Caldeirão da Bolsa

CoronaVirus, panico justificado...?

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por artista_ » 30/1/2021 2:25

MarcoAntonio Escreveu:Bom, aqui fica info bem mais recente:

https://www.tsf.pt/portugal/sociedade/m ... 57439.html

0-19 : 2 (0.3%)
20-29: 5 (0.7%)
30-39: 20 (3.0%)
40-49: 41 (6.1%)


Não são muitos mas são alguns, por exemplo, 6,1% de 800 representarão qualquer coisa à volta de 49 pessoas nos UCI entre os 40 e os 49 anos... e cerca de 25 com na casa dos 30! São mais do que pensava
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por artista_ » 30/1/2021 2:16

Carrancho_ Escreveu:Que vergonha, espero que essa gente perca o seu tacho.


Concordo mas, se bem conheço as coisas em Portugal, parece-me pouco provável que percam o tacho... a não ser que seja para irem para outro!

Carrancho_ Escreveu:Quanto a políticos, acho que alguns deviam ser prioritários, pelo menos PR e todos os ministros do governo. Haverá mais alguns certamente, mas não são 1000.


Claramente, nem sei se a 100 chegaria!
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por artista_ » 30/1/2021 2:11

MarcoAntonio Escreveu:Está mal... especialmente à luz da falta de vacinas.

Uma nota, em Dezembro o congresso americano também se vacinou, o que causou algum sururu. Mas as circunstâncias são um pouco diferentes por várias razões: o peso dos movimentos anti-vac, o facto de muitos congressistas terem idade avançada e uma série deles já se ter infectado - se bem que os mais novos aproveitaram e vacinaram-se também - ou ainda o facto de, sem ser brilhante, o plano de vacinação estar a avançar lá mais depressa.


É por estas e por outras que eu me pergunto porque é que se surpreendem com a subida meteórica do André Ventura... até estou convencido que quanto mais intragável ele for mais gente captará, pelo menos numa primeira fase. Uma boa parte das pessoas que votam nele é sobretudo para chatear os partidos do aparelho!
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por BearManBull » 30/1/2021 1:25

Carrancho_ Escreveu:Não sei se o privado ainda terá grande capacidade pois tem recebido muitos doentes não covid.


Não sabemos, porque existe uma lacuna ideologia que impediu o governo coordenar esforços e interagir devidamente com o privado.

Na entrevista refere que no SNS no Norte não está neste momento saturado.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por Carrancho_ » 30/1/2021 1:10

Não sei se o privado ainda terá grande capacidade pois tem recebido muitos doentes não covid.
Um abraço,

Carrancho
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por Bar38 » 30/1/2021 1:05

Caramelo Escreveu:Entretanto, alguém que se demite, a ver se os outros lhe seguem o exemplo :clap:

https://www.publico.pt/2021/01/29/socie ... ao-1948564

Esquece...sai daqui e vai para ali....
 
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por BearManBull » 30/1/2021 0:56

Caramelo Escreveu:Entretanto, alguém que se demite, a ver se os outros lhe seguem o exemplo :clap:

https://www.publico.pt/2021/01/29/socie ... ao-1948564


Lol o pessoal das SS também são boa fruta.

Eu estou com o Djo, estamos num pseudo confinamento, que acaba por ser o pior dos dois mundos.

Pergunto eu porque não temos pessoas com esta excelência no governo? Provavelmente por não ser progressista, nem se guiar por ideologias.

António Araújo, diretor de oncologia do Hospital de Santo António: “Transferir doentes para o estrangeiro é uma estratégia ridícula"

Devemos envolver o setor privado e social. Não estamos numa altura em que nos devemos reger pelas nossas convicções políticas, precisamos de mais recursos humanos, eles existem, podem não ser num número necessário, mas existem no setor social e principalmente no privado. Devemos ir buscá-los, por acordo ou por requisição civil, e envolver estes setores no apoio ao esforço que está a ser feito para combater a pandemia.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por Bar38 » 30/1/2021 0:51

Carrancho_ Escreveu:
Caramelo Escreveu:O chico-espertismo a funcionar :oops:



Que vergonha, espero que essa gente perca o seu tacho.

Quanto a políticos, acho que alguns deviam ser prioritários, pelo menos PR e todos os ministros do governo. Haverá mais alguns certamente, mas não são 1000.


Vergonhoso...criminoso até...mas não, mais um inquérito que não vai dar em nada...quanto aos políticos nem me admira é gente sem um pingo de vergonha...enfim....
 
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por Caramelo » 29/1/2021 21:42

Entretanto, alguém que se demite, a ver se os outros lhe seguem o exemplo :clap:

https://www.publico.pt/2021/01/29/socie ... ao-1948564
 
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por pepe7 » 29/1/2021 21:11

Quanto mais estiver descontrolada a Pandemia...pior...e no estado em que estamos em termos de saúde publica... :(
Os turista devem estar a"chegar" com "forza" ao algarve...Enfim
E falta saber como vai ser na primavera e verão... :roll:
Alemanha fecha portas a Portugal e a quatro outros países
Decisão vigora, para já, até ao dia 17 de fevereiro e encerra fronteiras terrestres, marítimas e aéreas.


Portugal é um dos cinco países mais afetados pela pandemia de Covid-19 cujos cidadãos vão ficar, a partir de sábado, proibidos de entrar na Alemanha, indicou esta sexta-feira o Governo alemão.

A decisão, que numa primeira fase vigorará até 17 de fevereiro, obriga ao encerramento das fronteiras terrestres, marítimas e aéreas a viajantes oriundos de Portugal, Reino unido, Irlanda, Brasil e África do Sul, cinco países fortemente assolados pela pandemia do coronavírus.

A medida foi tomada, segundo Berlim, para "proteger a população" e "limitar a propagação das novas estirpes" da Covid-19, lê-se num documento do Ministério da Saúde alemão.

As restrições incluem, porém, várias exceções, nomeadamente para os alemães que vivam nos países a que diz respeito a nova decisão e para os residentes portugueses, britânicos, irlandeses, brasileiros e sul-africanos que morem na Alemanha, bem como os passageiros em trânsito ou ainda a circulação de mercadorias.

Entre as exceções figuram ainda os transportes por razões de saúde.

Quinta-feira, o Governo de Portugal proibiu a saída de portugueses do país, ficando interditadas deslocações para fora do território continental, efetuadas por qualquer via, designadamente rodoviária, ferroviária, aérea, fluvial ou marítima.

O decreto nesse sentido foi publicado já hoje no Diário da República que regulamenta o estado de emergência em Portugal.

Em Berlim, o governo alemão indicou que impôs a proibição por sua própria iniciativa, independentemente da dos seus parceiros da União Europeia (UE), que ainda não chegaram a acordo sobre uma abordagem uniforme sobre a questão.

Também quinta-feira, o ministro do Interior alemão, Horst Seehofer, indicou ser intenção de Berlim reduzir "ao mínimo" o tráfego aéreo internacional com destino à Alemanha face ao avanço da pandemia do coronavírus, tal como fez Israel.

Há vários meses que a entrada na Alemanha se tornou cada vez mais complicada para cerca de 160 países do mundo, em particular com a obrigação de apresentar um teste negativo feito menos de 48 horas antes ou logo após a chegada, seguido por "uma quarentena dissuasiva de 10 dias".

No entanto, na maioria dos casos poderá ser encurtado para cinco dias após um segundo teste negativo.

Para os países mais afetados pela pandemia, especialmente aqueles onde as diferentes variantes do coronavírus estão em circulação, as pessoas foram obrigadas a apresentar um teste negativo antes de entrar na Alemanha, causando, por exemplo, grandes engarrafamentos no início da semana junto à fronteira alemã com a República Checa.

No total da Alemanha, registam-se 2.192.850 casos de SARS CoV-2 desde o início da pandemia e 55.752 óbitos.
https://www.tsf.pt/mundo/alemanha-fecha-portas-a-portugal-e-a-quatro-outros-paises-devido-a-pandemia-13294605.html?utm_source=push&utm_medium=mas&utm_term=13294605
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por mais_um » 29/1/2021 21:04

Penaforte Escreveu:É mesmo a natureza humana.. nunca lidou muito bem com a perceção de poder.



Não sei se tem a ver com poder, quando alguém tenta passar à `frente numa fila de supermercado, não me parece que seja poder, mas tão só educação civismo e respeito, ou melhor falta de.
Felizmente nos milhares de autarcas que existem em Portugal, até agora nem meia duzia de casos são conhecidos.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por Penaforte » 29/1/2021 21:00

É mesmo a natureza humana.. nunca lidou muito bem com a perceção de poder.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por mais_um » 29/1/2021 20:50

Parece que o chico espertismo não é exclusivo nosso :oops:

Suspeitas de “uso indevido de vacinas” repetem-se em vários países e sempre com a mesma justificação

De Inglaterra à Áustria até à vizinha Espanha, multiplicam-se os relatos de “abusos” nas prioridades dos planos de vacinação da Covid-19 e a explicação é a mesma: doses extra que acabariam inutilizadas

O primeiro caso além-fronteiras a ser relatado na imprensa ocorreu na Áustria. No início da semana passada, soube-se que o presidente da câmara da cidade de Feldkirch, na região de Vorkerlberg, com 65 anos de idade, tinha recebido a primeira toma da vacina que estava a ser distribuída num lar de idosos – mesmo sabendo que a estratégia nacional de vacinação do país exige prioridade para os residentes, funcionários e pessoal médico dos lares. Segundo explicou o autarca, Wolfgang Matt, citado pelo The Guardian, apenas se pôs na fila, para o caso de haver doses por usar, depois de inoculados todos os candidatos prioritários. “Também não deitaria fora pão duro, usá-lo-ia antes para fazer torradas”, comparou.

Mas a versão dos acontecimentos foi logo contestada pela médica que habitualmente ali presta cuidados de saúde, Susanne Furlan, dizendo que havia vários candidatos na categoria de alto risco que deveriam ter tido prioridade nas 14 doses restantes. “Havia tantas pessoas à espera lá fora que precisam da vacina primeiro”, assegurou, depois de assumir que se recusou a administrar pessoalmente a vacina ao presidente da câmara. Seria o diretor da instituição em causa a sair em defesa de Matt, dizendo que se cumpriram os procedimentos já que o responsável político faz visitas regulares às suas instalações e havia doses extra.

O mesmo aconteceu na cidade de Rankweil, também no estado de Vorarlberg, onde a presidente da câmara de 44 anos, Katharina Wöss-Krall, também recebeu uma primeira dose da vacina a partir de uma dose de sobra. “Sim, tomei a vacina, mas não passei à frente de ninguém”, garantiu. Igual cenário ocorreu ainda na cidade de Eberschwang: dois deputados foram vacinados no início de Janeiro e a justificação foi que eram vacinas destinada a um lar que cancelou as inoculações em cima da hora. Nem o chefe regional da Cruz Vermelha escapou, acabando admoestado após autorizar a vacinação não só dos seus empregados, mas também dos seus familiares.

Demissões em Espanha

Histórias semelhantes surgiram, entretanto, também em Espanha: em meados da semana passada, soube-se que, dias antes, uma ambulância que estava a responder a urgências foi desmobilizada para se deslocar ao conselho de saúde de Múrcia, e que lá chegados, os profissionais de saúde administraram a vacina contra a Covid-19 a Manuel Villegas, o conselheiro de saúde daquela comunidade autónoma espanhola. E depois, foram também vacinados outros algos cargos e funcionários, alguns não ligados sequer àquela instituição – tal como, avançou a imprensa local, a própria mulher do conselheiro. Ao todo, foram 400 pessoas que não constam da lista de prioritários.

Perante isto, o ministério da saúde espanhol insistiu que é preciso reforçar o controlo do plano, pedindo que evitem a administração das vacinas a pessoas que não pertencem a nenhum grupo prioritário – impondo medidas preventivas e corretivas, se necessário, sublinha-se no documento, avançado pelo El Mundo, para que o plano seja realizado em consonância com o acordado na referida estratégia. Ao mesmo tempo, as demissões sucediam-se em catadupa, desde o chefe do Estado-maior da Defesa a vários autarcas e dirigentes partidários -e os dois maiores partidos espanhóis exigiram o afastamento de todos os abusadores

Mas, perante outras acusações semelhantes, no Reino Unido, onde a prioridade são os residentes nos lares, a British Medical Association assumiu que “no caso de doentes elegíveis não comparecerem para a vacinação, o princípio primordial será evitar desperdícios”, pelo que “as vacinas podem ser administradas aos trabalhadores das instituições de saúde”.

Como assim, doses-extra?

São casos que, como cá, estão a provocar indignação, tendo em conta que, de momento, as vacinas contra a Covid-19 são um recurso finito. Para já a produção das poucas vacinas que foram aprovadas pelos reguladores é limitada, com uma procura que excede a oferta. A agravar o panorama, os fornecimentos estão a ser reduzidos em alguns países, depois de os fabricantes assumirem que não estão a conseguir aumentar a produção – além de haver casos como o de Israel, que está a pagar mais por dose às farmacêuticas para ter prioridade na entrega.

Assim, a aposta internacional é de dar vacinas àqueles que mais precisam. Na maioria dos países, os trabalhadores da saúde e os idosos estão em primeiro lugar, com poucas exceções. Mas parece haver circunstâncias, alegadamente inesperadas, que estão a propiciar a toma da vacina por pessoas mais jovens e menos vulneráveis.

A explicação oficial é que se tratam de sobras, que não seria possível distribuir por outros em tempo útil e acabariam por ser inutilizadas. Isso acontece quando um paciente que estava agendado para receber uma vacina não comparece – o que cria o dilema, porque as vacinas têm um prazo de validade limitado. Por exemplo, uma vacina fabricada pela Pfizer/BioNTech, como explica a bula do fármaco, tem de ser injetada no prazo de cinco dias após as doses terem sido descongeladas. Caso contrário, vão para o lixo, privando alguém da imunização.

“No momento, é preciso tomar uma decisão rapidamente, porque a vacina não pode ser mantida”, justificou a professora Heather Draper da Faculdade de Medicina de Warwick, no Reino Unido, à BBC. “E é melhor que alguém seja vacinado do que ninguém”.

Daí também se terem registado casos do que se pode chamar “estar no lugar certo, no momento certo”. O exemplo apontado por aquele diário britânico é o do deputado conservador britânico Brendan Clarke-Smith, que o assumiu nas redes sociais. É verdade que recebeu a vacina “depois de passar uma tarde a fazer voluntariado num centro de vacinação” – mas aceitou a dose porque, caso contrário, “teria sido desperdiçada”. Mas, a ver pelas reações que gerou no Twitter por causa disso, não se pode propriamente dizer que a explicação tenha sido bem aceite.

Sorry would be the best words. There should be NO left over vaccine, it should be directed to front line police, PCSO’s, essential retail & teachers. I applaud volunteers but I’m working flat out as Gloucestershire’s PCC and I assumed MPs would be too. https://t.co/ZJNqm6UWyA
— Martin Surl (@GlosPCC) January 26, 2021

https://visao.sapo.pt/atualidade/mundo/ ... tificacao/
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por Carrancho_ » 29/1/2021 20:46

Caramelo Escreveu:O chico-espertismo a funcionar :oops:



Que vergonha, espero que essa gente perca o seu tacho.

Quanto a políticos, acho que alguns deviam ser prioritários, pelo menos PR e todos os ministros do governo. Haverá mais alguns certamente, mas não são 1000.
Um abraço,

Carrancho
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por djovarius » 29/1/2021 20:43

Parece que o "sexta às nove" de hoje na RTP 1 vai ser interessante neste contexto dos vacinados alucinados.

Resta saber quantas destas pessoas pensam que a vacina os imuniza. Não, a vacina impede uma doença grave, devido aos anticorpos.
Para não falar de que alguém pode fazer dos 10% que não reagem à vacina, continuam desprotegidos.

Abraço

dj
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por Caramelo » 29/1/2021 20:31

O chico-espertismo a funcionar :oops:

Covid-19/Castelo Branco: Santa Casa da Misericórdia não respeita Plano de Vacinação e dá prioridade a quem não a tem
A Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco (SCMCB) depois de ter vacinado os utentes e os elementos da Mesa Administrativa do Provedor, José Augusto Alves, aproveitou e também vacinou os elementos da Assembleia Geral (AG), Concelho Fiscal (CF), o advogado consultor e ainda as educadoras de infância que estão em confinamento obrigatório decretado pelo Ministério da Educação.

https://www.diariodigitalcastelobranco. ... V__fUwp7Bo
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por MarcoAntonio » 29/1/2021 20:14

Está mal... especialmente à luz da falta de vacinas.

Uma nota, em Dezembro o congresso americano também se vacinou, o que causou algum sururu. Mas as circunstâncias são um pouco diferentes por várias razões: o peso dos movimentos anti-vac, o facto de muitos congressistas terem idade avançada e uma série deles já se ter infectado - se bem que os mais novos aproveitaram e vacinaram-se também - ou ainda o facto de, sem ser brilhante, o plano de vacinação estar a avançar lá mais depressa.


Aproveito e como a DGS ainda não acrescentou à dashboard (se é que vão acrescentar) aqui fica a evolução gráfica das doses administradas em Portugal:

Imagem
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1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por Caramelo » 29/1/2021 20:08

Muito bem este deputado do PS :clap:
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por Caramelo » 29/1/2021 19:50

Uma falsa democracia

O poder político em Portugal dedica-se a mentir e a iludir os portugueses, e não sabe, ou não quer, avaliar as causas de sermos hoje a cauda da Europa.

Ao iniciarmos uma nova década e depois de uma triste eleição presidencial, seria natural que a classe política fizesse uma avaliação das causas de duas décadas de estagnação económica e de empobrecimento dos portugueses relativamente à generalidade dos outros povos da União Europeia.

Ora, essa avaliação não só não foi feita como o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro, António Costa, o Governo e o Partido Socialista iludem sistematicamente esta e outras questões e pintam uma situação económica e social do país que nada tem a ver com a realidade. Ora, como não é credível que não saibam destas duas últimas décadas de confinamento nacional, a conclusão óbvia é a de que o poder político em Portugal se dedica a mentir e a iludir os portugueses, e não sabe, ou não quer, avaliar as causas de sermos hoje a cauda da Europa, aceitando com naturalidade que dependamos cada vez mais das bazucas europeias para sobreviver como nação independente.

Acresce que a ilusão e a mentira se tornaram moeda corrente no poder político e sucedem–se os casos em que o Governo tenta esconder a sua incapacidade governativa iludindo a realidade. Porventura mais grave, existem muitos milhares de cidadãos que têm a plena consciência dessa realidade nacional e têm ideias e propostas para desenvolver a economia e modernizar o País, mas não têm os necessários meios de intervenção política, que seriam normais num regime democrático – razão por que metade dos portugueses já deixaram de votar, sem que isso provoque um qualquer estremecimento nacional.

Estas são algumas das razões da minha intervenção política e a razão por que abandonei o Partido Socialista, por este se recusar há 20 anos, mesmo depois da revisão constitucional, a alterar as leis eleitorais. De facto, o PS recusa-se a fazer quaisquer outras reformas e, dominando o poder político em Portugal durante o último quarto de século, tem usado o Estado para favorecer aquilo a que hoje chamamos a grande família socialista e os amigos dela dependentes. Nos últimos anos, o PS reforçou até esse poder através da geringonça, em aliança com os partidos da extrema-esquerda, que têm projetos próprios – o chamado centralismo democrático, que é a via para, através do Estado, controlar a liberdade e a participação dos cidadãos na vida pública. Por sua vez, a economia já hoje depende do Estado para quase tudo, ao arrepio de todas as experiências de desenvolvimento económico dos restantes países europeus. O resultado é que os países que entraram depois de nós na União Europeia, com níveis de desenvolvimento muito inferiores aos nossos, nos passam à frente. A maioria já nos ultrapassou e outros estão em vias de o fazer.

Acredito que a corrupção, que hoje domina a vida política portuguesa, é o resultado da inexistência de instituições de controlo democrático, como acaba de ser visível na preocupação com que é vista pelo Governo a nova Procuradoria da Justiça Europeia, que terá como missão um maior controlo dos fundos comunitários, fundos que em Portugal têm sido uma das vias preferidas de desvio de dinheiros públicos e causa do empobrecimento do país. Recebemos ao longo dos anos mais de 130 mil milhões de euros destinados ao nosso desenvolvimento e somos um dos países mais pobres da Europa, o que, aparentemente, não preocupa o Presidente da República e o primeiro-ministro, que se limitam a salivar por mais uma bazuca cujo fim não será diferente do passado, dinheiro gasto em corrupção, em autoestradas, estádios de futebol, parcerias público-privadas e outros erros estratégicos graves que conduziram ao endividamento externo.

Estas são as razões por que afirmo que Portugal não é uma democracia, mas uma plutocracia partidária baseada no centralismo democrático de um passado de má memória. Porque não podemos escolher pelo voto os nossos representantes ou, pior, porque não nos é permitido impedir pelo voto aqueles que os chefes partidários escolhem, mesmo quando sabemos que são corruptos, incompetentes ou simplesmente inimputáveis. Podemos falar livremente, é verdade, mas o acesso aos grandes meios de comunicação é, em grande parte, reservado aos amigos do poder e a participação política livre é quase inexistente, porque a vontade do Estado sobrepõe-se a todas as críticas da sociedade e das suas instituições.

Há um quarto de século chamei a atenção do Partido Socialista e de António Guterres para o processo democrático de progresso e de desenvolvimento que dava os seus primeiros passos na Irlanda e apresentei uma moção ao xii Congresso do PS onde apontei esse país como tendo o maior potencial de crescimento económico europeu por aquilo que estava a fazer. Nesse tempo, a Irlanda tinha um nível de desenvolvimento semelhante ao nosso mas, hoje, está na linha da frente da Europa e Portugal é o carro-vassoura da União Europeia. Volto a perguntar, porquê?

Estive na Irlanda durante as últimas eleições para o Parlamento. Não havia cartazes de partidos, mas apenas pequenos cartazes com a fotografia individual de cada candidato em que cada um deles pedia para ser o número 1 em grandes carateres. A razão é que os irlandeses escolhem os seus candidatos preferidos, colocando-os em primeiro, segundo e terceiro lugar da sua lista de voto, e aqueles de que não gostam, porventura como resultado da legislatura anterior, colocam-nos no fim da lista, ou seja, não são eleitos. Com este método, mais de metade dos deputados da Assembleia da República iriam à vida, sendo essa a razão por que os maiores partidos portugueses não querem ouvir falar da reforma das leis eleitorais, porque pretendem ter no Parlamento quem sirva os seus objetivos, e não quem sirva Portugal e os portugueses.

O controlo exercido pelos partidos em todas as nomeações para os mais diversos cargos públicos, empresas e instituições faz com que, presentemente, a grande família socialista domine a vida política nacional, mas também uma grande parte da atividade económica. O Presidente do PS, sozinho, tem cerca de uma dúzia de familiares com empregos no Estado, mas só por milagre todos esses familiares e amigos serão profissionais competentes e dedicados ao bem público. Muitos outros socialistas criam empresas para vender produtos ou serviços ao Estado. O marido da ministra da Justiça, que agora é suspeita de tentar evitar que na Procuradoria da União Europeia esteja uma procuradora competente e honrada, é um advogado que se dedica a fazer contratos com o Estado. O caso das golas que ardiam resultou de negócios com o Estado de um secretário de Estado e de um diretor-geral. Autarcas e os seus familiares são um viveiro de negócios com as autarquias. Existem centenas de casos na justiça de desvio de dinheiros dos fundos comunitários. Os novos projetos do Governo do lítio e do hidrogénio são suspeitos de serem negócios pouco claros de um ministro e de um secretário de Estado.

Tudo o que descrevo é uma pequena parte dos escândalos que dominam a vida política nacional, o que só é possível por Portugal não ser uma democracia. Porque os deputados são parte do problema da ausência de fiscalização dos Governos, porque o Governo não se sente obrigado a ouvir e a atender os cidadãos e porque o Presidente da República se limita a cuidar da sua popularidade e a fechar os olhos a tudo o que sejam problemas e dificuldades próprias de um regime democrático. De facto, convive bem com a corrupção do regime e com a subversão dos poderes partidários que conduziram Portugal para o fim da escala de desenvolvimento da União Europeia. Um Presidente da República que não tem uma ideia para superar duas décadas de estagnação económica num mundo em desenvolvimento acelerado e faz da estabilidade a sua única contribuição para o futuro de Portugal. Uma Presidência da República que preside um país pobre, parado no tempo, sem reformas e sem uma estratégia de desenvolvimento. Poderia, ao menos, tentar compreender as causas do desenvolvimento da Irlanda e dos países da antiga Cortina de Ferro, mas não o faz. Vive contente com o que tem.

Recentemente publiquei um texto com meia dúzia de páginas com uma estratégia e propostas sobre as formas de combater a pobreza e de promover o mérito e a igualdade de oportunidades através da educação e realizar o desenvolvimento económico com base na indústria, no investimento estrangeiro e no crescimento das exportações. Trata-se de um debate que não é feito porque não interessa ao Presidente da República nem ao Governo, suponho que por serem ideias que chegam de fora do castelo do poder político. Estão demasiado ocupados a tratar da pandemia nas televisões, o que seria a missão dos cientistas, dos médicos e de um sistema de saúde moderno, desenvolvido e bem organizado. Infelizmente, nesse processo transformaram os lares de idosos numa imensa câmara mortuária onde a existência de cerca de um milhar de lares ilegais é, porventura, o retrato mais eloquente de um regime político não democrático, que afasta os portugueses da resolução dos seus problemas.

https://ionline.sapo.pt/artigo/722833/- ... ccao=Opinião_i&fbclid=IwAR01aAasOOx4a0cvk5chNIhMPCgBm2QJfUWxwJgFEJrSfOKpLh2Og4TpEgk
 
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por Sacanitajose » 29/1/2021 16:46

forza algarve Escreveu:
MarcoAntonio Escreveu:Bom, aqui fica info bem mais recente:

https://www.tsf.pt/portugal/sociedade/m ... 57439.html

0-19 : 2 (0.3%)
20-29: 5 (0.7%)
30-39: 20 (3.0%)
40-49: 41 (6.1%)
)


E temos que parar o país por um vírus que quase nada faz aos menores de 50 anos??
Loucura total

Eh ! Eh ! EH ! :clap: e as Vacinas são para os outros !
Dada as %, parece Jurasic Park ! lol , este Cota, completa 74 em Junho ! \:D/
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por MarcoAntonio » 29/1/2021 16:42

yggy Escreveu:Nãi tenho lido nada sobre o assunto, mas afinal no meio de esta polémica, quem tem razao? a UE ou a Farmaceutica?

Em termos muito simples, os atrasos na produção registam-se por causa das fábricas belga e holandesa (enquanto tudo parece estar bem com duas fábricas no reino unido, que aparentemente estão a manter a produção prevista). A AstraZeneca disse que iria manter as entregas ao Reino Unido e que quem sofreria com o atraso era a União Europeia. A União Europeia alega que pagou adiantado e inclusivamente que contractualmente pagou para melhorarem as fábricas britânicas (as tais onde está tudo bem) e que o argumento de que o Reino Unido fez contracto primeiro não colhe.

A meu ver, independentemente de quem fez contracto primeiro, se é verdade que a AstraZeneca recebeu dinheiro que utilizou para melhorar/aumentar a produção nas fábricas britânicas e assumiu compromissos com a União Europeia, não faz sentido que só a União Europeia sofra com o atraso.

Atenção que não estou a apresentar uma opinião definitiva e estou a basear-me na informação que circula (não li o contracto agora feito disponível ao detalhe).



A vacina da AstraZeneca foi aprovada hoje na União Europeia, já agora, conforme se antecipava.

O primeiro acordo tinha sido feito em 14 de Agosto e contracto adiantado de compra foi realizado a 27 de Agosto.
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2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por yggy » 29/1/2021 16:34

Nãi tenho lido nada sobre o assunto, mas afinal no meio de esta polémica, quem tem razao? a UE ou a Farmaceutica?
 
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por MarcoAntonio » 29/1/2021 16:30

Como tinha mencionado aqui, a União Europeia tinha pedido o levantamento do sigilo contractual com a AstraZeneca em virtude da polémica recente.


O contracto está agora disponível publicamente, a RTP por exemplo disponibiliza-o aqui:

ADVANCE PURCHASE AGREEMENT (“APA”) FOR THE PRODUCTION,
PURCHASE AND SUPPLY OF A COVID-19 VACCINE IN THE EUROPEAN
UNION



Há partes que não estão legíveis contudo (dará para ler as condições/clausulas mas não todos os valores envolvidos aparentemente).


Na página 7 por exemplo pode ler-se:

7.2. Initial Funding. In partial consideration of the Vaccine Dose purchase rights
granted by AstraZeneca to the Commission acting on behalf and in the name of the
Participating Member States hereunder, the Commission shall pay to AstraZeneca a
fixed amount equal to 336 million Euros, as an estimate of the Upfront Costs as set
forth in Schedule A (the “Initial Funding”) as follows:

(a) The Commission shall pay to AstraZeneca two-thirds of the Initial Funding
(first Installment) within five (5) working days of the Effective Date; and

A alínea (b) e o ponto 7.3 (subsequent funding) já não estão legíveis.


Edit: conforme a União Europeia alegava, o contracto efectivamente menciona especificamente as unidades do reino unido em mais do que um ponto do contracto como o ponto 5.4 (que especifica e claramente inclui as unidades do reino unido) ou o anexo Schedule A no final do relatório.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por djovarius » 29/1/2021 16:10

Interessante como a região de saúde do norte tem agora mais ou menos metade dos casos e dos óbitos em relação à de Lisboa.

Não haverá já uma "pequena" imunidade por lá? É que foi uma região muito afetada desde o início... sabe-se lá se não tem já 30 a 40% de pessoas naturalmente imunizadas?
Está na hora de se fazer outro painel serológico!!

Dá que pensar

dj
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?

por Marco Martins » 29/1/2021 15:22

Ulisses Pereira Escreveu:A J&J acaba de divulgar que a eficácia da sua vacina é de 66%. Recordo que tem uma elevada capacidade de produção e é apenas uma toma.


66% pode não ser tão bom como 95%, porém o facto de haver maior oferta será muito importante para todos, dado que assim a vacinação poderá deixar de estar centrada apenas no sector público, para além de que muitos mais pessoas no mundo terão acesso à vacina e ajudando assim à redução dos números mundiais (pois não adianta de muito reduzirmos cá se nos países com quem temos relações continuarem com muitos casos).
 
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