim como o Sars Cov 2 tem mais incidencia nos periodos mais frios e secos / ou quentes e humidos. Propaga-se mais facilmente e o povo está mais fragilizado. Daí que é natural que se estejam a assistir tantos internamentos nesta altura.


Penso que ainda é cedo (não faz sentido) para se falar sobre impacto da gripe sazonal , isto é, estar a atribuir aos internamentos actuais como sendo por gripe, tendo em conta os estudos de nove semanas de monitorização da gripe, apesar de ainda ser relativamente cedo para se saber o que vai verdadeiramente acontecer...e ainda estamos no inicio de janeiro e tenho fevereiro/março.
Mas com as medidas actuais, nomeadamente uso de máscara, etiqueta respiratório, higienização das mãos, uso de máscara) e não sendo tão contagioso como o vírus SARS-CoV, porventura podemos não ter uma gripe sazonal com baixa taxa de incidência, o que seria o menos mal, tendo em conta a Pandemia atual.

Gripe continua com taxa de incidência zero, nove semanas após início da época gripal

É de esperar época menos intensa do que em anos anteriores. Há apenas casos pontuais. Vários factores contribuem para baixa taxa de incidência, mas isso não significa que a gripe não venha a ter impacto no início do próximo ano.
A gripe pouco se fez notar até agora, mas ainda é cedo para dizer o que vai acontecer, alertam os especialistas. Por isso, embora seja de esperar uma época gripal menos intensa do que em anos anteriores, é preciso manter todos os cuidados para evitar que maior pressão possa recair sobre os serviços de saúde no início do próximo ano. Entre eles estão o uso de máscara e a desinfecção das mãos, medidas de prevenção para a transmissão do SARS-CoV-2, mas que também ajudam a combater a gripe e outros vírus respiratórios.

Das nove semanas de monitorização da gripe – desde que teve início a época gripal –, em apenas três relatórios semanais do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (Insa) houve registo de casos pontuais de gripe. Números tão baixos que não fizeram a taxa de incidência sair da chamada “zona basal”, ou seja, aquela em que é considerado que há ausência de actividade gripal. Por esta altura, no ano passado, o vírus da gripe começava a entrar na zona de actividade baixa.
O último relatório de monitorização da gripe do Insa, publicado na quinta-feira (período entre 30 de Novembro e 6 de Dezembro), refere uma taxa de incidência de zero por cem mil habitantes, assim como o anterior. Porém, salienta-se nos relatórios que “este valor deve ser interpretado tendo em conta que a população sob observação foi menor do que a observada em período homólogo de anos anteriores”.

Também no que diz respeito a consultas por síndrome gripal nos centros de saúde, em todas as regiões do país o registo está na zona basal. Apesar de os hospitais notificarem casos de infecção respiratória, provocados por vários vírus, até ao momento apenas dois doentes com gripe foram internados em cuidados intensivos.

“Não podemos tirar já conclusões sobre a época gripal, ainda estamos numa fase precoce”, diz ao PÚBLICO Cátia Caneiras, da Comissão de Trabalho de Infecciologia Respiratória da Sociedade Portuguesa de Pneumologia. “Embora se preveja uma menor actividade gripal do que no ano passado, espera-se um aumento em relação ao que está agora”, salienta a especialista, que recorda que “no ano passado o pico da gripe aconteceu na terceira semana de Janeiro”.
A redução da actividade gripal, acrescenta Filipe Froes, pneumologista e coordenador do Gabinete de Crise da Ordem dos Médicos para a Covid-19, já era de alguma forma esperada, tendo em conta o que aconteceu no Inverno do hemisfério sul. Além de salientar a possibilidade de um “início de actividade gripal mais à frente no tempo”, destaca outros factores que podem explicar o baixo registo de casos de gripe e um eventual pico mais tardio.
Temperaturas mais baixas
“As temperaturas mais baixas só se começaram a registar agora e este ano temos medidas de distanciamento social e de intervenção não farmacológica, como o uso de máscaras e desinfecção das mãos, que fazem diminuir a circulação do vírus”, explica Filipe Froes, que deixa um aviso: “Não podemos dizer que não vamos ter gripe e termos uma surpresa que venha agravar mais a sobrecarga sobre os serviços de saúde. Não podemos atenuar comportamentos nem minorar medidas de prevenção.”

“A implementação generalizada de medidas de controlo de infecção – o uso de máscaras, mais lavagem das mãos – protege para a SARS-CoV-2, para a gripe e para outros vírus respiratórios. São medidas que são comuns e são das mais eficazes no controlo de infecções, sejam virais sejam bacterianas”, reforça Cátia Caneiras, acrescentando que se “deve continuar a manter estas medidas. “Protege a nossa saúde e a dos outros, não só para a covid, mas também relativamente à gripe.”

A especialista destaca também o efeito da vacina da gripe. “Pelo segundo ano consecutivo temos uma vacina tetravalente, que garante maior abrangência dos serotipos [dos vírus da gripe] em circulação. Já na época gripal 2019/20, comparativamente com a época anterior, tivemos uma intensidade mais baixa”, explica. Este ano, a vacinação foi dividida em duas fases, a primeira elegendo como prioritários os idosos em lares e profissionais de saúde.
https://www.publico.pt/2020/12/15/sociedade/noticia/gripe-continua-taxa-incidencia-zero-nove-semanas-apos-inicio-epoca-gripal-1942981



Minuto : 10:54 - https://sicnoticias.pt/especiais/coronavirus/2020-12-06-Pedro-Simas-Eu-acho-que-a-gripe-nao-vai-ser-problema-nenhum

"Em relação à gripe, Pedro Simas explica que esta é um vírus sazonal e não pandémico. E com todas as medidas que se estão a tomar para evitar a propagação da covid-19, entende que a "gripe não vai ser problema nenhum".


Peterams Escreveu: Escusam de diabolizar natais e anos novos.


Estar a desvalorizar e ignorar as consequências do ocorrido no natal e passagem de ano, ao dizer "diabolizar" , é não ter a noção da realidade actual, pois a tradição de natal e passagem de ano são reencontros e confraternização entre familiares, amigos que não se encontram há muito tempo e durante o ano, imenso contacto social, algo que o vírus "gosta", não tem nada de distanciamentos social, tal como o problema do estar sentados há mesa a degustar, logo nunca pode ser com máscara...
O que está a acontecer e o que vai provocar, infelizmente ´´e sem margens para dúvidas o reflexo de tudo o que se fez no natal e passagem de ano...

Todos foram alertado para tal, sinceramente acho que devia ter sido noutro tom, mas a mensagem foi clara...e até postada aqui no tópico, mas que muitos infelizmente não deram o devido valor, respeito e sentido de responsabilidade, nunca essa época podia ser igual aos outros anos...deveria ser restrita ao seio da família que coabita na mesma casa.

No meu entendimento as medidas no natal deveria ter sido mais apertadas, a questão é se depois as cumprem... :roll:, ao invés tivemos alivio de restrições do qual respeito e entendo pela questão económica..se os governos tem mantido ou apertado as restrições, seja lá qual for o partido...a população vem logo criticar...mas depois o resultado final: mais medidas e provavelmente outro confinamento, tal como estão a aplicar outros países...e este podia ter sido evitado..pela população...depois, uns mais que outros, mas é sempre mau para todos nós...


A 06.12.2020 às 20h15 - Minuto : 9:20 : : https://sicnoticias.pt/especiais/coronavirus/2020-12-06-Pedro-Simas-Eu-acho-que-a-gripe-nao-vai-ser-problema-nenhum "deitar tudo a perder": "isso preocupa-me imenso...neste momento estamos numa segunda vaga que é grande, começou a baixar um bocadinho, mas ainda não encontramos uma estabilidade de um planalto..temos que encontrar um planalto..."
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por Peterams » 9/1/2021 23:31

Entrevista de ontem ao Jornal Público de Jorge Torgal (http://www.jorgetorgal.com) ex-direitor do Infarmed até 2012 , professor catedratico da Univ. Nova e com extenso currículo ligado à saude pública, epidemologia e doenças transmissíveis, o qual pode ser consultado no seu site.

Condena a abordagem atual, explicando porque não funcionará e apresenta alternatvas. Já em Outubro passado havia dado uma entrevista ao mesmo jornal.

Entrevista de 8 Jan: https://www.publico.pt/2021/01/08/polit ... de-1945612 / Entrevista de Out 2020: https://www.publico.pt/2020/10/22/socie ... id-1936201

Vamos fechar tudo outra vez?
O confinamento baixará a transmissão da infecção mas não vai resolver aquilo que para mim é o essencial, que é baixar o número de mortos pela doença. Sabemos que a maioria das infecções não provoca doença e, olhando para a mortalidade, sabemos que são aqueles que têm mais de 80 anos que morrem com covid. Não é que a covid os mate: a covid é o factor desencadeante das outras patologias e fragilidades que essas pessoas têm. Podemos confinar, politicamente será difícil fugir a essa decisão, é aquela que os países da Europa na sua generalidade têm tomado com a excepção da Alemanha que tomou medidas bem precisas e localizadas. A força política para que isso aconteça é muito grande. Basta ler os jornais que há dois dias pedem que tudo se feche. E esta é também uma forma de acalmar o medo que se foi instalando. Mas a eficácia do confinamento é muito baixa.

Fechar tudo tem uma eficácia baixa? Porquê?
A eficácia para evitar as mortes é muito baixa. E a mim o que me preocupa é evitar que as pessoas morram. Acho que devíamos tomar medidas diferenciadas. Ando a pedir isso desde Outubro, medidas dirigidas àqueles que têm mais de 80 anos, as que estão nos lares, as que vivem sozinhas e as que as câmaras municipais sabem que vivem isoladas dentro da comunidade urbana. É junto delas que devemos actuar. E por uma dupla razão: estamos a viver uma época de frio e só o frio é um factor de morte muito importante. O frio conjugado com a infecção é exponenciar o risco de mortalidade. Acho que o Governo e os municípios deviam ter capacidade de actuar com medidas directas juntos dos mais frágeis da comunidade, ajudando-os a passar este período, quer com o frio, quer com a alimentação. Confinar não vai ajudar as pessoas a obter os seus alimentos de uma forma normal, nem ajudar a que as famílias lá vão. Por outro lado, é preciso apoiar as instituições. Vemos todos os dias que numa instituição há 50 idosos infectados e 20 funcionários infectados. E quem toma conta dessas pessoas? Onde estão as pessoas para lhes dar de comer, de cuidar delas do ponto de vista da higiene pessoal? Verificar se têm febre, se têm necessidade de oxigénio? Há um conjunto de medidas simples que se devem tomar e não a medida geral de ficar em casa.

Não baixará a mortalidade?
Baixa a transmissão, mas não diminui a mortalidade e isso é muito preocupante. E é preciso ver que estas pessoas têm outra fragilidade da maior importância, a fragilidade social. Eu lembro que há um milhão e novecentos mil portugueses que vivem com pensões de reforma abaixo de 400 euros. Estas pessoas não têm meios para ter aquecimentos eléctricos ou ter funcionários que as apoiem. As câmaras municipais e o Governo podiam e deviam tomar acções directas junto da comunidade. O confinamento vai provocar enormes problemas sociais e pode mesmo ter efeitos contraproducentes na população com menos meios que vive em habitações sobrelotadas. A medida simples de confinamento que é politicamente desejada por muitos – não sei bem porquê, talvez pelo medo – tem consequências económicas muito graves, consequências sociais graves e não resolve aquilo que para mim é o essencial, a mortalidade. Dizem que o confinamento permite baixar a pressão sobre os hospitais. Mas a gente já sabe que os nossos colegas dos hospitais sofrem muitos todos os anos no Inverno. São poucos, as condições de trabalho são difíceis, andaram-se 10 anos a diminuir as camas dos hospitais porque não eram precisas… Mas todos os anos no Inverno, basta ler os jornais do ano passado… A pressão nos hospitais também se diminui agindo a montante, junto dos mais frágeis.

Mas o que se pode fazer para evitar as mortes dos maiores de 80? As câmaras apoiarem as pessoas que vivem sozinhas?
As câmaras podem levar a casa [dos idosos] alimentos, mantas, ver se têm condições para se proteger do frio, dando números de telefone de contacto. As câmaras sabem muito bem como se faz esta acção social. Numa situação de emergência, tem que haver um programa mais decisivo. Tem que ser o Governo a incentivar as câmaras.

As escolas vão ficar abertas, como o senhor já defendeu no passado…
Todos os dados indicam, agora mais do que no passado, que a transmissibilidade nos jovens não é relevante, tem pouco impacto em termos da epidemia. As escolas devem continuar abertas. É um factor de normalização da sociedade. A sociedade não pode estar fechada. Nós não podemos parar a sociedade com medo de um vírus que é letal, mas vemos que a sua letalidade é bem marcada. E tem aumentado nos maiores de 80 anos. A meio de Novembro era de 135 mortes em cada 1000 infectados e no dia 5 de Janeiro era já de 144. A diferença é abissal. Entre as pessoas entre 50 e 59 anos a mortalidade é 4 em cada 1000.

Acha que as eleições presidenciais devem ser adiadas? Não há um risco da população idosa não ir às mesas de voto por medo?
Acho que aquilo que a Comissão Nacional de Eleições disse, que os idosos devem ir votar e voltar para casa, é para apanhar um golpe de frio que os vai matar. Por outro lado, é aumentar o risco do contágio que vai contra a lógica de baixar a contagiosidade em geral com o confinamento. Acho que os idosos são aqueles que mais votam, olhando para os últimos anos. Havendo um problema tão grande de abstenção, ainda vai aumentar mais esse problema. É evidente que estas eleições são particulares, como em todas as outras o Presidente que se recandidata é reeleito. Mas de qualquer modo eu não gostaria de ser reeleito com uma abstenção superior a 50 por cento seja para que for. Acho que se pudessem ser adiadas, poderiam e deveriam ser. Se é constitucionalmente possível…

Pode-se fazer uma revisão constitucional relâmpago…
Isso já não é comigo (risos). Mas do ponto de vista da saúde da sociedade [a realização da eleição a 24 de Janeiro] é um acto que não facilita a saúde pública, principalmente no grupo mais frágil. Se esse grupo seguir as recomendações, não vai votar. Não deve ir votar. Estamos aqui numa contradição: o mesmo Governo que quer proteger os cidadãos, diz-lhes que têm que infringir essa protecção para cumprir um acto cívico. Acho que há aqui uma contradição. A bem da saúde, nada obstaria a que as eleições presidenciais fossem mais tarde.

Agora começámos a vacinação…
Gostava que as pessoas entendessem que as vacinas não vão acabar com o vírus na sociedade. A covid vai continuar por muitos anos. A vacina irá evitar que as pessoas infectadas venham a ter uma doença grave. Vai evitar a morte. É por isso que devíamos pôr como primeira prioridade os maiores de 80 anos e os profissionais de saúde que estão a trabalhar na primeira linha. Não o geral dos profissionais de saúde, esses deviam vir a seguir. Podemos ter 20 mil casos de infecção por dia desde que não haja 100 mortes
 
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por pepe7 » 9/1/2021 22:00

djovarius Escreveu:Além disso, não se deve esquecer de que não só os óbitos.
Há que evitar infeções a todo o custo, até porque muitos "sobreviventes" vão ficar com comorbidades por muito tempo, isso já se sabe, quiçá para o resto da vida, mas isso ainda não se sabe.
De qualquer maneira, mais pressão no futuro sobre os serviços de saúde que não ocorreria sem a covid-19 - isto ainda é pouco falado, mas deveria ser.


Isto só é inevitável devido à tradicional permissividade deste lado do mundo. Quando tudo parece melhor, pensa-se que está resolvido.

Custa-me a pesquisar na Net e verificar que, por exemplo, o Algarve tem hoje mais casos ativos que a China, Austrália e Nova Zelândia, todos juntos.
Isto não pode ser trivial nem ficar assim sem que se apontem dedos.

Mas aqui não vou entrar só na questão da política, é algo que tem a ver com a sociedade também… :oops:

Abraço

dj


Sem duvida djovarius,

Já se abordou um pouco sobre isso aqui, o Ulisses já falou e não só, tb já coloquei aqui informação sobre as sequelas....
Não é "apenas" os problemas de saúde, o próprio desempenho profissional e pessoal após infectados e os problemas psicológicos, não estou a falar do dito "medo", já há evidencias de perturbações psicológicas e sequelas neurológicas...e não estou só a falar dos que estiveram nos internamentos e UCI, mesmos os assintomáticos e pré-assintomáticos...

Tenho o exemplo de amigo (mas há já diversos casos), esteve 4 dias da cama com alguns dificuldades mas nunca foi hospitalizado, na faixa dos 30 anos, desportistas, cinturão preto judo, personal trainer, saudável e que faz uma alimenta cuidada, passados meses tem ainda dificuldades respiratórios, quer a praticar desporto e mesmos em repouso, e já está a ser acompanhado por especialista. O Pai com 60 e tal anos teve covid e aparentemente está bem...isto para dizer que o vírus não "actua" da mesma forma...algo que ainda não é bem claro quanto aos verdadeiros motivos de tal...os médicos em diversas situações não sabem como vai evoluir a situação clínica dos paciente...mesmo os maior novos...diversas vezes o estado altera-se de tal forma que não sabem o que vi acontecer...isto não é linear...
Dizer que isto só afecta os mais idosos é uma "ilusão"...
E as sequelas não são apenas nas vias respiratórias...
E a questão dos reinfetados...

Doentes continuam com sintomas seis meses após alta hospitalar

A conclusão consta num estudo realizado na China e publicado na revista científica The Lancet.

Um estudo realizado na China, e esta sexta-feira divulgado, revela que a maioria dos doentes covid-19 continuou a ter pelo menos um sintoma seis meses após a alta hospitalar, sendo a fadiga ou a fraqueza muscular o mais apontado.

O estudo, publicado na revista médica britânica The Lancet, inclui dados de 1.655 doentes covid-19 que tiveram alta do Hospital Jin Yin-tan, em Wuhan, na China, onde foi detetada pela primeira vez a infeção, em dezembro de 2019, antes de se tornar uma pandemia.

Os doentes, que tinham em média 57 anos, tiveram acompanhamento após a alta hospitalar, que durou em média seis meses.

Para efeitos do estudo, responderam a um questionário de avaliação de sintomas e qualidade de vida, fizeram exames, testes laboratoriais e um exercício de caminhada de seis minutos.
Adicionalmente, foram feitos novos testes a 94 doentes cujos níveis de anticorpos no sangue tinham sido registados no auge da infeção para um estudo anterior.

De acordo com o estudo hoje publicado, 76,4% dos doentes manifestaram ter pelo menos um sintoma comum da covid-19 passados seis meses sobre a alta hospitalar, com a fadiga ou a fraqueza muscular (62,7%) a ser o mais citado, seguindo-se a dificuldade em dormir (26,4%).

Os autores ressalvam que, pela análise dos dados, não foi possível determinar se os sintomas reportados pelos inquiridos foram persistentes após a infeção, pioraram depois da recuperação ou ocorreram após a alta hospitalar.

O estudo, que pretendeu aferir os efeitos a longo prazo da covid-19, doença respiratória causada por um novo coronavírus, concluiu que os níveis de anticorpos neutralizadores caíram 52,5% ao fim de seis meses nos 94 doentes cuja resposta imunitária tinha sido testada no pico da infeção, "levantando preocupações sobre a possibilidade de serem reinfetados" pelo SARS-CoV-2.

Uma vez que o número de participantes com resultados de testes de anticorpos é limitado, terá de ser considerada uma amostra maior para esclarecer como os níveis de anticorpos neutralizadores do coronavírus da covid-19 mudam com o decorrer do tempo, advertem os autores do artigo, citados em comunicado pela The Lancet.

Testes laboratoriais revelaram, ainda, que a função renal de 107 doentes (entre 822 escrutinados neste campo) piorou após a alta hospitalar (os rins são um dos órgãos afetados pela covid-19).
https://www.tsf.pt/mundo/doentes-continuam-com-sintomas-seis-meses-apos-alta-hospitalar-13211074.html
Editado pela última vez por pepe7 em 10/1/2021 17:16, num total de 1 vez.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por djovarius » 9/1/2021 20:55

Além disso, não se deve esquecer de que não só os óbitos.
Há que evitar infeções a todo o custo, até porque muitos "sobreviventes" vão ficar com comorbidades por muito tempo, isso já se sabe, quiçá para o resto da vida, mas isso ainda não se sabe.
De qualquer maneira, mais pressão no futuro sobre os serviços de saúde que não ocorreria sem a covid-19 - isto ainda é pouco falado, mas deveria ser.

Isto só é inevitável devido à tradicional permissividade deste lado do mundo. Quando tudo parece melhor, pensa-se que está resolvido.

Custa-me a pesquisar na Net e verificar que, por exemplo, o Algarve tem hoje mais casos ativos que a China, Austrália e Nova Zelândia, todos juntos.
Isto não pode ser trivial nem ficar assim sem que se apontem dedos.

Mas aqui não vou entrar só na questão da política, é algo que tem a ver com a sociedade também… :oops:

Abraço

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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por pepe7 » 9/1/2021 20:52

Já agora...

Os 15 sem Covid-19. Lugares onde a pandemia nunca chegou
Os habitantes destes locais não tem de cumprir confinamentos, usar máscara ou cumprimentar com o cotovelo, mas não quer dizer que tenham uma vida melhor.


Ao chegar à Antártida em dezembro de 2020, o coronavírus atingiu todos os continentes e praticamente todos os países do mundo. Mas ainda há locais que resistem ainda e sempre ao vírus invasor.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, são 15 os territórios com zero casos de Covid-19 até ao momento, a grande maioria ilhas do Pacífico, que ao fechar as fronteiras evitaram a pandemia.

Nos primeiros meses, as Ilhas Cook ainda se preparam para o pior. Com 22 médicos e apenas dois ventiladores para uma população de 17.500 pessoas, o medo instalou-se.

Na ilha mais populosa, Rarotonga, as escolas fecharam e encorajou-se o distanciamento social. No entanto, o tempo passava e não foi registado qualquer caso de Covid-19.

vida voltou ao normal, mas as consequências de manter as fronteiras fechadas desde março do ano passado são pesadas. O turismo contribui em dois terços do Produto Interno Bruto (PIB) das ilhas Cook, pelo que muitos só têm sobrevivido graças aos apoios do Governo.

O mesmo se verifica nas ilhas de Tonga, Kiribati, Samoa, Samoa Americana, Niue, Micronésia, Nauru e Tuvalu. Ninguém entra e ninguém sai, o que manteve o vírus distância, mas a economia ressentiu-se.

Quanto maior o isolamento, mais facilmente se evita o vírus. É o caso das ilhas de Tokelau e Pitcairn, que não têm quaisquer ligações aéreas, onde o vírus nunca chegou, conta o The Guardian.

Em Koror, a ilha mais populosa e capital económica do arquipélago de Palau, também não se registou qualquer caso de Covid-19, mas com apoio dos Estados todos os habitantes vão receber a vacina da Moderna até ao meio do ano.

No Atlântico, a ilha de Santa Helena parece ter passado ao lado da pandemia, enquanto a Coreia do Norte e o Turquemenistão não reportaram quaisquer contágios à Organização Mindial de Saúde, mas há grandes dúvidas sobre se a verdade está a ser encoberta pelos respetivos regimes.

As Ilhas Salomão quase escaparam à Covid-19 - registam até ao momento apenas 17 casos de contágio, mas 57% das famílias assumem que tiveram de cortar na alimentação devido à perda de rendimentos.

Nas Fiji, com apenas 53 casos de Covid-19, a economia sofreu uma quebra de 20% em 2020 e milhares viram-se obrigados a abandonar empregos no setor do turismo para apostar na agricultura de subsistência.

Já o arquipélago de Vanuatu é o território com menos casos de Covid-19 em todo o mundo: apenas um homem de 23 anos que estivera nos Estados Unidos foi infetado.
https://www.tsf.pt/mundo/os-15-sem-covid-19-lugares-onde-a-pandemia-nunca-chegou-13200274.html

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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por pepe7 » 9/1/2021 20:41

Peterams Escreveu:
MarcoAntonio Escreveu:Vou só dizer que em termos anuais o impacto das medidas em termos de GDP foi relativamente limitado e verificou-se que a economia recuperou bastante rapidamente assim que se aliviaram as medidas.


O PIB desceu cerca de 8% em 2020. Maior queda desde que existe registo na Pordata e por uma grande margem (5% em 1975).


A Suécia não confinou na primeira vaga, aplicou medidas mais suaves, e o que é que ganhou em termos económicos a partir do segundo trimestre de 2020, em comparação com os seus  países vizinhos? Nada!Infelizmente "ganhou", mortalidade...
Penso que podiam ter evitado tal, se levarmos em linha de conta que são um país em tudo similar aos países vizinhos, quer em termos económicos, sociais (hábitos sociais, etc...).

Nº de mortos por milhão de habitantes:
Suécia 624
Dinamarca 133
Finlândia  67
Noruega 56
Fonte:
https://www.worldometers.info/coronavirus/#countries

Em relação ao PIB do 1º trimestre:
em cadeia, ano anterior
Suécia -0,3 0,5
Dinamarca -1,9 0,3
Finlândia 0,1 0,4
Noruega -1,2 0,3

Em relação ao PIB do 2º trimestre:
em cadeia, ano anterior
Suécia -8,3 -7,7
Dinamarca -6,9 -?
Finlândia -4,5 -6,4
Noruega -6,3 -4,7

Em relação ao PIB do 3º trimestre:
em cadeia, ano anterior
Suécia 4,3 -3,5
Dinamarca 4,9 -3,4
Finlândia 2,6 -3,9
Noruega 5,2 ?

Taxa de desemprego em Setembro:
Suécia 9,2
Dinamarca 6,1
Finlândia 8,3
Noruega 5,3 (Agosto)

Fonte:
https://ec.europa.eu/eurostat/documents ... 1ecaca7e8c

https://www.ssb.no/en/knr

https://ec.europa.eu/eurostat/documents ... a5f7502d4e


http://caldeiraodebolsa.jornaldenegocios.pt/viewtopic.php?f=3&t=90128&p=1596992&hilit=dinamarca#p1596992

Suécia perante crise económica profunda apesar de confinamento pouco restrito
A resposta da Suécia à crise da pandemia de covid-19 foi altamente contestada por muitos, já que deixou grande parte da sua economia de portas abertas, ou seja, sem medidas rigorosas de "lockdown". Ainda assim, está a caminho da sua pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial.
https://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/suecia-perante-crise-economica-profunda-apesar-de-confinamento-pouco-restrito



A economia da Suécia não está mal, mas as dos vizinhos nórdicos estão melhores. O que correu mal na estratégia de Estocolmo?
https://observador.pt/especiais/a-economia-da-suecia-nao-esta-mal-mas-as-dos-vizinhos-nordicos-estao-melhores-o-que-correu-mal-na-estrategia-de-estocolmo/


Já agora, em março tínhamos dados científicos concretos do verdadeiro impacto da mortalidade e em que faixas etárias incidia esta Pandemia?
Penso que não, então imaginem qual seria o impacto na mortalidade na primeira vaga sem confinamento, caso a mortalidade fosse idêntica à pandemia de 1918/19 (gripe espanhola) e com a velocidade de contágio vírus SARS-CoV...
Sinceramente nem sei se cientificamente tal é possível, e espero que tal nunca aconteça.
Mas tal fosse possível e acontecesse em março, o que diria dos inúmeros países à escala mundial que aplicaram o confinamento, se não tivessem feito confinamento no início da Pandemia?
Quem é que queria correr esses riscos, face à incógnita?

Outra questão, se Portugal está como está agora e não só, após praticamente 10 meses de Pandemia, infelizmente, mas é uma realidade, algo expectável face à época natalícia e ano novo, aliás mesmo antes do natal face ao comportamento da população, etc, e com menos medidas que grande parte dos países da  Europa, o que teria acontecido a nós e não só (ao observar o cenário atual e real), nos meses após o início da Pandemia, perante um vírus desconhecido nessa altura, sem as condições atuais nos hospitais (reforço dos profissionais de saúde, aumento da capacidade nos internamentos e UCI, aumento brutal dos profissionais na linha SNS, infelizmente suspensão da atividade não urgente para elevar os planos de contingência, aumento brutal e nunca visto dos equipamentos de proteção individual, etc, etc....infelizmente ainda é "escasso" para o que aí vem, o desejado seria ter melhores condições, mas o problema não deixa de ser global...mas é preciso perceber que as condições atuais não são comparáveis ao pré-covid e aos meses após início da Pandemia. 

Pergunto: O que teria acontecido a Portugal se não tem confinado na primeira vaga, quando à mortalidade nos primeiros meses da Pandemia e à economia, com grande partes dos países a nível mundial em confinamento e dos quais estamos dependentes?
Querem ver que iríamos ter crescimento, a economia a funcionar normalmente, inundada de turistas, etc....??? Pura ilusão...

O Porquê de no Verão já sem confinamento em geral, não tivemos mais turismo, por exemplo no Algarve? Porque os turismos por opção de todas as incertezas não vieram...e porque nomeadamente a Reino Unido fez o que fez...e não foi só UK, obrigar quarentena no regresso...e os turistas não viriam como desejávamos, alias até foi algo injusto("estivemos na lista negra"), pois Portugal na primeira vaga teve bem, quer em termos de infectados e mortalidade. Se nada se tivesse feito e consequentemente muita mortalidade, o que é que os países nos faziam e os turistas vinham??? Mais uma ilusão...


Basta observar o que se passou na Suécia quanto à mortalidade e à economia, e estamos a comparar países totalmente diferentes quer em hábitos sociais (distanciamento, mais disciplinados, etc) e em termos econômicos, pois são uma economia bem melhor que a nossa. 
Entretanto a Suécia já alterou a sua postura...

Peterams Escreveu:Estes confinamentos destruidores do país e da sociedade só agravam cada vez mais a situação portuguesa e europeia. Mesmo considerando a gravidade da situação e confiando em todas as estatisticas há mais soluções possíveis. Confinamentos abrandam taxa de propagaçao mas com enormes repercussões na sociedade, nao so em termos economicos mas em termos de saúde da popupalaçao. E sabem quem sofre mais? Idosos e classes menos favorecidas. Sim, porque a maior franja da populaçao tem de continuar a ir trabalhar e continuar a ficar exposto ao virus, nao pode ficar em teletrabalho.
http://caldeiraodebolsa.jornaldenegocios.pt/viewtopic.php?f=3&t=90128&p=1611440#p1612094

Qual teria sido a sua sugestão para a resolução do problema aquando da primeira vaga, face ao que diz acima?

Digamos que à posterior é uma "pouco mais fácil" opinar...mas face a este problema que assola a Europa e o Mundo, em que diversos países, por exemplo na Europa Ocidental e Sul, não conseguem uma solução para o problema, acabam por optar novamente pela via do dito confinamento "total"...pois os sistemas de saúde não tem capacidade de resposta com o agravamento da situação...aumento exponencial do número de infectados e consequente agravamento do aumento de internamentos e internamentos em UCI e mortalidade...repito este problema é geral, nomeadamente nos países mais afectados...

Sinceramente, duvido que tivesse/tenha essa capacidade, primeiro porque os países mais afectados não conseguem obter solução para o problema com o aumento exponencial do contágio, porque os sistemas de saúde não tem capacidade para tal face a esse aumento, pois por natureza já são "débeis" em geral, nomeadamente nos países mais pobres e não só...
Segundo porque decorridos praticamente 10 meses após inicio da Pandemia na Europa, ainda não tem a noção de como se reflecte na prática o impacto do aumento exponencial de infectados na mortalidade e nos sistemas de saúde.
Peterams Escreveu:O número de casos ativos, apesar de estar em subida, já esteve mais alto, em 15/11. O nº de mortes diárias está em linha com o que se passou em Nov/Dez. Para já, não está mais grave que na altura, em termos de números. No entanto, as pessoas estando mais debilitadas encherão mais as urgências por Covid e outras doenças não relacionadas, também motivo do confinamento on/off que se verifica há 1 ano, que tem um enorme impacto na população.

https://covid19info.live/portugal/

http://caldeiraodebolsa.jornaldenegocios.pt/viewtopic.php?f=3&t=90128&start=7575#p1612268

Apesar de a mortalidade incidir sobre as faixas etárias mais altas (Idosos), não morrem só idosos, e os internamentos e internamentos em UCI não tem só Idosos, enganasse quem pensa assim...passam lá muitas pessoas de faixas etárias mais baixas e jovens, com estados clínicos reservados e graves, outros que requer muitos cuidados e que a qualquer momento o estado clínico pode agravar-se....com uma ruptura do sistema de saúde, acredito que teria implicações na mortalidade de pessoas mais novas, quer por covid e não covid. 

Nota : Nunca fiz confinamento, fez a minha esposa, já tive há muitos anos os meus Pais desempregados ao mesmos tempo, pois trabalhavam na mesma empresa, foram para o desemprego, o meu Pai acabou por emigrou alguns anos, com três filhos ainda crianças, não foi fácil, mas nunca passamos fome, somos da classe baixa, não tivemos o que muitas crianças tiveram e querem ter, e nem falo no que eles tem nos tempos actuais.. .mas tivemos o essencial, sobrevivemos e estamos vivos (excepto a minha mãe, infelizmente) e de saúde, graças aos meus Pais. Portanto tenho sensibilidade para os problemas económicos, mas imenso pela vida humana que não tem "preço" e sem saúde nada somos ...e a vida é só uma, e os idosos tem todo o direito a viver, seja mais 3/5/10/15 anos...
A Pandemia é que está a provocar tudo isto, depois a população não cumpre as medidas, pois pelo que temos observado não tem sido fácil de uma forma ou outra resolver o problema e muito menos num curto espaço de tempo....porque a sociedade não estava/está preparada para isto.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por Peterams » 9/1/2021 14:27

AmigosdaBolsa Escreveu:
Impacto esse que ainda decorre, não é imediato. Quantas medidas estão a decorrer? Os layoffs, moratórias, impossibilidade de cortes nos serviços chamados essenciais. E quando isso acabar?

As desigualdades tenderão a ter um fosso maior (não sei como está agora, mas via-se no pós-queda covid a recuperação do SP500 devido meia dúzia de empresas em claro contra-ciclo das restantes).

Espero estar enganado, mas o pior ainda está para vir. E quem fala que somos dos que temos medidas menos restritivas, também seremos dos menos capacitados a conseguir suportar e dar essa ajuda. Na Alemanha ajuda do governo as empresas que foram obrigadas a fechar foi superior ao que as empresas conseguiriam se tivessem a laborar pois não tiveram em consideração o custo de estar aberto. É para quem pode.


Tens toda a razão. Quando isso acabar, Portugal foi-se, sobrarão as grandes empresas e grupos económicos que tiveram solidez para sobreviver ou que beneficiaram disto (como a grande distribuição).

Entretanto, as classes mais altas, que por acaso até são aquelas que mais podem fazer teletrabalho, continuam protegidas. As classes mais baixas, ou têm de continuar a ir trabalhar para fábricas por exemplo, ou são colocadas em casa em layoff ou com despedimento resultado disto tudo.

O exemplo da Alemanha é um bom exemplo pois tendemos a comparar as medidas mas esquecemos as contrapartidas. Se obrigam tudo a fechar mas pagam em concordância, tiram com uma mão mas dão com a outra, não tem comparação com a realidade portuguesa, onde retiram o tapete aos mais desprotegidos. De qualquer forma, mesmo na Alemanha o GDP cairá (no ano passado) entre 5 e 6%.

Olhar para isto apenas do lado da contaminação coletiva é uma péssima abordagem, além de não funcionar, tem consequências gravíssimas. Há que olhar pelo prisma da resposta dos cuidados de saúde aos infetados.
 
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por Peterams » 9/1/2021 14:16

AmigosdaBolsa Escreveu:
Mas há medidas que também tenho dificuldade em perceber. Fechar o comércio as 13h? Não puder ir para outro concelho?


Essa medida das 13h é um exemplo de medida que toda a gente já entendeu que só prejudica a sociedade mas que continua a ser praticada. Chega e Iniciativa Libeiral já se queixaram da mesma mas os cães ladram e a caravana passa. Não faz qualquer tipo de sentido essa medida.
Editado pela última vez por Peterams em 9/1/2021 14:28, num total de 1 vez.
 
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