Caldeirão da Bolsa

Pensões em Portugal vão baixar 30% em relação às expectativa

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por mcarvalho » 8/6/2007 13:02

ou os ditos responsáveis desta bagunçada terem vergonha e prescindirem de parte da reforma ..
ou acreditas que sendo eles que legislam vão legislar essa plataforma para eles?!!!
Só se for para os outros que desgraçadamente são a geração do presente e do futuro.. estes que lá estão são os revolucionários
 
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por sharpyn » 8/6/2007 12:57

A saída para isso poderá ser a fixação de tectos máximos de reforma...
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por mcarvalho » 8/6/2007 12:54

Excelente análise Ricardo

mcarvalho
 
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por ricardotugas » 8/6/2007 12:46

sharpyn Escreveu:Ricardotugas por um lado tens razão por outro não é um elefante que desvasta uma floresta mas antes uma praga de gafanhotos.
Essas pensões são uma gota no oceano contudo a revisão dessas pensões teria mais um significado moralizador do que propriamente uma mais valia estrutural no lado da despesa.


Talvez não seja assim, senão vamos a numeros.

Reformados do Estado 13%
Reformados privados 87%

Valor das reformas do Estado: 43% do total
Valor dos outros reformados: 57% do total.

Assim 13% dos reformados recebem 43% do bolo.

Se formos analizar melhor estes 13%, vemos que existem 5% de reformados a receber perto de 25% a 30% do bolo.

E neste está muita gente ainda no activo, como os casos que mencionei. Logo é muito dinheiro dado a quem não merece.

Fonte. INE e Seg. Social e ADSE.

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por Camisa Roxa » 8/6/2007 8:46

O sistema de segurança social em Portugal só pode ser classificado de um verdadeiro roubo para aqueles que para ele contribuem...
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por sharpyn » 7/6/2007 23:42

Ricardotugas por um lado tens razão por outro não é um elefante que desvasta uma floresta mas antes uma praga de gafanhotos.
Essas pensões são uma gota no oceano contudo a revisão dessas pensões teria mais um significado moralizador do que propriamente uma mais valia estrutural no lado da despesa.
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por ricardotugas » 7/6/2007 23:17

A vergonha é não cortarem nas pensões fabulosas de que só descontou 15 a 20 anos para o sistema.

Exemplo: Santana Lopos, Ministro Camelo (Mário Lino), Cavaco Silva, e tantos outros ilustres.


Se o sistema não tem sustentabilidade é porque existem poucos a cobrar muito, sem nunca terem contribuido para tal, logo deveria a reforma começar por ai.

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por Barra » 7/6/2007 23:02

Pensão cai para metade do último salário em 2030

Segurança Social | Gastos com pensões aumentaram, em termos reais médios, 5,4% por ano em pouco mais de uma década. Uma análise em termos nominais revelam um crescimento de 141,6%, o que corresponde a um aumento de 6,5 mil milhões de euros..

01-06-2007, Cristina Oliveira Silva


As novas regras para as pensões de velhice e invalidez começam hoje a ser aplicadas na prática. Meses de concertação social culminaram num acordo assinado em Outubro por todos os parceiros sociais, à excepção da CGTP.
E tudo aponta para que as novas regras acabem por diminuir o montante recebido pelos futuros pensionistas, devido à introdução de medidas como o factor de sustentabilidade (ver caixa).
Uma projecção da Sociedade Gestora de Fundos de Pensões (SGF) indica que o valor da pensão, em 2030 – para aqueles que se reformarem segundo as novas regras impostas este ano – possa vir a ser de apenas 50,2% do último salário auferido. Um número que, aliás, não se afasta muito dos restantes países europeus, adianta. Os cálculos são feitos tendo por base uma carreira contributiva de 40 anos e tendo em conta o peso que a esperança de vida passa a ter sobre o valor das pensões.
Por outro lado, contas feitas pelo actuário Pedro Corte Real indicam que um contribuinte que começou a trabalhar aos 25 anos e que se reforma aos 65 (em 2007), tendo recebido um último salário de 2.500 euros, apenas vai ter direito a uma pensão de 68% daquele valor. Em 2050, a percentagem reduz-se a 55% (ver texto de opinião).
Já o Banco de Portugal (BdP) aponta duas projecções distintas para o valor das pensões relativamente ao salário mínimo nacional (ver gráfico), consoante o trabalhador escolha trabalhar durante mais anos ou receber ou uma pensão menor. Os valores para 2080 variam entre 101,1% e 82,7%, respectivamente.
Para o ex-secretário de Estado da Solidariedade Social, Fernando Ribeiro Mendes, o valor das pensões caminham, pelo menos, para uma estabilização. O professor do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) acredita que as opções individuais dos futuros pensionistas vão passar mais por manter a idade da reforma e apostar em planos complementares do que prolongar a vida activa. Até porque, continua o especialista em Segurança Social, a estrutura empresarial vai, a curto-prazo, “empurrar” os trabalhadores idosos para a saída. A longo-prazo – e tendo em vista que os futuros trabalhadores serão mais qualificados – será mais fácil mantê-los na estrutura produtiva. Na prática, o prolongamento obrigatório da vida activa só seria possível através de um aumento da idade legal da reforma, explica Fernando Ribeiro Mendes.
Para o BdP, a reforma da Segurança Social introduzida por Vieira da Silva vai permitir que as finanças públicas desçam de um risco “elevado” para um risco “moderado”.
Envelhecimento. O problema do envelhecimento da população e do gasto com as pensões tem ganho novas proporções no País ao longo dos anos.
A despesa em pensões aumentou, em termos nominais, cerca de 141,6% entre 1995 e 2006, o equivalente a um acréscimo de 6,5 mil milhões de euros. No último ano em análise, os gastos com pensões ultrapassavam os 11 mil milhões de euros. Já o valor médio da taxa de crescimento anual nominal ronda os 8,4%. No entanto, em termos reais (que exclui o efeito dos preços), o valor médio anual da taxa de crescimento ronda os 5,4%.
Foi em 2001, quando a taxa de crescimento real atingiu os 6,8%, que os efeitos da inflação mais se fizeram sentir ao nível dos gastos das pensões.
Estas são algumas conclusões retiradas da colectânea do Instituto Nacional de Estatística (INE) “País em Números”, que revela dados até 2005. Já os números referentes a 2006 constam do site da Segurança Social. Mas mesmo excluindo este último valor, os dados do INE permitem adiantar que, em dez anos, o Estado gastou 73,2 mil milhões de euros com pensões, o que corresponde a um aumento em termos nominais de 121,6%.
Também entre 2005 e 2006, o aumento real das despesas com pensões foi notório, 5,5%. Só em pensões de velhice – a maior fatia nas despesas com pensões – entre 1995 e 2006, o Estado aumentou os gastos, em termos nominais, em 164,9%. A taxa de crescimento média real, por ano ficou nos 6,2%.
A acompanhar o aumento dos gastos com despesas está obviamente, o envelhecimento do País. Segundo o INE, em 1995 existia 84 indivíduos com mais de 65 anos por cada 100 jovens até aos 15. Em 2005, este valor (índice de envelhecimento) aumenta para 110. Cálculos feitos a partir das projecções oficiais de Maio do Banco de Portugal revelavam que, em 2050, o peso da população envelhecida sobre a jovem ultrapassaria os 140%. No entanto, as projecções do Modelo Integrado da Segurança Social (MISS) avançam valores ainda mais elevados tanto para jovens até aos 14 anos, como para a população envelhecida.
O número de pensionistas aumentou 16,8% entre 1995 e 2006, o que corresponde a um acréscimo de quase 393 mil pensionistas.
“Eu não sei onde o mercado vai estar amanhã ou dentro de uma semana, um mês ou um ano. Sei, no entanto, que se tivesse à escolha manter dinheiro em caixa ou em obrigações a 30 anos ou em ações, não hesitaria um segundo em escolher ações"

Warren Buffett

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Pensões em Portugal vão baixar 30% em relação às expectativa

por mcarvalho » 7/6/2007 22:43

Pensões em Portugal vão baixar 30% em relação às expectativas


07/06/2007


O valor das pensões em Portugal deverá descer, em média, mais de 30% em relação às expectativas anteriores à entrada em vigor da reforma da Segurança Social, revela um estudo da OCDE, hoje divulgado.

Numa análise às reformas da Segurança Social nos vários países membros, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) destaca Portugal e México como os países onde as expectativas de pensões mais se reduzirão, em virtude das alterações introduzidas, como o aumento da idade da reforma e as novas regras de cálculo.

Antes da introdução das novas regras, um trabalhador português poderia esperar, em média, uma reforma equivalente a 113 por cento do salário, enquanto com as novas regras as taxas líquidas de reposição descem, em média, para 70 por cento, explica o estudo da OCDE.

A organização refere que, se as regras não fossem alteradas, as taxas líquidas de reposição dos salários médios portugueses seriam as mais altas da OCDE, pouco maiores que as gregas, mas muito superiores, por exemplo, às italianas e espanholas.

Assim, as alterações introduzidas pelo Governo permitirão garantir "um maior nível de sustentabilidade" ao sistema da Segurança Social e farão com que os gastos do Estado português com pensões deixem de ser dos mais elevados da OCDE, nota o estudo.

Gastos com pensões duplicaram

A análise da OCDE refere que, em 2003, 10,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) português se destinou a cobrir responsabilidades com pensões, valor que compara com a média de 7,7 por cento registada pela OCDE.

Apesar das percentagens superiores registadas em países como a França (12,3 por cento do PIB), Alemanha (11,7 por cento) e Itália (13,9 por cento), os gastos do Estado português cresceram mais depressa, tendo duplicado entre 1990 (quando atingiam 5,4 por cento do PIB) e 2003, salienta a organização.

No entanto, apesar de considerar que "as reformas recentes deverão permitir coloc ar sob controlo os gastos futuros com pensões", a OCDE ressalva que Portugal continua a ser um dos únicos três países da organização que permite reformas antecipadas por inteiro antes dos 60 anos.

Frisa ainda que as condições obrigatórias para aceder às reformas antecipadas (30 anos de contribuições) são mais flexíveis do que as dos outros dois países que se encontram neste grupo, a Grécia e o Luxemburgo. Enquanto os gregos podem reformar-se aos 55 anos com 35 anos de descontos, no Luxemburgo um trabalhador só pode reformar-se com 57 anos e uma carreira contributiva de 40 anos.
 
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