BES - Tópico Geral
Re: BES - Tópico Geral
Citi: BES é o único banco com recomendação de "comprar" na Península Ibérica
21 Janeiro 2014, 13:50 por Hugo Paula | hugopaula@negocios.pt
O banco de investimento diz que o BES é o único banco da Península Ibérica a beneficiar de uma recomendação de “comprar”, apesar de registar, a par com o BPI, o melhor desempenho do sector, na Europa, desde o início do ano.
O Citi emitiu uma nota de análise para o sector da banca onde destaca que o Banco Espírito Santo (BES) é o único dos bancos da Península Ibérica incluídos no seu universo de cobertura a beneficiar de recomendação de “comprar”.
Uma recomendação que reflecte o potencial de valorização de mais de 20%, apesar de o banco ter sido, a par com o BPI, um dos que mais valorizou na Europa desde o início do ano, explicam os analistas Citi na nota de análise em que antecipam os resultados do último ano.
Ambos os bancos portugueses cuja avaliação é coberta pelo Citi tiveram as suas avaliações revistas em alta. O banco liderado por Ricardo Salgado teve o seu preço-alvo alterado de 1,40 para 1,50 euros por acção, com a recomendação a ficar em “comprar”. Já o BPI continua a ter uma recomendação de “neutral”, apesar de o preço-alvo ter subido de 1,25 para 1,60 euros.
Os analistas lembram que os dois bancos portugueses superaram o desempenho do sector europeu em 15 pontos percentuais, desde o início do ano. “BES e BPI são os dois bancos europeus com melhor desempenho desde o início do ano”, salienta a nota de análise emitida esta manhã. “Apesar da subida, identificamos cerca de 20% de potencial de subida adicional no BES”, conclui o Citi.
BPI são dois bancos num só
Os analistas do Citi resumem o perfil do banco liderado por Fernando Ulrich como uma instituição “muito bem aprovisionada” e forte exposição ao mercado de dívida hipotecária português, bem como por uma unidade angola “muito forte”, embora com perspectivas de crescimento limitadas.
BES é uma das nossas “apostas preferidas na Europa do Sul”
O Citi afirma que o BES é “uma das nossas preferidas para apostar na recuperação da Europa do Sul” por ainda oferecer avaliações atractivas, explica a nota de análise, reiterando aquilo que já afirmara numa de análise publicada a 15 de Dezembro.
Na sessão, os títulos do BPI seguem a valorizar 0,40% para 1,49 euros e encerram um potencial de valorização de 7% face ao preço-alvo do Citi. Já o BES deprecia 1,27% para 1,242 euros e negoceia com um potencial de 21%, face à sua avaliação.
Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de “research” emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de “research” na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.
http://www.jornaldenegocios.pt/mercados ... erica.html
21 Janeiro 2014, 13:50 por Hugo Paula | hugopaula@negocios.pt
O banco de investimento diz que o BES é o único banco da Península Ibérica a beneficiar de uma recomendação de “comprar”, apesar de registar, a par com o BPI, o melhor desempenho do sector, na Europa, desde o início do ano.
O Citi emitiu uma nota de análise para o sector da banca onde destaca que o Banco Espírito Santo (BES) é o único dos bancos da Península Ibérica incluídos no seu universo de cobertura a beneficiar de recomendação de “comprar”.
Uma recomendação que reflecte o potencial de valorização de mais de 20%, apesar de o banco ter sido, a par com o BPI, um dos que mais valorizou na Europa desde o início do ano, explicam os analistas Citi na nota de análise em que antecipam os resultados do último ano.
Ambos os bancos portugueses cuja avaliação é coberta pelo Citi tiveram as suas avaliações revistas em alta. O banco liderado por Ricardo Salgado teve o seu preço-alvo alterado de 1,40 para 1,50 euros por acção, com a recomendação a ficar em “comprar”. Já o BPI continua a ter uma recomendação de “neutral”, apesar de o preço-alvo ter subido de 1,25 para 1,60 euros.
Os analistas lembram que os dois bancos portugueses superaram o desempenho do sector europeu em 15 pontos percentuais, desde o início do ano. “BES e BPI são os dois bancos europeus com melhor desempenho desde o início do ano”, salienta a nota de análise emitida esta manhã. “Apesar da subida, identificamos cerca de 20% de potencial de subida adicional no BES”, conclui o Citi.
BPI são dois bancos num só
Os analistas do Citi resumem o perfil do banco liderado por Fernando Ulrich como uma instituição “muito bem aprovisionada” e forte exposição ao mercado de dívida hipotecária português, bem como por uma unidade angola “muito forte”, embora com perspectivas de crescimento limitadas.
BES é uma das nossas “apostas preferidas na Europa do Sul”
O Citi afirma que o BES é “uma das nossas preferidas para apostar na recuperação da Europa do Sul” por ainda oferecer avaliações atractivas, explica a nota de análise, reiterando aquilo que já afirmara numa de análise publicada a 15 de Dezembro.
Na sessão, os títulos do BPI seguem a valorizar 0,40% para 1,49 euros e encerram um potencial de valorização de 7% face ao preço-alvo do Citi. Já o BES deprecia 1,27% para 1,242 euros e negoceia com um potencial de 21%, face à sua avaliação.
Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de “research” emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de “research” na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.
http://www.jornaldenegocios.pt/mercados ... erica.html
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Re: BES - Tópico Geral
zepirata Escreveu:http://www.jornaldenegocios.pt/mercados/bolsa/research/detalhe/citi_bes_e_o_unico_banco_com_recomendacao_de_comprar_na_peninsula_iberica.html
a ver se ajuda a noticia....
BES é uma das nossas “apostas preferidas na Europa do Sul”
O banco de investimento diz que o BES é o único banco da Península Ibérica a beneficiar de uma recomendação de “comprar”, apesar de registar, a par com o BPI, o melhor desempenho do sector, na Europa, desde o início do ano.
O Citi afirma que o BES é “uma das nossas preferidas para apostar na recuperação da Europa do Sul” por ainda oferecer avaliações atractivas, explica a nota de análise, reiterando aquilo que já afirmara numa de análise publicada a 15 de Dezembro.
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Re: BES - Tópico Geral
caro sudoeste só se for para os shorts.....onde consultam vocês os futuros americanos e europeus, metam aqui o link, no investing?
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Re: BES - Tópico Geral
Caros amigos, tenham paciencia depois de lateralizar, tem mais hipotese de subir duma forma consistente,
OCDE está “positivamente surpreendida" com Portugal e admite saída limpa do resgate
21 Janeiro 2014, 11:29 por Edgar Caetano | edgarcaetano@negocios.pt
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Pier Carlo Padoan, secretário-geral adjunto e economista-chefe da OCDE, diz que as reformas estão a mostrar resultados e admite a possibilidade de Portugal seguir o exemplo da Irlanda. O essencial, diz, é que o país construa uma rede de segurança para o pós-troika, que pode ser essencialmente doméstica, através de uma almofada de tesouraria, ou europeia, através de uma linha de crédito cautelar. Diz ainda esperar que o Constitucional compreenda a necessidade de reformar o sistema pensionista.
Pier Carlo Padoan (na foto), secretário-geral adjunto e economista-chefe da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), afirmou nesta terça-feira estar “positivamente surpreendido” com Portugal, tendo admitido a possibilidade de o país sair do programa da troika sem rede de segurança europeia, à semelhança do que acabou por ser a opção da Irlanda.
O economista-chefe da OCDE diz que esteve recentemente em Portugal e que “vê-se que houve um ajustamento orçamental e económico” e os “benefícios das reformas, que estão a mostrar-se nos números”. “As empresas estão a investir, estão a exportar”.
“Portugal, como outros países, esqueceram-se durante muitos anos que tinham um problema de competitividade”, afirmou Pier Carlo Padoan, num encontro com jornalistas, em Paris, no âmbito da conferência anual da Coface. “A crise foi um alerta”, considerou.
“O país está a aproximar-se do fim do programa, numa altura em que a economia europeia está a melhorar”, afirma o responsável, que “gostaria de ver Portugal, como a Irlanda, a participar da historia positiva" que diz estar a escrever-se na região.
“Estamos a ver que o risco soberano está a cair nos países da periferia, em parte porque há muita liquidez que está a sair dos emergentes e procurar rendibilidades elevadas na periferia”. “Mas há também um bom desempenho que ajuda a justificar” a recente descida dos juros nos mercados. As taxas de juro da dívida portuguesa ("yields") a dez anos desceram nesta terça-feira abaixo de 5%, o que não acontecia desde Agosto de 2010.
Se Portugal criar almofada de liquidez, pode equacionar “saída limpa”
O secretário-geral adjunto da OCDE diz que é preciso garantir que “tudo o que foi feito não se perca” na saída do programa da troika. “O princípio geral é que na fase da saída seja criada uma rede de segurança, que pode ser uma linha cautelar ou, como no caso da Irlanda, ser uma almofada de tesouraria”. “Há muitas formas de o fazer, e permite garantir que os esforços que foram feitos não sejam perdidos, ou desperdiçados”.
A Irlanda, acrescentou, "decidiu não pedir um programa cautelar porque preferiu criar essa rede de segurança internamente”, explicou Pier Carlo Padoan. Portugal pode fazer o mesmo? “Se conseguir fazer o mesmo, porque não?”, questionou o economista-chefe da OCDE.
Tribunal Constitucional é um "desafio adicional" para o governo
Pier Carlo Padoan diz ainda que os investidores consideram que é um "benefício" quando os países conseguem reformar o seu sistema de pensões, na medida em contribui para a sustentabilidade da dívida pública e "isso deve ser levado em consideração quando [o Tribunal Constitucional] tomar as suas decisões", considera.
“Não me cabe questionar as instituições ou política de um país”. Mas“em muitos países, incluindo Portugal, uma parte importante da recuperação é a reforma das pensões, porque isso promove o crescimento”.
“Se um país não tem impedimentos como esse, isso é um benefício, e isso deve ser levado em consideração quando se tomam decisões”, afirmou o economista-chefe da OCDE.
“As sucessivas análises do Tribunal Constitucional às medidas de contenção da despesa “são um desafio adicional para Portugal”. “Mas estou confiante de que o governo conseguirá convencer que estamos num período excepcional”, acrescentou.
OCDE está “positivamente surpreendida" com Portugal e admite saída limpa do resgate
21 Janeiro 2014, 11:29 por Edgar Caetano | edgarcaetano@negocios.pt
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Pier Carlo Padoan, secretário-geral adjunto e economista-chefe da OCDE, diz que as reformas estão a mostrar resultados e admite a possibilidade de Portugal seguir o exemplo da Irlanda. O essencial, diz, é que o país construa uma rede de segurança para o pós-troika, que pode ser essencialmente doméstica, através de uma almofada de tesouraria, ou europeia, através de uma linha de crédito cautelar. Diz ainda esperar que o Constitucional compreenda a necessidade de reformar o sistema pensionista.
Pier Carlo Padoan (na foto), secretário-geral adjunto e economista-chefe da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), afirmou nesta terça-feira estar “positivamente surpreendido” com Portugal, tendo admitido a possibilidade de o país sair do programa da troika sem rede de segurança europeia, à semelhança do que acabou por ser a opção da Irlanda.
O economista-chefe da OCDE diz que esteve recentemente em Portugal e que “vê-se que houve um ajustamento orçamental e económico” e os “benefícios das reformas, que estão a mostrar-se nos números”. “As empresas estão a investir, estão a exportar”.
“Portugal, como outros países, esqueceram-se durante muitos anos que tinham um problema de competitividade”, afirmou Pier Carlo Padoan, num encontro com jornalistas, em Paris, no âmbito da conferência anual da Coface. “A crise foi um alerta”, considerou.
“O país está a aproximar-se do fim do programa, numa altura em que a economia europeia está a melhorar”, afirma o responsável, que “gostaria de ver Portugal, como a Irlanda, a participar da historia positiva" que diz estar a escrever-se na região.
“Estamos a ver que o risco soberano está a cair nos países da periferia, em parte porque há muita liquidez que está a sair dos emergentes e procurar rendibilidades elevadas na periferia”. “Mas há também um bom desempenho que ajuda a justificar” a recente descida dos juros nos mercados. As taxas de juro da dívida portuguesa ("yields") a dez anos desceram nesta terça-feira abaixo de 5%, o que não acontecia desde Agosto de 2010.
Se Portugal criar almofada de liquidez, pode equacionar “saída limpa”
O secretário-geral adjunto da OCDE diz que é preciso garantir que “tudo o que foi feito não se perca” na saída do programa da troika. “O princípio geral é que na fase da saída seja criada uma rede de segurança, que pode ser uma linha cautelar ou, como no caso da Irlanda, ser uma almofada de tesouraria”. “Há muitas formas de o fazer, e permite garantir que os esforços que foram feitos não sejam perdidos, ou desperdiçados”.
A Irlanda, acrescentou, "decidiu não pedir um programa cautelar porque preferiu criar essa rede de segurança internamente”, explicou Pier Carlo Padoan. Portugal pode fazer o mesmo? “Se conseguir fazer o mesmo, porque não?”, questionou o economista-chefe da OCDE.
Tribunal Constitucional é um "desafio adicional" para o governo
Pier Carlo Padoan diz ainda que os investidores consideram que é um "benefício" quando os países conseguem reformar o seu sistema de pensões, na medida em contribui para a sustentabilidade da dívida pública e "isso deve ser levado em consideração quando [o Tribunal Constitucional] tomar as suas decisões", considera.
“Não me cabe questionar as instituições ou política de um país”. Mas“em muitos países, incluindo Portugal, uma parte importante da recuperação é a reforma das pensões, porque isso promove o crescimento”.
“Se um país não tem impedimentos como esse, isso é um benefício, e isso deve ser levado em consideração quando se tomam decisões”, afirmou o economista-chefe da OCDE.
“As sucessivas análises do Tribunal Constitucional às medidas de contenção da despesa “são um desafio adicional para Portugal”. “Mas estou confiante de que o governo conseguirá convencer que estamos num período excepcional”, acrescentou.
Re: BES - Tópico Geral
zepirata Escreveu:dia do BES e do banif vai ser amanhã, bcp ja deu o seu impulso hoje com os juros...
cumps pirata
Amanha pode ser o dia do BCP, pois hoje está a ser o dia do BES e do Banif.

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Re: BES - Tópico Geral
tudo depende da evolução dos mercados amanhã e dos futuros, mas a descida dos juros da divida vai-se refletir nestas cotadas...
cumps pirata
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Re: BES - Tópico Geral
Pode ser que vire com os states verdes. os futuro estão verdinhos.
Não convinha nada mesmo fechar nestes valores
Não convinha nada mesmo fechar nestes valores
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Re: BES - Tópico Geral
zepirata Escreveu:dia do BES e do banif vai ser amanhã, bcp ja deu o seu impulso hoje com os juros...
cumps pirata
porque amanha?
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Re: BES - Tópico Geral
dia do BES e do banif vai ser amanhã, bcp ja deu o seu impulso hoje com os juros...
cumps pirata
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Re: BES - Tópico Geral
Portugal 10-Year 4.809 -0.154 (-3.10%)
e esta menina decide lateralizar.....
e esta menina decide lateralizar.....
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Re: BES - Tópico Geral
acabou o dia mesmo em cima da linha... vamos ver se reage amanha ou não.... mas com as yields abaixo dos 5%, parece ser uma boa ajuda para animar...
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Re: BES - Tópico Geral
Por um lado sim! Mas um gráfico não diz se os stats estão fechados....continua a ser um gráfico 
Re: BES - Tópico Geral
tiopatinhas Escreveu:Se esta correcção ficar por aqui pertinho até que é saudável. Volume a diminuir....
O problema é ser em dia de Estados Unidos em folga, o que por si só já justifica o fraco volume. Isso dificulta a análise, não?
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Re: BES - Tópico Geral
Se esta correcção ficar por aqui pertinho até que é saudável. Volume a diminuir....
Re: BES - Tópico Geral
Portugal 10 Year Government Bond
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ALGACA1 Escreveu:Areas geográficas onde o BES está bem destacado para crescer ,
Angola e Moçambique vão crescer à volta de 8% até 2016
Angola e Moçambique são dois dos países da África subsaariana que mais ter mais crescimento económico neste e nos próximos anos, prevê o Banco Mundial no relatório sobre as Perspectivas Económicas Globais, hoje divulgado.
De acordo com os números hoje divulgados, Angola deverá ter crescido 5,1% em 2013 mas, neste ano, vai acelerar para os 8% e depois abrandar para 7,3 e 7% nos dois anos seguintes, ao passo que Moçambique acelera de 7% em 2013 para 8,5% neste e no próximo ano.
"O crescimento na região subsaariana deverá ser impulsionado quer pelos países com recursos naturais, quer pelos outros. Os países exportadores de petróleo, liderados por Angola, deverão crescer 6,4%, em média, entre 2014 e 2016", refere o relatório.
Esse "crescimento deverá também permanecer robusto em muitos países exportadores de minerais, incluindo Gana, Moçambique e Tanzânia, alicerçado nos fluxos de Investimento Directo Estrangeiro no sector dos recursos naturais e por um aumento de produção nos projectos em andamento", pode ler-se no relatório na parte que analisa a África subsaariana.
Nesta região, a economia deverá continuar a crescer, recuperando dos 3,5% de 2012 e dos 4,7% do ano passado, para uma média de 6% este ano, excluindo a África do Sul, que puxa os valores para baixo, nota o documento, que sublinha que apesar de um terço dos países abaixo do Saara terem crescido mais de 6% no ano passado, as desigualdades continuam grandes e o desemprego mantém-se alto.
"As perspectivas de crescimento a médio prazo são fortes. O PIB regional deve fortalecer-se para 5,3% este ano, melhorando face aos 4,7% de 2013, aumentar para 5,4% em 2015 e atingir os 5,5% em 2016", lê-se no relatório, que explica que "a procura interna, associada aos investimentos em infra-estruturas e ao consumo das famílias, vai continuar a ser o maior motor do crescimento económico na maioria dos países desta região".
As dificuldades, sublinha o relatório, são já esperadas quando se fala no desenvolvimento de África: "embora o PIB [Produto Interno Bruno] real em muitos países desta região deva permanecer mais elevado que noutras regiões em desenvolvimento, a fraca infra-estrutura física limita o crescimento potencial - geração instável de energia e más estradas vão continuar a impor custos altos aos negócios, reduzir a eficiência e impedir o comércio regional", pode ler-se no documento.
Os riscos ao panorama positivo que o relatório do Banco Mundial apresenta centram-se num "declínio acentuada dos preços dos bens e matérias-primas [commodities] motivado por uma procura mais branda ou produção excessiva, e efeitos secundários da restrição das condições monetárias por causa do fim dos estímulos financeiros da Reserva Federal norte-americana", mas também em factores internos, como "agitação política, problemas de segurança e choques provenientes de choques climatéricos".
Num cenário de forte redução do preço das 'commodities', o relatório afirma que Angola seria um dos países mais afectados, devido à sua forte dependência do petróleo: "Os exportadores de petróleo, especialmente os com economias menos diversificadas, como Angola e o Gabão, seriam os mais afectados, com o PIB a decrescer 3,8 pontos percentuais relativamente às previsões e com o défice a piorar em 10,8 pontos percentuais".
Este risco, conclui o relatório, sublinha a necessidade de implementar "reformas estruturais que fomentem a diversificação económica".
Re: BES - Tópico Geral
Areas geográficas onde o BES está bem destacado para crescer ,
Angola e Moçambique vão crescer à volta de 8% até 2016
Angola e Moçambique são dois dos países da África subsaariana que mais ter mais crescimento económico neste e nos próximos anos, prevê o Banco Mundial no relatório sobre as Perspectivas Económicas Globais, hoje divulgado.
De acordo com os números hoje divulgados, Angola deverá ter crescido 5,1% em 2013 mas, neste ano, vai acelerar para os 8% e depois abrandar para 7,3 e 7% nos dois anos seguintes, ao passo que Moçambique acelera de 7% em 2013 para 8,5% neste e no próximo ano.
"O crescimento na região subsaariana deverá ser impulsionado quer pelos países com recursos naturais, quer pelos outros. Os países exportadores de petróleo, liderados por Angola, deverão crescer 6,4%, em média, entre 2014 e 2016", refere o relatório.
Esse "crescimento deverá também permanecer robusto em muitos países exportadores de minerais, incluindo Gana, Moçambique e Tanzânia, alicerçado nos fluxos de Investimento Directo Estrangeiro no sector dos recursos naturais e por um aumento de produção nos projectos em andamento", pode ler-se no relatório na parte que analisa a África subsaariana.
Nesta região, a economia deverá continuar a crescer, recuperando dos 3,5% de 2012 e dos 4,7% do ano passado, para uma média de 6% este ano, excluindo a África do Sul, que puxa os valores para baixo, nota o documento, que sublinha que apesar de um terço dos países abaixo do Saara terem crescido mais de 6% no ano passado, as desigualdades continuam grandes e o desemprego mantém-se alto.
"As perspectivas de crescimento a médio prazo são fortes. O PIB regional deve fortalecer-se para 5,3% este ano, melhorando face aos 4,7% de 2013, aumentar para 5,4% em 2015 e atingir os 5,5% em 2016", lê-se no relatório, que explica que "a procura interna, associada aos investimentos em infra-estruturas e ao consumo das famílias, vai continuar a ser o maior motor do crescimento económico na maioria dos países desta região".
As dificuldades, sublinha o relatório, são já esperadas quando se fala no desenvolvimento de África: "embora o PIB [Produto Interno Bruno] real em muitos países desta região deva permanecer mais elevado que noutras regiões em desenvolvimento, a fraca infra-estrutura física limita o crescimento potencial - geração instável de energia e más estradas vão continuar a impor custos altos aos negócios, reduzir a eficiência e impedir o comércio regional", pode ler-se no documento.
Os riscos ao panorama positivo que o relatório do Banco Mundial apresenta centram-se num "declínio acentuada dos preços dos bens e matérias-primas [commodities] motivado por uma procura mais branda ou produção excessiva, e efeitos secundários da restrição das condições monetárias por causa do fim dos estímulos financeiros da Reserva Federal norte-americana", mas também em factores internos, como "agitação política, problemas de segurança e choques provenientes de choques climatéricos".
Num cenário de forte redução do preço das 'commodities', o relatório afirma que Angola seria um dos países mais afectados, devido à sua forte dependência do petróleo: "Os exportadores de petróleo, especialmente os com economias menos diversificadas, como Angola e o Gabão, seriam os mais afectados, com o PIB a decrescer 3,8 pontos percentuais relativamente às previsões e com o défice a piorar em 10,8 pontos percentuais".
Este risco, conclui o relatório, sublinha a necessidade de implementar "reformas estruturais que fomentem a diversificação económica".
Angola e Moçambique vão crescer à volta de 8% até 2016
Angola e Moçambique são dois dos países da África subsaariana que mais ter mais crescimento económico neste e nos próximos anos, prevê o Banco Mundial no relatório sobre as Perspectivas Económicas Globais, hoje divulgado.
De acordo com os números hoje divulgados, Angola deverá ter crescido 5,1% em 2013 mas, neste ano, vai acelerar para os 8% e depois abrandar para 7,3 e 7% nos dois anos seguintes, ao passo que Moçambique acelera de 7% em 2013 para 8,5% neste e no próximo ano.
"O crescimento na região subsaariana deverá ser impulsionado quer pelos países com recursos naturais, quer pelos outros. Os países exportadores de petróleo, liderados por Angola, deverão crescer 6,4%, em média, entre 2014 e 2016", refere o relatório.
Esse "crescimento deverá também permanecer robusto em muitos países exportadores de minerais, incluindo Gana, Moçambique e Tanzânia, alicerçado nos fluxos de Investimento Directo Estrangeiro no sector dos recursos naturais e por um aumento de produção nos projectos em andamento", pode ler-se no relatório na parte que analisa a África subsaariana.
Nesta região, a economia deverá continuar a crescer, recuperando dos 3,5% de 2012 e dos 4,7% do ano passado, para uma média de 6% este ano, excluindo a África do Sul, que puxa os valores para baixo, nota o documento, que sublinha que apesar de um terço dos países abaixo do Saara terem crescido mais de 6% no ano passado, as desigualdades continuam grandes e o desemprego mantém-se alto.
"As perspectivas de crescimento a médio prazo são fortes. O PIB regional deve fortalecer-se para 5,3% este ano, melhorando face aos 4,7% de 2013, aumentar para 5,4% em 2015 e atingir os 5,5% em 2016", lê-se no relatório, que explica que "a procura interna, associada aos investimentos em infra-estruturas e ao consumo das famílias, vai continuar a ser o maior motor do crescimento económico na maioria dos países desta região".
As dificuldades, sublinha o relatório, são já esperadas quando se fala no desenvolvimento de África: "embora o PIB [Produto Interno Bruno] real em muitos países desta região deva permanecer mais elevado que noutras regiões em desenvolvimento, a fraca infra-estrutura física limita o crescimento potencial - geração instável de energia e más estradas vão continuar a impor custos altos aos negócios, reduzir a eficiência e impedir o comércio regional", pode ler-se no documento.
Os riscos ao panorama positivo que o relatório do Banco Mundial apresenta centram-se num "declínio acentuada dos preços dos bens e matérias-primas [commodities] motivado por uma procura mais branda ou produção excessiva, e efeitos secundários da restrição das condições monetárias por causa do fim dos estímulos financeiros da Reserva Federal norte-americana", mas também em factores internos, como "agitação política, problemas de segurança e choques provenientes de choques climatéricos".
Num cenário de forte redução do preço das 'commodities', o relatório afirma que Angola seria um dos países mais afectados, devido à sua forte dependência do petróleo: "Os exportadores de petróleo, especialmente os com economias menos diversificadas, como Angola e o Gabão, seriam os mais afectados, com o PIB a decrescer 3,8 pontos percentuais relativamente às previsões e com o défice a piorar em 10,8 pontos percentuais".
Este risco, conclui o relatório, sublinha a necessidade de implementar "reformas estruturais que fomentem a diversificação económica".
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Re: BES - Tópico Geral
Primvs Escreveu:Ficam aqui uns bonecos...o BES continua-me a parecer-me com força técnica. Ultrapassou a minha "zona de combate" e enquanto se mantiver lá em cima...continuo positivo!!!!!!
Sim Sim,
E com muito Bom aspeto técnico
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Re: BES - Tópico Geral
Das duas premissas anteriores (do Algaca e do Joca)
em termos de lógica ou não
concluo:
Os únicos bancos saudáveis são os Portugueses..... logo ... todos os investidores vão depositar o seu" argent, money , Geld”.
ONDE?!!
aceitam-se apostas.
..
Já antevejo a proibição da caça ao coelho , o paraíso financeiro e carros de alta cilindrada feitos à medida por encomenda
abraço
mcarvalho
em termos de lógica ou não
concluo:
Os únicos bancos saudáveis são os Portugueses..... logo ... todos os investidores vão depositar o seu" argent, money , Geld”.
ONDE?!!
aceitam-se apostas.
.. Já antevejo a proibição da caça ao coelho , o paraíso financeiro e carros de alta cilindrada feitos à medida por encomenda
abraço
mcarvalho
Editado pela última vez por mcarvalho em 20/1/2014 1:32, num total de 1 vez.
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Re: BES - Tópico Geral
as necessidades de capital resultam em muitos casos devido ao crescimento desses bancos e há exigência do cumprimento minimo de novos rácios. o principal objectivo destes aumentos de capital é garantir a segurança dos depositantes e criar almofadas que permitam amortecer danos de eventual nova crise.
O texto acima fala em "buraco", acho uma palavra abusiva para justificar uma exigência contabilistica. os bancos não estão em insolvência e a palavra "buraco" induz uma interpretação errada.
O texto acima fala em "buraco", acho uma palavra abusiva para justificar uma exigência contabilistica. os bancos não estão em insolvência e a palavra "buraco" induz uma interpretação errada.
Re: BES - Tópico Geral
ALGACA1 Escreveu:Bancos europeus têm necessidades de capital de 767 mil milhões
January 19, 2014 A G G Leave a comment
Os bancos europeus apresentam necessidades de capital na ordem dos 767 mil milhões de euros, antes dos exercícios do Banco Central Europeu (BCE), segundo um estudo conduzido por um investigador alemão e um académico norte-americano.
Os bancos franceses têm o maior buraco (285 mil milhões de euros), seguidos pelos bancos alemães (199 mil milhões de euros), revelam as conclusões do estudo de Sascha Steffen, da Escola Europeia de Gestão e Tecnologia, em Berlim, e de Viral Acharya, da Universidade de Nova Iorque, segundo a agência de informação financeira Bloomberg.
“Uma análise exaustiva sobre a qualidade dos activos da banca europeia deverá revelar uma falta de capital substancial em muitos países periféricos e do centro da Europa”, escrevem os autores, que analisaram 109 dos 124 bancos da Zona Euro que vão ser analisados nos exames do BCE, antes de a entidade liderada por Mario Draghi assumir a sua supervisão.
Os autores apontam para um risco especialmente elevado nos bancos alemães detidos pelo Estado (Landesbanken). “A Alemanha tem muitas instituições financeiras estatais que vão necessitar de injecções de capital”, advertem.
Já os bancos espanhóis têm insuficiências calculadas em 92 mil milhões de euros, enquanto os bancos italianos precisam de cerca de 45 mil milhões de euros para fazer face aos rácios de capital que as novas regras para a banca europeia exigem.
Além de anteciparem a necessidade de serem feitos aumentos de capital significativos e a transformação de dívida em capital (em prejuízo dos credores), os autores dizem que, nalguns casos, será inevitável o recurso a ajudas estatais para fazer face à falta de capital das instituições financeiras analisadas.
A notícia da Bloomberg salienta ainda a posição frágil dos bancos na Bélgica, em Chipre e na Grécia, sem fazer qualquer referência aos quatro bancos portugueses que estão envolvidos neste exercício do BCE, nomeadamente a Caixa Geral de Depósitos (CGD), o Banco Comercial Português (BCP), o Banco BPI e o Grupo Espírito Santo (que controla o BES).
Contudo, quer os banqueiros portugueses, quer o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, já vieram a público várias vezes garantir que as instituições estão bem capitalizadas e que não deverão necessitar de novas ajudas estatais, uma vez que, desde que se iniciou o programa de assistência internacional a Portugal, já se recapitalizaram significativamente, ao contrário da maioria dos seus congéneres europeus.
Durante este ano, o BCE juntamente com a Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla inglesa) vão conduzir testes de ‘stress’ às 124 instituições em causa, bem como uma avaliação das suas carteiras de dívida pública.
Lusa/SOL
Se não falam dos nossos bancos é porque estão todos bem e de boa saúde:) Temos que acreditar nos nossos banqueiros e no governador de do Banco de Portugal!!
Pedro André
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Re: BES - Tópico Geral
Bancos europeus têm necessidades de capital de 767 mil milhões
January 19, 2014 A G G Leave a comment
Os bancos europeus apresentam necessidades de capital na ordem dos 767 mil milhões de euros, antes dos exercícios do Banco Central Europeu (BCE), segundo um estudo conduzido por um investigador alemão e um académico norte-americano.
Os bancos franceses têm o maior buraco (285 mil milhões de euros), seguidos pelos bancos alemães (199 mil milhões de euros), revelam as conclusões do estudo de Sascha Steffen, da Escola Europeia de Gestão e Tecnologia, em Berlim, e de Viral Acharya, da Universidade de Nova Iorque, segundo a agência de informação financeira Bloomberg.
“Uma análise exaustiva sobre a qualidade dos activos da banca europeia deverá revelar uma falta de capital substancial em muitos países periféricos e do centro da Europa”, escrevem os autores, que analisaram 109 dos 124 bancos da Zona Euro que vão ser analisados nos exames do BCE, antes de a entidade liderada por Mario Draghi assumir a sua supervisão.
Os autores apontam para um risco especialmente elevado nos bancos alemães detidos pelo Estado (Landesbanken). “A Alemanha tem muitas instituições financeiras estatais que vão necessitar de injecções de capital”, advertem.
Já os bancos espanhóis têm insuficiências calculadas em 92 mil milhões de euros, enquanto os bancos italianos precisam de cerca de 45 mil milhões de euros para fazer face aos rácios de capital que as novas regras para a banca europeia exigem.
Além de anteciparem a necessidade de serem feitos aumentos de capital significativos e a transformação de dívida em capital (em prejuízo dos credores), os autores dizem que, nalguns casos, será inevitável o recurso a ajudas estatais para fazer face à falta de capital das instituições financeiras analisadas.
A notícia da Bloomberg salienta ainda a posição frágil dos bancos na Bélgica, em Chipre e na Grécia, sem fazer qualquer referência aos quatro bancos portugueses que estão envolvidos neste exercício do BCE, nomeadamente a Caixa Geral de Depósitos (CGD), o Banco Comercial Português (BCP), o Banco BPI e o Grupo Espírito Santo (que controla o BES).
Contudo, quer os banqueiros portugueses, quer o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, já vieram a público várias vezes garantir que as instituições estão bem capitalizadas e que não deverão necessitar de novas ajudas estatais, uma vez que, desde que se iniciou o programa de assistência internacional a Portugal, já se recapitalizaram significativamente, ao contrário da maioria dos seus congéneres europeus.
Durante este ano, o BCE juntamente com a Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla inglesa) vão conduzir testes de ‘stress’ às 124 instituições em causa, bem como uma avaliação das suas carteiras de dívida pública.
Lusa/SOL
January 19, 2014 A G G Leave a comment
Os bancos europeus apresentam necessidades de capital na ordem dos 767 mil milhões de euros, antes dos exercícios do Banco Central Europeu (BCE), segundo um estudo conduzido por um investigador alemão e um académico norte-americano.
Os bancos franceses têm o maior buraco (285 mil milhões de euros), seguidos pelos bancos alemães (199 mil milhões de euros), revelam as conclusões do estudo de Sascha Steffen, da Escola Europeia de Gestão e Tecnologia, em Berlim, e de Viral Acharya, da Universidade de Nova Iorque, segundo a agência de informação financeira Bloomberg.
“Uma análise exaustiva sobre a qualidade dos activos da banca europeia deverá revelar uma falta de capital substancial em muitos países periféricos e do centro da Europa”, escrevem os autores, que analisaram 109 dos 124 bancos da Zona Euro que vão ser analisados nos exames do BCE, antes de a entidade liderada por Mario Draghi assumir a sua supervisão.
Os autores apontam para um risco especialmente elevado nos bancos alemães detidos pelo Estado (Landesbanken). “A Alemanha tem muitas instituições financeiras estatais que vão necessitar de injecções de capital”, advertem.
Já os bancos espanhóis têm insuficiências calculadas em 92 mil milhões de euros, enquanto os bancos italianos precisam de cerca de 45 mil milhões de euros para fazer face aos rácios de capital que as novas regras para a banca europeia exigem.
Além de anteciparem a necessidade de serem feitos aumentos de capital significativos e a transformação de dívida em capital (em prejuízo dos credores), os autores dizem que, nalguns casos, será inevitável o recurso a ajudas estatais para fazer face à falta de capital das instituições financeiras analisadas.
A notícia da Bloomberg salienta ainda a posição frágil dos bancos na Bélgica, em Chipre e na Grécia, sem fazer qualquer referência aos quatro bancos portugueses que estão envolvidos neste exercício do BCE, nomeadamente a Caixa Geral de Depósitos (CGD), o Banco Comercial Português (BCP), o Banco BPI e o Grupo Espírito Santo (que controla o BES).
Contudo, quer os banqueiros portugueses, quer o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, já vieram a público várias vezes garantir que as instituições estão bem capitalizadas e que não deverão necessitar de novas ajudas estatais, uma vez que, desde que se iniciou o programa de assistência internacional a Portugal, já se recapitalizaram significativamente, ao contrário da maioria dos seus congéneres europeus.
Durante este ano, o BCE juntamente com a Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla inglesa) vão conduzir testes de ‘stress’ às 124 instituições em causa, bem como uma avaliação das suas carteiras de dívida pública.
Lusa/SOL
Re: BES - Tópico Geral
Obrigado.
Bom gráfico.
Bom gráfico.
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Re: BES - Tópico Geral
Ficam aqui uns bonecos...o BES continua-me a parecer-me com força técnica. Ultrapassou a minha "zona de combate" e enquanto se mantiver lá em cima...continuo positivo!!!!!!
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