Portugal é dos mais vulneráveis à crise do ‘subprime’
8 mensagens
|Página 1 de 1
Isto deve estar pior do que se pensa
Porque se não fosse devido a uma forte crise de liquidez, não teríamos o activobank 7 oferecer 9%
nos depósitos, e não é só para novos cliente como no Barclays (que oferece 8%), é para todos os que aumentem as suas aplicações no banco.
Ora como aquele banco é do grupo Millenium BCP, é um indício que a crise de liquidez tb cá chegou.
Isto está mesmo a pedir: vendam este ressalto e aproveitem estas taxas em depósitos a prazo, sem risco.
Para completar o cenário negro nas bolsas só falta haver um rastilho na bolsa chinesa, em que se compram acções com o dinheiro de empréstimos, hipotecando as casas, etc.
Só + uma achega: como é que é possível os bancos fazerem empréstimos "multiopções" a acrescer ao empréstimo à habitação normal, sabendo qu é para pagar a mobília e o carro, tendo como garantia uma casa que custou só o valor do empréstimo principal, e se calhar nem isso vale, se for executada a hipoteca?
No caso que descrevi acima foi a CGD, que meteu + €20.000 nas mãos do cliente!
Ora como aquele banco é do grupo Millenium BCP, é um indício que a crise de liquidez tb cá chegou.
Isto está mesmo a pedir: vendam este ressalto e aproveitem estas taxas em depósitos a prazo, sem risco.
Para completar o cenário negro nas bolsas só falta haver um rastilho na bolsa chinesa, em que se compram acções com o dinheiro de empréstimos, hipotecando as casas, etc.
Só + uma achega: como é que é possível os bancos fazerem empréstimos "multiopções" a acrescer ao empréstimo à habitação normal, sabendo qu é para pagar a mobília e o carro, tendo como garantia uma casa que custou só o valor do empréstimo principal, e se calhar nem isso vale, se for executada a hipoteca?
No caso que descrevi acima foi a CGD, que meteu + €20.000 nas mãos do cliente!
"GOD, give me the serenity to accept the things I can't change,
the courage to change the things I can and the wisdom to know the diference"
Da autoria de S. Francisco de Assis, mas que tb se aplica à forma como se deve lidar com os mercados
the courage to change the things I can and the wisdom to know the diference"
Da autoria de S. Francisco de Assis, mas que tb se aplica à forma como se deve lidar com os mercados
- Mensagens: 47
- Registado: 17/12/2002 17:29
- Localização: Coimbra
Re: artigo opinião do Camilo Lourenço no negócios.pt
Titleist Escreveu:A corrida aos depósitos no Northern Rock, um banco hipotecário inglês, empresta uma face nova à crise do "subprime". Porque a desconfiança, que se limitava ao mercado monetário interbancário, chegou aos clientes. É certo que a intervenção do Banco de Inglaterra evitou problemas maiores.
Mas quando a desconfiança chega tão longe, é preocupante. Porque mostra que as autoridades estão, algures, a falhar (os clientes não confiaram nas garantias do ministro das finanças e do banco central de que está tudo bem com o banco).
O que correu mal no Northern? Aparentemente nada. Então porque ficou sem liquidez? Porque para se expandir financiou os clientes (a longo prazo) recorrendo ao mercado monetário (curto prazo). Só que os bancos deixaram de emprestar dinheiro entre si (daí as intervenções dos bancos centrais), por não saberem quem tem o balanço minado pelo subprime.
Enquanto este problema de contabilização de activos não for resolvido, a "seca" do mercado monetário vai continuar. E ou os bancos se entendem, criando regras claras para avaliar os activos, ou as autoridades terão de intervir. Uma coisa é certa: se a corrida aos depósitos continuar hoje, ou se alastrar a outros bancos, a economia real vai levar um estalo.
Não há imagem pior, para a confiança de consumidores e empresas, que uma corrida aos depósitos. E logo num país desenvolvido.
é para reflectir e para pensar nas consequências que atitude idêntica teria aqui, neste espectacular pedaço de terra à beira-mar plantado
De facto, essa corrida desenfreada das pessoas ao banco (só vim umas fotos), não lembra a ninguém. Ou melhor, lembrar lembra, mas é quase inacreditável isso acontecer nos dias de hoje e logo em Inglaterra. O pior é que isto me lembra sempre a bola de neve..
- Mensagens: 90
- Registado: 12/5/2007 14:58
- Localização: NULL
artigo opinião do Camilo Lourenço no negócios.pt
A corrida aos depósitos no Northern Rock, um banco hipotecário inglês, empresta uma face nova à crise do "subprime". Porque a desconfiança, que se limitava ao mercado monetário interbancário, chegou aos clientes. É certo que a intervenção do Banco de Inglaterra evitou problemas maiores.
Mas quando a desconfiança chega tão longe, é preocupante. Porque mostra que as autoridades estão, algures, a falhar (os clientes não confiaram nas garantias do ministro das finanças e do banco central de que está tudo bem com o banco).
O que correu mal no Northern? Aparentemente nada. Então porque ficou sem liquidez? Porque para se expandir financiou os clientes (a longo prazo) recorrendo ao mercado monetário (curto prazo). Só que os bancos deixaram de emprestar dinheiro entre si (daí as intervenções dos bancos centrais), por não saberem quem tem o balanço minado pelo subprime.
Enquanto este problema de contabilização de activos não for resolvido, a "seca" do mercado monetário vai continuar. E ou os bancos se entendem, criando regras claras para avaliar os activos, ou as autoridades terão de intervir. Uma coisa é certa: se a corrida aos depósitos continuar hoje, ou se alastrar a outros bancos, a economia real vai levar um estalo.
Não há imagem pior, para a confiança de consumidores e empresas, que uma corrida aos depósitos. E logo num país desenvolvido.
é para reflectir e para pensar nas consequências que atitude idêntica teria aqui, neste espectacular pedaço de terra à beira-mar plantado
Mai uma achega
Neste momento chegam a leilão público de imóveis mais de 250 imóveis por mês (só à luso-roux e à euro states), sobretudo no norte do país.
Mesmo com o desconto no valor a que vai a leilão de 20 a 40% face à avaliação do imóvel, as taxas de venda efectiva estão em menos de 40%, quando em 2006, se vendiam mais de 70% do imóveis que iam a leilão.
Pessoa
Mesmo com o desconto no valor a que vai a leilão de 20 a 40% face à avaliação do imóvel, as taxas de venda efectiva estão em menos de 40%, quando em 2006, se vendiam mais de 70% do imóveis que iam a leilão.
Pessoa
"GOD, give me the serenity to accept the things I can't change,
the courage to change the things I can and the wisdom to know the diference"
Da autoria de S. Francisco de Assis, mas que tb se aplica à forma como se deve lidar com os mercados
the courage to change the things I can and the wisdom to know the diference"
Da autoria de S. Francisco de Assis, mas que tb se aplica à forma como se deve lidar com os mercados
- Mensagens: 47
- Registado: 17/12/2002 17:29
- Localização: Coimbra
Vejam este exemplo do crédito de risco que a banca concede
Há algum tempo (já em 2007) vendi um apartamento por €80.000. Quem mo comprou pediu €100.000 de empréstimo. Como o banco só empresta 90%, a casa foi avaliada em €111.200
E avaliações dessas há para aí às "paletes".
Como se isso não bastasse, o cliente do banco usufrui de spread 0 no primeiro ano, e ainda de redução da prestação nos 1ºs anos, etc, etc.
É que em caso de prestação indexada normal a 30 anos, a mesma representaria mais de 50% do rendimento mensal!
É por isso que os bancos portugueses vão atingir o seu pico de lucros provavelmente em 2007, e com forte desaceleração no último semestre, devido a reforço de provisões.
Provavelmente em 2008 e 2009 teremos mesmo decréscimo de lucros da maior parte dos bancos.
O regulador - Banco de Portugal - e o próprio governo, não estão isentos de responsabilidades, pq não deveriam permitir prazos tão elevados de empréstimos, nem este tipo de subterfúgios de redução de prestação nos X 1ºs anos e pagar até 30% no fim do empréstimo, porque isto levou a que os preços das habitações chegasse a níveis incomportáveis, e levará a um crescendo de execuções das hipotecas.
Pessoa
E avaliações dessas há para aí às "paletes".
Como se isso não bastasse, o cliente do banco usufrui de spread 0 no primeiro ano, e ainda de redução da prestação nos 1ºs anos, etc, etc.
É que em caso de prestação indexada normal a 30 anos, a mesma representaria mais de 50% do rendimento mensal!
É por isso que os bancos portugueses vão atingir o seu pico de lucros provavelmente em 2007, e com forte desaceleração no último semestre, devido a reforço de provisões.
Provavelmente em 2008 e 2009 teremos mesmo decréscimo de lucros da maior parte dos bancos.
O regulador - Banco de Portugal - e o próprio governo, não estão isentos de responsabilidades, pq não deveriam permitir prazos tão elevados de empréstimos, nem este tipo de subterfúgios de redução de prestação nos X 1ºs anos e pagar até 30% no fim do empréstimo, porque isto levou a que os preços das habitações chegasse a níveis incomportáveis, e levará a um crescendo de execuções das hipotecas.
Pessoa
"GOD, give me the serenity to accept the things I can't change,
the courage to change the things I can and the wisdom to know the diference"
Da autoria de S. Francisco de Assis, mas que tb se aplica à forma como se deve lidar com os mercados
the courage to change the things I can and the wisdom to know the diference"
Da autoria de S. Francisco de Assis, mas que tb se aplica à forma como se deve lidar com os mercados
- Mensagens: 47
- Registado: 17/12/2002 17:29
- Localização: Coimbra
como nao havemos de ser.
em espanha compra-se o carro X por 10mil€.
ca compra-se o mesmo carro por 15mil€.
o estado se bem que ganha em impostos acaba por perder pois as pessoas vao-se endividar, e se calhar em vez de trocarem de carro em espaços de tempo menores vao demorar mais tempo e logo o estado vai perder receitas.
com o endividamento o pais so tem a perder e quem ganha sao os bancos... até ao dia em que isto estoura e ai vamos la ver o que é que eles fazem.
em espanha compra-se o carro X por 10mil€.
ca compra-se o mesmo carro por 15mil€.
o estado se bem que ganha em impostos acaba por perder pois as pessoas vao-se endividar, e se calhar em vez de trocarem de carro em espaços de tempo menores vao demorar mais tempo e logo o estado vai perder receitas.
com o endividamento o pais so tem a perder e quem ganha sao os bancos... até ao dia em que isto estoura e ai vamos la ver o que é que eles fazem.
Portugal é dos mais vulneráveis à crise do ‘subprime’
Relatório do Comité Económico e Financeiro da UE 2007-09-17 00:05
Portugal é dos mais vulneráveis à crise do ‘subprime’
Alto endividamento e taxas de crédito são os maiores factores de risco. Dados do Comité Económico da UE contrastam com optimismo de Teixeira dos Santos.
Luís Rego
As implicações da crise dos mercados financeiros na economia portuguesa podem ser bem maiores do que o Governo vem sugerindo. Segundo o comité económico e financeiro da União Europeia, os graus de endividamento e a explosão do crédito – sobretudo a taxas variáveis – registados na economia portuguesa, bem como a exposição do sistema bancário nacional a capital estrangeiro, são características que potenciam a contaminação e o efeito desta crise na economia real.
Os “balanços, altamente endividados, das famílias e empresas europeias podem, no contexto de um aperto das condições de crédito, ter implicações no lado real da economia europeia”. Segundo este relatório do comité, que esteve sobre a mesa dos ministros das Finanças europeus reunidos no Porto, no sábado, os “riscos” de contágio da crise à economia real são ainda “mais acentuados em estados-membro onde o endividamento dos agregados permanece a nível historicamente elevados (…), onde o crescimento do crédito bancário subiu rapidamente nos últimos anos e onde os empréstimos são substancialmente baseados em taxas de juro variáveis”.
O relatório é dirigido à zona euro em geral, mas estes são elementos onde Portugal se destaca pela negativa. Segundo dados da CE, o grau de endividamento das famílias será em 2008 de 102% do PIB, contra uma média de 66% na zona euro, e 98% dos empréstimos hipotecários actuais foram contraídos a taxa variável - o valor mais alto da zona euro, cuja média é de 51%. Serve de consolo, o facto do mercado de habitação não estar sobreaquecido, como em Espanha, mas a explosão do crédito em Portugal desde meados dos anos 90 é uma das maiores da zona euro e os crescentes níveis de desemprego (7,9%), bem como o fraco crescimento de salários, só podem agravar o impacto na economia real.
No sector financeiro, a falta de transparência nos instrumentos e a crescente integração, aumenta os riscos de contágio da crise de liquidez e da falência de activos de alto risco a toda a UE, sobretudo a economias mais abertas, como Portugal. Numa descrição da banca europeia, o comité nota que 21 dos 46 grandes grupos bancários têm operações “significativas” (mais de 25% do total dos seus activos) fora do estado onde estão sedeados. Nos países de leste, os estrangeiros detêm mais de metade do mercado. Mas “muitos dos Quinze também são alvo de operações “significativas” de grupos estrangeiros: como exemplo, a Áustria, o Benelux, Portugal e os países nórdicos”, nota o relatório.
O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, afirmou que “as entidades financeiras portuguesas estão muito pouco expostas à crise” e que, por isso, quaisquer efeitos indirectos “serão pequenos”.
http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/ ... 36283.html
8 mensagens
|Página 1 de 1
Quem está ligado:
Utilizadores a ver este Fórum: Google Adsense [Bot] e 73 visitantes