O fim do IA
Agencia Financeira Escreveu:O Imposto Automóvel como o conhecemos, tem os dias contados.
O Parlamento Europeu (PE) aprovou já a proposta da Comissão Europeia (CE) de abolir o imposto de registo automóvel, substituindo-o por um imposto de circulação anual baseado nas emissões de dióxido de carbono.
A proposta passou com 385 votos a favor, 139 contra e 109 abstenções, com os votos favoráveis dos partidos portugueses PS, PSD e CDS-PP e com os votos contra do PCP e do Bloco de Esquerda (BE).
Com a proposta de abolição do Imposto de Registo, a Comissão pretende estabelecer uma base comum ao nível da União Europeia (UE) para os regimes de tributação e propõe um período de transição de cinco a dez anos para que os Governos possam eliminar o Imposto de Registo. O organismo considera que esta taxa contraria a noção de liberdade de circulação e induz à dupla tributação. O Parlamento decidiu também indexar a tributação não só às emissões de dióxido de carbono, como propôs Bruxelas, mas também a outros poluentes como o óxido de azoto, refere o «Diário Económico».
Contactado pelo «Diário Económico», o Ministério das Finanças recusa-se a comentar «propostas do Parlamento Europeu», recordando que «as medidas em questão ainda não foram aprovadas pelo Conselho Europeu».
Em Portugal, entretanto, o Governo quer ter pronta até ao final do ano a reforma do Imposto Automóvel. A partir de 2008, componente ambiental representa 60% do IA., contra os actuais 10%.
A medida implica uma nova alteração do cálculo do IA em Julho de 2007. Falta agora saber se a nova fórmula vai implicar um agravamento do imposto para o consumidor. A aplicação das alterações será introduzida gradualmente de forma a evitar qualquer impacto negativo no mercado. Depois de pronta, a reforma, que está a ser preparada pelo Ministério do Ambiente e pelo Ministério das Finanças, terá ainda de ter o aval do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Amaral Tomás, e ainda ser aprovado em Conselho de Ministros e na Assembleia da República.
Re: Ò Marco...vê lá bem........
artista Escreveu:Pois é, a questão é essa mas a resposta parece-me fácil, pelo menos no meu entendimento!
Mas não se esqueçam que os carros passarão a pagar muito mais ao longo da sua vida e nesse contexto ao fim de 4 anos já devem estar a receber mais que no sitema anterior, porque estão a receber muito dos carros comprados nos últimos 4 anos, com o novo sistema não são só os carros novos que pagam...
Assim não me admira que ao fim de uns anos acabe por se pagar bem mais que no sistema actual...
Exemplo: um carro que paga 5 mil euros de IA e 30 euros de imposto de circulação anual! Se acabar o IA mas passar a pagar 1.500 euros anuais de imposto de circulação, ao fim de 4 anos já rendeu mais ao estado que no anterior sistema...
A maior questão é saber em quantos anos é que o estado pretende cobrar o mesmo imposto que cobra agora e se ao fim desse tempo o carro passa a pagar menos de imposto, duvido!!!
Pois... Como o artista e o cali dizem, para quem tem pouco dinheiro a coisa não vai melhorar.
Agora consegue-se comprar um bom carro com 1/2 duzia de anos por uma pechincha e sem grandes encargos posteriores, depois... mesmo que o valor dos carros usados seja inferior, quem não tem dinheiro para trocar regularmente acaba por ficar prejudicado, pois irá pagar um imposto elevadissimo por ano como se paga hoje em dia por uma casa.
Outra coisa:
Eu acho que o imposto nesse caso deixará de ser anual... no minimo semestral como os IMI mais elevados.
Mas mesmo assim em vez de ser uma dor aguda passa a ser uma dor cronica.
Vai beneficiar em muito é as televisões... agora é que vai ser oferecer carros em todos os concursos televisivos coitados é dos pobres que os recebam... como não conseguem sustenta-los vão ter que os vender
Cali Escreveu:há um facto essencial a desfavor de todos nós, neste novo e perverso sistema. A maior parte das vezes, quem compra carro novo recorre a credito, ou seja, fá-lo a prestações. Os impostos a liquidar fazem parte do preço do bem no acto da compra, e como tal, são incluidos no valor do credito, sendo o mesmo amortizado durante o periodo de vigencia do emprestimo, e sempre com a mesma prestação. Na practica significa dizer que eu sei que vou pagar 400 euros de prestação,durante X anos, e ponto final.
Agora, passará a pagar, por exemplo, 250 ou 300€ de prestação, mas vão-lhe sair do bolso, de uma vez só, e anualmente, mais umas centenas ou milhares de euros, que sairão do orçamento corrente, e não suavemente em prestações do crédito. Uma ligeira distracção, ou falta de organização orçamental, ou um acontecimento inesperado, e ... fica-se agarrado.
E se juntarmos esta brincadeira com o Imposto Municipal sobre Imoveis e as tarifas de esgotos... vai ser bonito.
Sim é disse que falo no último ponto no início do tópico mas não concordo que seja em desfavor de todos nós, será de muitos portugueses que não conseguem controlar e organizar as suas finanças mas não de todos...
há um facto essencial a desfavor de todos nós, neste novo e perverso sistema. A maior parte das vezes, quem compra carro novo recorre a credito, ou seja, fá-lo a prestações. Os impostos a liquidar fazem parte do preço do bem no acto da compra, e como tal, são incluidos no valor do credito, sendo o mesmo amortizado durante o periodo de vigencia do emprestimo, e sempre com a mesma prestação. Na practica significa dizer que eu sei que vou pagar 400 euros de prestação,durante X anos, e ponto final.
Agora, passará a pagar, por exemplo, 250 ou 300€ de prestação, mas vão-lhe sair do bolso, de uma vez só, e anualmente, mais umas centenas ou milhares de euros, que sairão do orçamento corrente, e não suavemente em prestações do crédito. Uma ligeira distracção, ou falta de organização orçamental, ou um acontecimento inesperado, e ... fica-se agarrado.
E se juntarmos esta brincadeira com o Imposto Municipal sobre Imoveis e as tarifas de esgotos... vai ser bonito.
Agora, passará a pagar, por exemplo, 250 ou 300€ de prestação, mas vão-lhe sair do bolso, de uma vez só, e anualmente, mais umas centenas ou milhares de euros, que sairão do orçamento corrente, e não suavemente em prestações do crédito. Uma ligeira distracção, ou falta de organização orçamental, ou um acontecimento inesperado, e ... fica-se agarrado.
E se juntarmos esta brincadeira com o Imposto Municipal sobre Imoveis e as tarifas de esgotos... vai ser bonito.
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Por isso é que eu partilho da ideia de um economista brasilieiro que li há uns anos e que defendia que o único imposto que devia existir era o IVA. É o mais justo (quem tem mais dinheiro, consome mais logo paga mais) e mais fácil de cobrar.
E eu acrescento ainda que teria uma consequência muito útil num país altamente consumista como o nosso. Promoveria a poupança.
O senão apontado por este economista era que uma decisão destas teria de ser tomada à escala planetária pois se um país adoptasse sozinho o IVA como imposto único iria criar desiquilíbrios nefastos e viciantes(facilmente compreensíveis) que lhe tirariam as suas vantagens.
E eu acrescento ainda que teria uma consequência muito útil num país altamente consumista como o nosso. Promoveria a poupança.
O senão apontado por este economista era que uma decisão destas teria de ser tomada à escala planetária pois se um país adoptasse sozinho o IVA como imposto único iria criar desiquilíbrios nefastos e viciantes(facilmente compreensíveis) que lhe tirariam as suas vantagens.
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Aliás, até pelo contrário. Onde estás a apontar uma eventual injustiça social ou fuga a impostos, passa-se precisamente o inverso.
É uma das razões porque este imposto tem aguentado tanto tempo sem mexidas de relevo: é um imposto que é sempre cobrado (e prontamente cobrado) e onde não há fuga possível.
Ou seja, por exemplo as empresas ao adquirir uma viatura estão a pagar o Imposto. Se não adquirissem a viatura, poderiam não pagar esse valor de imposto depois na forma de IRC pois podiam ficar a dever, não pagar, o que não se consegue no caso da aquisição da viatura pois faz parte integrante do pagamento à entidade vendedora, que não separa o valor do imposto do valor do carro em si... ou seja, faz a cobrança pelo Estado. Ou podiam ainda depois arranjar outras despesas alternativas ou manobrar a contabilidade por forma a reduzir o IRC. Por qualquer uma dessas formas o Estado podia acabar por não receber esse valor...
Mas se a Empresa adquirir uma viatura esse valor vai para os cofres do Estado. Se depois parte é abatido no IRC não interessa. Em termos orçamentais, o valor já entrou, já lá está (pode no limite é não ir mais nenhum ou então ir pouco mais na forma de IRC... mas o estado já recebeu o IA+IVA).
Por isso o estado «gosta» deste tipo de impostos (onde não se pode fugir e são pagos prontamente pelos contribuintes) ao contrário dos que envolvem declarações e daí a mão pesada do Estado no IA, no imposto sobre os combustíveis (que entra na mesma classe pelas mesas razões), imposto sobre o tabaco, etc.
É uma das razões porque este imposto tem aguentado tanto tempo sem mexidas de relevo: é um imposto que é sempre cobrado (e prontamente cobrado) e onde não há fuga possível.
Ou seja, por exemplo as empresas ao adquirir uma viatura estão a pagar o Imposto. Se não adquirissem a viatura, poderiam não pagar esse valor de imposto depois na forma de IRC pois podiam ficar a dever, não pagar, o que não se consegue no caso da aquisição da viatura pois faz parte integrante do pagamento à entidade vendedora, que não separa o valor do imposto do valor do carro em si... ou seja, faz a cobrança pelo Estado. Ou podiam ainda depois arranjar outras despesas alternativas ou manobrar a contabilidade por forma a reduzir o IRC. Por qualquer uma dessas formas o Estado podia acabar por não receber esse valor...
Mas se a Empresa adquirir uma viatura esse valor vai para os cofres do Estado. Se depois parte é abatido no IRC não interessa. Em termos orçamentais, o valor já entrou, já lá está (pode no limite é não ir mais nenhum ou então ir pouco mais na forma de IRC... mas o estado já recebeu o IA+IVA).
Por isso o estado «gosta» deste tipo de impostos (onde não se pode fugir e são pagos prontamente pelos contribuintes) ao contrário dos que envolvem declarações e daí a mão pesada do Estado no IA, no imposto sobre os combustíveis (que entra na mesma classe pelas mesas razões), imposto sobre o tabaco, etc.
FLOP - Fundamental Laws Of Profit
1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Mas o imposto é pago (seja renting, ald, etc acaba por pagar o imposto na mesma).
A única coisa que se passa é que se pode abater nas despesas sendo amortizado ao longo de 4 anos (a empresa acaba por pagar menos IRC mas isso não cobre o IVA+IA gastos na aquisição, normalmente isso representa cerca de metade do valor da viatura em Portugal enquanto que o abatimento no IRC reduz o quê? talvez uns 20% do valor da viatura). Mas isso é natural no contexto de uma empresa (há outros bens - não só automóveis - que podem entrar como despesa que uma empresa pode meter para abater no IRC e um particular não pode).
Agora, não é verdade de todo que paguem zero de imposto. Na aquisição pagam tudo integralmente. E depois, se calha de a empresa não ter lucros nem há nada para abater no IRC e portanto não recupera nada posteriormente. Se houver lucros, abate um pouco no valor a pagar em impostos.
Existem ainda outras razões para as empresas ou empresários preferirem adquirir as viaturas em nome da empresa (funciona como uma regalia adicional em vez de pagar um salário mais generoso, permite que os combustíveis gastos com essa viatura sejam colocados como despesa da empresa, etc).
A única coisa que se passa é que se pode abater nas despesas sendo amortizado ao longo de 4 anos (a empresa acaba por pagar menos IRC mas isso não cobre o IVA+IA gastos na aquisição, normalmente isso representa cerca de metade do valor da viatura em Portugal enquanto que o abatimento no IRC reduz o quê? talvez uns 20% do valor da viatura). Mas isso é natural no contexto de uma empresa (há outros bens - não só automóveis - que podem entrar como despesa que uma empresa pode meter para abater no IRC e um particular não pode).
Agora, não é verdade de todo que paguem zero de imposto. Na aquisição pagam tudo integralmente. E depois, se calha de a empresa não ter lucros nem há nada para abater no IRC e portanto não recupera nada posteriormente. Se houver lucros, abate um pouco no valor a pagar em impostos.
Existem ainda outras razões para as empresas ou empresários preferirem adquirir as viaturas em nome da empresa (funciona como uma regalia adicional em vez de pagar um salário mais generoso, permite que os combustíveis gastos com essa viatura sejam colocados como despesa da empresa, etc).
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1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
MarcoAntonio Escreveu:novo_nisto Escreveu:O que eu gostava de ver mesmo que acabasse era a imoralidade da diluição em custos de empresas da aquisição de bons automóveis em Portugal.
E por isso se vê proprietários de cafés de bairro a passearem-se em BMWs ou empregados com veículos de empresa que custam muitas vezes dezenas, se não centenas de vezes dos seus ordenados. (Ainda dizem que o comércio automóvel em Portugal está mau, temos um parque automóvel fabuloso)
É que assim não interessa a forma como o IA é cobrado. Estes carros nunca pagarão 1€ de imposto.
Novo_nisto, esses carros pagam imposto. Os únicos carros que estão isentos do IA são as viaturas adquiridas pelos Taxistas e mesmo assim têm de ter pelo menos, salvo erro, 5 anos já de carreira (nos primeiros anos até eles pagam o IA).
Já as viaturas adquiridas pelas empresas - incluindo as ditas «de representação» - pagam o IA, não estão isentas.
Esses carros são "adquiridos" em renting não são efectivamente comprados. Não sou entendido em contabilidade mas eles nunca chegam a ser um bem da empresa, o "renting" é tratado como a contratação de um serviço, são uma despesa como outra qualquer. Ao fim de 4 anos, novo renting and so on and so on. Tudo deduzido no IRC ao fim do ano, tal como o combustível aliás. Pagar que é bom ZERO!!!
Por isso é que os carros de empresa são bons negócios para as empresas. Têm um custo diminuto mas são um enorme proveito para os colaboradores que deles usufruem.
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Re: Ò Marco...vê lá bem........
Iniciado Escreveu:O que se fala agora...não é novo.
A questão é a seguinte:Vamos entao pagar o tal I.A. faseado ,(como eles gostam de lhe chamar) e ficamos assim: No 1º ano 25% do atual imposto automovel
No 2º ano 25% do atual imposto automovel...............and so one.
Vamos ser REALISTAS isto era viavel.. a medio / longo prazo, agora eu pergunto ;onde se iria buscar as receitas que são geradas agora pelo actual imposto?
Acreditem...a questão é só esta..
Pois é, a questão é essa mas a resposta parece-me fácil, pelo menos no meu entendimento!
Os que estão preocupados com o imposto que o estado vai perder estão a fazer mal as contas. Nos primeiros anos sim a receita será menor e ainda assim devem beneficiar de um aumento das vendas que aumentará também as receitas do IVA (sim que este não desaparece)...
Mas não se esqueçam que os carros passarão a pagar muito mais ao longo da sua vida e nesse contexto ao fim de 4 anos já devem estar a receber mais que no sitema anterior, porque estão a receber muito dos carros comprados nos últimos 4 anos, com o novo sistema não são só os carros novos que pagam...
Assim não me admira que ao fim de uns anos acabe por se pagar bem mais que no sistema actual...
Exemplo: um carro que paga 5 mil euros de IA e 30 euros de imposto de circulação anual! Se acabar o IA mas passar a pagar 1.500 euros anuais de imposto de circulação, ao fim de 4 anos já rendeu mais ao estado que no anterior sistema...
A maior questão é saber em quantos anos é que o estado pretende cobrar o mesmo imposto que cobra agora e se ao fim desse tempo o carro passa a pagar menos de imposto, duvido!!!
novo_nisto Escreveu:O que eu gostava de ver mesmo que acabasse era a imoralidade da diluição em custos de empresas da aquisição de bons automóveis em Portugal.
E por isso se vê proprietários de cafés de bairro a passearem-se em BMWs ou empregados com veículos de empresa que custam muitas vezes dezenas, se não centenas de vezes dos seus ordenados. (Ainda dizem que o comércio automóvel em Portugal está mau, temos um parque automóvel fabuloso)
É que assim não interessa a forma como o IA é cobrado. Estes carros nunca pagarão 1€ de imposto.
Novo_nisto, esses carros pagam imposto. Os únicos carros que estão isentos do IA são as viaturas adquiridas pelos Taxistas e mesmo assim têm de ter pelo menos, salvo erro, 5 anos já de carreira (nos primeiros anos até eles pagam o IA).
Já as viaturas adquiridas pelas empresas - incluindo as ditas «de representação» - pagam o IA, não estão isentas.
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1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Silva......
Era bom que se começasse por aí...
Re: Ò Marco...vê lá bem........
Iniciado Escreveu:Vamos ser REALISTAS isto era viavel.. a medio / longo prazo, agora eu pergunto ;onde se iria buscar as receitas que são geradas agora pelo actual imposto?
Acreditem...a questão é só esta..
vão acabar com as reformas aos santanas deste burgo
Bons investimentos
JacSilva
JacSilva
Estive a reler o post...
desculpem os erros de ortografia...
Ò Marco...vê lá bem........
O que se fala agora...não é novo.
A questão é a seguinte:Vamos entao pagar o tal I.A. faseado ,(como eles gostam de lhe chamar) e ficamos assim: No 1º ano 25% do atual imposto automovel
No 2º ano 25% do atual imposto automovel...............and so one.
Vamos ser REALISTAS isto era viavel.. a medio / longo prazo, agora eu pergunto ;onde se iria buscar as receitas que são geradas agora pelo actual imposto?
Acreditem...a questão é só esta..
A questão é a seguinte:Vamos entao pagar o tal I.A. faseado ,(como eles gostam de lhe chamar) e ficamos assim: No 1º ano 25% do atual imposto automovel
No 2º ano 25% do atual imposto automovel...............and so one.
Vamos ser REALISTAS isto era viavel.. a medio / longo prazo, agora eu pergunto ;onde se iria buscar as receitas que são geradas agora pelo actual imposto?
Acreditem...a questão é só esta..
Re: Mentalizem se
Iniciado Escreveu:Mentalizem se...porque os impostos que pagamos nos automoveis numca irao baixar.....quando muito vao ser dissimulados com outros impostos,que vao dar ao mesmo..aquele dinheirinho é preciso...alguem tem que o pagar...nao sejam injenuos
Pois era esse mesmo o sentido do meu post. De uma forma ou de outra vamos acabar a pagar o mesmo, só mudará o formato.
No entanto, na minha opinião, substituir por um imposto municipal ou de circulação é uma forma mais justa e equilibrada do que o nosso actual IA (+IVA).
FLOP - Fundamental Laws Of Profit
1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
pessoalmente defendo que o IA seja pago ao longo da vida util do veiculo podendo mesmo continuar a ser em função da cilindrada.
o importante na minha perspectiva é amenizar o custo inicial do automovel diluindo o mesmo pela sua durabilidade.
outras questoes se podem colocar mas numa visao inicial seria o caminho correcto a seguir e nem sequer é algo de inovador pois noutros paises já assim acontece.
o importante na minha perspectiva é amenizar o custo inicial do automovel diluindo o mesmo pela sua durabilidade.
outras questoes se podem colocar mas numa visao inicial seria o caminho correcto a seguir e nem sequer é algo de inovador pois noutros paises já assim acontece.
m@nhoso Escreveu:O Governo Português precisa deste dinheiro vindo do IA como pão para a boca, como estão a finanças publicas, o mesmo não pode abdicar destes milhões..
Se a União Europeia obrigar que remédio têm eles, mas não te preocupes que eles ainda vão ganhar com isto porque vão aumentar o imposto de circulação e só nos primeiros 3/4 anos é que se notará pois os carros que já pagaram IA terão com toda a certeza um imposto de circulação reduzido, idêntico ao actual, mas ao fim deste tempo o bolo total será superior ao que recebem actualmente até porque previsivelmente haverá darros mais potentes, e melhor pagantes, a circular...
m@nhoso Escreveu:O que o estado vai fazer é eliminar o IA e ir buscar as mesmas receitas (se não for mais) ao imposto municipal sobre veiculos, evitando directamente de transferir mais fundos do orçamento geral do estado para as autarquias, pois o IMV é um imposto municipal..
Exactamente...
Mentalizem se
Mentalizem se...porque os impostos que pagamos nos automoveis numca irao baixar.....quando muito vao ser dissimulados com outros impostos,que vao dar ao mesmo..aquele dinheirinho é preciso...alguem tem que o pagar...nao sejam injenuos
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- Registado: 7/5/2006 15:58
O que eu gostava de ver mesmo que acabasse era a imoralidade da diluição em custos de empresas da aquisição de bons automóveis em Portugal.
E por isso se vê proprietários de cafés de bairro a passearem-se em BMWs ou empregados com veículos de empresa que custam muitas vezes dezenas, se não centenas de vezes dos seus ordenados. (Ainda dizem que o comércio automóvel em Portugal está mau, temos um parque automóvel fabuloso)
É que assim não interessa a forma como o IA é cobrado. Estes carros nunca pagarão 1€ de imposto.
E por isso se vê proprietários de cafés de bairro a passearem-se em BMWs ou empregados com veículos de empresa que custam muitas vezes dezenas, se não centenas de vezes dos seus ordenados. (Ainda dizem que o comércio automóvel em Portugal está mau, temos um parque automóvel fabuloso)
É que assim não interessa a forma como o IA é cobrado. Estes carros nunca pagarão 1€ de imposto.
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- Registado: 30/8/2005 15:11
A actual IA é um autêntico cancro (não só pelo seu aspecto maligno - dado que distorce o mercado e introduz algumas aberrações - como pelo facto de ter vindo a crescer ao longo do tempo). A sua extinção (a ocorrer) é uma boa notícia.
Estive a ler a notícia e a verdade é que não difere praticamente em nada de outras «promessas» e «indícios» de alteração para breve deste imposto que vêm surgindo há pelo menos uns 15 anos, a espaços naturalmente. O problema é claro está na enorme fonte de receitas que o IA+IVA geram todos os anos. Na actual conjuntura então tornou-se praticamente impossível mexer neste imposto. Pelo meio houve uma meia duzia de mudanças de cosmética que não mudaram nada do essencial, foram pequenas panaceias e disfarces para não se dizer que não se mexia num imposto de idade caquética. Vejamos se é desta...
Mas mesmo que seja e dado o contexto das dificuldades orçamentais, é claro que acabaremos por pagar tudo de outra forma qualquer. A reformulação fará talvez que se pague de uma forma faseada (em impostos municipais ou de circulação) em vez de pagar no acto da compra do veículo. Vão ter que repor a receita em qualquer lado naturalmente.
Mesmo assim, sou favorável a essa alteração e para o sector (stands) é melhor/preferível dessa forma.
Estive a ler a notícia e a verdade é que não difere praticamente em nada de outras «promessas» e «indícios» de alteração para breve deste imposto que vêm surgindo há pelo menos uns 15 anos, a espaços naturalmente. O problema é claro está na enorme fonte de receitas que o IA+IVA geram todos os anos. Na actual conjuntura então tornou-se praticamente impossível mexer neste imposto. Pelo meio houve uma meia duzia de mudanças de cosmética que não mudaram nada do essencial, foram pequenas panaceias e disfarces para não se dizer que não se mexia num imposto de idade caquética. Vejamos se é desta...
Mas mesmo que seja e dado o contexto das dificuldades orçamentais, é claro que acabaremos por pagar tudo de outra forma qualquer. A reformulação fará talvez que se pague de uma forma faseada (em impostos municipais ou de circulação) em vez de pagar no acto da compra do veículo. Vão ter que repor a receita em qualquer lado naturalmente.
Mesmo assim, sou favorável a essa alteração e para o sector (stands) é melhor/preferível dessa forma.
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1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
O Governo Português precisa deste dinheiro vindo do IA como pão para a boca, como estão a finanças publicas, o mesmo não pode abdicar destes milhões.
O que o estado vai fazer é eliminar o IA e ir buscar as mesmas receitas (se não for mais) ao imposto municipal sobre veiculos, evitando directamente de transferir mais fundos do orçamento geral do estado para as autarquias, pois o IMV é um imposto municipal.
A eliminação deste é apenas o seguimento de instruções já dadas pela comissão europeia a Portugal.
Agora como é que vai ser aplicado esta alteração não faço a minima ideia, mas amigos preparem-se para o IMV ir aumentar exponencialmente.
O que o estado vai fazer é eliminar o IA e ir buscar as mesmas receitas (se não for mais) ao imposto municipal sobre veiculos, evitando directamente de transferir mais fundos do orçamento geral do estado para as autarquias, pois o IMV é um imposto municipal.
A eliminação deste é apenas o seguimento de instruções já dadas pela comissão europeia a Portugal.
Agora como é que vai ser aplicado esta alteração não faço a minima ideia, mas amigos preparem-se para o IMV ir aumentar exponencialmente.
Não acredito que isso aconteça de um dia para o outro.
O Estado não iria prescindir das receitas do IA durante 5 ou mais anos, que era o tempo que levaria a que existisse um número suficiente de carros abrangidos pelo novo IA.
E uma mudança radical dessas iria mandar a maioria dos concessionário de automóveis em segunda mão à falência para além de chatear muito gente que tivesse adquirido carro nos meses anteriores à mudança, uma vez que os preços dos usados iriam sofrer um crash!
Aliás, se isso acontecesse a compra de um usado tornar-se-ia um negócio ainda melhor do que é actualmente. Preços mais baixos e IA já pago.
O Estado não iria prescindir das receitas do IA durante 5 ou mais anos, que era o tempo que levaria a que existisse um número suficiente de carros abrangidos pelo novo IA.
E uma mudança radical dessas iria mandar a maioria dos concessionário de automóveis em segunda mão à falência para além de chatear muito gente que tivesse adquirido carro nos meses anteriores à mudança, uma vez que os preços dos usados iriam sofrer um crash!
Aliás, se isso acontecesse a compra de um usado tornar-se-ia um negócio ainda melhor do que é actualmente. Preços mais baixos e IA já pago.
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