Recomendações falsas por correio electrónico são frequentes.
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Re: Recomendações falsas por correio electrónico são frequen
luiz22 Escreveu: Uma dessas mensagens, por exemplo, dizia que um título iria subir muito rapidamente dos 2 para os 20 dólares.
Quando não se pensa pela própria cabeça é nisto que dá...
Uma boa análise é 90% do sucesso...os outros 10% é pura sorte...
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O Esquema
Ola,
Destas historias sempre houve e sempre havera. A mente humana e muito criativa para inventar esquemas de "get rich quick".
Uma das historias (veridicas) mais interessantes que ja ouvi, e a de uma empresa que enviou cartas para 5.000 casas em diferentes pontos dos USA. Dessas 5.000 cartas, 2.500 diziam que o mercado iria subir no proximo mes e 2.500 que iria descer. Como o mercado subiu nesse mes entao enviaram uma segunda carta as 2.500 casas a quem tinham dito que iria subir no mes anterior, segunda carta no mesmo formato: uma metade (1.250) a dizer que o mercado iria descer no proximo mes e outra metade a dizer que iria subir. O mercado desceu e entao enviaram uma terceira carta as 1.250 casas a quem tinham dito que iria descer no mes anterior. Mesmo formato: 625, o mercado vai subir no proximo mes, 625 vai descer. Como o mercado subiu enviaram uma ultima carta as 625 casas a quem tinham dito que iria subir.
Essa ultima carta dizia que tinham acertado sempre nos ultimos 3 meses e revelava que a empresa era especializada no mercado de accoes dos USA e que faziam portfolio management. Dizia tambem que as tres cartas anteriores eram apenas para provar que era bons naquilo que faziam e que a partir de agora nao haveria mais cartas. Os interessados em beneficiar de tal "expertise" deveriam enviar dinheiro para uma conta offshore pertenca da empresa, de onde a empresa faria o portfolio management. Como e obvio, dos tais 625 alguns enviaram dinheiro para a tal conta, dinheiro que nunca mais viram
Abraco
CN
Destas historias sempre houve e sempre havera. A mente humana e muito criativa para inventar esquemas de "get rich quick".
Uma das historias (veridicas) mais interessantes que ja ouvi, e a de uma empresa que enviou cartas para 5.000 casas em diferentes pontos dos USA. Dessas 5.000 cartas, 2.500 diziam que o mercado iria subir no proximo mes e 2.500 que iria descer. Como o mercado subiu nesse mes entao enviaram uma segunda carta as 2.500 casas a quem tinham dito que iria subir no mes anterior, segunda carta no mesmo formato: uma metade (1.250) a dizer que o mercado iria descer no proximo mes e outra metade a dizer que iria subir. O mercado desceu e entao enviaram uma terceira carta as 1.250 casas a quem tinham dito que iria descer no mes anterior. Mesmo formato: 625, o mercado vai subir no proximo mes, 625 vai descer. Como o mercado subiu enviaram uma ultima carta as 625 casas a quem tinham dito que iria subir.
Essa ultima carta dizia que tinham acertado sempre nos ultimos 3 meses e revelava que a empresa era especializada no mercado de accoes dos USA e que faziam portfolio management. Dizia tambem que as tres cartas anteriores eram apenas para provar que era bons naquilo que faziam e que a partir de agora nao haveria mais cartas. Os interessados em beneficiar de tal "expertise" deveriam enviar dinheiro para uma conta offshore pertenca da empresa, de onde a empresa faria o portfolio management. Como e obvio, dos tais 625 alguns enviaram dinheiro para a tal conta, dinheiro que nunca mais viram
Abraco
CN
Recomendações falsas por correio electrónico são frequentes.
Stock Spam’ 2007-02-19 00:05
Acções por e-mail dão prejuízo
Recomendações falsas por correio electrónico são frequentes.
José Pedro Luís
Jonathan Lebed, um rapaz de 15 anos de New Jersey, nos EUA, decidiu um dia investir na bolsa. Para ganhar dinheiro rapidamente, concebeu um esquema inovador: enviar ‘e-mails’ a recomendar as acções que tinha em carteira, dando informações falsas que suportavam a ideia de que determinada empresa iria valorizar em breve. Uma dessas mensagens, por exemplo, dizia que um título iria subir muito rapidamente dos 2 para os 20 dólares. Ele tinha investido nessa acção no dia anterior. O objectivo de Jonathan Lebed era que, com esta dica gratuita de “analista benemérito”, os receptores do ‘e-mail’ investissem nessa acção, o que levou à subida do título. Resultado: Jonathan Lebed conseguiu atingir o seu objectivo, chegando a lucrar um máximo de 74 mil dólares (56.000 euros) numa só operação. O problema é que a entidade reguladora das bolsas nos EUA, a Securities and Exchange Commission (SEC)), descobriu o ‘modus operandi’ do jovem investidor e considerou que Lebed estava simplesmente a manipular os preços no maior mercado de capitais do mundo. Como sanção, foi-lhe infligida uma coima de 285 mil dólares (217mil euros).
Esta história foi contada há cinco anos na CNN, mas poderia descrever um esquema semelhante iniciado ontem em qualquer parte do mundo.
Desde o início de Fevereiro, o Diário Económico recebeu mais de 58 mensagens de correio electrónico a aconselharem a compra de cerca de oito acções, todas norte-americanas. Desde a data da recomendação de compra, houve títulos que caíram mais de 50%,outros que perderam à volta de 40% e apenas um valorizou, ganhando 41% no dia após a recomendação, mas tendo já recuado para um ganho de 23,5% na sessão de sexta-feira.
O objectivo dos emissores destas falsas recomendações é igual ao de Jonathan Lebed: manipular o mercado e fazer com que as acções subam de imediato para que possam obter mais-valias coma vendadas suas participações. Há estudos que consideram a hipótese de serem as próprias empresas a fazer as recomendações, para aumentar a capitalização do título em bolsa, mas esses casos não são tão recorrentes e não há provas sustentáveis. Além disso, os ganhos do título nos dias seguintes à recomendação costumam ser seguidos que grandes quedas, o que é muito prejudicial para a empresa. A West Excelsior, recomendada em vários ‘e-mails’, tem mesmo no seu ‘site’ uma aviso de que conhece as recomendações que têm sido emitidas sobre as suas acções, mas que nada tema ver com elas.
Um ponto comum em todas as recomendações é que as mesmas recaem sobre títulos muito baratos. Das propostas que o Diário Económico recebeu, a mais cara custa 1,75 dólares e a mais barata 0,02 dólares. Isto deve-se a uma estratégia simples: é mais fácil ver potencial de subida num título que custa dois cêntimos que numa acção que custa 100 dólares. E isso cria a ilusão de lucro fácil em muitos dos “investidores” que recebem os ‘e-mails’, levando-os a investir. No entanto, os riscos são muitos, pois é raro o caso em que o título não caia, já que foi impulsionado artificialmente.
Nestas situações, o mais aconselhável para o leitor é fazer o que faz a todos os ‘e-mails’ considerados ‘spam’ – apagá-los. Identificar estas recomendações não é difícil: os bancos ou as casas de análises que seguem empresas cotadas não enviam recomendações para o seu correio electrónico a não ser que seja solicitado. Um estudo feito por várias empresas americanas conclui que há cerca de 240 milhões de mensagens deste género a
Acções por e-mail dão prejuízo
Recomendações falsas por correio electrónico são frequentes.
José Pedro Luís
Jonathan Lebed, um rapaz de 15 anos de New Jersey, nos EUA, decidiu um dia investir na bolsa. Para ganhar dinheiro rapidamente, concebeu um esquema inovador: enviar ‘e-mails’ a recomendar as acções que tinha em carteira, dando informações falsas que suportavam a ideia de que determinada empresa iria valorizar em breve. Uma dessas mensagens, por exemplo, dizia que um título iria subir muito rapidamente dos 2 para os 20 dólares. Ele tinha investido nessa acção no dia anterior. O objectivo de Jonathan Lebed era que, com esta dica gratuita de “analista benemérito”, os receptores do ‘e-mail’ investissem nessa acção, o que levou à subida do título. Resultado: Jonathan Lebed conseguiu atingir o seu objectivo, chegando a lucrar um máximo de 74 mil dólares (56.000 euros) numa só operação. O problema é que a entidade reguladora das bolsas nos EUA, a Securities and Exchange Commission (SEC)), descobriu o ‘modus operandi’ do jovem investidor e considerou que Lebed estava simplesmente a manipular os preços no maior mercado de capitais do mundo. Como sanção, foi-lhe infligida uma coima de 285 mil dólares (217mil euros).
Esta história foi contada há cinco anos na CNN, mas poderia descrever um esquema semelhante iniciado ontem em qualquer parte do mundo.
Desde o início de Fevereiro, o Diário Económico recebeu mais de 58 mensagens de correio electrónico a aconselharem a compra de cerca de oito acções, todas norte-americanas. Desde a data da recomendação de compra, houve títulos que caíram mais de 50%,outros que perderam à volta de 40% e apenas um valorizou, ganhando 41% no dia após a recomendação, mas tendo já recuado para um ganho de 23,5% na sessão de sexta-feira.
O objectivo dos emissores destas falsas recomendações é igual ao de Jonathan Lebed: manipular o mercado e fazer com que as acções subam de imediato para que possam obter mais-valias coma vendadas suas participações. Há estudos que consideram a hipótese de serem as próprias empresas a fazer as recomendações, para aumentar a capitalização do título em bolsa, mas esses casos não são tão recorrentes e não há provas sustentáveis. Além disso, os ganhos do título nos dias seguintes à recomendação costumam ser seguidos que grandes quedas, o que é muito prejudicial para a empresa. A West Excelsior, recomendada em vários ‘e-mails’, tem mesmo no seu ‘site’ uma aviso de que conhece as recomendações que têm sido emitidas sobre as suas acções, mas que nada tema ver com elas.
Um ponto comum em todas as recomendações é que as mesmas recaem sobre títulos muito baratos. Das propostas que o Diário Económico recebeu, a mais cara custa 1,75 dólares e a mais barata 0,02 dólares. Isto deve-se a uma estratégia simples: é mais fácil ver potencial de subida num título que custa dois cêntimos que numa acção que custa 100 dólares. E isso cria a ilusão de lucro fácil em muitos dos “investidores” que recebem os ‘e-mails’, levando-os a investir. No entanto, os riscos são muitos, pois é raro o caso em que o título não caia, já que foi impulsionado artificialmente.
Nestas situações, o mais aconselhável para o leitor é fazer o que faz a todos os ‘e-mails’ considerados ‘spam’ – apagá-los. Identificar estas recomendações não é difícil: os bancos ou as casas de análises que seguem empresas cotadas não enviam recomendações para o seu correio electrónico a não ser que seja solicitado. Um estudo feito por várias empresas americanas conclui que há cerca de 240 milhões de mensagens deste género a
As decisões fáceis podem fazer-nos parecer bons,mas tomar decisões difíceis e assumi-las faz-nos melhores.
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