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Raize - Tópico Geral

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros de uma forma genérica e a todo o tipo de informação útil que possa condicionar o desempenho dos mesmos

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Re: Portuguesa Raize prepara entrada na bolsa de Lisboa em 2

por Dialmedia » 22/6/2018 16:58

Para quem comenta os capitais próprios e faturação da Raize: Esta operação não é de todo para comprar a empresa como ela está agora, mas sim no que se poderá vir a tornar. É investir na ideia de base do negócio pioneiro em Portugal, o reconhecimento da Raize por várias entidades e na capacidade de crescimento do negócio pela equipa de gestão.

Quem olhar para o balanço e resultados de agora não encontra lá os €10 milhões da avaliação.

De facto as notícias a indicar o "forte" interesse são suspeitas, numa OPV minúscula de €1,5m se houvesse forte interesse já a oferta tinha sido totalmente subscrita por esta altura, digo eu.

Penso que a OPV sendo realizada a meio do ano já poderia ter apresentado pelo menos os resultados trimestrais de 2018. O folheto da Raize é omisso em muita informação e vale o que vale. Basicamente é uma aposta no escuro sobre se a atual equipa de gestão consegue multiplicar as receitas por 10x e gerar lucro suficiente para justificar a avaliação.

Entendo que a Raize tem margem para crescer, tenho dúvidas que seja ao ritmo que indicam.

Quem ganha com isto são os dois jovens administradores da Raize, que ainda sem tornarem a empresa lucrativa e terem um volume de faturação inferior ao de alguns cafés, conseguem colocar no bolso mais de meio milhão de euros cada um, continuam a ser remunerados e continuam com uma boa participação na empresa. \:D/ \:D/ \:D/
 
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Re: Portuguesa Raize prepara entrada na bolsa de Lisboa em 2

por Caramelo » 2/7/2018 10:08

Para quem não tem acesso pago, e pensa ir à OPV, talvez seja melhor ler este artigo :-k


Raize em bolsa. Não invista se confia nas lições de Warren Buffett

É um negócio simples de compreender: a Raize junta investidores com dinheiro a micro e pequenas empresas que precisam dele e, por esse serviço, cobra às sociedades financiadas cerca de 3,7% sobre os empréstimos. Embora tenha várias obrigações legais (com o Banco de Portugal, por ser uma instituição de pagamentos, e com a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, por ter uma plataforma de financiamento colaborativo), é uma atividade simples e facilmente multiplicável.

Na oferta pública de venda (OPV), que corre até ao próximo dia 12 de julho, alguns acionistas da Raize, incluindo os três fundadores, propõem vender até 15% da empresa. O preço de venda é de dois euros por cada uma das 750 mil ações disponíveis para aquisição, o que avalia a dona da plataforma de financiamento colaborativo em 10 milhões de euros.

Nos seis meses após as ações da Raize começarem a cotar na bolsa, os mesmos acionistas colocarão à venda no mercado mais 500 mil ações a preços entre 2,20 euros e 4 euros. No limite, será disperso 25% do capital e nenhum acionista terá mais de 21,6% da companhia. Após os seis meses, os três fundadores terão, conjuntamente, entre 45,4% e 52,5% da sociedade, de acordo com a informação do documento informativo da operação.

Mas a Raize vale 10 milhões de euros? Aplicámos os ensinamentos de Warren Buffett — o guru da bolsa que ganhou 1.088.029% entre 1964 e 2017, cerca de 19,1% por ano — para recomendar aos investidores que evitem esta OPV.

“Tentamos simplesmente ter medo quando os outros têm ganância e ter ganância quando os outros têm medo.”
Warren Buffett, Carta aos acionistas da Berkshire Hathaway, fevereiro de 1987

Há nove anos que os investidores de bolsa não enfrentam uma fase alargada de pessimismo. É uma ótima altura para alienar uma empresa no mercado, porque os aforradores estão mais confiantes.

Lisboa não vê uma estreia na bolsa de ações há mais de quatro anos, quando a Espírito Santo Saúde (agora Luz Saúde) quebrou o jejum pela última vez. É natural que a oferta da Raize seja bem recebida pelo mercado, como indiciam as notícias mais recentes.

Euronext Access: menos regras
A Raize não cotará na Euronext Lisbon, como as empresas portuguesas mais conhecidas, mas no Euronext Access, um sistema de negociação bilateral com menos regras. A partir de 18 de junho, os investidores podem dar ordens a qualquer momento, mas a negociação é feitas duas vezes por dia por chamada. O seu código de negociação será MLRZE.

A Raize será a terceira firma portuguesa no Euronext Access: a Azorean Aquatic Technologies, que desenvolve robôs aquáticos, e a Gentlemen’s Equity, que gere uma carteira de investimentos, aderiram primeiro, embora tenham entrado por Paris.
A maioria das avaliações sobre empresas jovens de tecnologia financeira é feita fora da bolsa. A tendência, que culmina com a Raize, mostra avaliações cada vez mais ricas. Há um ano, o francês Credit.fr, que também gere uma plataforma de financiamento colaborativo por empréstimo, foi comprado pela Tikehau Capital, uma gestora de ativos, por 12 milhões de euros, 20% acima da avaliação da Raize. Todavia, o Credit.fr já faturava cerca de 400 mil euros por ano, 50% mais do que a Raize em 2017.

O LendingClub é a única plataforma de financiamento colaborativo (a empresas e particulares) que já está cotada numa bolsa acessível aos investidores portugueses. Por cada dólar norte-americano de comissões cobradas pelo LendingClub por ano, os investidores estão a pagar agora cerca de 2,84 dólares na aquisição das ações. Quem participar na OPV da Raize, pagará muito mais: 36,79 euros por cada euro de comissões cobradas em 2017, segundo a demonstração de resultados. A Raize precisaria de comissões anuais de 3,5 milhões de euros (quase 13 vezes mais do que em 2017) para justificar a avaliação de 10 milhões de euros ao nível do preço que os investidores estão a pagar as comissões recebidas pelo LendingClub.

“Os investidores devem lembrar-se que a excitação e as despesas são suas inimigas.”
Warren Buffett, Carta aos acionistas da Berkshire Hathaway, fevereiro de 2005

Além da excitação, que se nota na alta da bolsa, Warren Buffett alerta frequentemente os pequenos investidores para as comissões que têm de pagar para participar na bolsa. No caso da OPV da Raize, em que é possível investir a partir de 100 euros (50 ações), a chamada de atenção é particularmente importante.

As regras da oferta dão incentivos à participação dos pequenos investidores. Caso a procura seja superior ao número de ações disponíveis para compra (o que deverá acontecer, segundo as últimas informações públicas), o Haitong Bank, o banco promotor da operação, tentará atribuir pelo menos 500 ações a cada investidor (ou a quantidade pedida, se inferior). A consequência deste princípio deverá ser a dispersão do capital por um número elevado de pequenos acionistas que terão aplicado mil euros ou menos na operação.

Revogue até dia 5
É possível dar ordens de subscrição até ao próximo dia 12 de julho. Se quiser revogar uma ordem, faça-o junto do seu intermediário financeiro até às 15 horas de 5 de julho. No dia 13, são divulgados os resultados da oferta. A Raize começa a cotar no dia 18 de julho.

É caro investir mil euros ou menos na bolsa. As comissões cobradas pelos intermediários financeiros são muito penalizadoras. Por exemplo, quem participar na OPV da Raize através do ActivoBank ou do Banco Best, que formam o sindicato colocador, paga trimestralmente 6,15 euros ou 7,38 euros, respetivamente, apenas pela guarda dos títulos. (Se o cliente já tiver outros títulos, este custo é diluído.) Pela participação na oferta, tem uma despesa de 8,84 euros ou 5,20 euros, respetivamente. Quando chegar a altura de vender (ou comprar mais ações), a despesa é de 8,84 euros ou 8,22 euros, respetivamente. Portanto, quem investir 100 euros, pode pagar o equivalente a mais de 40% do investimento em comissões ao longo de um ano.

Comissões de bolsa castigam pequenos investidores
O cálculo do peso das comissões máximas no investimento assume uma aplicação via Internet, a venda após um ano, a ausência de dividendos e a inexistência de outros títulos na carteira.
ActivoBank Banco Best
100€ 42,28% 42,94%
200€ 21,14% 21,47%
300€ 14,09% 14,31%
400€ 10,57% 10,74%
500€ 8,46% 8,59%
600€ 7,05% 7,16%
700€ 6,04% 6,13%
800€ 5,29% 5,37%
900€ 4,70% 4,77%
1000€ 4,23% 4,29%

A administração da Raize planeia começar a distribuir dividendos em 2020, embora não o garanta. Receber dividendos numa carteira pequena é ainda mais penalizador.

Se a Raize distribuísse 5 euros na carteira mínima de 50 títulos (o equivalente a 10 cêntimo por ação), por exemplo, o investidor apenas receberia 1,76 euros no ActivoBank ou 0,52 euros no Banco Best depois de pagar comissões, despesas e impostos, assumindo os preçários e a tributação em vigor.

“As previsões podem dizer muito sobre quem prevê; não dizem nada sobre o futuro.”
Warren Buffett, Carta aos acionistas da Berkshire Hathaway, fevereiro de 1981

Para chegar à avaliação de 10 milhões de euros, os fundadores da Raize assumem que o futuro será muito positivo. Por exemplo, acreditam que chegarão a uma quota de mercado entre 5% e 10% dos novos empréstimos de médio e de longo prazo concedidos a micro e pequenas empresas. Agora, têm cerca de 2%.

1.º trimestre positivo
No primeiro trimestre de 2018, a Raize teve um resultado líquido de 22 mil euros. É a segunda vez que tem lucros: no primeiro trimestre de 2017 alcançou o seu primeiro resultado positivo, de 2.443 euros. No final de março passado, a Raize tinha 1,3 milhões de euros dos seus clientes no passivo. É um sinal de que o dinheiro dos investidores está a demorar muito tempo até ser investido em empréstimos.
A equipa também planeia expandir para novas geografias — Espanha deverá ser o primeiro ponto de internacionalização, porque já registaram a marca aí — e por produtos — o financiamento colaborativo de capitais está nos planos.

As previsões da Raize apontam para a duplicação anual das receitas até 2020. É positivo ter uma administração otimista sobre o futuro do negócio, mas não tome as suas expectativas como garantias de desempenho.

“Tento comprar ações de negócios que são tão espetaculares que até um idiota consegue geri-los. Porque, mais tarde ou mais cedo, um irá.”
Warren Buffett na conferência “I.O.U.S.A.: Live”, agosto de 2008

Os três fundadores da Raize estão longe de ser idiotas: conseguiram, em quatro anos e meio, criar uma plataforma alternativa aos empréstimos bancários que já financiou cerca de 16 milhões de euros a micro e pequenas empresas. Todavia, embora as projeções que conduziram à avaliação de 10 milhões de euros tenham como pressuposto a “manutenção da atual estrutura de administração da sociedade”, tal pode não acontecer.

Se os três fundadores perderem o controlo da sociedade seis meses após a entrada na bolsa, os acionistas podem eleger outras pessoas para administrar a empresa. (José Maria Rego e Afonso Fuzeta Eça são administradores da Raize; António Marques aguarda o registo pelo Banco de Portugal.)

António Marques, Afonso Fuzeta Eça e José Maria Rego (da esquerda para a direita) são os fundadores da Raize e, até ao final da OPV, controlam a maioria do capital da sociedade.

A saída da administração também pode ser opção dos fundadores, em particular porque dois deles (José Maria Rego e Afonso Fuzeta Eça) estão prestes a tornarem-se milionários (se já não o forem), se o mercado confirmar a avaliação da Raize.

“Existem determinados colaboradores considerados recursos humanos chave para o grupo (sobretudo colaboradores em posições de chefia e outras posições de maior responsabilidade), pelo que uma ausência prolongada ou a saída destes colaboradores poderá provocar perturbações (ainda que de forma temporária) no funcionamento da sociedade”, lê-se no documento informativo da OPV.

“Se for forçado a escolher, não trocarei uma única noite de sono pela hipótese de ganhar lucros adicionais.”
Warren Buffett, Carta aos acionistas da Berkshire Hathaway, fevereiro de 2009

Há muitas coisas que podem tirar o sono aos futuros acionistas da Raize. Algumas — como os riscos macroeconómicos, reputacionais e regulatórios — estão descritos no documento informativo da oferta. A maior ameaça é, provavelmente, o risco de concorrência.

Tal como a administração da Raize deve estar a planear a expansão para Espanha, não há nada que impeça que uma plataforma de financiamento colaborativo de Espanha, de França ou de qualquer outro país tente expandir para Portugal, concorrendo diretamente com a Raize. Aliás, já aconteceu: a Housers, que casa investidores com promotores de projetos imobiliários, já recolheu 1,5 milhões de euros de portugueses desde que se estreou por cá em outubro de 2017.

Em março passado, a Comissão Europeia enviou para o Parlamento Europeu uma proposta de regulamento que facilitará a concorrência entre plataformas de financiamento colaborativo na União Europeia. Ao abrigo desta legislação, bastará um registo europeu para prestar serviços de financiamento colaborativo em qualquer estado-membro.

Se quer evitar perder noites de sono, opte por soluções menos arriscadas. Por exemplo, investir na plataforma da Raize em vez de comprar ações da plataforma. É uma das nossas recomendações para 2018: se “não se aborrece com um pouco de risco”, o Tracker da Raize permite alcançar uma rentabilidade anual líquida em torno de 5% por ano, segundo a nossa análise.

“Apliquem 10% do dinheiro em títulos de dívida pública de curto prazo e 90% num fundo muito barato sobre o índice S&P 500.”
Warren Buffett, Carta aos acionistas da Berkshire Hathaway, fevereiro de 2014

Mesmo que não se aborreça com os riscos de curto prazo do mercado de ações, Warren Buffett aconselha a aplicar uma pequena parte do património em instrumentos pouco voláteis (para salvaguardar alguma emergência financeira) e o resto na bolsa através de um fundo que replique um índice acionista muito abrangente.

Nos Estados Unidos da América, o índice indicado por Buffett é o S&P 500, mas, para um investidor português, pode fazer mais sentido um índice de ações mundiais, como o MSCI World. (Entre as nossas recomendações para 2018 também estão os fundos de ações mundiais HSBC GIF Economic Scale Global Equity e iShares Core MSCI World UCITS ETF.)

Warren Buffett acredita que os investidores que sigam esta tática alcançarão retornos de longo prazo mais elevados do que a maioria dos restantes que pagam comissões muito elevadas para investir. A diversificação obtida com fundos de índice — que podem ter na carteira centenas de títulos diferentes — permite minimizar uma grande parte dos riscos específicos de um punhado de ações, como as da Raize.

http://observador.pt/especiais/opv-da-r ... n-buffett/
 
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Re: Portuguesa Raize prepara entrada na bolsa de Lisboa em 2

por SFT » 2/7/2018 10:44

Caramelo Escreveu:Para quem não tem acesso pago, e pensa ir à OPV, talvez seja melhor ler este artigo :-k


Raize em bolsa. Não invista se confia nas lições de Warren Buffett

(...)


Retive apenas uma coisa:

"O preço de venda é de dois euros por cada uma das 750 mil ações disponíveis para aquisição, o que avalia a dona da plataforma de financiamento colaborativo em 10 milhões de euros.

Nos seis meses após as ações da Raize começarem a cotar na bolsa, os mesmos acionistas colocarão à venda no mercado mais 500 mil ações a preços entre 2,20 euros e 4 euros."

Quer isto dizer que quem comprar a 2 EUR pode, em 6 meses, ver a acção valorizar entre os 10% e os 100%? Teoricamente, claro.
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Re: Portuguesa Raize prepara entrada na bolsa de Lisboa em 2

por Sr_SNiper » 2/7/2018 10:47

Teoricamente pode valorizar ate ao infinito, desvalorizar e que e so 100%...
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Re: Portuguesa Raize prepara entrada na bolsa de Lisboa em 2

por SFT » 2/7/2018 10:50

Sr_SNiper Escreveu:Teoricamente pode valorizar ate ao infinito, desvalorizar e que e so 100%...


Isso é como tudo na vida.

A hipótese que estou a colocar é, neste caso específico, que estão a afirmar/assumir que o preço potencialmente vai aumentar entre os 10% e os 100%, em 6 meses. Quanto mais não seja pela nova OPV.
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Re: Portuguesa Raize prepara entrada na bolsa de Lisboa em 2

por Artista Romeno » 2/7/2018 11:01

SFT Escreveu:
Sr_SNiper Escreveu:Teoricamente pode valorizar ate ao infinito, desvalorizar e que e so 100%...


Isso é como tudo na vida.

A hipótese que estou a colocar é, neste caso específico, que estão a afirmar/assumir que o preço potencialmente vai aumentar entre os 10% e os 100%, em 6 meses. Quanto mais não seja pela nova OPV.

Ta mais que visto que isto e de subscricao exclusiva pa "profissionais"
As opiniões expressas baseiam-se essencialmente em análise fundamental, e na relação entre o valor de mercado dos ativos e as suas perspectivas futuras de negocio, como tal traduzem uma interpretação pessoal da realidade,devendo como tal apenas serem consideradas como uma perspetiva meramente informativa sobre os ativos em questão, não se constituindo como sugestões firmes de investimento
 
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Re: Portuguesa Raize prepara entrada na bolsa de Lisboa em 2

por Thoth » 6/7/2018 16:33

Procura por acções da Raize já mais do que duplica a oferta

http://www.jornaldenegocios.pt//mercados/bolsa/detalhe/procura-por-accoes-da-raize-ja-mais-do-que-duplica-a-oferta?ref=CaldeiraoDaBolsa_Destaques Escreveu:Falta uma semana para o fim da oferta pública de venda da Raize. E, neste momento, as acções já estão totalmente subscritas. A procura mais do que duplicou a oferta.

A procura por acções da Raize mais do que duplicou a oferta. Isto quando falta ainda uma semana para o fim da oferta pública de venda (OPV) de acções da bolsa de empréstimos. Esta forte procura confirma a necessidade de rateio que a empresa já antecipava.

"É com muito entusiasmo que informamos que, terminado o prazo de revogabilidade das ordens, a OPV da Raize já se encontra totalmente subscrita em 209% (2,1 vezes)", refere a empresa no seu site. "Este valor reflecte o elevado interesse dos investidores e confirma a necessidade de rateio no final da operação", acrescenta.

A Raize ainda ainda que "a procura evoluiu de forma consistente ao longo das últimas três semanas e sempre de forma crescente". "Os investidores podem ainda dar ordens até à próxima quinta-feira. Os resultados finais da OPV serão conhecidos no dia 13 de Julho na tradicional cerimónia do 'toque do sino' da Bolsa de Lisboa", frisa a empresa fundada por José Maria Rego e Afonso Eça.

Já a 21 de Junho a empresa tinha revelado que "com base na procura verificada nos primeiros dias, estimamos que a totalidade das acções da Raize fiquem subscritas durante as primeiras semanas da oferta" e que "esta estimativa reflecte uma forte procura dos investidores de retalho e perspectiva a necessidade de rateio de ordens no final da operação".



A OPV da "fintech" que gere uma bolsa de empréstimos a PME arrancou, a 18 de Junho. Cada acção será vendida a dois euros e os investidores terão de investir, no mínimo, 100 euros. A operação termina a 12 de Julho. E seis dias depois, a empresa começa a negociar no Euronext Access.



Nesta operação, a empresa fundada por José Maria Rego e Afonso Eça vai disponibilizar um total de 750.000 acções, representativas de 15% do capital da empresa a "um preço fixo de dois euros". Assim, o montante total da oferta inicial é de 1,5 milhões de euros, para uma capitalização bolsista inicial de 10 milhões de euros.



"A operação destina-se tanto a institucionais e a retalho, mas a nossa expectativa é ter uma base muito alargada de investidores de retalho a participar", frisou Afonso Eça, co-fundador da plataforma de financiamento colaborativo para PME, ao Negócios.



"Se existir rateio, vamos privilegiar os pequenos investidores (os primeiros 1.000 euros estão garantidos, só existindo rateio acima desse valor)", sublinhou Afonso Eça. Cada investidor terá de fazer um investimento mínimo de 100 euros, o que corresponde a 50 acções.



Os resultados da oferta serão apurados a 13 de Julho, pelo que a negociação arranca depois a 18 de Julho no Euronext Access, confirmou a empresa ao Negócios. Este é o antigo mercado Easynext, sistema de negociação multilateral. E esta será a primeira estreia desde que, em Junho do ano passado, ocorreu a reorganização dos mercados Euronext.



Depois desta oferta inicial, e para reforçar a liquidez da acção, após admissão à negociação, serão disponibilizadas acções representativas de 10% do capital durante um período de seis meses. Assim, será colocado em bolsa um total de até 25% do capital da Raize.



"A Raize conta com a participação de importantes investidores nacionais como a SIMUM SGPS, PARTAC SGPS e a Parinama SGPS, que estão ligadas às famílias Champalimaud e Salvador Caetano, e o investidor Luís Delgado, ex-dono da revista Time Out em Portugal e que recentemente adquiriu as revistas do grupo Impresa", adiantou a Raize em comunicado, na semana passada.
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Re: Portuguesa Raize prepara entrada na bolsa de Lisboa em 2

por Dr Tretas » 10/7/2018 11:55

No preçário da Raize diz que a comissão deles é até 5% do valor do empréstimo, pagos por quem pede o empréstimo aquando da celebração do contrato. Como os empréstimos duram até 5 anos, dá em média 1% de comissão por ano, só que a Raize recebe logo à cabeça.

Pelo que percebo, os empréstimos depois podem ser negociados num mercado fornecido pela Raize, que não tem comissões. Ou seja, para quem quer arriscar e emprestar dinheiro a PMEs, parece-me uma boa ideia. Para a Raize também é bom, porque são apenas uma corretora/market maker que não assume o risco dos empréstimos.

Claro que vai aparecer concorrência, qualquer banco ou corretora pode implementar um sistema do género. Não sei dizer se o preço da OPV é caro ou barato porque não consigo avaliar as perspectivas futuras da empresa (por exemplo, não sei qual é a dimensão do mercado que a Raize pode capturar).
 
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Re: Portuguesa Raize prepara entrada na bolsa de Lisboa em 2

por Thoth » 13/7/2018 15:02

Raize conquista mais de 1.400 investidores na OPV

http://www.jornaldenegocios.pt//mercados/bolsa/detalhe/raize-conquista-mais-de-1400-investidores-na-opv?ref=CaldeiraoDaBolsa_Destaques Escreveu:A oferta pública de venda de acções da bolsa de empréstimos para PME terminou esta quinta-feira, 12 de Julho. Os títulos começam a ser transaccionados na próxima quarta-feira, 18 de Julho.

Foram 1.419 os investidores a participar na oferta pública de venda (OPV) da Raize. Cada investidor ficou, em média, com mais de 500 acções. A procura superou em 3,7 vezes a oferta das acções da "fintech" que começará a transaccionar no Euronext Access a 18 de Julho.

(Notícia em actualização)
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Re: Raize - Tópico Geral

por Thoth » 13/7/2018 15:36

https://www.euronext.com/pt-pt/ipo-detail/757408/PTRIZ0AM0009-ENXL/RAIZE%20SERVICOS%20DE%20GESTAO%20S.A.

Raize na bolsa. Nenhum novo acionista investe menos de mil euros

https://observador.pt/2018/07/13/raize-na-bolsa-nenhum-novo-acionista-investe-menos-de-mil-euros/ Escreveu:A oferta pública de venda da Raize adicionou 1.419 acionistas à dona da plataforma de financiamento colaborativo. Procura foi 3,7 vezes superior à oferta.

Os 1.419 investidores que participaram na oferta pública de venda (OPV) da Raize propuseram investir 5,5 milhões de euros na dona da plataforma homónima de financiamento colaborativo, 3,7 vezes o valor das ações disponíveis para aquisição. Após o rateio, os novos acionistas aplicaram 1,5 milhões de euros na compra de 15% da empresa.

O processo de rateio, que privilegiava os pequenos investidores, “assegurou que todos os investidores de retalho receberam pelo menos 500 ações da empresa”, o que representa um investimento de 1.000€, informa o comunicado da sociedade. Em média, os acionistas ficaram com 529 ações da Raize, o que, ao preço da OPV, valem 1.058 euros.

Entre os novos acionistas da Raize, cujas ações começarão a negociar no próximo dia 18 de julho, três destacam-se. “A OPV contou com a participação da SGF — Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, do investidor Ilídio Pinho/IP-Holding (fundador do Banco BIG, do BCP e de outras sociedades financeiras de referência) e do investidor António Aguiar Moreira, antigo responsável pela Base Holding SGPS, que foi vendida à Unilabs em 2017”, observa o comunicado da Raize.

A Raize cotará no segmento Access da Euronext, um sistema de negociação bilateral com menos regras do que o mercado principal. Os investidores poderão dar ordens a qualquer momento, mas a negociação é feitas duas vezes por dia por chamada. O seu código de negociação será MLRZE.

A Raize será a terceira firma portuguesa no Euronext Access: a Azorean Aquatic Technologies, que desenvolve robôs aquáticos, e a Gentlemen’s Equity, que gere uma carteira de investimentos, aderiram primeiro, embora tenham entrado por Paris.
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Re: Raize - Tópico Geral

por Thoth » 17/7/2018 14:43

Começa amanha a negociação em bolsa.

https://www.bolsadelisboa.com.pt/products/equities/PTRIZ0AM0009-ENXL/quotes

raize.png
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Re: Raize - Tópico Geral

por maturidade » 18/7/2018 8:33

Boas.
tenho as ações em carteira mas não estão disponíveis.
queria lá deixar uma ordem e ir à minha vida, e não consigo.
alguém está com o mesmo problema?
Já falei com o BPi e iam ver o que se está a passar.
Também não consigo ver os cofres.

abraços
 
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Re: Raize - Tópico Geral

por Thoth » 18/7/2018 9:08

Os cofs estão um pouco estranhos

raize.png
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Re: Raize - Tópico Geral

por Spfgg » 22/7/2018 15:29

Volume de 32k euros na 6a feira. Toda uma loucura.
Bolsa pt ao rubro!
 
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Re: Raize - Tópico Geral

por Thoth » 24/7/2018 16:40

RAIZE SERVIÇOS DE GESTÃO, S.A. informa sobre participação qualificada
http://web3.cmvm.pt/sdi/emitentes/docs/PQ69244.pdf
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Re: Raize - Tópico Geral

por zenden » 17/8/2018 23:17

Mal ou bem já deu 20k de lucro no 1º semestre, agora é continuar a escalar o negócio para mais cada vez mais e maiores empresas.

Comprei uns patacos de Raize este semana apenas para ter alguma coisita, agora é ir acompanhando a evolução da empresa e dos resultados, caso se justifique compro mais umas quantas.
O verdadeiro caracter de um Homem vê-se pelo modo como trata alguém que não lhe vai dar absolutamente nada!
 
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Re: Raize - Tópico Geral

por Àlvaro » 23/8/2018 11:31

Quando não há referências técnicas para negociação é frequente as acções manterem a tendência primeira com a vantagem de não ser necessário olhar para resistências. :clap:
 
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Re: Raize - Tópico Geral

por zenden » 23/8/2018 13:38

Isso quer dizer que vai subir ou descer?
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Re: Raize - Tópico Geral

por Àlvaro » 23/8/2018 17:24

É ver qual a tendência principal.
 
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Re: Raize - Tópico Geral

por pemides2 » 31/8/2018 12:20

Parece que o desafio ao crescimento não é arranjar pessoas dispostas a emprestar dinheiro, é encontrar empresas que queiram financiamento. Apesar de ter activo o tracker a 100€ por empréstimo, isto anda-me a fazer ofertas de 2€/empréstimo :lol: Não chega nem para reinvestir as prestações recebidas, de tal forma que o montante não investido está a começar a subir :roll: Para quem ainda não tem carteira de empréstimos feita, deve ser practicamente impossível começar neste momento :|

Se as taxas dos financiamentos são realmente melhores do que as dos financiamentos bancários, o que poderá estar a fazer com que as empresas não estejam a aderir em número suficiente? :-k
 
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Re: Raize - Tópico Geral

por Thestockpicker » 31/8/2018 12:31

pemides2 Escreveu:Parece que o desafio ao crescimento não é arranjar pessoas dispostas a emprestar dinheiro, é encontrar empresas que queiram financiamento. Apesar de ter activo o tracker a 100€ por empréstimo, isto anda-me a fazer ofertas de 2€/empréstimo :lol: Não chega nem para reinvestir as prestações recebidas, de tal forma que o montante não investido está a começar a subir :roll: Para quem ainda não tem carteira de empréstimos feita, deve ser practicamente impossível começar neste momento :|

Se as taxas dos financiamentos são realmente melhores do que as dos financiamentos bancários, o que poderá estar a fazer com que as empresas não estejam a aderir em número suficiente? :-k


De forma a avaliar o potencial de investimento na empresa fiz o mesmo que tu. Abri um conta e cheguei ao mesmo resultado. Sem o tracker ativo então não consegues mesmo subscrever nada (a minha ideia inicial era ser eu a escolher as empresas a quem empresto). Ou seja há muito mais gente a querer emprestar dinheiro do que empresas a precisar dele. Se formos a um banco talvez seja o contrário, pois a verdade é que as empresas precisam de financiamento.

Isto deixou-me confiante. Ou seja acho que o difícil é ter alguém que empreste. Acho é que as empresas ainda estão a perceber esta mudança de paradigma mas gradualmente vão se adaptando as estas novas opções. Até porque o processo neste tipo de empresas é muito mais ágil que na banca tradicional. O setor financeiro está em grande evolução e o mundo adapta-se ás evoluções.

Acabei por comprar recentemente a 2,20, já em mercado corrido e como é lógico é impossível justificar com números de Relatórios e Contas á valorização atual. Mas o potencial do negócio é imenso.
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Re: Raize - Tópico Geral

por Artista Romeno » 31/8/2018 21:47

pemides2 Escreveu:Parece que o desafio ao crescimento não é arranjar pessoas dispostas a emprestar dinheiro, é encontrar empresas que queiram financiamento. Apesar de ter activo o tracker a 100€ por empréstimo, isto anda-me a fazer ofertas de 2€/empréstimo :lol: Não chega nem para reinvestir as prestações recebidas, de tal forma que o montante não investido está a começar a subir :roll: Para quem ainda não tem carteira de empréstimos feita, deve ser practicamente impossível começar neste momento :|

Se as taxas dos financiamentos são realmente melhores do que as dos financiamentos bancários, o que poderá estar a fazer com que as empresas não estejam a aderir em número suficiente? :-k

Nos ja sabemos que os romenos dão pa tudo o que tenha juros altos ou retornos miranbolantes AFINSA, BES, Banif, BCP, PT etc.... porque motivo as empresas nao aparecem? simples na banca a taxa é quase 0%, a sucata vem parar aqui....... e voces alegremente financiam o que os bancos nao querem lá e recebem taxas do tempo da minha avozinha, bom demais não é :mrgreen:
As opiniões expressas baseiam-se essencialmente em análise fundamental, e na relação entre o valor de mercado dos ativos e as suas perspectivas futuras de negocio, como tal traduzem uma interpretação pessoal da realidade,devendo como tal apenas serem consideradas como uma perspetiva meramente informativa sobre os ativos em questão, não se constituindo como sugestões firmes de investimento
 
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Re: Raize - Tópico Geral

por Àlvaro » 31/8/2018 21:50

Aqui estamos de acordo, um negócio pouco interessante na verdade. Estive tentado pelo aspecto técnico, mas depois pensei que talvez fosse muita parra e pouca uva.
 
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Re: Raize - Tópico Geral

por SERRA LAPA » 26/10/2018 0:06

Estive a ver a empresa ,nunca tinha ligado, e estou tentado a comprar uma pequeníssima posição.
2016 -60 m€
2017-20m€
1º semesntre 2018+20m€

Tem tido um crescimento superior a 100%
O modelo de negócio é a banca 4.0.
É evidente que a investir não é pelos lucros que gera, mas pelo potencial de crescimento que tem.
Acho algumas semelhanças com o portal do sapo no seu início.
Nunca investi desta forma , mas é tentadora.
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Re: Raize - Tópico Geral

por Celsius-reloaded » 6/11/2018 12:58

https://www.bloomberg.com/news/articles ... ium-europe

Pelo que li deste artigo o funcionamento desta empresa faz lembrar os BDC norte-americanos, q dizem já estarem expostos a 1 trilião de $ de divida, supostamente de (muito) pior qualidade da dos bancos. Qq variação da economia e já se sabe como vai ficar o balanço.

Mais: Segundo dizem a vantagem dos BDC é o pagamento de dividendos elevados, dado que basicamente o modelo de negócio consiste em remunerar os accionistas com os juros que recebem desses empréstimos.

Agora a pergunta: E a Raize pretende pagar dividendos?

Por fim, os gestores são remunerados pela quantidade de empréstimos o que obviamente cria a tentação de emprestar com pouco critério.
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