Caldeirão da Bolsa

para o povo do Norte

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

E ainda só vamos nos estudos

por mcarvalho » 14/3/2007 10:39

Custos com estudos para o aeroporto da Ota aumentam este ano


14/03/2007


Os custos com os estudos e projectos relacionados com a construção do aeroporto da Ota vão aumentar este ano. A Naer, que gere o novo aeroporto, tem um orçamento de 14 milhões de euros para investir, o que compara com os três milhões de euros investidos no ano passado, noticia o "Diário de Notícias" .

Até ao final de 2006, o investimento com estudos ascendeu a quase 22,8 milhões de euros, total que subirá para 36,8 milhões, caso o orçamento para 2007 seja realizado, de acordo com informação da empresa citada pelo jornal. Parte desta verba foi assegurada por fundos comunitários, mas a maioria é avançada pela ANA - Aeroportos de Portugal, que tem 80% da Naer.

Este aumento do investimento com estudos e projectos deve-se ao aproximar da fase de preparação do projecto para o concurso público internacional que o Governo quer lançar na segunda metade do ano, adianta o "Diário de Notícias".
 
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por Keyser Soze » 14/3/2007 8:58

Apesar das enormes somas recebidas da União Europeia a título de fundos de coesão, as desigualdades regionais em Portugal agravaram-se significativamente na última década e meia.

Em 1991, a região Centro era a região mais pobre do país, com um o PIB per capita, medido em percentagem do PIB per capita médio do Continente, de 79%. Seguiam-se, por ordem crescente, o Norte (85%), o Alentejo (91%) e o Algarve (95%). A região mais rica era Lisboa - Vale do Tejo (128%).

Em 2004, Lisboa - Vale do Tejo continua a ser a região mais rica do país, e agora ainda mais rica em termos relativos, passando o seu PIB per capita para 142% (sempre medido em percentagem do PIB per capita médio do Continente). A região Norte passou para o último lugar, deteriorando-se a sua posição relativa, que é agora de 79%. As outras regiões tiveram ganhos moderados, passando a região Centro para 86%, o Alentejo para 94% e o Algarve para 103%.

Todas as regiões viram aumentar a sua pobreza relativa face à região mais rica do país. Neste período, medido em percentagem do PIB per capita da região de Lisboa - Vale do Tejo, o PIB per capita da região Norte passou de 66% para 56%, o da região Centro de 62% para 61%, o do Alentejo de 71% para 66% e o do Algarve de 74% para 73%.

Para um país que recebeu tanto dinheiro para atenuar as desigualdades regionais, o desempenho não é, na realidade, impressionante.

http://ablasfemia.blogspot.com
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hoje tou muito interventivo....

por mjaguiar » 14/3/2007 1:59

Caríssimos, investir em educação em Portugal é quase o mesmo que deitar dinheiro para o lixo.


vou so citar um exemplo, hoje contactei um centro de formação do IEFP para indagar da possibilidade de terem formandos na area da colisão (neste caso "chapeiros"). Fui atendido simpaticamente por uma psicologa que me disse o seguinte:
"...pois nessa area temos muitos pedidos com colocação imediata mas os miudos preferem tirar cursos de secretariado para ficarem no desemprego. Os poucos que arranjamos para essa area, parte deles são imediatamente colocados e uma grande percentagem preferem não aceitar trabalhar na area em que se formaram!"

Pergunto eu, será que a mensagem que se esta a passar aos jovens é a mais correcta? (e eu até já trabalhei na area da formação profissional)

Aquilo que mais doi é ver que não existe nenhuma estratégia para este País nas áreas das quais o Estado deveria ser responsavel (justiça/educação/saude/segurança) estando-se a assistir uma uma completa desresponsabilização do mesmo Estado das suas funções básicas.

Da vontade de fazer a pergunta da praxe, mas afinal para que servem os meus impostos?

mjaguiar
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por BullPower » 14/3/2007 0:41

Caríssimos, investir em educação em Portugal é quase o mesmo que deitar dinheiro para o lixo. Num país onde o avozinho entra na escola para dar um murro no professor a pedido do neto, e vai-se embora sem que nada aconteça nem ao avô nem ao neto, minha nossa, fechem as escolas e abram mais prisões. Querem escolas e melhores condições para isto? Os professores perderam a autoridade e o estado nada faz.

Depois, a malta não quer aprender. A maioria dos adolescentes não sabem escrever uma frase sem pelo menos um erro ortográfico, não querem aprender matemática, química, física etc, disciplinas base e fundamentais para se poder evoluir na vida e numa carreira profissional de base tecnológica, que é o que dizem Portugal necessitar. Se não aprendem, não é por falta de condições. Eu fiz da primária ao final do curso de Engenharia com piores condições.

Depois, Portugal é o país Europeu salvo erro com a maior taxa de desemprego entre os licenciados. Então para que necessita o país de mais pessoas com grau académico? As empresas não dão emprego a licenciados nem mestres nem doutores.
Andam pessoas a pedir empréstimos de 2000 mil contos para tirarem doutoramentos e depois não arranjam emprego para os pagar.

Abraço e BN.
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por valves » 14/3/2007 0:17

a relação entre investimento público e crescimento económico mostra-nos, que aumentando o investimento público, não se tem conseguido, mais crescimento económico.


esta é talvez das verdades mais evidentes em economia

Y = C+G+I+Exp-imp

a questão do investimento em novas tecnologias, em educação,inovação,empreendorismo etc etc é a maneira mais sadia de se obter não só crescimento economico como tambem desenvolvimento economico no entanto em termos de efeitos normalmente produz efeitos a prazo muito mais longo, já que se tratam de mudanças estruturais logo poderá ser politicamente e socialmente incomportavel apostar no crescimento economico só por esta via ...
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Problema por resolver

por JUKIMSUNG » 14/3/2007 0:11

Lembro-me bem do grau de civismo demosntrado pelos Portugueses aquando desse referendo.

Foram votar 30% e desses 30%, 70% votou não.

O argumento a favor do não (populismo da treta) era que ninguém queria um PINTO da COSTA a mandar na região Norte, ou o Alentejo ainda ía para às mãos dos comunistas, e outras pérolas do género.

Logo na noite das eleições veio o Prof. Marcelo(líder do PSD na altura e principal defensor do não), o tal do sim mas não e não mas sim no referendo ao aborto, dizer que aquela regionalização não prestava mas tinha que se descentralizar o país e uma outra regionalização deveria ser feita mas era necessário fazer uns estudos.


Conclusão, por politiquisse não se fez nada e agora passaram 10 anos e zero...

O que se passou a seguir já se adivinhava, a evolução foi sempre litoral contra interior numa filosofia do género o Litoral produz lixo e a lixeira (ou aterro) vai para o interior e damos umas coroas às freguesias do sítio.

Depois houve uma mentira que até hoje ninguém explicou:

- Na véspera as sondagens davam uma vitória do sim no Algarve e toda a gente incluindo PSD se mostrou disponível para uma região piloto no ALGARVE se de facto a regionalização obtivesse o sim nessa região.

O que aconteceu?? O não ganhou no ALGARVE mas o Sim ganhou no ALENTEJO (única região do país em que isso aconteceu) e como havia a tal perspectiva (só para quem não conhece o terreno) de aquilo ser entregue aos COMUNISTAS, todos se calaram e nada foi feito. Hoje o ALENTEJO está nas mãos de investidores estrangeiros e Ricaços da nossa Praça que compraram milhões de hectares de terra por tuta e meia há nos últimos 15 anos e plantaram vinha até perder de vista (não sei onde foram a tanta licença pois o nº de pés de vinha em teoria é igual no PAÍS desde o último censo vitícola que tem 2o anos) obrigaram os Governos a terminar o ALQUEVA e viram os seus terrenos de subir de preço exponencialmente gerando uma riqueza tal que apesar de haver menos habitantes hoje no Alentejo do que há 10 anos, o Alenteo saltou do fundo da tabela (era a região mais pobre e com maior desemprego e de repente deixou de ser mas não há mais emprego há é mais impostos porque quem comprou um terreno que valia 1 M Euros e revendeu por 3 M euros fez o Municipio Local receber qualquer coisa a mais de IMI.


Em suma o que quero dizer é que perdeu-se uma oportunidade de fazer uma reforma que se calhar teria sido muito importante por guerrilha política e o fundamental, que era entregar poder e dinheiro às regiões para poderem decidir por si e para si, ficou por fazer e hoe as assimetrias aumentaram e até aquele argumento de que se iam criar tachos regionais pode ser rebatido daseguinte forma: há alguém que crie mais tachos que o poder central e os interesses económicos?? Acho que não e quero ainda acreditar que se calhar a beira interior ou o algarve ou trás-os-montes, teriam feito muito mais com meios regionais por exemplo no caso dos incendios da última década do que fez o governo central. Foi deixar arder que a ALTRI e PORTUCEL agradecem... :mrgreen:
 
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por Keyser Soze » 13/3/2007 23:51

O Efeito multiplicador

Em primeiro lugar, há que assumir, que na OTA, já se encontram estabelecidos custos imobiliários elevadíssimos. Em segundo lugar, o investimento público dadas as externalidades que lhe são associadas, não é automaticamente rentável nem as suas vantagens automaticamente assumidas por serem mais difusas. Assumindo o efeito multiplicador a realizar na área da construção civil, não é menos verdade que o emprego gerado será sempre definido pelo ciclo de construção. Tudo transitório. Tudo ilusório. Portugal carece não de mais investimento público mas sim de melhor investimento público. Mas acima de tudo de uma estratégia concertada, algo que nem este nem os anteriores governos, conseguiram criar. O défice não é a causa dos problemas, mas sim uma consequência do simples facto da economia não convergir devido as más opções tomadas. Como a Ota. Depois a relação entre investimento público e crescimento económico mostra-nos, que aumentando o investimento público, não se tem conseguido, mais crescimento económico.


* António José Duarte
Economista ( antonioduarte@gmail.com )

* Marco Capitão Ferreira
Docente Universitário FDUL ( mcferreira@mail.fd.ul.pt )
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por ricardotugas » 13/3/2007 23:49

valves Escreveu:[uma segunda finalidade talvez mais importante que é a de estimular a economia Portuguesa. convem não esquecer que grandes obras publicas são o investimento mais eficaz e mais rapido para fazer crescer uma economia já que mexe com uma serie de sectores em cadeia e que por conseguinte poderão mesmo fazer crescer a economia Portuguesa para "valores que se vejam" talvez seja esta a grande finalidade oculta da OTA.


Existem outras maneiras mais interessantes de estimular a economia.

Hoje no telejornal forão dados exemplos disso na visita de Cavaco as novas tecnologias.

E se for para gastar em betão... porque não fazer um bom aproveitamento hidrico do pais ?


BN
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por mjaguiar » 13/3/2007 23:44

em relação ao projecto da OTA ele parece ter uma dupla finalidade : construir um segundo aeroporto que se pode sempre discutir se é ou não necessário e especialmente se a dimensão para o qual está projectado se justifica ou não; e uma segunda finalidade talvez mais importante que é a de estimular a economia Portuguesa. convem não esquecer que grandes obras publicas são o investimento mais eficaz e mais rapido para fazer crescer uma economia já que mexe com uma serie de sectores em cadeia e que por conseguinte poderão mesmo fazer crescer a economia Portuguesa para "valores que se vejam" talvez seja esta a grande finalidade oculta da OTA.


Pois pois...

o problema e sustentar "o animal" depois!!!

com essa ja me levaram muitas vezes (olha o "cavaquinho") mas ja temos muitos exemplos do que è fazer obras neste País e depois "ala que se faz tarde" (vide as celeberrimas SCUTS)

A questão mais importante é mesmo se existe necessidade de construir um 2º aeroporto! confesso que ainda não vi nenhum argumento convincente (e este da dinamizar a economia e mais um!).

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por valves » 13/3/2007 23:37

Mas claro, não há mulher mais bonita do que a Portuguesa


esse é o discurso politicamente correcto embora não seja bem assim. em todo o caso espanholas e Portuguesas poder-se ia dizer que pertencem mais ou menos á mesma raça e portanto basicamente o maximo até onde se pode ir é afirmar que uma Portuguesa em relação a uma espanhola é mais do mesmo o que não deixa de ser um elogio ...

em relação ao projecto da OTA ele parece ter uma dupla finalidade : construir um segundo aeroporto que se pode sempre discutir se é ou não necessário e especialmente se a dimensão para o qual está projectado se justifica ou não; e uma segunda finalidade talvez mais importante que é a de estimular a economia Portuguesa. convem não esquecer que grandes obras publicas são o investimento mais eficaz e mais rapido para fazer crescer uma economia já que mexe com uma serie de sectores em cadeia e que por conseguinte poderão mesmo fazer crescer a economia Portuguesa para "valores que se vejam" talvez seja esta a grande finalidade oculta da OTA.
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por Keyser Soze » 13/3/2007 23:23

BullPower Escreveu:
Vamos a Badajoz, Cáceres ou Mérida e não se vê portugueses senão nos supermercados, a encher o depósito ou à noite atrás das meninas


E devo dizer-te que são bem bonitas. :)
Mas claro, não há mulher mais bonita do que a Portuguesa 8-)


eu acho que não percebeste bem o que ele queria dizer ... ehehehe
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por BullPower » 13/3/2007 23:19

Vamos a Badajoz, Cáceres ou Mérida e não se vê portugueses senão nos supermercados, a encher o depósito ou à noite atrás das meninas


E devo dizer-te que são bem bonitas. :)
Mas claro, não há mulher mais bonita do que a Portuguesa 8-)
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por Jiboia Cega » 13/3/2007 19:26

Jiboia Cega Escreveu:pelos vistos Espanha fá-lo e não deve ser por caridade aos espanhóis.


Portugueses, queria eu dizer.
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por Jiboia Cega » 13/3/2007 19:25

Ricardo,

Concordo contigo mas se o Governo português não investe nesses locais, pelo menos que seja o espanhol a dar alguma esperança à pouca população da raia. Isto leva-nos ao tal assunto de outro dia que económicamente não é interessante investir no interior. Pois não, mas pelos vistos Espanha fá-lo e não deve ser por caridade aos espanhóis. Em Castelo Branco nota-se um movimento de empresários espanhóis nunca visto! Vamos a Badajoz, Cáceres ou Mérida e não se vê portugueses senão nos supermercados, a encher o depósito ou à noite atrás das meninas.
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por tunes » 13/3/2007 19:18

Keyser Soze Escreveu:essa realidade era bastante mais visivel na indústria do têxtil e do calçado...a globalização e a concorréncia externa provocou uma crise que praticamente limpou as "chavaricas" como lhe chamas

as empresas que permanecem são, na sua generalidade, bastante competitivas internacionais (por isso é que continuam a loborar neste nova realidade)

a tx de desemprego no vale de ave é aproximadamente o dobro da média nacional, muita gente está a emigrar para o exterior (UK, Irlanda, Suiça etc...)

a Galiza está a crescer bastante (tal como a Espanha), como o artigo refere 70% das empresas nos parques industrias do Alto Minho são galegas, criam emprego, criam riqueza, a prória industrial têxtil nortenha está tb bastante dependente da Inditex da Galiza(Zara), e a zona de Espanha com mais ligações a Portugal, existe uma forte ligação entre Galiza e Minho/Norte de Portugal ( económica mas tb cultural)

este novo organismo em vez de ser instalado em Vigo onde era lógico, vai parar a Badojoz por pressão do Estado Português centralizado em Lisboa para manter o status quo

eu penso que o nosso Pais não está a ir a lado nenhum, pelo q cada começo a ficar adepto da regionalização para ca região ter poder de tomar as suas pórpias decisões e traçar o seu próprio caminho


Nem mais!
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por Keyser Soze » 13/3/2007 19:15

essa realidade era bastante mais visivel na indústria do têxtil e do calçado...a globalização e a concorréncia externa provocou uma crise que praticamente limpou as "chavaricas" como lhe chamas

as empresas que permanecem são, na sua generalidade, bastante competitivas internacionais (por isso é que continuam a loborar neste nova realidade)

a tx de desemprego no vale de ave é aproximadamente o dobro da média nacional, muita gente está a emigrar para o exterior (UK, Irlanda, Suiça etc...)

a Galiza está a crescer bastante (tal como a Espanha), como o artigo refere 70% das empresas nos parques industrias do Alto Minho são galegas, criam emprego, criam riqueza, a prória industrial têxtil nortenha está tb bastante dependente da Inditex da Galiza(Zara), e a zona de Espanha com mais ligações a Portugal, existe uma forte ligação entre Galiza e Minho/Norte de Portugal ( económica mas tb cultural)

este novo organismo em vez de ser instalado em Vigo onde era lógico, vai parar a Badojoz por pressão do Estado Português centralizado em Lisboa para manter o status quo

eu penso que o nosso Pais não está a ir a lado nenhum, pelo q cada começo a ficar adepto da regionalização para ca região ter poder de tomar as suas pórpias decisões e traçar o seu próprio caminho
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por ricardotugas » 13/3/2007 19:13

Jiboia Cega Escreveu:
ricardotugas Escreveu:Mas um pequeno passo para a Mexicanização do Pais


Não sei porquê Ricardo. Tens medo dos espanhóis?
A cooperação transfronteiriça é fundamental para o desenvolvimento das zonas raianas e é uma tradição longínqua.


Não tenho medo dos espanhois, vejo é a realidade.

Tudo o que se tratar de colocar perto de Lisboa é bem vindo.

Mas quem quiser conhecer o está a acontecer na zona transfronteiriças passe por lá e fale com o povo.

Fecham escolas, urgencias, postos de saude.

A Fiscalidade leva a que o autoconsumo seja efectuado em Espanha, e as bom terrenos são comprados pelos espanhois.

A descapitalização é assustadora e constante e a imigração e emigração continua a alastrar.

BN


Nota: Fechar umas urgências em Chaves porque Vila Real ficará a 20 minutos por Autoestrada... pois mas que vive de pensões minimas, não tem carro e desloca-se de Taxi....

Até o Subsidio aos idosos da PT foi cancelado.
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por tunes » 13/3/2007 19:09

Dwer Escreveu:Que coisa tão estúpida. A região entre o Porto e a corunha deve ter milhares de vezes mais comércio transfronteiriço de que a do Alentejo / Extremadura.

E parece-me que a história está muito mal contada. se há problemas autonómicos é na Galiza e não no norte de Portugal. Existem muitos galegos que acham que deviam falar português. Não me parece que haja um nortenho que queira falar galego ou castelhano.

Mais ainda; a região norte não é o Porto, que economicamente se está a esvair em relação às cidades do Minho.


O problema do Porto é não ter por onde crescer por falta de investimentos estruturantes.
O que diz na notícia que o Keyzer nos deixou:
Vigo pierde en favor de Badajoz la sede de la UE para la cooperación hispanolusa
Solbes cede ante el Gobierno portugués, interesado en no alentar el autonomismo de Oporto

De hecho, la Xunta tenía mucho interés en hacerse cargo de la gestión de los fondos a través de un nuevo instrumento comunitario, una Agrupación Europea de Cooperación Transfronteriza (AECT), que permitiría a la Región Norte dotarse de un organismo con personaldad jurídica propia, algo de lo que carece en el sistema constitucional portugués. La AECT permitiría a ambos territorios, protagonistas desde hace años de la cooperación a lo largo de la frontera, superar el estrecho marco de la Comunidad de Trabajo, dentro la cual habían venido situando sus iniciativas. La AECT permitiría además, según fuentes de la Xunta, consolidar la relación con el Norte de Portugal cuando se acaben los fondos europeos de cooperación al salvar definitivamente las dificultades derivadas de la naturaleza centralizada del Estado portugués.



Básicamente uma espécie de regionalização.
[/b]
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por Dwer » 13/3/2007 19:03

Que coisa tão estúpida. A região entre o Porto e a corunha deve ter milhares de vezes mais comércio transfronteiriço de que a do Alentejo / Extremadura.

E parece-me que a história está muito mal contada. se há problemas autonómicos é na Galiza e não no norte de Portugal. Existem muitos galegos que acham que deviam falar português. Não me parece que haja um nortenho que queira falar galego ou castelhano.

Mais ainda; a região norte não é o Porto, que economicamente se está a esvair em relação às cidades do Minho.
Abraço,
Dwer

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por Paulo_Alex » 13/3/2007 19:01

Keyser, moro no norte, apesar de não ser nortenho.

O que me aborrece nesta integração Galiza-Norte é que a Galiza, por razões que não interessa aprofundar, é de uma dinâmica económica brutal! Não tem nada a ver com o norte de Portugal.

Tirando o chapéu a veias empreendedoras muito bem sucedidas que há aqui no norte, o que me choca é a quantidade brutal de gente sem qualificações que há por aqui. A população nortenha (e portuguesa no global, claro está) sofre de uma falta de educação escolar e de falta de níveis de literacia de uma forma brutal.

É este nivelar por baixo, que mais do que nortenho é de cariz nacional, que me deixa um bocado enjoado.

São inúmeros os honestos trabalhadores que não devem ter mais que a 4ª classe ou o 9º nos mais jovens, e que todos os dias trabalham nas chavaricas nortenhas por ordenados que nem chegam a 500€. E como as oportunidades não são muitas e as suas qualificações são fracas, chamam a isso um figo!

Espero que a integração Galiza-norte não seja do género, do capital, o lucro e o know-how serem galegos e depois os (quase) escravos que chafurdam na porcaria para cumprir os contratos de produção negociados com os galegos sejam nortenhos.

Desculpem o desabafo.

Sempre é melhor essa integração do que integração nenhuma.
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por Jiboia Cega » 13/3/2007 18:45

ricardotugas Escreveu:Mas um pequeno passo para a Mexicanização do Pais


Não sei porquê Ricardo. Tens medo dos espanhóis?
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por ricardotugas » 13/3/2007 18:35

Mas um pequeno passo para a Mexicanização do Pais
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por Keyser Soze » 13/3/2007 18:25

para "visualizarem" a questão
(a Galiza e toda aquela zona acima de Portugal)
Anexos
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por Keyser Soze » 13/3/2007 18:17

Vigo pierde en favor de Badajoz la sede de la UE para la cooperación hispanolusa
Solbes cede ante el Gobierno portugués, interesado en no alentar el autonomismo de Oporto

FERNANDO VARELA - Santiago - 09/03/2007

Vigo no será, finalmente, la sede del secretariado técnico de la Unión Europea (UE) que debe gestionar los programas de cooperación transfronteriza entre España y Portugal entre 2007 y 2013, incluidos los que pongan en marcha Galicia y la Región Norte de Portugal.

Badajoz se ha impuesto finalmente a la candidatura gallega, en parte gracias al interés del Gobierno portugués en desincentivar iniciativas que puedan alentar cualquier afán autonomista en torno a Oporto. La Xunta ofrecía como sede parte de las instalaciones del Centro Tecnológico del Mar.

La decisión, que todavía no es oficial pero ya ha sido confirmada por fuentes del Ministerio de Economía y de los Gobiernos de Galicia y Extremadura, da al traste con las aspiraciones de Vigo, cuya candidatura es un proyecto personal del presidente de la Xunta, Emilio Pérez Touriño.

La elección de Badajoz representa un éxito político de la Junta presidida por Juan Carlos Rodríguez Ibarra frente a las aspiraciones gallegas, pero también una victoria económica. De hecho supondrá para la localidad extremeña 19 millones de euros de la UE destinados a poner en marcha la sede del secretariado técnico y sufragar su dotación de personal para gestionar los 350 millones con los que la Unión financiará la cooperación hispanolusa a lo largo de toda la frontera hasta 2013. Badajoz se ocupará también de la parte de ese dinero que corresponde a las iniciativas conjuntas entre Galicia y la Región Norte de Portugal y que fuentes de la Xunta sitúan entre los 80 y los 90 millones para todo el período.

Pero en la decisión de los Gobiernos de Lisboa y Madrid no ha pesado exclusivamente el interés de Extremadura. El deseo del Ejecutivo portugués, presidido por José Sócrates, de desincentivar cualquier posible aspiración autonomista por parte de la Región Norte ha terminado por inclinar la balance del lado contrario a los intereses de Galicia.

De hecho, la Xunta tenía mucho interés en hacerse cargo de la gestión de los fondos a través de un nuevo instrumento comunitario, una Agrupación Europea de Cooperación Transfronteriza (AECT), que permitiría a la Región Norte dotarse de un organismo con personaldad jurídica propia, algo de lo que carece en el sistema constitucional portugués. La AECT permitiría a ambos territorios, protagonistas desde hace años de la cooperación a lo largo de la frontera, superar el estrecho marco de la Comunidad de Trabajo, dentro la cual habían venido situando sus iniciativas. La AECT permitiría además, según fuentes de la Xunta, consolidar la relación con el Norte de Portugal cuando se acaben los fondos europeos de cooperación al salvar definitivamente las dificultades derivadas de la naturaleza centralizada del Estado portugués.

http://www.elpais.com/articulo/Galicia/ ... pgal_3/Tes



Recordo que:

Em certas zonas do Norte de Portugal, o gás da Galp é fornecido por empresas espanholas a preços mais competitivos que os praticados em território nacional

A Galiza é hoje o principal cliente português em Espanha e é cada vez mais um fenómeno de integração transfronteiriça na Península Ibérica. Só nos primeiros meses do ano passado, a região galega comprou mais de 1750 milhões de euros em produtos portugueses e ultrapassou zonas mais ricas como Madrid ou a Catalunha.

Se fosse um país autónomo seria hoje o sexto maior destino das exportações portuguesas, logo atrás do Reino Unido. Desde 1999, as trocas aumentaram mais de 1100 milhões. Mas nem só no comércio a integração se tem feito sentir. Os parques industriais de Valença e Vila Nova de Cerveira têm actualmente cerca de 70% de empresas espanholas, a maior parte das quais da vizinha Galiza. Com falta de espaço a norte do rio Minho, muitas empresas acabam em Portugal.

As duas regiões de fronteira são quase vistas, no exterior, como uma única economia. De tal forma que os Governos dos dois países têm alinhado estratégias para fazer uma gestão integrada da política de transportes. Além da ligação de alta velocidade entre Porto e Vigo, que está em preparação para os próximos anos, estão já em marcha planos para transformar o aeroporto de Sá Carneiro na infra-estrutura aeroportuária de referência da zona. Muitos espanhóis utilizam-no para, a partir dali, viajar para diversas partes do mundo
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