Caldeirão da Bolsa

Ser-te Tuga segundo Eduardo Prado Coelho

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por Dialmedia » 21/5/2007 23:27

Curioso, a mensagem dos dois textos ser igual e praticamente com o mesmo conteúdo, e cada um dos respectivos povos identificar-se a esse comentário bem como a outros semelhantes que andaram por ai a circular.

No entanto, observe-se a realidade do Brasil e de Portugal, para vermos que são duas sociedades diferentes em tudo: economia, nível de desenvolvimento e educação.

Ou seja, países diferentes com problemas iguais. No entanto um brasileiro sonha em viver na classe média portuguesa. Isto relaciona-se com o fenómeno das necessidades dos indivíduos, em que à medida que as vamos satisfazendo, vamos querendo literalmente mais e mais, sem olhar para os progressos que foram sendo feitos.

Dá pano para mangas este assunto, mas hoje fico-me por aqui.

Cumps.
 
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por superbem » 21/5/2007 23:13

Seja como fôr, continuo achar que os ministros é que são responsaveis por quase tudo o que está mal. Por exemplo, pessoas não fugiam aos impostos, se não sentissem que os impostos são um roubo, representando cerca de 75% do fruto do trabalho.

Dinheiro que custa tanto a ganhar para o ver ser esbanjado, e ve-los a empurrar para bola saltintante dos quatro anos.

Enfim, também não é só em Portugal, noutros países também ha muitas coisas más. A frança por exemplo, mais os seus jovens rebeldes da anarquia. Ou a vida a preto e branco dos paises do norte. Ou o índice de criminalidade das americas. Etc...
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Confirmo post do NMValente

por HappyGuy » 21/5/2007 22:54

Confirmo o que o NMValente disse.

Um post de 14 de Novembro de 2005 em que o "postador" editou o post para acrescentar o facto de que o post não é do EPC.
http://apenasmaisum.weblog.com.pt/arqui ... lico_.html

Outro blog com este post de 2005 (10 Novembro)
http://senatu.blogspot.com/2005_11_01_archive.html

Aqui o post em site brasileiro, datado de 19 de Novembro de 2005, falsamente atribuído a João Ubaldo Ribeiro como tendo sido impresso na "Revista Palco".
http://www.rochajunior.net/6_artigo_14.htm

Quem adaptou para os políticos Portugueses deu-se ao trabalho de fazer algumas adaptações para Português Europeu.
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por mval2002 » 21/5/2007 22:35

Li na diagonal, e fiquei com a sensação que se trata de um texto que já circulou há bastante tempo pelas caixas de email e que foi atribuído ao Eduardo Prado Coelho.

Se for esse texto, nunca foi publicado no público e não é da autoria do EPC. Foi escrito por um brasileiro que o fez circular com autoria falsa do Ubaldo Ribeiro, basta ver alguns brasileirismos:

"onde se frauda a declaração de IRS"

"que nosso país precisa"

"terá que continuar trabalhando"

Não consigo encontrar nenhum desmentido oficial mas isto já data de 2005.
 
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comentário

por jotabil » 21/5/2007 19:34

Claro Marrequinha....bem apanhada a crítica do PC.
Importa sim...meditar.

De facto, estamos todos embiocados de "espertalhozice"....e apesar dela, o mundo anda e roda nos seus eixos normais e regulares.
Parece que sofremos por não sermos tão "aldrabosamente "espertos como o nosso vizinho ou conhecido.....e no fim disto, todos jazemos com os pés voltados para a frente...como iguais...inexoravelmente.
Nós somos um grande povo...e desmerece-mo-nos com esta esperteza saloia com a qual não adiantamos nada para o nosso património de humanidade que nos devia enobrecer.
Gostei

cumps
Se naufragares no meio do mar,toma desde logo, duas resoluções:- Uma primeira é manteres-te à tona; - Uma segunda é nadar para terra;
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Ser-te Tuga segundo Eduardo Prado Coelho

por Pata-Hari » 21/5/2007 17:28

In publico, não sei qual era o titulo original.

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.

O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria-prima de um país.

Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais o que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.

Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.

Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.

Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos. Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito.

Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos. Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.

Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.

Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar a alguns.

Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser "compradas", sem se fazer qualquer exame.

Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar-lhe o lugar.

Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.

Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.

Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.

Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.

Não. Não. Não. Já basta.

Como "matéria-prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que nosso país
precisa.
Esses defeitos, essa "CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA" congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS.
Nascidos aqui, não em outra parte...

Fico triste. Porque, ainda que Sócrates fosse embora hoje mesmo, o próximo que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria-prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa?

Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa.

E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados... igualmente abusados!

É muito bom ser português. Mas quando essa Portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda...

Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um Messias.

Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.

Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a nos acontecer: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez.

*Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.
AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO.
E você, o que pensa?... MEDITE!

* EDUARDO PRADO COELHO
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