Barbárie ...
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Filosofia do olho por olho...
Thomas Hobbes escreveu:
"posso parecer brutal, basico até mas se visse o meu filho ou familiar a ser decapitado, iria querer fazer a esses "animais" o mesmo."
Pergunto: Não viram eles também os seus familiares serem "decapitados" pelos bombardeamentos, uns certeiros outros nem tanto?!
Isto é um círculo vicioso que só "acabará" com a vitório do mais forte, não necessáriamente do mais "justo"...
"posso parecer brutal, basico até mas se visse o meu filho ou familiar a ser decapitado, iria querer fazer a esses "animais" o mesmo."
Pergunto: Não viram eles também os seus familiares serem "decapitados" pelos bombardeamentos, uns certeiros outros nem tanto?!
Isto é um círculo vicioso que só "acabará" com a vitório do mais forte, não necessáriamente do mais "justo"...
-
amsf
adenda
Desde já, peço desculpa à administração pelo arrazoado dos post's....mas fico em pulgas com isto do "terrorismo global" esta coisa da "Al Quaeda" e depois de ver o video....a farsa que é a "Decapitação". O homem pode ter morrido mas não foi assim como mostram.Só um suburbano é que pode acreditar em tal coisa. Pode lá ser ...querem dar um nó à minha percepção da realidade.
Especialmente ao Herói grego.
cumps
Especialmente ao Herói grego.
cumps
Se naufragares no meio do mar,toma desde logo, duas resoluções:- Uma primeira é manteres-te à tona; - Uma segunda é nadar para terra;
Sun Tzu
Sun Tzu
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- Localização: vila nova de gaia
Jotabil...
Agardeço a tua análise sobre o islamismo e a comparação com as suas raizes judaico-cristãs.
Infelizmente, o que acontece é que nem toda a gente tem esta visão do mundo (nem os islâmicos).
O que aconteceu com Berg, foi um acto de indiscritivel barbárie, como muitos que acontecem pelo mundo islâmico em nome de alá.
Só que tal como Deus, Jeova ou Alá este tem as costas muito largas para justificar este tipo de actos.
posso parecer brutal, basico até mas se visse o meu filho ou familiar a ser decapitado, iria querer fazer a esses "animais" o mesmo.
Infelizmente, o que acontece é que nem toda a gente tem esta visão do mundo (nem os islâmicos).
O que aconteceu com Berg, foi um acto de indiscritivel barbárie, como muitos que acontecem pelo mundo islâmico em nome de alá.
Só que tal como Deus, Jeova ou Alá este tem as costas muito largas para justificar este tipo de actos.
posso parecer brutal, basico até mas se visse o meu filho ou familiar a ser decapitado, iria querer fazer a esses "animais" o mesmo.
Todo o Homem tem um preço, nem que seja uma lata de atum
comentário
Caro
Parece-me que não haverá muito a dizer.
Direi apenas que o budismo é uma religião de outro tipo...não profética....isto é o factor tempo se existe pode ser um momento sequer.....o chamado momento eterno. A viagem do Me para o Si pode conseguir-se num instante..depende da ascese que se atinge. O Budismo é um retorno à pureza do hinduismo a religião mística base.....se fosse possivel imaginar uma comparação, diriamos que o budismo está para o hinduismo ...como o protestantismo está para o cristianismo.
Existem religiões proféticas e religiões misticas.
As primeiras fundam-se no factor tempo, no qual a divindade vai dando orientações ao homem sobre o bom caminho ou o mau para atingir a sua redenção.
As segundas...o factor tempo não existe. O nirvana ...ou seja a luz...a divindade pode ser atingida numa vida ou num momento.tudo depende do estado espiritual do homem na sua ascese...determinada nas normas que estão definidas nos yogas...que constituem as upanishads...enfim...trata-se de uma viagem do chamado Me...a parte natural do homem ...para o Si a sua parte espiritual.
Não estou nessa de ser melhor o budismo ou pior o islamismo...estou apenas para saber...para não ser levado facilmente por quem me quer alienar.
Não vás nessa do terrorismo e da Al Quaeda.....são meras construções indefinidas ..sem contornos...desenhadas para disfarçar os verdadeiros antagonismos que estão mais perto de nós do que julgamos.
Estão a diabolizar os árabes para esconderem as suas reais intenções. A cobiça é demasiada...os mercados primários, são invejados até ao último centimo.
Coitados dos árabes que são apenas donos formais da riqueza do petróleo.
Lê com atenção e vai um dia a Córdova .... a Granada....a Sevilha´..para entenderes a espiritualidade do Islão representada na arte e na cor e na luz.
As televisões vendem informação...não informam.
E depois, ninguém tem a coragem de dizer o que realmente se passa...todos estão condicionados pelo share...e naturalmente pelo seu bem estar.
Convido.te a ler a descrição feita por A. Camus sobre a beleza de uma casa árabe inserta num dos seus primeiros cadernos...ou nos escritos de juventude..já nem sei bem. Ficarias sugestionado para entenderes essa nova espiritualidade que anima os agarenos, os filhos de Agar a escrava de Abraão que lhe deu um filho ..Ismael...por isso também os chamamos de Ismaelitas... a esses Sarracenos. Bem nomes apenas!
A kaaba...ou seja a casa de Abraão... é um centro dentro da cosmogonia islâmica....e como podes constatar admite a transcendência do Deus que é o mesmo das três religiões proféticas.
Enfim.....o neo-liberalismo dos dias de hoje é que não é nada disto....é apenas racionalidade cientismo...materialismo....sem fé....sem um projecto humano....e o homem é cada vez mais estrangeiro na natureza.
Quem é que está mais proximo da natureza....um homem ou um cavalo?
Dizia Camus....que o homem logo que tomou conciência de si...começou a ser estrangeiro na natureza...é...coisa do caraças.
cumps.
Parece-me que não haverá muito a dizer.
Direi apenas que o budismo é uma religião de outro tipo...não profética....isto é o factor tempo se existe pode ser um momento sequer.....o chamado momento eterno. A viagem do Me para o Si pode conseguir-se num instante..depende da ascese que se atinge. O Budismo é um retorno à pureza do hinduismo a religião mística base.....se fosse possivel imaginar uma comparação, diriamos que o budismo está para o hinduismo ...como o protestantismo está para o cristianismo.
Existem religiões proféticas e religiões misticas.
As primeiras fundam-se no factor tempo, no qual a divindade vai dando orientações ao homem sobre o bom caminho ou o mau para atingir a sua redenção.
As segundas...o factor tempo não existe. O nirvana ...ou seja a luz...a divindade pode ser atingida numa vida ou num momento.tudo depende do estado espiritual do homem na sua ascese...determinada nas normas que estão definidas nos yogas...que constituem as upanishads...enfim...trata-se de uma viagem do chamado Me...a parte natural do homem ...para o Si a sua parte espiritual.
Não estou nessa de ser melhor o budismo ou pior o islamismo...estou apenas para saber...para não ser levado facilmente por quem me quer alienar.
Não vás nessa do terrorismo e da Al Quaeda.....são meras construções indefinidas ..sem contornos...desenhadas para disfarçar os verdadeiros antagonismos que estão mais perto de nós do que julgamos.
Estão a diabolizar os árabes para esconderem as suas reais intenções. A cobiça é demasiada...os mercados primários, são invejados até ao último centimo.
Coitados dos árabes que são apenas donos formais da riqueza do petróleo.
Lê com atenção e vai um dia a Córdova .... a Granada....a Sevilha´..para entenderes a espiritualidade do Islão representada na arte e na cor e na luz.
As televisões vendem informação...não informam.
E depois, ninguém tem a coragem de dizer o que realmente se passa...todos estão condicionados pelo share...e naturalmente pelo seu bem estar.
Convido.te a ler a descrição feita por A. Camus sobre a beleza de uma casa árabe inserta num dos seus primeiros cadernos...ou nos escritos de juventude..já nem sei bem. Ficarias sugestionado para entenderes essa nova espiritualidade que anima os agarenos, os filhos de Agar a escrava de Abraão que lhe deu um filho ..Ismael...por isso também os chamamos de Ismaelitas... a esses Sarracenos. Bem nomes apenas!
A kaaba...ou seja a casa de Abraão... é um centro dentro da cosmogonia islâmica....e como podes constatar admite a transcendência do Deus que é o mesmo das três religiões proféticas.
Enfim.....o neo-liberalismo dos dias de hoje é que não é nada disto....é apenas racionalidade cientismo...materialismo....sem fé....sem um projecto humano....e o homem é cada vez mais estrangeiro na natureza.
Quem é que está mais proximo da natureza....um homem ou um cavalo?
Dizia Camus....que o homem logo que tomou conciência de si...começou a ser estrangeiro na natureza...é...coisa do caraças.
cumps.
Se naufragares no meio do mar,toma desde logo, duas resoluções:- Uma primeira é manteres-te à tona; - Uma segunda é nadar para terra;
Sun Tzu
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jotabil,
Penso que é possível colocar um texto com imagens intercaladas, acho que fiz isso uma vez, no entanto já não me lembro bem como é. Creio que tens de colocar primeiro as imagens no forum de testes e depois fazer referência ao url das imagens, na parte em que quiseres que elas apareçam. Mas o ideal será perguntares a alguem da administração.
Sobre o tema, eu sei muito pouco de história das religiões e quase zero de teologia, não dá para uma grande conversa
Acho que cada um lê exactamente aquilo que quiser nas escrituras, de qualquer religião, até porque são extensas e há passagens para todos os gostos. A história mostra isso mesmo, fez-se de quase tudo em nome de Deus.
Uma coisa é seguir à letra o que está nas escrituras, tal como fazem alguns fundamentalistas islamicos que aplicam a 'lei islamica', por exemplo. Outra coisa é fazer o que os terroristas da 'al qaeda' fazem. Ou será que é a tal guerra santa permitida em certos casos? Hmm..
Ser fundamentalista é exactamente o quê? (pergunta de quem não sabe) Procurar a essencia da mensagem? (talvez as religiões cristãs precisem de o fazer - duvido que tivessem a aprovação de Cristo) Ou é procurar seguir os pormenores descritos nas escrituras?
Se for a ultima, então talvez corresponda a pobreza de espirito e não pureza.
Como explicas que o islão esteja na base ou dê origem a tanta violência? Em nome do cristianismo também já se fez muito mal é certo.
Acredito que as três religiões tenham os mesmos elementos de base, mas será que não existe uma diferença na forma como está escrito o islamismo, e que propicie interpretações mais radicais e geradoras de violência? Eu não sei...
Sobre o que fez cristo penso que ainda há muita discução. Ouvi inclusive uma teoria que diz que ele viveu dos 12 aos 29 (creio) na India, em Kashmira.
Que era considerado a reencarnação de um lama budista, que não morreu na cruz, que voltou para a India, que morreu lá e ainda hoje está lá sepultado!
Para mim existe uma única 'religião' boa, que é o Budismo, que satisfaz a nossa necessidade humana de ritos, regras e dimensão espiritual, não com um ser superior, ilógico, sem sentido, autoritário e aberrante, mas com a procura e descoberta de nós mesmos. Obviamente não pretendo ser desrespeitoso para quem é crente, mas é assim que sinto e penso.
É bem mais difícil ser-se budista e terrorista, do que islamico ou cristão, e terrorista
Sobre aquele vídeo da decapitação.... não me poderia estar mais borrifando para o caso, quero lá saber se o percoço torceu para a esquerda ou direita. É-me indiferente. Não vi o vídeo nem vou ver.
Ví por engano o video da execução de um jornalista no paquistão há uns tempos e bastou-me.
Não percebo bem o interesse em saber se é falso ou verdadeiro. Os factos parecem ser que o homem morreu e o corpo foi encontrado. Que os terroristas que alegadamente o mataram, são perfeitamente capazes de o fazer.
Dizes que o video foi uma fabricação da coligação, e que mataram o homem em nome do tal grupo terrorista?
red
Penso que é possível colocar um texto com imagens intercaladas, acho que fiz isso uma vez, no entanto já não me lembro bem como é. Creio que tens de colocar primeiro as imagens no forum de testes e depois fazer referência ao url das imagens, na parte em que quiseres que elas apareçam. Mas o ideal será perguntares a alguem da administração.
Sobre o tema, eu sei muito pouco de história das religiões e quase zero de teologia, não dá para uma grande conversa

Acho que cada um lê exactamente aquilo que quiser nas escrituras, de qualquer religião, até porque são extensas e há passagens para todos os gostos. A história mostra isso mesmo, fez-se de quase tudo em nome de Deus.
Uma coisa é seguir à letra o que está nas escrituras, tal como fazem alguns fundamentalistas islamicos que aplicam a 'lei islamica', por exemplo. Outra coisa é fazer o que os terroristas da 'al qaeda' fazem. Ou será que é a tal guerra santa permitida em certos casos? Hmm..
Ser fundamentalista é exactamente o quê? (pergunta de quem não sabe) Procurar a essencia da mensagem? (talvez as religiões cristãs precisem de o fazer - duvido que tivessem a aprovação de Cristo) Ou é procurar seguir os pormenores descritos nas escrituras?
Se for a ultima, então talvez corresponda a pobreza de espirito e não pureza.
Como explicas que o islão esteja na base ou dê origem a tanta violência? Em nome do cristianismo também já se fez muito mal é certo.
Acredito que as três religiões tenham os mesmos elementos de base, mas será que não existe uma diferença na forma como está escrito o islamismo, e que propicie interpretações mais radicais e geradoras de violência? Eu não sei...
Sobre o que fez cristo penso que ainda há muita discução. Ouvi inclusive uma teoria que diz que ele viveu dos 12 aos 29 (creio) na India, em Kashmira.
Que era considerado a reencarnação de um lama budista, que não morreu na cruz, que voltou para a India, que morreu lá e ainda hoje está lá sepultado!

Para mim existe uma única 'religião' boa, que é o Budismo, que satisfaz a nossa necessidade humana de ritos, regras e dimensão espiritual, não com um ser superior, ilógico, sem sentido, autoritário e aberrante, mas com a procura e descoberta de nós mesmos. Obviamente não pretendo ser desrespeitoso para quem é crente, mas é assim que sinto e penso.
É bem mais difícil ser-se budista e terrorista, do que islamico ou cristão, e terrorista

Sobre aquele vídeo da decapitação.... não me poderia estar mais borrifando para o caso, quero lá saber se o percoço torceu para a esquerda ou direita. É-me indiferente. Não vi o vídeo nem vou ver.
Ví por engano o video da execução de um jornalista no paquistão há uns tempos e bastou-me.
Não percebo bem o interesse em saber se é falso ou verdadeiro. Os factos parecem ser que o homem morreu e o corpo foi encontrado. Que os terroristas que alegadamente o mataram, são perfeitamente capazes de o fazer.
Dizes que o video foi uma fabricação da coligação, e que mataram o homem em nome do tal grupo terrorista?
red
trabalho breve sobre o islamismo
INTRODUÇÃO
No cumprimento do programa referente à disciplina de Religião e Moral, importa realizar, entre outros, um trabalho subordinado a temas de ordem ética e moral, como seja, o estudo e conhecimento das principais religiões da Humanidade.
Neste contexto, apresentamos o trabalho que a seguir se descreve respeitante à religião Islâmica.
Com o presente estudo pretendemos, numa primeira parte, caracterizar o enquadramento histórico do Islamismo, abrangendo os aspectos respeitantes à contemporaneidade do seu nascimento e ao seu desenvolvimento ao longo dos séculos até aos dias de hoje.
Seguiremos, numa segunda parte, pela definição da organização do espaço e tempo sagrados do Islamismo, ou seja, o desenho da sua cosmogonia com a descrição das hierofanias e teofanias que lhe respeitam.
Numa terceira parte, tentaremos a elaboração de um estudo comparativo entre as três grandes religiões proféticas do mundo, Judaísmo, Cristianismo e Islamismo, com referências à religião primordial, do Mazdeísmo (Zaratustra), relevando os aspectos inovadores da religião em apreço.
Por fim, apresentaremos as conclusões que a execução deste trabalho pôde suscitar.
A escolha do Islamismo como tema do presente estudo, foi motivada em resultado de um conhecimento muito genérico feito sobre a essencialidade das três religiões proféticas já referidas, do qual resultou num interesse em pormenorizar uma religião que nos pareceu ser como que um retorno aos fundamentos das religiões que a precederam, designadamente o profetismo inovador de Zaratustra que, pela primeira vez, relaciona o deus cósmico com o Homem, o Judaísmo, com um Deus omnipotente e severo e o Cristianismo, com um Deus amoroso e solidário com o Homem através da sua encarnação em Cristo e da espiritualidade que este conduz no seu testemunho e na sua palavra.
ENQUADRAMENTO HISTÓRICO
Ambiente geral
Ao tempo do nascimento do Islamismo, no século VII, o mundo estava dividido em grandes Impérios: o Império Chinês, o da Índia, o dos Sassânidas no Irão, o Império Bizantino (Império Romano Oriental) e na Europa, os destroços do Império Romano do Ocidente, fragmentado pelos Godos e pelos Francos.
Em menos de um século, todos estes Impérios vão ruir, verificando-se numa parte da Europa, antes da desintegração do Império Romano do Ocidente, que os papas, designadamente Gregório, O Grande (540 -604), tinham agarrado nas mãos todos os poderes e coroavam os reis vencedores. Nos Impérios Sassânidas e Bizantino era a decadência: decomposição política de estados centralizados e burocráticos, mas incapazes de manter a sua autoridade em províncias onde se multiplicavam as rebeliões de chefes locais; desordem económica, nascida desta anarquia política, e agravamento das injustiças sociais; Enfim, proliferação de cismas e de heresias religiosas, devidas, em especial no Império Sassânida, à regressão do profetismo de Zaratustra, no sentido do ritualismo, cujos autores beneficiavam dos privilégios de religião de Estado. Nos Impérios Cristãos do Oriente e do Ocidente, em resultado de especulações decorrentes de uma helenização preponderante que tornava as religiões existentes em assuntos de letrados, não correspondendo às necessidades das massas, resultando daí, um pulular de seitas declaradas heréticas e por outro lado, uma assustadora confusão dos poderes espirituais e temporais que conduzirão na Igreja Cristã do Oriente ao surgimento de papas feitos césares e no Ocidente, ao primado do papa e do sacerdócio sobre as realezas e Impérios.
Ora, nesta profunda confusão entre o poder espiritual que assume, simultaneamente um poder temporal, assiste-se ao afundamento das civilizações num caos, que motiva o aparecimento de um mundo novo para dar rosto à esperança de multidões oprimidas.
É neste contexto que se assiste ao nascimento e rápida expansão do Islamismo que trás em si uma alma nova à vida colectiva.
Península Arábica – nascimento e expansão do Islamismo
O Islamismo nasce no interior da Península Arábica numa pequena república mercantil de Meca, encruzilhada de trocas caravaneiras e marítimas entre o Oriente e o Mediterrâneo, e em contacto permanente com as comunidades judaicas e cristãs da Síria e da Palestina.
Ali, em Meca, nasceu no século VII d.C., a 12 de Rabî-al-awwal, o terceiro mês do ano árabe (etimologicamente primeiro mês da Primavera) do ano do Elefante (assim designado por Meca ter sido atacada por tropas equipadas por elefantes) (570 d.C.), o mensageiro de Deus, Muhammad ben Abdullah ben Abdul Muttalib ben Háxime (Maomé), pertencente a uma das famílias mais notáveis da região, o clã Coraixita. Este profeta é o grande continuador da missão de Abraão, dando origem com a sua mensagem a uma das três grandes religiões proféticas, o Islamismo, actualmente professada por mais de um bilião de pessoas em todo o mundo.
Aos 40 anos de idade, Muhammad inicia a sua acção de profeta recebendo a mensagem da palavra de Deus, cujos episódios se podem relatar do seguinte modo: por intermédio do Arcanjo Gabriel (Jibrail), na caverna de Hira, perto de Meca, Muhammad envolto numa manta, em silenciosa vigília nocturna, ouve uma voz que o chama; descobrindo a cabeça, uma luz incide sobre ele, com um intolerável esplendor. Então, Muhammad vê um anjo de forma humana aproximando-se dele, ordenando-lhe: "Lê! – diz-lhe o anjo. Não sei ler! – replica Muhammad. Lê em nome de Deus! - repete o anjo.” No mesmo instante, Muhammad sentiu que uma luz celestial lhe iluminava o entendimento e leu o que ali estava escrito. Terminada a leitura, anunciou-lhe o mensageiro divino: "Ó Muhammad, em verdade és o Profeta de Deus! E eu sou o Anjo Gabriel".
A partir de então, o Mensageiro Sagrado continuou a receber sucessivamente, durante o período de vinte e três anos (entre os anos 609 e 632 d.C.), as revelações da palavra de Deus, posteriormente compiladas no Alcorão.
Em sequência da doutrina proclamada na mensagem do profeta Muhammad, da existência de um só Deus, suscitou por parte dos habitantes de Meca, que viviam instalados sob os rendimentos da Caaba (ídolo comum a todas as tribos da Arábia de então) e do obscurantismo do povo, uma reacção hostil e viva com veementes protestos. Em resultado disso, perseguiram e atacaram Muhammad, condenando-o à morte, factos estes que o forçaram a organizar, com os seus discípulos, a celebrada fuga de Meca para Medina, denominada por Hégira (do arábe, “Hijra”), a qual marca o primeiro dia da Era Muçulmana, 16 de Julho de 622 d.C. (o primeiro dia e o primeiro ano do calendário islâmico). A partir de então, nem a indiferença, nem as feridas do amor próprio, nem as maquinações ou ameaças diversas vezes repetidas pelos politeístas, conseguiram desviar Muhammad da sua missão.
A extraordinária personalidade de Muhammad revolucionou, indiscutivelmente, a vida na Arábia, como também em todo o Oriente. Com as suas próprias mãos esmagou os antigos ídolos, trezentos e sessenta (à razão de um para cada dia do ano), existentes na cidade de Meca e estabeleceu uma religião dedicada a um só Deus. O Islamismo, do árabe "içlam", que significa "submissão voluntária à vontade de Deus".
Organização da comunidade
Muhammad casou-se com Cadija, uma viúva de um rico mercador, mais velha do que ele, cerca de 15 anos. Muito embora esta diferença de idades, Cadija deu-lhe muitos filhos. Disto, parece poder deduzir-se que Muhammad viveu bem instalado e na abundância, tendo tempo para empregar parte dos seus tempos livres na meditação dos problemas religiosos e na situação do seu povo, os Árabes.
O desenvolvimento, tanto espiritual como espacial, da religião islâmica sofreu uma grande expansão no primeiro século da sua era e as perturbações político-religiosas giravam em torno de um problema central que era saber quem seria o khalîfa (Califa), isto é, o sucessor do profeta, imã ou sultão, como se chama frequentemente ao chefe religioso dos muçulmanos.
O profeta morreu no décimo ano após a Hégira (632 d.C.) em Medina, onde continuava a residir após a fuga.
Muhammad não estabelecerá a sua sucessão e a maioria muçulmana viu nisso um sinal divino: cabia à comunidade dos crentes escolher o seu chefe.
Na consequência da realidade proferida no parágrafo anterior, sucedem as maiores dificuldades na sucessão do profeta que resultaram em cisões no povo islâmico que redundam no surgimento de três grupos religiosos: os sunitas, os xiitas e os kharejiitas. Este último grupo iniciou o seu desaparecimento após o martírio de Husayn (Hussein), em Kerbela (Iraque), ano 61 da Hégira (10 de Outubro de 680), que se assumiu como chefe dos correligionários da sua pretensão ao lugar de Califa.
Dos dois grupos que sobrevivem actualmente, um deles, os sunitas, são partidários dos Califas abássidas, descendentes de all-Abbas, tio do profeta, Muhammad. Em 749, assumem o controlo do Islão e transferem a capital para Bagdad. Justificam a sua legitimidade apoiando-se nos juristas que sustentam que o califado pertenceria aos que fossem considerados dignos do consenso da comunidade. A maior parte dos adeptos do Islamismo é sunita (cerca de 85%).
Por outro lado, os partidários de Ali (casado com Fátima, filha de Muhammad), os xiitas, não aceitam a direcção dos sunitas. Argumentando que os descendentes do Profeta são os verdadeiros imãs: guias infalíveis na interpretação do Alcorão e do Sunnah, graças ao conhecimento secreto que lhes fora dado por Deus. Este grupo é predominante no Irão e no Iémen.
A rivalidade histórica entre sunitas e xiitas evoluiu até aos dias de hoje, não se reduzindo o seu antagonismo a simples questões de sucessão, mas sim incluindo outras questões de nível teológico.
ESPAÇO E TEMPO SAGRADO DO ISLAMISMO
- COSMOGONIA ISLÂMICA -
Parâmetros do espaço e tempo sagrados da cosmogonia Islâmica
O Islamismo trazia uma fé simples e forte, directamente acessível aos povos, sem necessidade da existência de cleros ou de quaisquer hierarquias. Trazia uma visão do mundo dominado pelo profetismo e impregnado por um misticismo novo e dinâmico.
O regresso à religião primordial de Abraão permite ao Islamismo formular-se em termos simples e ao mesmo tempo gerar o mais alto misticismo.
A forma simples que toma o seu espaço sagrado, a mais evidente, é materializada pela constituição dos “cinco pilares” do Islamismo: a profissão de fé, a oração, o jejum, o Zakat (abandono obrigatório de uma parte da riqueza) e a peregrinação a Meca.
1. A profissão de fé (Shahada), cuja proclamação basta para definir um muçulmano. É simples e popular e de uma profundidade que torna o Islão objecto de todas as reflexões. “Não há outro deus senão Allah e Muhammad é o seu mensageiro.”
A primeira parte desta proclamação (Não há outro deus senão Allah) representa a total subordinação do Homem ao divino ao qual pertence dado que a sua percepção ou concepção só se efectiva em Deus, isto é, o Homem caminha em direcção a Deus, dado que nada existe que não seja divino.
O segundo movimento da profissão de fé (Muhammad é o seu mensageiro) é o movimento de refluxo de Deus para o Homem pelo seu mensageiro Muhammad, que transmitiu o Alcorão directamente ditado por Allah.
Na perspectiva do Islamismo, o Alcorão desempenha assim, na revolução muçulmana, o papel desempenhado por Jesus de Nazaré nos Evangelhos: “ (…) é Deus comunicando-se aos homens para os ligar ao seu princípio.” (Garaudy, 1982, p.205). Muhammad personifica toda a criação em Deus. “Os sete céus e a Terra e aqueles que ali se encontram louvam-nO; E não existe alguma coisa que não cante os seus louvores, mas não compreendeis o seu canto.” (surata XVIII, 44, cit. Garaudy, 1982, p.205). Entendemos pois que o absoluto se revela no relativo sob a forma de símbolos. A Natureza inteira apresenta-se como sagrada, é uma aparição e uma revelação de Deus.
2. A Oração (Salat) consiste na execução de preces realizadas por cinco vezes ao dia. É pela oração que o homem de fé se integra na adoração universal. Feita de face voltada para Meca todos os muçulmanos do mundo e os seus templos (Mesquitas) cujo nicho se orienta no sentido comum, que se reúnem num todo em direcção do seu centro, a «Kaaba», que se constitui, desse modo, lugar central do espaço cósmico do Islão.
A ablução ritual, antes da oração, pretende tornar o homem puro e primordial e desse modo apresentar-se perante Deus como elemento que a ele se submete, fazendo parte integrante da sua criação.
3. O Jejum (Saum). Todos os anos, no mês do Ramadão, os muçulmanos jejuam desde o alvorecer até ao por do sol, abstendo-se de comida, bebida e relações sexuais. O Jejum é uma interrupção voluntária do ritmo vital. É uma afirmação da liberdade e espiritualidade do homem que se eleva a caminho de Deus para além dos bens terrenos e ao mesmo tempo uma lembrança em nós próprios, daquele que tem fome e para o qual devemos contribuir para o arrancar da miséria e da eventual morte.
4. A Contribuição (Zakat). Todas as coisas pertencem a Deus e as que estão nas mãos dos muçulmanos, estão em confiança, conformada à pureza de intenções em face dos necessitados. “ Não é uma esmola, mas uma espécie de justiça interior institucionalizada, obrigatória, que torna efectiva a solidariedade dos homens de fé, isto é, daqueles que sabem vencer em si próprios o egoísmo e a avareza. O Zakat, é a recordação permanente de que toda a riqueza, como tudo, pertence a Deus e que o indivíduo não pode dispor dela à sua vontade».(Garaudy, 1982, p.206).
5. A Peregrinação (Hajj) consiste na peregrinação anual a Meca constituindo-se como uma obrigação para todos aqueles que se encontrem capacitados física e financeiramente para o efeito. Simboliza a caminhada do muçulmano para o centro revelador da divindade que governa o seu cosmos, a Kaaba, apresentando-se aí, despido de vaidades perante Deus a quem submete confiadamente o seu coração que a Ele pertence.
Da organização espacial e temporal do cosmos islâmico que através das acções descritas se concretiza, resta clara a concepção de que o homem de fé muçulmano, percorre um caminho até Deus. Viagem temporária, feita em submissão e pureza para consigo, para com o seu próximo e a natureza, sabendo que ele próprio pertence a Deus e se constitui objecto de divindade. No fim, retornará a Ele com o peso do seu testemunho para um juízo singular.
Por sua vez Deus omnipotente, misericordioso e dotado de toda a compreensão e extensão da verdade, reflui para o homem procurando esclarecer-lhe o caminho pelas normas que lhe revelou no Alcorão e de procedimentos cristalizados na Sunnah, constituintes da Charia. “Na verdade somos Deus, e para Ele voltamos.” (surata II, 156, cit. Garaudy, 1982, p.205).
Na vizinhança do caos, nos limites do espaço cósmico em que o homem de fé islâmica organiza o seu Ontos, existirá um céu compensador e um inferno prenunciador da escuridão e do espaço amorfo.
Nesta visão, Deus permanece absoluto, simultaneamente imanente do coração do homem e transcendente no seu mistério e entendimento. Deus reflecte-se no homem, para conhecer o efémero e desse modo propiciar o conhecimento de Si, actuando como se o Homem fosse um espelho de Si próprio. “Nós lhes mostraremos os nossos sinais nos horizontes e neles mesmos, até que se lhes torne evidente que tudo é Deus.” (surata XLI, 53, cit. Garaudy, 1982, p.208).
Importa ainda e neste contexto, realçar a particularidade da arte, da ciência e da acção no islamismo.
Deus permanece absoluto e transcendente, muito embora se remire no seu espelho, o homem, o qual, orienta, protege e proporciona exigências na medida das suas possibilidades. Por sua vez o homem encaminha-se para Ele interpretando os sinais, sabendo que a inteira representação de Deus e da natureza que também lhe pertence, é apenas possível a uma luz, forma e cor, inspiradas na beleza e na distância dessa transcendência reconhecida.
A ser assim, “A arte muçulmana é, portanto, uma expressão da profissão de fé fundamental do Islão: a transcendência radical de Deus. Isto exprime-se em primeiro lugar na arquitectura e na sua decoração. É possível dizer que no Islão todas as artes conduzem à mesquita e a mesquita à oração. É o que é traduzido pelo uso das formas, simultaneamente geométricas e rítmicas, nos cordões, nas estalactites, nos palmitos e arabescos dos «mirhab», que designam em cada mesquita, a direcção de Meca: ela é o local da aparição, da teofania e nada, nela, deve distrair o fiel do Deus sem forma humana, do Deus radicalmente transcendente para quem se dirige a prece.” (Garaudy, 1982, p.210).
1. As formas rítmicas e geométricas estilizadas da arquitectura islâmica.
Outro tanto se pode dizer no que respeita à luz e à cor islâmicas. «A alquimia da luz, tal como ainda hoje, por ela podemos ser impressionados nos Pátio dos Leões da Alhambra de Granada, ou nas cúpulas de cerâmica, de cores cambiantes a cada hora do dia, nas mesquitas de Ispaham, transpõem directamente o versículo do Alcorão: “Deus é a luz dos céus e da terra” (surata XXIV, 35) (Garaudy, 1982, p.210).
2. Pátio dos Leões da Alhambra (Granada)
3. Minarete da Mesquita Real, fundada em Ispaham
Muito embora fundada nas ciências da Grécia, da China e da Índia, também a ciência Islâmica é inspirada nesta visão central do Deus transcendente e absoluto. Revelando-se Ele no Homem e na Natureza, constitui com estes um todo orgânico, emergindo daí, a necessidade de o homem viver em harmonia com esse Deus transcendente e com a Natureza com os quais forma parte integrante. A necessidade da percepção da Natureza pelo Homem, para que conhecendo-A, melhor A poder respeitar, parece tê-lo conduzido a um método sensível para a obtenção desse conhecimento, rompendo com a concepção puramente dedutiva do pensamento grego limitado à racionalidade. «A ciência árabe, da astronomia à medicina, e a técnica árabe, da química à hidráulica é à navegação, está na origem do método experimental do Renascimento.» (Garaudy, 1982, p.211).
Neste contexto ainda, dada a unidade orgânica que implica a fé islâmica entre o Deus, o Homem e a Natureza, podemos deduzir a necessidade de se não separar a ciência, entendida como conhecimento objectivo da leis que regem os fenómenos naturais, e dos meios que elas permitem obter para o seu domínio, da reflexão necessária sobre os fins últimos a alcançar que deverão conformar-se com a harmonia exigida por essa unidade onde a divindade permanece. «Como escreve Sayyed Hossein Nasr “a revolta do homem contra o céu poluiu a terra”» (cit. Garaudy, 1982, p.211).
Estendendo esta unidade orgânica atrás referida, entre Deus o Homem e a Natureza, podemos então compreender a sacralidade de todos os actos que são realizados pelo homem na sua acção transformadora da natureza, em conformidade com a harmonia exigida pela fonte divina.
«O Islão dá a cada acção todo o sentido, não separando um mundo terrestre de um mundo espiritual: um acto é profano quando está separado da unidade e da vida, é pelo contrário sagrado quando a ela se refere e nela se inspira.» (Garaudy, 1982, p.212).
ANÁLISE COMPARATIVA DA RELIGIÃO ISLÂMICA FACE ÁS OUTRAS DUAS GRANDES RELIGIÕES PROFÉTICAS – JUDAÍSMO E CRISTIANISMO
Podemos afirmar que nas primeiras sociedades, a divindade, embora reconhecida por diversas hierofanias e teofanias que definiam o espaço cósmico que as orientava, permanecia exterior ao Homem, isto é, não se relacionava com ele, limitando-se este ao exercício de ritos materializados em sacrifícios e oferendas para aplacar os desígnios dessa divindade.
Com a emergência da espiritualidade de Zaratustra, é dada a liberdade ao homem na escolha de um caminho bom ou mau, para atingir a divindade.
Desse modo, o deus cósmico que do anterior permanecia ausente e exterior ao homem, inicia com ele uma relação de natureza ética e solidária feita no sentido de o ajudar à sua redenção a caminho da divindade. Este caminho, em que se considera existir um factor tempo, é percursor da existência de sinais orientadores desse bem e desse mal, o que implica a existência de veículos para esses sinais, concretizados na ocorrência de profetas reveladores da divindade.
Daí o carácter profético das religiões em apreço, o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo que sucederam ao passo espiritual revelado por Zaratustra.
O Judaísmo, a primeira delas, que se revelou, fundada nas normas da Aliança que Deus firmou com o povo eleito e nos Dez Mandamentos recebidos por Moisés no monte Sinai, apresenta uma divindade omnipotente e severa e de uma transcendência radical, cujo relacionamento com o homem se faz, fundamentalmente, no sentido da divindade para o homem.
O Cristianismo, insere-se na mesma natureza da religião anterior.
De tudo que pudemos conhecer sobre a essência desta doutrina, parece poder afirmar-se que o cristianismo é um retorno aos fundamentos do Judaísmo, a que se acrescenta a espiritualidade do testemunho e da palavra de Cristo. De facto, também nesta se define um tempo e um caminho redentor para o homem a caminho da divindade, orientado por normas emitidas pela divindade e por uma acção absolutamente inovadora e incontornável ao nível filosófico/ teológico que é essa imperecível solidariedade do infinito com o finito, consubstanciada na encarnação de Deus. (filho de Deus feito homem). Isto é, a divindade apresenta-se perante o homem como igual para, num gesto de amor e fraternidade comungar com ele a sua condição e desse modo melhor o poder compreender e salvar a caminho da redenção. «Ninguém conhece o Pai sem ser pelo Filho e aquele a quem o Filho revelar (Mateus XI, 27 e Marcos X, 22)» (cit. Garaudy, 1982, p.171).
Importa salientar o carácter amoroso da palavra e testemunho de Cristo, filho de Deus, com que se apresenta perante o homem representado pelo ensinamento capitular “ama o próximo como a ti mesmo”.
Ao apreciarmos a essencialidade desta doutrina, parece poder infirmar-se que acção redentora da condição do homem é conseguida através de actos relacionais feitos de amor e solidariedade com o outro como, exemplarmente, parece significar a Santíssima Trindade que relaciona num acto de amor absoluto, O Pai e o Filho através do Espírito Santo.
Aqui, a divindade apresenta-se perante o homem num acto de amor dando e perdoando até ao sacrifício da Cruz.
O Islamismo segue de perto as doutrinas anteriores. Também nela existe um caminho e um tempo redentor que é efémero onde o homem vai recebendo orientações da divindade. Constitui com Deus e com a Natureza um todo orgânico que condiciona, para a perfeição, os seus actos a caminho da redenção. No entanto aqui, Deus permanece na sua absoluta transcendência, a uma luz e entendimento reconhecidos pelo homem que a Ele se submete na sua fé. *
CONCLUSÃO
Nas ideias apreendidas em breves leituras a que procedemos e que atrás expressamos, tivemos a noção de que tratávamos de matéria muito polémica dada a sacralidade que envolve. Tentámos dizer os aspectos mais impressivos que percebemos para conseguirmos uma consistência nas conclusões que serão sempre modestas face aos nossos conhecimentos rudimentares que reconhecemos. Sendo assim, e pelo referido anteriormente, somos a concluir o seguinte:
- O Islamismo constitui com o Judaísmo e o Cristianismo um mesmo tipo de cosmogonia, baseada na relação da divindade com homem, percorrendo um caminho de redentor.
- O Homem, a Natureza e Deus, no Islamismo constituem uma Unidade orgânica que exige ao homem de fé, um procedimento harmonioso e elevado em face das orientações reveladas e uma submissão à transcendência absoluta da divindade, que é Tudo.
- A natureza comum que se adivinha na cosmogonia destas três religiões, implica comungarmos da ideia sempre lembrada pelo Papa João Paulo II de que vale a pena prosseguir na senda do perdão e da tolerância, tomados no sentido de procurar as mais puras espiritualidades que elas possam conter, tendo em vista tornar mais acessível o caminho da redenção do homem para Deus.
No cumprimento do programa referente à disciplina de Religião e Moral, importa realizar, entre outros, um trabalho subordinado a temas de ordem ética e moral, como seja, o estudo e conhecimento das principais religiões da Humanidade.
Neste contexto, apresentamos o trabalho que a seguir se descreve respeitante à religião Islâmica.
Com o presente estudo pretendemos, numa primeira parte, caracterizar o enquadramento histórico do Islamismo, abrangendo os aspectos respeitantes à contemporaneidade do seu nascimento e ao seu desenvolvimento ao longo dos séculos até aos dias de hoje.
Seguiremos, numa segunda parte, pela definição da organização do espaço e tempo sagrados do Islamismo, ou seja, o desenho da sua cosmogonia com a descrição das hierofanias e teofanias que lhe respeitam.
Numa terceira parte, tentaremos a elaboração de um estudo comparativo entre as três grandes religiões proféticas do mundo, Judaísmo, Cristianismo e Islamismo, com referências à religião primordial, do Mazdeísmo (Zaratustra), relevando os aspectos inovadores da religião em apreço.
Por fim, apresentaremos as conclusões que a execução deste trabalho pôde suscitar.
A escolha do Islamismo como tema do presente estudo, foi motivada em resultado de um conhecimento muito genérico feito sobre a essencialidade das três religiões proféticas já referidas, do qual resultou num interesse em pormenorizar uma religião que nos pareceu ser como que um retorno aos fundamentos das religiões que a precederam, designadamente o profetismo inovador de Zaratustra que, pela primeira vez, relaciona o deus cósmico com o Homem, o Judaísmo, com um Deus omnipotente e severo e o Cristianismo, com um Deus amoroso e solidário com o Homem através da sua encarnação em Cristo e da espiritualidade que este conduz no seu testemunho e na sua palavra.
ENQUADRAMENTO HISTÓRICO
Ambiente geral
Ao tempo do nascimento do Islamismo, no século VII, o mundo estava dividido em grandes Impérios: o Império Chinês, o da Índia, o dos Sassânidas no Irão, o Império Bizantino (Império Romano Oriental) e na Europa, os destroços do Império Romano do Ocidente, fragmentado pelos Godos e pelos Francos.
Em menos de um século, todos estes Impérios vão ruir, verificando-se numa parte da Europa, antes da desintegração do Império Romano do Ocidente, que os papas, designadamente Gregório, O Grande (540 -604), tinham agarrado nas mãos todos os poderes e coroavam os reis vencedores. Nos Impérios Sassânidas e Bizantino era a decadência: decomposição política de estados centralizados e burocráticos, mas incapazes de manter a sua autoridade em províncias onde se multiplicavam as rebeliões de chefes locais; desordem económica, nascida desta anarquia política, e agravamento das injustiças sociais; Enfim, proliferação de cismas e de heresias religiosas, devidas, em especial no Império Sassânida, à regressão do profetismo de Zaratustra, no sentido do ritualismo, cujos autores beneficiavam dos privilégios de religião de Estado. Nos Impérios Cristãos do Oriente e do Ocidente, em resultado de especulações decorrentes de uma helenização preponderante que tornava as religiões existentes em assuntos de letrados, não correspondendo às necessidades das massas, resultando daí, um pulular de seitas declaradas heréticas e por outro lado, uma assustadora confusão dos poderes espirituais e temporais que conduzirão na Igreja Cristã do Oriente ao surgimento de papas feitos césares e no Ocidente, ao primado do papa e do sacerdócio sobre as realezas e Impérios.
Ora, nesta profunda confusão entre o poder espiritual que assume, simultaneamente um poder temporal, assiste-se ao afundamento das civilizações num caos, que motiva o aparecimento de um mundo novo para dar rosto à esperança de multidões oprimidas.
É neste contexto que se assiste ao nascimento e rápida expansão do Islamismo que trás em si uma alma nova à vida colectiva.
Península Arábica – nascimento e expansão do Islamismo
O Islamismo nasce no interior da Península Arábica numa pequena república mercantil de Meca, encruzilhada de trocas caravaneiras e marítimas entre o Oriente e o Mediterrâneo, e em contacto permanente com as comunidades judaicas e cristãs da Síria e da Palestina.
Ali, em Meca, nasceu no século VII d.C., a 12 de Rabî-al-awwal, o terceiro mês do ano árabe (etimologicamente primeiro mês da Primavera) do ano do Elefante (assim designado por Meca ter sido atacada por tropas equipadas por elefantes) (570 d.C.), o mensageiro de Deus, Muhammad ben Abdullah ben Abdul Muttalib ben Háxime (Maomé), pertencente a uma das famílias mais notáveis da região, o clã Coraixita. Este profeta é o grande continuador da missão de Abraão, dando origem com a sua mensagem a uma das três grandes religiões proféticas, o Islamismo, actualmente professada por mais de um bilião de pessoas em todo o mundo.
Aos 40 anos de idade, Muhammad inicia a sua acção de profeta recebendo a mensagem da palavra de Deus, cujos episódios se podem relatar do seguinte modo: por intermédio do Arcanjo Gabriel (Jibrail), na caverna de Hira, perto de Meca, Muhammad envolto numa manta, em silenciosa vigília nocturna, ouve uma voz que o chama; descobrindo a cabeça, uma luz incide sobre ele, com um intolerável esplendor. Então, Muhammad vê um anjo de forma humana aproximando-se dele, ordenando-lhe: "Lê! – diz-lhe o anjo. Não sei ler! – replica Muhammad. Lê em nome de Deus! - repete o anjo.” No mesmo instante, Muhammad sentiu que uma luz celestial lhe iluminava o entendimento e leu o que ali estava escrito. Terminada a leitura, anunciou-lhe o mensageiro divino: "Ó Muhammad, em verdade és o Profeta de Deus! E eu sou o Anjo Gabriel".
A partir de então, o Mensageiro Sagrado continuou a receber sucessivamente, durante o período de vinte e três anos (entre os anos 609 e 632 d.C.), as revelações da palavra de Deus, posteriormente compiladas no Alcorão.
Em sequência da doutrina proclamada na mensagem do profeta Muhammad, da existência de um só Deus, suscitou por parte dos habitantes de Meca, que viviam instalados sob os rendimentos da Caaba (ídolo comum a todas as tribos da Arábia de então) e do obscurantismo do povo, uma reacção hostil e viva com veementes protestos. Em resultado disso, perseguiram e atacaram Muhammad, condenando-o à morte, factos estes que o forçaram a organizar, com os seus discípulos, a celebrada fuga de Meca para Medina, denominada por Hégira (do arábe, “Hijra”), a qual marca o primeiro dia da Era Muçulmana, 16 de Julho de 622 d.C. (o primeiro dia e o primeiro ano do calendário islâmico). A partir de então, nem a indiferença, nem as feridas do amor próprio, nem as maquinações ou ameaças diversas vezes repetidas pelos politeístas, conseguiram desviar Muhammad da sua missão.
A extraordinária personalidade de Muhammad revolucionou, indiscutivelmente, a vida na Arábia, como também em todo o Oriente. Com as suas próprias mãos esmagou os antigos ídolos, trezentos e sessenta (à razão de um para cada dia do ano), existentes na cidade de Meca e estabeleceu uma religião dedicada a um só Deus. O Islamismo, do árabe "içlam", que significa "submissão voluntária à vontade de Deus".
Organização da comunidade
Muhammad casou-se com Cadija, uma viúva de um rico mercador, mais velha do que ele, cerca de 15 anos. Muito embora esta diferença de idades, Cadija deu-lhe muitos filhos. Disto, parece poder deduzir-se que Muhammad viveu bem instalado e na abundância, tendo tempo para empregar parte dos seus tempos livres na meditação dos problemas religiosos e na situação do seu povo, os Árabes.
O desenvolvimento, tanto espiritual como espacial, da religião islâmica sofreu uma grande expansão no primeiro século da sua era e as perturbações político-religiosas giravam em torno de um problema central que era saber quem seria o khalîfa (Califa), isto é, o sucessor do profeta, imã ou sultão, como se chama frequentemente ao chefe religioso dos muçulmanos.
O profeta morreu no décimo ano após a Hégira (632 d.C.) em Medina, onde continuava a residir após a fuga.
Muhammad não estabelecerá a sua sucessão e a maioria muçulmana viu nisso um sinal divino: cabia à comunidade dos crentes escolher o seu chefe.
Na consequência da realidade proferida no parágrafo anterior, sucedem as maiores dificuldades na sucessão do profeta que resultaram em cisões no povo islâmico que redundam no surgimento de três grupos religiosos: os sunitas, os xiitas e os kharejiitas. Este último grupo iniciou o seu desaparecimento após o martírio de Husayn (Hussein), em Kerbela (Iraque), ano 61 da Hégira (10 de Outubro de 680), que se assumiu como chefe dos correligionários da sua pretensão ao lugar de Califa.
Dos dois grupos que sobrevivem actualmente, um deles, os sunitas, são partidários dos Califas abássidas, descendentes de all-Abbas, tio do profeta, Muhammad. Em 749, assumem o controlo do Islão e transferem a capital para Bagdad. Justificam a sua legitimidade apoiando-se nos juristas que sustentam que o califado pertenceria aos que fossem considerados dignos do consenso da comunidade. A maior parte dos adeptos do Islamismo é sunita (cerca de 85%).
Por outro lado, os partidários de Ali (casado com Fátima, filha de Muhammad), os xiitas, não aceitam a direcção dos sunitas. Argumentando que os descendentes do Profeta são os verdadeiros imãs: guias infalíveis na interpretação do Alcorão e do Sunnah, graças ao conhecimento secreto que lhes fora dado por Deus. Este grupo é predominante no Irão e no Iémen.
A rivalidade histórica entre sunitas e xiitas evoluiu até aos dias de hoje, não se reduzindo o seu antagonismo a simples questões de sucessão, mas sim incluindo outras questões de nível teológico.
ESPAÇO E TEMPO SAGRADO DO ISLAMISMO
- COSMOGONIA ISLÂMICA -
Parâmetros do espaço e tempo sagrados da cosmogonia Islâmica
O Islamismo trazia uma fé simples e forte, directamente acessível aos povos, sem necessidade da existência de cleros ou de quaisquer hierarquias. Trazia uma visão do mundo dominado pelo profetismo e impregnado por um misticismo novo e dinâmico.
O regresso à religião primordial de Abraão permite ao Islamismo formular-se em termos simples e ao mesmo tempo gerar o mais alto misticismo.
A forma simples que toma o seu espaço sagrado, a mais evidente, é materializada pela constituição dos “cinco pilares” do Islamismo: a profissão de fé, a oração, o jejum, o Zakat (abandono obrigatório de uma parte da riqueza) e a peregrinação a Meca.
1. A profissão de fé (Shahada), cuja proclamação basta para definir um muçulmano. É simples e popular e de uma profundidade que torna o Islão objecto de todas as reflexões. “Não há outro deus senão Allah e Muhammad é o seu mensageiro.”
A primeira parte desta proclamação (Não há outro deus senão Allah) representa a total subordinação do Homem ao divino ao qual pertence dado que a sua percepção ou concepção só se efectiva em Deus, isto é, o Homem caminha em direcção a Deus, dado que nada existe que não seja divino.
O segundo movimento da profissão de fé (Muhammad é o seu mensageiro) é o movimento de refluxo de Deus para o Homem pelo seu mensageiro Muhammad, que transmitiu o Alcorão directamente ditado por Allah.
Na perspectiva do Islamismo, o Alcorão desempenha assim, na revolução muçulmana, o papel desempenhado por Jesus de Nazaré nos Evangelhos: “ (…) é Deus comunicando-se aos homens para os ligar ao seu princípio.” (Garaudy, 1982, p.205). Muhammad personifica toda a criação em Deus. “Os sete céus e a Terra e aqueles que ali se encontram louvam-nO; E não existe alguma coisa que não cante os seus louvores, mas não compreendeis o seu canto.” (surata XVIII, 44, cit. Garaudy, 1982, p.205). Entendemos pois que o absoluto se revela no relativo sob a forma de símbolos. A Natureza inteira apresenta-se como sagrada, é uma aparição e uma revelação de Deus.
2. A Oração (Salat) consiste na execução de preces realizadas por cinco vezes ao dia. É pela oração que o homem de fé se integra na adoração universal. Feita de face voltada para Meca todos os muçulmanos do mundo e os seus templos (Mesquitas) cujo nicho se orienta no sentido comum, que se reúnem num todo em direcção do seu centro, a «Kaaba», que se constitui, desse modo, lugar central do espaço cósmico do Islão.
A ablução ritual, antes da oração, pretende tornar o homem puro e primordial e desse modo apresentar-se perante Deus como elemento que a ele se submete, fazendo parte integrante da sua criação.
3. O Jejum (Saum). Todos os anos, no mês do Ramadão, os muçulmanos jejuam desde o alvorecer até ao por do sol, abstendo-se de comida, bebida e relações sexuais. O Jejum é uma interrupção voluntária do ritmo vital. É uma afirmação da liberdade e espiritualidade do homem que se eleva a caminho de Deus para além dos bens terrenos e ao mesmo tempo uma lembrança em nós próprios, daquele que tem fome e para o qual devemos contribuir para o arrancar da miséria e da eventual morte.
4. A Contribuição (Zakat). Todas as coisas pertencem a Deus e as que estão nas mãos dos muçulmanos, estão em confiança, conformada à pureza de intenções em face dos necessitados. “ Não é uma esmola, mas uma espécie de justiça interior institucionalizada, obrigatória, que torna efectiva a solidariedade dos homens de fé, isto é, daqueles que sabem vencer em si próprios o egoísmo e a avareza. O Zakat, é a recordação permanente de que toda a riqueza, como tudo, pertence a Deus e que o indivíduo não pode dispor dela à sua vontade».(Garaudy, 1982, p.206).
5. A Peregrinação (Hajj) consiste na peregrinação anual a Meca constituindo-se como uma obrigação para todos aqueles que se encontrem capacitados física e financeiramente para o efeito. Simboliza a caminhada do muçulmano para o centro revelador da divindade que governa o seu cosmos, a Kaaba, apresentando-se aí, despido de vaidades perante Deus a quem submete confiadamente o seu coração que a Ele pertence.
Da organização espacial e temporal do cosmos islâmico que através das acções descritas se concretiza, resta clara a concepção de que o homem de fé muçulmano, percorre um caminho até Deus. Viagem temporária, feita em submissão e pureza para consigo, para com o seu próximo e a natureza, sabendo que ele próprio pertence a Deus e se constitui objecto de divindade. No fim, retornará a Ele com o peso do seu testemunho para um juízo singular.
Por sua vez Deus omnipotente, misericordioso e dotado de toda a compreensão e extensão da verdade, reflui para o homem procurando esclarecer-lhe o caminho pelas normas que lhe revelou no Alcorão e de procedimentos cristalizados na Sunnah, constituintes da Charia. “Na verdade somos Deus, e para Ele voltamos.” (surata II, 156, cit. Garaudy, 1982, p.205).
Na vizinhança do caos, nos limites do espaço cósmico em que o homem de fé islâmica organiza o seu Ontos, existirá um céu compensador e um inferno prenunciador da escuridão e do espaço amorfo.
Nesta visão, Deus permanece absoluto, simultaneamente imanente do coração do homem e transcendente no seu mistério e entendimento. Deus reflecte-se no homem, para conhecer o efémero e desse modo propiciar o conhecimento de Si, actuando como se o Homem fosse um espelho de Si próprio. “Nós lhes mostraremos os nossos sinais nos horizontes e neles mesmos, até que se lhes torne evidente que tudo é Deus.” (surata XLI, 53, cit. Garaudy, 1982, p.208).
Importa ainda e neste contexto, realçar a particularidade da arte, da ciência e da acção no islamismo.
Deus permanece absoluto e transcendente, muito embora se remire no seu espelho, o homem, o qual, orienta, protege e proporciona exigências na medida das suas possibilidades. Por sua vez o homem encaminha-se para Ele interpretando os sinais, sabendo que a inteira representação de Deus e da natureza que também lhe pertence, é apenas possível a uma luz, forma e cor, inspiradas na beleza e na distância dessa transcendência reconhecida.
A ser assim, “A arte muçulmana é, portanto, uma expressão da profissão de fé fundamental do Islão: a transcendência radical de Deus. Isto exprime-se em primeiro lugar na arquitectura e na sua decoração. É possível dizer que no Islão todas as artes conduzem à mesquita e a mesquita à oração. É o que é traduzido pelo uso das formas, simultaneamente geométricas e rítmicas, nos cordões, nas estalactites, nos palmitos e arabescos dos «mirhab», que designam em cada mesquita, a direcção de Meca: ela é o local da aparição, da teofania e nada, nela, deve distrair o fiel do Deus sem forma humana, do Deus radicalmente transcendente para quem se dirige a prece.” (Garaudy, 1982, p.210).
1. As formas rítmicas e geométricas estilizadas da arquitectura islâmica.
Outro tanto se pode dizer no que respeita à luz e à cor islâmicas. «A alquimia da luz, tal como ainda hoje, por ela podemos ser impressionados nos Pátio dos Leões da Alhambra de Granada, ou nas cúpulas de cerâmica, de cores cambiantes a cada hora do dia, nas mesquitas de Ispaham, transpõem directamente o versículo do Alcorão: “Deus é a luz dos céus e da terra” (surata XXIV, 35) (Garaudy, 1982, p.210).
2. Pátio dos Leões da Alhambra (Granada)
3. Minarete da Mesquita Real, fundada em Ispaham
Muito embora fundada nas ciências da Grécia, da China e da Índia, também a ciência Islâmica é inspirada nesta visão central do Deus transcendente e absoluto. Revelando-se Ele no Homem e na Natureza, constitui com estes um todo orgânico, emergindo daí, a necessidade de o homem viver em harmonia com esse Deus transcendente e com a Natureza com os quais forma parte integrante. A necessidade da percepção da Natureza pelo Homem, para que conhecendo-A, melhor A poder respeitar, parece tê-lo conduzido a um método sensível para a obtenção desse conhecimento, rompendo com a concepção puramente dedutiva do pensamento grego limitado à racionalidade. «A ciência árabe, da astronomia à medicina, e a técnica árabe, da química à hidráulica é à navegação, está na origem do método experimental do Renascimento.» (Garaudy, 1982, p.211).
Neste contexto ainda, dada a unidade orgânica que implica a fé islâmica entre o Deus, o Homem e a Natureza, podemos deduzir a necessidade de se não separar a ciência, entendida como conhecimento objectivo da leis que regem os fenómenos naturais, e dos meios que elas permitem obter para o seu domínio, da reflexão necessária sobre os fins últimos a alcançar que deverão conformar-se com a harmonia exigida por essa unidade onde a divindade permanece. «Como escreve Sayyed Hossein Nasr “a revolta do homem contra o céu poluiu a terra”» (cit. Garaudy, 1982, p.211).
Estendendo esta unidade orgânica atrás referida, entre Deus o Homem e a Natureza, podemos então compreender a sacralidade de todos os actos que são realizados pelo homem na sua acção transformadora da natureza, em conformidade com a harmonia exigida pela fonte divina.
«O Islão dá a cada acção todo o sentido, não separando um mundo terrestre de um mundo espiritual: um acto é profano quando está separado da unidade e da vida, é pelo contrário sagrado quando a ela se refere e nela se inspira.» (Garaudy, 1982, p.212).
ANÁLISE COMPARATIVA DA RELIGIÃO ISLÂMICA FACE ÁS OUTRAS DUAS GRANDES RELIGIÕES PROFÉTICAS – JUDAÍSMO E CRISTIANISMO
Podemos afirmar que nas primeiras sociedades, a divindade, embora reconhecida por diversas hierofanias e teofanias que definiam o espaço cósmico que as orientava, permanecia exterior ao Homem, isto é, não se relacionava com ele, limitando-se este ao exercício de ritos materializados em sacrifícios e oferendas para aplacar os desígnios dessa divindade.
Com a emergência da espiritualidade de Zaratustra, é dada a liberdade ao homem na escolha de um caminho bom ou mau, para atingir a divindade.
Desse modo, o deus cósmico que do anterior permanecia ausente e exterior ao homem, inicia com ele uma relação de natureza ética e solidária feita no sentido de o ajudar à sua redenção a caminho da divindade. Este caminho, em que se considera existir um factor tempo, é percursor da existência de sinais orientadores desse bem e desse mal, o que implica a existência de veículos para esses sinais, concretizados na ocorrência de profetas reveladores da divindade.
Daí o carácter profético das religiões em apreço, o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo que sucederam ao passo espiritual revelado por Zaratustra.
O Judaísmo, a primeira delas, que se revelou, fundada nas normas da Aliança que Deus firmou com o povo eleito e nos Dez Mandamentos recebidos por Moisés no monte Sinai, apresenta uma divindade omnipotente e severa e de uma transcendência radical, cujo relacionamento com o homem se faz, fundamentalmente, no sentido da divindade para o homem.
O Cristianismo, insere-se na mesma natureza da religião anterior.
De tudo que pudemos conhecer sobre a essência desta doutrina, parece poder afirmar-se que o cristianismo é um retorno aos fundamentos do Judaísmo, a que se acrescenta a espiritualidade do testemunho e da palavra de Cristo. De facto, também nesta se define um tempo e um caminho redentor para o homem a caminho da divindade, orientado por normas emitidas pela divindade e por uma acção absolutamente inovadora e incontornável ao nível filosófico/ teológico que é essa imperecível solidariedade do infinito com o finito, consubstanciada na encarnação de Deus. (filho de Deus feito homem). Isto é, a divindade apresenta-se perante o homem como igual para, num gesto de amor e fraternidade comungar com ele a sua condição e desse modo melhor o poder compreender e salvar a caminho da redenção. «Ninguém conhece o Pai sem ser pelo Filho e aquele a quem o Filho revelar (Mateus XI, 27 e Marcos X, 22)» (cit. Garaudy, 1982, p.171).
Importa salientar o carácter amoroso da palavra e testemunho de Cristo, filho de Deus, com que se apresenta perante o homem representado pelo ensinamento capitular “ama o próximo como a ti mesmo”.
Ao apreciarmos a essencialidade desta doutrina, parece poder infirmar-se que acção redentora da condição do homem é conseguida através de actos relacionais feitos de amor e solidariedade com o outro como, exemplarmente, parece significar a Santíssima Trindade que relaciona num acto de amor absoluto, O Pai e o Filho através do Espírito Santo.
Aqui, a divindade apresenta-se perante o homem num acto de amor dando e perdoando até ao sacrifício da Cruz.
O Islamismo segue de perto as doutrinas anteriores. Também nela existe um caminho e um tempo redentor que é efémero onde o homem vai recebendo orientações da divindade. Constitui com Deus e com a Natureza um todo orgânico que condiciona, para a perfeição, os seus actos a caminho da redenção. No entanto aqui, Deus permanece na sua absoluta transcendência, a uma luz e entendimento reconhecidos pelo homem que a Ele se submete na sua fé. *
CONCLUSÃO
Nas ideias apreendidas em breves leituras a que procedemos e que atrás expressamos, tivemos a noção de que tratávamos de matéria muito polémica dada a sacralidade que envolve. Tentámos dizer os aspectos mais impressivos que percebemos para conseguirmos uma consistência nas conclusões que serão sempre modestas face aos nossos conhecimentos rudimentares que reconhecemos. Sendo assim, e pelo referido anteriormente, somos a concluir o seguinte:
- O Islamismo constitui com o Judaísmo e o Cristianismo um mesmo tipo de cosmogonia, baseada na relação da divindade com homem, percorrendo um caminho de redentor.
- O Homem, a Natureza e Deus, no Islamismo constituem uma Unidade orgânica que exige ao homem de fé, um procedimento harmonioso e elevado em face das orientações reveladas e uma submissão à transcendência absoluta da divindade, que é Tudo.
- A natureza comum que se adivinha na cosmogonia destas três religiões, implica comungarmos da ideia sempre lembrada pelo Papa João Paulo II de que vale a pena prosseguir na senda do perdão e da tolerância, tomados no sentido de procurar as mais puras espiritualidades que elas possam conter, tendo em vista tornar mais acessível o caminho da redenção do homem para Deus.
Se naufragares no meio do mar,toma desde logo, duas resoluções:- Uma primeira é manteres-te à tona; - Uma segunda é nadar para terra;
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Caro Red
Li,como se atravessasse um campo semeado de centeio ainda a nascer....porque gostava de te dizer que a religião islâmica tem as mesmas raizes que a cristã ou judaica..... e a sua espiritualidade é relevante e dá mais um passo em frente no caminho tracado pelas anteriores.
Estás equivocado.....quanto à natureza do islão. Eu sou cristão e facilmente entendo o entusiasmo inebriante do islamismo.
Tudo o que dizes sobre o fundamentalismo islâmico foi ditado pela contra informação com que somos bombardeados todos os dias. Sabes que existem pessoas que entendem o fundamentalismo....apenas como uma ida aos fundamentos de uma espiritualidade ...de uma sabedoria. Por exemplo....cristo foi aos fundamentos da religião judaica e acrescentou-lhe a sua espiritualidade....com o seu testemunho e a sua palavra...registada nos evangelhos...quer dizer, cristo foi um fundamentalista da religião judaica para melhor prolongar essa espiritualidade....para a doutrina que deixou.
O mesmo fez maomé.....que foi aos fundamentos das religiões judaica e cristã para acrescentar a sua espiritualidade ...a sabedoria que alá lhe transmitiu através do anjo são gabriel durante 23 anos.
As três religiões proféticas têm o mesmo paradigma....o bem e o mal são definidos desde as normas da aliança de Deus com o seu povo eleito e pelos mandamentos de moisés.....aprimoradas pelos profetas Cristo e Maomé.
Quer dizer Cristo e Maomé são fundamentalistas....na acepção do termo.
Tenho um trabalho ...simples.... sobre essa problemática que te demorará uns cinco minutos a ler e ficas a saber o essencial...para não seres manipulado pela informação das tv e dos jornais.
Digo-te isto sem rebuço e sem vaidade pessoal.
Gostava que o lesses....tem umas fotos....e não sei como se poderá editar aqui...mas gostava de esclarecer as pessoas em pouco tempo.
Quanto à decapitação...eu não queria ser desumano....mas aquilo é tudo farsa....bem montada...mas nada convincente....
Então tu imaginas que se degola assim uma pessoa?!!! Até um coelho esguicha mais sangue....
Mas tu acreditas naquilo?.....Estás a ver um indivíduo ainda vivo a ser degolado...sem que a jugulares deitem sangue a jorros ..às golfadas.... e depois para quebrar o pescoço de uma pessoa tem de ser com um machado ou uma guilhotina....não é nada fácil com um cutelo daqueles.....aquilo é montagem...e a minha dúvida é quem montou....se foram os USA-UK...ou se foi a Europa terrestre a fazer a sua contra informação. Vamos ver.
bem ...isto tem uma lógica que não é muito obvia...e tenho de alongar-me muito.
Se souberes como se edita um trabalho ...sobre o sialmismo ..aqui e com fotos diz...se os administradores autorizarem ...claro!!!
cumps.
Li,como se atravessasse um campo semeado de centeio ainda a nascer....porque gostava de te dizer que a religião islâmica tem as mesmas raizes que a cristã ou judaica..... e a sua espiritualidade é relevante e dá mais um passo em frente no caminho tracado pelas anteriores.
Estás equivocado.....quanto à natureza do islão. Eu sou cristão e facilmente entendo o entusiasmo inebriante do islamismo.
Tudo o que dizes sobre o fundamentalismo islâmico foi ditado pela contra informação com que somos bombardeados todos os dias. Sabes que existem pessoas que entendem o fundamentalismo....apenas como uma ida aos fundamentos de uma espiritualidade ...de uma sabedoria. Por exemplo....cristo foi aos fundamentos da religião judaica e acrescentou-lhe a sua espiritualidade....com o seu testemunho e a sua palavra...registada nos evangelhos...quer dizer, cristo foi um fundamentalista da religião judaica para melhor prolongar essa espiritualidade....para a doutrina que deixou.
O mesmo fez maomé.....que foi aos fundamentos das religiões judaica e cristã para acrescentar a sua espiritualidade ...a sabedoria que alá lhe transmitiu através do anjo são gabriel durante 23 anos.
As três religiões proféticas têm o mesmo paradigma....o bem e o mal são definidos desde as normas da aliança de Deus com o seu povo eleito e pelos mandamentos de moisés.....aprimoradas pelos profetas Cristo e Maomé.
Quer dizer Cristo e Maomé são fundamentalistas....na acepção do termo.
Tenho um trabalho ...simples.... sobre essa problemática que te demorará uns cinco minutos a ler e ficas a saber o essencial...para não seres manipulado pela informação das tv e dos jornais.
Digo-te isto sem rebuço e sem vaidade pessoal.
Gostava que o lesses....tem umas fotos....e não sei como se poderá editar aqui...mas gostava de esclarecer as pessoas em pouco tempo.
Quanto à decapitação...eu não queria ser desumano....mas aquilo é tudo farsa....bem montada...mas nada convincente....
Então tu imaginas que se degola assim uma pessoa?!!! Até um coelho esguicha mais sangue....
Mas tu acreditas naquilo?.....Estás a ver um indivíduo ainda vivo a ser degolado...sem que a jugulares deitem sangue a jorros ..às golfadas.... e depois para quebrar o pescoço de uma pessoa tem de ser com um machado ou uma guilhotina....não é nada fácil com um cutelo daqueles.....aquilo é montagem...e a minha dúvida é quem montou....se foram os USA-UK...ou se foi a Europa terrestre a fazer a sua contra informação. Vamos ver.
bem ...isto tem uma lógica que não é muito obvia...e tenho de alongar-me muito.
Se souberes como se edita um trabalho ...sobre o sialmismo ..aqui e com fotos diz...se os administradores autorizarem ...claro!!!
cumps.
Se naufragares no meio do mar,toma desde logo, duas resoluções:- Uma primeira é manteres-te à tona; - Uma segunda é nadar para terra;
Sun Tzu
Sun Tzu
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- Localização: vila nova de gaia
Caro jotabil,
Sentei-me para ler o teu post, e tentar perceber porque dizes o que dizes, e pensas que eu penso aquilo que pensas que eu penso.
A tua forma de escrever é um pouco complexa e por vezes perco-me. Mas se percebi o sentido da mensagem, então parece-me que tiras conclusões que não podes tirar... Eu sei que não me expresso muito bem, mas também não exageremos
Eu nunca falei de islamismo, cristianismo, ou judaismo, nem falei de árabes. Falei sim de terroristas fundamentalistas, de radicais islamicos, que só não destroem metade do mundo se não puderem. Ou seja, que pouco têm a ver com o verdadeiro islão. E que quanto a mim pouco sentido fazem, ao contrário do terrorismo palestiniano ou de grupos separatistas como a ETA (não estou a aprovar este terrorismo).
Poderemos é dizer que os terroristas têm tanta aceitação no mundo islamico porque dão porrada naqueles que as pessoas sentem que os humilham, mas eu não confundo árabes ou islamicos com terroristas fundamentalistas.
E concordo em parte que o ocidente tem lidado mal com o mundo islamico, sobretudo os EUA.
A religião islamica não me atrai particularmente, penso que não é das mais evoluidas, nomeadamente na tentativa de contrariar as piores tendências da natureza humana. E não deixa de ser interessante como os islamicos parecem ter alguma facilidade para recorrer à violência ou terrorismo. Mas pode também ser preconceito meu. No entanto respeito as diferenças.
Acho que as diferenças culturais entre os povos islamicos e o ocidente ameaçam causar uma espécie de choque cultural. Sobretudo porque os EUA reagem como têm reagido, humilhando mais os povos islamicos, que por sua vez gera mais terrorismo, etc etc.
O que os EUA têm feito depois do 11 de Setembro tem sido bastante obtuso, ainda não descobriram a polvora. E parece-me que haverá muito por saber, tal como as relações perigosas com a família real saudita e a família bin laden...
Cada vez embirro mais com os EUA apesar de tudo o que têm de bom. Parecem estar isolados numa torre, meio alheios ao resto do mundo, apenas preocupados consigo mesmos. Em vez de serem lideres e darem o exemplo, não param de dar maus exemplos (bem podiam aprender alguma coisa com o Canadá).
Se calhar é como diz o michael moore no filme “bowling for columbine”: têm medo, e atacam o que não compreendem ou é diferente.
Apesar de tudo, a europa consegue ser muito mais equilibrada e consegue compreender melhor o mundo, talvez por ser uma manta de retalhos, de povos, culturas, línguas e religiões.
Sobre o que se passa no Médio-oriente, sou muito critico de Israel e do apoio dos EUA, acho que todos esperam que Israel finalmente se decida sair dos territórios ocupados para se começar a resolver o problema.
Espero que tenha ficado mais claro aquilo que penso...
E agora levanto-me de novo e vou varrer a cave
red
Sentei-me para ler o teu post, e tentar perceber porque dizes o que dizes, e pensas que eu penso aquilo que pensas que eu penso.
A tua forma de escrever é um pouco complexa e por vezes perco-me. Mas se percebi o sentido da mensagem, então parece-me que tiras conclusões que não podes tirar... Eu sei que não me expresso muito bem, mas também não exageremos

Eu nunca falei de islamismo, cristianismo, ou judaismo, nem falei de árabes. Falei sim de terroristas fundamentalistas, de radicais islamicos, que só não destroem metade do mundo se não puderem. Ou seja, que pouco têm a ver com o verdadeiro islão. E que quanto a mim pouco sentido fazem, ao contrário do terrorismo palestiniano ou de grupos separatistas como a ETA (não estou a aprovar este terrorismo).
Poderemos é dizer que os terroristas têm tanta aceitação no mundo islamico porque dão porrada naqueles que as pessoas sentem que os humilham, mas eu não confundo árabes ou islamicos com terroristas fundamentalistas.
E concordo em parte que o ocidente tem lidado mal com o mundo islamico, sobretudo os EUA.
A religião islamica não me atrai particularmente, penso que não é das mais evoluidas, nomeadamente na tentativa de contrariar as piores tendências da natureza humana. E não deixa de ser interessante como os islamicos parecem ter alguma facilidade para recorrer à violência ou terrorismo. Mas pode também ser preconceito meu. No entanto respeito as diferenças.
Acho que as diferenças culturais entre os povos islamicos e o ocidente ameaçam causar uma espécie de choque cultural. Sobretudo porque os EUA reagem como têm reagido, humilhando mais os povos islamicos, que por sua vez gera mais terrorismo, etc etc.
O que os EUA têm feito depois do 11 de Setembro tem sido bastante obtuso, ainda não descobriram a polvora. E parece-me que haverá muito por saber, tal como as relações perigosas com a família real saudita e a família bin laden...
Cada vez embirro mais com os EUA apesar de tudo o que têm de bom. Parecem estar isolados numa torre, meio alheios ao resto do mundo, apenas preocupados consigo mesmos. Em vez de serem lideres e darem o exemplo, não param de dar maus exemplos (bem podiam aprender alguma coisa com o Canadá).
Se calhar é como diz o michael moore no filme “bowling for columbine”: têm medo, e atacam o que não compreendem ou é diferente.
Apesar de tudo, a europa consegue ser muito mais equilibrada e consegue compreender melhor o mundo, talvez por ser uma manta de retalhos, de povos, culturas, línguas e religiões.
Sobre o que se passa no Médio-oriente, sou muito critico de Israel e do apoio dos EUA, acho que todos esperam que Israel finalmente se decida sair dos territórios ocupados para se começar a resolver o problema.
Espero que tenha ficado mais claro aquilo que penso...
E agora levanto-me de novo e vou varrer a cave

red
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"Concordo contigo que este terrorismo é novo e muito preocupante, pois é global e com muitos mais recursos. E os objectivos deles são drásticos. A legitimidade vem-lhes de Deus o que lhes permite seja o que fôr. E só não fazem pior porque não conseguem.
Preocupa-me bastante e também me preocupa a forma obtusa e incompetente como está a ser combatido pelos EUA."
Gostaria que te sentasses aí....bem sentado e a ouvir-me naquilo que tenho para dizer....sem qualquer espécie de fé ou de aposta ou de pelo menos.... certeza. Apenas dizer perante a tua aceitação ou incredulidade ...ou até perante a tua dúvida.
Isto que ainda não vi ...mas que presumo....não é de árabes.
Os os islâmicos têm uma espiritualidade fundada numa cosmogonia id~entica à dos cristãos ou judaica.
seja como for´, constitui-se como uma forma superior no caminho do homem para a redenção como aquelas duas religiões proféticas do nosso mundo.
Não é por aí....não te deixes levar pela informação vendida. O acto de crueldade que vemos tem outras origens...não pode ser tão contra a natureza para que seja islâmico.
Não te deixes levar pela contra informação encetada pela malvada Europa da cobiça...da inveja...perante outros que também o são....é uma luta de canibais...por um prato de lentilhas.
Peço-te que sejas humano ...com o teu axis mundi..centrado no teu desejo escatológico de te realizares fora desa escumalha que dirige o mundo.
Não tomes o lucro como norma natural e resta apenas humano com o lado absurdo de ter de viver orientado pela hierofanias e teofanias dos nossos projectos e dos nossos sonhos feitos de solidariedade e fraternidade e não de competitividade como hoje se proclama.
Senta-te aí...sem me anulares naquilo a que te convoco ...senão apenas cumprimos o caos....a homegeneidade....a não hexistência de pontos fixos de pontos feitos de esperança para anova humanidade.
Como eu gostaria que ouvisses no silêncio e na reflexão.
Para onde vamos deste modo?...Quem somos?...De onde viemos?...Não sabes responder se me anulares no convite que te faço à reflexão e a seres complementar do meu esforço de reflexão sobre o caminho a trilhar.
Deixa-te de te afirmar e pensa.....não existem bons e maus....no nosso universo é preciso apenas parar para refletir.
Quem é que antagoniza os USA-UK?...Quem é que vê os seus cabedais a serem roubados ?...Quem é que sabe da contra-informação..?....Quem é que tem poder económico para organizar a guerrilha?
Responde se fazes o favor a estas perguntas.
Se responderes de forma franca....e clara saberás quem é o mentor de tudo o que se vai passando no médio oriente.
Os árabes?!....Ná....Esses apenas há quase um século conseguiram tornar-se independentes dos agrilhoadores que os manietaram após a expansão do islão.
são outros mais próximos de nós....são implacáveis na sua cobiça e utilizam as ciências sociais para nos adormecerem e nos manipularem.
Tenta reflectir....e depois fala comigo.
cumps.
Preocupa-me bastante e também me preocupa a forma obtusa e incompetente como está a ser combatido pelos EUA."
Gostaria que te sentasses aí....bem sentado e a ouvir-me naquilo que tenho para dizer....sem qualquer espécie de fé ou de aposta ou de pelo menos.... certeza. Apenas dizer perante a tua aceitação ou incredulidade ...ou até perante a tua dúvida.
Isto que ainda não vi ...mas que presumo....não é de árabes.
Os os islâmicos têm uma espiritualidade fundada numa cosmogonia id~entica à dos cristãos ou judaica.
seja como for´, constitui-se como uma forma superior no caminho do homem para a redenção como aquelas duas religiões proféticas do nosso mundo.
Não é por aí....não te deixes levar pela informação vendida. O acto de crueldade que vemos tem outras origens...não pode ser tão contra a natureza para que seja islâmico.
Não te deixes levar pela contra informação encetada pela malvada Europa da cobiça...da inveja...perante outros que também o são....é uma luta de canibais...por um prato de lentilhas.
Peço-te que sejas humano ...com o teu axis mundi..centrado no teu desejo escatológico de te realizares fora desa escumalha que dirige o mundo.
Não tomes o lucro como norma natural e resta apenas humano com o lado absurdo de ter de viver orientado pela hierofanias e teofanias dos nossos projectos e dos nossos sonhos feitos de solidariedade e fraternidade e não de competitividade como hoje se proclama.
Senta-te aí...sem me anulares naquilo a que te convoco ...senão apenas cumprimos o caos....a homegeneidade....a não hexistência de pontos fixos de pontos feitos de esperança para anova humanidade.
Como eu gostaria que ouvisses no silêncio e na reflexão.
Para onde vamos deste modo?...Quem somos?...De onde viemos?...Não sabes responder se me anulares no convite que te faço à reflexão e a seres complementar do meu esforço de reflexão sobre o caminho a trilhar.
Deixa-te de te afirmar e pensa.....não existem bons e maus....no nosso universo é preciso apenas parar para refletir.
Quem é que antagoniza os USA-UK?...Quem é que vê os seus cabedais a serem roubados ?...Quem é que sabe da contra-informação..?....Quem é que tem poder económico para organizar a guerrilha?
Responde se fazes o favor a estas perguntas.
Se responderes de forma franca....e clara saberás quem é o mentor de tudo o que se vai passando no médio oriente.
Os árabes?!....Ná....Esses apenas há quase um século conseguiram tornar-se independentes dos agrilhoadores que os manietaram após a expansão do islão.
são outros mais próximos de nós....são implacáveis na sua cobiça e utilizam as ciências sociais para nos adormecerem e nos manipularem.
Tenta reflectir....e depois fala comigo.
cumps.
Se naufragares no meio do mar,toma desde logo, duas resoluções:- Uma primeira é manteres-te à tona; - Uma segunda é nadar para terra;
Sun Tzu
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barbárie
Quatro pessoas ligadas à execução do homem de negócios norte-americano Nicholas Berg, cujo corpo foi descoberto há dez dias em Bagdad, foram detidas, informou terça-feira um alto responsável iraquiano.
"Fizemos grandes progressos", afirmou a fonte, referindo- se à investigação em curso sobre a execução.
Um vídeo que mostrava Berg, um jovem empreiteiro de 26 anos, a ser decapitado por um homem encapuçado, foi recentemente divulgado por um site na Internet.
Nesse mesmo vídeo apareciam vários homens encapuçados, um dos quais afirmou que, com a decapitação de Berg, vingavam os prisioneiros iraquianos seviciados por soldados norte-americanos nas prisões iraquianas, nomeadamente na de Abu Ghraib.
"Fizemos grandes progressos", afirmou a fonte, referindo- se à investigação em curso sobre a execução.
Um vídeo que mostrava Berg, um jovem empreiteiro de 26 anos, a ser decapitado por um homem encapuçado, foi recentemente divulgado por um site na Internet.
Nesse mesmo vídeo apareciam vários homens encapuçados, um dos quais afirmou que, com a decapitação de Berg, vingavam os prisioneiros iraquianos seviciados por soldados norte-americanos nas prisões iraquianas, nomeadamente na de Abu Ghraib.
JN,
Concordo contigo que este terrorismo é novo e muito preocupante, pois é global e com muitos mais recursos. E os objectivos deles são drásticos. A legitimidade vem-lhes de Deus o que lhes permite seja o que fôr. E só não fazem pior porque não conseguem.
Preocupa-me bastante e também me preocupa a forma obtusa e incompetente como está a ser combatido pelos EUA.
Em relação ao outro tipo de 'crimes' que referes, acho que se pode concluir que a formação não influencia muito, sendo mais importante a personalidade ou carácter.
Mas tirando o fenómeno deste novo terrorismo, acho que não consigo ver esse 'piorar' global de que falas, a natureza humana é a mesma desde sempre. É capaz do melhor e do pior.
red
Concordo contigo que este terrorismo é novo e muito preocupante, pois é global e com muitos mais recursos. E os objectivos deles são drásticos. A legitimidade vem-lhes de Deus o que lhes permite seja o que fôr. E só não fazem pior porque não conseguem.
Preocupa-me bastante e também me preocupa a forma obtusa e incompetente como está a ser combatido pelos EUA.
Em relação ao outro tipo de 'crimes' que referes, acho que se pode concluir que a formação não influencia muito, sendo mais importante a personalidade ou carácter.
Mas tirando o fenómeno deste novo terrorismo, acho que não consigo ver esse 'piorar' global de que falas, a natureza humana é a mesma desde sempre. É capaz do melhor e do pior.
red
JN:
Dizeres que:
Só prova que sabes muito pouco de história...
Essas coisas sempre se fizeram... E até à uns 200 ou 300 anos atrás até nem eram mal vistas por ninguem (excepto os que sofriam as atrocidades, claro...).
Dizeres que:
O grave é que hoje decapitam-se e fazem-se massacres com uma única intensao, espalhar o terror!
Esta mentalidade puramente destrutiva e sem respeito pela vida humana é coisa dos tempos modernos.
Só prova que sabes muito pouco de história...
Essas coisas sempre se fizeram... E até à uns 200 ou 300 anos atrás até nem eram mal vistas por ninguem (excepto os que sofriam as atrocidades, claro...).
Earthlings? Bah!
- Mensagens: 1541
- Registado: 20/11/2003 11:37
Red,
Claro que os casos sempre existiram, não importa se são mais ou menos mas, importa o que os move, as intensões.
Ha que dar muita importancia ao facto de hoje os pedófilos os canibais e abandonadores de filhos à morte, serem pesoas que estudam, tiveram formaçao, tiveram acesso a democracia que antigamente não tinham.
O grave é que hoje decapitam-se e fazem-se massacres com uma única intensao, espalhar o terror!
Esta mentalidade puramente destrutiva e sem respeito pela vida humana é coisa dos tempos modernos.
Isso tem que ser tratado o quanto antes e o metodo não é de certeza o de usar mais violencia.
Claro que os casos sempre existiram, não importa se são mais ou menos mas, importa o que os move, as intensões.
Ha que dar muita importancia ao facto de hoje os pedófilos os canibais e abandonadores de filhos à morte, serem pesoas que estudam, tiveram formaçao, tiveram acesso a democracia que antigamente não tinham.
O grave é que hoje decapitam-se e fazem-se massacres com uma única intensao, espalhar o terror!
Esta mentalidade puramente destrutiva e sem respeito pela vida humana é coisa dos tempos modernos.
Isso tem que ser tratado o quanto antes e o metodo não é de certeza o de usar mais violencia.
Um abraço
JN
JN
Isto NÃO é um link directo... podem escolher na página inicial qual das partes querem ver:
- O vídeo da decapitação; ou
- As fotos das torturas nas prisões
http://www.thememoryhole.org/
(Claro que vai haver sempre umas "aves raras" com umas "palas" que apenas vão acreditar numa das opções - é um problema que se manifesta inversamente proporcional ao número de neuróneos existentes nas respectivas caixas craneanas.
A propósito... o site é bastante conceituado pela transparência com que publica as notícias)
- O vídeo da decapitação; ou
- As fotos das torturas nas prisões
http://www.thememoryhole.org/
(Claro que vai haver sempre umas "aves raras" com umas "palas" que apenas vão acreditar numa das opções - é um problema que se manifesta inversamente proporcional ao número de neuróneos existentes nas respectivas caixas craneanas.
A propósito... o site é bastante conceituado pela transparência com que publica as notícias)
-
Outro_Visitante
qual o link?
Ha coisas que não são verdadeiras......
deixem as pessoas julgar por si se querem ou não querem ver.....
deixem as pessoas julgar por si se querem ou não querem ver.....
-
vmerk5
Eu não vi as imagens nem pretendo ver. E obviamente que não devem ser mostradas na televisão, só as más televisões o fariam. Aqui há uns tempos telefonei para a SIC para protestar por terem mostrado um vídeo de treinos de militares de um país da américa latina, em que eram torturados cães...
Há pessoas mais sensíveis e menos sensíveis, há quem não tenha problemas em ver imagens deste tipo, mas a bitola deve ser pelas pessoas mais sensíveis, pelo menos em telejornais. Tudo aquilo que uma criança não deva ver na televisão, não deve ser mostrado. Quem gosta de sangue pode sempre ir ver touradas.
JN,
Acho que o mundo está numa altura grave, mas também acho que actualmente tudo se sabe mais facilmente, tudo é universal e as mesmas coisas por vezes têm maior destaque.
Pessoas a serem decapitadas sempre existiram, só que nunca foi filmado desta forma e usado como arma de terror. A pedofilia também sempre existiu só que durante muito tempo foi desculpada e escondida.
Mas é verdade que o terrorismo nunca foi tão global e grave...
red

Há pessoas mais sensíveis e menos sensíveis, há quem não tenha problemas em ver imagens deste tipo, mas a bitola deve ser pelas pessoas mais sensíveis, pelo menos em telejornais. Tudo aquilo que uma criança não deva ver na televisão, não deve ser mostrado. Quem gosta de sangue pode sempre ir ver touradas.
JN,
Acho que o mundo está numa altura grave, mas também acho que actualmente tudo se sabe mais facilmente, tudo é universal e as mesmas coisas por vezes têm maior destaque.
Pessoas a serem decapitadas sempre existiram, só que nunca foi filmado desta forma e usado como arma de terror. A pedofilia também sempre existiu só que durante muito tempo foi desculpada e escondida.
Mas é verdade que o terrorismo nunca foi tão global e grave...
red
Aqui ha meses atraz tambem circularam na net imagens da decapitaçao, com um punhal, dum jornalista. Foi horrivel!
Desde pequeno que me lembro de o meu avô e outras pessoas "antigas" dizerem que perto do fim do mundo haveriamos de ver coisas inacreditaveis. penso que isso está algures na biblia. eu não quero acreditar nisso, nunca quis, mas ultimaente essas professias vieram-me à memória nos seguintes casos:
A criança filha de portuguesa que morreu à fome fechada num apartamento.
O ataque às torres.
Estes casos de decapitação.
A vulgarização da pedofilia.
e mais alguns que não me lembro.
Desde pequeno que me lembro de o meu avô e outras pessoas "antigas" dizerem que perto do fim do mundo haveriamos de ver coisas inacreditaveis. penso que isso está algures na biblia. eu não quero acreditar nisso, nunca quis, mas ultimaente essas professias vieram-me à memória nos seguintes casos:
A criança filha de portuguesa que morreu à fome fechada num apartamento.
O ataque às torres.
Estes casos de decapitação.
A vulgarização da pedofilia.
e mais alguns que não me lembro.

Um abraço
JN
JN
Penso que o conteudo do filme não pode, nem deve ser mostrado em televisão.
É simplesmente demasiado chocante.
Também penso que não devemos alimentar a curiosidade mórbida de "querer ver já que falam tanto". Falo por experiência (e burrice) própria, já que as imagens me deram voltas ao estomago.
Tb não concordo com a politica externa dos EUA no Iraque, mas nada justifica a barbarie cometida.
É simplesmente demasiado chocante.
Também penso que não devemos alimentar a curiosidade mórbida de "querer ver já que falam tanto". Falo por experiência (e burrice) própria, já que as imagens me deram voltas ao estomago.
Tb não concordo com a politica externa dos EUA no Iraque, mas nada justifica a barbarie cometida.
-
Visitante
..
É possivel apanhar o video pela net.
Nao vou indicar links para nao dar a tentação de ver, já que acho que se deve estar psicologicamente preparado para ver tal exposição do quão execrável pode o ser humano vir a ser...
Eu pessoalmente vi e quis chorar, não ~só pelo rapaz, mas pela humanidade dita civilizada do sec xxi...
Nao vou indicar links para nao dar a tentação de ver, já que acho que se deve estar psicologicamente preparado para ver tal exposição do quão execrável pode o ser humano vir a ser...
Eu pessoalmente vi e quis chorar, não ~só pelo rapaz, mas pela humanidade dita civilizada do sec xxi...
-
Mec*
Barbárie ...
Caros foruenses!
Vi esta tarde, as imagens completas da decapitação, do jovem empresário americano, de telecomunicações e ... muito sinceramente Vos digo, sem pretender ser, minimamente malcriado. menina que pariu, todos os pretensos seres humanos que existem, por este Mundo fora, que de humano e de escrupulos, nada têm!
As pretensões (estou a humanizar as intenções, porque, ao pretender-se, implica-se razoabilidade, inteligência e humanismo "na vertente do respeito comum") destes crápulas, apelantes dum islamismo, não definido, mais não são, que atitudes de matilhas ressaiviadas, actuando por estimulos individuais, mas, face à cobardia, completados em grupo!!!!!
Eu, se fosse pai, do pobre desgraçado, que foi decapitado, nunca mais conseguiria libertar-me da vingança máxima!!!!!!! Fosse como fosse. Liquidaria, um a um!
Esta corja, não tem ideais! Tem exclusivamente, os instintos mais básicos, que qualquer animal irracional tem, à nascença!!!!
Por tudo o que vi hoje, independentemente de não aceitar a "politica" norte-americana, compreendo minimamente, o que possa levar, os que estão no terreno, a agir, como se tem aludido insistentemente!!!!
Haja respeito pelo ser humano e ... sejamos humanos!!!
Vi esta tarde, as imagens completas da decapitação, do jovem empresário americano, de telecomunicações e ... muito sinceramente Vos digo, sem pretender ser, minimamente malcriado. menina que pariu, todos os pretensos seres humanos que existem, por este Mundo fora, que de humano e de escrupulos, nada têm!
As pretensões (estou a humanizar as intenções, porque, ao pretender-se, implica-se razoabilidade, inteligência e humanismo "na vertente do respeito comum") destes crápulas, apelantes dum islamismo, não definido, mais não são, que atitudes de matilhas ressaiviadas, actuando por estimulos individuais, mas, face à cobardia, completados em grupo!!!!!
Eu, se fosse pai, do pobre desgraçado, que foi decapitado, nunca mais conseguiria libertar-me da vingança máxima!!!!!!! Fosse como fosse. Liquidaria, um a um!
Esta corja, não tem ideais! Tem exclusivamente, os instintos mais básicos, que qualquer animal irracional tem, à nascença!!!!
Por tudo o que vi hoje, independentemente de não aceitar a "politica" norte-americana, compreendo minimamente, o que possa levar, os que estão no terreno, a agir, como se tem aludido insistentemente!!!!
Haja respeito pelo ser humano e ... sejamos humanos!!!
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