Caldeirão da Bolsa

Portugal está a crescer ao ritmo mais rápido desde 2001

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

Re: conclusoes

por novo_nisto » 18/5/2007 16:21

Keyser Soze Escreveu:
wuzzu Escreveu:A economia a crescer como nunca e o desemprego tb!
Hum... será que os portugueses só atrapalham o meio produtivo?

Aqui há gato :)

wuzzu.


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Também acho que o aumento do desemprego em Portugal é um bom indicador de que a economia poderá está no rumo certo.
 
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por rmachado » 18/5/2007 16:16

Uma coisa interessante nestes números, é em primeiro lugar a discrepância entre o INE e o IEFP, que só por si já carece uma reflexão.
Outro aspecto interessante, e que ouvi hoje de manha na TSF (não me lembro o "dizente"), é que crescimento economonico não está relacionado directamente com aumento do emprego.

As razões:
Aumento de produtividade por via de gestão de processos e uso de tecnologia;
Terciarização do tecido produtivo;
Quebra da Agricultura;
Quebra da chamada indústria pesada, consumidora de grande colume de mão de obra.

Este é um fenomeno cada vez mais visivel na Europa. Ele deu como exemplo a Finlandia, considerada a economia mais competitiva do mundo, mas com 7.5% de taxa de desemprego.
 
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Discutivel ? ....Sim, mas inteligente !

por FRAGON » 18/5/2007 15:51

"Subsídios estatais estão a criar uma nova classe social na Alemanha



CARLA GUERRA, Berlim

O cidadão da "nova classe social" alemã não passa fome, tem um tecto, carro e tem sempre dinheiro na carteira para gastar. É desempregado e beneficiário do sistema social do Estado. Estes novos "luxos", em especial para os alemães da ex- República Democrática Alemã, são recentes para quem abandonou forçosamente os seus postos de trabalho, mas a nível material estão sempre assegurados. A "desindustrialização" está a gerar uma nova classe de cidadãos improdutivos na Alemanha, considerados como "intrusos" sociais.

Hans e Birgit personificam o retrato comum de um casal desempregado, perto dos 50 anos, e que vivem de forma desafogada com subsídios estatais. Ambos trabalhavam numa das fábricas do antigo regime, mas com a queda do Muro chegou o desemprego e a desertificação.

Ambos são beneficiários do sistema social, do qual recebem um subsídio de desemprego de 750 euros mensais cada um, abono de família de 150 euros por cada filho até estes completarem 18 anos, e têm ainda direito a um subsídio de arrendamento. O orçamento mensal ultrapassa os 2000 euros numa família considerada pobre na actual Alemanha, que mais não é do que uma vítima das circunstâncias económicas e políticas.

Sociólogos alemães, que se dedicam ao fenómeno, traçaram um retrato geral destas famílias: assistem em média a cinco horas por dia de televisão, bebem e fumam muito, são grandes consumidores de fast food, a formação escolar abrange os estudos básicos, não têm interesse em aprender mais, vivem de ajuda social e em datas de eleições são os que mais contribuem com votos em partidos políticos extremistas, como o Partido Nacional Democrático (NPD) ou os Republicanos.

Os mesmos estudos revelam que esta nova classe social surgiu há uma década em países industrializados como a Alemanha, onde a economia moderna pouco tem para oferecer a quem não tem conhecimentos académicos. À medida que a globalização avança, esta nova classe social cresce na mesma proporção.

O jornalista da revista Der Spigel Gabor Steingart analisa o tema em profundidade num livro que já é best-seller: Alemanha - o Declínio de Uma Superstar, em que explica que o sistema social alemão está a transformar as pessoas que beneficiam da protecção do Estado em grandes monopolistas. "Esta realidade é uma faca de dois gumes, os consumidores vítimas do sistema são os que mais contribuem para que a produção de bens continue a ser feita em países de mão-de-obra barata; no Lidl, Aldi ou Karlstad é possível comprar electrodomésticos ou abastecer a despensa por poucas dezenas de euros, o que importa quem fabrica se é barato?"(...) "Para quê comprar uma máquina de lavar mais cara produzida em Nuremberga num ritmo de 38 horas semanais com salários justos, se se pode obter o mesmo feito em Taiwan ou na China, onde as horas de trabalho são longas e os salários miseráveis?" questiona no seu livro.

Steingart não poupa o sistema capitalista e afirma que "quem pensava que uma economia de mercado seria o passo final na história da economia é forçado a admitir que é um erro colossal; o mercado e o sistema financeiro deste sistema têm provocado o desaparecimento gradual da segurança social dos cidadãos". |
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por tunes » 18/5/2007 10:33

A Irlanda passou por isto, a Espanha também, será o sinal que estamos finalmente no bom caminho???
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Re: conclusoes

por Keyser Soze » 18/5/2007 8:05

wuzzu Escreveu:A economia a crescer como nunca e o desemprego tb!
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conclusoes

por wuzzu » 18/5/2007 8:02

A economia a crescer como nunca e o desemprego tb!
Hum... será que os portugueses só atrapalham o meio produtivo?

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por Keyser Soze » 18/5/2007 6:43

Desemprego alto veio para ficar

O desemprego atingiu um novo máximo e vai continuar a subir. Reestruturação da economia é a principal razão.

Luís Reis Ribeiro

O desemprego continua a aumentar em Portugal e, doravante, já não deverá recuar face à média dos últimos anos o que espelha uma alteração estrutural para pior do mercado de trabalho nacional.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), no primeiro trimestre, a taxa de desemprego subiu para 8,4% da população activa no primeiro trimestre, o valor mais alto das últimas duas décadas, reflectindo a reestruturação da economia e a retoma frágil que permanece aquém do ritmo dos restantes parceiros europeus.

Ontem o ministro do Trabalho, José Vieira da Silva, preferiu citar os números favoráveis dos centros de emprego, mas os do INE indicam que o fenómeno do desemprego não está em recuperação. Também os especialistas ouvidos pelo DE e instituições como a Comissão Europeia atiram uma inversão da tendência de agravamento para o próximo ano.

Se aos quase 470 mil desempregados que actualmente existem em Portugal somarmos os 108 mil indivíduos que o INE identifica como inactivos desencorajados e disponíveis para trabalhar, a taxa de desemprego fica acima dos 10%, pelo segundo trimestre consecutivo.

Os números ontem publicados mostram uma degradação em toda a linha dos principais indicadores do mercado de trabalho.

Para Cristina Casalinho, economista-chefe do Banco BPI, “o mais preocupante é ter havido destruição de emprego [o volume de emprego caiu pelo segundo trimestre seguido]. “Só isso, mostra que a alteração do tecido empresarial, que tem levado ao encerramento de muitas fábricas, não terminou. Só no próximo ano é que o desemprego deverá cair”, junta. Gonçalo Pascoal, do Millennium BCP, sublinha os efeitos da crise do investimento na dinâmica do mercado laboral: “O dinamismo económico está assente nas exportações. Sem investimento significativo também não há criação de emprego”. E, mesmo quando o “bom investimento” se tornar o motor da economia, não é de esperar uma recuperação extraordinária do mercado de trabalho, dado o baixo nível de qualificações dos milhares que vão para o desemprego.

De facto, a alta exposição dos sectores tradicionais (intensivos em mão-de-obra) à concorrência das economias de baixo custo, como a China ou Índia, continua a causar sérias baixas na economia: a destruição de emprego/aumento do desemprego atinge sobretudo as mulheres mais jovens, com escolaridade mais baixa, que trabalham na indústria transformadora, os operários e artífices do sexo feminino. É, basicamente, o ‘retrato-robot’ “de quem está a ser mais penalizado pelo fecho de fábricas de têxteis, vestuário e calçado”, repara Cristina Casalinho.

O próprio Banco de Portugal não nega que há “debilidades estruturais” ao nível das qualificações das pessoas, ou da legislação laboral, dois factores que dificultam a afectação dos recursos humanos de acordo com as necessidades do ciclo económico.


Futuro incerto

- Economistas dizem que dados revelam que uma degradação em toda a linha dos principais indicadores do mercado de trabalho.

- A alta exposição dos sectores tradicionais à concorrência das economias de baixo custo, como a China ou Índia, continua a causar baixas.

- A reestruturação das empresas portuguesas ainda não chegou ao fim. São de esperar mais encerramentos.
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por Keyser Soze » 17/5/2007 14:34

Publicado 17 Maio 2007 15:00
No primeiro trimestre
Taxa de Desemprego em Portugal sobe para 8,4%


A taxa de desemprego em Portugal subiu para 8,4% no primeiro trimestre, um valor superior em 0,7 pontos percentuais ao período homólogo e 0,2 aos três meses anteriores, avança hoje o INE.

Segundo a mesma fonte, a população desempregada foi estimada em 469,9 mil indivíduos, verificando-se um acréscimo de 9,4%, face ao trimestre homólogo, e de 2,5%, em relação ao trimestre anterior.
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por Keyser Soze » 15/5/2007 18:32

INE
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por Keyser Soze » 15/5/2007 18:25

bater no ceguinho mais uma vez:


Número de desempregados inscritos diminuiu pelo décimo mês
Segunda, 15 Jan 2007
O número de desempregados inscritos nos Centros de Emprego diminui 5,6 por cento em Dezembro, face ao mesmo período do ano passado, pelo décimo mês consecutivo, indicou hoje o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).


Portugal com menos 33.550 desempregados desde Janeiro de 2006
Terça, 20 Fev 2007
O número de desempregados inscritos nos centros de desemprego em Portugal era de 457.634 no final de Janeiro deste ano, o que representa uma quebra de 6,8%, ou 33.550, desde Janeiro do ano passado.


Número de desempregados inscritos diminui 7,6% em Fevereiro
Sexta, 16 Mar 2007
O número de desempregados inscritos nos centros de emprego diminuiu em 7,6% no mês de Fevereiro quando comparado com o mesmo período do ano passado. As ofertas de emprego disponíveis também registaram um forte aumento.



Desemprego cai 8,1% em Março
Quarta, 18 Abr 2007
O número de desempregados que recorreram aos centros de emprego em Março diminuiu 8,1%, em comparação com o período homólogo, registando a maior queda desde pelo menos 2003.


Número de desempregados recua quase 50 mil no espaço dum ano
Terça, 15 Mai 2007 17:10
As boas notícias sobre a economia portuguesa continuam a surgir. Depois do INE ter esta manhã avançado que a economia portuguesa cresceu ao ritmo mais elevado desde 2001, à tarde foi a vez do IEFP anunciar que o número de desempregados inscritos nos centros de emprego desceu mais de 10% em Abril.




Publicado 20 Março 2007
Camilo Lourenço
Cheira a esturro

Não há mês em que o IEFP não anuncie uma redução dos desempregados inscritos na instituição. Notícia que, também todos os meses, é aproveitada pelo Governo para propagandear a redução do desemprego. Mas quem consultar os números do INE descobre que o desemprego está nos 8,2%, o nível mais elevado em 20 anos!

Num país normal, o IEFP já teria sido proibido de meter o bedelho em terreno do INE (a sua função não é calcular a taxa de desemprego).



e "la piece de resistance"

ECONOMIA Publicado 10 Abril 2007
Só um em cada 20 desempregados foi colocado pelo IEFP

O número de pessoas que, ao longo de 2006, conseguiu encontrar trabalho através dos centros de emprego aumentou 2,6% face ao ano anterior, mas apenas cinco em cada 100 dos inscritos no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) conseguiu colocação por esta via É o retrato do relatório anual do instituto.

De acordo com o relatório anual do emprego do IEFP, os centros de emprego colocaram 56.672 desempregados, um número muito reduzido face aos mais de 440 mil desempregados que no final do ano passado continuavam à espera de um posto de trabalho.
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por Oeiras » 15/5/2007 18:25

Bem, se isto está assim tão bom, porque emigraram quase 20.000 para Angola e mais do que isso para o Norte da Europa neste último ano??

Será que queriam dar uma ajuda a este governo na camuflagem dos númros do desemprego. Se não era isso até ajudava, agora aquela vaidade que paira pelo largo do rato factualmente vai-se ouvir até à exaustão.

Já agora, alguém me explica aquela engraxadela do Tio Belmiro ao (Eng. ??) Pinócrates. Ele Belmiro tem necessidade de se rebaixar tanto, que raio tinha que chegar a velho para virar tapete.
 
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Número desempregados recua quase 50 mil

por Be Cool » 15/5/2007 16:55

Boas notícias na economia portuguesa
Número de desempregados recua quase 50 mil no espaço dum ano

As boas notícias sobre a economia portuguesa continuam a surgir. Depois do INE ter esta manhã avançado que a economia portuguesa cresceu ao ritmo mais elevado desde 2001, à tarde foi a vez do IEFP anunciar que o número de desempregados inscritos nos centros de emprego desceu mais de 10% em Abril.
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Nuno Carregueiro
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As boas notícias sobre a economia portuguesa continuam a surgir. Depois do INE ter esta manhã avançado que a economia portuguesa cresceu ao ritmo mais elevado desde 2001, à tarde foi a vez do IEFP anunciar que o número de desempregados inscritos nos centros de emprego desceu mais de 10% em Abril.

No fim do mês de Abril de 2007 o número de pedidos de desempregados que se encontravam registados nos Centros de Emprego do Continente e Regiões Autónomas totalizava 420.685. Este valor representa uma quebra de 10,4% face ao mesmo mês do ano passado, o que representa menos 48.568 desempregados.

Abril foi o 14º mês seguido de queda homóloga no desemprego em Portugal.
Em termos mensais, contra Março, verificou-se igualmente uma redução, que foi menos significativa, de 4,7%, mas que equivale a menos 20 671 desempregados.

O Instituto do Emprego e Formação Profissional assinala que a diminuição do desemprego, relativamente ao mês homólogo de 2006, embora comum nos dois géneros, beneficiou mais fortemente os homens, com uma quebra de 13,4%). A nível etário, o decréscimo do desemprego estendeu-se aos adultos e também aos jovens, com destaque para estes últimos (-11,6%).
Todos os níveis de habilitação escolar registaram um menor volume de desempregados,quer em termos anuais (destaque para o 2º ciclo do Ensino Básico com –17,2%) quer mensais (destaque para as habilitações superiores com –5,9%).
Numa perspectiva regional do desemprego, e exceptuando as Regiões Autónomas, onde
cresceu 8,8%, na comparação com o mês homólogo, denota-se uma evolução, no sentido descendente, em todas as regiões do Continente, com destaque para o Alentejo (-13,0%).

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por Keyser Soze » 15/5/2007 11:42

Fonte original:

http://epp.eurostat.ec.europa.eu/pls/po ... -EN-AP.PDF

ou seja,em termos hómolgos (comparando o 1ºT com 2006 com o 1ºT 2007) tivemos um dos piores crescimentos (apenas a França foi pior) e abaixo da média ( crescemos 2/3 da média)

ou seja, em termos relativos continuamos a divergir...o gap entre Portugal e a Europa está a aumentar


acho que os jornalistas deviam limitar-se a publicar o boletim oficial em vez de andarem a inventar
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por SirPatrickBateman » 15/5/2007 11:14

Esta noticia deveria sair amanha em todas as capas dos jornais diários...

Não por razões políticas, obviamente... Mas sim para motivar o "peão" Português... que só sabe sempre ver o que está mal...
 
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por Ertai » 15/5/2007 10:30

Finalmente passamos da cauda da europa, em termos de crescimento económico, para o top 3 de crescimento económico na zona Euro.

Pode ser o início da inversão que Portugal tem em relação à performance económica do resto da europa.

:)
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Portugal cresce mais do que a Zona Euro e só é superado pela

por FRAGON » 15/5/2007 10:20

"Primeiro trimestre
Portugal cresce mais do que a Zona Euro e só é superado pela Espanha
Dados hoje divulgados pelo Eurostat confirmam que a economia europeia continua em boa forma, ainda que tenha sofrido uma ligeira da desaceleração, e que, no quadro da Zona Euro apenas a economia espanhola cresceu mais do que a portuguesa no primeiro trimestre.

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Eva Gaspar
egaspar@mediafin.pt


Dados hoje divulgados pelo Eurostat confirmam que a economia europeia continua em boa forma, ainda que tenha sofrido uma ligeira da desaceleração, e que, no quadro da Zona Euro apenas a economia espanhola cresceu mais do que a portuguesa no primeiro trimestre.

A economia europeia sofreu uma ligeira desaceleração no primeiro trimestre deste ano, tendo no entanto crescido mais do que era antecipado, em larga medida devido ao desempenho da Alemanha que continua a surpreender os analistas pela positiva.

De acordo com dados, ainda provisórios, do Eurostat, a economia da Zona Euro cresceu 0,6% no primeiro trimestre do ano, menos do que os 0,9% registados no fim de 2006, mas mais do que o antecipado pelos analistas. Em termos homólogos, ou seja comparando o primeiro trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado, o crescimento foi de 3,2%, também menos que os 3,3% observados no trimestre anterior.

Por detrás do relativo bom desempenho da área da moeda única, está a Alemanha que cresceu 0,5% no primeiro trimestre – metade do observado nos últimos quatro meses de 2006, mas acima dos 0,3% que eram esperados pelos economistas consultados pela agência Bloomberg que antecipavam uma desaceleração mais acentuada em virtude do aumento da taxa do IVA, de 16% para 19%, que entrou em vigor em Janeiro.

O início do fim da divergência?

Os números do Eurostat traduzem, porém, uma notícia especialmente positiva para Portugal. Após seis anos de divergência, a economia portuguesa parece estar a começar a corrigir a trajectória, tendo neste primeiro trimestre do ano crescido 0,8% face ao trimestre anterior, ultrapassando pela primeira vez em largos meses a média da Zona Euro (0,6%) e o andamento nos Estados Unidos (0,3%).

O bom momento da economia portuguesa pode ainda ser confirmado pelo facto de apenas a Espanha (1%) ter crescido mais do que Portugal, cujo desempenho é igualado pela Áustria.

Os dados provisórios, com base em valores apurados em oito dos treze países da Zona Euro, revelam ainda que a economia portuguesa foi a que mais acelerou entre o fim de 2006 e o início deste ano, ao dar um "salto" equivalente a meio ponto percentual."......................................................in JNonline,hoje.
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Portugal está a crescer ao ritmo mais rápido desde 2001

por FRAGON » 15/5/2007 10:15

"Portugal está a crescer ao ritmo mais rápido desde 2001
Nos primeiros três meses do ano, a economia portuguesa cresceu 2,1% em termos homólogos, o que é o melhor desempenho trimestral desde o segundo trimestre de 2001. O crescimento face ao trimestre anterior foi de 0,8%, valor que, desde 2005, só foi igualado no segundo trimestre do ano passado e superado em duas décimas no segundo trimestre de 2005.

--------------------------------------------------------------------------------

Rui Peres Jorge
rpjorge@mediafin.pt


Nos primeiros três meses do ano, a economia portuguesa cresceu 2,1% em termos homólogos, o que é o melhor desempenho trimestral desde o segundo trimestre de 2001. O crescimento face ao trimestre anterior foi de 0,8%, valor que, desde 2005, só foi igualado no segundo trimestre do ano passado e superado em duas décimas no segundo trimestre de 2005.

Este valor vem reforçar a posição dos que prevêem um acentuar da recuperação económica, a qual é defendida por todas as instituições que analisam a economia Portuguesa. O Governador do Banco de Portugal já tinha dado a certeza que a economia tinha fechado 2006 em aceleração.

Os crescimentos homólogos dos quatro trimestres do ano passado foi de, respectivamente, 1%; 0,9%; 1,5% e 1,7%, tendo agora ultrapassado a barreira dos 2%. As variações trimestrais em cadeia registadas em 2006 foram de 0,3%; 0,9%; 0,0% e 0,5%.

Primeira estimativa rápida

Esta foi a primeira vez que o INE divulgou estimativas para o crescimento trimestral 45 dias após o final do trimestre.

Até agora, os primeiros valores eram conhecidos nas contas nacionais trimestrais (CNT) do INE, divulgadas 70 dias após o fim do trimestre. A estimativa rápida não inclui informação sobre o desempenho sectorial nem sobre valor acrescentado bruto, o que só será conhecido nas CNT, que continuam a ser divulgadas com a mesma regularidade.

Tratando-se de uma estimativa rápida, estes valores deverão ainda ser revistos.

No entanto, nos dados divulgados hoje pelo INE, as diferenças entre os valores das CNT dos últimos dois anos e os que teriam sido encontrados utilizando a metodologia das estimativas rápidas não ultrapassam um décima, no caso das variações homólogas, chegando contudo às duas décimas na variação em cadeia registada no último trimestre de 2006.

As CNT do primeiro trimestre, assim como as contas nacionais anuais preliminares de 2006, serão divulgadas dia 8 de Junho.".....................................................in JNonline,hoje.
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