CoronaVirus, panico justificado...?
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
MNPTLIS Escreveu:(...) povo devia procurar a informação na internet o tempo vai revelar e provar quem estava certo ou errado .
A ideia de procurar informação na internet não é má. Mas requere sentido crítico, competência e diligência a verificar as fontes, a qualidade ou a veracidade da informação. A internet per se não faz milagres e é também o veículo perfeito para a proliferação de todo o tipo de patranhada.
Tipo:
viewtopic.php?f=3&t=89893&p=1502608#p1502608
FLOP - Fundamental Laws Of Profit
1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
https://observador.pt/opiniao/perguntas ... bom-senso/
Sinceramente nem há palavras para descrever o artigo...o quanto é ridículo, surreal, falacioso, perigoso (para as pessoas que não tem a noção do que é este virus), etc ...não deixa de ter a sua "imaginação"...mas não passa disso...algo imaginário...a eles, criatividade para inventar não lhes falta...
E intitulam as respostas como : "respostas que promovem o bom-senso"...surreal, quem tem que tirar as suas conclusões são os leitores...não esta duas "espécies"...
Chamar "banal" a este vírus...é de uma ignorância tremenda...
Pelo que li e ouvi é provável que venha a ser endémico, mas nunca ouvi o tal André Dias a falar sobre tal...só agora passado meses é que vem com a questão "estado endémico" e falta ainda saber se já estamos nesse estado...
"Depois do batizado não faltam padrinhos"...
O que criou o tal "pânico e medo", foi o virus, de algo desconhecido, uma incógnita absoluta na altura, tal como as muitas duvidas que persistem...O Mundo parou porque lhe apeteceu? Estava tudo errado? Enfim...
As imagem reais do que se estava a passar na Itália, Espanha, etc falam por si...os números diários de mortes dizem tudo...Nunca visto por todos nós...
O Dr. Filipe Froes explica muito bem as implicações do colapso no sistema de saúde em Portugal (que se aplica a muitos Países), em comparação com o que fez na Suécia: viewtopic.php?f=3&t=90128&start=5850#p1561799
Lá está o teoria do "medo"...quem alertou para o problema foi a OMS, alias foi a nossa DGS que numa fase precoce desvalorizou este virus : https://tvi.iol.pt/programa/ana-leal/5b ... wsource=fb
A Dra. Graça Freitas até disse que se podia trabalhar...
"Graça Freitas aconselhou os portugueses a não ficarem demasiado alarmados com o novo coronavírus, mas ao mesmo tempo pediu para não desvalorizarem o assunto." e "Coronavírus: Graça Freitas disse que o alarmismo não favorece, mas não se deve desvalorizar": https://tvi24.iol.pt/videos/sociedade/c ... 72ec72c88d
Até se desvalorizou os alertas da OMS : "Coronavírus. Diretora-Geral da Saúde desvalorizou alertas da OMS que vieram a confirmar-se" : https://observador.pt/2020/01/24/corona ... firmar-se/
Conheço médicos e enfermeiros, dos quais amigos meus, inicialmente brincaram com o vírus e o ignoravam (o que sempre achei extremamente perigoso), onde é que estava o tal "medo"
Depois a DGS começou e bem a cair na real, a tratar o problema como o devido cuidado e respeito. E todos "meteram a viola ao saco" e a trabalhar no combate à Pandemia. Não se esqueçam que também morrem médicos e profissionais de saúde, por diversos motivos : até pela falta de "medo" ("ignorar o vírus, pela falta de conhecimento no mesmo e sem tomar devidas medidas de prevenção ) que lhe foi fatal, falta da EPI's para trabalhar, etc...
Ai não há, basta olhar para que passou em Itália, Espanha, UK (até o Boris Johnson fez marcha atrás e bem, teve essa capacidade...), etc; só depois fizeram o confinamento, a Suécia por natureza dos seus hábitos (indirectamente já faz alguma) em relação ao Ocidente e sem o confinamento aplicado por Portugal, tem resultados desastrosos na mortalidade e a não está melhor em termos económicos, pelo que o vírus provocou /provoca.
Não sei se fez ou não essa recomendação a OMS, sei é que a própria OMS da qual vez "defender", tb cometeu os seus erros...o que de certa forma sou "compreensivo" , face ao desconhecimento sobre este vírus...logo por ai se pode perceber a complexidade deste problema - Pandemia. Como é óbvio, hoje o conhecimento é outro, mas persistem ainda dúvidas...Agora para alguns é tudo fácil de entender...
Alias, o Dr. Filipe Froes quanto a questão da transmissão do virus em crianças "em relação ás crianças nós agora já sabemos que são mais vitimas do que vectores, que era aquilo que nos pensávamos que fosse ao contrário ", mas isso é agora (há posterior) "mesmo assim elas infectam-se...pelo menos não tem sido grave? De vez em quando aparecem...é menos frequente, mas temos casos graves, é menos frequente, indiscutivelmente...aquela história que se ouviu falar o síndrome de kawasaki, algumas crianças desenvolvem isso e quando elas desenvolvem só se sabe no fim do jogo.." "prognósticos só no fim do jogo"
Minuto 30:18 https://www.rtp.pt/play/p6646/e476291/grande-entrevista
Como fala da OMS e os seu erros: minuto 51:39: https://www.rtp.pt/play/p6646/e476291/grande-entrevista
Minuto 28: 35 - Sobre escolas : https://www.rtp.pt/play/p6646/e476291/grande-entrevista
É preciso é dar tempo ao tempo...e ao longo do tempo com a ajuda dos devidos especialistas na área: médicos , cientista, etc; é que vão esclarecer tudo o que envolve este vírus...
Agora virem para aqui ignorar este virus e que isto é uma "simples gripe"...tem juízo....
Qualnhick Escreveu:https://observador.pt/opiniao/perguntas-frequentes-sobre-a-covid-19-e-respostas-que-promovem-o-bom-senso/
Perguntas frequentes sobre a Covid-19 e respostas que promovem o bom-senso.
Sinceramente nem há palavras para descrever o artigo...o quanto é ridículo, surreal, falacioso, perigoso (para as pessoas que não tem a noção do que é este virus), etc ...não deixa de ter a sua "imaginação"...mas não passa disso...algo imaginário...a eles, criatividade para inventar não lhes falta...
E intitulam as respostas como : "respostas que promovem o bom-senso"...surreal, quem tem que tirar as suas conclusões são os leitores...não esta duas "espécies"...
Qualnhick Escreveu:O padrão do vírus e infecção são banais para uma infecção desta natureza e tudo indica que está agora num estado endémico, estável e que viveremos com ele para sempre como mais um vírus entre milhares
Chamar "banal" a este vírus...é de uma ignorância tremenda...
Pelo que li e ouvi é provável que venha a ser endémico, mas nunca ouvi o tal André Dias a falar sobre tal...só agora passado meses é que vem com a questão "estado endémico" e falta ainda saber se já estamos nesse estado...
"Depois do batizado não faltam padrinhos"...
Qualnhick Escreveu:A Covid-19 não foi muito grave em Itália e Espanha? O sistema de saúde desses países não colapsou?
Os profissionais da área da saúde foram tão influenciados pelo medo como a restante população. Este fenómeno explica-se sobretudo pela influência exercida pela retórica do medo difundida incessantemente pela comunicação social. Sem acesso rápido e generalizado a informação científica que lhes permitisse confirmar ou infirmar a gravidade da situação veiculada, a generalidade dos profissionais de saúde acreditaram nessa propaganda mediática, amplamente mal informada e descontextualizada. Alguns meteram baixa para escapar ao problema. A grande maioria manteve-se a trabalhar e adotou as medidas impostas de utilização de equipamentos de proteção, o que, por sua vez, contribuiu para aumentar o medo entre a população: se os profissionais de saúde estão a aderir às normas de segurança e ao confinamento, então é porque o problema deve ser muito grave. Entre a propaganda mediática, que vive da exploração das emoções da sua audiência, e a adesão acrítica dos profissionais de saúde às medidas sanitárias impostas, instalou-se o pânico entre políticos e população em geral.
O que criou o tal "pânico e medo", foi o virus, de algo desconhecido, uma incógnita absoluta na altura, tal como as muitas duvidas que persistem...O Mundo parou porque lhe apeteceu? Estava tudo errado? Enfim...
As imagem reais do que se estava a passar na Itália, Espanha, etc falam por si...os números diários de mortes dizem tudo...Nunca visto por todos nós...
Qualnhick Escreveu:Neste ambiente, adotaram-se medidas políticas e de gestão de cariz irracional que prejudicaram o processo de assistência hospitalar. A Covid-19 tornou-se na prioridade dessa assistência, negligenciando todas as outras patologias e necessidades de cuidado. Como consequência, verificou-se o bloqueio ao acesso a cuidados de saúde a muitos doentes crónicos com patologias graves. Os casos agudos foram sendo atendidos, mas mesmo esses foram submetidos com frequência a testes ‘Covid’, o que provocou atrasos no atendimento, os quais, em algumas situações, resultou no óbito do doente.
O Dr. Filipe Froes explica muito bem as implicações do colapso no sistema de saúde em Portugal (que se aplica a muitos Países), em comparação com o que fez na Suécia: viewtopic.php?f=3&t=90128&start=5850#p1561799
Qualnhick Escreveu:A propaganda do medo pressionou os profissionais de saúde a tratar todos os doentes como ‘suspeitos de Covid’ até serem feitos dois ou três testes com resultado negativo.
Lá está o teoria do "medo"...quem alertou para o problema foi a OMS, alias foi a nossa DGS que numa fase precoce desvalorizou este virus : https://tvi.iol.pt/programa/ana-leal/5b ... wsource=fb
A Dra. Graça Freitas até disse que se podia trabalhar...
"Graça Freitas aconselhou os portugueses a não ficarem demasiado alarmados com o novo coronavírus, mas ao mesmo tempo pediu para não desvalorizarem o assunto." e "Coronavírus: Graça Freitas disse que o alarmismo não favorece, mas não se deve desvalorizar": https://tvi24.iol.pt/videos/sociedade/c ... 72ec72c88d
Até se desvalorizou os alertas da OMS : "Coronavírus. Diretora-Geral da Saúde desvalorizou alertas da OMS que vieram a confirmar-se" : https://observador.pt/2020/01/24/corona ... firmar-se/
Conheço médicos e enfermeiros, dos quais amigos meus, inicialmente brincaram com o vírus e o ignoravam (o que sempre achei extremamente perigoso), onde é que estava o tal "medo"
Qualnhick Escreveu:Há cientistas, médicos e outros especialistas que defendem a necessidade das medidas de distanciamento social, a quarentena e até mesmo o confinamento de pessoas saudáveis. Quais as evidências científicas que suportam esta posição?
Não há qualquer evidência na literatura científica que sugira a eficácia de quarentenas ou de medidas de confinamento de pessoas saudáveis para a prevenção da disseminação de uma epidemia. Historicamente não se conhece a sua prática a nível das nações em nenhum momento passado para lidar com alguma epidemia ou pandemia. A quarentena recomenda-se para pessoas doentes ou infetadas, ou que tenham estado em real risco de infeção, como nos casos de proximidade continuada com um doente. A OMS nunca fez recomendações em tal sentido, apenas mencionou o que a China tinha feito, sendo que pode ser argumentado que essas medidas eram mais de cariz político do que sanitário. (Referências 1, 2, 3 e 4)
Ai não há, basta olhar para que passou em Itália, Espanha, UK (até o Boris Johnson fez marcha atrás e bem, teve essa capacidade...), etc; só depois fizeram o confinamento, a Suécia por natureza dos seus hábitos (indirectamente já faz alguma) em relação ao Ocidente e sem o confinamento aplicado por Portugal, tem resultados desastrosos na mortalidade e a não está melhor em termos económicos, pelo que o vírus provocou /provoca.
Não sei se fez ou não essa recomendação a OMS, sei é que a própria OMS da qual vez "defender", tb cometeu os seus erros...o que de certa forma sou "compreensivo" , face ao desconhecimento sobre este vírus...logo por ai se pode perceber a complexidade deste problema - Pandemia. Como é óbvio, hoje o conhecimento é outro, mas persistem ainda dúvidas...Agora para alguns é tudo fácil de entender...
Alias, o Dr. Filipe Froes quanto a questão da transmissão do virus em crianças "em relação ás crianças nós agora já sabemos que são mais vitimas do que vectores, que era aquilo que nos pensávamos que fosse ao contrário ", mas isso é agora (há posterior) "mesmo assim elas infectam-se...pelo menos não tem sido grave? De vez em quando aparecem...é menos frequente, mas temos casos graves, é menos frequente, indiscutivelmente...aquela história que se ouviu falar o síndrome de kawasaki, algumas crianças desenvolvem isso e quando elas desenvolvem só se sabe no fim do jogo.." "prognósticos só no fim do jogo"
Minuto 30:18 https://www.rtp.pt/play/p6646/e476291/grande-entrevista
Como fala da OMS e os seu erros: minuto 51:39: https://www.rtp.pt/play/p6646/e476291/grande-entrevista
Minuto 28: 35 - Sobre escolas : https://www.rtp.pt/play/p6646/e476291/grande-entrevista
É preciso é dar tempo ao tempo...e ao longo do tempo com a ajuda dos devidos especialistas na área: médicos , cientista, etc; é que vão esclarecer tudo o que envolve este vírus...
Agora virem para aqui ignorar este virus e que isto é uma "simples gripe"...tem juízo....
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Qualnhick
O texto que fizeste referencia acima está bem escrito e foca a realidade que se passou os médicos e enfermeiros entraram em paranóia completa com as noticias propagandeadas pelas tvs criminosas para ganhar audiências vale tudoe o medo resultou num grande problema porque com o tempo a crise económica vai fazer com que as pessoas se voltem contra quem aprovou as leis do fique em casa , das tvs, etc , porque a miséria e falta de dinheiro é mau conselheiro os políticos já estão a perceber que se precipitaram e agora estão a tentar que o País recupere a pressa mas estão esquecidos que o terror que plantaram no povo tem consequências e se não existirem soluções económicas para as pessoas na próximas eleições o regime muda a partir de agora vai ser entre a espada e a parede.
Temos por aqui muitos que passam a vida a olhar para os bonecos, para que os outros fazem ou não fazem, com analises profundas de hipóteses como se o vírus tivesse olhinhos e um cérebro e depois a realidade troca-lhes as voltas, na vida nem tudo o que parece é e muitas vezes a montanha é um rato e nos tempos actuais temos de olhar mais a frente 90% ou mais das noticias que nos apresentam são mentira , até a Le Pen que vive da politica o disse na cara dos jornalistas que as informações que apresentavam são manipuladas e que o povo devia procurar a informação na internet o tempo vai revelar e provar quem estava certo ou errado .
O texto que fizeste referencia acima está bem escrito e foca a realidade que se passou os médicos e enfermeiros entraram em paranóia completa com as noticias propagandeadas pelas tvs criminosas para ganhar audiências vale tudoe o medo resultou num grande problema porque com o tempo a crise económica vai fazer com que as pessoas se voltem contra quem aprovou as leis do fique em casa , das tvs, etc , porque a miséria e falta de dinheiro é mau conselheiro os políticos já estão a perceber que se precipitaram e agora estão a tentar que o País recupere a pressa mas estão esquecidos que o terror que plantaram no povo tem consequências e se não existirem soluções económicas para as pessoas na próximas eleições o regime muda a partir de agora vai ser entre a espada e a parede.
Temos por aqui muitos que passam a vida a olhar para os bonecos, para que os outros fazem ou não fazem, com analises profundas de hipóteses como se o vírus tivesse olhinhos e um cérebro e depois a realidade troca-lhes as voltas, na vida nem tudo o que parece é e muitas vezes a montanha é um rato e nos tempos actuais temos de olhar mais a frente 90% ou mais das noticias que nos apresentam são mentira , até a Le Pen que vive da politica o disse na cara dos jornalistas que as informações que apresentavam são manipuladas e que o povo devia procurar a informação na internet o tempo vai revelar e provar quem estava certo ou errado .
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
https://observador.pt/opiniao/perguntas ... bom-senso/
Perguntas frequentes sobre a Covid-19 e respostas que promovem o bom-senso.
O padrão do vírus e infecção são banais para uma infecção desta natureza e tudo indica que está agora num estado endémico, estável e que viveremos com ele para sempre como mais um vírus entre milhares
A Covid-19 não foi muito grave em Itália e Espanha? O sistema de saúde desses países não colapsou?
Os profissionais da área da saúde foram tão influenciados pelo medo como a restante população. Este fenómeno explica-se sobretudo pela influência exercida pela retórica do medo difundida incessantemente pela comunicação social. Sem acesso rápido e generalizado a informação científica que lhes permitisse confirmar ou infirmar a gravidade da situação veiculada, a generalidade dos profissionais de saúde acreditaram nessa propaganda mediática, amplamente mal informada e descontextualizada. Alguns meteram baixa para escapar ao problema. A grande maioria manteve-se a trabalhar e adotou as medidas impostas de utilização de equipamentos de proteção, o que, por sua vez, contribuiu para aumentar o medo entre a população: se os profissionais de saúde estão a aderir às normas de segurança e ao confinamento, então é porque o problema deve ser muito grave. Entre a propaganda mediática, que vive da exploração das emoções da sua audiência, e a adesão acrítica dos profissionais de saúde às medidas sanitárias impostas, instalou-se o pânico entre políticos e população em geral.
Neste ambiente, adotaram-se medidas políticas e de gestão de cariz irracional que prejudicaram o processo de assistência hospitalar. A Covid-19 tornou-se na prioridade dessa assistência, negligenciando todas as outras patologias e necessidades de cuidado. Como consequência, verificou-se o bloqueio ao acesso a cuidados de saúde a muitos doentes crónicos com patologias graves. Os casos agudos foram sendo atendidos, mas mesmo esses foram submetidos com frequência a testes ‘Covid’, o que provocou atrasos no atendimento, os quais, em algumas situações, resultou no óbito do doente.
A propaganda do medo pressionou os profissionais de saúde a tratar todos os doentes como ‘suspeitos de Covid’ até serem feitos dois ou três testes com resultado negativo.
Isto significa que houve o internamento de pessoas apenas por haver suspeitas de estarem contaminadas com a Covid-19, apesar de serem assintomáticos. Tal excesso de internamento de pessoas não-contaminadas resultou numa pressão desnecessária sobre os sistemas hospitalares, ou seja, não foi por doenças efetivas que o sistema atingiu o limite da sua eficácia, mas sim por suspeitas, com frequência, infundadas. No pico da crise, um médico espanhol dizia numa entrevista televisiva que não eram precisos ventiladores, mas sim camas e pessoal para todos os casos suspeitos. Isto significava que não houve uma rutura do funcionamento das unidades de cuidados intensivos (UCIs), mas sim um colapso administrativo.
É habitual que os sistemas de Saúde funcionem perto da sua capacidade máxima em situação normal. Como tal, é igualmente habitual que, sazonalmente, quando acontecem surtos mais fortes de gripe comum, o sistema “colapse”. Há imensos relatos de “caos” nas urgências hospitalares em todos os países e em quase todos os anos. Faz parte do funcionamento “normal” dos sistemas de saúde nacionais. Daí as inúmeras imagens que surgem de pessoas acamadas em corredores das urgências que nem sequer chegam as enfermarias e muito menos a UCIs.
Há cientistas, médicos e outros especialistas que defendem a necessidade das medidas de distanciamento social, a quarentena e até mesmo o confinamento de pessoas saudáveis. Quais as evidências científicas que suportam esta posição?
Não há qualquer evidência na literatura científica que sugira a eficácia de quarentenas ou de medidas de confinamento de pessoas saudáveis para a prevenção da disseminação de uma epidemia. Historicamente não se conhece a sua prática a nível das nações em nenhum momento passado para lidar com alguma epidemia ou pandemia. A quarentena recomenda-se para pessoas doentes ou infetadas, ou que tenham estado em real risco de infeção, como nos casos de proximidade continuada com um doente. A OMS nunca fez recomendações em tal sentido, apenas mencionou o que a China tinha feito, sendo que pode ser argumentado que essas medidas eram mais de cariz político do que sanitário. (Referências 1, 2, 3 e 4)
Mesmo hoje não há prova científica relevante e significativa de que o confinamento tenha afetado o curso da pandemia. A pouca publicação nesse sentido assenta essencialmente na execução de simulações que dizem que sem confinamento teria sido pior e que com o confinamento foi menos mau. No entanto, as simulações não refletem a realidade. São realizadas por computadores que fazem cálculos de acordo com as variáveis que alguém lhes apresenta. Com frequência, essas variáveis são insuficiente, havendo variáveis ocultas que não são tidas em conta. Por exemplo, a simulação do Imperial College, inicialmente tomada como a teoricamente mais credível, foi entretanto desacreditada e o seu autor demitiu-se de conselheiro do estado Britânico. As suas previsões falharam de forma desastrosa e já tinham falhado no passado em diversas infecões veterinárias que levaram ao abate de mais de 6 milhões de animais. (Referência)
Mas muitos dos países que fizeram confinamento tiveram menos mortos do que os países que não fizeram. Não é isso prova de que o confinamento?
As diferenças verificadas não têm correlação com o tipo de medidas nem com o momento em que foram implementadas. Têm sim uma grande correlação e sem o mesmo padrão que se conhece de outros surtos noutros invernos: no início de Maio, deixou de haver um número relevante de mortes em excesso. Assim foi em todos os países europeus.
A Noruega e a sua Agência de Saúde, equivalente à DGS, já vieram a público reconhecer que o “lockdown” era desnecessário, que provavelmente não influenciou a propagação da infeção que, na altura da sua implementação, já estava em queda. O confinamento foi motivado pela identificação de sintomas, mas essa manifestação aconteceu vários dias depois de ter ocorrido o pico da infeção. A Noruega reconheceu ainda que o encerramento das escolas poderá mesmo ter piorado a evolução da epidemia.
A Suécia tomou uma decisão racional, baseada nos conhecimentos científicos disponíveis a todos, porque a decisão esteve legalmente nas mãos de epidemiologistas e o governo não pôde tomar decisões sobre saúde pública. A taxa de mortalidade, ao contrário do que é veiculado repetidamente pela comunicação social, não é elevada e está perfeitamente dentro da variação normal dos anos anteriores.
As diferenças que a Suécia apresenta em relação aos países vizinhos não têm qualquer significado, como não tem as diferenças que a Bélgica, em quarentena total, apresenta para com a Holanda, com quarentena leve, ou para com a Alemanha, ou ainda a equivalência que a Galiza, com uma lei duríssima, apresenta para o norte de Portugal, com menos restrições. Ou as diferenças do norte para o Alentejo. Só para dar alguns exemplos.
O Japão, a Islândia, Malta, a Estónia, a Bielorrússia, o Equador e, em certa medida, a Holanda, seguiram abordagens em tudo semelhantes à Suécia ou ainda mais leves e não apresentam um cenário catastrófico. Muito pelo contrário, os seus resultados são benignos e perfeitamente equivalentes a países totalmente fechados.
Outras agências de saúde de vários países recomendaram o mesmo curso de ação, mas os políticos impuseram uma visão catastrofista. Deixaram-se guiar pelo medo, tal como as populações, e agiram de modo intuitivo e emocional, não científico ou racional. (Referência)
Mas os profissionais de saúde continuam a mencionar risco real e consequências médicas dramáticas.
Sim, porque não podem perder a face. Apostaram o prestígio quando a crise se instalou. Comungaram do medo sentido. Perante a falta de formação específica e avançada em epidemiologia, tiveram a reação mais natural: prevenir. Como a profissão de muitos profissionais de saúde é aconselhar e vivem da imagem de credibilidade que criam e mantêm, têm dificuldade em admitir que erraram. É o seu estatuto social e profissional que está em causa.
Para sustentar as posições tomadas são invocados novos casos e mais mortes, mas de forma descontextualizada. O problema é que os números ditos ‘Covid’ não têm validade estatística:
testes PCR não fiavéis porque dão muitos falsos positivos, até com sumo de frutas;
testes serológicos com boa qualidade mas que num caso destes, de uma doença supostamente nova com prevalência de 3% (segundo a OMS) têm uma margem de erro enorme;
critérios subjetivos de morte por ‘Covid’, que variam entre países e regiões;
introdução nas certidões de óbito da opção obrigatória: Sem Covid, Supeito Covid e Covid, sem que se saiba como serão classificados na verdade os “suspeitos”;
ausência de autópsias que provem a causa de morte como atribuída ao vírus.
Mas está a acontecer um novo surto em Lisboa, estamos a arriscar tudo. Não devíamos confinar tudo novamente?
Os “casos” detetados nos últimos dias são fantasmas. Detetaram mais de mil “casos” e o número de internados continua a descer vertiginosamente (já tivemos 1301 internados, sem que tenha havido colapso do SNS).
Enquanto continuarem a procurar fantasmas vão encontrar. Os critérios de teste hoje não tem qualquer relevância médica ou epidemiológica. São uma aberração. Os testes PCR conseguem detetar partículas de vírus mesmo que estas já não sejam capazes de infetar pessoas, mesmo que estejam já destruídas pelos raios utra-violeta ou que seja eliminadas facilmente pelo sistema imunitário no que será uma infeção extremamente leve.
Testar 833 pessoas num armazém das quais 175 dá positivo — um número que gera medo e dos quais os meios de comunicação se apropriam para aumentar o seu protagonismo — e que resulta em apenas um internamento é uma inutilidade. Uma qualquer outra testagem médica feita pelo SNS a 833 pessoas que resultasse apenas na necessidade de uma intervenção clínica, seria severamente contestada pela oposição! É um desperdício de recursos em tempo e testes. Alimenta sobretudo clientelas que ainda não ficaram contentes com os milhões de euros que choveram do governo.
Como se pode ver neste gráfico da DGS, o número de testes positivos continua alto, mas o número de pessoas que refere e apresenta sintomas tem descido vertiginosamente.
Fonte DGS
A cada dia há menos internados. O melhor facto tem sido o do número nos cuidados intensivos estar sempre a descer. Há capacidade no SNS para muito mais, nunca estivemos sequer perto da capacidade máxima.
Para quem não se lembra: o objetivo de confinar o país era APLANAR a curva. A curva JÁ NÃO EXISTE, com ou sem estes testes sem critério.
As escolas devem continuar fechadas? Não podemos arriscar a saúde das crianças!
As crianças não correm qualquer risco de vida significativo por esta infeção. Para as crianças, a Covid-19 é muito menos perigosa que uma gripe, a qual pode, de facto, afetar crianças saudáveis e causar complicações negativas mais permanentes.
É importante também referir que as crianças têm um papel irrelevante na progressão da infeção. São mesmo peças fundamentais na imunidade de grupo, ajudando a prevenir um potencial retorno do vírus no próximo inverno (o qual, a acontecer, não terá risco relevante, sendo ainda menos presente que o primeiro).
As escolas estão abertas para uma elite escolhida. Essas crianças vão continuar a progredir normalmente na sua educação.
Os filhos de quem tem que trabalhar todos os dias, de quem não tem rendimentos garantidos, ficam reduzidos a olhar para a televisão, provavelmente com algum estigma de atraso educacional em relação aos colegas da elite ou que tem pais capazes de os acompanhar diariamente.
O estado, aquele que devia assegurar acima de tudo igualdade de oportunidades, assobia para o lado a servir exclusivamente aqueles que escolhe.
Nenhum país que reabriu as escolas relata qualquer subida de infeção, Dinamarca, Áustria, Republica Checa e muitos outros. Apenas a França fechou setenta escolas pontualmente, das 40 000 que reabriram, vinte e cinco das quais numa única cidade por causa de UM ÚNICO CASO.
A Noruega retirou na primeira semana de Junho todas as restrições e medidas nas escolas. (Referência 1 e 2)
O confinamento salvou vidas em Portugal ou não?
O estudo que estima que o confinamento salvou 146 vidas tem graves fragilidades técnicas. Não apresenta qualquer formulação matemática ou técnica-científica da projeção do que seria a curva de óbitos sem confinamento. Mais ainda, a curva de óbitos observados encontra-se dentro do intervalo de confiança da projeção, ou seja, é uma variação dentro da norma, pelo que não se pode dizer que “o confinamento fez a diferença”.
O número de suicídios já relatados como causas diretas com as condições económicas e de desespero social em consequência das medidas largamente ultrapassa quaisquer ganhos residuais do confinamento. Há uma relação muito forte e bem establecida entre desemprego dificuldades económicas e suicidio, tememos que as consequencias imediatas na população sejam muito mais gravosas por essa via que nas vidas supostamente salvas.
Pelo contrário, sabemos hoje que houve aumento da mortalidade em Portugal por causa direta e indireta do confinamento. Morreram pessoas por suicídio induzido pela ansiedade do confinamento, por ataque cardíaco associado ao pânico gerado, por falta de cuidados de saúde hospitalares, tanto pela demora na prestação desse serviço enquanto se esperava pelos resultados dos testes da Covid-19 como pelo evitamento de idas a instituições de cuidados de saúde, motivado pelo medo de contrair a Covid-19. Estas “causas” ainda não estão devidamente contabilizadas nas estatísticas oficiais nem nos estudos existentes. O excesso de mortalidade ocorrido entre 1 de março e 22 de abril foi três a cinco vezes superior ao explicado pelas mortes por Covid-19 reportadas oficialmente, uma tragédia várias vezes maior que o próprio vírus. (Referência)
Vai haver segunda vaga?
Muito provavelmente não. O padrão do vírus e infecção são perfeitamente banais para uma infecção desta natureza e tudo indica que está agora num estado endémico, estável e que viveremos com ele para sempre, como mais um vírus entre milhares. A ciência na Itália indica que já desapareceu do país.
Poderá haver nova infecção no outono-inverno, como é habitual com os coronavírus. Ainda não sabemos se este vírus vai circular significativamente no hemisfério sul temperado no inverno deles e regressará no nosso inverno.
Mas se regressar, terá de se ter em conta alguns factores: Primeiro, haverá mais imunidade entre a população do que durante o primeiro surto. Mesmo que seja baixa, será suficiente para reduzir a letalidade do vírus para níveis não preocupantes. De recordar que também haverão menos pessoas vulneráveis disponíveis – praticamente os únicos que a Covid-19 matou até agora. É na fase inicial de surgimento de um vírus como este que a taxa de infeção e de letalidade é mais acentuada.
Segundo, durante uma próxima vaga, a Covid-19 terá de competir com outros vírus de gripe e afins pela influência sobre corpos vulneráveis. Signifca isso que haverão menos disponíveis. Se outro vírus gripal infectar essa pessoa e lhe causar a morte, a Covid-19 não terá probabilidade significativa de também infectar e contribuir como evento terminal para esse óbito. Dificilmente um número relevante de pessoas será infectado por dois vírus no curto período que medeia entre a infecção e a morte.
Perguntas frequentes sobre a Covid-19 e respostas que promovem o bom-senso.
O padrão do vírus e infecção são banais para uma infecção desta natureza e tudo indica que está agora num estado endémico, estável e que viveremos com ele para sempre como mais um vírus entre milhares
A Covid-19 não foi muito grave em Itália e Espanha? O sistema de saúde desses países não colapsou?
Os profissionais da área da saúde foram tão influenciados pelo medo como a restante população. Este fenómeno explica-se sobretudo pela influência exercida pela retórica do medo difundida incessantemente pela comunicação social. Sem acesso rápido e generalizado a informação científica que lhes permitisse confirmar ou infirmar a gravidade da situação veiculada, a generalidade dos profissionais de saúde acreditaram nessa propaganda mediática, amplamente mal informada e descontextualizada. Alguns meteram baixa para escapar ao problema. A grande maioria manteve-se a trabalhar e adotou as medidas impostas de utilização de equipamentos de proteção, o que, por sua vez, contribuiu para aumentar o medo entre a população: se os profissionais de saúde estão a aderir às normas de segurança e ao confinamento, então é porque o problema deve ser muito grave. Entre a propaganda mediática, que vive da exploração das emoções da sua audiência, e a adesão acrítica dos profissionais de saúde às medidas sanitárias impostas, instalou-se o pânico entre políticos e população em geral.
Neste ambiente, adotaram-se medidas políticas e de gestão de cariz irracional que prejudicaram o processo de assistência hospitalar. A Covid-19 tornou-se na prioridade dessa assistência, negligenciando todas as outras patologias e necessidades de cuidado. Como consequência, verificou-se o bloqueio ao acesso a cuidados de saúde a muitos doentes crónicos com patologias graves. Os casos agudos foram sendo atendidos, mas mesmo esses foram submetidos com frequência a testes ‘Covid’, o que provocou atrasos no atendimento, os quais, em algumas situações, resultou no óbito do doente.
A propaganda do medo pressionou os profissionais de saúde a tratar todos os doentes como ‘suspeitos de Covid’ até serem feitos dois ou três testes com resultado negativo.
Isto significa que houve o internamento de pessoas apenas por haver suspeitas de estarem contaminadas com a Covid-19, apesar de serem assintomáticos. Tal excesso de internamento de pessoas não-contaminadas resultou numa pressão desnecessária sobre os sistemas hospitalares, ou seja, não foi por doenças efetivas que o sistema atingiu o limite da sua eficácia, mas sim por suspeitas, com frequência, infundadas. No pico da crise, um médico espanhol dizia numa entrevista televisiva que não eram precisos ventiladores, mas sim camas e pessoal para todos os casos suspeitos. Isto significava que não houve uma rutura do funcionamento das unidades de cuidados intensivos (UCIs), mas sim um colapso administrativo.
É habitual que os sistemas de Saúde funcionem perto da sua capacidade máxima em situação normal. Como tal, é igualmente habitual que, sazonalmente, quando acontecem surtos mais fortes de gripe comum, o sistema “colapse”. Há imensos relatos de “caos” nas urgências hospitalares em todos os países e em quase todos os anos. Faz parte do funcionamento “normal” dos sistemas de saúde nacionais. Daí as inúmeras imagens que surgem de pessoas acamadas em corredores das urgências que nem sequer chegam as enfermarias e muito menos a UCIs.
Há cientistas, médicos e outros especialistas que defendem a necessidade das medidas de distanciamento social, a quarentena e até mesmo o confinamento de pessoas saudáveis. Quais as evidências científicas que suportam esta posição?
Não há qualquer evidência na literatura científica que sugira a eficácia de quarentenas ou de medidas de confinamento de pessoas saudáveis para a prevenção da disseminação de uma epidemia. Historicamente não se conhece a sua prática a nível das nações em nenhum momento passado para lidar com alguma epidemia ou pandemia. A quarentena recomenda-se para pessoas doentes ou infetadas, ou que tenham estado em real risco de infeção, como nos casos de proximidade continuada com um doente. A OMS nunca fez recomendações em tal sentido, apenas mencionou o que a China tinha feito, sendo que pode ser argumentado que essas medidas eram mais de cariz político do que sanitário. (Referências 1, 2, 3 e 4)
Mesmo hoje não há prova científica relevante e significativa de que o confinamento tenha afetado o curso da pandemia. A pouca publicação nesse sentido assenta essencialmente na execução de simulações que dizem que sem confinamento teria sido pior e que com o confinamento foi menos mau. No entanto, as simulações não refletem a realidade. São realizadas por computadores que fazem cálculos de acordo com as variáveis que alguém lhes apresenta. Com frequência, essas variáveis são insuficiente, havendo variáveis ocultas que não são tidas em conta. Por exemplo, a simulação do Imperial College, inicialmente tomada como a teoricamente mais credível, foi entretanto desacreditada e o seu autor demitiu-se de conselheiro do estado Britânico. As suas previsões falharam de forma desastrosa e já tinham falhado no passado em diversas infecões veterinárias que levaram ao abate de mais de 6 milhões de animais. (Referência)
Mas muitos dos países que fizeram confinamento tiveram menos mortos do que os países que não fizeram. Não é isso prova de que o confinamento?
As diferenças verificadas não têm correlação com o tipo de medidas nem com o momento em que foram implementadas. Têm sim uma grande correlação e sem o mesmo padrão que se conhece de outros surtos noutros invernos: no início de Maio, deixou de haver um número relevante de mortes em excesso. Assim foi em todos os países europeus.
A Noruega e a sua Agência de Saúde, equivalente à DGS, já vieram a público reconhecer que o “lockdown” era desnecessário, que provavelmente não influenciou a propagação da infeção que, na altura da sua implementação, já estava em queda. O confinamento foi motivado pela identificação de sintomas, mas essa manifestação aconteceu vários dias depois de ter ocorrido o pico da infeção. A Noruega reconheceu ainda que o encerramento das escolas poderá mesmo ter piorado a evolução da epidemia.
A Suécia tomou uma decisão racional, baseada nos conhecimentos científicos disponíveis a todos, porque a decisão esteve legalmente nas mãos de epidemiologistas e o governo não pôde tomar decisões sobre saúde pública. A taxa de mortalidade, ao contrário do que é veiculado repetidamente pela comunicação social, não é elevada e está perfeitamente dentro da variação normal dos anos anteriores.
As diferenças que a Suécia apresenta em relação aos países vizinhos não têm qualquer significado, como não tem as diferenças que a Bélgica, em quarentena total, apresenta para com a Holanda, com quarentena leve, ou para com a Alemanha, ou ainda a equivalência que a Galiza, com uma lei duríssima, apresenta para o norte de Portugal, com menos restrições. Ou as diferenças do norte para o Alentejo. Só para dar alguns exemplos.
O Japão, a Islândia, Malta, a Estónia, a Bielorrússia, o Equador e, em certa medida, a Holanda, seguiram abordagens em tudo semelhantes à Suécia ou ainda mais leves e não apresentam um cenário catastrófico. Muito pelo contrário, os seus resultados são benignos e perfeitamente equivalentes a países totalmente fechados.
Outras agências de saúde de vários países recomendaram o mesmo curso de ação, mas os políticos impuseram uma visão catastrofista. Deixaram-se guiar pelo medo, tal como as populações, e agiram de modo intuitivo e emocional, não científico ou racional. (Referência)
Mas os profissionais de saúde continuam a mencionar risco real e consequências médicas dramáticas.
Sim, porque não podem perder a face. Apostaram o prestígio quando a crise se instalou. Comungaram do medo sentido. Perante a falta de formação específica e avançada em epidemiologia, tiveram a reação mais natural: prevenir. Como a profissão de muitos profissionais de saúde é aconselhar e vivem da imagem de credibilidade que criam e mantêm, têm dificuldade em admitir que erraram. É o seu estatuto social e profissional que está em causa.
Para sustentar as posições tomadas são invocados novos casos e mais mortes, mas de forma descontextualizada. O problema é que os números ditos ‘Covid’ não têm validade estatística:
testes PCR não fiavéis porque dão muitos falsos positivos, até com sumo de frutas;
testes serológicos com boa qualidade mas que num caso destes, de uma doença supostamente nova com prevalência de 3% (segundo a OMS) têm uma margem de erro enorme;
critérios subjetivos de morte por ‘Covid’, que variam entre países e regiões;
introdução nas certidões de óbito da opção obrigatória: Sem Covid, Supeito Covid e Covid, sem que se saiba como serão classificados na verdade os “suspeitos”;
ausência de autópsias que provem a causa de morte como atribuída ao vírus.
Mas está a acontecer um novo surto em Lisboa, estamos a arriscar tudo. Não devíamos confinar tudo novamente?
Os “casos” detetados nos últimos dias são fantasmas. Detetaram mais de mil “casos” e o número de internados continua a descer vertiginosamente (já tivemos 1301 internados, sem que tenha havido colapso do SNS).
Enquanto continuarem a procurar fantasmas vão encontrar. Os critérios de teste hoje não tem qualquer relevância médica ou epidemiológica. São uma aberração. Os testes PCR conseguem detetar partículas de vírus mesmo que estas já não sejam capazes de infetar pessoas, mesmo que estejam já destruídas pelos raios utra-violeta ou que seja eliminadas facilmente pelo sistema imunitário no que será uma infeção extremamente leve.
Testar 833 pessoas num armazém das quais 175 dá positivo — um número que gera medo e dos quais os meios de comunicação se apropriam para aumentar o seu protagonismo — e que resulta em apenas um internamento é uma inutilidade. Uma qualquer outra testagem médica feita pelo SNS a 833 pessoas que resultasse apenas na necessidade de uma intervenção clínica, seria severamente contestada pela oposição! É um desperdício de recursos em tempo e testes. Alimenta sobretudo clientelas que ainda não ficaram contentes com os milhões de euros que choveram do governo.
Como se pode ver neste gráfico da DGS, o número de testes positivos continua alto, mas o número de pessoas que refere e apresenta sintomas tem descido vertiginosamente.
Fonte DGS
A cada dia há menos internados. O melhor facto tem sido o do número nos cuidados intensivos estar sempre a descer. Há capacidade no SNS para muito mais, nunca estivemos sequer perto da capacidade máxima.
Para quem não se lembra: o objetivo de confinar o país era APLANAR a curva. A curva JÁ NÃO EXISTE, com ou sem estes testes sem critério.
As escolas devem continuar fechadas? Não podemos arriscar a saúde das crianças!
As crianças não correm qualquer risco de vida significativo por esta infeção. Para as crianças, a Covid-19 é muito menos perigosa que uma gripe, a qual pode, de facto, afetar crianças saudáveis e causar complicações negativas mais permanentes.
É importante também referir que as crianças têm um papel irrelevante na progressão da infeção. São mesmo peças fundamentais na imunidade de grupo, ajudando a prevenir um potencial retorno do vírus no próximo inverno (o qual, a acontecer, não terá risco relevante, sendo ainda menos presente que o primeiro).
As escolas estão abertas para uma elite escolhida. Essas crianças vão continuar a progredir normalmente na sua educação.
Os filhos de quem tem que trabalhar todos os dias, de quem não tem rendimentos garantidos, ficam reduzidos a olhar para a televisão, provavelmente com algum estigma de atraso educacional em relação aos colegas da elite ou que tem pais capazes de os acompanhar diariamente.
O estado, aquele que devia assegurar acima de tudo igualdade de oportunidades, assobia para o lado a servir exclusivamente aqueles que escolhe.
Nenhum país que reabriu as escolas relata qualquer subida de infeção, Dinamarca, Áustria, Republica Checa e muitos outros. Apenas a França fechou setenta escolas pontualmente, das 40 000 que reabriram, vinte e cinco das quais numa única cidade por causa de UM ÚNICO CASO.
A Noruega retirou na primeira semana de Junho todas as restrições e medidas nas escolas. (Referência 1 e 2)
O confinamento salvou vidas em Portugal ou não?
O estudo que estima que o confinamento salvou 146 vidas tem graves fragilidades técnicas. Não apresenta qualquer formulação matemática ou técnica-científica da projeção do que seria a curva de óbitos sem confinamento. Mais ainda, a curva de óbitos observados encontra-se dentro do intervalo de confiança da projeção, ou seja, é uma variação dentro da norma, pelo que não se pode dizer que “o confinamento fez a diferença”.
O número de suicídios já relatados como causas diretas com as condições económicas e de desespero social em consequência das medidas largamente ultrapassa quaisquer ganhos residuais do confinamento. Há uma relação muito forte e bem establecida entre desemprego dificuldades económicas e suicidio, tememos que as consequencias imediatas na população sejam muito mais gravosas por essa via que nas vidas supostamente salvas.
Pelo contrário, sabemos hoje que houve aumento da mortalidade em Portugal por causa direta e indireta do confinamento. Morreram pessoas por suicídio induzido pela ansiedade do confinamento, por ataque cardíaco associado ao pânico gerado, por falta de cuidados de saúde hospitalares, tanto pela demora na prestação desse serviço enquanto se esperava pelos resultados dos testes da Covid-19 como pelo evitamento de idas a instituições de cuidados de saúde, motivado pelo medo de contrair a Covid-19. Estas “causas” ainda não estão devidamente contabilizadas nas estatísticas oficiais nem nos estudos existentes. O excesso de mortalidade ocorrido entre 1 de março e 22 de abril foi três a cinco vezes superior ao explicado pelas mortes por Covid-19 reportadas oficialmente, uma tragédia várias vezes maior que o próprio vírus. (Referência)
Vai haver segunda vaga?
Muito provavelmente não. O padrão do vírus e infecção são perfeitamente banais para uma infecção desta natureza e tudo indica que está agora num estado endémico, estável e que viveremos com ele para sempre, como mais um vírus entre milhares. A ciência na Itália indica que já desapareceu do país.
Poderá haver nova infecção no outono-inverno, como é habitual com os coronavírus. Ainda não sabemos se este vírus vai circular significativamente no hemisfério sul temperado no inverno deles e regressará no nosso inverno.
Mas se regressar, terá de se ter em conta alguns factores: Primeiro, haverá mais imunidade entre a população do que durante o primeiro surto. Mesmo que seja baixa, será suficiente para reduzir a letalidade do vírus para níveis não preocupantes. De recordar que também haverão menos pessoas vulneráveis disponíveis – praticamente os únicos que a Covid-19 matou até agora. É na fase inicial de surgimento de um vírus como este que a taxa de infeção e de letalidade é mais acentuada.
Segundo, durante uma próxima vaga, a Covid-19 terá de competir com outros vírus de gripe e afins pela influência sobre corpos vulneráveis. Signifca isso que haverão menos disponíveis. Se outro vírus gripal infectar essa pessoa e lhe causar a morte, a Covid-19 não terá probabilidade significativa de também infectar e contribuir como evento terminal para esse óbito. Dificilmente um número relevante de pessoas será infectado por dois vírus no curto período que medeia entre a infecção e a morte.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Certo, já editei o post para incluir essa correcção. Tendo por base os números do ISTAT, o total de óbitos em excesso é provavelmente na ordem de metade do que referi (o que transportaria a taxa de letalidade para a ordem de 1%). Este valor seria um IFR e não um CFR. De qualquer das formas não colocaria grande peso nesta estimativa, especialmente tendo em conta esta secção da notícia (para além de outros possíveis problemas):
Health authorities in Bergamo said the results were based on a “random” sample which was “sufficiently broad” to be a reliable indicator of how many people had been infected in the province, which became the epicentre of Italy’s outbreak.
In a separate statement issued later, the Bergamo health agency said that most of those in the sample were residents of the worst-hit areas. Many had already been put under quarantine, the statement added.
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1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
MarcoAntonio Escreveu:Lisboa, Bergamo é uma cidade e uma província na Lombardia. O número que citei está incorrecto, porém, era o número de casos confirmados e não de óbitos confirmados, lapso meu.
Tema encerrado..................Nao deixa de ser um numero impressionante .
ja agora> Bergamo tera tido oficiialmente 2800 mortes,,,,,,,,,,
Abco
Editado pela última vez por Lisboa_Casino em 10/6/2020 2:42, num total de 1 vez.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
MarcoAntonio Escreveu:Lisboa, Bergamo é uma cidade e uma província na Lombardia.
Logo bergamo nao e a lombardia e se Bergamo tivesse 14 mil mortes COVID imagina quantos teria a lombardia toda que ate ao momento regista 16 mil e tal...............
Sendo a Lombardia 1o milhoes o outro dizia que era fazer as contas..........
Ou n#ao sao n; oficiais e sao das tais projecoes,,,,,,,,,,,,,,,,,,
Abco
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Lisboa, Bergamo é uma cidade e uma província na Lombardia. O número que citei está incorrecto, porém, era o número de casos confirmados e não de óbitos confirmados, lapso meu.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Já agora, Bergamo tem cerca de 1.1 milhões de habitantes (dos quais 600 ou 700 mil terão sido infectados, se tomarmos por referência esta informação). Segundo a Protezione Civile, terão falecido 13660 individuos com associação a COVID. E segundo o Instituto de Estatística italiano, o excesso de óbitos foi de 571% em Março e 123% em Abril.
Marco,
Se em Bergamo foi assim, imagino o que tera sido na regiao da lombardia !
Lombardia 16 mil mortes para 10 milhoes
Nota> Bergamo nao deixa de ser uma situa;ao grave !
Marco,
Se em Bergamo foi assim, imagino o que tera sido na regiao da lombardia !
Lombardia 16 mil mortes para 10 milhoes
Nota> Bergamo nao deixa de ser uma situa;ao grave !
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
MarcoAntonio Escreveu:
Já agora, Bergamo tem cerca de 1.1 milhões de habitantes (dos quais 600 ou 700 mil terão sido infectados, se tomarmos por referência esta informação). Segundo a Protezione Civile, terão falecido 13660 individuos com associação a COVID. E segundo o Instituto de Estatística italiano, o excesso de óbitos foi de 571% em Março e 123% em Abril.
Isto sugere uma taxa de letalidade brutal da ordem dos 2% nesta região, para o que certamente contribuiu o colapso do sistema de saúde, não apenas o virus.
Este virus não é nenhuma brincadeira, por mais asneiras que escrevam por aí. Não será tão grave quanto se chegou a temer inicialmente, é justo dizer creio, mas está longe, muito longe, de ser uma mera gripezinha sazonal.
E com o colapso de um sistema de Saúde, para além de morrer mais pessoas por covid-19, também morrem doentes por outras causas, pela falta de capacidade também para os tratar.
O Dr. Filipe Froes - Médico Pneumologista, explica muito bem na Grande Entrevista de 3 de junho, o que aconteceria a Portugal se tivesse feito um espécie do que fez a Suécia : https://www.rtp.pt/play/p6646/e476291/grande-entrevista
- Minuto 19:15: “Deixe-me só acabar…imaginemos agora que nós fazíamos uma espécie daquilo que fez a Suécia…”deixa tudo aberto”…temos um estudo da Escola Nacional de Saúde Publica que disse que só na primeira quinzena de abril, se não houvesse confinamento nós tínhamos o triplo de necessidade de doentes ligados a ventiladores e passaríamos de 226 para 700 e tal…significa que tínhamos ultrapassado a nossa capacidade de ventiladores. E o que é que isso significa? Significa que quando nós temos a nossa capacidade ultrapassada em UCI, nós entramos em rutura e nós vimos a rutura em Espanha e vimos em Itália. E Então nessa altura não são só as pessoas com covid que morrem, por uma razão simples, as pessoas com covid porque não há capacidade para as tratar, por nós já não temos e todas as outras pessoas que tem doença também morrem”.
"Eu vou dar-lhe um exemplo, uma pessoa que tivesse um filho pequeno de 7 a 8 anos que fizesse uma “peritonite” e não tivesse capacidade de ser operada..morria, portanto a mortalidade quer por covid, quer por todas as outras doenças disparava..estaremos nós preparamos para pagar esse preço?”
- Minuto 20:30: Mortalidade por faixa etária – “Há pessoas graves mais novas, da nossa idade e mais velhas…”
Nota: Como é óbvio, a percentagem de risco/morte nas pessoas com mais idade e com outros problemas de saúde, é muito, muito superior.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Já agora, sobre o artigo da Nature, o artigo é peer-reviewed e a Nature é uma revista científica (journal) bastante conceituada. Não se publica ali facilmente e não será fácil um artigo realizado por incompetentes passar (naturalmente, isto não assegura a qualidade absoluta de uma publicação, mas deve no mínimo merecer algum cuidado antes de se tecer comentários "fáceis" a deitar abaixo o artigo). O artigo contém muito mais do que o que surge nas notícias. Na verdade, o interesse do artigo na minha opinião está na estimativa específica país a país de diferentes medidas.
Deixo o link directo para a publicação:
https://www.nature.com/articles/s41586- ... erence.pdf
Sobre os valores em si que foram publicados na comunicação social, os autores referem naturalmente que existe incerteza estatística envolvida, são estimativas e são apresentadas como tal pelos autores. Em anexo, as estimativas conforme apresentadas pelos autores com inclusão de intervalos de confiança:

Deixo o link directo para a publicação:
https://www.nature.com/articles/s41586- ... erence.pdf
Sobre os valores em si que foram publicados na comunicação social, os autores referem naturalmente que existe incerteza estatística envolvida, são estimativas e são apresentadas como tal pelos autores. Em anexo, as estimativas conforme apresentadas pelos autores com inclusão de intervalos de confiança:
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1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
MNPTLIS Escreveu:Agora vem o depois que ninguém quis ver.
https://sicnoticias.pt/economia/2020-06 ... -do-Estado
O que ainda não conseguiste explicar é qual era alernativa? A pandemia é uma realidade, vai afetar todos os países, uns mais outros menos... como os próprios comentadores referem!
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http://www.gamesandfun.pt/afiliado&id=28
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Qualnhick Escreveu:A imunidade de grupo leva a que a propagação da infecção seja muitissimo atenuada, levando à sua eliminação.
A imunidade de grupo não é um valor, é um princípio. O HIT (heard immunity threshold) é o valor estimado para o qual a taxa efectiva de transmissão é 1 (e a partir daí tende a ir para um valor abaixo de 1). A seu tempo, a doença tende a extinguir-se. Não impede que o agente infeccioso infecte mais individuos a partir do momento que o HIT foi atingido. Seja como for, nem se sabe em exacto qual é o valor do HIT para o SARS-CoV-2 dado que não se conhece com precisão o Ro. E mesmo tomando por referência os 50, 60, 70% estimados (são só estimativas), repito, isso não significa que só se consegue infectar 50, 60 ou 70% respectivamente.
Qualnhick Escreveu:Quando se fala de imunidade de grupo na ordem dos 60% quer dizer que chegando a esse patamar a propagação cai brutalmente (ou melhor, vai caindo à medida que se aproxima dos tais 60%) e não chegara certamente a 80 e não sei quantos %
Ela não cai brutalmente chegando a esse patamar, ela já vem caindo antes (uma vez que o R efectivo já estará proximo de 1 antes de se chegar ao HIT) e continua a cair depois. E claro que pode chegar aos 80, mas isso implica um Ro da ordem dos 4 ou por aí (o que implica um HIT da ordem dos 75%). O HIT é apenas o valor teórico e estimado a partir do qual o Rt passa para baixo de 1. Não é o ponto em que deixa de ser possível infectar mais alguém ou o ponto em que o princípio da imunidade de grupo impede mais infecções.
Qualnhick Escreveu:O que se conclui deste é que o confinamento não previne que a infecção se propague !
O que se conclui é que isto não tem nada que ver com a gripe sazonal, que o virus ´é altamente contagioso tal como têm defendido a generalidade dos epidemiologistas, que para Bergamo já era tarde, que potencialmente com as medidas se evitou situações idênticas noutros locais, esse é o tipo de conclusão a que se pode chegar (ou que esta notícia sugere, conforme o grau de confiança que se coloca na informação).
Já agora, Bergamo tem cerca de 1.1 milhões de habitantes (dos quais 600 ou 700 mil terão sido infectados, se tomarmos por referência esta informação). Segundo a Protezione Civile, terão falecido 13660 individuos com associação a COVID. E segundo o Instituto de Estatística italiano, o excesso de óbitos foi de 571% em Março e 123% em Abril.
Isto sugere uma taxa de letalidade brutal da ordem dos 2% nesta região, para o que certamente contribuiu o colapso do sistema de saúde, não apenas o virus.
Este virus não é nenhuma brincadeira, por mais asneiras que escrevam por aí. Não será tão grave quanto se chegou a temer inicialmente, é justo dizer creio, mas está longe, muito longe, de ser uma mera gripezinha sazonal.
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1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
MarcoAntonio Escreveu:A taxa real de infectados é possivelmente um pedaço superior aos 57% dado que nem todos os infectados manifestam anticorpos (um estudo apontava para cerca de 1/3, se não me falha a memória).
E podes indicar algum estudo credível que sugira que não pode ultrapassar os 60% como alegas devido à imunidade de grupo?
Não é isso que significa imunidade de grupo, sequer. Além de que os valores falados são meras estimativas baseadas no que se supõe ser o Ro.
Mas o ponto principal é que tu hoje mesmo alegaste que aqueles valores publicados na Nature não eram possíveis nem nada que se parecesse. Bergamo está a indicar precisamente o contrário e tu postas isso no mesmo dia pela tua mão (aparentemente sem te dares conta que te estás a contradizer completamente). E aparentemente sem perceber a parte relevante da notícia.
A imunidade de grupo leva a que a propagação da infecção seja muitissimo atenuada, levando à sua eliminação.
Quando se fala de imunidade de grupo na ordem dos 60% quer dizer que chegando a esse patamar a propagação cai brutalmente (ou melhor, vai caindo à medida que se aproxima dos tais 60%) e não chegara certamente a 80 e não sei quantos %
Não, não me contradisse. Os 60% são imunidade de grupo, eu não disse que não pode ultrapassar os 60%, agora com imunidade de grupo dessa ordem não chegará aos 82% sugeridos no estudo.
E repara que essa taxa de infecção do estudo seria para TODA a italia, não era para uma cidade.
O que se conclui deste é que o confinamento não previne que a infecção se propague !
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
A taxa real de infectados é possivelmente um pedaço superior aos 57% dado que nem todos os infectados manifestam anticorpos (um estudo apontava para cerca de 1/3, se não me falha a memória).
E podes indicar algum estudo credível que sugira que não pode ultrapassar os 60% como alegas devido à imunidade de grupo?
Não é isso que significa imunidade de grupo, sequer. Além de que os valores falados são meras estimativas baseadas no que se supõe ser o Ro.
Mas o ponto principal é que tu hoje mesmo alegaste que aqueles valores publicados na Nature não eram possíveis nem nada que se parecesse. Bergamo está a indicar precisamente o contrário e tu postas isso no mesmo dia pela tua mão (aparentemente sem te dares conta que te estás a contradizer completamente). E aparentemente sem perceber a parte relevante da notícia.
E podes indicar algum estudo credível que sugira que não pode ultrapassar os 60% como alegas devido à imunidade de grupo?
Não é isso que significa imunidade de grupo, sequer. Além de que os valores falados são meras estimativas baseadas no que se supõe ser o Ro.
Mas o ponto principal é que tu hoje mesmo alegaste que aqueles valores publicados na Nature não eram possíveis nem nada que se parecesse. Bergamo está a indicar precisamente o contrário e tu postas isso no mesmo dia pela tua mão (aparentemente sem te dares conta que te estás a contradizer completamente). E aparentemente sem perceber a parte relevante da notícia.
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1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
MarcoAntonio Escreveu:Afinal, elevadas taxas de infecção são possíveis. E se detectaram anticorpos em 57% e uma vez que aparentemente nem todos os infectados manifestam anticorpos, a taxa real de infecção em Bergamo terá sido ainda mais alta. Aquilo que hoje mesmo disseste que não era possível...
Os estudos apontam para imunidade de grupo de 60%.
Em Bergamo estará nesse limite, sendo que nas areas mais atingidas terá chegado mesmo à imunidade de grupo.
O estudo apontava para taxas em italia de 82%, o que não é possivel devido à imunidade de grupo.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Qualnhick Escreveu:
Voces não vêem o ridiculo que é esse estudo ?
Isso dava as seguintes taxas de infecção:
França - 68%
Italia - 82%
Coreia do Sul - 74.5%
etc etc
Coisa que não aconteceu em NENHUM pais do mundo, nem nada que se parecesse, independentemente das medidas tomadas ...
Nem sequer é possivel haver essas taxas de infecções, a imunidade de grupo impedia essas taxas de infecção.
Enfim...
Qualnhick Escreveu:57% dos testados em Bergamo têm anticorpos covid.
Ainda bem que confinaram as pessoas, assim evitaram que estes tivessem contacto com o virus ... se nao confinassem mais de 100% tinham anti-corpos.
https://www.reuters.com/article/us-heal ... SKBN23F2JV
Afinal, elevadas taxas de infecção são possíveis. E se detectaram anticorpos em 57% e uma vez que aparentemente nem todos os infectados manifestam anticorpos, a taxa real de infecção em Bergamo terá sido ainda mais alta. Aquilo que hoje mesmo disseste que não era possível...
Sobre Bergamo, naturalmente na altura não se sabia a dimensão da epidemia naquele local especificamente. O relevante da notícia não foi o que na altura se fez em Bergamo. É a quantidade de individuos que o virus foi capaz de infectar, confirmando o que a generalidade dos epidemiologistas têm defendido.
Já agora, aqui ficam a % de excesso de mortalidade registados em Bergamo segundo o ISTAT:
FLOP - Fundamental Laws Of Profit
1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
57% dos testados em Bergamo têm anticorpos covid.
Ainda bem que confinaram as pessoas, assim evitaram que estes tivessem contacto com o virus ... se nao confinassem mais de 100% tinham anti-corpos.
https://www.reuters.com/article/us-heal ... SKBN23F2JV
Ainda bem que confinaram as pessoas, assim evitaram que estes tivessem contacto com o virus ... se nao confinassem mais de 100% tinham anti-corpos.
https://www.reuters.com/article/us-heal ... SKBN23F2JV
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
yggy Escreveu:pepe7 Escreveu:......
E segundo “alguém” a partir da semana 16 tipo “isto acalmava e tudo ficava resolvido quanto ao(s) vírus”, se não fosse o confinamento e as
.......
Eles falavam na semana 19...e estamos na semana 24....a verdade é que...os casos e as mortes diminuiram....mas...não me parece que estará tudo resolvido....
Agora dizem que é 1 gripe mas atrasada no tempo normal...ou seja há sempre 1 explicação
Caro yggy,
Agradeço a correcção.
Por acaso estava na dúvida, foi preguiça minha de voltar a rever o vídeo
É verdade, não está resolvido, tem é que se perceber todo o desconhecimentos quanto ao coronavírus em março (e ver o que se estava a passar em Itália, Espanha, etc), em que não estávamos preparados para o "combate" quer nos hábitos Sociais, medidas de prevenção, material EPI, alias não havia mascaras e desinfectantes da mãos para a população e o pouco que havia era muito caro, alias como agora, ainda o é para parte dos Portugueses, face aos preços praticados antes do covid 19.
Como o conhecimento atual do vírus é de certa forma mais"favorável": estamos mais preparados, tal como a sociedade, temos outras "armas" para o "combater", com medidas ainda de restrição, medidas preventivas, mascaras, etc; face a tal já se consegue tentar atuar de outra forma...e mesmo assim as cadeias de contágio não param em Lisboa e Vale do Tejo, mas claro temos "outras armas" e conhecimentos que que não tínhamos no inicio da Pandemia.
Parece-me que a zona Norte, nessa altura (fevereiro/março) seria que tinha mais numero de infectados, mais focos de contagio, pois deve ter chegado primeiro ao Norte o vírus. Com as medidas aplicadas conseguisse atenuar as perdas e o colapso do Sistema Nacional de Saúde...Agora imaginem o Sul (Lisboa e Vale do Tejo) numa fase adiantada do vírus como aqui no Norte e sem lockdown....Em que no pico da Pandemia a UCI esteve com cerca de 80% da sua capacidade máxima.
Grande Entrevista dia 3 de junho com Dr. Filipe Froe (Médico Pneumologista) : https://www.rtp.pt/play/p6646/e476291/grande-entrevista
- Minuto 8:30: Milagre em Portugal? : “houve sobretudo trabalho, muita dedicação e sobretudo uma estratégia”, “deu-nos tempo para implementa…”, “A Importância dos cuidados de Saúde Primário”;
- Minuto 11:10: Questão da ruptura do sistema Nacional de Saúde. Idosos : “ Mesmo as pessoas Idosas são válidas”;
- Minutos 13:30: “Outro aspeto marcante e que acho distintivo em termos de outros Países foi o envolvimento da Sociedade Civil”, “fiquei espantado com a dádiva…Sociedade Civil”;
Abraço,
Pepe
Querer é poder.
Pepe
Querer é poder.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Diário covid: A saída. Testes, testes e mais testes (ou não?)
https://www.dinheirovivo.pt/economia/diario-covid-a-saida-testes-testes-e-mais-testes-ou-nao/
Com o desconfinamento chegámos à conclusão de que (eventualmente) estamos a testar de mais. Sobretudo estamos a testar pessoas assintomáticas onde (inevitavelmente) se encontra um ou outro contaminado. Porém, a OMS, no início desta pandemia, recomendava testes e mais testes para o controlo da epidemia. Qual então o problema? Em gestão de risco (qualquer risco! seja de saúde pública seja de risco financeiro) não podemos ter o mesmo indicador para objetivos contraditórios. Por um lado, queremos controlar a epidemia e para tal, segundo a estratégia vigente de supressão, temos de quebrar todas as redes de contágio. Ou seja, temos de descobrir cada caso e isolá-lo. Queremos mais testes! Por outro, queremos garantir que não há evidências de um crescimento acelerado de novos casos, o que implica não descobrir os casos assintomáticos ou sem complicações. Queremos verificar apenas os graves. Queremos menos testes! Qual a solução? Detalhar os motivos de testes. Detalhar se os mesmos foram efetuados a pedido do utente, a indivíduos com sintomas, a indivíduos sem sintomas e indicar os tipos de teste. E associar cada motivo (cada novo indicador), a cada objetivo. Poucos indicadores e, sobretudo, associados a objetivos contraditórios dão sempre este conflito. O caso mais conhecido é a política de “zero erros” na gestão de qualidade no setor industrial. O objetivo desta metodologia de gestão é promover um ambiente são que promova a correção de todos os erros de produção. Porém, o que acontece é que os trabalhadores e direção são chamados à atenção sempre que uma falha é detetada: Por um lado quer-se “erros”, por outro não se quer. A solução encontrada na gestão de empresas é abdicar de um dos objetivos – tipicamente abdica-se da penalização e dos “slogans de zero erros”. Mas há mais exemplos. O défice público serve para mostrar trabalho (mais défice) e maior respeito para as gerações futuras (menos défice). Enfim… esta epidemia está forte em números. Para acompanhar esta crise, exige-se amostragem, decomposição de séries temporais, regressões logísticas e log-logísticas, intervalos de confiança, estatística computacional, métodos de Monte Carlo, e agora política de transparência de dados. Um regalo! Nada disto é para amadores.
https://www.dinheirovivo.pt/economia/diario-covid-a-saida-testes-testes-e-mais-testes-ou-nao/
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Marco Martins Escreveu:Será que alguém pode fazer um comparativo entre o nr de casos existentes em Lisboa, vs a população de Lisboa e comparar com o nr de casos em Portugal no início da pandemia e o momento em que se tomaram medidas de contenção e fecho das escolas?
Pelo que me parece, neste momento deveria novamente existir um lockdown ou um cerco a Lisboa.
Parece - me que as pessoas e meios de comunicação já estão tao cansados do covid, e nem se dão ao trabalho de fazer comparações...
Pelo que me parece, antes do dia 20 Março estávamos com menos de 200 novos casos /dia e foi decretado o fecho de muitos serviços! O que é que a dgs pensa fazer agora?
Parece haver uma sensibilização /esperança no comportamento das pessoas, mas estamos fartos de saber que sem regras, orientações e obrigações, as pessoas não respeitam!
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Bom,
Eu ia passar esse ink, mas já vim tarde.
Começo a dar razão ao outro sobre a OMS
Então se as pessoas sem sintomas não transmitissem o vírus ou quase não o fizessem, o assunto não teria ficado resolvido com 3 meses de sacrifício ???

Eu ia passar esse ink, mas já vim tarde.
Começo a dar razão ao outro sobre a OMS
Então se as pessoas sem sintomas não transmitissem o vírus ou quase não o fizessem, o assunto não teria ficado resolvido com 3 meses de sacrifício ???
Cuidado com o que desejas pois todo o Universo pode se conjugar para a sua realização.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Qualnhick Escreveu:pepe7 Escreveu:Grande Entrevista dia 3 de junho com Dr. Filipe Froe (Médico Pneumologista) : https://www.rtp.pt/play/p6646/e476291/grande-entrevista
Filipe Froes na entrevista recente afirma que a mortalidade por covid é "50x mais elevada que a gripe".
Faz um exercicio muito interessante " não podemos comparar gripe e covid por causa do lockdown. Com as medidas teriam morrido se calhar nenhuma, se calhar 30 pessoas de gripe nos outros anos. O covid mata 50x mais"
Uma unica referencia a um modelo que diga tal sobre a gripe? Zero. (sim, os modelos são lixo, mas nem isso tem)
Uma explicação como chega a tal estimativa? Zero.
Uma unica prova que as medidas tomada mudariam o comportamento da mortalidade por gripe? Zero.
Uma única explicação porque é que na Islandia, Bielorussia, Estónia, Equador não tem 50x mais mortos? Zero.
Depois diz que mortalidade é 50x mais por covid. Porque? Porque estimou que a mortalidade da gripe seria 50x menos! Isso mesmo. Diz que seria muito mau porque diz que seria muito menos mau com as medidas que apostou a sua credibildiade. Podia ter dito logo "é 50x mais porque eu digo que é, mesmo sem a mais remota prova"
É a nova versão do "a simulação do Imperial diz que vai ser uma hecatombe. Se não foi, foi porque destruimos o país. Não pode ser porque ... a simulação está errada."
Vejam bem o surrealismo que é preciso chegar para salvar a credibilidade e servir a mão que o alimenta e ao jornalista que não interrompe tal...
Anda a falar como "membro do conselho de saude publica", quando o seu presidente foi arrumado a um canto. Torgal, o presidente do tal conselho, disse preto no branco que o risco era equivalente a tantos outros. Insultado, achincalhado e agora substituido por alguém que alinhe na narrativa.
O Dr. Filipe Froe, sendo Médico Pneumologista no terreno, disse :
“Se quiser ser correto, metodologicamente correto, tinha que comparar a mortalidade da gripe se aplicasse as mesmas medidas que apliquei agora para a covid-19!”.
Coisa que a si, não interessa fazer...."argumenta" que isto é uma simples gripe, depois na prática não tens como provar...aparece aqui com múltiplos artigos, "estudos", e até de "jornalistas", salvo erro (os quais intitula como os responsáveis pelo tal "medo").
O Dr. Filipe sendo Pneumologista, sabe melhor que ninguém o que é a tal simples gripe que menciona aqui, tal como já tem muita informação sobre o coronavírus (mas certamente não a tem toda, tal como quem o está a estudar).
A pergunta é muito simples : Sendo a gripe sazonal transmissível de pessoa para pessoa, com um lockdown igual ao que se fez e com medidas de prevenção nunca visto em Portugal, quantas pessoas acha que morreriam em Portugal?
Como é óbvio, tanto o Dr. Dr. Filipe Froe como ninguém, não tem provas concretas, pois nunca fizemos um lockdown à tal gripe sazonal. Mas sendo médico pneumologista tem a noção do impacto de um lockdown na gripe. Ele diz "zero", certamente é uma força de expressão, o que ele entende é que morreriam poucos...pois com todos os cuidados que se teve com os doentes com covid 19 e medidas de protecção (EPI, etc), ele sabe perfeitamente a ocupação que temos durante a gripe sazonal, nada comparável com a do covid 19 (mesmos em grandes picos no Inverno) na UCI e a que tivemos agora no pico covid 19 com lockdown (com cerca de 80% da sua capacidade máxima ocupada).
Isto para dizer que, por ai ele consegue tem a noção do impacto do lockdown na gripe sazonal, o numero relativamente reduzido de internamento na UCI e estando os profissionais focados em tratar as pessoas (como estiveram sensitivamente durante estes 3 meses por covid 19), como todos os cuidados e disponibilidade , salvariam grande parte desses doentes.
Já agora quanto à Suécia, mantém a mesma opinião??? Tomaram as medidas adequadas
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Qualnhick Escreveu:MarcoAntonio Escreveu:Qualnhick Escreveu:Que expos a 455 pessoas. O primeiro estudo do genero que confirma que este segue o padrão da familia corona.
Continua a ser um assintomático. Não é necessariamente representativo de todos os assintomáticos ou dos assintomáticos em geral. Por isso, os autores escrevem, adequadamente, que "alguns assintomáticos poderão ser fracos transmissores".
O processo científico é assim, complexo e moroso. Requere rigor, cuidado, verificação e replicação. Não se extrapulam dados de um estudo isolado só porque se gosta do que o paper diz e ainda menos se amplifica a partir do que o paper nem diz para se estabelecer logo novos "factos".
https://visao.sapo.pt/visaosaude/2020-0 ... diz-a-oms/
Covid-19: Assintomáticos praticamente não transmitem a infeção, diz a OMS
Cientista admite em conferência de imprensa que peso das pessoas sem sintomas na transmissão do vírus é muito baixo
“Parece ser muito raro uma pessoa assintomática transmitir o vírus”, disse em conferência de imprensa, na tarde de dia 8, a responsável do departamento de doenças emergentes e zoonoses da Organização Mundial de Saúde, Maria Van Kerkhove. A afirmação da investigadora, que tem sido a porta-voz preferencial desde o início da pandemia de Covid-19, representa uma linha oposta à que tem sido seguida até agora e que justifica, por exemplo, o uso generalizado de máscaras de proteção.
As medidas de controle da pandemia, adotadas em praticamente todo o mundo, assentam na presunção de que as pessoas que testam positivo para o vírus, mas não apresentam qualquer sintoma, também são capazes de transmitir a doença. Esta reviravolta é mais um sinal de que o vírus SARS-CoV-2 continua a baralhar a comunidade científica de todo o mundo.
Reforçando que a organização se mantém vigilante e atenta aos estudos epidemiológicos que vão surgindo, a responsável da OMS refere um trabalho feito em Singapura, em que foram cuidadosamente seguidas as pessoas que testaram positivo e todos os seus contactos, em que se conclui que o contágio por pessoas que não têm febre, nem tosse, nem qualquer dos sinais associados ao vírus, é praticamente nulo.
Já se percebeu que as pessoas jovens e saudáveis, quando infetadas por coronavírus, não desenvolvem sintomas ou apresentam apenas sintomas muito ligeiros. Noutros casos, os sintomas podem surgir apenas vários dias após o contágio.
“A partir dos dados que temos, parece raro que uma pessoa assintomática transmita a infeção a outro indivíduo. É muito raro”, reforçou.
Vários relatórios apresentados até agora, como um trabalho divulgado em abril pelo Centro de Controle de Doenças americano (CDC), apontavam a transmissão por indivíduos sem sintomas como o principal entrave ao combate à doença. Esta suposição justificou boa parte das medidas de contenção, como o isolamento social, o uso obrigatório de máscaras ou até o fecho das escolas – temia-se que os jovens, que escapam ao vírus quase sem sinais, poderiam transmiti-lo à população mais frágil.
“No que temos de nos focar é no seguimento dos casos sintomáticos”, disse Van Kerkhove. “Se de facto seguirmos os casos sintomáticos, os isolarmos, seguirmos os contactos e mantivermos em quarentena estes contactos, iremos reduzir drasticamente a transmissão”, admitiu.
POr agora a OMS voltou para trás:
https://www.dn.pt/vida-e-futuro/foi-um- ... 95713.html
"Foi um mal entendido". OMS recua na "rara" transmissão por assintomáticos
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