World Oil Demand
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Análise BPI 2007-01-26 09:46
O petróleo e as quartas-feiras
Na generalidade, todas as quartas-feiras, ou melhor, nas redondezas das quartas-feiras, regista-se uma maior volatilidade na evolução do preço do petróleo. Porquê?
Pedro Ferreira da Silva, do Departamento de Estudos Económicos e Financeiros do BPI
Como é sabido, para além do impacto que o desenrolar de situações criticas a nível geopolítico (guerras, catástrofes naturais, etc.) tem na evolução do preço do petróleo, é o equilíbrio/desequilíbrio entre a oferta e a procura que mais influência tem na determinação do preço do petróleo. Veja-se o impacto que teve o forte aumento da procura chinesa durante os últimos anos, ou o impacto que se regista cada vez que a OPEP anuncia alterações nos níveis da sua produção.
Partindo de informação relativa a 2005, verifica-se que os EUA aparecem como o país que mais petróleo consome, mais de 20 milhões de barris por dia. Sendo assim, e apesar de serem o terceiro país no ranking dos maiores produtores petrolíferos a nível mundial, a procura de petróleo por parte dos EUA totaliza cerca de 25% da procura global diária. Para melhor se perceber o peso dos EUA na procura mundial refira-se que em segundo lugar no ranking do consumo de petróleo aparece a China, cujo consumo diário ronda "apenas" os 8 milhões de barris/dia, sendo simultaneamente o sexto maior produtor de petróleo. Em suma, os EUA são o maior consumidor de petróleo do mundo, mas são-no com uma margem muito significativa face aos restantes países.
E porquê esta procura de petróleo tão elevada? Principalmente pelo facto de os transportes representarem 67% do consumo de petróleo, pois 97% dos transportes norte-americanos são movidos a petróleo (derivados), não existindo nenhuns, ou praticamente nenhuns, substitutos. Também pelo facto de que nos EUA não havia até há pouco tempo, uma preocupação com a poupança de combustíveis, com o aumento da eficiência energética. Recordamos que os EUA são talvez o país desenvolvido/industrializado mais ineficiente pois para produzir uma unidade de PIB/riqueza necessitam de relativamente mais energia/petróleo. Logo, podemos dizer que, sem petróleo os EUA "não funcionam" mesmo.
Posto isto, é de facto normal que a evolução da procura de petróleo por parte dos EUA tenha um impacto importante na definição do preço desta mercadoria. Mas antes de desenvolvermos esta questão, tema principal deste artigo, debrucemo-nos sobre a forma como os EUA tentam minimizar o impacto negativo que tem para a sua economia não só os preços altos do petróleo, mas também as falhas de produção/distribuição.
Para fazer face à sua forte dependência, os EUA dispõem de reservas de petróleo, dentro das quais a mais importante será a denominada Reserva Estratégica de Petróleo (SPR - Strategic Petroleum Reserve), a qual é a maior, ou a segunda maior reserva deste género no mundo, e que, actualmente, tem capacidade para fornecer cerca de 688 milhões de barris de petróleo, o equivalente a cerca de 55 dias de importação de petróleo. Importante notar que esta reserva, que tem um limite físico de cerca de 730 milhões de barris, é praticamente composta por petróleo bruto, o que faz com que em épocas de escassez de produtos derivados do petróleo, nomeadamente gasolina, os EUA poderão na mesma defrontar-se com um problema. Problemas poderão também surgir em épocas de dificuldade de refinar o petróleo. Veja-se o caso registado na altura do furacão Katrina, em que muitas das refinarias localizadas na região do Golfo não puderam funcionar. Nessa altura foi proposto considerar na reserva estratégica produtos petrolíferos refinados. O problema é que a maioria deles, gasolina incluída, têm um período de vida útil muito curto, o que implicava dificuldades acrescidas com a necessidade de substituição regular.
Estas reservas tornam-se mundialmente importantes na medida em que alterações às mesmas poderão causar desequilíbrios significativos entre a procura e a oferta de petróleo, implicando alterações expressivas na evolução do seu preço.
Esta semana registou-se um desses momentos. O presidente Bush anunciou que durante a Primavera deste ano, os EUA pretendem adicionar cerca de 11 milhões de barris à SPR, a uma taxa de 100 mil barris/dia, o que colocará a SPR perto dos 700 milhões de barris. O mercado interpretou este movimento como tendo uma implicação no aumento da procura de petróleo, o que fez com que, nesse momento, o preço do petróleo se apresentasse pressionado em alta.
Mas sendo estes movimentos relativamente esporádicos, então porque é que se regista a tal volatilidade às quartas-feiras? É que, todas as quartas-feiras, a Administração de Informação Energética dos EUA (EIA - Energy Information Administration) divulga o valor dos stocks totais de petróleo do país, onde se inclui a SPR. Ora cada vez que é anunciado um aumento dos stocks, a leitura é de que os EUA não deverão precisar de aumentar de forma extraordinária a sua procura de petróleo, fazendo com que não se anteveja pressão em alta do preço do petróleo. Pelo contrário, quando é anunciada uma diminuição das reservas, o preço terá tendência a aumentar na medida em que se poderá antecipar que os EUA terão necessidades acrescidas de comprar petróleo. Lembramos que estes movimentos são significativos pelo facto de os EUA terem, como se explicou no início, um peso muito grande a nível da procura desta mercadoria. Esta volatilidade é também resultado/evidência da reduzida margem de produção (capacidade instalada disponível).
De qualquer forma, esta quarta-feira (dia 24 de Janeiro) foi um pouco atípica. Para além do anúncio da evolução dos stocks dos EUA, foi, como já se disse, anunciada uma alteração a nível da SPR, e o Presidente Bush afirmou que terá feito um pedido ao Congresso norte-americano no sentido de este autorizar a fixação de uma meta de redução do consumo de gasolina, a qual se pretende seja de 20% durante os próximos 10 anos. Ou seja, notícias que influenciaram o mercado em direcções opostas, e cujo impacto não se terá esgotado nesse dia. Paralelamente, o forte arrefecimento que se tem sentido na Europa e nos EUA tem também tido um peso significativo na evolução do preço.
Keyser, muito bom artigo, mas... epa, aceite o conselho construtivo e poste isto antes no topico "Crude Oil", para lhe dar massa critica. Evitara assim que a info sobre o mesmo tema se disperse. Julgo que este novo topico tendera a morrer. Ab + BN.
James Wheat
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World Oil Demand
January 21, 2007
World Oil Demand
by Mike Shedlock
Findfacts is showing that Oil demand falls in Developed World for first time in 20 years.
Data issued by the Paris-based International Energy Agency (IEA), the energy watchdog of the industrialized countries including Ireland, show oil consumption in the 30 member countries of the Organization for Economic Cooperation and Development fell 0.6% in 2006. While the fall appears small, it marks the first annual drop in more than 20 years among the OECD countries, which use close to 60% of the 84.4 million barrels of oil used globally each day.
The fall in oil use by the industrialized world is a sign that the reactions to higher oil prices by businesses and consumers from the US to Germany to Japan may be adding up to a cycle-turning downdraft in demand. The resulting shift in global cash flows could mean a big boost for oil consumers' economies at the expense of producers and exporters. Other signals, both economic and psychological, have been popping up for some time: Demand for gas-guzzling sport-utility vehicles has been falling, while investment in and sales of alternative fuels such as ethanol are booming. Even the Bush administration is vowing to reduce America's dependence on crude.
Crude oil's fall to $50 a barrel may push US gasoline pump prices below $2 a gallon for the first time in more than two years, based on historical price moves. The last time the average price for regular gasoline was below $2 was in March 2005, according to the AAA, the largest U.S. motorist organization. Prices are already below $2 in some parts of the country, including Oklahoma City and Kansas City, Missouri.
Here are some charts to consider from the Energy Information Administration.
World Oil Demand
Oil Consumption
The above charts show that for now, total world oil demand simply is not expanding as fast as some lead us to believe. However, the rate of growth in China and Other Asia is substantial.
Long Term Trendline on Crude
Short term a bounce in crude off the 200MA is likely to happen. Seasonally a bounce might also be expected here, especially if the unusually warm weather turns harsh. Intermediate term we have a recession to deal with. Long term we also have to deal with peak oil. There are also tremendous geopolitical factors. Will Bush order an attack on Iran? Will Israel attack Iran? Will Iran be able to block the Strait of Hormuz effectively shutting down all Mideast oil? Just how stable is Saudi Arabia? The only one of those questions that can easily be answered is that Iran is unlikely to be able to block the Strait of Hormuz, but that does not imply that the world will be able to do without oil from Iran itself.
What we do know for sure is that oil demand fell for the first time in 20 years and that can not be signaling much of anything other than a global slowdown. Price is set at the margin and demand at the margin has declined. What we certainly do no know is most everything else including how much geopolitical tension is priced in or out.
Long term I believe in peak oil.
Long term I also believe the market (if left alone) will find a nice solution to peak oil.
One of the problems right now is the inability of those in power to let the market decide what to do. Instead we have seen absurd subsidies for ethanol, a stupid war in Iraq, a willingness to attack Iran, and a whole host of other nonsense outside the US including Chavez nationalizing oil in Venezuela. Furthermore we do not know the full extent of how much hedge funds have driven up the price of oil based on the above knowledge, nor can we really trust any source of information about oil from Saudi Arabia or the Mideast in general.
I was willing to take a stand on copper based on sinking housing demand, but this is way more difficult. I was quite bearish on crude above $75 but near $50 and bouncing off a 200MA the call is much more difficult.
For those that insist on a call, here it is. I expect a short term bounce off the 200MA then a fall to the $40-$50 range for a long basing action, followed by a blast higher. I reserve the right to immediately change my opinion without notice based on current events.
Note: This post is an opinion only and can not be construed as investment advice of any kind. Please consult your investment adviser before taking action on this or any other post you see here or elsewhere.
http://www.safehaven.com/article-6742.htm
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