Caldeirão da Bolsa

off topic - Eu conheço um País...

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por Rui A » 20/10/2006 10:08

Atomez Escreveu:Transformadores? feltros para chapeus? jogos de telemóvel? rolhas de cortiça? uma empresa que analisa ADN? um medicamento anti-epiléptico?

Está bem, mas isso tudo junto quanto é que vale? Menos que uma gota de água num oceano... Se exemplos desses fossem aos milhares então a situação seria bem diferente.

Infelizmente são excepções que só confirmam a regra. Compare-se isso com o que há na Irlanda, Bélgica, Finlândia ou Suiça, países também pequenos com uma população semelhante à nossa.


E não haverá muitos países maiores que o nosso que nem a tal gota de água produzem? E, dos tais que compara, em qual deles preferiria viver em relação ao nosso?

Atomez Escreveu:Portugal tem coisas boas, de facto.

Ah, bom!!!

Atomez Escreveu:O clima, o sol, as praias, a relativa calma social e segurança, baixa poluição, acesso ao que de melhor há no mundo, a gastronomia, o tinto e o branco, o marisco, o peixe fresco.

..., democracia, país europeu, baixa criminalidade, nenhum terrorismo, nenhuma exploração infantil, tecnologia, ...

Atomez Escreveu:Se virmos bem os únicos sítios do mundo com essas características e um maior grau de desenvolvimento são poucos - Califórnia, Catalunha, Austrália. É o que nos vai safando.

Já, em relação a outras características (as boas que acrescentei - e tb algumas más, obviamente), estes três exemplos não são tão bem dados.

Atomez Escreveu:As coisas boas que temos são devidas sobretudo a causas naturais, as coisas más são devidas sobretudo às pessoas que cá estão. É triste mas é verdade.

Ora, se diz que as coisas más são devidas "às pessoas que cá estão", deduzo que também esteja. Sendo assim... Tente fazer com que o ser triste, não seja verdade!
 
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por Camisa Roxa » 20/10/2006 9:49

e poderíamos fazer muito mais não fosse o peso asfixiante do Estado em impostos e burocracias de toda a ordem

um alvará industrial demora 1/2 anos a ser emitido e (teoricamente) a empresa não pode funcionar sem ele...

etc. etc.

Em tempos de cada vez maior competitividade internacional temos de garantir um quadro legal que garanta essa competitividade às nossas empresas, não com subsídios, mas com desregulamentação, menores impostos sobre o IRC, maior flexibilidade do mercado de trabalho e começando por fazer uma revolução no ensino onde quase tudo está mal.

Apesar de as condições logísticas não nos favorecerem (periferia da Europa), teríamos todas as condições para criar um sem número de empresas ao país, criando emprego e riqueza
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por atomez » 20/10/2006 1:16

bolso vazio Escreveu:Ó Atomez, então quela guerra que estava prometida para Agosto afinal é para quando :?: :mrgreen:


Lá para o fim do mês, antes das eleições nos States.

October 12, 2006, 4:35 PM (GMT+02:00)

The naval exercise to be held by US, Bahrain and allies later this month brings a massive concentration of American naval, air and marine might to the Persian Gulf.

US officials said the exercise starting Oct. 31 will practice interdicting ships carrying weapons of mass destruction and missiles.

US naval, air and marine forces are massing in the Persian Gulf, Gulf of Oman and eastern Mediterranean opposite Lebanon and Syria. The big USS Eisenhower Carrier Strike Group (picture) arrives by Oct. 21. Facing these are Iranian Revolutionary Guards naval, air and marine units together with the Iranian armed forces on full war preparedness.

The US announcement came as the US and other powers discussed sanctions on North Korea, including searching its ships following Monday’s nuclear test. It followed shortly after they also agreed on a Security Council session next week to impose sanctions on Iran.

The US spokesman said the exercise, in which Bahrain, Kuwait, France, Britain, Canada and others will take part, will demonstrate “our resolve and readiness to act” against nuclear proliferation. South Korea will be an observer. Clearly the Bush administration has more forceful “repercussions” in mind for Iran than diplomacy.
Iran will no doubt respond to the demonstrative exercise, the massing of US forces around its shores and the threat of UN sanctions by a counter-stroke that raises tensions in the region and involves Iraq and/or the countries on Israel’s border – Lebanon and Syria.



bolso vazio Escreveu:Então, para ti o que temos de bom é para desprezar e o que temos de mau para repisar...Que moral :?

Nada disso! Bem pelo contrário, acho que devemos aproveitar o que é bom e arranjar maneira de evitar o que é mau.

Eu pessoalmente é isso que faço e vou conseguindo. Se assim não fosse já me tinha pirado para outras paragens...
As pessoas são tão ingénuas e tão agarradas aos seus interesses imediatos que um vigarista hábil consegue sempre que um grande número delas se deixe enganar.
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por bolso vazio » 20/10/2006 0:57

Ó Atomez, então quela guerra que estava prometida para Agosto afinal é para quando :?: :mrgreen:
Então, para ti o que temos de bom é para desprezar e o que temos de mau para repisar...Que moral :?
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por HOSTILE » 20/10/2006 0:40

Atomez Escreveu:Transformadores? feltros para chapeus? jogos de telemóvel? rolhas de cortiça? uma empresa que analisa ADN? um medicamento anti-epiléptico?

Está bem, mas isso tudo junto quanto é que vale? Menos que uma gota de água num oceano... Se exemplos desses fossem aos milhares então a situação seria bem diferente.

Infelizmente são excepções que só confirmam a regra. Compare-se isso com o que há na Irlanda, Bélgica, Finlândia ou Suiça, países também pequenos com uma população semelhante à nossa.

Portugal tem coisas boas, de facto. O clima, o sol, as praias, a relativa calma social e segurança, baixa poluição, acesso ao que de melhor há no mundo, a gastronomia, o tinto e o branco, o marisco, o peixe fresco.

Se virmos bem os únicos sítios do mundo com essas características e um maior grau de desenvolvimento são poucos - Califórnia, Catalunha, Austrália. É o que nos vai safando.

As coisas boas que temos são devidas sobretudo a causas naturais, as coisas más são devidas sobretudo às pessoas que cá estão. É triste mas é verdade.



E como é que acham que um país com a dimensão de Portugal se pode evidenciar em algo?
Especialização, qualificação, aproveitamento de nichos de mercado, etc...
Nem me vou alongar mais, porque triste é pensar que aqui só vivem retardados e o que de bom existe nasce da geração espontânea...
Acho que é por aí que também vai ter de passar a educação!
 
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por atomez » 20/10/2006 0:22

Transformadores? feltros para chapeus? jogos de telemóvel? rolhas de cortiça? uma empresa que analisa ADN? um medicamento anti-epiléptico?

Está bem, mas isso tudo junto quanto é que vale? Menos que uma gota de água num oceano... Se exemplos desses fossem aos milhares então a situação seria bem diferente.

Infelizmente são excepções que só confirmam a regra. Compare-se isso com o que há na Irlanda, Bélgica, Finlândia ou Suiça, países também pequenos com uma população semelhante à nossa.

Portugal tem coisas boas, de facto. O clima, o sol, as praias, a relativa calma social e segurança, baixa poluição, acesso ao que de melhor há no mundo, a gastronomia, o tinto e o branco, o marisco, o peixe fresco.

Se virmos bem os únicos sítios do mundo com essas características e um maior grau de desenvolvimento são poucos - Califórnia, Catalunha, Austrália. É o que nos vai safando.

As coisas boas que temos são devidas sobretudo a causas naturais, as coisas más são devidas sobretudo às pessoas que cá estão. É triste mas é verdade.
As pessoas são tão ingénuas e tão agarradas aos seus interesses imediatos que um vigarista hábil consegue sempre que um grande número delas se deixe enganar.
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por HOSTILE » 19/10/2006 23:48

Ora tomem e embrulhem e deixem-se de exercícios de catárse na net sobre os desgraçadinhos!
Já há tópicos a mais a deitar o país abaixo... Li noutro tópico alguém a apelar a movimentos de separatismo norte/sul e afins.
Haja moderação! Isto não é o paraíso nem de longe nem de perto, mas pôr em causa a integridade de um país, é GRAVE!
Há muita coisa a melhorar, mas cuidado com o que se diz...
Mas enfim, são os tópicos "panela"!
É só fumo de escape!
 
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por valves » 19/10/2006 23:45

... esta primeira vaga de OPVs ( REN + GALP + PORTUCEL )vão ser excelentes primeiro porque os mercados estão bons e depois porque com o fraco numero de acções a serem atribuídas na Galp e muito provavelmente na REN e na Portucel o melhor é mesmo ir-se ás três para podermos ver no fim a tão desejada massa :wink:
Aqui no Caldeirão no Longo Prazo estamos todos ricos ... no longuissimo prazo os nossos filhos estarão ainda mais ricos ...
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por Princepe da bolsa » 19/10/2006 23:30

Falta aqui um aspecto muito importante!! :evil: :evil: :evil: Produzimos o papel mais branco do mercado!! 8-) 8-) A empresa chama-se PORTUCEL!

Branco mais branco não há!

Viva PORTUGAL!

grupo Portucel Soporcel (gPS) garante papéis mais brancos do mercado
02-10-2006


O grupo Portucel Soporcel, o maior produtor de papéis não-revestidos da Península Ibérica e o quarto maior da Europa, orgulha-se de produzir o papel mais branco que hoje se encontra no mercado, com um valor CIE de 171. Este resultado foi confirmado após uma exaustiva análise de brancura feita aos principais produtos concorrentes, entre os quais o papel que comunicava ser o mais branco do mundo, em diferentes laboratórios certificados e independentes
Os stop losses são a melhor forma de não nos afundarmos num mar de esperanças...
 
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off topic - Eu conheço um País...

por lazarus » 19/10/2006 23:20

Nicolau Santos, Director - adjunto do Jornal Expresso Escreveu:Eu conheço um País que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade de recém-nascidos do mundo, melhor que a média da União Europeia.
Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores.
Mas onde outra é líder mundial na produção de feltros para chapéus. Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende para mais de meia centena de mercados. E que tem também outra empresa que concebeu um sistema através do qual você pode escolher, pelo seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar. Eu conheço um país que inventou um sistema biométrico de pagamentos nas bombas de gasolina e uma bilha de gás muito leve que já ganhou vários prémios internacionais.
E que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, onde se fazem operações que não é possível fazer na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos. Que fez mesmo uma revolução no sistema financeiro e tem as melhores agências bancárias da Europa (três bancos nos cinco primeiros).
Eu conheço um país que está avançadíssimo na investigação da produção de energia através das ondas do mar. E que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os clientes de toda a Europa por via informática. Eu conheço um país que tem um conjunto de empresas que desenvolveram sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos a pequenas e médias empresas.
Eu conheço um país que conta com várias empresas a trabalhar para a NASA ou para outros clientes internacionais com o mesmo grau de exigência. Ou que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas. Ou que vai lançar um medicamento anti-epiléptico no mercado mundial. Ou que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça. Ou que produz um vinho que "bateu" em duas provas vários dos melhores vinhos espanhóis.
E que conta já com um núcleo de várias empresas a trabalhar para a Agência Espacial Europeia. Ou que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamentos de cartões pré-pagos para telemóveis. E que está a construir ou já construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade um pouco por todo o mundo. O leitor, possivelmente, não reconhece neste País aquele em que vive – Portugal.
Mas é verdade.

Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses. Chamam-se, por ordem, EFACEC, FEPSA, YDREAMS, MOBICOMP, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, STAB VIDA, ALTITUDE SOFTWARE, PRIMAVERA SOFTWARE, CRITICAL SOFTWARE, OUT SYSTEMS, WeDo, BRISA, BIAL, Grupo AMORIM, QUINTA do MONTE d'OIRO, ACTIVSPACE TECHOLOGIES, DEIMOS EENGENHARIA, LUSOSPACE, SKYSOFT, SPACE SERVICES. E, obviamente, Portugal Telecom Inovação. Mas também dos grupos Pestana, Vila Galé, Porto Bay, BES Turismo e Amorim Turismo.
E depois há ainda grandes empresas multinacionais instaladas no País, mas dirigidas por portugueses, trabalhando com técnicos portugueses, que há anos e anos obtêm grande sucesso junto das casas mãe, como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal, McDonalds (que desenvolveu em Portugal um sistema em tempo real que permite saber quantas refeições e de que tipo são vendidas em cada estabelecimento da cadeia norte-americana).
É este o País em que também vivemos.
É este o País de sucesso que convive com o País estatisticamente sempre na cauda da Europa, sempre com péssimos índices na educação, e com problemas na saúde, no ambiente, etc.
Mas nós só falamos do País que está mal. Daquele que não acompanhou o progresso. Do que se atrasou em relação à média europeia.
Está na altura de olharmos para o que de muito bom temos feito.

De nos orgulharmos disso. De mostrarmos ao mundo os nossos sucessos – e não invariavelmente o que não corre bem, acompanhado por uma fotografia de uma velhinha vestida de preto, puxando pela arreia um burro que, por sua vez, puxa uma carroça cheia de palha.

E ao mostrarmos ao mundo os nossos sucessos, não só futebolísticos, colocamo-nos também na situação de levar muitos outros portugueses a tentarem replicar o que de bom se tem feito.
Porque, na verdade, se os maus exemplos são imitados, porque não hão-de os bons serem também seguidos?


Nicolau Santos, Director - adjunto do Jornal Expresso
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