CoronaVirus, panico justificado...?
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
MarcoAntonio Escreveu:BearManBull Escreveu:Tem uma relação abismal, isso verifica-se facilmente na assimetria dos casos pelas regiões em Portugal.
Como é que isolaste os potenciais confounding factors? Tens alguma publicação credível a sustentar que é abismal que possas partilhar? Eu acho que tu "decidiste" que era abismal com base em evidência/análise extremamente dúbia. Basicamente o que estás a fazer é desvalorizar estudos para depois apresentares algo 100x menos credível. Claro que assim podes acreditar no que quiseres (e estás no teu direito) mas o problema de fundo é o que acabei de dizer.
Obviamente que é sem base de método científico, mas parece-me algo evidente. De outra forma era quase certo termos outro tipo de dispersão do vírus.
Honestamente a primeira vaga na minha opinião foi também suavizada com a ajuda da chegada de temperaturas mais altas.
Bottom line acima de tudo nas medidas sou completamente contra as restrições da mobilidade e confinamento total em casa. Que obriguem a fechar espaços públicos, ainda aceito, mas restringir alguém de sair de casa, do concelho ou do país não consigo assimilar isso.
“It is not the strongest of the species that survives, nor the most intelligent, but rather the one most adaptable to change.”
― Leon C. Megginson
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
BearManBull Escreveu:Tem uma relação abismal, isso verifica-se facilmente na assimetria dos casos pelas regiões em Portugal.
Como é que isolaste os potenciais confounding factors? Tens alguma publicação credível a sustentar que é abismal que possas partilhar? Eu acho que tu "decidiste" que era abismal com base em evidência/análise extremamente dúbia. Basicamente o que estás a fazer é desvalorizar estudos para depois apresentares algo 100x menos credível. Claro que assim podes acreditar no que quiseres (e estás no teu direito) mas o problema de fundo é o que acabei de dizer. Dizes que os estudos valem o que valem e depois apresentas uma metodologia que nem estudo se pode chamar e que é imensamente menos credível.
E é muito importante também de referir aqui: correlation does not imply causation.
BearManBull Escreveu:O que eu queria enfatizar é que a retórica do se não confinarmos, cai o Carmo e a trindade não é factual.
Cair o Carmo e a Trindade e "era o fim do mundo" também é retórica tua. Vais encontrar as mais variadas opiniões e arriscaria que a maior parte não diria que cai ou cairia o Carmo e a Trindade. Talvez que sem as medidas que foram tomadas na altura, os sistemas de saúde teriam entrado em ruptura em mais locais (por exemplo).
A minha opinião pessoal é que as medidas mais restritas (que foram temporárias) foram justificadas/razoáveis à data, perante a informação disponível. Julgo que, numa medida que não consigo precisar, terão evitado algo pior (e em vários casos, é bem possível que praticamente tenham evitado a primeira vaga por completo). Mas é tanto quanto consigo dizer e no final, é só uma opinião (ainda que informada por uma série de estudos que já se realizaram para tentar aferir o impacto individual de diferentes medidas).
Uma adenda:
Há também uma diferença bastante importante entre a primeira vaga e a segunda que é tempo. E este era um argumento para as medidas (que foram sempre apresentadas como temporárias) mais fortes na primeira vaga: ganhar tempo. Porque entretanto, melhor ou pior, preparamos melhor o sistema de saúde para responder à segunda vaga, estamos melhor equipados (até ao nível do grande público, lembre-se que em Março/Abril nem máscaras havia, o que havia esgotou logo tudo) e conhecemos mais sobre o virus agora. Ganhou-se tempo, sabe-se mais e estamos em melhores condições do que em Março e portanto agora já se tomam medidas mais ligeiras (na segunda vaga, de uma forma geral, considerou-se que aquelas medidas mais restritas seriam tomadas agora só em último recurso... mas em Março estavamos às cegas, há uma diferença de pespectiva situacional que é enorme). Enfim, tudo isto me parece bastante razoável e justificado e nem percebo o sururu. Mas isto sou eu.
FLOP - Fundamental Laws Of Profit
1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Ulisses Pereira Escreveu:BearManBul, mas não podes comparar um país com os hábitos de vida da Suécia com Portugal, Espanha ou Estados Unidos. É por isso que a comparação deve ser com povos com semelhanças culturais, senão não faz qualquer sentido. O víus transmite-se pela multiplicação de contactos e a forma de viver de um sueco ou de um latino tem tanto de comum como eu tenho com o Brad Pitt.
Abraço,
Ulisses
Entendo isso, não era onde queria chegar. Honestamente até acho a Suécia mais próxima de Portugal do que dos vizinhos, pelo menos nas visitas que fiz fiquei com a ideia que são os que têm um bocado mais de vida...
O que não é consistente é que a Suécia tenha reduzido o R<1 sem recorrer a confinamentos, quando segundo os especialistas isso não deveria ser possível. Mesmo agora, o governo acaba de introduzir medidas mais agressivas, mas o pico parece já ter sido atingido a meio de Novembro, provavelmente a "auto organização" da população já decorria desde o início do mês.
Editado pela última vez por BearManBull em 4/12/2020 17:09, num total de 1 vez.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
MarcoAntonio Escreveu:BearManBull Escreveu:Pois é a verdade. Por exemplo no caso da Suécia toda a gente fala que foi algo ultra anti ortodoxo, mas a realidade é que se seguirmos os modelos convencionais dos epidemiologistas a Suécia devia ser um cemitério com centenas de milhares de mortos neste momento. A epidemia devia ter ficado completamente fora de controlo, o que não se verificou nem de perto, existindo outros casos em que países com confinamento com números bem piores (Espanha, Itália,...) apesar de terem temperaturas muito mais adversas para o vírus. Só por aí se vê que estas análises valem o que valem. Algum valor têm mas muito menos do que aquilo que lhe é atribuído.
Não sei em que se baseia esta hipérbole toda mas a Suécia aplicou medidas num modo mais soft que os outros países e não só tomou medidas como era pedido que as pessoas que tivessem sintomas ficassem em casa (uma parte da estratégia passou por confiar que as pessoas fariam o que era correcto sem ter de impor). Também não percebo porque insistes tanto na questão das temperaturas baixas: os países imediatamente vizinhos tiveram uma primeira vaga praticamente inexistente e na segunda vaga com medidas semelhantes a outros tantos países continuam a ter resultados muito bons (claramente a temperatura, per se, não tem assim tanto impacto; ou seja, estás a fazer o oposto com a questão da tempertura do que fazes com o resto, perante as evidências... a conclusão a priori seria que a temperatura poderá ter algum peso mas dificilmente pode ser assim tão importante se é que não se perde completamente no meio de outros factores).
Tem uma relação abismal, isso verifica-se facilmente na assimetria dos casos pelas regiões em Portugal. O sul mais quente tem uma incidência que é uma fracção do norte mais frio. Nem sei porque colocas isso em causa, aliás por alguma coisa o covid quase desapareceu do mapa no verão comparado com a actualidade. E países como o Brasil têm menos casos agora do que em Julho, isso só é explicável pela sensibilidade do vírus a temperaturas mais altas.
O que eu queria enfatizar é que a retórica do se não confinarmos, cai o Carmo e a trindade não é factual. Senão nesse caso a Suécia só com meras recomendações e sem medidas drásticas de restrição de liberdades básicas teria sido um completo desastre e o R nunca seria menor de 1 até atingir a herd immunity, isto pelos modelos dos epidemiologistas. Não vou dizer que os vizinhos não ficaram melhor, nem que as coisas correram bem, não é esse o meu ponto. É simplesmente contrariar o "se não se fizesse nada" era o fim do mundo. Duvido, as pessoas sabem-se auto organizar-se sozinhas não precisam de ditadores a impor quem sai e quando de casa. Acredito que tenha influencia positiva na redução de casos mas acho que altamente sobrestimado, excepto quando falamos em confinamentos totais que são devastadores para economias do tipo da Europa do Sul que tem a economia baseada nos serviços turísticos e comercio. Que diferença faz a um Noruega estar confinado? Têm um fundo com biliões, têm petróleo e gás que continua a alimentar a economia, enfim eles nem sequer devem ter mudado muito o estilo de vida.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
djovarius Escreveu:Eu só achei que ele pensa que ainda não há tempo para se saber efeitos da vacina, aquilo que era a minha conversa no outro dia, algo que é contra tudo o que sempre se fez, ainda mais tratando-se de algo completamente novo.
Penso que estás a exagerar um pouco quando dizes que é "contra tudo o que sempre se fez". Nem as vacinas de mRNA são algo de completamente novo, já são estudadas há bastante tempo. O que se passa, para ser mais rigoroso, é que é a primeira vez que é aprovada uma vacina deste tipo para utilização. Não é bem o mesmo, a comunidade científica não está a fazer isto às cegas e até aqui seguiram-se, grosso modo, os mesmos passos que se seguem para aprovar outras vacinas.
djovarius Escreveu:Nesse aspeto, a preocupação referida pelo próprio, é uma preocupação pertinente e legítima, mesmo que as motivações sejam difusas.
Existem incógnitas? Sim, mas isso não significa que não estejam a ser pesadas e os especialistas estão a falar destas coisas nas entrevistas inclusivamente. Os potenciais riscos são considerados relativamente baixos perante os potenciais benefícios, à luz da informação e conhecimento disponíveis (basicamente isto é o que estamos a fazer o tempo todo com virtualmente tudo o que tem que ver com vacinas, tratamentos, etc).
De resto, muito embora a vacina seja aprovada para uso de emergência (mecanismos que já existiam), os estudos vão continuar.
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3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Já agora, aqui fica como comparam as medidas aplicadas na Suécia com os países vizinhos na perspectiva do Government Response Stringency Index desenvolvido na Universidade de Oxford (que já passou por aqui antes). Este índice tem limitações e há informação que não nos dá directamente, mas permite ter uma perspectiva diferente das medidas aplicadas num sentido mais lato. Por vezes a malta limita-se ao "a suécia não fez lockdown" ou "a suécia não obrigou ninguém a fazer isto ou aquilo" mas como já tenho referido imensas vezes, a Suécia não se limitou a não fazer nada, não foi nada disso que se passou e praticamente todos os países tomaram medidas e medidas significativas.

Se tomarmos por referência o index, a Suécia terá tomado medidas menos rigidas que os países vizinhos no primeiro impacto. Durante o verão dois dos vizinhos até terão aligeirado mais que a Suécia e agora estarão com medidas que são algo comparáveis (possivelmente a Suécia até é a que está com medidas mais fortes agora). Isto baseado neste index, claro.
Para complementar isto, sabemos também que em termos de resultados, a Suécia está a ter resultados muito pior que os vizinhos tanto na primeira vaga como na segunda, até ver.
Se tomarmos por referência o index, a Suécia terá tomado medidas menos rigidas que os países vizinhos no primeiro impacto. Durante o verão dois dos vizinhos até terão aligeirado mais que a Suécia e agora estarão com medidas que são algo comparáveis (possivelmente a Suécia até é a que está com medidas mais fortes agora). Isto baseado neste index, claro.
Para complementar isto, sabemos também que em termos de resultados, a Suécia está a ter resultados muito pior que os vizinhos tanto na primeira vaga como na segunda, até ver.
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2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Eu só achei que ele pensa que ainda não há tempo para se saber efeitos da vacina, aquilo que era a minha conversa no outro dia, algo que é contra tudo o que sempre se fez, ainda mais tratando-se de algo completamente novo.
Nesse aspeto, a preocupação referida pelo próprio, é uma preocupação pertinente e legítima, mesmo que as motivações sejam difusas.
Nem eu tinha pensado naquele detalhe que aparece no vídeo: andaram nas ruas em manifs contra produção agrícola de comida com sementes geneticamente transformadas e agora nada se passa, tá-se bem
Abraço
dj
Nesse aspeto, a preocupação referida pelo próprio, é uma preocupação pertinente e legítima, mesmo que as motivações sejam difusas.
Nem eu tinha pensado naquele detalhe que aparece no vídeo: andaram nas ruas em manifs contra produção agrícola de comida com sementes geneticamente transformadas e agora nada se passa, tá-se bem
Abraço
dj
Cuidado com o que desejas pois todo o Universo pode se conjugar para a sua realização.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Ulisses Pereira Escreveu:BearManBul, mas não podes comparar um país com os hábitos de vida da Suécia com Portugal, Espanha ou Estados Unidos. É por isso que a comparação deve ser com povos com semelhanças culturais, senão não faz qualquer sentido. O víus transmite-se pela multiplicação de contactos e a forma de viver de um sueco ou de um latino tem tanto de comum como eu tenho com o Brad Pitt.
Abraço,
Ulisses
Em relação aos hábitos de vida, não me pareceram muito diferentes.
Na Suécia até me pareceu serem mais próximos, não no aspecto afectivo, mas sim no aspecto onde muitas pousadas da juventude até partilham o mesmo WC para mulheres e homens.
No aspecto de ajuntamentos, a Suécia é mais fria do que Portugal e como tal recorrem mais aos espaços fechados e com aquecimento potenciando assim mais ajuntamentos.
Em Portugal é certo que as pessoas se juntam mais nos bares e cafés dado que o clima é mais ameno, permitindo saídas até mais tarde.
No que diz respeito aos transportes é idêntico a Portugal, embora por exemplo em tudo o que sejam escadas rolantes os suécos têm por hábito ir sempre do lado direito permitindo que as pessoas mais apressadas possam passar. E isso parecendo pouco, ajuda sempre a ter um maior distanciamento.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
djovarius Escreveu:Boas,
Um homem com provas dadas na sua carreira, tem sido alvo da censura da big-tech.
É só mais um. Porquê? Talvez porque se desvie da narrativa:
https://rairfoundation.com/warning-reno ... ine-video/
O vídeo acima tem legendas em inglês, mas eu posso garantir que a tradução e a legendagem estão corretas mesmo !!
Abraço
dj
É uma questão problemática para a qual não tenho uma resposta assertiva mas compreendo os mecanismos que estão a ser desenvolvidos para combater a desinformação e penso que algo deste género é preciso. Nada impede que alguém com nome/carreira seja um veículo de desinformação (e aparentemente é o caso deste individuo). A discussão científica deve ser tida no espaço científico, quando os autores saltam o processo científico para virem para público convencer o grande público daquilo que não conseguem convencer os pares, ou nem tentam, temos entao a priori um problema e um dos grandes mecanismos da validação científica foi abandonado.
https://correctiv.org/faktencheck/2020/ ... ungen-auf/
Mas também não quero passar a impressão que é um problema simples de resolver no ambito de uma discussão publica mais alargada.
Note-se, por exemplo, que em Abril (!) ele já dizia que uma vacina ia ser inútil......
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2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
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3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
DJ, ma o problema não é a taxa de letalidade deste vírus. É estarmos no modo pandémico. Porque quando estivermos em modo endémico as coisas são bem diferentes.
O Covid, só começou a matar pessoas nos Estados Unidos há 9 meses atrás. E, mesmo assim, já é a terceira causa de morte no país, a seguir aos ataques cardíacos e ao cancro. Como menosprezar isto?
Abraço,
Ulisses
O Covid, só começou a matar pessoas nos Estados Unidos há 9 meses atrás. E, mesmo assim, já é a terceira causa de morte no país, a seguir aos ataques cardíacos e ao cancro. Como menosprezar isto?
Abraço,
Ulisses
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
BearManBull Escreveu:Pois é a verdade. Por exemplo no caso da Suécia toda a gente fala que foi algo ultra anti ortodoxo, mas a realidade é que se seguirmos os modelos convencionais dos epidemiologistas a Suécia devia ser um cemitério com centenas de milhares de mortos neste momento. A epidemia devia ter ficado completamente fora de controlo, o que não se verificou nem de perto, existindo outros casos em que países com confinamento com números bem piores (Espanha, Itália,...) apesar de terem temperaturas muito mais adversas para o vírus. Só por aí se vê que estas análises valem o que valem. Algum valor têm mas muito menos do que aquilo que lhe é atribuído.
Não sei em que se baseia esta hipérbole toda mas a Suécia aplicou medidas num modo mais soft que os outros países e não só tomou medidas como era pedido que as pessoas que tivessem sintomas ficassem em casa (uma parte da estratégia passou por confiar que as pessoas fariam o que era correcto sem ter de impor). Também não percebo porque insistes tanto na questão das temperaturas baixas: os países imediatamente vizinhos tiveram uma primeira vaga praticamente inexistente e na segunda vaga com medidas semelhantes a outros tantos países continuam a ter resultados muito bons (claramente a temperatura, per se, não tem assim tanto impacto; ou seja, estás a fazer o oposto com a questão da tempertura do que fazes com o resto, perante as evidências... a conclusão a priori seria que a temperatura poderá ter algum peso mas dificilmente pode ser assim tão importante se é que não se perde completamente no meio de outros factores).
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1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Boas,
Um homem com provas dadas na sua carreira, tem sido alvo da censura da big-tech.
É só mais um. Porquê? Talvez porque se desvie da narrativa:
https://rairfoundation.com/warning-reno ... ine-video/
O vídeo acima tem legendas em inglês, mas eu posso garantir que a tradução e a legendagem estão corretas mesmo !!
Abraço
dj
Um homem com provas dadas na sua carreira, tem sido alvo da censura da big-tech.
É só mais um. Porquê? Talvez porque se desvie da narrativa:
https://rairfoundation.com/warning-reno ... ine-video/
O vídeo acima tem legendas em inglês, mas eu posso garantir que a tradução e a legendagem estão corretas mesmo !!
Abraço
dj
Cuidado com o que desejas pois todo o Universo pode se conjugar para a sua realização.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Ulisses só para descontrair e depois apagarem, eheh. Muitas coisas em comum com o Brad Pitt ....deves tb muitas gajas, eheh.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
BearManBul, mas não podes comparar um país com os hábitos de vida da Suécia com Portugal, Espanha ou Estados Unidos. É por isso que a comparação deve ser com povos com semelhanças culturais, senão não faz qualquer sentido. O víus transmite-se pela multiplicação de contactos e a forma de viver de um sueco ou de um latino tem tanto de comum como eu tenho com o Brad Pitt.
Abraço,
Ulisses
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Carrancho_ Escreveu:BearManBull Escreveu:
Pois é a verdade. Por exemplo no caso da Suécia toda a gente fala que foi algo ultra anti ortodoxo, mas a realidade é que se seguirmos os modelos convencionais dos epidemiologistas a Suécia devia ser um cemitério com centenas de milhares de mortos neste momento.
"Centenas de milhares de mortos", onde leste isso?
Sentido figurativo. Mas a generalidade dos epidemiologistas traçam um cenário dantesco no caso de não se tomarem medidas. O que digo é que na Suécia apesar de não ter um resultado bom, não teve nenhuma curva a crescer ao infinito e o R acabou mesmo por reduzir. Isto é contrário à generalidade dos cenários traçados por epidemiologistas.
Sim yggy, eu da minha parte continuo a achar que a população não foi devidamente informada e muitas contradições e comportamentos do governo geraram desconfiança da perigosidade do vírus. O PR a passear varias vezes na praia, num protagonismo absurdamente saloio, no meio de uma pandemia enfim não me parece que transmita a imagem correcta de uns dos pontos fulcrais de evitar crowded places. É um detalhe mas continuo a achar que a divulgação e a penalização de comportamentos incorrectos teriam um efeito melhor que restringir a circulação.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
BearManBull Escreveu:
Pois é a verdade. Por exemplo no caso da Suécia toda a gente fala que foi algo ultra anti ortodoxo, mas a realidade é que se seguirmos os modelos convencionais dos epidemiologistas a Suécia devia ser um cemitério com centenas de milhares de mortos neste momento.
"Centenas de milhares de mortos", onde leste isso?
Um abraço,
Carrancho
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
BearManBull Escreveu:
Pois é a verdade. Por exemplo no caso da Suécia toda a gente fala que foi algo ultra anti ortodoxo, mas a realidade é que se seguirmos os modelos convencionais dos epidemiologistas a Suécia devia ser um cemitério com centenas de milhares de mortos neste momento.
Importante: A Suécia na primeira vaga não impôs medidas mas advertiu para terem cuidado (a malta teve cuidado). POr isso nao ter tantas mortes. O seus vizinhos impos medidas e deu 1 baile à Suécia.
Agora está a impôr medidas.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
GaioAzul Escreveu:BearManBull Escreveu:AT Covidpara nos convencermos de algo que não é real/factual, basta querermos
Verdade até em escalas menores. Ninguém gosta de estar equivocado.
Freqüentemente, as pessoas teimam com convicções mais fáceis de acreditar do que verdades. Por vezes, por serem mais convenientes. Poucos têm a coragem de admitir erros, independentemente das provas. Se reparares, muitos nem ligam para as provas, uma vez que formaram uma opinião. E assim alcançamos um Status Quo.
Um velho amigo meu, já falecido, costumava dizer que puxamos a brasa para a nossa sardinha. Mesmo principio.
Pois é a verdade. Por exemplo no caso da Suécia toda a gente fala que foi algo ultra anti ortodoxo, mas a realidade é que se seguirmos os modelos convencionais dos epidemiologistas a Suécia devia ser um cemitério com centenas de milhares de mortos neste momento. A epidemia devia ter ficado completamente fora de controlo, o que não se verificou nem de perto, existindo outros casos em que países com confinamento com números bem piores (Espanha, Itália,...) apesar de terem temperaturas muito mais adversas para o vírus. Só por aí se vê que estas análises valem o que valem. Algum valor têm mas muito menos do que aquilo que lhe é atribuído.
Nos USA vemos os efeitos das presidenciais. Os comícios, as manifestações, as celebrações resultaram numa explosão de casos. Comportamento irresponsável causado por motivos políticos a gerar dezenas de milhares de mortos. De resto é apenas um reflexo do mundo de extremismos e fanatismo em que vivemos.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Qualnhick Escreveu:MarcoAntonio Escreveu:No que diz respeito ao COVID e para o momento actual, julgo que estão com óbitos diários mais ou menos na mesma ordem de grandeza (daqui a umas duas semanas, sensivelmente, vamos poder confirmar se assim é ou se há diferença e em que medida, não que eu esteja particularmente preocupado com a comparação directa entre Portugal e Suécia, que me parece pouco útil por razões que já foram aqui bem aludidas). Naturalmente, sabemos que está muito pior que qualquer um dos seus vizinhos nórdicos imediatos, que é uma comparação que, continuando a ter limitações, faz bastante mais sentido.
Quanto aos dados, não há necessidade alguma em nos "cingirmos" a um conjunto de dados limitados e que sabemos estarem desactualizados para mostrarmos o que queremos e da forma que queremos, quando temos bastante mais informação disponível (incluindo, mas não só, realizar estimativas credíveis tendo em conta as limitações conhecidas). São exercícios que não só são perfeitamente razoáveis, são inclusivamente desejáveis quando estamos realmente interessados em perceber o que se passa e não meramente em desenhar um quadro que queremos projectar.
Como já disse neste tópico, para nos convencermos de algo que não é real/factual, basta querermos...
Se queres inventar dados estás à vontade.
Os dados disponiveis no Worldmeter são os que coloquei.
No Sico tem a mortalidade até ao dia de hoje, na Suecia tem até ao final do mes.
Considereando que os ultimos 15 dias ainda serão objecto de retificações, Portugal vai ontem com um desvio face à media de 9.6%, a Suecia com 3.9 % até ao dia 17 de Novembro !
Suecia
Portugal
Ai em Novembro na Suécia...estas equivocado...11 mil mortos? Max max serao 7500...
E pelos dados oficiais ate 15 de Novembro ha 1 excesso já de 4,7% em relação a media de 2015-2019.
Como dizia o Guterres, é só fazer as contas...(ir ao excell posto la em cima, e fazer os calculos).
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Já que estavam a conversar sobre o tema deixo aqui este artigo:
Porque é que “uma mentira já deu a volta ao mundo antes de a verdade ter calçado as sapatilhas”?
Uma parte do segundo dia da Web Summit foi dedicada ao problema da desinformação - que, numa época de pandemia, pode ter consequências potencialmente fatais. Um dos intervenientes confessa não entender sempre o mundo onde vive - ou por que razão há outro mundo a viver num sítio diferente. “Parece que existimos em universos distintos: uns acreditam que é dia enquanto outros acreditam que, naquela mesma hora, de facto é de noite”Na Índia, as credenciais de qualquer jornalista que “crie e/ou propague” notícias falsas serão suspensas até à conclusão de uma investigação
Os utilizadores britânicos do Whatsapp começaram a receber no início de março notícias alarmantes nos seus telefones: a pandemia chegou em força e há tanques na M25, a autoestrada em forma de círculo que envolve a capital, Londres. Qualquer revolta civil será contida com força militar, avisava a mensagem. Nunca houve tanques na M25 mas uma estimativa conservadora da BBC mostra que esta mensagem chegou a dezenas de milhares de pessoas, possivelmente muito mais.
Aqui em Portugal as mensagens de voz de pessoas supostamente perto das fontes principais de informação sobre a pandemia - “eu sou filho de um médico”, “eu sou enfermeira num hospital da Grande Lisboa”, “falei com um deputado” eram algumas das frases que se ouviam estas pessoas dizer nas mensagens - chegaram a milhares de telefones. Segundo estas pessoas “próximas” do problema, os hospitais estavam a acumular corpos nas morgues, não havia camas nem ventiladores para ninguém, os números de mortes eram muito superiores aos oficiais.
Sabemos agora que tanto a primeira história como a segunda - e há dezenas de exemplos na internet - são mentiras que se tornaram virais através dos vários canais supersónicos de partilha de informação de que hoje dispomos. O tema das notícias falsas ocupou toda a hora de almoço das conferências da Web Summit, este ano totalmente realizada através da internet, porque o caso tornou-se sério - não é só um problema para quem trabalha em comunicação e para quem tem de ir verificar quase ao minuto todas as afirmações proferidas pelo ainda Presidente dos Estados Unidos.
As notícias falsas já não põem em causa só a democracia
Até chegarmos a esta grave pandemia que todo o mundo enfrenta, as notícias falsas raramente tiveram a capacidade de provocar a morte de milhares de pessoas. Mas agora, caso um número significativo de pessoas acreditar que usar uma máscara reduz a circulação do ar nos pulmões ou caso acreditem noutras mentiras que não vamos aqui reproduzir, é possível que o número de infetados se torne incontrolável. “Isto é tudo de uma magnitude nunca vista. Costumávamos falar do perigo da desinformação para a saúde da democracia, é uma coisa abstrata, agora não, agora são as vidas das pessoas que estão em perigo. Estamos a olhar para o um momento único que é o desenvolvimento da vacina e mesmo assim um há pessoas que dizem não confiar na ciência”, disse Adrienne LaFrance, editora executiva da “Atlantic”, na sessão “O perigo das Fake News em 2020”.
A manipulação e as notícias falsas, as citações truncadas e mesmo inventadas, tudo isto tem muitas décadas - para não dizer mais de um século, quando no século XIX a “yellow press” fazia o que fosse preciso para vender jornais. Havia até um certo Joseph Pulitzer, que hoje dá nome ao prémio de jornalismo mais importante do mundo, que na altura, com o seu “New York World”, publicava alguma desinformação.As redes sociais raramente confrontam as pessoas com ideias ou notícias contrárias às que gostam ou apreciam, colocando os utilizadores perante uma ideia falsa de que estão abertas ao mundo
A reputação de Joseph Pulitzer como um dos maiores nomes desse jornalismo que contava pouco com a verdade foi-se perdendo nos anos mas o legado da “yellow press” ficou. Mathew Kaminsky, chefe de redação do “Politico”, relembrou esses tempos durante esta conferência e mostrou porque é que não estamos exatamente nesse mesmo momento: “As guerras de informação não são novas, os regimes autoritários do século XX consideravam-nas essenciais, fazem parte da história. O que existe agora é que qualquer pessoa pode publicar, já não são precisos milhões para montar uma rede de impressão e distribuição, a praça pública é gigante, e é muito mais barulhenta e descontrolada”.
Descontrolo, caos, voragem, são tudo palavras que os intervenientes usaram para descrever o ambiente editorial que vivemos. “A atmosfera onde publicamos está um caos, é tudo muito fraturado, podemos existir numa bolha e achar que o que estamos a ler está certo mas não, está errado; é impossível saber porque é que estás a ver o que estás a ver no ecrã e isso tem que ver com os algoritmos, que afetam tudo o que vemos nas nossas redes sociais”, diz LaFrance, abrindo caminho a uma conversa com muito mais ramificações: a do peso que têm os gigantes da internet naquilo que chega aos nossos telemóveis. É preciso mais literacia para a comunicação porque é difícil acreditar que existam algoritmos, códigos informáticos, a escolher por nós a informação que lemos, mas é essa a realidade.
Um recente documentário da Netflix, “O Dilema Social”, reúne testemunhos de pessoas que já trabalharam em algumas das maiores empresas de difusão de conteúdo do mundo (Google, Facebook, Twitter, Instagram só para referir os mais conhecidos) que explicam como é que estas marcas “agarram” as pessoas aos dispositivos para que os anunciantes tenham audiências praticamente cativas. Por exemplo: será que todos sabemos que as redes sociais nos enviam notificações sobre a atividade de amigos específicos com os quais falámos mais no dia anterior ou, por oposição, dos quais não ouvimos falar há imenso tempo só para nos fazerem regressar aos telefones se estivermos muito tempo sem abrir estas aplicações? “É ‘o’ problema", diz LaFrance. À arquitetura da internet social não interessa quão má é a informação que lá colocamos, pode ser do QAnon [rede de conspiracionistas que acreditam que existe uma rede de pedofilia mantida por democratas da qual só Donald Trump ‘nos’ pode salvar], desinformação em relação à vacina ou afirmações sobre uma fraude eleitoral que ninguém provou. Toda a forma como a internet está construída é a base disto tudo e mudar a internet é uma tarefa...como dizer?, incomensurável”.
A editora executiva da “Atlantic” disse ainda que a ação dos jornalistas neste campo é “limitada”: “Podes ter a melhor reportagem no mundo e as pessoas vão continuar ligadas ao seu grupo fechado do Facebook onde só se fala do que eles já sabem. Até conseguirmos mudar a forma como o sistema está construído, a nossa ação é limitada e só pode passar por continuar a agir no interesse público - é preciso que sejamos nós a ajudar as pessoas a navegar neste universo de mentiras”.
Matthew Kaminsky faz a ponte para o jornalismo político, matéria prima do “Politico” e um dos terrenos onde a desinformação e as notícias falsas mais proliferaram nos últimos cinco anos - em parte por culpa de líderes democraticamente eleitos, como Donald Trump, Jair Bolsonaro ou Narendra Modi, que se manifestam contra os jornais e as televisões tradicionais por estes não lhes serem favoráveis. Tal como o “Politico”, os meios de comunicação de referência operam dentro de um conjunto de regras muito mais restritivas do que as centenas de sites alojados na internet e que todos os dias dão as mesmas notícias, apenas (alguns) com menos preocupações no que à imparcialidade e à verificação diz respeito. “Nós, no jornalismo no político, à medida que as coisas se tornam muito confusas e barulhentas, temos de estar sempre a regressar às regras mais básicas do jornalismo. Não temos uma equipa de políticos, nós não somos partidários, a nossa missão é contar, é apenas contar, principalmente o que as pessoas não veem. Nós não somos a oposição, como o Stephen Bannon [teórico declaradamente populista e ex-conselheiro de Trump] disse”.
Explicar, explicar, explicar
Num painel que antecedeu este, sobre a experiência de se ser jornalista na “bolha de Washington” durante a campanha e a presidência de Donald Trump, Nicholas Johnson, editor executivo do site de investigação na área da política “Axios”, começou a sua intervenção precisamente pelo tema da desinformação. “Na redação falamos constantemente de como balancear as coisas, de como falar de política sem ir muito para um lado nem muito para outro. Está tudo tão polarizado que nos arriscamos a perder uma metade inteira de leitores se escrevermos alguma coisa apenas ligeiramente tendenciosa.” Admitindo que o ainda Presidente dos Estados Unidos “apoia e dá força aos detratores do jornalismo sério”, o foco das redações tem de continuar a ser o mesmo, sem grande consideração pelos desestabilizadores: “É preciso que sejamos desapaixonados, claros como água, clínicos na análise e sempre verdadeiros. Se houver uma dúvida não se escreve nada”.
Jonathan Karl, repórter de política da ABC News, chama a atenção para o problema que é existirem potencialmente milhões de norte-americanos que “neste momento, acreditam que o resultado das eleições presidenciais é uma fraude”. É difícil, continua, “lutar contra pessoas respeitadas, conhecidas, com autoridade na sociedade, que alimentam essas ideias, sabendo perfeitamente que não têm fundo de verdade”.
Explicar, explicar, explicar, mesmo que seja “aborrecido” e possa levar a uma quebra momentânea da atenção das audiências, é a única solução, defende Karl. “É preciso ir ao encontro daquelas pessoas que acordaram quarta-feira com Trump a perder quando horas antes estava à frente e explicar o que é que são ‘miragens azuis’ e ‘miragens vermelhas’.” O jornalista referia-se ao facto de, com o número inusitado de votos por correio que foram depositados nestas eleições, a “onda azul”, dos democratas, ter chegado mais tarde, já que esses votos são contados depois dos presenciais - tendencialmente republicanos nos estados decisivos. “Temos de tentar entender porque é que uma mentira já deu a volta do mundo antes de a verdade ter calçado as sapatilhas”, diz o jornalista, que confessa não entender sempre o mundo onde vive - ou por que razão há outro mundo a viver num sítio diferente. “Parece que existimos em universos distintos: uns acreditam que é dia enquanto outros acreditam que, naquela mesma hora, de facto é de noite.”
https://expresso.pt/web-summit/2020-12- ... patilhas-#
"Só duas coisas são infinitas, o universo e a estupidez humana. Mas no que respeita ao universo ainda não tenho a certeza" Einstein
“Com os actuais meios de acesso à informação, a ignorância não é uma fatalidade, mas uma escolha pessoal" Eu
“Com os actuais meios de acesso à informação, a ignorância não é uma fatalidade, mas uma escolha pessoal" Eu
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
BearManBull Escreveu:AT Covidpara nos convencermos de algo que não é real/factual, basta querermos
Verdade até em escalas menores. Ninguém gosta de estar equivocado.
Freqüentemente, as pessoas teimam com convicções mais fáceis de acreditar do que verdades. Por vezes, por serem mais convenientes. Poucos têm a coragem de admitir erros, independentemente das provas. Se reparares, muitos nem ligam para as provas, uma vez que formaram uma opinião. E assim alcançamos um Status Quo.
Um velho amigo meu, já falecido, costumava dizer que puxamos a brasa para a nossa sardinha. Mesmo principio.
[b]"A wise man makes his own decisions but an ignorant man follows the public opinion."
"Our minds seem to like simple categorical ways to divide up information in the world. This is kind of interesting given how terribly complex and nuanced most things are — especially in our social lives." G. Geher
"Our minds seem to like simple categorical ways to divide up information in the world. This is kind of interesting given how terribly complex and nuanced most things are — especially in our social lives." G. Geher
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
GaioAzul Escreveu:https://www.thenewcivilrightsmovement.com/2020/12/americans-were-infected-with-covid-19-far-earlier-than-first-us-case-cdc-study/
Americans Likely Infected With COVID-19 Far Earlier Than ‘First’ US Case: CDC Study
O estudo (que ainda não foi revisto pelos pares) é este, já agora:
https://academic.oup.com/cid/advance-ar ... 85/6012472
A conclusão-resumo dos autores é esta:
These findings suggest that SARS-CoV-2 may have been introduced into the United States prior to January 19, 2020.
Tratam-se no limite de 84 specimens em 7389 amostras e não se pode descartar que sejam (todos) falsos positivos, embora os autores achem improvável conforme indicam. Um excerto:
First, none of the sera can be considered “true positives.” A true positive would only be
collected from an individual with a positive molecular diagnostic test, or paired acute –
convalescent sera with rising titers [26, 27].
(...)
Fourth, even with a highly specific test, false positives may occur,
particularly in low prevalence areas [29]. However, the number of reactive specimens
identified in this study was higher than expected given the specificity of the pan Ig spike
ELISA. Furthermore, additional evidence including microneutralization, detection of both
SARS-CoV-2 specific IgG and IgM, and SARS-CoV-2 S1-specific Ig reactivity, make it very
unlikely that all reactive specimens represent false positives. Further studies involving
retrospective analyses of human specimens with molecular or serologic methods are
necessary to further corroborate the present findings, which suggest the presence of specific
antibodies to SARS-CoV-2 in the U.S. as early as mid-December 2019.
O problema, em essência, é que quando se está a falar de taxas de prevalência muito baixas (neste caso estaríamos a falar de cerca de 1% na amostra testada), no limite o que podes estar a detectar são os falsos positivos (imagina que o teste tem uma taxa de falsos positivos da ordem de 1%, no limite é perfeitamente possível que os 84 sejam todos falsos positivos). Como os autores indicam, é preciso estudar melhor para ver se outros estudos corroboram isto.
A especificidade do teste indicada pelos autores é de 99.3% e a sensibilidade de 96% (estes valores são estimativas e envolvem incertezas, representadas por intervalos de confiança). Mas grosso modo isto quer dizer por exemplo que se forem todos negativos, o valor esperado do número de resultados positivos será de 0.7%, ou seja, 52 (falsos positivos).
FLOP - Fundamental Laws Of Profit
1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
AT Covid 
A mão invisível já tinha começado a fazer efeito na altura que comentei aqui que a situação estabilizou. Claro que as medidas tiveram um efeito adicional, mas acredito que o maior efeito é realmente a consciencialização geral para ter comportamentos mais responsáveis a tal mão invisível que domina os aspectos da natureza humana, tal como na economia.
Também é verdade que com estatística se consegue demonstrar quase todos os resultados, desde que se usem os dados da forma que nos interessam. Provavelmente estatisticamente pode-se demonstrar que a maçã, ou a laranja ou alguma fruta qualquer ajuda a combater covid. Já vi estudos deste tipo em que não existe uma relação causa efeito demonstrável, mas existe uma relação estatística. No final as medidas talvez ajudem, talvez não ajudem tanto como se acredita, a verdade é que vivemos duas vagas super agressivas e ninguém sabe se podiam ter sido melhores ou piores porque era preciso pelo menos orquestrar uma simulação com um poder computacional significativo para tentar demonstrar o efeito. A Suécia teve duas vagas a segunda foi mais agressiva que a primeira, mas com menos mortes, de resto como a generalidade dos países.
Certamente que quem não sai de casa não se contamina. Mas também é certo que é impossível impedir o completo isolamento, toda a gente tem pelo menos de ir ao supermercado. Como disse alguma vez, a única maneira seria mesmo ter o exercito a distribuir comida porta a porta ou andarmos todos com EPIs na rua. Isso seria demasiado radical mas confinar durante meses, sem que realmente se tivesses erradicado a doença e as mortes não é porque, politics.
A partir do momento que vacinem os grupos de risco confio que já se possa viver pelo menos como durante o verão passado. Será absurdo continuarem a constringir a mobilidade sem ter problemas de saturação hospitalar. Vai falar-se menos de covid até que quando chegar-mos ao verão não deve passar de uma miragem de um passado recente.
A mão invisível já tinha começado a fazer efeito na altura que comentei aqui que a situação estabilizou. Claro que as medidas tiveram um efeito adicional, mas acredito que o maior efeito é realmente a consciencialização geral para ter comportamentos mais responsáveis a tal mão invisível que domina os aspectos da natureza humana, tal como na economia.
para nos convencermos de algo que não é real/factual, basta querermos
Também é verdade que com estatística se consegue demonstrar quase todos os resultados, desde que se usem os dados da forma que nos interessam. Provavelmente estatisticamente pode-se demonstrar que a maçã, ou a laranja ou alguma fruta qualquer ajuda a combater covid. Já vi estudos deste tipo em que não existe uma relação causa efeito demonstrável, mas existe uma relação estatística. No final as medidas talvez ajudem, talvez não ajudem tanto como se acredita, a verdade é que vivemos duas vagas super agressivas e ninguém sabe se podiam ter sido melhores ou piores porque era preciso pelo menos orquestrar uma simulação com um poder computacional significativo para tentar demonstrar o efeito. A Suécia teve duas vagas a segunda foi mais agressiva que a primeira, mas com menos mortes, de resto como a generalidade dos países.
Certamente que quem não sai de casa não se contamina. Mas também é certo que é impossível impedir o completo isolamento, toda a gente tem pelo menos de ir ao supermercado. Como disse alguma vez, a única maneira seria mesmo ter o exercito a distribuir comida porta a porta ou andarmos todos com EPIs na rua. Isso seria demasiado radical mas confinar durante meses, sem que realmente se tivesses erradicado a doença e as mortes não é porque, politics.
A partir do momento que vacinem os grupos de risco confio que já se possa viver pelo menos como durante o verão passado. Será absurdo continuarem a constringir a mobilidade sem ter problemas de saturação hospitalar. Vai falar-se menos de covid até que quando chegar-mos ao verão não deve passar de uma miragem de um passado recente.
“It is not the strongest of the species that survives, nor the most intelligent, but rather the one most adaptable to change.”
― Leon C. Megginson
― Leon C. Megginson
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
https://www.thenewcivilrightsmovement.c ... cdc-study/
Americans Likely Infected With COVID-19 Far Earlier Than ‘First’ US Case: CDC Study
The Centers for Disease Control and Prevention first detected the novel coronavirus that causes COVID-19 in a Washington state patient on January 20, 2020. But a new CDC study shows that Americans were likely infected with the novel coronavirus much earlier.
The CDC has now studied thousands of blood donations from the Red Cross taken between December 13 and January 17, and found the antibodies produced in response to the potentially deadly virus in more than 100 samples, CNN and the Wall Street Journal report.
“The 7,389 samples, collected from nine states, were tested for SARS-CoV-2 reactive antibodies. SARS-CoV-2 is the scientific name for the coronavirus that causes Covid-19,” CNN reports. “Of the samples tested, at least 106 were found to have antibodies for SARS-CoV-2, including ones collected from California, Oregon and Washington from Dec. 13 through Dec. 16, 2019.”
The Wall Street Journal notes this timeline suggests the virus was already present in the U.S. “a few weeks before it was officially identified in China and about a month earlier than public health authorities found the first U.S. case.”
The CDC “also found 67 samples with antibodies in Massachusetts, Michigan, Wisconsin or Iowa, and Connecticut or Rhode Island,” meaning the virus antibodies were not just found on the West Coast.
U.S. Intelligence multiple times briefed the White House of the brewing “cataclysmic” pandemic in China as early as November.
Edit:
Acho curioso:
Há alguns meses atras (não me lembro a data exacta), postei aqui que existia a possibilidade da pandemia ter começado antes do que havia sido anunciado. Alguns participantes acharam que as minhas alegações não podiam ser verdadeiras.
No entanto, existia este anuncio:
https://www.newswars.com/advanced-knowl ... -november/
"The CDC appears to have had advanced knowledge of the coronavirus pandemic outbreak, as the agency which deliberately delayed testing kits in the USA for nearly a month was hiring quarantine program advisors in November of 2019, to cover Texas, New York, California, Washington, Florida and many other areas where the pandemic is now exploding.
This job listing page at jobs.CDC.gov describes job announcement number HHS-CDC-D3-20-10640010, paying up to $93,077 per year, with an open application period from Nov. 15th, 2019 to May 15th, 2020."
Então, totalmente hipoteticamente, e se um dia acordarmos com algo que contradiz completamente o que acreditávamos originalmente?
Quando a maioria das pessoas forma uma opinião, não importa o quão forte é a evidência, elas nunca mudam de ideia. Querer estar certo é mais forte que a humildade de admitir que estávamos errados.
Desculpem, o psicólogo em mim. É apenas uma observação. Mas, novamente, nunca descarto a possibilidade de estar equivocado.
Americans Likely Infected With COVID-19 Far Earlier Than ‘First’ US Case: CDC Study
The Centers for Disease Control and Prevention first detected the novel coronavirus that causes COVID-19 in a Washington state patient on January 20, 2020. But a new CDC study shows that Americans were likely infected with the novel coronavirus much earlier.
The CDC has now studied thousands of blood donations from the Red Cross taken between December 13 and January 17, and found the antibodies produced in response to the potentially deadly virus in more than 100 samples, CNN and the Wall Street Journal report.
“The 7,389 samples, collected from nine states, were tested for SARS-CoV-2 reactive antibodies. SARS-CoV-2 is the scientific name for the coronavirus that causes Covid-19,” CNN reports. “Of the samples tested, at least 106 were found to have antibodies for SARS-CoV-2, including ones collected from California, Oregon and Washington from Dec. 13 through Dec. 16, 2019.”
The Wall Street Journal notes this timeline suggests the virus was already present in the U.S. “a few weeks before it was officially identified in China and about a month earlier than public health authorities found the first U.S. case.”
The CDC “also found 67 samples with antibodies in Massachusetts, Michigan, Wisconsin or Iowa, and Connecticut or Rhode Island,” meaning the virus antibodies were not just found on the West Coast.
U.S. Intelligence multiple times briefed the White House of the brewing “cataclysmic” pandemic in China as early as November.
Edit:
Acho curioso:
Há alguns meses atras (não me lembro a data exacta), postei aqui que existia a possibilidade da pandemia ter começado antes do que havia sido anunciado. Alguns participantes acharam que as minhas alegações não podiam ser verdadeiras.
No entanto, existia este anuncio:
https://www.newswars.com/advanced-knowl ... -november/
"The CDC appears to have had advanced knowledge of the coronavirus pandemic outbreak, as the agency which deliberately delayed testing kits in the USA for nearly a month was hiring quarantine program advisors in November of 2019, to cover Texas, New York, California, Washington, Florida and many other areas where the pandemic is now exploding.
This job listing page at jobs.CDC.gov describes job announcement number HHS-CDC-D3-20-10640010, paying up to $93,077 per year, with an open application period from Nov. 15th, 2019 to May 15th, 2020."
Então, totalmente hipoteticamente, e se um dia acordarmos com algo que contradiz completamente o que acreditávamos originalmente?
Quando a maioria das pessoas forma uma opinião, não importa o quão forte é a evidência, elas nunca mudam de ideia. Querer estar certo é mais forte que a humildade de admitir que estávamos errados.
Desculpem, o psicólogo em mim. É apenas uma observação. Mas, novamente, nunca descarto a possibilidade de estar equivocado.
Editado pela última vez por GaioAzul em 4/12/2020 2:10, num total de 1 vez.
[b]"A wise man makes his own decisions but an ignorant man follows the public opinion."
"Our minds seem to like simple categorical ways to divide up information in the world. This is kind of interesting given how terribly complex and nuanced most things are — especially in our social lives." G. Geher
"Our minds seem to like simple categorical ways to divide up information in the world. This is kind of interesting given how terribly complex and nuanced most things are — especially in our social lives." G. Geher
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Boa noite,
Esta notícia sobre a Pfizer muda um bocado as coisas.
A partir de amanhã, todas as estratégias terão de mudar. Haverá menos vacinas. Seja como for, vai haver "guerra" pela distribuição, pelo que EUA e Europa terão de acordar, devido à pressão das opiniões públicas.
Os países pobres vão ficar para trás, haverá linha dura nas viagens.
Sendo assim, salvo outras surpresas, o melhor é o(s) Governo(s) (aqui e lá fora) darem uma pequena "abébia" no Natal e preparar para a manutenção das medidas em Janeiro e Fevereiro. Perdido por um, perdido por mil.
As pessoas até já esperam isso. É importante que a Economia funcione na medida do possível à medida que os 80 mil casos ativos virem apenas 20 mil. Com algumas vacinas, medicamentos que possam aparecer entretanto e controlos de viagem, poderemos retomar a vida gradualmente, sendo que tudo poderá ser "normal" já em 2022.
Abraço
dj
Esta notícia sobre a Pfizer muda um bocado as coisas.
A partir de amanhã, todas as estratégias terão de mudar. Haverá menos vacinas. Seja como for, vai haver "guerra" pela distribuição, pelo que EUA e Europa terão de acordar, devido à pressão das opiniões públicas.
Os países pobres vão ficar para trás, haverá linha dura nas viagens.
Sendo assim, salvo outras surpresas, o melhor é o(s) Governo(s) (aqui e lá fora) darem uma pequena "abébia" no Natal e preparar para a manutenção das medidas em Janeiro e Fevereiro. Perdido por um, perdido por mil.
As pessoas até já esperam isso. É importante que a Economia funcione na medida do possível à medida que os 80 mil casos ativos virem apenas 20 mil. Com algumas vacinas, medicamentos que possam aparecer entretanto e controlos de viagem, poderemos retomar a vida gradualmente, sendo que tudo poderá ser "normal" já em 2022.
Abraço
dj
Cuidado com o que desejas pois todo o Universo pode se conjugar para a sua realização.
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